Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Reconciliação com Deus e com os Homens (PodCast com Diego dy Carlos, Ari Langrafe e Felipe Pessoa).

Reconciliação com Deus e com os Homens (PodCast com Diego dy Carlos, Ari Langrafe e Felipe Pessoa).

Reconciliação com Deus e com os Homens (PodCast com Diego dy Carlos, Ari Langrafe e Felipe Pessoa).

Pregações em Áudio, Vídeo e Texto + CURSO de TEOLOGIA ONLINE:

Principal


www.spurgeonline.com.br
​(WhatsApp 85-8658-8274)

Legendas automáticas:

Bem-vindos ao podcast da escola Charles
Expúgio. Sou Arilan Graf, Deão acadêmico
aqui da ES e hoje nós vamos tratar um
tema que é profundamente teológico, mas
também profundamente humano. Nós vamos
falar de reconciliação,
reconciliação com Deus, reconciliação
uns com os outros. Porque se nós,
senhores, formos honestos, cada um de
nós traz histórias quebradas, já viveu
dificuldades de relacionamento e o
evangelho entra exatamente nesses
lugares. Para tratar desse assunto,
estamos aqui com o pastor Diego de
Carlos, professor pesquisador do
seminário Martin Buter. Seja bem-vindo,
pastor. Muito obrigado. Que coisa boa
também com Felipe Pessoa, pastor da
Igreja Cristã Evangélica em Curitiba.
Obrigado, pastor. Aí, bom demais estar
aqui com você.
>> Senhores, sejam muito bem-vindos. Vamos
lá, então, pastor. Vamos começar.
Se você tivesse que explicar
reconciliação bíblica para alguém em um
minuto, o que que você vai dizer, né? O
que que você diria? Ah, eu acho que eu
diria que a reconciliação bíblica é a
iniciativa de Deus em reconciliar homens
e mulheres que são biblicamente inimigos
de Deus consigo mesmo mediante o
sacrifício de Cristo e que esta
reconciliação que a gente pode pensar é
vertical de cima para baixo. Deus nos
reconcilia consigo tem implicações
necessárias para os relacionamentos
horizontais.
A igreja, portanto, se constitui a
comunidade dos reconciliados. Então, a
reconciliação bíblica é Deus nos
reconciliando consigo mesmo, nos
inxertando nesse corpo que é a igreja e
a a realizando essa reconciliação
horizontal entre homens e mulheres
diferentes tribos, línguas.
Fantástico, porque não é uma não é só
uma questão de comportamento, a gente
tem um problema real, um problema um
pouquinho mais profundo. E quando a
gente olha pra escritura, como que a
gente pode pensar aqui, senhores, como
que é onde que a reconciliação começa?
Onde a gente vê esses esse início na
escritura? O que que vocês acham?
Eh, bom, na minha opinião, reconciliação
nas escrituras começam em Gênesis 3, em
um momento em que Deus eh vai ao jardim
em busca de Adão. Começa um processo de
restauração da humanidade após a queda,
primeiro casal. Então ali que nós temos
a primeira promessa messiânica de
Cristo. E durante todo o restante do
enredo das escrituras, nós temos um
desenrolar do que Deus está fazendo para
restaurar o relacionamento fundamental
divino e humano e de fato restaurar a
harmonia e unidade de toda a criação é
perdida em Vines 3. Então é ali que
começa e o clímax é Cristo e a
consumação final será no novos céus e
nova terra.
Ação dos novos céus e nova terra na de
apocalpes. Agora digo ótimo, a a
perspectiva de Gênesis 3 é fenomenal e a
gente precisa lembrar o que que ela nos
fala, porque tem a questão da queda, mas
como você mesmo diz, a promessa do
Messias ali aparecendo pela primeira
vez. Ora, eh, na sua opinião, por que
que você acredita que o ser humano vive
quebrando esse relacionamento o com
Deus? Exato. Cada uma resposta mais
rápida, né? Mas eh
fato, né? É, então, eh, o fato é que nós
somos reconciliados com Deus, mas ainda
vivemos nessa tensão que a gente a gente
conhece muito bem, que é fundamental
para Paulo e para toda a estrutura do
Novo Testamento, em especial entre um
reino realizado, uma uma inaugurado, uma
reconciliação que é final, não há nada
mais a ser acrescentado ao sacrifício de
Cristo na cruz, mas ao mesmo tempo nós
precisamos ainda lidar
>> com o dia a dia de seres humanos ou de
seres humanos redimidos e reconciliados,
vivendo em um mundo quebrado, ó. E aí
nós nós, obviamente, não só em
relacionamentos, mas em vários outros
aspectos, nós pecamos contra o Senhor e
e aí isso vai eh minando o nosso
relacionamento. Temos a promessa do
perdão do Paium
>> e isso vai restaurando o relacionamento.
É o perdão é a um instrumento de Deus
para a manutenção a desse relacionamento
reconciliado não só entre a humanidade e
ele, mas entre nós também.
E essa raiz de problema, talvez é um
pouquinho mais profundo, porque a gente
tende a olhar a essa questão da
reconciliação muito superficialmente. Eu
sei que vocês pensam, geralmente focando
nos comportamentos, mas o problema é
mais profundo, é separação, é separ, é
tá separado de Deus, isso acaba
quebrando outros relacionamentos,
separando-nos uns dos outros. E a gente
vai tratar agora então do que a gente
vai ver que essa reconciliação com Deus
que deve vir primeiro ou não, né,
pastor? E aí só vai ter que dizer agora,
né, como que começa isso? É, é do homem
para com Deus, é de Deus para com homem
ou é os dois trabalhando juntos? Como
que funciona essa reconciliação?
Essa é uma boa pergunta. Eh, então, eh,
Paulo usa duas palavras, uma palavra, o
grupo de palavras para reconciliação no
Novo Testamento, né, grego, eles, o
verbo reconciliar, o verbo, o
substantivo reconciliação. E nós sabemos
disso, é fato, temos acesso a a
documentos, todos os documentos gregos
até então, nós temos tudo isso em um
banco de dados. Então, nós podemos ler
esses documentos de vários séculos antes
de Cristo, no primeiro século, isso é
acessível, né? acessível aim temos
ferramentas para isso. Você pode fazer
isso na ponta dos dedos e depois você
precisa só ler os peixos e conferir,
etc. Um acadêmico chamado Stan Putra
decidiu ah seguir um site que um outro
acadêmico chamado Howard Marshall, ah,
que já faleceu, teve, de que Paulo havia
usado o verbo reconciliar de uma forma
peculiar, teria sido o primeiro a usar
da forma que ele usou.
>> Uhum.
>> Vou explicar e tentar chegar na sua
resposta. E e aí ele analisou todos os
usos do verbo eh na língua grega, em
todos os documentos gregos que nós
conhecemos hoje.
E em todos esses documentos,
especialmente na na no contexto de
diplomacia greco-romana, o que acontecer
é que a expectativa é que a o ofensor
tomaria a iniciativa de reconciliar o
ofendido. Essa era a expectativa. Então,
todas as ocorrências literárias de
reconciliação nesse nessa dinâmica
bilateral de relacionamentos ocorria
nessa estrutura. O ofensor era o sujeito
do verbo reconciliar. Elefendeu, ele
precisa iniciar o processo. Os Macabeus,
inclusive, eh, judeus, no segundo, eh,
primeiro século antes de Cristo, segundo
livro de Macabeus, usa a metáfora da
reconciliação pela primeira vez no
sentido teológico, ou seja, para
explicar o relacionamento divino humano.
Eles falam que eles conceitualizam a
ideia de que o sangue dos mártires, eh,
Macabeus, sete irmãos, havia
reconciliado Deus consigo. percebe que
eles estão seguindo a mesma dinâmica
greco-romana. Nós, a nação, ofendemos a
Deus e o nosso sangue, agora, o sangue
desses mártires aplacou a ira de Deus e
reconciliou Deus com Sil. Quando nós
chegamos em Paulo, Paulo pela primeira
vez que nós temos acesso à literatura,
né, ele investe a coisa, ele fala: "Não,
não, não, não.
>> Uau!
>> Deus toma iniciativa". Então, quando ele
começou a falar de reconciliação,
provavelmente todo mundo na no primeiro
século que tava ouvindo falou: "Ah, eu
conheço isso daí. Eu sei o que que ele
vai falar. Nós ofendemos a Deus, eu
preciso aplacar Deus. Paulo fala: Deus
que estava em Cristo reconciliando o
mundo comente então no Novo Testamento,
o conceito no Antigo Testamento, a
palavra não aparece, mas o conceito no
Antigo e claramente no Novo Testamento,
Deus é sempre o o iniciador.
É ele quem faz a reconciliação dos seus
inimigos.
E e é essa com Deus, ele é é o que toma
a iniciativa. Perfeito. É muito claro a
gente observar então essa essa lógica
aí. Vamos lá. Nossos filhos ou nossos
pais falavam assim: "Olha, você errou,
vai lá e você você não errou, você não
ofendeu, vai lá e toma iniciativa." Mas
vamos lá. dessa perspectiva de que Deus
toma essa iniciativa, o que que muda na
identidade de quem foi reconciliar?
O que que o que que é transformado nessa
vida de quem tá ali reconciliado
obviamente com Deus,
>> mas também com seu próximo?
>> Hum.
>> Boa pergunta. Eh, quando a gente volta
para Gênesis, eh, por que que Paulo em
Colossenses fala que Deus reconciliou
todas as coisas? Ao contrário de segunda
aos Coríntios 5, Romanos 5, pésos de
Colossenses, eles aumentam, expandem o
escopo da reconciliação para um escopo
universal cósmico. Ele reconciliu por
que nós temos em Gênesis 1 e do é
perfeita unidade de toda a criação.
E nós temos homem e Deus em perfeita
harmonia. Uhum. Nós temos homem e mulher
em perfeita harmonia. Nós temos o ser, o
primeiro casal e a natureza em perfeita
harmonia.
A base de toda a unidade ali,
obviamente, fundamentalmente é o
monoteísmo, né? Então, um só Deus, ele é
o originador e ele sustenta as coisas.
Em termos relacionais, o relacionamento
divino humano é o fundamental. Uma vez
que ele foi quebrado, todos os demais
relacionamentos foram fragmentados
também. Tanto isso fica bem claro na
condenação de Deus, na maldição que Deus
impõe Adão e Eva, né? Seu desejo será
para ela, para ele. E tem agora crise
entre o homem e mulher, crise entre o
primeiro casal e a natureza. Agora não
vai ser tão fácil arar. Eh, tudo entra
em colapso. Quando Deus nos reconcilia,
então a gente precisa pensar na
restauração de todas essas dinâmicas.
Então, nosso relacionamento fundamental
com Deus é restaurado. Automaticamente
isso significa que o meu relacionamento
com o próximo é restaurado. Agora eu
estou em Cristo. Essa é a nova
identidade. Eu argumentaria que aquele
que é reconciliado com Deus, ele ah
expõe, ele exibe uma ética da
reconciliação.
Então, em termos horizontais,
>> nós vemos isso claramente na na parênes
de Paulo, na na na parte exortatória das
suas cartas. Nós cultivamos virtudes que
mantém a unidade que foi criada pelo
Espírito Santo no ato da reconciliação.
Em Efésios 4:3 ele 4, ele fala que nós
devemos andar de modo digno da nossa
vocação, nos dá uma série de virtudes
como humildade, mansidão, mantém a
unidade e a ordem é para que nós
mantenhamos a unidade do espírito no
vínculo da paz em um. A unidade foi
produzida pelo espírito e eu eu agora
tenho que mantê-la.
Ó, Diego, é basicamente um movimento
evangelístico natural, porque a partir
do momento que nós estamos então
externando isso, que fomos alcançados
por iniciativa de Deus, Deus ele não
pede pra gente negociar a paz.
Isso é uma, isso é uma questão que a
gente vê em organizações, enfim, ou
mesmo pra gente construir paz em nome da
paz, vemos atrocidades sendo feitas.
Então, na cruz,
Cristo fez essa paz. Hum. Quando nós
éramos inimigos. É isso mesmo,
>> não?
Desculpe, senhores, mas é incrível
porque querendo nós tá falando da graça.
Quando a gente olha para isso é pura
graça.
>> E como o Diego tá colocando pra gente
aqui, eh, a gente tem que refletir
porque o mundo tá esperando. Não, você
ofendeu, você que pague, você que vá,
você que E aí Cristo vem e muda essa
essa ideia. Falou: "Não, eu vou lá".
E isso ah dentro do do que você tá
falando, Felipe, é fenomenal, porque a
gente não precisa criar unidade, a gente
não precisa criar paz, né? A gente
Cristo conquistou isso para nós quando a
gente tá longe. Então é incrível como a
reconciliação por parte de Deus, a essa
iniciativa
de Deus aponta paraa graça.
>> Hum. É perfeito. Eu acho que é isso
mesmo. Eu eu adicionaria só algo que eu
acho interessantíssimo também em Paulo,
em Efésios 2, 14 a 18, ele fala
justamente isso. Cristo é a paz, ele fez
a paz e ele proclamou a paz. Ele é o
príncipe da paz. O cumprimento da da
promessa zairaânica ali em segunda aos
Coríntios 5, que é um outro texto da
reconciliação, nós somos reconciliados
com Deus. Mas depois que esse processo
ocorre, Paulo diz: "E ele nos confiou o
ministério da reconciliação". Perfeito.
Então nós exortamos a todo homem e
mulher, né? Em nome de Cristo, sede
reconciliados com Cristo Jesus. Então,
ao mesmo tempo em que nós não fabricamos
essa paz, ela é fruto da graça de Deus
criada na cruz do Calvário, onde ele
derrubou a parede de inimizade. Ele nos
constituiu embaixadores da paz,
embaixadores da reconciliação. E nós
fazemos isso ao pregar o evangelho. Nós
estamos advertindo a pecadores, inimigos
de Deus, a serem a aceitarem
eh a a reconciliação que já foi
objetivamente conquistada por Cristo na
cruz. E assim nós somos esses
embaixadores. Uma vez que eles são
salvos eados no corpo, dentro da
comunidade, nós somos também todos
embaixadores da paz, mantendo a harmonia
e unidade da
>> Uau! E agora, pessoal?
>> Então, tudo isso para
>> a gente falou de reconciliação com Deus.
Isso é bonito demais. A gente fica
maravilhado, sabe aquela sensação que tá
maravilhado, é graça, porque é tudo, né?
Só que a gente precisa agora sair um
pouquinho entrar nesse nessa parte que
dói um pouco mais, que é a reconciliação
com o próximo, as pessoas que estão à
nossa volta, né? Porque se falar de
reconciliação com Deus é lindo, não é
tão bonito quando a gente trata de uns
para com os outros. E e Ari, só para
poder eh só para poder ilustrar isso, é
é basicamente que a metáfora a gente
usou nem metáfora, né? Assim, a nossa
vivência, quantas vezes nós estávamos
errados.
e mandavam que a gente que tava errado
fosse lá para poder pedir desculpa. E aí
agora, e aí você vai lá pedir desculpa e
aí
>> não é
>> justamente isso é
>> esse esse é o que nós vamos falar agora.
E aí a reconciliação entre pessoas e é
assunto que é difícil, porque eu fico
imaginando agora, senhoras, quantas
igrejas
tem pessoas com relacionamentos
quebrados ali dentro da comunidade da
graça. Quantas pessoas hoje não estão
passando por dificuldade nas suas
famílias e são situações reais,
doloridas e aí a
>> legítimas, né?
>> Legimas. Bom, legítimas também, né? E a
gente vai tratar de reconciliação, a
gente vai falar de perdão, obviamente,
né? E por que que perdoar é tão difícil
para alguns? A gente porque esses
relacionamentos se perpetuam na igreja,
né? Você tem pessoas que podem passar
às vezes anos problema de relacionamento
não resolvido. Aí, por que que é tão
difícil que acontece?
Tão difícil perdoar ou pedir perdão?
As duas coisas. Eu acho que as duas
coisas. pens vamos começar pelo perdoar.
Por que que por que que perdoar é tão
difícil?
>> Eh, eu fiz essa pergunta, mas eu acho
que ela a resposta é semelhante os dois
casos, pensando em mim mesmo, né? Eh,
minha experiência, eu acho que isso tem
a ver muito com o nosso orgulho, porque
perdoar não é natural, sobrenatural.
Então, perdoar alguém que nos ofendeu,
deixar a a dívida, né, do lado e não
cobrar aquele que é justo quando nós
somos ofendidos de forma ruscamente.
Isso não quer dizer que o perdão ele
também não envolve justiça, porque a
justiça tem que ser feita neles, né? A
gente pode falar mais sobre isso depois.
Você não tem que pedir que vítimas se
calem em nome de perdão. Não é esse o
perdão bíblico. Mas o perdoar é você
primão de algo que é seu, mesmo que seja
o sentimento, etc. da sua reputação,
talvez uma diflamação eh magoou. E eu
acho que o orgulho é o grande fator nos
impedem, né, impedem seres quebrados
como nós de perdoar mesmo diante da do
exemplo de Jesus e grande perdão que nós
recebemos de Deus. Não há nada tão
grave, né, diante do exemplo de Deus
para conosco, né, o perdão dele conosco
seja tão grande que nós não possamos
perdoar.
E eu nós vemos que obviamente te ouvindo
e a tua perspectiva não só de Cristo eh
ou não só de Paulo, mas em Cristo, como
ele que inicia isso a partir de Deus,
tá? Eu eu perguntaria assim, existe um
limite para reconciliação
ainda dentro dessa perspectiva de
reconciliação entre pessoas? Hum. E se
existe esse limite, qual que seria ele?
>> Não, eu não creio que haja limite para
reconciliação, certo? Ah, o que eu creio
é que nem sempre o perdão vai gerar
reconciliação.
>> Perfeito.
>> Isso é o que é isso. A reconciliação ela
pressupõe necessariamente o perdão. Não
existe reconciliação sem perdão.
>> Sem perdão.
>> Mas o perdão não pressupõe reconciliação
necessariamente.
>> Você tá falando de restauração de
relacionamento.
>> É porque nesse caso de o perdão eh
resultar em reconciliação, é necessário
que o perdoado ou que as duas partes
queiram a reconciliação. Mas eu creio
que é possível eu perdoar alguém que me
ofendeu e querer me reconciliar com ele.
Aquele que perdoa deveria buscar a
reconciliação, mas se ele não quiser, eu
não sou forçado a nada, porque não pode
o meu controle, entende? Não, essa é uma
pergunta recorrente que de fato eu que
eu recebo, mas ele não quer se
reconciliar comigo. Mandamento bíblico
não é para você obrigatoriamente fazer
com que ele se reconcilie com você. não
tem essa depende dele. Ele é um agente
moral, ele vai decidir se ele tem ou
não, mas eu posso ainda assim perdoá-lo.
Uau! Isso me lembra um pouquinho os
Efésios, né? Efésios 4:32, né? Que ele
vai colocando, ó, perdoando uns aos
outros assim: Deus em Cristo nos perdoa.
Então, um texto muito forte da
reconciliação sinal 4 32 a 52. Muito
forte.
>> É incrível, né? Então essa base não vem
de nós, né? vem, vem da graça de Deus, o
perdão que ele nos concedeu. E aí a
gente vai paraa situação real, porque
perdoar, ah, não é fingir que nada
aconteceu, né? A gente vive muito isso,
ah, vamos esperar a poeira baixar, né?
>> O tempo, o tempo, o tempo cura cura
tudo. A gente muito dessas coisas. O
tempo vai curar, vamos varrer isso aí,
vamos deixar para lá, bola paraa frente.
Tem no Brasil muita coisa, né? que trata
de de frases para deixar o perdão em
segundo plano. Mas perdoar é olhar para
Cristo, é escolher não cobrar uma dívida
mesmo sabendo que ela existiu. Então a
gente entra agora ah, no que eu vou
chamar de casos difíceis, porque tá lá,
né, e você aconteceu, né, e são coisas
que aconteceram que machucam pessoas,
né? Vamos colocar aqui
uma sessão aí honéses, por favor,
brainstorm aí, tá? Ah, vamos lá. Tópicos
possíveis que a gente pode lidar quando
se trata de relacionamentos quebrados.
Eu vou colocar aqui traição,
divórcio, famílias quebradas. A gente vê
esse cenário, a gente também olha o que
tem sido discutido muito hoje na igreja
brasileira, que a igreja machucando
pessoas por meio da liderança, uns com
os outros. Eh, liderança abusiva, vamos
isso, liderança abusiva. E e o que o
Diego acabou de colocar, que a gente
pode aprofundar um pouquinho, é que
quando pessoas não querem reconciliação,
>> né? Eu acho que esses esses temas
>> Uhum. Seria legal a gente discutir um
pouquinho. Quer começar com o primeiro?
Quer pular algum? Não. Você vai lá.
>> Vamos lá, então. Deixa eu fazer uma
pergunta então para balizar aqui os
nossos temas, né?
>> Vamos lá. Eh, o o cristão, ele pode
estar reconciliado com Deus e ainda
viver conflitos humanos? Ou seja, nós
estamos falando sobre questões, eh,
vamos lá, que é o termo aqui, vamos lá
novamente, legítimo,
>> uma questão de uma traição, uma questão
de uma de uma uma liderança abusiva. E e
recentemente eu até vi uma uma um jogo
de palavras dizendo assim: "Nossa, eu já
vi muita gente eh
denunciando que foi abusado em algum
sentido pela igreja, mas eu nunca vi
falando que essa pessoa abusou da igreja
por conta da sua postura". Ou seja,
>> tem aqui uma tem aqui uma são são
tóticos reais, são causas honestas. E aí
o cristão, ele pode estar reconciliado
com Deus e ainda viver esses conflitos e
são vários os conflitos humanos que nós
estamos enitos, né? A ideia do ainda não
está consumado.
>> Isso justamente por isso, eu creio que
ele pode Uhum.
>> Mas não deve. Então ele pode porque nós
somos pecadores. Então eh nós vamos ter
conflitos. É inevitável. Quer dizer,
no momento em que nós abrimos a boca,
nós já estamos sujeitos a a criar algum
tipo de conflito, né? Mas ele não deve.
João fala que aquele que ama, diz que
ama a Deus, mas não ama o seu irmão,
mentiroso.
Ele não é verdade.
Então, interessantíssimo, porque estava
falando mais cedo, acho que a gente
mencionou alguma coisa sobre, ah, mas a
gente aprende que eu eu sou culpado,
então devo ir lá, né? Em Mateus 6, Jesus
conta o exemplo de quando de alguém que
estava indo para eh sacrificar a Deus,
mas lembrou que alguém tinha alguma
coisa contra ele. Nesse cenário, aquele
que estava indo sacrificar ofendeu
alguém, não é? Você lembrou que alguém
tem alguma coisa contra você? Você é o
ofensor, você é o culpado. A ordem de
Jesus é: vai lá e reconcilia-te com Mas
lá na frente, Mateus 18, ele conta uma
outra história. Diz: "Olha, se o teu
irmão pecar contra ti,
vai lá".
>> Uau.
>> Resra.
>> É. Então, então Jesus diz: "Em nenhum
cenário você tem que esperar o outro.
Você vai. Se você é o ofensor, você vai.
Se você foi ofendido, você vai. Se todo
mundo tiver essa disposição na igreja, a
gente não vai ter conflito por muito
tempo. Então, o conflito vai existir,
mas o que as escrituras exigem de nós é
uma disposição de de buscar a
reconciliação. Isso não quer dizer que
ah não deva haver justiça. Em caso de
abuso, por exemplo, eh tem um livro do
Don Carson que é Love in Hard Places.
Ah, eu acho que ele não foi traduzido,
que é amor em situações, lugares
difíceis. E ele conta, ele fala isso,
né? Ele fala que esse tipo de perdão que
não lamenta a imoralidade, não lamenta o
abuso, não lamenta a situação difícil,
ele pode ser o oposto do amor. Ele não é
amor bíblico, não é? Então você pode
perdoar. Ele tá nesse, ele esse texto é
no contexto de perdão. No livro dele,
você tem que perdoar, mas o perdão
bíblico não não exclui a justiça divina.
Perdão bíblico nunca é barato, nunca é
graça barata. Jesus teve que morrer para
que houvesse perdão. Então, a, mas a
racionalização ou ou a lógica do perdão
bíblico é uma vez que Deus pagou o preço
último, mais alto, qual outro preço
humano é tão alto ao ponto de você não
poder e não querer perdoar alguém? E
entra a parábola de Jesus sobre o fedor
incompassivo. Perdoei tanto, você não
consegue perdoar outro que teve uma
mxaria.
>> Uhum.
>> Entende? Mas eu sei que cada caso é um
caso e são coisas difíceis, mas perdão é
difícil e reconciliação é difícil, mas
isso não quer dizer que não seja a ordem
bíblica. Cos importante. Você é ofensor,
você é ofendido. Vai lá.
>> Acho que isso tem que ser. Vai lá, vai
lá. E é interessante porque o padrão do
cristão não é definido pela
consequência. A consequência deles vão
elas vão existir. Sim. Se alguém matou,
a consequência do crime que ela cometeu
vai existir. Agora, padrão do cristão é
o próprio Cristo.
>> E o padrão e o a a
>> ele coloca essa régua lá e vai até lá.
>> Vá, né? Busque isso.
>> Eu queria aproveitar ainda essa essa
fala sobre abusos, que é bem algo que tá
bem perversando ainda, né, nas redes,
nas mídias e na no nosso contexto de
Brasil, América do Norte, etc.
Eh, e entra bastante essa questão do
perdão e e há essa disputa, essa essa
essa discussão mais teórica às vezes de
se o perdão ele deve ser incondicional
ou se ele é transacional, né? Há uma
transação aqui comercial mais ou menos
assim merecida. Ou seja, a disputa é em
livros, inclusive eu eu preciso para que
o perdão seja liberado, o o meu ofensor
precisa pedir perdão. Você eu tenho que
esperá-lo pedir ele pede perdão, então
perdoo. Essa é a dinâmica bíblia. Ele me
pede perdão e eu perdoo.
>> Ou eu devo perdoá-lo mesmo que ele não
se arrependa, mesmo que ele não perdoe.
É uma disputa. Converso muito. E e
aqueles que advogam a ideia do perdão
mais transacional, que o que eu devo
esperar que ele se arrependa, acusam os
demais creem em um perdão imerecido,
digamos assim. Ou seja, o cara não me
pediu, mas eu perdoo ainda assim, porque
é algo que tá aqui no meu relacionamento
com Deus. Eu perdoo ele, o meu coração
que táindo primeiro. Uma das acusações é
que isso tem eh viabilizado abuso,
porque é o tipo de raciocínio que você
eh impõe algumas vítimas dizendo: "Olha,
mas não não leva ele paraa delegacia,
houve um abuso, mas não vai, né, vai
fazer nada perdão, porque esse é o
perdão bíblico, perdoa ele." Esse tipo
de perdão não é bíblico.
Esse perdão não pode excluir a justiça
bíblica. OK? Então, não se pode usar
esse tipo de argumento. Então,
>> eu acho, eu creio que os dois, as duas
perspectivas estão,
corretas em alguns aspectos e fundamente
erradas no que no que é o perdão
bíblico. Então, o perdão bíblico ele ele
ele exige um preço a ser pago, sim. Tá?
Então, eh, não se pode. Eu só quero
deixar claro que aqueles que advogam
perdão incondicional, eles não podem
mesmo. E não é o bíblico, não é o que eu
tô dizendo. Ele vigia que a vítima se
cale. Se nós fizermos isso, nós somos
realmente cúmplices de perpetador, de de
culpados, e criminosos, etc., né? Mas o
perdão bíblico, ele é ele pode ser
incondicional em alguns contextos.
Quando Jesus fala, quando você estiver
orando,
lembrar de al, você pode perdoe em seu
coração, você pode perdoar durante a
oração. Você não você não me pediu
perdão, eu perdoei você enquanto eu
orava a Deus. Mas outro caso ele fala:
"Mas se alguém pecou contra você e te
pedir perdão, perdoa 70 x 7".
>> Uau!
>> Então,
>> e essa dinâmica funciona, né? Porque o
perdão ele não é só para a outra pessoa,
ele ele toca o nosso coração de certa
forma. Aí e em situações que eu eu tive
dificuldade, for
relacionamentos difíceis,
pessoas que vão nos ferir, né? a gente
acaba também ferindo outras pessoas
nesse processo. Não, a gente é humano.
>> Hum.
>> E e eu uma vez eu cheguei na igreja mais
cedo, falei: "Senhor, me ajuda, eu não
quero sair daqui. Derrama o teu amor no
meu coração, me ajuda". Eu fiquei ali,
né, aos pés da cruz e foi gostoso
demais, né? Quando falar, puxa vida, tá
aí, tá perdoado. E Senhor, me usa para o
que o Senhor quiser. E a gente passa
amar essas pessoas e passar do tempo,
você ainda pode ser um instrumento na
vida dessas pessoas para restauração,
para reconciliação, para tantas coisas.
Então, eu vejo que o perdão não é só um
benefício para a pessoa que é perdoada,
mas para aquele que perdoa também. E ele
traz amor pro nosso coração. Ele reflete
a graça e a misericórdia que Deus teve
para conosco. Muito mais, né? Pensar um
só pra gente poder cambiar um pouquinho
mais.
Ah,
a gente viu aqui a a reconciliação entre
pessoas e mais uma vez, né, trazendo
casos legítimos, verdadeiro aí no
evangelicalismo, não só no Brasil, como
você trouxe, em vários continentes, mas
aí a gente entra então na no que é a
missão da igreja. Hum.
Como, como que a gente trata isso?
Porque vamos lá, digo, a igreja deveria
ser o lugar mais reconciliado
do mundo.
Que que você dentro da missão, dessa
ideia de missão da igreja, do nosso da
nossa chamado nossa grande função dada,
pelo próprio Cristo, a igreja deveria
ser esse lugar mais reconciliado do
mundo. Tô escrevendo um livro agora
recentemente para para vida nova sobre
reconciliação em Paulo. E eu argumento
que sim, em Efésios 3, Paulo vem
tratando sobre o mistério. Desde o
capítulo um, quando do mistério de Deus,
quando ele chega no capítulo dois, ele
fala da reconciliação que Cristo operou,
eh, sendo ele a paz, ele fez a paz e
proclamou a paz, unindo, né, judeus e
gentios em um só corpo, recriando assim
a humanidade. fala recriando assim eles
em um só em um novo homem, nova
humanidade da início do capítulo 7,
capítulo 3, desculpa, ele fala, ele
explica o que é o mistério, que é que os
gentios são cordeiros da mesma da
promessa juntamente com os gentios. Mas
versos 9 e 10, Paulo fala que o mistério
que ele proclamava eh também se tem um
aspecto missional. É o único lugar em
que um pouco de missões aparecem em
Efésos. Ele fala que a missão da igreja
é tornar visível para os principados e
potestades
aquilo que Deus realizou na
reconciliação.
E eu penso que Paulo está elaborando um
pouquinho sobre a oração sacerdotal de
Jesus em que ele e que ele diz e que
Jesus ora dizendo: "Pai, a assim como tu
e eu somos um só, que eles sejam um só e
para que o mundo veja e creia que tu me
enviaste através da unidade deles,
através da dessa vida reconciliada
deles."
Então, é somente quando a igreja é
reconciliada e unida
e ela é efetiva na sua missão.
>> Então, a igreja ela deveria ser, ela é
biblicamente
a demonstração microscópica daquilo que
Deus realizou no macro, reconciliação
universal, ela é visivelmente expressa
aos principados e potestades através da
unidade da igreja. Essa é uma das
doutrinas mais caras para Paulo. A gente
fala muito deção pela fé, a unidade da
igreja. Veja a ênfase que ele põe em
praticamente cada uma de suas cartas
sobre a unidade da igreja e a
importância de mantê-la, porque ela está
alicada na unidade do próprio Deus, na
trindade. É os capítulo 4, mais uma vez
versos 6 a 7, quando ele fundamenta a
unidade na trindade, então ele não pode
quebrar o corpo, dividir o corpo. É
muito forte. Primeiro aos Coríntios, em
Filipenses, com divisões na igreja de
Filipos, eh em Colossenses, muito forte
em Efésios com reconciliação. Filemon,
palavra reconciliação não aparece em
Filemon, mas qual é o tema de Filemon?
Não é escravidão, gente, é
reconciliação.
E sim, a resposta é sim. A igreja
deve-se, ela é, essa é uma expressão que
eu uso no livro, a comunidade dos
reconciliados. E igreja reconciliada,
muito bom, continua reconciliando.
Então, igreja reconciliada sempre
reconciliada.
Então não é não é só o lugar mais
reconciliado do mundo, mas é também o
lugar mais reconciliador do mundo. A
gente come embaixada, a igreja como
embaixada no mundo, proclamando a
unidade, a paz, tornando possível isso.
Ah, isso também me lembra Paulo em
Romanos. É incrível quando chega no 14,
né, capítulo 14, ele fala: "Olha,
pessoal, isso ele vai olhar pros fracos,
né? Ele tá falando de consciência ali,
né? né? Não é ser fraco. Em outro
aspecto, ele falou da consciência, ele
falou: "Olha, vocês não devem julgar os
fortes fortes, vocês não devem desprezar
os fracos. Ele ele termina com esses
conselhos. No capítulo 15, ele vai fazer
o que agora? Vocês t que trabalhar junto
para no final do capítulo 15 ele dizer:
"Agora vamos cumprir a missão. A gente
vai, vocês dois juntos vão poder cumprir
isso. Vocês brigando, vocês não
testemunham, né? Vocês não são esse
testemunho da graça, mas vocês se
unindo, vocês proclamam e aí ele vem
falar de lições. É só depois. É incrível
isso. Esse é um bom exemplo do meu
ponto, porque você vê que no capítulo 5
ele fala da reconciliação vertical. Deus
nos reconciliou consigo, mas depois ele
prepara o terreno todo. Não é só isso,
mas mais à frente ele vai promover a
reconciliação, mediar a reconciliação
entre os fracos e os fortes. Você tem
agora o aspecto horizontal da
reconciliação. Você foi reconciliado por
Deus, né? Live uma vida de
reconciliação, de harmonia uns com os
outros, os só.
>> Uhum. Isso aparece como um padrão em
várias outras caras de Paulo.
>> Aliás, e e é interessante, não é
interessante porque assim,
>> quando a igreja que omite, vamos colocar
aqui, nesse seu processo ou nesse seu
dever melhor de ser reconciliadora, não
só de ser o ambiente mais reconciliado,
é nós estamos simplesmente não sendo
igreja, igreja que não deve, né? usou aí
o é e isso é para mim isso fica muito
marcante aqui, né? Não é que ela deve
uma possibilidade de não ser que ela não
é, ela nega a sua,
o fato dela ser corpo de Cristo. É.
>> E assim, eu amo a igreja e acho que nós
devemos amar a igreja de Cristo. E a boa
notícia é que pela graça de Deus a
igreja é isso.
>> Uhum. Eu sei que o que mais dá
visibilidade, mais likes nas redes
sociais é são os maus exemplos de igreja
que não é reconciliadora, de igreja que
é abusadora, que é uma palavra talvez
mais popular das mídias hoje, ano
passado. É, mas o fato é que só os maus
exemplos são lançados lá, mas a igreja
vem há 2000 anos promovendo
reconciliação. É bção de Deus. A gente
precisa ir, obviamente, se vigiando, nós
mesmos. Não, pastor tem que fazer isso
não. Eu sou agente da reconciliação e a
gente vai tropeçar e aí a gente vai tem
perdão para isso. Se se a igreja fosse
perfeita, Deus não teria instituído o
perdão para manter a unidade. Mas a
igreja é muito linda, porque cheia de
gente diferente, com relacionamentos
diferentes, backgrounds diferentes. Nós
pecamos, mas a igreja vem há anos, há
séculos, né, mostrando a exibindo esse
bonito evangelho de Cristo. Agora, é
óbvio, tem as igrejas e tem exemplos
maus, então sempre vai ter. Mas é isso
mesmo. Quando a igreja não não está
vivendo essa reconciliação, eu não creio
que ela está sendo efetiva. Ela cai
naquilo que João mesmo fala. Se você diz
que ama a Deus, mas se não está na mesma
página lá com seu irmão, tem alguma
coisa errada aí, irmão. Tá certo? E eu
fico pensando assim, pessoal. Ah, vamos
colocar aqui trazendo um pouquinho paraa
prática da igreja existindo hoje no
mundo. Ah, quando a gente pensa na
igreja, tô falando uma igreja boa, tá?
Não tô diz igrejas, igrejas, vamos pegar
uma igreja onde a palavra tá sendo
proclamada, onde a gente vê ah o povo de
Deus adorando o Senhor.
Eu acredito e eu penso que a unidade tem
que ser algo a ser preservado,
sabe? Tem que ser visto com esmeriro.
Por quê? digo, e aí vem a minha pergunta
para você, né? Ah, o que que você pensa
desse movimento de membros, tá? Que
ficam pulando de igreja em igreja?
Porque eu eu arrisco dizer, eu já vi uma
pesquisa lá no bar, né, entendendo que
as igrejas mais crescem hoje
por transferência, né? Então ele sai de
lá, vem para cá e vai e fica e vai. E a
gente não vê muito a um movimento
diferente disso. Que que você pensa
sobre isso?
>> Ah, eu eu acho que eles são talvez
muitos deles são os mesmos desigrejados,
né? Que nem uma igreja é boa suficiente
para eles.
Eu acho que eles deveriam se unir online
aí, criar um movimento,
eh,
>> não dá ideia. É, eu acho que eles
deveriam se unir e fundar essa igreja
perfeita que eles estão procurando, que
seja digna da presença deles lá.
>> Uau!
>> Eh, do Porque até a consumação e até a
volta de Cristo, eu lamento dizer para
para todos vocês, irmãos, vocês não não
vão encontrar uma igreja de perfeita. E
se encontrar uma perfeita, eu imagino
que no momento em que você entrar lá,
ela vai, ela vai bagunçar,
>> deixa ela deixa de ser.
>> É, então ela é imperfeita porque sou eu,
você, somos nós que compos essa igreja.
Então, eh, se fala muito às vezes esses
que pulam de fala, talvez é capaz até de
falar muito de graça, mas são
pouquíssimos graciosos com os irmãos,
liberam pouquíssima graça com os irmãos.
Então,
>> eh, eu lamento bastante e essa turma. Eu
espero que eles encontrem um lugar em
que eles possam florescer, eles possam
ser alimentados pela palavra de Deus e
crescer. Então, eu não creio que seja
saudável para ninguém não ter alicerce,
sabe?
não está na igreja servindo, né?
Servindo e sendo alimentado.
Eu não e vamos pensar que Deus também
não faz movimento levar as pessoas. Ele
ele tá trabalhando assim, mas a
reconciliação tem que ser uma
prioridade, né? Se Deus fizer isso é uma
cura. Agora, enquanto a gente estiver na
igreja, a gente tá buscando reconciliar,
tá buscando reconciliação, tá buscando
essa harmonia, porque na igreja eh não é
um lugar onde ninguém guerra. Eu vejo o
contrário. Na igreja é o lugar onde a
gente erra, né? A gente vai falhar, tem,
mas é o lugar onde a gente não precisa
fingir que nunca errou, porque a gente
tem esse recurso. A gente pode perdoar,
ser perdoado. E a gente cresce quando a
gente faz. Eu só consegui colocar um
ponto aqui porque eu tô lembrando que de
um argumento que muitas vezes é
utilizado
eu não estou, né? A gente colocou aqui
desigrejados, né? Ah, não, eu não estou
nessa, eu não estou com a igreja porque
aconteceu isso. Então, ou então o
contrário. Não, eu eu sou eu tô tão mal,
eu eu sou tão pecador, mas quando eu me
me ajustar, quando eu me corrigir, aí
então eu vou para lá, porque por
enquanto ainda não consigo entrar de
novo. Eh, eu acho que eu vou pegar aí se
se talvez seja essa pessoa que você está
ouvindo esse esse podcast. Então, ah,
acredito que você precisa aí essa
igreja, né, que foi colocada aqui pelo
Ari Pregue a palavra busca e ouvindo
também, Diego, de pensarmos sobre isso,
de estarmos em comunhão com os irmãos,
vivendo esse ministério da reconciliação
que nos foi dado, sendo verdadeiros
promotores da paz, começando por nós,
que é um alto exame. E às vezes, não é o
caso que você citou, mas às vezes eh há
uma outra igreja na cidade que com a
qual você tenha mais afinidade, que é
ótimo. Ótimo. Que legal.
>> Por favor, se você tá numa igreja aqui é
mais reformada, é mais eh paradinha, mas
eu gosto daquela ali. Eu espero que seja
uma reformada também, mas eu gosto
daquela lá. Eh, e você pode ir lá sem
problema. É muito melhor você, eu creio,
eu daria uma bção como pastor, é muito
melhor você servir lá e ser alimentado e
estar bem lá do que talvez dividir essa
igreja aqui. Então eu acho isso
saudável.
>> Se você não consegue ficar em um lugar
nunca, né, de muito tempo, não creio que
seja bom para você. Vai acabar minguando
um pouquinho na sua talvez seria essa
ideia de há movimentos que são
possíveis.
>> São, eu eu creio que Deus faz isso,
>> certo? vai trabalhando no meio dos dons.
>> Uau! E agora vamos lá, então vamos
pensar um pouquinho mais. O pastor Diego
acabou de falar e tem trabalhado um
livro, certo? E a gente tem comentado um
pouquinho, pastor tá na Semana Magna
aqui falando um pouquinho aí desse tema
tão importante, tão tão vital paraa
igreja e tá escrevendo esse livro,
Editora Vida Nova.
>> Vida Nova,
>> OK? Editora Vida sobre reconciliação nas
cartas de Efésios. Colossenses e
Pilemon. Pilemon. Uau! Conta um
pouquinho pra gente por que que você
escolheu esses três livros, pastor. É ou
deixou ali romanos, né? Eu não,
>> eu não tenho competência sobre Romanos.
>> Vamos lá.
>> É, é, é uma boa, é boa pergunta porque
essas três cartas elas, elas têm uma
relacionamento literário entre elas. Eh,
tanto que nós temos muitos comentários
com Colossenses e Filemon juntos, outras
inclusive pedas de Colossense juntos.
Então você vaternidades,
>> mas eu não conheço nenhum livro, nem em
português, nem em inglês, nem em alemão,
eh, que tratem essas três cartas juntas.
E aí eu tive a a ideia não é minha de
fazer isso, mas quando eu tava no início
dos meus estudos de doutorado, eu li um
artigo muito bom de de um acadêmico,
inclusive da Universidade Indotava,
chamado Max Han. Ele tem um um livro, um
artigo curto sobre eh reconciliação
praticamente em Filemon, Colossenses e
Efésios. Eu acho que a gente precisa de
algo assim no Brasil também, mas foi
logo no início, anos depois eu cheguei
aqui, o Jonas inclusive, né, me
incentivou a escrever, eu ia esperar um
pouquinho mais e me incentivou a fazer
esse ó. Então a ideia é que eu creio que
as três cartas foram enviadas em uma
mesma ocasião por Paulo na prisão de
Roma para aquela região da da da Ásia
Menor, especialmente Vale do Rico e
Efésios.
Mas eu ainda penso que a Félix é uma
carta encíclica circular para toda
aquela região e ela expande, tem as suas
próprias nuances e ênfases um pouco do
que tá em Colossenses, mas tem muita
coisa ali. Ela serve como um uma carta
que circularia todo ali. E a ênfase é
muito grande em reconciliação em
Efésios, porque eu creio eu creio que
ela reflete a ênfase de reconciliação
muito forte de Colossenses
e um problema de unidade na igreja
causado por um ensino falso.
>> Uhum. Mas ao mesmo tempo, Colossenses é
meio que uma carta eh que que uma carta
preparatória para Filemon. Então, no
final de Colossenses, você lê que na
saudação Tíquico e Onésimo, que é o
escravo de Filemon, são enviados por
Paulo como seus emissários daquelas
cartas. Eu imagino um cenário em que eh
Filemon era o dono da casa onde aí pelo
menos uma parte da igreja de Colosso se
reunia e Paulo envia a carta para ele,
mas também paraa igreja que se reunia na
sua casa. E imagina você, Paulo quer
reconciliar Filemon como, né? E aí todos
estão escutando a carta porque as cartas
de Paulo eram líder em público, nem todo
mundo conseguia ler e era um costume da
época. Então, Tigo está era o
responsável por ler a carta para todos.
Ele tá lendo a carta de Rom de
Colossenses, onde ele fala bastante de
reconciliação, de ética da
reconciliação, como o argumento. E
Fileimão tá sentado lá
no final. Eh, ele fala sobre o
relacionamento de senhores e escravos
também no código doméstico no final,
como ele faz em Efésios, no final,
quando ele termina, ele fala, pessoal,
começa a se levantar para ir embora.
Sim, só um instantinho. Tem uma segunda
carta que eu preciso ler para vocês
também. Essa carta Nevesmo Valer. Eh,
essa carta endereçada para você,
Filemon, mas também para toda a igreja
que tá aqui na sua casa. Ele vai ler a
carta de recomendação de Paulo a
Filemon.
>> Cara, eu queria sóar um pouquinho ali,
né? nem fosse uma lagartixa.
>> Então
>> então Paulo sabia o que tava fazendo.
Filemon por vários capítulos de
Colossenses ouviu sobre reconciliação e
agora ele recebe uma carta para ele
dizendo a Anti Wright tem uma frase
fantástica sobre Filemon e o que tá
acontecendo ali. Ele diz que e Deus
estava em Paulo reconciliando Filemon
como.
Isso é uma jogo de palavras com que ele
faz em Paulo faz fala em em segundos
Coríns 5. É isso mesmo.
>> E então as três cartas elas podem ser
lidas canonicamente, sendo enviadas na
melhor argumentação, eh, na mesma
ocasião, da mesma prisão, para um grupo
de gente que meio que o mesmo grupo,
exceto Félios, que é mais geral ali, mas
desenvolve a ideia de reconciliação. Nós
temos reconciliação eh cósmica em
Efésios, mas voltada para os dois
grandes grupos inimigos entre a
humanidade judeu e gentil. Colossenses,
mais especificamente ali, algo mais
cósmico de todo o cómo, o cosmo sênido,
reconciliado. E nós temos um teste da
doutrina. Paulo vem falando, como vocês
vem, a gente vem conversando nesse
podcast, Paulo vem falando sobre
reconciliação, tá? Mas é bonito, a
teoria é legal, Deus reconciliou. E na
prática como é que funciona? Paulo diz:
"Vamos testar esse negócio agora com a
Filemonia Nésimo. Nesma, vocês precisam
se reconciliar." E Paulo foi o mediador
dessa reconciliação. E ele tava
aplicando a reconciliação agora no
aspecto horizontal. Por isso faz muito
sentido ler as três cartas juntas,
concluindo com Onésmo e Filemon.
Quando a gente olha para Paulo, né,
nisso, a gente vai olhar o Filemão, mas
Paulo se coloca como é, olha, se tiver
alguma coisa que eu possa fazer e vou
fazer. Você vê que Paulo se coloca eh
Paulo ali se coloca no, ele meio que
alude a Cristo Jesus nesse processo de
reconciliação. E isso tem muito a nos
ensinar, porque foi justamente isso que
Jesus fez, né?
Pensa em Filipenses, capítulo 5, versos
eh, capítulo 2, verso 5 ao 11. Ele se
esvaziou de sua glória, assumiu a forma
humana. Paulo tá dizendo, olha a dívida
dele põe na minha conta, deixa que eu
pago. Como Cristo pagou a nossa conta e
eu me esvazio de toda a autoridade que
eu tenho para te pedir em nome do amor.
E e Paulo se coloca nesse como
embaixador da reconciliação. Ele ele
vivia aquilo que ele ensinava. Bota no
papel de Jesus e fala: "Olha, eu assumo
a dívida dele, há uma dívida põe na
minha conta". Você me deve até a sua
vida, mas eh só para deixar isso claro
aí, mas tudo bem. Põe, põe na minha
conta que eu te pago. E havia uma dívida
real. Onesmo, eu não creio que ele tava
fugindo, que ele era um escravo, tava
fugindo, mas havia uma dívida mesmo,
porque no momento em que ele deixa de
servir o seu senhor, ele tá obviamente
acumulando dívidas para ele, né? Então
Paulo tá dizendo: "Eu tô sendo sério, eu
vou pagar a dívida, pode colocar em
conta". E e Paulo age como esse mediador
que a gente deveria também ser na
igreja, né?
Pois.
E aí?
>> E aí? E eu acho que respondeu bem a
pergunta, né?
Bem,
digo, no livro eh sem sem spoiler, com
spoiler aqui, né? Mas vamos lá.
>> Olha, tem que sair esse ano, irmão. Vai
com spoiler mesmo. Vai comer. Vamos lá.
Tenho assim, a, óbvio, a gente já chegou
aqui até aqui, esse momento da do nosso
podcast e, enfim, as pessoas estão aqui
assistindo, eh, viram aqui um, um fio
condutor da reconciliação, já falamos
sobre isso, mas aqui em Efésios,
Colossenses e Filemon juntos, que que
você diria que aí esse fio condutor aí
ia ser dos três? Reconcilia, não,
reconciliação é uma maneira de ler as
três cartas canonicamente, tá? Eu não
quero dizer que é o centro das
pré-escartas, há várias outras eh
ênfases lá, Efésios. Então, fantástico.
Eu creio que Colossenses foi escrita
primeiro, logo em seguida Paulo expande
isso. O que que acontece? Colossenses é
uma carta polêmica no sentido de que ele
responde a a problemas de falsos mestres
na igreja. Um dos problemas que eles,
uma das consequências do falso ensino
era divisão e e quebra de unidade,
porque eles estavam dissociando o corpo
da cabeça que é Cristo e era a fonte da
unidade e havia esse problema lá que ele
precisava resolver. Em seguida, ele
escreve Efésios, que é mais geral,
eh, e aí como um efeito profilático,
porque provavelmente o problema que
estava acontecendo na igreja de Colosso
poderia infectar as demais igrejas na
região da Ásia Menor. Não era difícil
circular entre aquelas sete igrejas que
que João menciona em Apocalipse, tá? É
fácil por conta das as estradas romanas.
em uma semana, talvez, um bom carteiro,
com boa saúde poderia percorrer aquela
região toda. Eh, tanto que Paulo fala,
olha, a igreja, a carta que foi lida em
Odisseia, seja lida em Colossenses e
vocês lá. Então, Paulo queria que essas
cartas circulassem mesmo. Então, eu
creio que reconciliação é uma maneira de
você perceber a unidade entre as três
cartas. Então, como eu argumentaria e
como eu argumento no livro, eh, em
Efésios, em Colossenses e Efésios, você
tem essa ênfase de Paulo numa
reconciliação mais cósmica, tá? envolve
coisas nos céus e na terra. As coisas no
céu para Paulo são feiras espirituais,
são pacificados. É o espolha aqui, ele
não tá falando de relacionamentos de
demônios com Deus também restaurados,
salvos, etc. E são pacificados,
colocados no seu lugar. Isso é o cabeça.
Eles estão sobre, mas a os elementos da
terra são seres humanos.
>> Uhum.
>> Em Efésios, a ênfase de Paulo, eu
argumentaria, está nessas coisas na
terra. como que a reunificação cósmica
de Efésios 19 a 10, em que ele fala que
todas as coisas convergiram em Cristo,
todas as coisas, aquilo para mim é
reunificação, eu posso mostrar isso. E
aí ele vai usar o grande exemplo de
divisão social conhecido no mundo eh da
época, principalmente no mundo judeu,
que é a divisão entre judeus e gentios.
Fala, tá vendo? Ela é unificação
cósmica, a expressão visível, inaugural,
como você perguntou mais cedo no
podcast, é a unidade criada a partir da
reconciliação entre esses dois grandes
inimigos históricos quando Jesus
derrubou a parede de separação. A partir
daí, toda a exortação de Paulo no
capítulo 4 parte de pressuposto que nós
somos uma nova criação, um só. Tanto que
há um mandamento de Paulo em Efésios
4:3. Mantenham
mais do que isso, que vocês tenham essa
essa pressa em manter a unidade do
espírito. Ele vai desenvolvendo isso ao
longo da, tá? Então ele foca nisso.
Quando nós chegamos em Colossenses,
ele mais uma vez fala de reconciliar
todas as coisas no céu e na terra, mas
agora ele tem uma ênfase especial em
seres espirituais malignos que ele
menciona no hino de Cristo em
Colossenses 15 à. Tanto que em 2:15 ele
vai mostrar pra gente especificamente o
que é que essa reconciliação dos seres
espirituais significam. Ele diz que
Cristo triunfou sobre eles, expondo-os à
humilhação na cruz. Ele usa uma outra
metáfora romana, um cenário romano para
mostrar, olha, reconciliação desses
seres significa pacificação. Foram
pacificados, como o imperador romano
fazia com os povos conquistados. Ali
eles impunam a paz romana a força. Era
uma paz violenta imposta por conquista
militar. Foi justamente isso que
aconteceu com seres espirituais. Houve
violência, houve imposição, mas de Jesus
sobre espíritos espirituais, não sobre
nós. Mas há o elemento humano também em
Colossenses, assim como há um elemento
celestial em Efésios, mas o argumento
que as ênfases são diferentes assim. E
você tem reconciliação agora nas duas
cartas. E Filemon, mesmo não tendo
nenhuma palavra de reconciliar,
reconciliação, é o teste, o caso de
teste da reconciliação para Paulo, a
prática da coisa foi enviada junto com
Colossenses, eu diria, era para ser lida
junta com Colossenses, não fazia muito
sentido. E aí Paulo agora tá testando
nesse aspecto mais horizontal, que eu
creio Paulo desenvolve o aspecto
horizontal, ou seja, igreja reconciliada
verticalmente com Deus expressa
reconciliação e os relacionamentos.
Aquiai uns aos outros uma nova criatura,
uma só humanidade. As virtudes que
mantém a unidade, vícios que vistos que
nós devemos de habitar, que fragmentam a
igreja, ira, gritarias, etc. Isso afeta
os vereadores. Agora ele põe isso na
prática em Filemon. E aí, como que isso
como que isso é é é como que é a prática
da da teologia prática da reconciliação
agora em caso, convite complexo de um
alguém que saiu daí escravo, mas agora é
em Cristo, que juntamente com Lemon em
Cristo, porque ele tem um novo
relacionamento Cristo. Agora se
reconciliar, Chico, vamos tentar eh
fazer só um exercício de aplicação aqui,
né? Onde você pensa, onde você diria que
a igreja hoje mais tem falhado em viver
essa essa reconciliação, obviamente à
luz da da escritura?
>> Boa pergunta também. Eh, eu eu
precisaria pensar um pouco mais, mas
talvez correndo o risco de ser um pouco
prematuro, eu eu eu diria que pensando
na ética da reconciliação, né? eh de
como manter unidade. Eu creio que as
mídias sociais, as redes sociais
são terra de ninguém hoje, pelo menos
são consideradas terra de ninguém, mesmo
implicitamente por líderes evangélicos.
O que é que eu quero dizer com terra de
ninguém? É que a ética cristã parece não
se aplicar lá.
Então, algumas coisas que são ditas
contra outros irmãos na igreja, a
maneira como essas coisas são ditas, se
fossem ditas na comunidade física,
aquele membro, provavelmente o pastor
seria pelo menos chamado atenção ou
disciplinado.
Parece que nas mías sociais eu tenho
carta branca de Deus para ser ofensivo,
ser eh agressivo,
ser sarcástico com os meus irmãos, usar
a doutrina para bater nos outros e sem
consequências.
Então eu não, eu confesso que eu não não
tenho Twitter, não uso essas coisas, mas
eu sempre fico a pá eh do que do que
acontece por lá e das pretas, né, como
se fala. Eu vejo isso como algo muito
ridículo e e prejudicial ao testemunho
da igreja. E tudo isso às vezes em nome
da boa doutrina cristã. Eu acho que eles
esquecem o princípio paulino de falar a
verdade em amor. Verdade não exclui o
amor cristão. Amor cristão não exclui a
verdade bíblica.
Eu creio que a maneira como não é a
qualquer custo, não é?
Então, eu creio, para deixar bem claro,
que
as redes sociais potencializam bastante
ministério bíblico. A minha esposa é uma
influência cristã, não gosta muito desse
nome, mas ela é, ela tem um excelente
minisfério, na minha opinião, eh online,
especialmente com as mulheres cristãos,
eh sobre eh solteirice, etc. Eu acho
fantástico, como vários outros irmãos
meus que nós conhecemos aqui, tem vários
podcasts, você tá vendo nas mídias. Por
outro lado, tem um lado mais negro, né,
que aquelas feuinhas, toda semana tem
uma coisa nova, a gente sabe disso. Onde
que o testemunho da igreja é avançado
com isso? Não vejo em lugar nenhum.
Então eu poderia falar muita coisa sobre
isso porque mas não é o lugar para isso.
Mas eu eu creio que esse é um lugar em
que a gente poderia e deveria calibrar
um pouco mais a retórica e os objetivos.
Eu quero deixar algo positivo. O que é
que, onde que eu acho que as mídias
sociais são mais efetivas quando ela é
usada de forma objetiva e positiva. Que
que eu quero dizer com isso? é que ao
invés de eu policiar
a ortodoxia de todos, como se eu tivesse
o direito de ser a polícia da ortodoxia
de todos na internet,
eu usar a a visibilidade que a mídia me
dá para ensinar algo positivo, a melhor
maneira de você evangelizar e
testemunhar é abrir a palavra e ensinar
a Bíblia, ensinar o povo a ler, a pensar
biblicamente. Se isso aqui não resolver
problemas de abuso, de quer que seja que
você acha que seja o maior problema da
igreja hoje, nada mais vai resolver.
Então, use as mídias para potencializar
ensino bíblico, verdades bíblicas só. E
veja o estraga que a Bíblia pode fazer.
Vai fazer um estragos gigantes. A igreja
vai crescer, vai ser mais fortalecida,
vai ser mais saudável. E onde há
reconciliação a testemunho da graça. As
pessoas estão olhando
>> e na internet elas estão olhando muito
mais porque o alguns é tão grande.
Talvez a gente, nossa igreja vai ter o
alcance de bairro na cidade,
>> mas quando a gente fala da internet
>> é muito grande. E quando há
reconciliação, quando a gente tá
proclamando isso, quando a gente é
embaixador da paz,
>> Hum.
E nós somos chamados para ser esses
embaixadores. A gente tá testemunhando
dessa graça. Muito bom. Fica fica para
nós aí um encorajamento. Acho que eu
tenho uma última aqui para para
terminar. Vamos lá. Estudando os textos,
os três livros ainda dentro da proposta
do livro. E agora, né, já pass todo
mundo. Existe ansiedade santa.
>> Sim, a gente vai fazer isso chama
pré-venda.
>> Vamos lá. Obrigado.
>> Obrigado. E o plá chegando aqui na
charra de fúj, né? Muito bem. Vai ter a
na biblioteca aqui, com certeza.
>> Muito bem. Vamos lá, Diego. Que que
mais? Nossa, pergunta essa é difícil,
hein? Eu sei que é difícil, mas vamos
lá. Que que mais eh surpreendeu você
estudando reconciliação nesses textos?
Se você pudesse destacar assim, olha,
>> é nos textos. Claro. Sim. E
>> olha, é difícil falar
>> uma, né? É difícil falar por quê? Porque
na minha tese de doutorado, esse tá
publicado o livro em inglês, né?
Infelizmente não tem em português, mas
eu trabalhei algo que é muito próximo de
reconciliação. Então, a minha tese foi
em Colossenses 1B
e fala sobre a frase fazendo a paz
através de sangue da sua trabalhei
bastante isso e depois expandindo isso
paraa reconciliação, eu continuei mesmo
que já ainda já impactado eh pelo tema
nesses livros.
Mas se eu tivesse que destacar algo, eu
acho que a profundidade de Efésios, eu
nunca tinha parado para fazer uma
análise exigés de Efésios com mais calma
e com mais rigor do que eu fiz agora. Eu
trabalhei bastante comens e eu fiquei
impressionado com a seriedade com que
Paulo, mais uma vez, a seriedade com que
Paulo encara o tema da reconciliação e a
expressão da reconciliação por meio da
igreja. como que o indicativo da
teologia de Paulo e a o imperativo são
indissociáveis no Evangelho de Paulo?
Então, a gente costuma falar bastante
disso na primeira carta de Paulo, nas
primeiras metade da carta, Paulo dá um
indicativo vidro, depois tem a ética. A
ética é: "Vá lá e faça aquilo que você
já é". Não é bem assim, hein, Paulo?
para Paulo é o evangelho é o evangelho
da mensagem transformadora de Cristo
vedius, um indicativo e produz uma
transformação que te leva a obedecer os
imperativos.
Não é como se um indicativo dependência
de Deus, mas nós temos esses cines que o
imperativo depende de você. Para Paulo,
evangelho da reconciliação, transforma o
indivíduo de tal maneira para ele é
parte agora da sua natureza e viver a
ética da reconciliação.
Isso para mim em em Efésios foi instante
eh desafiador.
Vamos todos agora fazer o quê? Reler
festes.
>> Vamos junto com Colossenses de Filemon.
>> E melhor e melhor do que isso. Tal é
>> aguardar o lançamento pra gente poder,
né? A gente vai preparando o ver e eu
quero, eu fui desafiado, né, a ler essas
três cartas
>> com esse fio narrativo,
>> fio unificador lá de reconciliação. Você
vai ver que vai sentir incrível.
>> Vamos colocar essa lente aí, né?
>> Vamos lá. Vamos lá.
>> Eu acho que esse exercício tem que ser
feito pela igreja brasileira hoje. Aí e
isso vai redundar honra e glória para
Cristo. Senhores, quero agradecer de
coração vocês aí. Foi muito legal essa
conversa. Eu quero também falar, talvez
você que tá nos ouvindo hoje
e que precisa se reconciliar com Deus. A
Bíblia tá aqui à nossa disposição, essa
reconciliação que Jesus conquistou na
cruz, a disposição também. Talvez você
se você precise se reconciliar com
alguém. E a boa notícia é que Deus não
tá esperando você consertar sua vida pr
até ele. Ele tá chamando você por meio
do evangelho, a uma reconciliação que
vai além de nós, né? É reconciliação com
Deus e que termina nos outros
relacionamentos, gente. Obrigado, Diego.
Prazer.
>> Obrigado, Felipe, parceirão. Aíado.
>> E pessoal, fique com a gente aí no nosso
podcast. Tem Jonas Madureira nos
próximos dias. Aí, fica aí a gratidão
pela semana magna, essa semana que tem
sido bom demais. Obrigado, pastor Diego,
e até a próxima. Então, valeu. Valeu,
Felipe. Obrigado. Obrigado, Diego. Bom
demais. Deus abençoe.

Tags: