Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Buraco, Corda, Luz | Josemar Bessa

Buraco, Corda, Luz  | Josemar Bessa

Buraco, Corda, Luz | Josemar Bessa

QUERO SER MANTENEDOR DESTE MINISTÉRIO:

Pix 21 999811424
Pix josemarbessa@gmail.com
Pix 011.737.737.62

PayPal – math_510@hotmail.com

Caixa Econômica Federal
Agência 4087
Operação 013
Conta 51850-3

Banco Inter ( Beleto bancário )
Agência 0001
C/ C 60240490
CPF 011.737.737.62
Claudia Vidal Bessa

Banco do Brasil
Agência 4315-x
Conta poupança 14957-8
Operação 051
Claudia Vidal Bessa

REDES SOCIAIS:

💻 Site: http://www.josemarbessa.com/
🐦 Twitter: https://twitter.com/JosemarBessa
📷 Instagram: http://www.instagram.com/josemarbessa
💎 Facebook: https://www.facebook.com/josemarbessa
💎 Facebook Page: https://www.facebook.com/pastorjosemarbessa
💌 Email: josemarbessa@gmail.com
🎬 Youtube – Josemar Bessa – https://www.youtube.com/user/JosemarBessa
🎬 Youtube – ReformedSound – https://www.youtube.com/user/reformedSound
🎬 Youtube – SpurgeonTv – https://www.youtube.com/user/spurgeontv

Legendas automáticas:

Amém. Queria ler com os irmãos o Salmo
130,
só oito versículos, né? Então vamos ler
todo ele que diz assim: "Das profundezas
clamo a ti, ó Senhor, Senhor, escuta
minha voz. Sejam os teus ouvidos atentos
à voz das minhas súplicas. Se tu,
Senhor, observares as iniquidades,
Senhor, quem subsistirá?
Mas contigo está o perdão para que sejas
temido. Aguardo ao Senhor. A minha alma
o aguarda e espero na sua palavra. A
minha alma anseia pelo Senhor mais do
que os guardas pela manhã, mais do que
aqueles que guardam pela manhã. Espera
Israel no Senhor, porque o porque no
Senhor há misericórdia e nele há
abundante redenção. E ele remirá a
Israel de todas
as suas iniquidades.
Culpa e vergonha.
Duas coisas que o homem natural, ou
seja, como cada um de nós nasceu odeia.
Por que que o humanismo secular é tão
facilmente aceito? Porque se diz
cristão, porque quem é ateu, porque quem
é agnóstico, porque todos abraçam
humanismo secular. O homem tem um
problema enorme com essas duas coisas:
culpa e vergonha. Não gostamos de culpa,
mas somos culpados.
Não gostamos de vergonha, mas nossos
atos são vergonhosos.
E como nós queremos livrar da culpa e
vergonha, como Adão que se escondeu,
como se isso fosse realmente lidar com a
culpa e a vergonha. Ou pegou folhas para
se tapar. Então, culpa e vergonha tem um
talento cruel.
Elas nos convencem de que o silêncio é
mais seguro que a luz, que o esconderío,
que ideologias que negam a culpa, negam
eh a vergonha, são melhores do que a luz
que mostra.
E elas dizem: "Se você falar, você cai
mais, Adão. Se você falar com Deus, vai
ser pior. Você vai sentir mais culpa e
mais vergonha.
Se esconda, se esconda atrás de de um
arbusto, de uma ideologia, de uma
filosofia, do marismo secular. Se
esconda, se esconda de Deus. E
o salmo, esse salmo maravilhoso, né, o
130, fala exatamente o oposto.
Ele ensina que o começo da fé não é se
recompor por fora para se apresentar
diante de Deus, mas se derramar por
dentro. Não é arrumar sua postura.
É clamar do fundo. Das profundezas clamo
a ti, Senhor.
Ele já estava nas profundezas como Adão
estava, como você e eu. Mas ele não se
escondeu. Ele clamou porque Deus não
pede maquiagem, ele pede verdade. Que
fizeste, Adão?
E quando a verdade vira oração,
o fundo ou as profundezas deixam de ser
destino e vira um ponto de partida.
Então, uma das profundezas é quando a
alma perdeu todo o chão, não é? Que é o
que o verso 1 e 12 diz. Há um tipo de
sofrimento que você explica e é um tipo
de sofrimento que te engole. Esse é o
problema do homem. aquilo que ele
consegue ver e explicar, ele vai
tentando dar um jeito. Ele acha que
sempre a nova conquista, o novo
trabalho, o novo amor, o novo romance
vai dar um jeito, mas ele não consegue
se lidar com isso porque eh a a
há um sofrimento que te engole, te
digere,
vai te digerindo até acabar com tudo. E
o salmista chama esse lugar de
profundezas.
Não é o mapa. Ele não tá falando onde
ele está fisicamente, tá dizendo da sua
percepção, da sua sensação.
É como se Deus tivesse perguntando a
Adão: "Quem te disse que você estava
no?" Ele sentia que estava. Ele não
queria que Deus olhasse pra mente dele,
pro coração dele. Então, é o corpo por
dentro, é o peito pesado, é a garganta
fechada
e a impressão de que você não tem mais
chão. Então, o salmista chama de eh das
profundezas.
Pense numa areia movediça, queridos.
Quanto mais você se debate, mais afunda.
É por isso que os homens estão se
corrompendo pelas concupiscências do
engano. Quanto mais o homem tenta lidar
com culpa e vergonha, mais ele afunda
nela. Portanto, você tenta se recompor.
Você tá no meio da área moviais, você
tenta se recompor, se se ajustar, tenta
ser forte, tenta resolver logo, mas a
tua luta faz parte do afundamento. Ou
seja, quanto mais a pessoa se mexer,
mais rápido ela afunda. Assim é na areia
movedia, ou seja, a tua própria
tentativa de se salvar está te matando
mais rápido.
Essa é a descrição. Você procura um
ponto firme, você acha que vai ser isso,
que vai ser aquilo, que vai ser quando
você é criança, você acha que vai ser
quando você ficar jovem, quando você
jovem, você vai acha que vai ser quando
você ficar adulto. E quando você tá
desempregado, você acha que é quando
ficar empregado. Quando você está
solteiro, você acha que é quando casar.
Quando casar, você vai achar que é ter
filhos ou ter uma segurança financeira.
Você vai se batendo, mas a luta vira
parte do teu afundamento.
Você está tentando desesperadamente
salvar-se,
mas isso é parte da sua perdição. Você
procura um ponto firme e o problema é
que nesse mundo não há um ponto firme
para nossa alma. Você acha que o o
marido secular vai te ajudar a lidar com
as coisas, mas ele faz parte do
afundamento da mente. O salmo descreve
isso sem enfeite. A alma está no fundo e
de lá ela grita. Repare que o fundo não
é apenas tristeza, é perda de toda a
sustentação. Assim o homem se sente, ele
não está sendo sustentado por nada, ele
está fundando. Por isso, a imagem
bíblica de ficar de pé é tão forte.
Quando a vergonha domina, você não se
sente em pé.
Então você luta contra ela,
negando às vezes de muitas formas. E a
vergonha, quando a vergonha domina você,
você não se sente de pé, você se sente
diminuído.
É por isso que não é uma sensação boa,
né? Nós queremos nos sentir grandes, mas
nossa culpa nos diminui,
nossa vergonha nos diminui.
Nós, em vez de nos sentirmos à vontade
diante de Deus ou dos outros, nos
sentimos menos curvado, desqualificado,
como se o seu nome todo dia perdesse um
pouco mais de peso, sua identidade, como
se a vida e perdesse o direito de
existir. E você está o tempo todo
tentando mostrar que você tem direito a
existir,
você tem valor. Então você e e a vida
perderesse o direito de existir com
alegria. Porque vergonha não é só dor,
não é? A dor física foi só uma maneira
de Deus apontar para algo muito mais
errado no homem do que o seu corpo
físico que vai morrer, mas sua alma já
está morta.
Vergonha não é só dor, vergonha
desestruturação. É como se o teu eu
tivesse sendo desmontado e você ficasse
tentando segurar os pedaços. Sabe como
esses filmes de zumbi, né? O cara já tá
morto, mas ele tá andando. Então tá
caindo já uns pedaços, tá? E você não
adianta tentar se recompor. Então
ela pega a própria dor e a vergonha.
Elas fazem parte do próprio processo
de de eh
decadência
do coração e da alma. Ela pega um
fracasso e transforma em sentença. Ela
pega um pecado e transforma
em identidade. Ela pega um olhar alheio
e transforma todos os olhares num
tribunal. Nós queremos nos proteger do
olhar de todos os homens, porque na
verdade queremos nos proteger do olhar
de Deus.
E a profundidade não é só a emoção das
profundezas, é narração, é a voz
interna, é a acusação repetida dentro de
Davi.
E quando essa voz vira lei, você não
apenas sofre, você está na escuridão,
você não tem rumo e ao mesmo tempo vai
para todos os lugares. E aqui vem a
primeira lição prática. O primeiro ato
de fé não é explicar
o fundo, não é explicar a vergonha, a
dor, é falar lá do fundo.
Não é organizar uma teoria humanista
para tentar organizar e determinar as
coisas,
é abrir a boca, porque o silêncio é
aliado
nossa própria culpa. Silêncio diz: "Fica
aí, isso é você. Não tem saída. Tenta
fazer o melhor. A vida está passando
rápido. O salmo faz o contrário. Ele dá
linguagem ao sufoco
daquele poço, das profundezas, do poço
de perdição. Ele dá uma direção no meio
do desespero, que é a própria descrição
da vida humana. Ele leva a profundidade
até Deus diretamente,
sem desvios. Isso é o que normalmente os
homens não fazem.
O homem vai tentar o tempo todo na
igreja visível e no mundo fingir que não
está no fundo, de que ter acreditar que
ainda vai ter um chão firme em alguma
relação, em algum relacionamento, em
alguma conquista. Ele finge que vai
sentir o pé firme em algum momento. E
então ele começa a chamar seus medos.
seus dramas, suas ansiedades. Ele começa
a chamar isso de fase, cansaço,
bornal,
chama de um dia ruim. Hoje eu tive um
dia ruim. Ele tá dando nomes melhores. A
realidade, outros fazem do fundo a sua
própria identidade. Eu sou assim. Eu sou
uma pessoa triste. Eu sou uma pessoa
meio desinteressada. Eu sou uma pessoa
ou eu sou um erro.
Ah, eu sou. O salmo não nega o que nós
somos. E o salmo também não se ajoelha
pro abismo como uma palavra final.
O salmo ora. Isso é uma oração. Das
profundezas clamo a ti, Senhor.
Ele grita, ele chama o Senhor. Isso muda
tudo. Porque quando o grito sobe,
o fundo deixa de ser o único lugar onde
você vive. Ele não é mais o seu último
lugar. Ele vira o lugar onde
a subida começa. Parece que a pior coisa
era Adão estar diante de Deus, mas ali
era o único lugar para começar a subida.
Não porque você ficou melhor. O que que
Adão podia ficar fazer para ficar melhor
ou você, mas porque você parou de se
debater na lama, parou de tentar se
salvar, parou de acreditar que há algo
redentivo nesse mundo, relacionamentos,
posses.
E mas porque você parou de cavar, você
clamou, você trouxe o real pra presença
de Deus. Você chegou diante de Deus sem
mentiras, sem esse é o meu dia ruim,
isso é cansaço, isso é estafa. Isso é
isso e é aquilo. E note, eh, Jesus tinha
dias cansativos que ele estava dormindo
num barco na tempestade, mas no entanto
não havia nenhum pecado no cansaço. O
cansaço não gera nosso pecado. O excesso
de trabalho, ah, quem dera, era só então
passar uma semana sem fazer nada e tudo
ficaria bem conosco, olhou o mar.
E notes, clamar é assumir que existe
alguém do outro lado do abismo, que não
é o homem, que não é o humanismo, que
não é o meu pensamento, que não é os
meus recursos. É dizer, minha
profundidade
é maior do que tudo em mim. Estou na
lama e se eu tentar me salvar, eu me
afundo mais.
Mas ela não é mais profunda,
não é maior, Deus do que o teu ouvido.
Eu só preciso clamar.
é apostar no escuro
que Deus não é simplesmente um pequeno
ajudador,
que Deus não é uma ideia, ele é uma
presença viva, poderosa. Então, do
fundo, a fé aprende a clamar. Esse é o
primeiro sinal da obra de Deus em nós.
Se fosse apenas perigo, o pedido seria o
quê? Socorro. das profundezas.
Peço socorro a ti. Socorro, Deus. Estou
como alguém se afogando, né? Mas ele não
tá falando de perigo. A palavra chave
aqui é misericórdia.
Isso revela a natureza do abismo que
Davi está dizendo. Ele precisa de
misericórdia,
não de socorro. Simplesmente não é só um
mundo nos ferindo, relacionamentos nos
ferindo, pessoas nos ferindo, o mundo
físico nos ferindo. Não é só o mundo nos
ferindo, é também nós diante de Deus.
Essa é a raiz da dor. Culpa e vergonha
são parentes, mas não são gêmeas. Culpa
é uma coisa e vergonha é outra coisa. A
culpa aponta um ato. A culpa aponta um
limite que você violou. E nós violamos
limites sempre. É um bem
negado, é uma verdade traída. A culpa é
uma coisa específica. Ela diz: "Isso foi
errado. Isso que você falou foi errado.
Esse teu pensamento é errado. Esse teu
desejo é errado. Ela aponta algo
específico errado. Culpa. A vergonha é
uma coisa mais ampla. A vergonha ela
cola na nossa pele, ela diz: "Eu sou
errado
tudo em mim está errado. A fonte está
errada. Do coração saem todas as coisas
erradas em mim.
Na culpa eu carrego uma falha. Eu pequei
aqui, eu fiz isso, eu fiz aquilo. Na
vergonha eu sei. Eu sou uma falha.
Por isso o salmo fala de registro. Mas
se tu registrares a iniquidade, quem
sobreviverá?
A imagem é simples, como um livro
aberto, uma lista, um histórico. Se o
Senhor tratasse a vida como
contabilidade fria, ninguém fica de pé.
Por isso que Paulo diz, não há diferença
entre o sacerdote ali, o fariseu e a
prostituta.
Se Deus observar a iniquidade, quem
ficará de pé? Não é drama, é lógica
moral. Se Deus é santo e o pecado é
real, então o coração humano não tem
como sustentar uma defesa diante dele.
E nada pior do que a gente continuar
levantando a defesa do cansaço, do
bornal, do não sei quê, da ansiedade, do
do estresse, porque nós estamos
encarando a verdade diante de Deus.
É lógica moral. Se Deus é santo e o
pecado é real, então o coração humano
não tem como sustentar. E aqui está o
ponto que nos fere e nos cura. O salmo
não tenta negociar. Ele não diz: "Eu não
sou tão ruim", eu disse: "Eu estou nas
profundezas". Se tu observares a
iniquidade, quem sobreviverá?
Se eu me debater nas minhas iniquidades,
eu afundo mais, porque eu junto ao meu
pecado o orgulho de que eu posso
resolver, o orgulho de que eu não sou
tão ruim, o orgulho de que há elementos
redentivos em mim. Ele não diz: "Veja o
meu lado". Ele não chama pecado de erro.
Ah, eu sou simplesmente humano. Como se
o ser humano fosse criado
intrinsecamente pecador,
ser humano, o verdadeiro humano, o
humano como devia ser, é Cristo, o
homem. Então, nunca diga: "Ah, é porque
eu sou apenas humano". Como se o pecado
fosse algo inerente à humanidade, quando
na verdade não é como Deus fez um homem.
Ele não chama pecado de erro humano para
aliviar a consciência. Ele clama por uma
única coisa. Tem misericórdia, Senhor.
Das profundezas eu clamo a ti. Se tu
observares a iniquidade, quem quem vai
sobreviver? Ou seja, ele confessa que
precisa de um favor que ele não merece.
O que nós merecemos é justiça, é Deus
observar a
a iniquidade.
Ele pede aquilo que é impossível ser
comprado, é impossível ser merecido, é
impossível reivindicar.
E isso confronta dois reflexos bem
comuns. O primeiro, o reflexo religioso.
O reflexo religioso, ele quer maquiar,
ele quer suavizar, ele quer esconder.
Porque se você vive tentando merecer,
você não pode admitir que você é tão
mau, porque senão você vai chegar a
conclusão de que não merece.
Você tem que concluir que há alguma
coisa em você que é melhor do que há em
outros homens.
Deus, se Deus diferenciou eu e alguém
que hoje está no inferno, tem que ser
porque eu fui melhor do que aquela
pessoa. Eu crio mais, eu fui mais
sincero. Alguma coisa boa em mim
despertou isso. Isso faz parte do
afundar. O fundo vira uma ameaça quando
eu quero merecer algo. Porque eu não
posso dizer: "Eu estou nas profundezas,
Deus. Se tu observares a iniquidade, eu
estou perdido.
Você tem de parecer firme, você tem de
parecer
pelo menos mais puro que os outros. O
segundo reflexo é o reflexo secular, que
é o opo. É dissolver, é dizer: "Não
existe registro, não existe culpa." Como
o humano seccular disse, "Não faremos
julgamentos morais". Tu me conta aí o
que que você faz e eu vou encontrar uma
explicação fora de você para isso, paraa
sua depravação,
pra sua miséria, pra sua falta de paz.
Não existe padrão. E porque não há um
padrão, não há certo errado. Se não
acerta errado, eu não posso estar
errado. Se eu não estou errado, eu não
posso ter culpa. Culpa vira uma inimiga
que eu tenho que sufocar. O problema é
que tente sufocar. É como você se
debater na areia movediça. Então, esse
mundo é o mais eh eh eh
analisado, não é? É o mais psicologizado
de todas as épocas, mas é o mais triste,
deprimido,
apesar das vantagens que essa geração
tem sobre todas as outras.
Quando a culpa é negada, o problema é
que a vergonha permanece. O ser humano
continua se sentindo mal. Alguém vai lá
e diz: "Não, isso aí não tem nada a ver
com você. Você é maravilhoso. Você foi
feito para brilhar. Você é incrível. O
ser humano é impossível ser convencido
disso. Mesmo quando a própria boca dele
diz isso para ele, a alma continua
sentindo um peso. Só que agora pior,
esse peso não tem nome. Não é pecado,
não é iniquidade. É o que, meu Deus?
É a falta de mais dinheiro?
É a falta de um novo romance. Quantos
romances eu vou ter até estar à beira da
morte? Será que no meu último dia você
está pensando em romance? Será que eu
acho que realmente o último beijo
consola a morte? Me dá paz.
Só que agora você vê a culpa e o o medo
e a vergonha ficam sem nome, sem
diagnóstico. Então, sem saída, não a
saída para o homem. O salmo faz a coisa
mais honesta. Ele leva a dor para o
único lugar certo. Ele leva a culpa para
um juiz. Quem pode dizer se eu sou
culpado ou não? Um juiz. Quem pode me
justificar, me absolver? Que que adianta
eu levar minha culpa para pessoas que
não são juízes?
E isso é o começo da cura. Porque se
Deus é o único que pode declarar culpa,
ele é o único que pode declarar justo.
Ninguém mais. Não se não se sinta eh eh
não tente consertar as coisas dizendo:
"Eu não sou culpado". Ou não ache que a
melhor pessoa que você conhece é quem
diz para você: "Você não é culpado. Não
sinta culpa, não sinta vergonha, porque
você sabe que aquela pessoa não tem
autoridade para isso. É como alguém com
com uma doença terrível falar para mim
que não sou médico, eu falar assim:
"Não, tá tudo bem". É lógico que a
pessoa não fica bem, ela sabe, ele não
tem nenhuma autoridade, ele não sabe
nada a respeito disso. E é por isso que
a misericórdia não é humilhação, é
esperança, é a porta, é o fim da
encenação humana. Você não vem para ser
visto.
Você vem porque você já foi visto. Você
sabe que você está nu.
E ainda assim
você ia ser a a glória do chamado eficaz
do evangelho, da obra de Cristo, você é
recebido. Pense num exemplo simples.
Você mente e é descoberto.
É óbvio que a culpa, a culpa diz para
você, você quebrou a verdade. A vergonha
diz algo mais. Você, a gente diz que a
vergonha é diferente, né? Ela é uma
coisa da pele. A culpa diz: "Você
quebrou a verdade." A vergonha diz:
"Você é um covarde."
É por isso que você mentiu.
Você esconde a verdade porque você é um
covarde. Isso é vergonha. Percebe? Uma
olha o que você fez.
A culpa culpada aqui. Isso aqui você fez
isso aqui errado. Culpado. A outra olha
para quem você parece ser. O salmo não
discute cor nenhuma, nem com a culpa,
nem com a dor, nem com a vergonha. Ele
leva ambas ao Senhor. Minha culpa, minha
vergonha.
Misericórdia é o começo da cura. Não
existe cura fora da misericórdia de
Deus. E a misericórdia de Deus é
soberana. Terei misericórdia de quem eu
tiver misericórdia. Porque isso é a
definição de misericórdia. A ideia de
que se Deus mostrou misericórdia, que
ele tem que mostrar ali é não entender
nada sobre misericórdia. Ah, porque se
ele fez isso, então para ser justo, ele
tem que fazer isso. Então, justo é dar,
observar a iniquidade de todo mundo.
O salmo não é um manual de autocontrole,
como se controlar para você lidar com a
culpa. E ele é uma escola de oração. Ele
está orando. E aqui aparece a terceira
via que atravessa os salmos. Você não é
chamado a sufocar sua culpa, a sufocar
sua vergonha. Não existe manual de
oração maior que os salmos e não existe
psicologia mais profunda.
Você não é chamado a sufocar o que
sente, nem a se curvar ao que sente.
Você é chamado a orar o que sente.
Vergonha, culpa.
Em vez de negar, você ora. Das
profundezas. Eu clamo a ti, Senhor. Tem
misericórdia. Se tu observares a
iniquidade, como eu posso sobreviver?
Sufocar é fingir. Sufocar é empurrar
para baixo. Sufocar é dizer que o que eu
sou é culpa do meu pai, da minha mãe, da
sociedade, da igreja, de Deus, do diabo.
É agir como se o coração fosse um quarto
proibido. Isso pode até produzir
aparência de força, mas produz
rachaduras.
Porque o que não é confessado não pode
ser curado. A culpa não confessada vai
continuar destruindo a pessoa e a
vergonha também. Não importa que alguém
diga: "Isso aí é ótimo. Você é ótimo,
você é maravilhoso."
Porque o que não é confessado não é
curado. E o que não é curado vai virar o
padrão da sua vida. Você vai ter que
esconder cada vez mais. Você vai ter que
negar a culpa cada vez mais até o último
minuto da sua vida.
E você pode até conseguir um mau e
precário funcionamento,
mas por dentro você está apodrecendo. A
Bíblia diz, o homem está se corrompendo
pelas concupiscências da mentira.
Idolatrar sentimento é outro extremo. É
dizer: "Se eu sinto, então é verdade.
Se eu sinto, então é quem eu sou. A
emoção vira um rei. Isso é muito comum
hoje em dia. Apesar de dizer: "Eu sou
ansioso". O rei dele é ansiedade. O Deus
dele é ansiedade. Nada pode contrariar a
declaração, porque ele diz que ele é
ansioso.
Aquilo não é fruto de nada. Ele não
consegue olhar pra vida dele e e pensar
o que produz a ansiedade? O que produz a
culpa? O que produz o medo? Não, não. Eu
sou medroso. É a explicação que ele tem.
É uma explicação estranha. Mas por que
você é medroso? Não, não sou, sou
medroso. O medo para ele é um Deus. A
ansiedade é um Deus. Você pode
contrariar tudo na vida dele, até a
Bíblia, mas não pode contrariar o fato
dele ser ansioso, porque o a ansiedade
para ele é a sua divindade.
Tudo tem que se encaixar a sua
divindade, que é ansiedade. Qualquer
coisa que contrarie ela, tá errado.
Mesmo que seja a Bíblia, você explode,
você se define pelo instante e é óbvio,
você paga
o preço de estar fundando todo dia,
porque a emoção é real, mas ela não é
sábia.
A emoção não é sinal do trono.
A emoção não está dizendo que é verdade,
é mentira.
Orar é diferente. Orar é levar o coração
cru para a presença de Deus. Não para
impressionar, é óbvio que não nada
impressionante em nós. Não para acertar
o culto perfeito, a liturgia perfeita, a
maneira de orar perfeita, mas para ser
real diante do único que é real.
O salmista não diz: "Veja como eu sou
equilibrado.
Veja como estou tentando equilibrar as
coisas, apesar de ter sido ansioso, terá
sido medroso, terá sido infeliz."
Ele pede para ser ouvido. Ele pede que
Deus seja atento. Isso é fé. Porque fé é
falar com Deus como Deus. Nada mais é
Deus em nós. Nossos sentimentos não são
deuses. Nossas sensações não são Deus.
Nem a nossa culpa, apesar de ser real e
nos condenar, é Deus. porque senão ela
era invencível.
E o que acontece quando você ora assim?
Você começa a processar em luz, você
para de conversar sozinho, né? Falar
sozinho com você mesmo tem as suas
coisas boas, mas não não resolve. Porque
você começa a falar com Deus e quando
você fala contigo, você fala contigo
mesmo. Por que te abates, ó minha alma?
Espera em Deus. Você vê, ele está
falando com ele diante de Deus. Você
para de girar em espiral, você coloca o
abismo na frente do Senhor. Senhor, só
tu és maior do que o meu abismo.
E o Senhor começa a a a colocar e o
Senhor em frente ao seu abismo. E você
começa cada vez mais ver que o abismo é
terrível, da culpa, da iniquidade, do
medo, da ansiedade,
da dor. Mas quando você coloca elas mais
perto de Deus, você começa a perceber
que elas são muito menores do que ele.
Não é que Jesus é do tamanho da tua dor,
do tamanho do teu medo, do tamanho da da
da tua ansiedade, do tamanho da morte,
ele é infinitamente maior.
Isso começa a diminuir essas coisas. O
Senhor começa a colocar o Senhor eh eh
eh na frente do seu abismo e a oração
muda a sala, muda a atmosfera, muda o
centro de gravidade.
Não é eu sou assim, Senhor. Eu estou nas
profundezas.
Eu sou mal, mas descubro que há algo
maior do que isso. Então aqui vai uma
prática simples para hoje. Primeiro,
nomeio fundo sem maquiagem. Diga o que
é. Eu estou nas profundezas. Se eu me
debato e tento melhorar, eu afundo mais.
Senhor, se tu observares a iniquidade,
quem vai sobreviver? Tem misericórdia de
mim.
Medo, culpa, vergonha, raiva, confusão.
Segundo, entregue antes de entender.
A oração pode vir antes da explicação.
Eu não preciso entender toda a minha
dor, toda a minha culpa, toda a minha
aflição, toda a minha ansiedade.
A oração pode vir antes da explicação
detalhada.
E a busca da explicação sem fim é uma
explicação sem fim. Então a pessoa, ah,
análise sem fim morre tão feliz quanto
sempre foi. Terceiro, permaneça diante
de Deus o tempo suficiente para o
coração desacelerar.
Não é mágica, é relacionamento.
Davi tá dizendo, espera em Deus, fique
diante dele, olhe para ele, minha alma.
é aprender a respirar sobre o olhar
dele. E repare, isso não é descarregar
para aliviar, é expor para ser transpar.
As pessoas assim, eu tenho que falar. Aí
ela vai para alguém e fala, fala, fala,
fala, fala. E daí isso melhora? Ah, mas
eu desabafei. E daí melhora?
você fica melhor, porque
a ideia ali é só aliviar, mas e no mesmo
instante
começa a encher de novo,
não resolve. Há uma fonte
de dor
e vergonha e culpa dentro de nós que não
para de fluir.
Você derrama sim, mas derrama diante de
quem?
Quando tá diante de Deus, pode julgar,
pode absolver. Você fala sem filtro, mas
não fica sem direção. A oração é o lugar
onde o coração é honesto e ao mesmo
tempo é reorientado,
é lidado com a fonte. Porque Deus não
apenas escuta, ele interpreta, ele
corrige, ele consola.
E só ele pode fazer isso. Quando você
faz isso, você percebe algo. No fundo,
você não está segurando a corda.
Salvação não tem nada a ver como jogar
uma corda e quem se segurar se salva.
É a corda que está te segurando. Já viu
quando esses caras vão lá e amarra o
cara com a corda, bota o cara dentro de
um cesto e o helicóptero leva ele? Então
ele não tá segurando em nada.
as coisas que estão segurando ele.
É a corda que está te segurando. Você só
precisa parar de negar que está
afundando,
parar de agarrar a si mesmo, a tentar
lidar com a culpa, com a vergonha, com
explicações humanas ou com o que você é.
Quem ora no fundo
a corda se cura? Não, ele segura a
corda.
Agora, o fundo é real, o lodo é real, a
sensação de não ficar de pé é real, a
culpa é real porque ela é real mesmo. Ou
ela vai ser tratada por Deus na cruz ou
no inferno. Ela não é uma sensação.
A culpa e a vergonha não são sensações.
Você vê como Jesus sofreu vergonha final
diante dos homens no cuspido,
diante de Deus do céu.
Vergonha. Ele não só morreu,
ele sentiu a nossa vergonha.
Nu diante dos homens, nu diante de Deus.
Nu
ele morreu. Culpa e vergonha estavam
sobre ele. O fundo é real, o lodo é
real. a sensação de não ficar em pé
real, mas o salmo nos dá um começo
simples e santo. Se voltar para Deus não
é explicação
que inaugura a cura,
começa na oração mesmo, porque orar é
recusar o silêncio da vergonha e parar
de fingir e dizer: "Eu estou nas
profundezas, se eu me debater, eu
pioro."
é trazer culpa e dor para a luz de Deus
que houve em seu filho. E quando o fundo
vira lugar de oração, o fundo não é mais
uma prisão inescapável.
Ele vira o primeiro degrau, a admissão.
Senhor, se tu observares a iniquidade,
quem subsistirá? Esse é o primeiro
degrau. Não está mais afundando
a admissão da verdadeira culpa
e da dor, não é?
da iniquidade. É o primeiro degrau. Ele
descreve como um buraco algo que tá
engolindo ele, a sua própria culpa, a
sua própria vergonha, algo que puxa para
baixo, algo que tira o ar e o chão. E
isso continua atual mesmo quando a
cultura diz: "Relaxe você não é culpada
de nada, nem existe certo errado."
Então, porque as pessoas continuam se
sentindo mal, infelizes, com medo,
ansiosas. Você
não consegue apagar a voz do lado de
dentro. Alguém pode dizer: "Você não tem
nada errado. Tudo em você é
maravilhoso." Não pode apagar a voz do
lado de dentro. Você pode negociar o
nome do pecado, mas não consegue
negociar o peso da sua consciência.
O fato de que tudo em nós grita você
não é o que devia ser.
O salmo nos força a olhar sem fuga e ao
mesmo tempo prepara a alma paraa corda.
Porque Deus não expõe para humilhar. É a
única exposição no tempo certo que
salva. Então a frase do salmo é curta,
mas é um trovão. Se tu guardares um
registro, não é um bilhão de um registro
de pecados, quem poderá permanecer? Quem
não vai afundar para sempre? Repare, ele
não está discutindo se existe pecado.
Ele já assumiu de que ele está num
buraco. Ele só levanta uma hipó, uma
hipótese. E se Deus tratar isso como um
arquivo frio, vamos ver se você tem
culpa aqui. Você tá registrado, tá? Tá
registrado. Pronto. Culpa, culpa e
vergonha é o teu quinhão mesmo.
E se Deus for apenas um contador?
E se a vida for apenas um balanço moral?
Você acha que as coisinhas que você faz
compensam o seu pecado?
Você acha que Deus morreria numa cruz se
isso fosse possível? Então acabou. Davi
diz: "Se tu contar um pecado, quem pode
permanecer de pé?" "Um só".
Essa é a imagem. Ficar de pé é mais do
que sobreviver. É dignidade,
é ter a cabeça erguida, sem vergonha,
sem culpa, ali inteiro diante de Deus,
como a Bíblia diz, inculpáveis e santos.
Ele apresentará uma igreja gloriosa, sem
mácula, sem defeito. Ela pode ficar de
pé.
Estabilidade
e não desmoronando por dentro. E é
sustentar olhar, é um dia poder olhar
paraa face Deus
sem vergonha,
sem culpa,
sem mentira.
É existir sem ser esmagado. É poder
olhar para Deus sem sentir o esmagamento
da sua santidade. Culpa e vergonha tiram
isso. Elas não chegam dizendo: "Você
está triste".
Elas chegam dizendo: "Você está
condenado". Não há esperança. A vida tá
acabando
e você pensar, o casamento vai me
salvar.
E a condenação percebida é diferente de
dor comum. Dor diz: "Isso dói,
isso machuca". Condenação diz: "Isso me
define."
Você sabe que as últimas coisas que Deus
vai dizer é bendito ou maldito?
Isso me define. Não é só o que eu sinto.
Dor diz: "Eu sofro". Condenação diz: "Eu
não posso ficar de pé. Estou num poço de
lama. E essa lama são os meus desejos,
os meus pensamentos, o meu coração as
coisas que eu amo." A luz veio ao mundo
e os homens amaram as trevas. Por isso o
salmista fala em registro. Registro é
memória formal, não é uma sensação. Você
não tem uma sensação de estar casado.
Tem um documento lá.
Se você é julgado, você não tem uma
sensação de que foi condenado. Você foi
condenado.
É algo que permanece. Sinta você como se
estivesse sentindo no momento. Mesmo
quando você tenta esquecer, fingir que
não, está lá. Há um registro, há um
boletim de ocorrência,
é o peso moral real, é o que eu fiz, é o
que eu deixei de fazer, que eu devia
fazer. É o que eu desejei,
o que eu fui por dentro quando ninguém
tava vendo.
Criou um registro, ele é real.
E note, o salmo não chama esse peso de
imaginação, nem de trauma.
Ele trata da realidade diante de Deus.
Se tu observares as iniquidades, uma só,
quem vai ficar de pé diante de ti? Ele
não diz: "Ah, tô com tantos traumas, eu
tô até me sentindo mal de ficar diante
de ti." Isso não é crueldade, é lucidez,
porque o buraco da culpa cresce
justamente quando você tenta negar. Ou
seja, a areia moventiza piora quando
você se debate.
E o homem tenta negar o tempo todo. Aqui
no salmo não. Negação não é cura.
Negação te obriga a afundar sorrindo,
a ter medo da morte fingindo que não
tem, a ser feliz no Instagram, ser feliz
no Facebook,
a fingir que é completo, que não está
com medo, que não está com medo da
velice. É a negação é que alguém com
minha idade, 57 anos, diz: "Eu prefiro
agora que quando eu tinha 20 anos."
Mentira.
Você estão as portes da morte. Cabelo
branco não é beleza.
É a morte dizendo: "Olá,
tudo bem?
Você está se sentindo melhor? Estou mais
próximo.
Sua pele esta mais enrugada, não está?
Então é a morte dizendo, lembra de mim?"
Então ficou careca. Tá dizendo a mesma
coisa. Tá usando óculos.
É a morte dizendo, você enxergava bem,
não enxergava, mas eu já fiz um belo
trabalho no seu olho,
no seu estômago, no seu pulmão, na sua
coluna. Eu sou imparável.
Você botou maquiagem?
Você acha que me afastou de você?
Maquiagens
não me afastam. Negação não é cura.
Negação é afundar sorrindo, é estar com
medo e tentar mostrar que não é assim.
A pergunta, quem pode permanecer tem uma
função pastoral dura e boa. Ela destrói
duas mentiras de uma vez. A primeira, eu
sou forte. A segunda, eu dou conta. Não
dá. Ninguém dá. Ninguém dá conta diante
da sepultura. Ninguém dá conta diante da
da degradação. Ninguém dá conta diante
dos seus medos. Não dá.
Um coach pode fingir, mas ele só quer o
seu dinheiro para ele se sentir melhor.
A segunda é isso. É só um sentimento.
Vai passar meu medo, vai passar minha
ansiedade vai passar tudo vai passar.
Não vai passar.
Não é só um sentimento, é um peso moral.
Eu não sinto culpa, eu sou culpado.
Eu não sinto vergonha. Há motivos para
eu ter vergonha do que eu sou. Eu
escondo das pessoas, eu escondo de mim
mesmo. Eu acho que escondo de Deus não é
só um sentimento, é um peso moral. É a
percepção de que existe um juiz que não
pode ser subornado
nem enganado.
E se Deus guardasse esse registro, de
modo que nós guardamos coisas, a vida
viraria um tribunal onde você não teria
nem apelação.
Como alguém pode apelar diante de crimes
diários?
Mas o salmista faz a pergunta para nos
empurrar a outra realidade que ele vai
anunciar. Deus não é apenas registro.
Deus é misericordioso.
Sem perdão,
sem misericórdia soberana, ninguém
fica de pé. Agora, o salmo nos força a
separar duas dores que vivem misturadas.
Culpa e vergonha. Culpa é concreta.
Quebrei a lei.
O resumo da lei é amar a Deus de todo o
coração, de toda a alma, de toda a sua
força. Qualquer coisa que você faça que
não foi de toda a sua alma para Deus, de
toda a sua força e de todo o teu
coração, com todas as suas afeições,
pode ser dar um copo d'água a alguém,
ainda é pecado.
Culpa concreta é quebra, quebr ela
aponta para um ato. Ela
tem uma forma, ela tem um endereço.
Você pode confessar a culpa com o nome,
Senhor, eu senti inveja dos ímpios.
Culpa tem um nome. Eh, eh, a a a quebra
da lei tem um nome. Agora, a vergonha é
mais difusa.
Falhei em ser quem eu deveria. O homem
sabe que ele não devia ser o que ele é.
que não devia ter os sentimentos que ele
tem. Ele cobra dos outros que sejam
melhores do que o que ele é. Você devia
ser mais amoroso. Você devia mais, você
não devia ter ser ególatra, você é
narcisista.
Você pensa só em você primeiro. Aquela
pessoa não pensa nela.
Vergonha é mais difusa porque é o
reconhecimento. Falei em ser quem eu
deveria ser. Falhei em ser aquilo que eu
cobro das outras pessoas. Deus sabe que
eu falhei.
Culpa. Ela não para no que você fez.
Ela gruda em quem você é. Isso é
vergonha. Vergonha é o peso de não ser o
que eu deveria ser.
Você vê, não é um ato específico. É o
peso que eu sinto que eu não sou o que
eu devia ser.
É a sensação de que há algo errado no
centro da tua vida que comanda vontade,
emoções, afeições, como se a sua
existência tivesse menos valor do que
deveria ser, como se sua alma fosse
muito menor do que deveria ser. Por
isso, a Bíblia trata os opostos de modo
diferente. O oposto da culpa
é inocência.
Jesus é o cordeiro inocente.
Ele não tinha culpa. E o oposto de culpa
é inocência. Mas o oposto de vergonha é
o quê, queridos? É glória.
Glória.
Ou você vai estar debaixo da vergonha
infinita ou será glorificado.
E aqui glória não é brilho de de de
fama, é peso, é valor,
é significância.
É uma vida que é significante, que tem
valor, que tem peso. É a consciência de
que você tem lugar, sentido e honra
diante dos únicos olhos que importam o
de Deus.
Vergonha é sentir que esse peso sumiu.
Tua vida é é leve, não tem consistência,
não tem peso diante de Deus. Você
consegue
ter algum peso diante das pessoas, que
você é leve demais, que você é
descartável, que no fato que quando você
for e esse mundo te esquecer, não fará
nenhuma diferença.
Que não deveria estar ali. É aqui que a
modernidade nos engana e ela pode diluir
culpa específica. Ela pode dizer isso
não é errado.
É só como você escolheu.
Ela pode mudar o vocabulário, mudar o
rótulo, mudar a regra, mas ela não
consegue curar a vergonha. Quando a a
modernidade te diz, você não fez nada
errado ela não consegue tirar sua
vergonha.
Porque vergonha não nasce só de uma
regra quebrada que aquela pessoa está
dizendo agora não existe. Vergonha nasce
da comparação, da expectativa do ideal,
da sede de valor. Você tem uma
expectativa de como o ser humano tinha
que ser, como aquela pessoa devia ser
altruísta, como aquela pessoa devia ser
honesta, como aquela pessoa e você sabe
que você não está,
você tem vergonha que você é.
Mesmo quando você nega um código moral
externo, você imediatamente cria um
tribunal interno com o qual você julga
as pessoas e com o qual você fica se
absolvendo, mas só porque você está se
cegando. E ele é pior, porque o tribunal
interno não tem lei clara,
ele tem uma imagem, ele tem um padrão. O
padrão do tribunal interno é Cristo,
seu caráter.
suas belezas. Ele tem o que eu deveria
ter sido.
Ele tem o que eu deveria estar vivendo.
Ele tem o que eu deveria estar ter eh eh
eh realmente conquistado.
E ninguém consegue alcançar
o próprio ideal, que dirá o ideal de
Deus.
O homem está sempre a quem do seu ideal,
do que cobra os outros e do que ele acha
que deveria ser. Então, sim, você pode
justificar atos e você pode se livrar
com isso durante um tempo de parte da
culpa, mas a vergonha continua dizendo:
"Ainda não é suficiente. Você não é o
que devia ser.
Você ainda não é. Você ainda não vale.
Você ainda não tem peso, você ainda não
tem glória, você ainda não tem
permanência no de de no fundo você é
igual aos outros. E é por isso que o
buraco segue aberto mesmo quando nossa
cultura tenta nos livrar de toda culpa,
de todo erro, dizendo que não há certo
errado. A vergonha nos livra da culpa.
Tenta abafar nossa culpa, mas não abafa
nossa vergonha. Ela se transforma e se
manifesta em medos, ansiedades, pavores,
crises.
A fala libera a superfície, mas não
resolve as profundezas. das profundezas.
Eu clamo a ti, porque o fundo não não
pede só expressão, o fundo, a vergonha
pede redenção.
Algo que diga justo não é culpado, pode
ficar de pé diante de mim. Você pode
negar a culpa, mas você nunca vence a
vergonha.
O texto mostra que o buraco se aprofunda
quando lidamos com a culpa e vergonha de
dois jeitos errados,
opostos, mas igualmente letais. O
primeiro é o moralismo que esconde.
Quando a pessoa vive tentando merecer,
ela não consegue admitir turbulência
porque ela merece. Ela tenta merecer
algo de Deus. Ela não pode chegar diante
de Deus e falar assim: "Senhor, eu tive
inveja hoje". Porque isso vai fazer ela
pensar, como é que Deus vai me abençoar
se eu admitir que eu tive inveja? Vou
ter que mentir,
vou ter que
Se a pessoa tem essa essa verve, não da
graça, mas religiosa, que você deve
merecer algo diante de Deus, você tem
dificuldade de virar profundeza para
ele, porque você tem dificuldade de
falar das profundezas.
Quando a vida a pessoa vive tentando
merecer, ela não consegue admitir.
Porque admitir seria perder a tua ficha
diante de Deus. Por que que Deus vai me
abençoar? Porque eu oro mais, porque eu
faço isso mais, porque eu peco menos.
E é isso que sustenta a tua autoestima
espiritual, né, religiosa. Então, ela
nega, ela controla a aparência, ela diz:
"Está tudo bem, ela chama pecado de
fraqueza
e transforma o arrependimento em
performance.
E por dentro as profundezas ou o buraco
cresce, porque sem a verdade não há
cura. Se AF não diz: "Tive inveja", ele
não pode pedir perdão. Tem misericórdia.
Se tu registrares a minha inveja, como
eu vou sobreviver? Ele não pode falar.
Sem confissão não há luz. Sem luz. A
vergonha vira mofo na alma.
O segundo é o relativismo que confunde,
faz o oposto. E as pessoas às vezes
relativistas falam dos fariseus e os
fariseus fala dos relativistas. Estão em
lugares opostos, mas no mesmo mal. Faz o
oposto. Ela troca a lei por expressão.
Ela diz: "Cinta e siga". O relativista
diz: "Descubra e afirma". Ele diz: "Se
você acha certo, então tá certo.
Ele tenta matar a culpa, matando a
definição de mal. Isso aí não é mal.
Você fez isso, mas não é mal, não é
maldade.
Isso aí é porque teu avô, puxa vida. Mas
ao fazer isso, ele cria uma vergonha sem
nome. Vergonha sem nome não pode ser
confund essa profundeza não pode, não
pode conviver com um clamor a Deus.
Uma culpa que não tem endereço. Como
você pode pedir para Deus
uma condenação que não tem explicação?
Eu sinto culpa e vergonha, mas não tem
uma explicação, porque se a culpa é dos
outros, como é que eu sinto culpa e
condenação?
O resultado é um paradoxo cruel. A culpa
diminui, mas a vergonha fica cada vez
mais forte.
É por isso que quanto mais a nossa
sociedade diz que nada está errado, ela
fica mais deprimida, mais desesperada,
mais suicida.
Não há como você
tratar da vergonha: "Eu não sou o que eu
devia ser".
Porque agora você não sabe porque você
se sente mal. O cara disse que não há
nada de errado em você, que você não é
culpado de nada. Então, por que cargas
d'águas? Eu me sinto mal porque eu sinto
medo? Porque eu estou ansioso, porque eu
não tenho paz,
porque eu estou sempre buscando a
próxima coisa. Você não sabe que precisa
ser perdoado, só sabe que precisa ser
validado. Precisa de alguém que diga:
"Não, você é maravilhoso". Mas isso não
lida com a sua culpa. A validação não é
redentor. A validação não é Cristo.
Alguém pode te validar e você procura
isso. O homem procura isso. Mas a
validação dura por um minuto. Mas o
buraco, o buraco das profundezas é um
buraco sem fim. Ele engole.
aquela validação e você vai precisar de
outra, de outra, de outra e você nunca
vai ter uma
porque você quer uma base firme que
aguente seus pés. Areia movediça não
aguenta os seus pés. O peso da gravidade
tá fazendo serviço. O salmo está nos
dizendo: "Sem verdade, sem graça,
não há saída das profundezas".
Verdade sem graça vira desespero. Porque
se tu observares a iniquidade, você é
esmagado. A verdade, o registro te
esmaga.
Graça sem verdade vira autoengano.
Porque você nunca sabe do que você foi
salvo. Eu não era tão mal. Eu só era uma
vítima. Como é que eu posso ter sido
salvo da minha maldade?
E o coração sem chão continua o quê? Na
lama. continua afundando. E por isso que
o salmo está preparando o terreno. Ele
quer que você sinta o buraco,
mas ele não te deixa lá
para que você pare de procurar
escadas de areia na areia,
porque o buraco não se vence com coragem
humana, com humanismo secular ou com um
pensamento que tá sendo desenvolvido
para a próxima década, nem com
justificação cultural, nem com
autopunição
religiosa,
legal.
O buraco só perde poder quando a alma
encontra o que o buraco não pode
fabricar, o que a sua própria natureza
não pode fabricar. Perdão real, redenção
real. É como
pode ser lhe dado a culpa e a vergonha.
Sem verdade, sem graça,
o fundo fica sem saída. Se tu observares
a iniquidade, quem Senhor? Subsistirá
a nossa culpa.
E nossa vergonha vai nos engolir, não
por um tempo, mas para sempre, nas
profundezas. O buraco revela que somos
quando o coração não tem onde se apoiar.
Ele mostra que não é só tristeza, não é
infortúnio, não é temperamento, é peso
moral, é perda de glória, é condenação
percebida. E ele continua presente, seja
por moralismo que esconde, tentando ser
bom para merecer algo, ou por
relativismo que confunde. Diz que não há
culpa, mas ainda há vergonha. Mas o
salmo não descreve o buraco para nos
deixar assim desespero. Descreve como
preparação do coração. Porque quando
você admite a profundidade
e sabe que não pode segurar nenhuma
corda,
você pede das profundezas clamo a ti,
Senhor. A tu que habita no céu, eleva a
minha alma. Tem misericórdia de mim. Se
tu observares a iniquidade, quem
subsistirá? Então você fica pronto para
a única corda
que te pega em vez de você pegar ela.
E o buraco da culpa e da vergonha não se
resolve com sentir menos culpa, sentir
menos peso, menos, porque o problema não
é só intensidade emocional,
o problema é confusão moral.
E a alma precisa de duas coisas ao mesmo
tempo, de verdade e de misericórdia.
Você não pode querer misericórdia sem a
verdade.
E a verdade sem a misericórdia te
condena.
Você precisa de verdade e misericórdia.
Verdade para dizer é pecado.
Você,
as suas iniquidades te afundam nesse
buraco.
E a verdade para dizer o que é e o que
não é pecado. E misericórdia para não
morrer quando a verdade aponta para
você. Sabe quando a verdade diz assim
como Natã disse para Davi, você é o
homem Davi?
Então, se fosse só a verdade, então Davi
estava perdido. Sem verdade, tudo vira
um labirinto, sem misericórdia,
tudo vira afogamento, afundamento. Por
isso, eh, ele fala de perdão e trata do
tribunal para que a consciência pare de
ser seu Deus e para que os olhares
errados percam o poder sobre nós. Culpa
e vergonha exigem uma decisão
inevitável. Quando elas batem, você
precisa escolher: resisto ou concordo,
rejeito ou confesso
o que fizeste, Adão? Resisto ou
confesso?
Eu luto contra essa acusação ou me rendo
a ela e digo: "Tem misericórdia, Deus.
Se tu observares
essa iniquidade, como eu posso
sobreviver?
Aqui está o problema moderno, sem
padrão. Você não sabe o que fazer. Você
não sabe se a culpa é aviso ou veneno.
Você não sabe se a convicção
é convicção ou é chantagem. Você não
sabe se é a luz de Deus ou é a sombra de
um ídolo. Porque você pode se sentir
culpado porque não alcançou um sucesso,
porque você não satisfez o seu ídolo. Se
tudo é relativo, a condenação nunca
termina, porque ela não tem nome. Se não
existe certo, errado, eu me sinto
condenado, como eu posso ser livre
disso?
E o que não tem nome não pode ser
confessado. Se o que você sente é algo
que é totalmente dos outros, que não é
seu, como você vai confessar o pecado do
seu avô, da sua mãe, do seu pai, da
sociedade? É isso que você vai dizer
diante de Deus? Se tu observares a
iniquidade da ansiedade da da sociedade,
se tu observares a iniquidade, quem
sobreviverá?
Quando não existe lei, você não fica
livre.
Quando você diz que não há lei, não há
certo errado, você fica refém das suas
sensações.
Você vive por impressão, você vive pelo
clima do dia. Tá tudo bem? Tá tudo mal.
Como é que eu acordei hoje? Você vive
por hoje e eu me sinto mal, então devo
ser mal. Eu sou um fracasso. Amanhã eu
tô me sentindo um pouco melhor, então eu
devo ser um sucesso. E a gente sabe como
isso vai mudar todo dia, às vezes no
mesmo dia.
E isso é terrível, porque a nossa
consciência também está quebrada, ela
também funciona errado. Ela pode gritar
culpa por coisas que não é pecado.
As pessoas quando comiam uma carne
sacrificada ao ídolo se sentia culpada,
mas certamente não era Deus falando com
elas. Ela pode ficar quieta por coisas
que são pecadas e sentir falar assim
para você: "Eu sinto paz nisso". E daí?
E daí?
Então, sem padrão objetivo, você vira
juiz e réu ao mesmo tempo. Agora, aqui
no Brasil as coisas estão começando a ir
para aí, né? Você vira juiz ré, você
vira tudo.
E isso é um tribunal cruel, porque você
muda as regras conforme a pressão,
na faculdade, no trabalho, em casa, na
igreja. Você vai mudando as regras.
O padrão de Deus faz duas coisas que
parecem opostas, mas são irmãs. Ele
acusa com precisão. Ele não deixa você
escapar.
do coração procedeu o seu adultério. Não
diga que veio lá de fora porque a
sociedade, porque as músicas, porque as
imagens, porque a internet mentira.
Se você usa internet mal, não culpe a
internet. Ela é só uma ferramenta. É
como uma faca. Você pode cortar o bife e
pode enfiar no coração de alguém. Não
culpe a faca. A internet não faz nada.
Você vê cristão falando isso o tempo
todo. Ah, internet desvia os
adolescentes. Ah, imagine que quando ela
não existia, ela só existe algumas
décadas, os adolescentes eram ótimos.
Todos nós éramos ótimos. Na época de
Jesus, todo mundo era ótimo. Não tinha
internet, não tinha televisão, tinha
rádio, tinha nada.
Você não podia escutar um cantor
cantando longe. Tinha, o vizinho tinha
que cantar se você quisesse ouvir. Que
mundo maravilhoso. Jesus nem precisava
morrer por aquele mundo sem internet. A
internet não é nada.
Os livros não são nada, é você.
O padrão de Deus faz duas coisas então
que parecem opostas, mas são irmãs. Ela
acusa com precisão e ela liberta com
clareza. Quando você é livre, você sabe,
estou livre em Cristo,
sou justo nele. Ela não te dá uma uma
uma libertação obscura. Ela acusa com
precisão. Isso é pecado.
Não, tudo não é pecado.
Não, nada é pecado. Ela nomeia, ela
define, ela dá forma ao caos, ela
liberta com clareza. Isso não é pecado.
Quantas pessoas estão sempre falando
sobre o pecado, pecado, pecado, mas
aquilo não é pecado. Ela é legalista.
Isso é uma expectativa humana. Isso é
orgulho ferido. Isso é comparação. Isso
é ídolo exigindo sacrifícios. Se um
tribunal fácil, sem padrão, você nunca
sabe quando resistir, o que resistir.
Sem padrão, você não sabe quando
confessar. Sem padrão, a culpa vira um
corredor infinito com portas que não te
levam a lugar nenhum.
Estou tanto tempo sem ligar a internet.
E daí você te levou para onde?
Sem padrão, a culpa não termina nunca. A
vergonha nasce de muitos tribunais.
Tribunal da família, tribunal da
cultura. A cultura para dizer: "Você é
um fracasso." Mas por que que eu sou?
Porque você não ganhou dinheiro. Então,
certamente esse tribunal tá errado.
Ah, mas a gente sente, a gente ouve.
Tribunal do sucesso, tribunal da
aparência, tribunal da produtividade,
tribunal do você deveria ser. Esse esses
tribunais não param, eles não dormem
nunca. Eles não têm misericórdia. Eles
sempre mudam a sentença. Você é lindo,
agora você é feio.
Eles não tm misericórdia. Tem
misericórdia.
Diz que eu fiquei mais bonito. O
tribunal diz: "Não ficou".
Hoje você é aceito. Amanhã você é
descartado. Hoje você performou, você é
um grande amante. Amanhã você não é
mais.
Amanhã você falhou. Hoje você tá dentro.
Amanhã você está fora. Por isso o texto
insiste em um tribunal acima dos
tribunais. O único olhar absoluto.
Quando o Salmo fala de registro, ele
está dizendo, existe um juiz real. Se tu
registrares a iniquidade, se os teus
olhos falarem é iniquidade, quem vai
sobreviver?
Se tu falares, quem vai dizer que não é?
Não é uma opinião. Deus não tem uma
opinião. Não é uma tendência, não é uma
votação, não é um algoritmo. É um juiz.
Se tu anotares uma iniquidade, isso pode
parecer assustador até você perceber que
esse é o começo da liberdade, porque o
pior cativeiro é ser governado por
muitos juízes, muitos olhares, muitos
tribunais.
O tribunal, por exemplo, que olhou para
Cristo diz: "Fracasso, maldito, preso
numa cruz. O que importava? Pai, nas
tuas mãos eu entrego o meu espírito.
O evangelho faz algo estranho. Ele reduz
o número de juízes a um só.
Ninguém é seu juiz, nem você.
Ninguém pode dar a sentença.
O evangelho reduz. Só existe um. Se tu
anotares a iniquidade, acabou. Não
adianta papai não anotar, mamãe não
anotar, a igreja não anotar, as pessoas
não anotarem. Eu não anotasse tu.
marcar uma iniquidade. E ao fazer isso,
ele te solta, porque se existe um olhar
que conta, todos os outros olhares,
inclusive o teu, perdem o trono. E aqui
vem a parte mais radical. Não é só
liberdade do que os outros pensam, é
liberdade do que você pensa,
porque o seu autojulgamento também vira
tirania. E às vezes você é mais duro
consigo mesmo do que Deus é no sentido
de que você cobra de você coisas que
Deus diria. Você não precisa disso para
ter paz.
Às vezes você chama de humildade o que é
incredulidade.
Porque Deus diz perdoado. E você
continua falando outra coisa. Quando
você troca os tribunais humanos pelo
tribunal divino, você ganha algo que
nenhum outro tribunal oferece.
Verdade e com autoridade sem verdade sem
maquiagem e autoridade sem capricho, sem
orgulho.
Essas coisas não estão em Deus.
Ele é acima de tudo, mas não por um
senso de superioridade. É porque ele é.
Deus não se engana. Deus não é comprado.
Deus não é manipulado. Isso assusta sim,
mas também cura. Você não pode negociar
com ele. Ele não precisa de nada.
Porque finalmente você para de negociar
sua dignidade
com olhares que toda hora estão mudando.
Alguém que diz para você hoje
maravilhoso e a mãe vai dizer você
horrível.
Então, o único olhar absoluto é o do
Senhor. E quando esse olhar governa, a
alma aprende a respirar sem mendigar a
provação.
Ela sabe que ela só pode receber isso
por misericórdia.
E não há nada, nem o seu argumento, não
é o nosso pedido de perdão que merece o
perdão. Ele não merece.
O único olhar absoluto é o do Senhor. É
o que o salmo diz. Agora chegamos ao
ponto prático.
Vou olhar o horário ali, né? E o que eu
faço quando a culpa vem? A resposta
bíblica não é uma só frase,
é discernimento, né? Existe culpa
verdadeira e culpa falsa. A igreja
coloca muitas culpas falsas nas pessoas.
Talvez o que você vista, talvez o que
você eh eh faça que deve ser diferente
do que a cultura faz simplesmente porque
alguém inventou isso na sua cabeça. Ou
se ele não faz, ninguém pode fazer.
Culpa verdadeira é uma convicção santa.
Ela tem direção, ela tem nome, ela vem
para não para te destruir, ela vem para
trazer você de volta.
É o que Deus estava colocando sobre Adão
naquela conversa. A culpa verdadeira foi
você confessar e ao confessar você para
de esconder. E ao parar de esconder você
para de afundar. Na mesma hora você não
está mais nas profundezas afundando.
Parou
o afundamento. Você abandona, você se
rende, você busca reconciliação, você
recebe a única coisa que pode te ajudar,
graça.
Culpa verdadeira não diz apenas você
errou.
Quando o espírito nos fala sobre a culpa
verdadeira, ele diz: "Volte. Ele nos
traz.
Ele não é um martelo infinito. Culpa,
culpa, culpa, culpa. Ele não é, ele
convence você do que você é, do pecado,
mas na mesma hora ele começa a dizer:
"Vem
e traz". Isso é um bisturi que corta
para salvar, mas existe uma culpa falsa.
Ela também é intensa, ela também é
pesada. Só que ela é mentirosa.
Ela gera normalmente ela vem de de
expectativas idólatras.
Você sentiu que ser mais feliz no
casamento porque você fez o casamento um
Deus. E como você descobre que casou com
pecador e que não existem casamentos
perfeitos, você sente culpa
porque você tinha uma expectativa falsa.
Você deveria ser impecável, teu cônjuge
também. Você deveria ser sempre forte,
você deveria ser sempre desejado e
desejável.
Você deveria ser sempre admirado. Você
deveria ser sempre indispensável. Mas
por que que você devia ser sempre
indispensável? Se você sente culpa
porque você nem sempre é indispensável,
é porque você tem uma expectativa muito
falsa a seu próprio respeito. Não é uma
culpa verdadeira.
E quando você não é, a culpa falsa te
chicoteia, ela diz: "Você não presta". E
Deus vai dizer: "Não há nada de errado
nisso. Essas marcadores de sucesso não
são os meus marcadores. Ele aponta para
o eu ideal que virou Deus, o o o o
trabalhador ideal, o marido ideal, a
mulher ideal e faz daquilo um Deus.
Não gera arrependimento, gera paralisia,
gera auto
fracasso, autopiedade,
gera desespero. Por isso, o padrão de
Deus não serve apenas para acusar
pecados, ele serve para desmascarar teus
ídolos.
Ele separa a acusação demoníaca da
convicção santa.
Ele separa a mentira que mata da verdade
que cura.
E aqui está um princípio. Deus fere para
curar. Deus nunca fere para destruir.
A acusação de Satanás sempre te empurra
para morte. Ele também acusa. E não é
mentira a acusação. Você fez, mas ele
nunca vai dizer para Davi: "Ô Davi, você
é um adúltero. Arrependa-se e viva." Não
vai dizer isso. Vai dizer o contrário.
A acusação diz sem saída. A convicção
diz a perdão. Senhor, eu estou
afundando,
mas eu sei que tu tens misericórdia. A
acusação diz: "Você é isso".
Deus quando nos leva a confessar diz:
"Eu te trago de volta". A acusação
tranca. A convicção bíblica abre. É
isso. Pergunte: "Isso é pecado diante do
Senhor?" Se for, confesse. Eu tive
inveja dos ímpios.
Se não, resista.
Não sinta a culpa que o mundo impõe por
causa dos valores que ele tem. Eu sou um
lixo. Por que você é um lixo? Ah, pelas
motivos errados.
E ambos os casos, nesses casos, né, em
ambos volte o coração para o tribunal
certo, porque o objetivo não é ficar
mais leve.
Ah, eu preciso ficar mais leve. é ficar
verdadeiro
e no verdadeiro encontrar perdão, porque
o verdadeiro sempre nos leva ao buraco
mais profundo do nosso ser, mas sempre
traz perdão. O padrão de Deus não existe
para fogar você no registro. Se ele
anotasse a iniquidade simplesmente,
então não tinha mais nenhuma conversa.
Quem sobreviverá sem ele? Culpa e
vergonha
é inferno, nunca mais acaba.
Com ele a alma aprende a discernir o que
confessar, o que rejeitar.
Aprende a misericórdia, aprende a graça.
Os olhos do Senhor são o tribunal
verdadeiro.
Mas isso não é prisão,
é liberdade.
Verdadeiramente sereis livres. Você vê o
padrão de Deus não é uma pedra que
amarra no pescoço e você afunda. Ela é
culpa verdadeira, mas ao mesmo tempo ela
é o único chão firme que produz pais.
Vinde a mim vocês cansados,
sobrecarregados. Então falta dois
pontos. Quando alguém está afundando,
não adianta jogar frases bonitas. Você
foi feito para brilhar. Você precisa de
corda e não uma corda que você segure,
mas uma corda que te enlace.
O Salmo 130 mostra que essa corda tem
duas forças. Se você tem verdade sem
perdão, você só consegue enxergar o
abismo melhor. E vamos admitir, isso em
si não é bom, né? Só enxergar o abismo,
a profundidade, o horror.
E se você só tem verdade sem perdão,
você só enxerga melhor, se você tem
perdão sem ter um novo Senhor,
das profundezas clamo a ti, Senhor, a ti
que habita no céu. Você volta para o
mesmo buraco, porque sem Senhor é o
problema seu. Você era o Senhor da sua
vida. Cada um de nós se desviava pelo
seu próprio caminho porque continua
adorando o mesmo Deus funcional que é o
seu buraco. Por isso o salmo não oferece
autoajuda, ele oferece perdão real e um
redentor, uma nova esperança, um novo
centro. Então o texto faz uma pergunta
que desmonta tudo, todo orgulho. Se tu,
Senhor, observares os pecados, quem
poderá permanecer? Isso quer dizer,
se Deus fizer auditoria, todos estão
perdidos.
Então vem a frase que muda tudo, mas
contigo está o perdão.
Perdão aqui não é passar pano, isso não
é sério, isso não é inveja, isso não é
orgulho, não, não, não, não. Perdão. Às
vezes a gente fala que perdoar os outros
é isso, né? Diminuirmos o mal. Mas
contigo está o perdão. Perdão não é
passar o pano, não é Deus fingir, eu não
vi.
É Deus lidando com o mal sem te
destruir. Isso é perdão. Vou lidar
contigo. Vou lidar com o mal em você.
Não vou dar outro nome. Vou destruir o
mal sem te destruir. Apesar de que o mal
saiu de você. Você mes ser destruído.
Isso é crucial porque muita gente pensa
que perdão é relativizar. Como se Deus
dissesse: "Não foi tão sério, mas o
salmo fala de registro, de olhos, de
permanência, de culpa real. Ou seja, o
problema é sério,
não é? Senhor, eu tive inveja dos
ímpios. Ah, tá bom. Agora que você
falou, isso não é nada demais também.
Todo mundo tem uma invejazinha.
Ou seja, o problema é sério. É
exatamente por isso que o perdão é
grande.
O perdão de Deus não diminui a sua
santidade. Ela revela uma santidade
capaz de ficar satisfeita mais do que se
você nunca tivesse pecado. Que é com a
justiça perfeita do próprio Deus. Ele
mostra que Deus não é o refém do
registro. Deus tem um registro de
iniquidade contra você, mas ele não é
refém. Ele pode fazer algo. Ele pode
apagar o registro sendo justo.
E o efeito imediato do perdão é estranho
para a mentalidade moderna. Portanto,
ele diz: "Contigo está o perdão para
seres temido". Isso é estranho pr pra
modernidade. Como assim? Eu vou tem a
Deus por causa do perdão. O perdão não
vai me deixar. mais relaxado para errar
mais.
Perdão verdadeiro gera temor. Por quê?
Porque a alma percebe duas coisas ao
mesmo tempo. Primeiro, eu não tinha
defesa nem justificativas. Segundo, Deus
me aceitou e tratou disso mesmo assim,
mesmo sem eu merecer. Eu não mereço mais
do que quem está no inferno hoje ou do
que um demônio.
Esse temor não é pânico servio, você vê
é humildade quebrada, é reverência, é
assombro. Você está se espantado. Como
ele pode não me tratar segundo minhas
iniquidades. Culpa e vergonha costumam
nos fazer correr para dois extremos. Ou
eu digo: "Não foi nada".
Ou eu digo: "Não tem jeito.
Eu sou assim".
O perdão de Deus mata os dois. Ele diz:
"Foi pecado sim". E diz a graça também.
Contigo está o perdão. Se tu anotares a
iniquidade, quem sobreviverá se acabasse
aí? Então, estamos no buraco para
sempre, nas profundezas, mas contigo
está o perdão. E quando isso entra, a
alma para de fazer de si mesma o
Salvador. Ela para de pagar penitência
eterna. Ela sabe que não tem como e ela
para de negociar. valor com sofrimento.
Ah, se eu sofrer, se eu pregar, se eu
fizer isso, Deus vai.
Perdão é a base do recomeço, porque ele
quebra o ciclo da autossalvação, do
autores resesgate. Nunca mais eu tento
me salvar pelo que eu faço.
Ela tira a alma da cadeira do juiz. Eu
também. Paulo disse: "Eu não sou julgado
por ninguém, nem eu mesmo me julgo, no
sentido de que há um juiz.
E esse juiz lida com a minha culpa real.
Ele tira a alma da cadeira do juiz e
coloca só Deus no trono. Perdão não
relaxa Deus. Perdão exalta Deus. Todo o
plano de Deus é a manifestação da glória
da sua graça. Como ele consegue lidar
com o pecado
sendo justo e justificador?
Agora vem o ponto que confunde muita
gente, porque tantas pessoas ouvem sobre
perdão e continuam afundando. Todo dia
ela ouve sobre perdão, diz que crê no
evangelho, mas tá cada vez mais
afundando. Porque o problema não é só
falta de informação, é problema de
senhorio, é problema de adoração.
Quando alguém diz: "Deus me perdoa, mas
eu continuo me sentindo mal. Eu acho que
no fundo eu mesmo não me perdoe. Isso é
quase sempre revela uma realidade.
Existe um outro Deus reinando chamado
eu.
E eu tinha aspirações.
Eu tinha uma ideia de grandeza, eu estou
decepcionado.
Existe um redentor funcional exigindo
pagamento. Qual é esse redentor? Pode
ser sua carreira, aprovação, desempenho,
controle, reputação, imagem de um eu
ideal. Porque você acha que Deus te
salvaria? Eu quero ter o teu ideal, não
é? E esse redentor falso tem um padrão
brutal.
Se você entregar isso, eu te dou paz.
Se você alcançar isso, eu te dou valor.
Se você provar isso, eu te dou descanso.
Mas ele nunca dá. Ele só cobra. É por
isso que quando você pensa, se eu casar,
vou ser feliz. Quando você casa, você
continua. Agora o que que eu tenho que
ter? Eu ten que ter filho.
Porque era só uma mentira. Mentiras são
assim. sempre que você alcança, diz:
"Não, não, mas tem mais uma coisa. Mas
tem uma coisa."
E é por isso que você pode ouvir
perdoado e continuar sentindo condenada,
porque no fundo a sentença que você teme
não é a de Deus. Você teme a sentença do
seu ídolo
e o seu ídolo nunca vai dizer redimido,
justo ele vai sempre dizer que você fez
sucesso, mas isso aí é pouco.
Seu Deus é o desempenho, cada vez que
você cair vai ser um inferno. Se seu
Deus é aprovação, cada vez que uma
pessoa te rejeitar, uma cultura te
rejeitar, vai ser o inferno, vai ser a
morte. Se o teu Deus é o controle, cada
coisa que sai da previsibilidade é o
inferno. Você vai chamar: "Não, eu que
sou ansioso". Mentira.
Você achava que ia controlar as coisas.
Sempre que uma
amostra de que você não controla nada,
você se sente mal,
porque ou você confia em você ou você
fica com medo. Você não pode confiar em
Deus. Então, você tenta se redimir se
punindo. Você sofre para tentar pagar.
Você se humilha para tentar compensar,
você se coba para tentar reconquistar o
direito de existir, de se sentir alguém,
de estar com a cabeça levantada. Isso
parece arrependimento, mas não é. É
adoração invertida. O nome disso é
escravidão.
O salmo chama isso de esperança. Espere
no Senhor, ó Israel. Você tá esperando
nas coisas erradas.
No vocabulário bíblico, esperança não é
otimismo, é ter um fundamento sólido
para o futuro. Está tudo bem.
Essa é a esperança bíblica. Ah, você vai
morrer amanhã. Está tudo bem. Não é
porque eu sou otimista. Amanhã de
repente eu não morro. Não, não. Eu tenho
um alicerce para o futuro. Paulo pode
dizer tranquilamente a nossa leve e
momentânea tribulação não são comparável
com a glória. Você vê, ele tem um
alicerce para amanhã. Ele tem um
alicerce para daqui a anos.
Então ele tá firme.
É aquilo que você usa como base para
continuar vivendo. Eu vou viver hoje,
vou viver bem. Lutero dizia o quê? Se
falarem que eu vou morrer amanhã, eu vou
plantar uma árvore.
Ele diz: "A cabou então não tem nada.
Não, a morte não era. Ele tinha, ele
tinha uma alicerce para além disso. Ele,
ele, ele continuava vendo. Se a base do
seu futuro é eu preciso ser suficiente,
você nunca vai ter paz, porque você
nunca vai ser suficiente.
Se a tua base para o futuro, amanhã meu
casamento vai ser perfeito, então cara,
você tá perdido, porque o teu casamento
não vai ser perfeito. Seus filhos não
vão ser perfeitos, sua vida não vai ser
perfeita, seu corpo não vai ser
perfeito. Essas coisas não são perfeitas
neste mundo. Você vira sacerdote de um
altar que sempre pede mais sangue. Sabe
quando Jesus terminou, falou: "Está
terminado, acabou".
E Deus disse: "Sim, verdade.
Mas esses tribunais nunca vão dizer:
"Agora tu fez, acabou. Vou até feliz.
Não vão." Eles não não vai dizer
terestai nunca. Nunca tem.
mais prova, mais desempenho, porque
esses altares exigem sangue para sempre,
até não sobrar nenhum sangue.
Trocar de redentor é trocar de Senhor, é
dizer: "Minha vida não é, não será
sustentada pelo meu mérito, mas pela
misericórdia de Deus. Minha vida não
será sustentada pelo que eu faço. Não
será sustentada pelo meu casamento. Não
será sustentada pela minha paternidade,
maternidade, pela minha profissão, pela
minha conta no banco. Minha vida não
será sustentada por nada disso.
É dizer, meu valor não será negociado
com performance no mundo, mas pela
graça. Se tu tem misericórdia a Deus, é
dizer: "Meu futuro não está nas minhas
mãos". As pessoas dião, Deus fez a parte
dele, agora teu futuro tá nas tuas mãos.
Que desgraça. Eu vou ficar mais ansioso
do que estava antes, porque eu sei
que eu não posso me manter.
Então ia dizer, meu futuro não está na
minha mão, está na palavra do Senhor. E
isso muda tudo. Porque quando o seu
redentor é Deus, o perdão não é um
alívio passado. O perdão de Deus é um
alívio para amanhã, para daqui a anos,
pra hora da sua morte.
Todos os seus pecados foram espiados.
Não é um alívio do meu passado. Agora
olha, encare o futuro. É uma nova forma
de viver, de existir. Seu redentor
revela quem manda no seu coração. O
salmo termina abrindo o horizonte. Com o
Senhor a amor leal, o amor da aliança e
plena redenção. Ele mesmo reirá Israel
de todas as suas iniquidades. Não é
Israel que vai fazer. Ele vai fazer
isso. Veja a força dessas palavras. Não
é um amor raso, é um amor leal. Com amor
eterno, eu te amei. Eu já disse que
quando a gente fala de amor de Deus, a
gente confunde com o nosso amor. Nosso
amor é uma reação ao que as pessoas
fazem. O amor de Deus não é assim.
Sempre que você pensa assim, você está
errado. A nosso amor é assim. Se as
pessoas estão fazendo coisas boas para
nós, nós a amamos. Se elas começam a
fazer coisas más, nós não amamos mais.
Não é? Porque nosso amor depende do que
vem de fora de nós. O amor de Deus é uma
decisão, é uma escolha. Deus não se
sente obrigado a amar alguém porque é
tão incrível que ele teve que amar, tão
merecedor que ele teve que amar. Não,
não merece. Então, o amor de Deus é uma
escolha.
Quando diz em Cristo, ele nos em amor
ele nos predestinou. Não era por nada de
nós em amor. Ou seja, nasceu em outro
verso, Paulo diz, ele faz tudo segundo o
beneplácito da tua da sua vontade. Você
tudo que Deus faz é uma escolha de Deus.
Ele não é influenciado pelo que vem de
fora.
Então veja a força dessas palavras. Não
é um amor raso, é um amor leal, amor de
aliança, amor que não depende do humor
do dia, o amor que não evapora quando
tua sujeira aparece.
No caso aqui de Davi. E não é meia
redenção, é plena, em ti a plena
redenção.
Não é um puxão tímido na corda, é um
resgate completo. Eu te tirei do buraco
da culpa e da vergonha.
Aqui está a beleza. Deus não apenas
manda corda,
ele é a corda.
Jesus é a própria corda. Ele não diz
suba. Ele diz eu descia. Eu fui pro teu
buraco, fui paraa tua vergonha, fui
paraa tua culpa, mergulhei nela.
Ele mesmo, Davi, diz, remirá, não
terceirizado, não distante, não um
conselho moral para você se acertar.
Deus assume o resgate. Isso confronta a
mentira central da vergonha. Se Deus
soubesse tudo, ele recuaria.
Ele te convence de que ser visto é
morrer. Por isso que você não dá nome ao
pecado.
Ele diz: "Se te conhecerem, te
rejeitam". Mas o salmo aponta para um
Deus que vê até o fundo, vê o registro.
Se tu se apegares ao registro que tu
tens, então ninguém se salvará. Ele vê o
lodo, ele vê a raiz, ele vê o coração do
qual saiu todos os males.
E é por isso que a cruz é tão decisiva
para cura da culpa e da vergonha, porque
nela Deus diz: "Sem palavras, eu sei
quem você é".
E eu vou ter que punir cada pensamento
teu no meu filho, porque eu os conheço.
Se houvesse alguma coisa em você que eu
não soubesse, ele não poderia receber a
medita certa de ira pelo teu pecado. Eu
sei, eu sei quem você é. Eu sei o que
você fez. Eu sei que você tenta
esconder.
Então eu mesmo desci.
A cruz não é Deus ignorando o pecado, é
Deus enfrentando o pecado e pagando o
custo. É Deus esmagando a acusação no
lugar onde ela parecia mais forte,
indefensável.
Se tu registrares quem, quando isso
entra, a vergonha perde a sua arma
principal,
porque a vergonha precisa de segredo.
Você tapa a sua vergonha, não é? E a
graça expõe o segredo, mas não te
destrói. A graça traz para a luz e os
homens odiaram a luz porque suas obras
eram mais vergonha. Você vê a graça vai
te traz pra luz,
mas com perdão. Contigo está o perdão
para que sejas temido. Então, ao invés
de afundar, você começa a esperar.
Espere em Deus, ó Israel. E não por
força própria, mas porque alguém está
segurando.
Ele viu o fundo e mesmo assim veio. A
corda dupla é isso. Perdão real, novo
senhorio. Perdão sem novo redentor vira
uma pausa antes do próximo afundamento.
Mas quando Deus é o redentor, a vergonha
perde peso. Porque a glória dá graça.
Quanto mais a glória tem peso, menos a
vergonha tem peso. É assim. Ou a graça
tem peso, ou a glória tem peso. Ele fez
tudo para a glória da sua graça, para
que ela pesasse infinitamente mais do
que a vergonha. E o coração aprende a
dizer:
"Eu não vou me salvar, eu vou esperar.
Espera Israel em teu Deus. Não espere em
você. Não espere em seu casamento. Não
espere em sua saúde. Não espere em nada.
A corda não é um conselho. A corda de
Deus é uma pessoa. E para encerrarmos,
segurar a corda ou a corda de segurar,
que é o que de Jesus vem,
é o começo. Mas sair de tudo isso não é
um clique. Apesar de que a culpa é
tratada assim. culpa e vergonha não
morrem no instante em que você entende a
verdade. Elas se agarram ao corpo. Você
pode ser livre em Cristo e Paulo tem que
escrever cartas para você porque você tá
agindo como se não fosse.
Eles se acostumaram a governar. Eles
voltam com frases antigas no tom.
Quem tentará a acusação? Daqui a pouco
lá estão elas. Você não presta, você não
mudou. Isso é sua emoção. Isso não vai
durar. O salmo não nega isso. Ele
descreve o caminho de volta à superfície
como um processo. Espera no Senhor, na
palavra do Senhor. Espere como os
guardas esperam pela manhã. o povo e um
temor que cura e não um pavor que
destrói. A corda segura você e enquanto
ela segura, você aprende à medida que
vai subindo, um passo, outro passo,
outro passo. O salmista disse: "Eu
espero no Senhor, minha alma
espera. Eu não estou vendo tudo o que
ele fez ainda.
E na sua palavra eu ponho a minha
esperança. Não ponho esperança só no que
eu percebo. Ele repete porque está
lutando. Ele não está descrevendo um
devocional, ele está descrevendo uma
guerra interna.
A vergonha sempre quer resultado
imediato. Então a vergonha diz: "Se você
não é igual a Cristo, então estamos com
dúvidas.
Não é para continuar na vergonha.
Você é muito diferente de Cristo." Hã, a
vergonha sempre quer um resultado
imediato. Ela diz: "Se fosse real, você
seria perfeito". Ela trata fé como
anestesia. Ela diz que fé é real. É, tá
tudo acontecendo agora. Você é
exatamente a imagem de Cristo. Então,
mas o salmo não promete anestesia, ele
promete sustentação. A alma aprende a
viver com duas vozes.
Uma voz é o velho homem, acostumado a se
salvar por desempenho, a se punir,
tentando se justificar e a medir o valor
pelo que ele sente. Outra voz é o novo
homem. É um corado em Deus. Nenhuma
condenação há para os que estão em
Cristo Jesus.
E essas duas vozes se chocam dentro de
você. Você pode crer no perdão e ainda
sentir acusação. Então Paulo é obrigado
escrever para você. Quem tentará
acusação contra os escolhidos de Deus?
Como é que você sente?
É Deus quem te justifica. Você pode
descansar na graça e ainda ouvir o eco
de vários ídolos na sua vida.
Isso não significa que a corda não é
real, significa que você está
reaprendendo a respirar fora do buraco.
Esperar aqui não é a passividade. Você
vê porque quando a gente fala que
esperar tem gente fazer, tô esperando a
tá nada. A pessoa não tá fazendo nada.
Esperar na Bíblia é perseverança. Por
isso que os que esperam no Senhor
renovam suas forças.
Esperar em Deus é perseverar
no dia mal. Tô esperando em Deus. É não
temer no vale da sombra da morte. Estou
esperando em Deus. Esperar não é
passividade, é continuar subindo quando
a lama ainda tá agarrando o tornozelo
e não fazer do sentimento a prova final
de quem você é. Seus sentimentos não
dizem quem você é. Não diziam antes, não
dizem agora, porque o sentimento oscila.
E é por isso que nós precisamos de uma
palavra externa a nós. Por isso que
Lutero dizia, a palavra está no livro.
No seu pior dia você é justificado. No
seu melhor também é. Não é mais, não é
menos. Mesmo que você se sinta. A
esperança se ancora na sua palavra, não
num termômetro emocional.
Como tô me sentindo hoje. Isso é
maturidade espiritual. Viver de promessa
quando a tua pele ainda treme, ainda
sente, ainda sente frio.
A paciência é parte da cura, porque Deus
não está só tirando você do buraco.
Deus está tirando o buraco de dentro de
você.
Não era algo só externo. A vergonha quer
pressa, porque pressa é fuga.
A fé aprende a esperar porque ela
confia. Ela não tá fugindo desesperada.
É por isso que perseverança e fé espera
em Deus. A culpa é fuga. Eu quero sair
mais rápido possível. O que que é
esconder atrás da árvore?
Essa espera tem um tipo de fala. Ela
fala consigo mesmo repetidamente. Eu
espero. Minha alma espera. Você vê como
Davi fica repetindo isso? Minha alma
espera no Senhor. Eu espero no Senhor.
Na tua palavra eu ponho a minha
esperança nisso que não é um mantra
vazio. Não é combate, é disciplina, é
oração teimosa. Eu espero em Deus. É um
pouco a pouco a voz do novo homem ganha
volume. Não porque você ficou mais
forte, mas porque você ficou mais
agarrado na promessa.
A pressa quer fugir. A fé
aprende a esperar. A fé sabe esperar.
Agora o salmo coloca uma imagem na sua
mão. Vigias esperar, assim como os
guardas esperam pela manhã. Ele repete:
"Mais do que os vigias esperam pela
manhã, mais do que os viziam vigias
esperam pela manhã." Ele repete,
porque a noite é longa, porque o vigia
espera. Ele está esperando, ele está
acordado, ele quer que amanheça. A noite
é longa porque a noite parece
definitiva. Dá uma sensação lá pro cara
que tá vigiando, não pode dormir, tá
vigiando, que a noite não vai passar
nunca, porque no buraco
a escuridão mente bem para você. Eu não
vou embora. Você é meu. O vigia sabe
duas coisas ao mesmo tempo. Primeiro, a
noite é verdadeira. Não é uma
brincadeira.
Ele sente frio. Ele ouve ruídos na
escuridão. Ele não consegue enxergar
muito. Como nós Paulo diz, em parte
vemos,
não conhecemos como somos conhecidos,
não enxergamos.
O vigia sabe, a noite é real, ele sente
frio, ele ouve ruídos, ele enxerga
pouco, ele não está fingindo que está
tudo bem, não está. Segundo, ele sabe
também, amanhã é inexorável,
não porque ele está animado. Estar
animado não faz a hora da noite passar
mais rápido, não é? Mas porque existe
ordem no mundo
e então o Senhor da ordem trará amanhã.
À noite não tem autoridade para durar
para sempre. Aqui está a diferença entre
expectativa bíblica e otimismo.
E as pessoas confundem muitos dois.
Otimismo é temperamento. Umas pessoas
são mais otimistas que as outras.
Expectativa é confiança no caráter do
Senhor. Não tem nada a ver. Ah, eu sou
uma pessoa pessimista. Você entendeu?
Esperança é uma expectativa
que confia no caráter de Deus e não que
as coisas vão dar certo.
O vigia não cria amanhã com emoção. Ah,
vai amanhecer, vai amanhecer, vai
amanhecer. Tá vendo? Amanheceu. Eu achar
que amanhecer ajudou e é ridículo.
Ele espera porque ele sabe uma realidade
absoluta. Nós, a terra está girando, o
sol vai nascer. É inexorável. Não tem
nada a ver com o meu sentimento. Quer eu
cita que não vai amanhecer ou que vai
amanhecer, amanhece. Então ele espera
por causa de uma realidade objetiva. Do
mesmo modo, o cristão não espera porque
sentiu um sinal. Ele espera porque quem
Deus é. Ele está nos transformando de um
grau de glória para outro na mesma
imagem de Cristo. Como o sol nascendo. O
caminho do justo é como a luz da aurora
que vai brilhando mais e mais. É
inexorável. Não pelo que eu sinto, mas
pelo que é, pelo que Deus faz. Ele
espera porque há perdão. Ele espera,
Davi diz, porque há amor leal. Ele
espera porque no Senhor há redenção
plena. Ele espera porque a palavra de
Deus não volta vazia.
A note, o vigia espera trabalhando, ele
não vai dormir. Nem o cristão. Ah, tá
muito escuro.
Não, não. Como os vigias esperam,
esperam acordados.
Ele não dorme, ele não abandona o posto,
ele espera com os olhos abertos.
Isso é crucial para quem está saindo do
buraco, porque a vergonha vai te dizer:
"Desiste amanhã, nunca vem." A culpa vai
te dizer: "Você sempre volta para o
mesmo lugar, mas o salmo te ensina a
repetir a esperança até a esperança
criar raízes. Nenhuma condenação há para
os que estão em Cristo Jesus. Repetir
não é autoengano. Aqui é irrigação, é
dar água. A semente,
a semente certa, essa é a palavra de
Deus.
É negar alimento a todas as antigas
sementes do velho homem em nós, que
dizem algo oposto. Quando a noite parece
eterna, você não mede Deus pela noite,
você mede a noite por Deus.
E então um dia sem alarde, a luz começa
a tocar as bordas do buraco. Sabe quando
o guarda está esperando amanhecer e
começa a ver os primeiros brilhos?
Amanhã
não foi fabricada.
Você sabe fazer uma amanhã?
Você sabe quando a noite tá escura,
amanhã é um presente.
Cada manhã é dado por Deus.
E para terminarmos até aqui, o salmista
falou como quem está no fundo. Ele está
no fundo. Agora ele se vira e fala com
os outros: "Ó Israel, ponha a esperança
no Senhor". Não é bom isso?
Isso é mais do que um detalhe litúrgico.
É parte do remédio. O buraco te isola.
Cada um de nós se desviou pelo seu
próprio caminho. Cada um de nós se
esconde. Cada um de nós se sente nu.
Culpa e vergonha são especialistas em te
separar.
Se alguém souber o que eu penso, acabou.
Se minha esposa souber o que entrou na
minha mente agora, acabou. Se meu esposo
souber, se meu amigo souber, acabou.
Se alguém souber, acabou. Elas dizem:
"Você,
é exceção, você é pior, você não
pertence". Elas te fazem calar. E quando
você cala, o eco da acusação fica cada
vez mais alto.
O evangelho faz oposto, ele reúne. A
esperança amadurece quando é proclamada
aos outros.
Você não pode dizer que é a igreja de
Cristo, que ele tá te aperfeiçoando e
exigir perfeição dos seus irmãos.
A igreja é o único grupo de pessoas no
mundo inteiro que admite que são
totalmente maus
e que são salvos por misericórdia.
Não é,
não, não faz sentido Pedro cobrar
perfeição em João
e João em Pedro. Eles estão confessando
juntos que são culpados.
Quando você diz ao outro, põe a
esperança no Senhor, você tá dizendo:
"Eu não espero. Eu não espero que você
mesmo achea a esperança em você. Você
realmente, você precisa botar esperança
em Deus. Eu não tenho esperança em você,
não tenho esperança em mim. Você não tem
esperança em mim. você não tem esperança
em você. Vamos juntos, ó Israel, põe a
esperança no Senhor.
Você está também dizendo a sua própria
alma, você está ensinando o seu coração
a falar na língua do céu e não a língua
do buraco. Cada um escondendo o que é. E
aqui entra aquele paradoxo que cura.
Contigo há o perdão, portanto tu és
temido. O perdão produz temor e esse
temor é terapêutico. Ele cura o eu
porque a nossa soberba que nos separa.
E autodestruição
de uma vez, um só senhor, um só batismo,
uma só fé. Se Deus anotasse a minha
iniquidade, eu estaria perdido. Se
anotasse a tua, você também estaria.
Porque você não tem desculpa para suas
iniquidades, nem eu tenho para minha.
Vamos juntos, Israel. Vamos esperar em
Deus.
Ele não é o Deus da nossa salvação.
Não é que ele começou em mim e vai
terminar. Ele começou em você e também
vai terminar. Não terminou, mas vai
terminar. Eu não cobro de você que ele
tenha terminado, porque também eu também
ele não terminou ainda, mas nós cremos
que ele vai terminar. Vamos juntos,
Israel, esperar no Senhor.
Sem temor, o perdão vira barato e você
volta ao ídolo. Sem perdão, o temor vira
pavor e você volta ao buraco. Mas com os
dois nasce um coração novo, reverente,
confiante, não cínico, não amargo
com a vida, com a igreja, com tudo. Não
porque não há motivos para amargura, mas
porque a Deus espere Israel no Senhor.
E a comunidade é o lugar onde isso se
aprende de verdade, porque no povo de
Deus você é lembrado quando esquece,
você é sustentado quando fraqueja, você
é abençoado, você não é, eu não sou
abençoado pelos fracassos de Pedro, de
Davi, de Moisés.
Não é só as coisas boas na vida deles
que nos abençoam. Grande parte da bênção
que nós temos da vida deles não são seus
fracassos.
Grande parte do nosso aprendizado sobre
o que é perdão não são quais orações de
arrependimento de Davi.
Não são com aquilo que vemos em Pedro,
em João,
antes que eles foram crescendo cada vez
mais. Você é corrigido quando inventa
desculpas. Você é consolado quando a
acusação te esmaga. Ó Israel, quer
dizer, você não sabe sozinho. Você se
encanta. Davi tá encantado com a
misericórdia de Deus para com ele, mas
ao mesmo tanto ele ele vê a misericórdia
de Deus para com o Israel, para com
Israel.
Você
sobe ouvindo sobre a esperança no
coração de outros e falando esperança. E
pouco a pouco você aprende a ficar de
pé, não por orgulho, mas por graça. E
você diz: "Todos nós somos salvos por
graça, irmão. Espere, pois Israel no
Senhor, porque nele há profunda
compaixão." Então, quem espera com o
povo aprende a ficar de pé. E a subida
termina em adoração, porque a alma
finalmente percebe,
eu não fui livre por uma técnica.
Deus me tirou do buraco. A ti, Senhor,
que habita nos céus, eu clamo das
profundezas. E a adoração termina em
esperança, porque o salmo não deixa
resgate pela metade.
Ele promete amor leal, amor sem fim. Ele
promete em ti a plena redenção. Uma
redenção que falhasse em algum lugar,
não era plena. Ele promete que o Senhor
mesmo redime.
Então você gritou do fundo, a corda te
alcançou, ela desceu, não. Você subiu e
você aprendeu a esperar no Senhor, só
nele. E quando amanhã chega, você
entende:
"O buraco não era o fim, porque contigo
está o perdão para seres temido. O
buraco foi o lugar onde eu senti o peso
da glória que eu cantarei por toda a
eternidade.
Vamos ficar de papel.
Santo Deus, eu me aproximo sem defesa,
sem razão.
Tu me vês nos detalhes, no segredo do
coração,
[música] nos pequenos pensamentos,
nas palavras que eu soltei. [música]
Teu espírito me chama,
confessa.
E eu confessei,
não escondo minha [música] culpa,
não maquio minha dor.
Contra [música] ti eu pequei
contra o teu santo amor. [música] Mas
que atos minha raiz,
um querer desalinhado.
Eu [música] preciso de limpeza. Eu
preciso ser
lavado.
[música] Cordeiro, minha justiça,
fim do meu tribunal.
Eu largo a autojustiça, [música]
me rendo ao teu final.
Jesus,
tem misericórdia.
>> [música]
>> Jesus,
vem me purificar.
Teu sangue fala mais alto que o [música]
meu pecado a gritar.
Minha única defesa
é a cruz, [música] é o teu favor. Eu
adoro a tua graça.
Eu descanso no teu amor.
>> Tua [música] misericórdia
é melhor.
Tua [música] misericórdia
é meu lar.
>> Rei dos reis, eu me prostro. [música]
Tu és luz e eu sou pó.
Quando eu tento ser [música] meu dono,
eu no terco em mim só.
Autonomia é mentira,
autossuficiência [música]
também.
Tu [música] és fonte, tu és vida.
Sem ti nada me sustém.
Eu
não venho com rico, [música]
venho com mãos sem ter. Não confio no
meu choro, nem o meu [música]
vou vencer. Eu confio na firmeza do
[música] teu pacto, ó Senhor.
Tua aliança é selada no [música]
cordeiro
redentor.
Restaura [música] minha alegria,
tua salvação em mim. [música]
Sustenta-me com espírito
pronto até o fim.
Jesus [música]
tem misericórdia.
Jesus [música]
vem me purificar.
Teu sangue fula mais alto que o meu
pecado a gritar.
A minha [música] única defesa
é a cruz, é o teu favor. Eu adoro
[música] a tua graça.
Eu descanso no teu amor.
>> [música]

Tags: