Buraco, Corda, Luz | Josemar Bessa
02/03/2026
Buraco, Corda, Luz | Josemar Bessa
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Fonte: Josemar Bessa
Legendas automáticas:
Amém. Queria ler com os irmãos o Salmo 130, só oito versículos, né? Então vamos ler todo ele que diz assim: "Das profundezas clamo a ti, ó Senhor, Senhor, escuta minha voz. Sejam os teus ouvidos atentos à voz das minhas súplicas. Se tu, Senhor, observares as iniquidades, Senhor, quem subsistirá? Mas contigo está o perdão para que sejas temido. Aguardo ao Senhor. A minha alma o aguarda e espero na sua palavra. A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas pela manhã, mais do que aqueles que guardam pela manhã. Espera Israel no Senhor, porque o porque no Senhor há misericórdia e nele há abundante redenção. E ele remirá a Israel de todas as suas iniquidades. Culpa e vergonha. Duas coisas que o homem natural, ou seja, como cada um de nós nasceu odeia. Por que que o humanismo secular é tão facilmente aceito? Porque se diz cristão, porque quem é ateu, porque quem é agnóstico, porque todos abraçam humanismo secular. O homem tem um problema enorme com essas duas coisas: culpa e vergonha. Não gostamos de culpa, mas somos culpados. Não gostamos de vergonha, mas nossos atos são vergonhosos. E como nós queremos livrar da culpa e vergonha, como Adão que se escondeu, como se isso fosse realmente lidar com a culpa e a vergonha. Ou pegou folhas para se tapar. Então, culpa e vergonha tem um talento cruel. Elas nos convencem de que o silêncio é mais seguro que a luz, que o esconderío, que ideologias que negam a culpa, negam eh a vergonha, são melhores do que a luz que mostra. E elas dizem: "Se você falar, você cai mais, Adão. Se você falar com Deus, vai ser pior. Você vai sentir mais culpa e mais vergonha. Se esconda, se esconda atrás de de um arbusto, de uma ideologia, de uma filosofia, do marismo secular. Se esconda, se esconda de Deus. E o salmo, esse salmo maravilhoso, né, o 130, fala exatamente o oposto. Ele ensina que o começo da fé não é se recompor por fora para se apresentar diante de Deus, mas se derramar por dentro. Não é arrumar sua postura. É clamar do fundo. Das profundezas clamo a ti, Senhor. Ele já estava nas profundezas como Adão estava, como você e eu. Mas ele não se escondeu. Ele clamou porque Deus não pede maquiagem, ele pede verdade. Que fizeste, Adão? E quando a verdade vira oração, o fundo ou as profundezas deixam de ser destino e vira um ponto de partida. Então, uma das profundezas é quando a alma perdeu todo o chão, não é? Que é o que o verso 1 e 12 diz. Há um tipo de sofrimento que você explica e é um tipo de sofrimento que te engole. Esse é o problema do homem. aquilo que ele consegue ver e explicar, ele vai tentando dar um jeito. Ele acha que sempre a nova conquista, o novo trabalho, o novo amor, o novo romance vai dar um jeito, mas ele não consegue se lidar com isso porque eh a a há um sofrimento que te engole, te digere, vai te digerindo até acabar com tudo. E o salmista chama esse lugar de profundezas. Não é o mapa. Ele não tá falando onde ele está fisicamente, tá dizendo da sua percepção, da sua sensação. É como se Deus tivesse perguntando a Adão: "Quem te disse que você estava no?" Ele sentia que estava. Ele não queria que Deus olhasse pra mente dele, pro coração dele. Então, é o corpo por dentro, é o peito pesado, é a garganta fechada e a impressão de que você não tem mais chão. Então, o salmista chama de eh das profundezas. Pense numa areia movediça, queridos. Quanto mais você se debate, mais afunda. É por isso que os homens estão se corrompendo pelas concupiscências do engano. Quanto mais o homem tenta lidar com culpa e vergonha, mais ele afunda nela. Portanto, você tenta se recompor. Você tá no meio da área moviais, você tenta se recompor, se se ajustar, tenta ser forte, tenta resolver logo, mas a tua luta faz parte do afundamento. Ou seja, quanto mais a pessoa se mexer, mais rápido ela afunda. Assim é na areia movedia, ou seja, a tua própria tentativa de se salvar está te matando mais rápido. Essa é a descrição. Você procura um ponto firme, você acha que vai ser isso, que vai ser aquilo, que vai ser quando você é criança, você acha que vai ser quando você ficar jovem, quando você jovem, você vai acha que vai ser quando você ficar adulto. E quando você tá desempregado, você acha que é quando ficar empregado. Quando você está solteiro, você acha que é quando casar. Quando casar, você vai achar que é ter filhos ou ter uma segurança financeira. Você vai se batendo, mas a luta vira parte do teu afundamento. Você está tentando desesperadamente salvar-se, mas isso é parte da sua perdição. Você procura um ponto firme e o problema é que nesse mundo não há um ponto firme para nossa alma. Você acha que o o marido secular vai te ajudar a lidar com as coisas, mas ele faz parte do afundamento da mente. O salmo descreve isso sem enfeite. A alma está no fundo e de lá ela grita. Repare que o fundo não é apenas tristeza, é perda de toda a sustentação. Assim o homem se sente, ele não está sendo sustentado por nada, ele está fundando. Por isso, a imagem bíblica de ficar de pé é tão forte. Quando a vergonha domina, você não se sente em pé. Então você luta contra ela, negando às vezes de muitas formas. E a vergonha, quando a vergonha domina você, você não se sente de pé, você se sente diminuído. É por isso que não é uma sensação boa, né? Nós queremos nos sentir grandes, mas nossa culpa nos diminui, nossa vergonha nos diminui. Nós, em vez de nos sentirmos à vontade diante de Deus ou dos outros, nos sentimos menos curvado, desqualificado, como se o seu nome todo dia perdesse um pouco mais de peso, sua identidade, como se a vida e perdesse o direito de existir. E você está o tempo todo tentando mostrar que você tem direito a existir, você tem valor. Então você e e a vida perderesse o direito de existir com alegria. Porque vergonha não é só dor, não é? A dor física foi só uma maneira de Deus apontar para algo muito mais errado no homem do que o seu corpo físico que vai morrer, mas sua alma já está morta. Vergonha não é só dor, vergonha desestruturação. É como se o teu eu tivesse sendo desmontado e você ficasse tentando segurar os pedaços. Sabe como esses filmes de zumbi, né? O cara já tá morto, mas ele tá andando. Então tá caindo já uns pedaços, tá? E você não adianta tentar se recompor. Então ela pega a própria dor e a vergonha. Elas fazem parte do próprio processo de de eh decadência do coração e da alma. Ela pega um fracasso e transforma em sentença. Ela pega um pecado e transforma em identidade. Ela pega um olhar alheio e transforma todos os olhares num tribunal. Nós queremos nos proteger do olhar de todos os homens, porque na verdade queremos nos proteger do olhar de Deus. E a profundidade não é só a emoção das profundezas, é narração, é a voz interna, é a acusação repetida dentro de Davi. E quando essa voz vira lei, você não apenas sofre, você está na escuridão, você não tem rumo e ao mesmo tempo vai para todos os lugares. E aqui vem a primeira lição prática. O primeiro ato de fé não é explicar o fundo, não é explicar a vergonha, a dor, é falar lá do fundo. Não é organizar uma teoria humanista para tentar organizar e determinar as coisas, é abrir a boca, porque o silêncio é aliado nossa própria culpa. Silêncio diz: "Fica aí, isso é você. Não tem saída. Tenta fazer o melhor. A vida está passando rápido. O salmo faz o contrário. Ele dá linguagem ao sufoco daquele poço, das profundezas, do poço de perdição. Ele dá uma direção no meio do desespero, que é a própria descrição da vida humana. Ele leva a profundidade até Deus diretamente, sem desvios. Isso é o que normalmente os homens não fazem. O homem vai tentar o tempo todo na igreja visível e no mundo fingir que não está no fundo, de que ter acreditar que ainda vai ter um chão firme em alguma relação, em algum relacionamento, em alguma conquista. Ele finge que vai sentir o pé firme em algum momento. E então ele começa a chamar seus medos. seus dramas, suas ansiedades. Ele começa a chamar isso de fase, cansaço, bornal, chama de um dia ruim. Hoje eu tive um dia ruim. Ele tá dando nomes melhores. A realidade, outros fazem do fundo a sua própria identidade. Eu sou assim. Eu sou uma pessoa triste. Eu sou uma pessoa meio desinteressada. Eu sou uma pessoa ou eu sou um erro. Ah, eu sou. O salmo não nega o que nós somos. E o salmo também não se ajoelha pro abismo como uma palavra final. O salmo ora. Isso é uma oração. Das profundezas clamo a ti, Senhor. Ele grita, ele chama o Senhor. Isso muda tudo. Porque quando o grito sobe, o fundo deixa de ser o único lugar onde você vive. Ele não é mais o seu último lugar. Ele vira o lugar onde a subida começa. Parece que a pior coisa era Adão estar diante de Deus, mas ali era o único lugar para começar a subida. Não porque você ficou melhor. O que que Adão podia ficar fazer para ficar melhor ou você, mas porque você parou de se debater na lama, parou de tentar se salvar, parou de acreditar que há algo redentivo nesse mundo, relacionamentos, posses. E mas porque você parou de cavar, você clamou, você trouxe o real pra presença de Deus. Você chegou diante de Deus sem mentiras, sem esse é o meu dia ruim, isso é cansaço, isso é estafa. Isso é isso e é aquilo. E note, eh, Jesus tinha dias cansativos que ele estava dormindo num barco na tempestade, mas no entanto não havia nenhum pecado no cansaço. O cansaço não gera nosso pecado. O excesso de trabalho, ah, quem dera, era só então passar uma semana sem fazer nada e tudo ficaria bem conosco, olhou o mar. E notes, clamar é assumir que existe alguém do outro lado do abismo, que não é o homem, que não é o humanismo, que não é o meu pensamento, que não é os meus recursos. É dizer, minha profundidade é maior do que tudo em mim. Estou na lama e se eu tentar me salvar, eu me afundo mais. Mas ela não é mais profunda, não é maior, Deus do que o teu ouvido. Eu só preciso clamar. é apostar no escuro que Deus não é simplesmente um pequeno ajudador, que Deus não é uma ideia, ele é uma presença viva, poderosa. Então, do fundo, a fé aprende a clamar. Esse é o primeiro sinal da obra de Deus em nós. Se fosse apenas perigo, o pedido seria o quê? Socorro. das profundezas. Peço socorro a ti. Socorro, Deus. Estou como alguém se afogando, né? Mas ele não tá falando de perigo. A palavra chave aqui é misericórdia. Isso revela a natureza do abismo que Davi está dizendo. Ele precisa de misericórdia, não de socorro. Simplesmente não é só um mundo nos ferindo, relacionamentos nos ferindo, pessoas nos ferindo, o mundo físico nos ferindo. Não é só o mundo nos ferindo, é também nós diante de Deus. Essa é a raiz da dor. Culpa e vergonha são parentes, mas não são gêmeas. Culpa é uma coisa e vergonha é outra coisa. A culpa aponta um ato. A culpa aponta um limite que você violou. E nós violamos limites sempre. É um bem negado, é uma verdade traída. A culpa é uma coisa específica. Ela diz: "Isso foi errado. Isso que você falou foi errado. Esse teu pensamento é errado. Esse teu desejo é errado. Ela aponta algo específico errado. Culpa. A vergonha é uma coisa mais ampla. A vergonha ela cola na nossa pele, ela diz: "Eu sou errado tudo em mim está errado. A fonte está errada. Do coração saem todas as coisas erradas em mim. Na culpa eu carrego uma falha. Eu pequei aqui, eu fiz isso, eu fiz aquilo. Na vergonha eu sei. Eu sou uma falha. Por isso o salmo fala de registro. Mas se tu registrares a iniquidade, quem sobreviverá? A imagem é simples, como um livro aberto, uma lista, um histórico. Se o Senhor tratasse a vida como contabilidade fria, ninguém fica de pé. Por isso que Paulo diz, não há diferença entre o sacerdote ali, o fariseu e a prostituta. Se Deus observar a iniquidade, quem ficará de pé? Não é drama, é lógica moral. Se Deus é santo e o pecado é real, então o coração humano não tem como sustentar uma defesa diante dele. E nada pior do que a gente continuar levantando a defesa do cansaço, do bornal, do não sei quê, da ansiedade, do do estresse, porque nós estamos encarando a verdade diante de Deus. É lógica moral. Se Deus é santo e o pecado é real, então o coração humano não tem como sustentar. E aqui está o ponto que nos fere e nos cura. O salmo não tenta negociar. Ele não diz: "Eu não sou tão ruim", eu disse: "Eu estou nas profundezas". Se tu observares a iniquidade, quem sobreviverá? Se eu me debater nas minhas iniquidades, eu afundo mais, porque eu junto ao meu pecado o orgulho de que eu posso resolver, o orgulho de que eu não sou tão ruim, o orgulho de que há elementos redentivos em mim. Ele não diz: "Veja o meu lado". Ele não chama pecado de erro. Ah, eu sou simplesmente humano. Como se o ser humano fosse criado intrinsecamente pecador, ser humano, o verdadeiro humano, o humano como devia ser, é Cristo, o homem. Então, nunca diga: "Ah, é porque eu sou apenas humano". Como se o pecado fosse algo inerente à humanidade, quando na verdade não é como Deus fez um homem. Ele não chama pecado de erro humano para aliviar a consciência. Ele clama por uma única coisa. Tem misericórdia, Senhor. Das profundezas eu clamo a ti. Se tu observares a iniquidade, quem quem vai sobreviver? Ou seja, ele confessa que precisa de um favor que ele não merece. O que nós merecemos é justiça, é Deus observar a a iniquidade. Ele pede aquilo que é impossível ser comprado, é impossível ser merecido, é impossível reivindicar. E isso confronta dois reflexos bem comuns. O primeiro, o reflexo religioso. O reflexo religioso, ele quer maquiar, ele quer suavizar, ele quer esconder. Porque se você vive tentando merecer, você não pode admitir que você é tão mau, porque senão você vai chegar a conclusão de que não merece. Você tem que concluir que há alguma coisa em você que é melhor do que há em outros homens. Deus, se Deus diferenciou eu e alguém que hoje está no inferno, tem que ser porque eu fui melhor do que aquela pessoa. Eu crio mais, eu fui mais sincero. Alguma coisa boa em mim despertou isso. Isso faz parte do afundar. O fundo vira uma ameaça quando eu quero merecer algo. Porque eu não posso dizer: "Eu estou nas profundezas, Deus. Se tu observares a iniquidade, eu estou perdido. Você tem de parecer firme, você tem de parecer pelo menos mais puro que os outros. O segundo reflexo é o reflexo secular, que é o opo. É dissolver, é dizer: "Não existe registro, não existe culpa." Como o humano seccular disse, "Não faremos julgamentos morais". Tu me conta aí o que que você faz e eu vou encontrar uma explicação fora de você para isso, paraa sua depravação, pra sua miséria, pra sua falta de paz. Não existe padrão. E porque não há um padrão, não há certo errado. Se não acerta errado, eu não posso estar errado. Se eu não estou errado, eu não posso ter culpa. Culpa vira uma inimiga que eu tenho que sufocar. O problema é que tente sufocar. É como você se debater na areia movediça. Então, esse mundo é o mais eh eh eh analisado, não é? É o mais psicologizado de todas as épocas, mas é o mais triste, deprimido, apesar das vantagens que essa geração tem sobre todas as outras. Quando a culpa é negada, o problema é que a vergonha permanece. O ser humano continua se sentindo mal. Alguém vai lá e diz: "Não, isso aí não tem nada a ver com você. Você é maravilhoso. Você foi feito para brilhar. Você é incrível. O ser humano é impossível ser convencido disso. Mesmo quando a própria boca dele diz isso para ele, a alma continua sentindo um peso. Só que agora pior, esse peso não tem nome. Não é pecado, não é iniquidade. É o que, meu Deus? É a falta de mais dinheiro? É a falta de um novo romance. Quantos romances eu vou ter até estar à beira da morte? Será que no meu último dia você está pensando em romance? Será que eu acho que realmente o último beijo consola a morte? Me dá paz. Só que agora você vê a culpa e o o medo e a vergonha ficam sem nome, sem diagnóstico. Então, sem saída, não a saída para o homem. O salmo faz a coisa mais honesta. Ele leva a dor para o único lugar certo. Ele leva a culpa para um juiz. Quem pode dizer se eu sou culpado ou não? Um juiz. Quem pode me justificar, me absolver? Que que adianta eu levar minha culpa para pessoas que não são juízes? E isso é o começo da cura. Porque se Deus é o único que pode declarar culpa, ele é o único que pode declarar justo. Ninguém mais. Não se não se sinta eh eh não tente consertar as coisas dizendo: "Eu não sou culpado". Ou não ache que a melhor pessoa que você conhece é quem diz para você: "Você não é culpado. Não sinta culpa, não sinta vergonha, porque você sabe que aquela pessoa não tem autoridade para isso. É como alguém com com uma doença terrível falar para mim que não sou médico, eu falar assim: "Não, tá tudo bem". É lógico que a pessoa não fica bem, ela sabe, ele não tem nenhuma autoridade, ele não sabe nada a respeito disso. E é por isso que a misericórdia não é humilhação, é esperança, é a porta, é o fim da encenação humana. Você não vem para ser visto. Você vem porque você já foi visto. Você sabe que você está nu. E ainda assim você ia ser a a glória do chamado eficaz do evangelho, da obra de Cristo, você é recebido. Pense num exemplo simples. Você mente e é descoberto. É óbvio que a culpa, a culpa diz para você, você quebrou a verdade. A vergonha diz algo mais. Você, a gente diz que a vergonha é diferente, né? Ela é uma coisa da pele. A culpa diz: "Você quebrou a verdade." A vergonha diz: "Você é um covarde." É por isso que você mentiu. Você esconde a verdade porque você é um covarde. Isso é vergonha. Percebe? Uma olha o que você fez. A culpa culpada aqui. Isso aqui você fez isso aqui errado. Culpado. A outra olha para quem você parece ser. O salmo não discute cor nenhuma, nem com a culpa, nem com a dor, nem com a vergonha. Ele leva ambas ao Senhor. Minha culpa, minha vergonha. Misericórdia é o começo da cura. Não existe cura fora da misericórdia de Deus. E a misericórdia de Deus é soberana. Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Porque isso é a definição de misericórdia. A ideia de que se Deus mostrou misericórdia, que ele tem que mostrar ali é não entender nada sobre misericórdia. Ah, porque se ele fez isso, então para ser justo, ele tem que fazer isso. Então, justo é dar, observar a iniquidade de todo mundo. O salmo não é um manual de autocontrole, como se controlar para você lidar com a culpa. E ele é uma escola de oração. Ele está orando. E aqui aparece a terceira via que atravessa os salmos. Você não é chamado a sufocar sua culpa, a sufocar sua vergonha. Não existe manual de oração maior que os salmos e não existe psicologia mais profunda. Você não é chamado a sufocar o que sente, nem a se curvar ao que sente. Você é chamado a orar o que sente. Vergonha, culpa. Em vez de negar, você ora. Das profundezas. Eu clamo a ti, Senhor. Tem misericórdia. Se tu observares a iniquidade, como eu posso sobreviver? Sufocar é fingir. Sufocar é empurrar para baixo. Sufocar é dizer que o que eu sou é culpa do meu pai, da minha mãe, da sociedade, da igreja, de Deus, do diabo. É agir como se o coração fosse um quarto proibido. Isso pode até produzir aparência de força, mas produz rachaduras. Porque o que não é confessado não pode ser curado. A culpa não confessada vai continuar destruindo a pessoa e a vergonha também. Não importa que alguém diga: "Isso aí é ótimo. Você é ótimo, você é maravilhoso." Porque o que não é confessado não é curado. E o que não é curado vai virar o padrão da sua vida. Você vai ter que esconder cada vez mais. Você vai ter que negar a culpa cada vez mais até o último minuto da sua vida. E você pode até conseguir um mau e precário funcionamento, mas por dentro você está apodrecendo. A Bíblia diz, o homem está se corrompendo pelas concupiscências da mentira. Idolatrar sentimento é outro extremo. É dizer: "Se eu sinto, então é verdade. Se eu sinto, então é quem eu sou. A emoção vira um rei. Isso é muito comum hoje em dia. Apesar de dizer: "Eu sou ansioso". O rei dele é ansiedade. O Deus dele é ansiedade. Nada pode contrariar a declaração, porque ele diz que ele é ansioso. Aquilo não é fruto de nada. Ele não consegue olhar pra vida dele e e pensar o que produz a ansiedade? O que produz a culpa? O que produz o medo? Não, não. Eu sou medroso. É a explicação que ele tem. É uma explicação estranha. Mas por que você é medroso? Não, não sou, sou medroso. O medo para ele é um Deus. A ansiedade é um Deus. Você pode contrariar tudo na vida dele, até a Bíblia, mas não pode contrariar o fato dele ser ansioso, porque o a ansiedade para ele é a sua divindade. Tudo tem que se encaixar a sua divindade, que é ansiedade. Qualquer coisa que contrarie ela, tá errado. Mesmo que seja a Bíblia, você explode, você se define pelo instante e é óbvio, você paga o preço de estar fundando todo dia, porque a emoção é real, mas ela não é sábia. A emoção não é sinal do trono. A emoção não está dizendo que é verdade, é mentira. Orar é diferente. Orar é levar o coração cru para a presença de Deus. Não para impressionar, é óbvio que não nada impressionante em nós. Não para acertar o culto perfeito, a liturgia perfeita, a maneira de orar perfeita, mas para ser real diante do único que é real. O salmista não diz: "Veja como eu sou equilibrado. Veja como estou tentando equilibrar as coisas, apesar de ter sido ansioso, terá sido medroso, terá sido infeliz." Ele pede para ser ouvido. Ele pede que Deus seja atento. Isso é fé. Porque fé é falar com Deus como Deus. Nada mais é Deus em nós. Nossos sentimentos não são deuses. Nossas sensações não são Deus. Nem a nossa culpa, apesar de ser real e nos condenar, é Deus. porque senão ela era invencível. E o que acontece quando você ora assim? Você começa a processar em luz, você para de conversar sozinho, né? Falar sozinho com você mesmo tem as suas coisas boas, mas não não resolve. Porque você começa a falar com Deus e quando você fala contigo, você fala contigo mesmo. Por que te abates, ó minha alma? Espera em Deus. Você vê, ele está falando com ele diante de Deus. Você para de girar em espiral, você coloca o abismo na frente do Senhor. Senhor, só tu és maior do que o meu abismo. E o Senhor começa a a a colocar e o Senhor em frente ao seu abismo. E você começa cada vez mais ver que o abismo é terrível, da culpa, da iniquidade, do medo, da ansiedade, da dor. Mas quando você coloca elas mais perto de Deus, você começa a perceber que elas são muito menores do que ele. Não é que Jesus é do tamanho da tua dor, do tamanho do teu medo, do tamanho da da da tua ansiedade, do tamanho da morte, ele é infinitamente maior. Isso começa a diminuir essas coisas. O Senhor começa a colocar o Senhor eh eh eh na frente do seu abismo e a oração muda a sala, muda a atmosfera, muda o centro de gravidade. Não é eu sou assim, Senhor. Eu estou nas profundezas. Eu sou mal, mas descubro que há algo maior do que isso. Então aqui vai uma prática simples para hoje. Primeiro, nomeio fundo sem maquiagem. Diga o que é. Eu estou nas profundezas. Se eu me debato e tento melhorar, eu afundo mais. Senhor, se tu observares a iniquidade, quem vai sobreviver? Tem misericórdia de mim. Medo, culpa, vergonha, raiva, confusão. Segundo, entregue antes de entender. A oração pode vir antes da explicação. Eu não preciso entender toda a minha dor, toda a minha culpa, toda a minha aflição, toda a minha ansiedade. A oração pode vir antes da explicação detalhada. E a busca da explicação sem fim é uma explicação sem fim. Então a pessoa, ah, análise sem fim morre tão feliz quanto sempre foi. Terceiro, permaneça diante de Deus o tempo suficiente para o coração desacelerar. Não é mágica, é relacionamento. Davi tá dizendo, espera em Deus, fique diante dele, olhe para ele, minha alma. é aprender a respirar sobre o olhar dele. E repare, isso não é descarregar para aliviar, é expor para ser transpar. As pessoas assim, eu tenho que falar. Aí ela vai para alguém e fala, fala, fala, fala, fala. E daí isso melhora? Ah, mas eu desabafei. E daí melhora? você fica melhor, porque a ideia ali é só aliviar, mas e no mesmo instante começa a encher de novo, não resolve. Há uma fonte de dor e vergonha e culpa dentro de nós que não para de fluir. Você derrama sim, mas derrama diante de quem? Quando tá diante de Deus, pode julgar, pode absolver. Você fala sem filtro, mas não fica sem direção. A oração é o lugar onde o coração é honesto e ao mesmo tempo é reorientado, é lidado com a fonte. Porque Deus não apenas escuta, ele interpreta, ele corrige, ele consola. E só ele pode fazer isso. Quando você faz isso, você percebe algo. No fundo, você não está segurando a corda. Salvação não tem nada a ver como jogar uma corda e quem se segurar se salva. É a corda que está te segurando. Já viu quando esses caras vão lá e amarra o cara com a corda, bota o cara dentro de um cesto e o helicóptero leva ele? Então ele não tá segurando em nada. as coisas que estão segurando ele. É a corda que está te segurando. Você só precisa parar de negar que está afundando, parar de agarrar a si mesmo, a tentar lidar com a culpa, com a vergonha, com explicações humanas ou com o que você é. Quem ora no fundo a corda se cura? Não, ele segura a corda. Agora, o fundo é real, o lodo é real, a sensação de não ficar de pé é real, a culpa é real porque ela é real mesmo. Ou ela vai ser tratada por Deus na cruz ou no inferno. Ela não é uma sensação. A culpa e a vergonha não são sensações. Você vê como Jesus sofreu vergonha final diante dos homens no cuspido, diante de Deus do céu. Vergonha. Ele não só morreu, ele sentiu a nossa vergonha. Nu diante dos homens, nu diante de Deus. Nu ele morreu. Culpa e vergonha estavam sobre ele. O fundo é real, o lodo é real. a sensação de não ficar em pé real, mas o salmo nos dá um começo simples e santo. Se voltar para Deus não é explicação que inaugura a cura, começa na oração mesmo, porque orar é recusar o silêncio da vergonha e parar de fingir e dizer: "Eu estou nas profundezas, se eu me debater, eu pioro." é trazer culpa e dor para a luz de Deus que houve em seu filho. E quando o fundo vira lugar de oração, o fundo não é mais uma prisão inescapável. Ele vira o primeiro degrau, a admissão. Senhor, se tu observares a iniquidade, quem subsistirá? Esse é o primeiro degrau. Não está mais afundando a admissão da verdadeira culpa e da dor, não é? da iniquidade. É o primeiro degrau. Ele descreve como um buraco algo que tá engolindo ele, a sua própria culpa, a sua própria vergonha, algo que puxa para baixo, algo que tira o ar e o chão. E isso continua atual mesmo quando a cultura diz: "Relaxe você não é culpada de nada, nem existe certo errado." Então, porque as pessoas continuam se sentindo mal, infelizes, com medo, ansiosas. Você não consegue apagar a voz do lado de dentro. Alguém pode dizer: "Você não tem nada errado. Tudo em você é maravilhoso." Não pode apagar a voz do lado de dentro. Você pode negociar o nome do pecado, mas não consegue negociar o peso da sua consciência. O fato de que tudo em nós grita você não é o que devia ser. O salmo nos força a olhar sem fuga e ao mesmo tempo prepara a alma paraa corda. Porque Deus não expõe para humilhar. É a única exposição no tempo certo que salva. Então a frase do salmo é curta, mas é um trovão. Se tu guardares um registro, não é um bilhão de um registro de pecados, quem poderá permanecer? Quem não vai afundar para sempre? Repare, ele não está discutindo se existe pecado. Ele já assumiu de que ele está num buraco. Ele só levanta uma hipó, uma hipótese. E se Deus tratar isso como um arquivo frio, vamos ver se você tem culpa aqui. Você tá registrado, tá? Tá registrado. Pronto. Culpa, culpa e vergonha é o teu quinhão mesmo. E se Deus for apenas um contador? E se a vida for apenas um balanço moral? Você acha que as coisinhas que você faz compensam o seu pecado? Você acha que Deus morreria numa cruz se isso fosse possível? Então acabou. Davi diz: "Se tu contar um pecado, quem pode permanecer de pé?" "Um só". Essa é a imagem. Ficar de pé é mais do que sobreviver. É dignidade, é ter a cabeça erguida, sem vergonha, sem culpa, ali inteiro diante de Deus, como a Bíblia diz, inculpáveis e santos. Ele apresentará uma igreja gloriosa, sem mácula, sem defeito. Ela pode ficar de pé. Estabilidade e não desmoronando por dentro. E é sustentar olhar, é um dia poder olhar paraa face Deus sem vergonha, sem culpa, sem mentira. É existir sem ser esmagado. É poder olhar para Deus sem sentir o esmagamento da sua santidade. Culpa e vergonha tiram isso. Elas não chegam dizendo: "Você está triste". Elas chegam dizendo: "Você está condenado". Não há esperança. A vida tá acabando e você pensar, o casamento vai me salvar. E a condenação percebida é diferente de dor comum. Dor diz: "Isso dói, isso machuca". Condenação diz: "Isso me define." Você sabe que as últimas coisas que Deus vai dizer é bendito ou maldito? Isso me define. Não é só o que eu sinto. Dor diz: "Eu sofro". Condenação diz: "Eu não posso ficar de pé. Estou num poço de lama. E essa lama são os meus desejos, os meus pensamentos, o meu coração as coisas que eu amo." A luz veio ao mundo e os homens amaram as trevas. Por isso o salmista fala em registro. Registro é memória formal, não é uma sensação. Você não tem uma sensação de estar casado. Tem um documento lá. Se você é julgado, você não tem uma sensação de que foi condenado. Você foi condenado. É algo que permanece. Sinta você como se estivesse sentindo no momento. Mesmo quando você tenta esquecer, fingir que não, está lá. Há um registro, há um boletim de ocorrência, é o peso moral real, é o que eu fiz, é o que eu deixei de fazer, que eu devia fazer. É o que eu desejei, o que eu fui por dentro quando ninguém tava vendo. Criou um registro, ele é real. E note, o salmo não chama esse peso de imaginação, nem de trauma. Ele trata da realidade diante de Deus. Se tu observares as iniquidades, uma só, quem vai ficar de pé diante de ti? Ele não diz: "Ah, tô com tantos traumas, eu tô até me sentindo mal de ficar diante de ti." Isso não é crueldade, é lucidez, porque o buraco da culpa cresce justamente quando você tenta negar. Ou seja, a areia moventiza piora quando você se debate. E o homem tenta negar o tempo todo. Aqui no salmo não. Negação não é cura. Negação te obriga a afundar sorrindo, a ter medo da morte fingindo que não tem, a ser feliz no Instagram, ser feliz no Facebook, a fingir que é completo, que não está com medo, que não está com medo da velice. É a negação é que alguém com minha idade, 57 anos, diz: "Eu prefiro agora que quando eu tinha 20 anos." Mentira. Você estão as portes da morte. Cabelo branco não é beleza. É a morte dizendo: "Olá, tudo bem? Você está se sentindo melhor? Estou mais próximo. Sua pele esta mais enrugada, não está? Então é a morte dizendo, lembra de mim?" Então ficou careca. Tá dizendo a mesma coisa. Tá usando óculos. É a morte dizendo, você enxergava bem, não enxergava, mas eu já fiz um belo trabalho no seu olho, no seu estômago, no seu pulmão, na sua coluna. Eu sou imparável. Você botou maquiagem? Você acha que me afastou de você? Maquiagens não me afastam. Negação não é cura. Negação é afundar sorrindo, é estar com medo e tentar mostrar que não é assim. A pergunta, quem pode permanecer tem uma função pastoral dura e boa. Ela destrói duas mentiras de uma vez. A primeira, eu sou forte. A segunda, eu dou conta. Não dá. Ninguém dá. Ninguém dá conta diante da sepultura. Ninguém dá conta diante da da degradação. Ninguém dá conta diante dos seus medos. Não dá. Um coach pode fingir, mas ele só quer o seu dinheiro para ele se sentir melhor. A segunda é isso. É só um sentimento. Vai passar meu medo, vai passar minha ansiedade vai passar tudo vai passar. Não vai passar. Não é só um sentimento, é um peso moral. Eu não sinto culpa, eu sou culpado. Eu não sinto vergonha. Há motivos para eu ter vergonha do que eu sou. Eu escondo das pessoas, eu escondo de mim mesmo. Eu acho que escondo de Deus não é só um sentimento, é um peso moral. É a percepção de que existe um juiz que não pode ser subornado nem enganado. E se Deus guardasse esse registro, de modo que nós guardamos coisas, a vida viraria um tribunal onde você não teria nem apelação. Como alguém pode apelar diante de crimes diários? Mas o salmista faz a pergunta para nos empurrar a outra realidade que ele vai anunciar. Deus não é apenas registro. Deus é misericordioso. Sem perdão, sem misericórdia soberana, ninguém fica de pé. Agora, o salmo nos força a separar duas dores que vivem misturadas. Culpa e vergonha. Culpa é concreta. Quebrei a lei. O resumo da lei é amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, de toda a sua força. Qualquer coisa que você faça que não foi de toda a sua alma para Deus, de toda a sua força e de todo o teu coração, com todas as suas afeições, pode ser dar um copo d'água a alguém, ainda é pecado. Culpa concreta é quebra, quebr ela aponta para um ato. Ela tem uma forma, ela tem um endereço. Você pode confessar a culpa com o nome, Senhor, eu senti inveja dos ímpios. Culpa tem um nome. Eh, eh, a a a quebra da lei tem um nome. Agora, a vergonha é mais difusa. Falhei em ser quem eu deveria. O homem sabe que ele não devia ser o que ele é. que não devia ter os sentimentos que ele tem. Ele cobra dos outros que sejam melhores do que o que ele é. Você devia ser mais amoroso. Você devia mais, você não devia ter ser ególatra, você é narcisista. Você pensa só em você primeiro. Aquela pessoa não pensa nela. Vergonha é mais difusa porque é o reconhecimento. Falei em ser quem eu deveria ser. Falhei em ser aquilo que eu cobro das outras pessoas. Deus sabe que eu falhei. Culpa. Ela não para no que você fez. Ela gruda em quem você é. Isso é vergonha. Vergonha é o peso de não ser o que eu deveria ser. Você vê, não é um ato específico. É o peso que eu sinto que eu não sou o que eu devia ser. É a sensação de que há algo errado no centro da tua vida que comanda vontade, emoções, afeições, como se a sua existência tivesse menos valor do que deveria ser, como se sua alma fosse muito menor do que deveria ser. Por isso, a Bíblia trata os opostos de modo diferente. O oposto da culpa é inocência. Jesus é o cordeiro inocente. Ele não tinha culpa. E o oposto de culpa é inocência. Mas o oposto de vergonha é o quê, queridos? É glória. Glória. Ou você vai estar debaixo da vergonha infinita ou será glorificado. E aqui glória não é brilho de de de fama, é peso, é valor, é significância. É uma vida que é significante, que tem valor, que tem peso. É a consciência de que você tem lugar, sentido e honra diante dos únicos olhos que importam o de Deus. Vergonha é sentir que esse peso sumiu. Tua vida é é leve, não tem consistência, não tem peso diante de Deus. Você consegue ter algum peso diante das pessoas, que você é leve demais, que você é descartável, que no fato que quando você for e esse mundo te esquecer, não fará nenhuma diferença. Que não deveria estar ali. É aqui que a modernidade nos engana e ela pode diluir culpa específica. Ela pode dizer isso não é errado. É só como você escolheu. Ela pode mudar o vocabulário, mudar o rótulo, mudar a regra, mas ela não consegue curar a vergonha. Quando a a modernidade te diz, você não fez nada errado ela não consegue tirar sua vergonha. Porque vergonha não nasce só de uma regra quebrada que aquela pessoa está dizendo agora não existe. Vergonha nasce da comparação, da expectativa do ideal, da sede de valor. Você tem uma expectativa de como o ser humano tinha que ser, como aquela pessoa devia ser altruísta, como aquela pessoa devia ser honesta, como aquela pessoa e você sabe que você não está, você tem vergonha que você é. Mesmo quando você nega um código moral externo, você imediatamente cria um tribunal interno com o qual você julga as pessoas e com o qual você fica se absolvendo, mas só porque você está se cegando. E ele é pior, porque o tribunal interno não tem lei clara, ele tem uma imagem, ele tem um padrão. O padrão do tribunal interno é Cristo, seu caráter. suas belezas. Ele tem o que eu deveria ter sido. Ele tem o que eu deveria estar vivendo. Ele tem o que eu deveria estar ter eh eh eh realmente conquistado. E ninguém consegue alcançar o próprio ideal, que dirá o ideal de Deus. O homem está sempre a quem do seu ideal, do que cobra os outros e do que ele acha que deveria ser. Então, sim, você pode justificar atos e você pode se livrar com isso durante um tempo de parte da culpa, mas a vergonha continua dizendo: "Ainda não é suficiente. Você não é o que devia ser. Você ainda não é. Você ainda não vale. Você ainda não tem peso, você ainda não tem glória, você ainda não tem permanência no de de no fundo você é igual aos outros. E é por isso que o buraco segue aberto mesmo quando nossa cultura tenta nos livrar de toda culpa, de todo erro, dizendo que não há certo errado. A vergonha nos livra da culpa. Tenta abafar nossa culpa, mas não abafa nossa vergonha. Ela se transforma e se manifesta em medos, ansiedades, pavores, crises. A fala libera a superfície, mas não resolve as profundezas. das profundezas. Eu clamo a ti, porque o fundo não não pede só expressão, o fundo, a vergonha pede redenção. Algo que diga justo não é culpado, pode ficar de pé diante de mim. Você pode negar a culpa, mas você nunca vence a vergonha. O texto mostra que o buraco se aprofunda quando lidamos com a culpa e vergonha de dois jeitos errados, opostos, mas igualmente letais. O primeiro é o moralismo que esconde. Quando a pessoa vive tentando merecer, ela não consegue admitir turbulência porque ela merece. Ela tenta merecer algo de Deus. Ela não pode chegar diante de Deus e falar assim: "Senhor, eu tive inveja hoje". Porque isso vai fazer ela pensar, como é que Deus vai me abençoar se eu admitir que eu tive inveja? Vou ter que mentir, vou ter que Se a pessoa tem essa essa verve, não da graça, mas religiosa, que você deve merecer algo diante de Deus, você tem dificuldade de virar profundeza para ele, porque você tem dificuldade de falar das profundezas. Quando a vida a pessoa vive tentando merecer, ela não consegue admitir. Porque admitir seria perder a tua ficha diante de Deus. Por que que Deus vai me abençoar? Porque eu oro mais, porque eu faço isso mais, porque eu peco menos. E é isso que sustenta a tua autoestima espiritual, né, religiosa. Então, ela nega, ela controla a aparência, ela diz: "Está tudo bem, ela chama pecado de fraqueza e transforma o arrependimento em performance. E por dentro as profundezas ou o buraco cresce, porque sem a verdade não há cura. Se AF não diz: "Tive inveja", ele não pode pedir perdão. Tem misericórdia. Se tu registrares a minha inveja, como eu vou sobreviver? Ele não pode falar. Sem confissão não há luz. Sem luz. A vergonha vira mofo na alma. O segundo é o relativismo que confunde, faz o oposto. E as pessoas às vezes relativistas falam dos fariseus e os fariseus fala dos relativistas. Estão em lugares opostos, mas no mesmo mal. Faz o oposto. Ela troca a lei por expressão. Ela diz: "Cinta e siga". O relativista diz: "Descubra e afirma". Ele diz: "Se você acha certo, então tá certo. Ele tenta matar a culpa, matando a definição de mal. Isso aí não é mal. Você fez isso, mas não é mal, não é maldade. Isso aí é porque teu avô, puxa vida. Mas ao fazer isso, ele cria uma vergonha sem nome. Vergonha sem nome não pode ser confund essa profundeza não pode, não pode conviver com um clamor a Deus. Uma culpa que não tem endereço. Como você pode pedir para Deus uma condenação que não tem explicação? Eu sinto culpa e vergonha, mas não tem uma explicação, porque se a culpa é dos outros, como é que eu sinto culpa e condenação? O resultado é um paradoxo cruel. A culpa diminui, mas a vergonha fica cada vez mais forte. É por isso que quanto mais a nossa sociedade diz que nada está errado, ela fica mais deprimida, mais desesperada, mais suicida. Não há como você tratar da vergonha: "Eu não sou o que eu devia ser". Porque agora você não sabe porque você se sente mal. O cara disse que não há nada de errado em você, que você não é culpado de nada. Então, por que cargas d'águas? Eu me sinto mal porque eu sinto medo? Porque eu estou ansioso, porque eu não tenho paz, porque eu estou sempre buscando a próxima coisa. Você não sabe que precisa ser perdoado, só sabe que precisa ser validado. Precisa de alguém que diga: "Não, você é maravilhoso". Mas isso não lida com a sua culpa. A validação não é redentor. A validação não é Cristo. Alguém pode te validar e você procura isso. O homem procura isso. Mas a validação dura por um minuto. Mas o buraco, o buraco das profundezas é um buraco sem fim. Ele engole. aquela validação e você vai precisar de outra, de outra, de outra e você nunca vai ter uma porque você quer uma base firme que aguente seus pés. Areia movediça não aguenta os seus pés. O peso da gravidade tá fazendo serviço. O salmo está nos dizendo: "Sem verdade, sem graça, não há saída das profundezas". Verdade sem graça vira desespero. Porque se tu observares a iniquidade, você é esmagado. A verdade, o registro te esmaga. Graça sem verdade vira autoengano. Porque você nunca sabe do que você foi salvo. Eu não era tão mal. Eu só era uma vítima. Como é que eu posso ter sido salvo da minha maldade? E o coração sem chão continua o quê? Na lama. continua afundando. E por isso que o salmo está preparando o terreno. Ele quer que você sinta o buraco, mas ele não te deixa lá para que você pare de procurar escadas de areia na areia, porque o buraco não se vence com coragem humana, com humanismo secular ou com um pensamento que tá sendo desenvolvido para a próxima década, nem com justificação cultural, nem com autopunição religiosa, legal. O buraco só perde poder quando a alma encontra o que o buraco não pode fabricar, o que a sua própria natureza não pode fabricar. Perdão real, redenção real. É como pode ser lhe dado a culpa e a vergonha. Sem verdade, sem graça, o fundo fica sem saída. Se tu observares a iniquidade, quem Senhor? Subsistirá a nossa culpa. E nossa vergonha vai nos engolir, não por um tempo, mas para sempre, nas profundezas. O buraco revela que somos quando o coração não tem onde se apoiar. Ele mostra que não é só tristeza, não é infortúnio, não é temperamento, é peso moral, é perda de glória, é condenação percebida. E ele continua presente, seja por moralismo que esconde, tentando ser bom para merecer algo, ou por relativismo que confunde. Diz que não há culpa, mas ainda há vergonha. Mas o salmo não descreve o buraco para nos deixar assim desespero. Descreve como preparação do coração. Porque quando você admite a profundidade e sabe que não pode segurar nenhuma corda, você pede das profundezas clamo a ti, Senhor. A tu que habita no céu, eleva a minha alma. Tem misericórdia de mim. Se tu observares a iniquidade, quem subsistirá? Então você fica pronto para a única corda que te pega em vez de você pegar ela. E o buraco da culpa e da vergonha não se resolve com sentir menos culpa, sentir menos peso, menos, porque o problema não é só intensidade emocional, o problema é confusão moral. E a alma precisa de duas coisas ao mesmo tempo, de verdade e de misericórdia. Você não pode querer misericórdia sem a verdade. E a verdade sem a misericórdia te condena. Você precisa de verdade e misericórdia. Verdade para dizer é pecado. Você, as suas iniquidades te afundam nesse buraco. E a verdade para dizer o que é e o que não é pecado. E misericórdia para não morrer quando a verdade aponta para você. Sabe quando a verdade diz assim como Natã disse para Davi, você é o homem Davi? Então, se fosse só a verdade, então Davi estava perdido. Sem verdade, tudo vira um labirinto, sem misericórdia, tudo vira afogamento, afundamento. Por isso, eh, ele fala de perdão e trata do tribunal para que a consciência pare de ser seu Deus e para que os olhares errados percam o poder sobre nós. Culpa e vergonha exigem uma decisão inevitável. Quando elas batem, você precisa escolher: resisto ou concordo, rejeito ou confesso o que fizeste, Adão? Resisto ou confesso? Eu luto contra essa acusação ou me rendo a ela e digo: "Tem misericórdia, Deus. Se tu observares essa iniquidade, como eu posso sobreviver? Aqui está o problema moderno, sem padrão. Você não sabe o que fazer. Você não sabe se a culpa é aviso ou veneno. Você não sabe se a convicção é convicção ou é chantagem. Você não sabe se é a luz de Deus ou é a sombra de um ídolo. Porque você pode se sentir culpado porque não alcançou um sucesso, porque você não satisfez o seu ídolo. Se tudo é relativo, a condenação nunca termina, porque ela não tem nome. Se não existe certo, errado, eu me sinto condenado, como eu posso ser livre disso? E o que não tem nome não pode ser confessado. Se o que você sente é algo que é totalmente dos outros, que não é seu, como você vai confessar o pecado do seu avô, da sua mãe, do seu pai, da sociedade? É isso que você vai dizer diante de Deus? Se tu observares a iniquidade da ansiedade da da sociedade, se tu observares a iniquidade, quem sobreviverá? Quando não existe lei, você não fica livre. Quando você diz que não há lei, não há certo errado, você fica refém das suas sensações. Você vive por impressão, você vive pelo clima do dia. Tá tudo bem? Tá tudo mal. Como é que eu acordei hoje? Você vive por hoje e eu me sinto mal, então devo ser mal. Eu sou um fracasso. Amanhã eu tô me sentindo um pouco melhor, então eu devo ser um sucesso. E a gente sabe como isso vai mudar todo dia, às vezes no mesmo dia. E isso é terrível, porque a nossa consciência também está quebrada, ela também funciona errado. Ela pode gritar culpa por coisas que não é pecado. As pessoas quando comiam uma carne sacrificada ao ídolo se sentia culpada, mas certamente não era Deus falando com elas. Ela pode ficar quieta por coisas que são pecadas e sentir falar assim para você: "Eu sinto paz nisso". E daí? E daí? Então, sem padrão objetivo, você vira juiz e réu ao mesmo tempo. Agora, aqui no Brasil as coisas estão começando a ir para aí, né? Você vira juiz ré, você vira tudo. E isso é um tribunal cruel, porque você muda as regras conforme a pressão, na faculdade, no trabalho, em casa, na igreja. Você vai mudando as regras. O padrão de Deus faz duas coisas que parecem opostas, mas são irmãs. Ele acusa com precisão. Ele não deixa você escapar. do coração procedeu o seu adultério. Não diga que veio lá de fora porque a sociedade, porque as músicas, porque as imagens, porque a internet mentira. Se você usa internet mal, não culpe a internet. Ela é só uma ferramenta. É como uma faca. Você pode cortar o bife e pode enfiar no coração de alguém. Não culpe a faca. A internet não faz nada. Você vê cristão falando isso o tempo todo. Ah, internet desvia os adolescentes. Ah, imagine que quando ela não existia, ela só existe algumas décadas, os adolescentes eram ótimos. Todos nós éramos ótimos. Na época de Jesus, todo mundo era ótimo. Não tinha internet, não tinha televisão, tinha rádio, tinha nada. Você não podia escutar um cantor cantando longe. Tinha, o vizinho tinha que cantar se você quisesse ouvir. Que mundo maravilhoso. Jesus nem precisava morrer por aquele mundo sem internet. A internet não é nada. Os livros não são nada, é você. O padrão de Deus faz duas coisas então que parecem opostas, mas são irmãs. Ela acusa com precisão e ela liberta com clareza. Quando você é livre, você sabe, estou livre em Cristo, sou justo nele. Ela não te dá uma uma uma libertação obscura. Ela acusa com precisão. Isso é pecado. Não, tudo não é pecado. Não, nada é pecado. Ela nomeia, ela define, ela dá forma ao caos, ela liberta com clareza. Isso não é pecado. Quantas pessoas estão sempre falando sobre o pecado, pecado, pecado, mas aquilo não é pecado. Ela é legalista. Isso é uma expectativa humana. Isso é orgulho ferido. Isso é comparação. Isso é ídolo exigindo sacrifícios. Se um tribunal fácil, sem padrão, você nunca sabe quando resistir, o que resistir. Sem padrão, você não sabe quando confessar. Sem padrão, a culpa vira um corredor infinito com portas que não te levam a lugar nenhum. Estou tanto tempo sem ligar a internet. E daí você te levou para onde? Sem padrão, a culpa não termina nunca. A vergonha nasce de muitos tribunais. Tribunal da família, tribunal da cultura. A cultura para dizer: "Você é um fracasso." Mas por que que eu sou? Porque você não ganhou dinheiro. Então, certamente esse tribunal tá errado. Ah, mas a gente sente, a gente ouve. Tribunal do sucesso, tribunal da aparência, tribunal da produtividade, tribunal do você deveria ser. Esse esses tribunais não param, eles não dormem nunca. Eles não têm misericórdia. Eles sempre mudam a sentença. Você é lindo, agora você é feio. Eles não tm misericórdia. Tem misericórdia. Diz que eu fiquei mais bonito. O tribunal diz: "Não ficou". Hoje você é aceito. Amanhã você é descartado. Hoje você performou, você é um grande amante. Amanhã você não é mais. Amanhã você falhou. Hoje você tá dentro. Amanhã você está fora. Por isso o texto insiste em um tribunal acima dos tribunais. O único olhar absoluto. Quando o Salmo fala de registro, ele está dizendo, existe um juiz real. Se tu registrares a iniquidade, se os teus olhos falarem é iniquidade, quem vai sobreviver? Se tu falares, quem vai dizer que não é? Não é uma opinião. Deus não tem uma opinião. Não é uma tendência, não é uma votação, não é um algoritmo. É um juiz. Se tu anotares uma iniquidade, isso pode parecer assustador até você perceber que esse é o começo da liberdade, porque o pior cativeiro é ser governado por muitos juízes, muitos olhares, muitos tribunais. O tribunal, por exemplo, que olhou para Cristo diz: "Fracasso, maldito, preso numa cruz. O que importava? Pai, nas tuas mãos eu entrego o meu espírito. O evangelho faz algo estranho. Ele reduz o número de juízes a um só. Ninguém é seu juiz, nem você. Ninguém pode dar a sentença. O evangelho reduz. Só existe um. Se tu anotares a iniquidade, acabou. Não adianta papai não anotar, mamãe não anotar, a igreja não anotar, as pessoas não anotarem. Eu não anotasse tu. marcar uma iniquidade. E ao fazer isso, ele te solta, porque se existe um olhar que conta, todos os outros olhares, inclusive o teu, perdem o trono. E aqui vem a parte mais radical. Não é só liberdade do que os outros pensam, é liberdade do que você pensa, porque o seu autojulgamento também vira tirania. E às vezes você é mais duro consigo mesmo do que Deus é no sentido de que você cobra de você coisas que Deus diria. Você não precisa disso para ter paz. Às vezes você chama de humildade o que é incredulidade. Porque Deus diz perdoado. E você continua falando outra coisa. Quando você troca os tribunais humanos pelo tribunal divino, você ganha algo que nenhum outro tribunal oferece. Verdade e com autoridade sem verdade sem maquiagem e autoridade sem capricho, sem orgulho. Essas coisas não estão em Deus. Ele é acima de tudo, mas não por um senso de superioridade. É porque ele é. Deus não se engana. Deus não é comprado. Deus não é manipulado. Isso assusta sim, mas também cura. Você não pode negociar com ele. Ele não precisa de nada. Porque finalmente você para de negociar sua dignidade com olhares que toda hora estão mudando. Alguém que diz para você hoje maravilhoso e a mãe vai dizer você horrível. Então, o único olhar absoluto é o do Senhor. E quando esse olhar governa, a alma aprende a respirar sem mendigar a provação. Ela sabe que ela só pode receber isso por misericórdia. E não há nada, nem o seu argumento, não é o nosso pedido de perdão que merece o perdão. Ele não merece. O único olhar absoluto é o do Senhor. É o que o salmo diz. Agora chegamos ao ponto prático. Vou olhar o horário ali, né? E o que eu faço quando a culpa vem? A resposta bíblica não é uma só frase, é discernimento, né? Existe culpa verdadeira e culpa falsa. A igreja coloca muitas culpas falsas nas pessoas. Talvez o que você vista, talvez o que você eh eh faça que deve ser diferente do que a cultura faz simplesmente porque alguém inventou isso na sua cabeça. Ou se ele não faz, ninguém pode fazer. Culpa verdadeira é uma convicção santa. Ela tem direção, ela tem nome, ela vem para não para te destruir, ela vem para trazer você de volta. É o que Deus estava colocando sobre Adão naquela conversa. A culpa verdadeira foi você confessar e ao confessar você para de esconder. E ao parar de esconder você para de afundar. Na mesma hora você não está mais nas profundezas afundando. Parou o afundamento. Você abandona, você se rende, você busca reconciliação, você recebe a única coisa que pode te ajudar, graça. Culpa verdadeira não diz apenas você errou. Quando o espírito nos fala sobre a culpa verdadeira, ele diz: "Volte. Ele nos traz. Ele não é um martelo infinito. Culpa, culpa, culpa, culpa. Ele não é, ele convence você do que você é, do pecado, mas na mesma hora ele começa a dizer: "Vem e traz". Isso é um bisturi que corta para salvar, mas existe uma culpa falsa. Ela também é intensa, ela também é pesada. Só que ela é mentirosa. Ela gera normalmente ela vem de de expectativas idólatras. Você sentiu que ser mais feliz no casamento porque você fez o casamento um Deus. E como você descobre que casou com pecador e que não existem casamentos perfeitos, você sente culpa porque você tinha uma expectativa falsa. Você deveria ser impecável, teu cônjuge também. Você deveria ser sempre forte, você deveria ser sempre desejado e desejável. Você deveria ser sempre admirado. Você deveria ser sempre indispensável. Mas por que que você devia ser sempre indispensável? Se você sente culpa porque você nem sempre é indispensável, é porque você tem uma expectativa muito falsa a seu próprio respeito. Não é uma culpa verdadeira. E quando você não é, a culpa falsa te chicoteia, ela diz: "Você não presta". E Deus vai dizer: "Não há nada de errado nisso. Essas marcadores de sucesso não são os meus marcadores. Ele aponta para o eu ideal que virou Deus, o o o o trabalhador ideal, o marido ideal, a mulher ideal e faz daquilo um Deus. Não gera arrependimento, gera paralisia, gera auto fracasso, autopiedade, gera desespero. Por isso, o padrão de Deus não serve apenas para acusar pecados, ele serve para desmascarar teus ídolos. Ele separa a acusação demoníaca da convicção santa. Ele separa a mentira que mata da verdade que cura. E aqui está um princípio. Deus fere para curar. Deus nunca fere para destruir. A acusação de Satanás sempre te empurra para morte. Ele também acusa. E não é mentira a acusação. Você fez, mas ele nunca vai dizer para Davi: "Ô Davi, você é um adúltero. Arrependa-se e viva." Não vai dizer isso. Vai dizer o contrário. A acusação diz sem saída. A convicção diz a perdão. Senhor, eu estou afundando, mas eu sei que tu tens misericórdia. A acusação diz: "Você é isso". Deus quando nos leva a confessar diz: "Eu te trago de volta". A acusação tranca. A convicção bíblica abre. É isso. Pergunte: "Isso é pecado diante do Senhor?" Se for, confesse. Eu tive inveja dos ímpios. Se não, resista. Não sinta a culpa que o mundo impõe por causa dos valores que ele tem. Eu sou um lixo. Por que você é um lixo? Ah, pelas motivos errados. E ambos os casos, nesses casos, né, em ambos volte o coração para o tribunal certo, porque o objetivo não é ficar mais leve. Ah, eu preciso ficar mais leve. é ficar verdadeiro e no verdadeiro encontrar perdão, porque o verdadeiro sempre nos leva ao buraco mais profundo do nosso ser, mas sempre traz perdão. O padrão de Deus não existe para fogar você no registro. Se ele anotasse a iniquidade simplesmente, então não tinha mais nenhuma conversa. Quem sobreviverá sem ele? Culpa e vergonha é inferno, nunca mais acaba. Com ele a alma aprende a discernir o que confessar, o que rejeitar. Aprende a misericórdia, aprende a graça. Os olhos do Senhor são o tribunal verdadeiro. Mas isso não é prisão, é liberdade. Verdadeiramente sereis livres. Você vê o padrão de Deus não é uma pedra que amarra no pescoço e você afunda. Ela é culpa verdadeira, mas ao mesmo tempo ela é o único chão firme que produz pais. Vinde a mim vocês cansados, sobrecarregados. Então falta dois pontos. Quando alguém está afundando, não adianta jogar frases bonitas. Você foi feito para brilhar. Você precisa de corda e não uma corda que você segure, mas uma corda que te enlace. O Salmo 130 mostra que essa corda tem duas forças. Se você tem verdade sem perdão, você só consegue enxergar o abismo melhor. E vamos admitir, isso em si não é bom, né? Só enxergar o abismo, a profundidade, o horror. E se você só tem verdade sem perdão, você só enxerga melhor, se você tem perdão sem ter um novo Senhor, das profundezas clamo a ti, Senhor, a ti que habita no céu. Você volta para o mesmo buraco, porque sem Senhor é o problema seu. Você era o Senhor da sua vida. Cada um de nós se desviava pelo seu próprio caminho porque continua adorando o mesmo Deus funcional que é o seu buraco. Por isso o salmo não oferece autoajuda, ele oferece perdão real e um redentor, uma nova esperança, um novo centro. Então o texto faz uma pergunta que desmonta tudo, todo orgulho. Se tu, Senhor, observares os pecados, quem poderá permanecer? Isso quer dizer, se Deus fizer auditoria, todos estão perdidos. Então vem a frase que muda tudo, mas contigo está o perdão. Perdão aqui não é passar pano, isso não é sério, isso não é inveja, isso não é orgulho, não, não, não, não. Perdão. Às vezes a gente fala que perdoar os outros é isso, né? Diminuirmos o mal. Mas contigo está o perdão. Perdão não é passar o pano, não é Deus fingir, eu não vi. É Deus lidando com o mal sem te destruir. Isso é perdão. Vou lidar contigo. Vou lidar com o mal em você. Não vou dar outro nome. Vou destruir o mal sem te destruir. Apesar de que o mal saiu de você. Você mes ser destruído. Isso é crucial porque muita gente pensa que perdão é relativizar. Como se Deus dissesse: "Não foi tão sério, mas o salmo fala de registro, de olhos, de permanência, de culpa real. Ou seja, o problema é sério, não é? Senhor, eu tive inveja dos ímpios. Ah, tá bom. Agora que você falou, isso não é nada demais também. Todo mundo tem uma invejazinha. Ou seja, o problema é sério. É exatamente por isso que o perdão é grande. O perdão de Deus não diminui a sua santidade. Ela revela uma santidade capaz de ficar satisfeita mais do que se você nunca tivesse pecado. Que é com a justiça perfeita do próprio Deus. Ele mostra que Deus não é o refém do registro. Deus tem um registro de iniquidade contra você, mas ele não é refém. Ele pode fazer algo. Ele pode apagar o registro sendo justo. E o efeito imediato do perdão é estranho para a mentalidade moderna. Portanto, ele diz: "Contigo está o perdão para seres temido". Isso é estranho pr pra modernidade. Como assim? Eu vou tem a Deus por causa do perdão. O perdão não vai me deixar. mais relaxado para errar mais. Perdão verdadeiro gera temor. Por quê? Porque a alma percebe duas coisas ao mesmo tempo. Primeiro, eu não tinha defesa nem justificativas. Segundo, Deus me aceitou e tratou disso mesmo assim, mesmo sem eu merecer. Eu não mereço mais do que quem está no inferno hoje ou do que um demônio. Esse temor não é pânico servio, você vê é humildade quebrada, é reverência, é assombro. Você está se espantado. Como ele pode não me tratar segundo minhas iniquidades. Culpa e vergonha costumam nos fazer correr para dois extremos. Ou eu digo: "Não foi nada". Ou eu digo: "Não tem jeito. Eu sou assim". O perdão de Deus mata os dois. Ele diz: "Foi pecado sim". E diz a graça também. Contigo está o perdão. Se tu anotares a iniquidade, quem sobreviverá se acabasse aí? Então, estamos no buraco para sempre, nas profundezas, mas contigo está o perdão. E quando isso entra, a alma para de fazer de si mesma o Salvador. Ela para de pagar penitência eterna. Ela sabe que não tem como e ela para de negociar. valor com sofrimento. Ah, se eu sofrer, se eu pregar, se eu fizer isso, Deus vai. Perdão é a base do recomeço, porque ele quebra o ciclo da autossalvação, do autores resesgate. Nunca mais eu tento me salvar pelo que eu faço. Ela tira a alma da cadeira do juiz. Eu também. Paulo disse: "Eu não sou julgado por ninguém, nem eu mesmo me julgo, no sentido de que há um juiz. E esse juiz lida com a minha culpa real. Ele tira a alma da cadeira do juiz e coloca só Deus no trono. Perdão não relaxa Deus. Perdão exalta Deus. Todo o plano de Deus é a manifestação da glória da sua graça. Como ele consegue lidar com o pecado sendo justo e justificador? Agora vem o ponto que confunde muita gente, porque tantas pessoas ouvem sobre perdão e continuam afundando. Todo dia ela ouve sobre perdão, diz que crê no evangelho, mas tá cada vez mais afundando. Porque o problema não é só falta de informação, é problema de senhorio, é problema de adoração. Quando alguém diz: "Deus me perdoa, mas eu continuo me sentindo mal. Eu acho que no fundo eu mesmo não me perdoe. Isso é quase sempre revela uma realidade. Existe um outro Deus reinando chamado eu. E eu tinha aspirações. Eu tinha uma ideia de grandeza, eu estou decepcionado. Existe um redentor funcional exigindo pagamento. Qual é esse redentor? Pode ser sua carreira, aprovação, desempenho, controle, reputação, imagem de um eu ideal. Porque você acha que Deus te salvaria? Eu quero ter o teu ideal, não é? E esse redentor falso tem um padrão brutal. Se você entregar isso, eu te dou paz. Se você alcançar isso, eu te dou valor. Se você provar isso, eu te dou descanso. Mas ele nunca dá. Ele só cobra. É por isso que quando você pensa, se eu casar, vou ser feliz. Quando você casa, você continua. Agora o que que eu tenho que ter? Eu ten que ter filho. Porque era só uma mentira. Mentiras são assim. sempre que você alcança, diz: "Não, não, mas tem mais uma coisa. Mas tem uma coisa." E é por isso que você pode ouvir perdoado e continuar sentindo condenada, porque no fundo a sentença que você teme não é a de Deus. Você teme a sentença do seu ídolo e o seu ídolo nunca vai dizer redimido, justo ele vai sempre dizer que você fez sucesso, mas isso aí é pouco. Seu Deus é o desempenho, cada vez que você cair vai ser um inferno. Se seu Deus é aprovação, cada vez que uma pessoa te rejeitar, uma cultura te rejeitar, vai ser o inferno, vai ser a morte. Se o teu Deus é o controle, cada coisa que sai da previsibilidade é o inferno. Você vai chamar: "Não, eu que sou ansioso". Mentira. Você achava que ia controlar as coisas. Sempre que uma amostra de que você não controla nada, você se sente mal, porque ou você confia em você ou você fica com medo. Você não pode confiar em Deus. Então, você tenta se redimir se punindo. Você sofre para tentar pagar. Você se humilha para tentar compensar, você se coba para tentar reconquistar o direito de existir, de se sentir alguém, de estar com a cabeça levantada. Isso parece arrependimento, mas não é. É adoração invertida. O nome disso é escravidão. O salmo chama isso de esperança. Espere no Senhor, ó Israel. Você tá esperando nas coisas erradas. No vocabulário bíblico, esperança não é otimismo, é ter um fundamento sólido para o futuro. Está tudo bem. Essa é a esperança bíblica. Ah, você vai morrer amanhã. Está tudo bem. Não é porque eu sou otimista. Amanhã de repente eu não morro. Não, não. Eu tenho um alicerce para o futuro. Paulo pode dizer tranquilamente a nossa leve e momentânea tribulação não são comparável com a glória. Você vê, ele tem um alicerce para amanhã. Ele tem um alicerce para daqui a anos. Então ele tá firme. É aquilo que você usa como base para continuar vivendo. Eu vou viver hoje, vou viver bem. Lutero dizia o quê? Se falarem que eu vou morrer amanhã, eu vou plantar uma árvore. Ele diz: "A cabou então não tem nada. Não, a morte não era. Ele tinha, ele tinha uma alicerce para além disso. Ele, ele, ele continuava vendo. Se a base do seu futuro é eu preciso ser suficiente, você nunca vai ter paz, porque você nunca vai ser suficiente. Se a tua base para o futuro, amanhã meu casamento vai ser perfeito, então cara, você tá perdido, porque o teu casamento não vai ser perfeito. Seus filhos não vão ser perfeitos, sua vida não vai ser perfeita, seu corpo não vai ser perfeito. Essas coisas não são perfeitas neste mundo. Você vira sacerdote de um altar que sempre pede mais sangue. Sabe quando Jesus terminou, falou: "Está terminado, acabou". E Deus disse: "Sim, verdade. Mas esses tribunais nunca vão dizer: "Agora tu fez, acabou. Vou até feliz. Não vão." Eles não não vai dizer terestai nunca. Nunca tem. mais prova, mais desempenho, porque esses altares exigem sangue para sempre, até não sobrar nenhum sangue. Trocar de redentor é trocar de Senhor, é dizer: "Minha vida não é, não será sustentada pelo meu mérito, mas pela misericórdia de Deus. Minha vida não será sustentada pelo que eu faço. Não será sustentada pelo meu casamento. Não será sustentada pela minha paternidade, maternidade, pela minha profissão, pela minha conta no banco. Minha vida não será sustentada por nada disso. É dizer, meu valor não será negociado com performance no mundo, mas pela graça. Se tu tem misericórdia a Deus, é dizer: "Meu futuro não está nas minhas mãos". As pessoas dião, Deus fez a parte dele, agora teu futuro tá nas tuas mãos. Que desgraça. Eu vou ficar mais ansioso do que estava antes, porque eu sei que eu não posso me manter. Então ia dizer, meu futuro não está na minha mão, está na palavra do Senhor. E isso muda tudo. Porque quando o seu redentor é Deus, o perdão não é um alívio passado. O perdão de Deus é um alívio para amanhã, para daqui a anos, pra hora da sua morte. Todos os seus pecados foram espiados. Não é um alívio do meu passado. Agora olha, encare o futuro. É uma nova forma de viver, de existir. Seu redentor revela quem manda no seu coração. O salmo termina abrindo o horizonte. Com o Senhor a amor leal, o amor da aliança e plena redenção. Ele mesmo reirá Israel de todas as suas iniquidades. Não é Israel que vai fazer. Ele vai fazer isso. Veja a força dessas palavras. Não é um amor raso, é um amor leal. Com amor eterno, eu te amei. Eu já disse que quando a gente fala de amor de Deus, a gente confunde com o nosso amor. Nosso amor é uma reação ao que as pessoas fazem. O amor de Deus não é assim. Sempre que você pensa assim, você está errado. A nosso amor é assim. Se as pessoas estão fazendo coisas boas para nós, nós a amamos. Se elas começam a fazer coisas más, nós não amamos mais. Não é? Porque nosso amor depende do que vem de fora de nós. O amor de Deus é uma decisão, é uma escolha. Deus não se sente obrigado a amar alguém porque é tão incrível que ele teve que amar, tão merecedor que ele teve que amar. Não, não merece. Então, o amor de Deus é uma escolha. Quando diz em Cristo, ele nos em amor ele nos predestinou. Não era por nada de nós em amor. Ou seja, nasceu em outro verso, Paulo diz, ele faz tudo segundo o beneplácito da tua da sua vontade. Você tudo que Deus faz é uma escolha de Deus. Ele não é influenciado pelo que vem de fora. Então veja a força dessas palavras. Não é um amor raso, é um amor leal, amor de aliança, amor que não depende do humor do dia, o amor que não evapora quando tua sujeira aparece. No caso aqui de Davi. E não é meia redenção, é plena, em ti a plena redenção. Não é um puxão tímido na corda, é um resgate completo. Eu te tirei do buraco da culpa e da vergonha. Aqui está a beleza. Deus não apenas manda corda, ele é a corda. Jesus é a própria corda. Ele não diz suba. Ele diz eu descia. Eu fui pro teu buraco, fui paraa tua vergonha, fui paraa tua culpa, mergulhei nela. Ele mesmo, Davi, diz, remirá, não terceirizado, não distante, não um conselho moral para você se acertar. Deus assume o resgate. Isso confronta a mentira central da vergonha. Se Deus soubesse tudo, ele recuaria. Ele te convence de que ser visto é morrer. Por isso que você não dá nome ao pecado. Ele diz: "Se te conhecerem, te rejeitam". Mas o salmo aponta para um Deus que vê até o fundo, vê o registro. Se tu se apegares ao registro que tu tens, então ninguém se salvará. Ele vê o lodo, ele vê a raiz, ele vê o coração do qual saiu todos os males. E é por isso que a cruz é tão decisiva para cura da culpa e da vergonha, porque nela Deus diz: "Sem palavras, eu sei quem você é". E eu vou ter que punir cada pensamento teu no meu filho, porque eu os conheço. Se houvesse alguma coisa em você que eu não soubesse, ele não poderia receber a medita certa de ira pelo teu pecado. Eu sei, eu sei quem você é. Eu sei o que você fez. Eu sei que você tenta esconder. Então eu mesmo desci. A cruz não é Deus ignorando o pecado, é Deus enfrentando o pecado e pagando o custo. É Deus esmagando a acusação no lugar onde ela parecia mais forte, indefensável. Se tu registrares quem, quando isso entra, a vergonha perde a sua arma principal, porque a vergonha precisa de segredo. Você tapa a sua vergonha, não é? E a graça expõe o segredo, mas não te destrói. A graça traz para a luz e os homens odiaram a luz porque suas obras eram mais vergonha. Você vê a graça vai te traz pra luz, mas com perdão. Contigo está o perdão para que sejas temido. Então, ao invés de afundar, você começa a esperar. Espere em Deus, ó Israel. E não por força própria, mas porque alguém está segurando. Ele viu o fundo e mesmo assim veio. A corda dupla é isso. Perdão real, novo senhorio. Perdão sem novo redentor vira uma pausa antes do próximo afundamento. Mas quando Deus é o redentor, a vergonha perde peso. Porque a glória dá graça. Quanto mais a glória tem peso, menos a vergonha tem peso. É assim. Ou a graça tem peso, ou a glória tem peso. Ele fez tudo para a glória da sua graça, para que ela pesasse infinitamente mais do que a vergonha. E o coração aprende a dizer: "Eu não vou me salvar, eu vou esperar. Espera Israel em teu Deus. Não espere em você. Não espere em seu casamento. Não espere em sua saúde. Não espere em nada. A corda não é um conselho. A corda de Deus é uma pessoa. E para encerrarmos, segurar a corda ou a corda de segurar, que é o que de Jesus vem, é o começo. Mas sair de tudo isso não é um clique. Apesar de que a culpa é tratada assim. culpa e vergonha não morrem no instante em que você entende a verdade. Elas se agarram ao corpo. Você pode ser livre em Cristo e Paulo tem que escrever cartas para você porque você tá agindo como se não fosse. Eles se acostumaram a governar. Eles voltam com frases antigas no tom. Quem tentará a acusação? Daqui a pouco lá estão elas. Você não presta, você não mudou. Isso é sua emoção. Isso não vai durar. O salmo não nega isso. Ele descreve o caminho de volta à superfície como um processo. Espera no Senhor, na palavra do Senhor. Espere como os guardas esperam pela manhã. o povo e um temor que cura e não um pavor que destrói. A corda segura você e enquanto ela segura, você aprende à medida que vai subindo, um passo, outro passo, outro passo. O salmista disse: "Eu espero no Senhor, minha alma espera. Eu não estou vendo tudo o que ele fez ainda. E na sua palavra eu ponho a minha esperança. Não ponho esperança só no que eu percebo. Ele repete porque está lutando. Ele não está descrevendo um devocional, ele está descrevendo uma guerra interna. A vergonha sempre quer resultado imediato. Então a vergonha diz: "Se você não é igual a Cristo, então estamos com dúvidas. Não é para continuar na vergonha. Você é muito diferente de Cristo." Hã, a vergonha sempre quer um resultado imediato. Ela diz: "Se fosse real, você seria perfeito". Ela trata fé como anestesia. Ela diz que fé é real. É, tá tudo acontecendo agora. Você é exatamente a imagem de Cristo. Então, mas o salmo não promete anestesia, ele promete sustentação. A alma aprende a viver com duas vozes. Uma voz é o velho homem, acostumado a se salvar por desempenho, a se punir, tentando se justificar e a medir o valor pelo que ele sente. Outra voz é o novo homem. É um corado em Deus. Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. E essas duas vozes se chocam dentro de você. Você pode crer no perdão e ainda sentir acusação. Então Paulo é obrigado escrever para você. Quem tentará acusação contra os escolhidos de Deus? Como é que você sente? É Deus quem te justifica. Você pode descansar na graça e ainda ouvir o eco de vários ídolos na sua vida. Isso não significa que a corda não é real, significa que você está reaprendendo a respirar fora do buraco. Esperar aqui não é a passividade. Você vê porque quando a gente fala que esperar tem gente fazer, tô esperando a tá nada. A pessoa não tá fazendo nada. Esperar na Bíblia é perseverança. Por isso que os que esperam no Senhor renovam suas forças. Esperar em Deus é perseverar no dia mal. Tô esperando em Deus. É não temer no vale da sombra da morte. Estou esperando em Deus. Esperar não é passividade, é continuar subindo quando a lama ainda tá agarrando o tornozelo e não fazer do sentimento a prova final de quem você é. Seus sentimentos não dizem quem você é. Não diziam antes, não dizem agora, porque o sentimento oscila. E é por isso que nós precisamos de uma palavra externa a nós. Por isso que Lutero dizia, a palavra está no livro. No seu pior dia você é justificado. No seu melhor também é. Não é mais, não é menos. Mesmo que você se sinta. A esperança se ancora na sua palavra, não num termômetro emocional. Como tô me sentindo hoje. Isso é maturidade espiritual. Viver de promessa quando a tua pele ainda treme, ainda sente, ainda sente frio. A paciência é parte da cura, porque Deus não está só tirando você do buraco. Deus está tirando o buraco de dentro de você. Não era algo só externo. A vergonha quer pressa, porque pressa é fuga. A fé aprende a esperar porque ela confia. Ela não tá fugindo desesperada. É por isso que perseverança e fé espera em Deus. A culpa é fuga. Eu quero sair mais rápido possível. O que que é esconder atrás da árvore? Essa espera tem um tipo de fala. Ela fala consigo mesmo repetidamente. Eu espero. Minha alma espera. Você vê como Davi fica repetindo isso? Minha alma espera no Senhor. Eu espero no Senhor. Na tua palavra eu ponho a minha esperança nisso que não é um mantra vazio. Não é combate, é disciplina, é oração teimosa. Eu espero em Deus. É um pouco a pouco a voz do novo homem ganha volume. Não porque você ficou mais forte, mas porque você ficou mais agarrado na promessa. A pressa quer fugir. A fé aprende a esperar. A fé sabe esperar. Agora o salmo coloca uma imagem na sua mão. Vigias esperar, assim como os guardas esperam pela manhã. Ele repete: "Mais do que os vigias esperam pela manhã, mais do que os viziam vigias esperam pela manhã." Ele repete, porque a noite é longa, porque o vigia espera. Ele está esperando, ele está acordado, ele quer que amanheça. A noite é longa porque a noite parece definitiva. Dá uma sensação lá pro cara que tá vigiando, não pode dormir, tá vigiando, que a noite não vai passar nunca, porque no buraco a escuridão mente bem para você. Eu não vou embora. Você é meu. O vigia sabe duas coisas ao mesmo tempo. Primeiro, a noite é verdadeira. Não é uma brincadeira. Ele sente frio. Ele ouve ruídos na escuridão. Ele não consegue enxergar muito. Como nós Paulo diz, em parte vemos, não conhecemos como somos conhecidos, não enxergamos. O vigia sabe, a noite é real, ele sente frio, ele ouve ruídos, ele enxerga pouco, ele não está fingindo que está tudo bem, não está. Segundo, ele sabe também, amanhã é inexorável, não porque ele está animado. Estar animado não faz a hora da noite passar mais rápido, não é? Mas porque existe ordem no mundo e então o Senhor da ordem trará amanhã. À noite não tem autoridade para durar para sempre. Aqui está a diferença entre expectativa bíblica e otimismo. E as pessoas confundem muitos dois. Otimismo é temperamento. Umas pessoas são mais otimistas que as outras. Expectativa é confiança no caráter do Senhor. Não tem nada a ver. Ah, eu sou uma pessoa pessimista. Você entendeu? Esperança é uma expectativa que confia no caráter de Deus e não que as coisas vão dar certo. O vigia não cria amanhã com emoção. Ah, vai amanhecer, vai amanhecer, vai amanhecer. Tá vendo? Amanheceu. Eu achar que amanhecer ajudou e é ridículo. Ele espera porque ele sabe uma realidade absoluta. Nós, a terra está girando, o sol vai nascer. É inexorável. Não tem nada a ver com o meu sentimento. Quer eu cita que não vai amanhecer ou que vai amanhecer, amanhece. Então ele espera por causa de uma realidade objetiva. Do mesmo modo, o cristão não espera porque sentiu um sinal. Ele espera porque quem Deus é. Ele está nos transformando de um grau de glória para outro na mesma imagem de Cristo. Como o sol nascendo. O caminho do justo é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais. É inexorável. Não pelo que eu sinto, mas pelo que é, pelo que Deus faz. Ele espera porque há perdão. Ele espera, Davi diz, porque há amor leal. Ele espera porque no Senhor há redenção plena. Ele espera porque a palavra de Deus não volta vazia. A note, o vigia espera trabalhando, ele não vai dormir. Nem o cristão. Ah, tá muito escuro. Não, não. Como os vigias esperam, esperam acordados. Ele não dorme, ele não abandona o posto, ele espera com os olhos abertos. Isso é crucial para quem está saindo do buraco, porque a vergonha vai te dizer: "Desiste amanhã, nunca vem." A culpa vai te dizer: "Você sempre volta para o mesmo lugar, mas o salmo te ensina a repetir a esperança até a esperança criar raízes. Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Repetir não é autoengano. Aqui é irrigação, é dar água. A semente, a semente certa, essa é a palavra de Deus. É negar alimento a todas as antigas sementes do velho homem em nós, que dizem algo oposto. Quando a noite parece eterna, você não mede Deus pela noite, você mede a noite por Deus. E então um dia sem alarde, a luz começa a tocar as bordas do buraco. Sabe quando o guarda está esperando amanhecer e começa a ver os primeiros brilhos? Amanhã não foi fabricada. Você sabe fazer uma amanhã? Você sabe quando a noite tá escura, amanhã é um presente. Cada manhã é dado por Deus. E para terminarmos até aqui, o salmista falou como quem está no fundo. Ele está no fundo. Agora ele se vira e fala com os outros: "Ó Israel, ponha a esperança no Senhor". Não é bom isso? Isso é mais do que um detalhe litúrgico. É parte do remédio. O buraco te isola. Cada um de nós se desviou pelo seu próprio caminho. Cada um de nós se esconde. Cada um de nós se sente nu. Culpa e vergonha são especialistas em te separar. Se alguém souber o que eu penso, acabou. Se minha esposa souber o que entrou na minha mente agora, acabou. Se meu esposo souber, se meu amigo souber, acabou. Se alguém souber, acabou. Elas dizem: "Você, é exceção, você é pior, você não pertence". Elas te fazem calar. E quando você cala, o eco da acusação fica cada vez mais alto. O evangelho faz oposto, ele reúne. A esperança amadurece quando é proclamada aos outros. Você não pode dizer que é a igreja de Cristo, que ele tá te aperfeiçoando e exigir perfeição dos seus irmãos. A igreja é o único grupo de pessoas no mundo inteiro que admite que são totalmente maus e que são salvos por misericórdia. Não é, não, não faz sentido Pedro cobrar perfeição em João e João em Pedro. Eles estão confessando juntos que são culpados. Quando você diz ao outro, põe a esperança no Senhor, você tá dizendo: "Eu não espero. Eu não espero que você mesmo achea a esperança em você. Você realmente, você precisa botar esperança em Deus. Eu não tenho esperança em você, não tenho esperança em mim. Você não tem esperança em mim. você não tem esperança em você. Vamos juntos, ó Israel, põe a esperança no Senhor. Você está também dizendo a sua própria alma, você está ensinando o seu coração a falar na língua do céu e não a língua do buraco. Cada um escondendo o que é. E aqui entra aquele paradoxo que cura. Contigo há o perdão, portanto tu és temido. O perdão produz temor e esse temor é terapêutico. Ele cura o eu porque a nossa soberba que nos separa. E autodestruição de uma vez, um só senhor, um só batismo, uma só fé. Se Deus anotasse a minha iniquidade, eu estaria perdido. Se anotasse a tua, você também estaria. Porque você não tem desculpa para suas iniquidades, nem eu tenho para minha. Vamos juntos, Israel. Vamos esperar em Deus. Ele não é o Deus da nossa salvação. Não é que ele começou em mim e vai terminar. Ele começou em você e também vai terminar. Não terminou, mas vai terminar. Eu não cobro de você que ele tenha terminado, porque também eu também ele não terminou ainda, mas nós cremos que ele vai terminar. Vamos juntos, Israel, esperar no Senhor. Sem temor, o perdão vira barato e você volta ao ídolo. Sem perdão, o temor vira pavor e você volta ao buraco. Mas com os dois nasce um coração novo, reverente, confiante, não cínico, não amargo com a vida, com a igreja, com tudo. Não porque não há motivos para amargura, mas porque a Deus espere Israel no Senhor. E a comunidade é o lugar onde isso se aprende de verdade, porque no povo de Deus você é lembrado quando esquece, você é sustentado quando fraqueja, você é abençoado, você não é, eu não sou abençoado pelos fracassos de Pedro, de Davi, de Moisés. Não é só as coisas boas na vida deles que nos abençoam. Grande parte da bênção que nós temos da vida deles não são seus fracassos. Grande parte do nosso aprendizado sobre o que é perdão não são quais orações de arrependimento de Davi. Não são com aquilo que vemos em Pedro, em João, antes que eles foram crescendo cada vez mais. Você é corrigido quando inventa desculpas. Você é consolado quando a acusação te esmaga. Ó Israel, quer dizer, você não sabe sozinho. Você se encanta. Davi tá encantado com a misericórdia de Deus para com ele, mas ao mesmo tanto ele ele vê a misericórdia de Deus para com o Israel, para com Israel. Você sobe ouvindo sobre a esperança no coração de outros e falando esperança. E pouco a pouco você aprende a ficar de pé, não por orgulho, mas por graça. E você diz: "Todos nós somos salvos por graça, irmão. Espere, pois Israel no Senhor, porque nele há profunda compaixão." Então, quem espera com o povo aprende a ficar de pé. E a subida termina em adoração, porque a alma finalmente percebe, eu não fui livre por uma técnica. Deus me tirou do buraco. A ti, Senhor, que habita nos céus, eu clamo das profundezas. E a adoração termina em esperança, porque o salmo não deixa resgate pela metade. Ele promete amor leal, amor sem fim. Ele promete em ti a plena redenção. Uma redenção que falhasse em algum lugar, não era plena. Ele promete que o Senhor mesmo redime. Então você gritou do fundo, a corda te alcançou, ela desceu, não. Você subiu e você aprendeu a esperar no Senhor, só nele. E quando amanhã chega, você entende: "O buraco não era o fim, porque contigo está o perdão para seres temido. O buraco foi o lugar onde eu senti o peso da glória que eu cantarei por toda a eternidade. Vamos ficar de papel. Santo Deus, eu me aproximo sem defesa, sem razão. Tu me vês nos detalhes, no segredo do coração, [música] nos pequenos pensamentos, nas palavras que eu soltei. [música] Teu espírito me chama, confessa. E eu confessei, não escondo minha [música] culpa, não maquio minha dor. Contra [música] ti eu pequei contra o teu santo amor. [música] Mas que atos minha raiz, um querer desalinhado. Eu [música] preciso de limpeza. Eu preciso ser lavado. [música] Cordeiro, minha justiça, fim do meu tribunal. Eu largo a autojustiça, [música] me rendo ao teu final. Jesus, tem misericórdia. >> [música] >> Jesus, vem me purificar. Teu sangue fala mais alto que o [música] meu pecado a gritar. Minha única defesa é a cruz, [música] é o teu favor. Eu adoro a tua graça. Eu descanso no teu amor. >> Tua [música] misericórdia é melhor. Tua [música] misericórdia é meu lar. >> Rei dos reis, eu me prostro. [música] Tu és luz e eu sou pó. Quando eu tento ser [música] meu dono, eu no terco em mim só. Autonomia é mentira, autossuficiência [música] também. Tu [música] és fonte, tu és vida. Sem ti nada me sustém. Eu não venho com rico, [música] venho com mãos sem ter. Não confio no meu choro, nem o meu [música] vou vencer. Eu confio na firmeza do [música] teu pacto, ó Senhor. Tua aliança é selada no [música] cordeiro redentor. Restaura [música] minha alegria, tua salvação em mim. [música] Sustenta-me com espírito pronto até o fim. Jesus [música] tem misericórdia. Jesus [música] vem me purificar. Teu sangue fula mais alto que o meu pecado a gritar. A minha [música] única defesa é a cruz, é o teu favor. Eu adoro [música] a tua graça. Eu descanso no teu amor. >> [música]