Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Lábios Puros Para Ver o Rei – Sofonias 3 | Jônatas Hübner | IBNU

Lábios Puros Para Ver o Rei – Sofonias 3 | Jônatas Hübner | IBNU

Lábios Puros Para Ver o Rei – Sofonias 3 | Jônatas Hübner | IBNU

Comunidade Saudável. Cidade melhor!

Contribua para os projetos IBNU:
Chave PIX (CNPJ): 08.802.770/0001-60
Banco Bradesco
Ag. 1445-1
CC. 35400-7

Contribua

Conheça mais:
[email protected]

Home

Siga-nos:
https://www.instagram.com/ibnusaopaulo/
https://www.facebook.com/ibnusp

Legendas automáticas:

Isaías, no capítulo 6 do seu grande
livro, [música]
ele tem uma imagem espetacular do trono
de Deus. Mas ao estar diante do trono,
ele grita, ele diz: "Ai de mim, que sou
um homem de lábios [música]
impuros". Ele reconhece a sua
fragilidade e o seu pecado.
Mas Sofonias, lá no capítulo 3, [música]
ele vai dizer que o próprio Deus vai vir
para purificar os nossos lábios. E é
sobre isso que nós vamos falar hoje.
Baseado em Sofonias 3, [música]
lábios puros para ver o rei. E então eu
convido você a ser nosso parceiro se
inscrevendo [música] aqui no canal caso
você não tenha feito a inscrição. Também
ativando o sininho para você [música]
receber as notificações e curtindo e
compartilhando [música] esse canal, esse
vídeo, essa mensagem com todos aqueles
que você quer abençoar. [música]
Deus o abençoe.
Seja muito bem-vindo a mais esse momento
de reflexão aqui no canal da IBNU. Nesse
período que nós estamos pensando um
pouco mais sobre os ensinamentos
profundos que nós podemos extrair da
palavra de Deus. E quando a gente pensa
em ensino na palavra de Deus, a gente
pode muitas vezes já imaginar aqueles
textos ou aquelas aqueles conjuntos de
livros que vão melhorar ou que vão
indicar um caminho mais correto para a
nossa vida. Por exemplo, o que é chamado
de literatura sapiencial, literatura de
sabedoria ali no Antigo Testamento, que
envolve o livro de Jó, envolve o livro
de Salmos. Alguns salmos, não todos, mas
alguns salmos são salmos de sabedoria. O
livro de Provérbios, que talvez é o mais
comum e o mais famoso de todos esses, e
o livro de Eclesiastes. Mas há uma
sabedoria que é para a nossa vida porque
ela realinha os nossos passos, que vem
de um período posterior a esses livros
sapienciais, principalmente na escala da
ordem dos livros na nossa Bíblia. a
Bíblia, que nós chamamos de Bíblia
cristã. Por que que eu tô falando isso?
Porque aí já começa o nosso mês de
ensino ou continua o nosso mês de ensino
trazendo uma explicação para você. A
ordem dos livros do Antigo Testamento
que nós temos, ela difere em alguns
aspectos da ordem que é eh seguida na
Bíblia hebraica. Na Bíblia hebraica,
você tem três blocos, três grandes
conjuntos de livros que são nomeados de
acordo com o conjunto. Então, por
exemplo, você tem um acróstico que é
chamado de Tanar ou Tanac, depender de
como você pronuncia essa última letra. E
o Tanar, ele é a junção de três grandes
blocos de livros. Você vai ter a Torá,
que são os cinco primeiros livros. Nós
chamamos também de Pentateuco. Depois
você tem os Neviim, que vem de Nabi ou
de Navi, que é profeta em hebraico.
Então, todos os escritos proféticos
estão reunidos nesse bloco que vai desde
Isaías até o último deles, que é
Malaquias. E aí depois disso vem o que
nós chamamos de ketuvim. Quetuvim é de
escritos. E aí você tem todos os
escritos históricos, escritos
sapienciais, eh, e todos esses conjuntos
que complementam a Bíblia hebraica. Não
há diferença dos livros da Bíblia
hebraica para a Bíblia cristã, com
exceção da Bíblia que é utilizada dentro
da Igreja Católica. A Igreja Católica
possui mais seis livros que não foram
inseridos na Bíblia hebraica, que são
livros que t uma história por trás de
não da do motivo de não terem sido
inseridos esses livros. Eh, a gente pode
lembrar que primeiro e segundo Macabeus,
Judite, Tobias, alguns livros que
pertencem à Bíblia católica, que nós
também não temos na nossa Bíblia, a
Bíblia protestante, porque na época da
reforma protestante esses livros foram
retirados do canon. E aí quando a gente
vai pensar em ensino profético, muitas
vezes a gente vai querer lembrar de
elementos de correção, né? Os profetas
são aqueles homens levantados por Deus
na história de Israel para ensinar o
povo, para orientar e principalmente
alertar. A gente tem até uma palavra
muito bonita, mais antiga, chamado
admoestar. Eles ensinavam o povo o que o
povo deveria fazer e apontavam: "Prestem
atenção o que vocês estão fazendo. Olhem
isso aqui. Isso aqui está muito errado.
Deus não está se agradando do
comportamento de vocês." E aí vários
profetas, nós temos desde os profetas
maiores com tanto quanto os profetas
menores. Eh, e aí o a questão de ser
maior ou de ser menor é justamente pelo
rolo que eles pertenciam. Você tinha um
rolo de profetas maiores que era de
Isaías, Jeremias, Ezequiel, Oséias,
Daniel. Esse era o rolo principal. E
você tinha um segundo rolo que eram
todos os outros profetas agrupados ali
até o final. E nós vamos falar de um
profeta hoje que não é tão visto assim,
mas ele tem uma mensagem que ecoa em
outros profetas com muita importância e
relevância e nos ensina qual é o nosso
papel, qual é a nossa função, qual é a
nossa participação em todo esse processo
redentivo que nós vamos aprender de toda
a Bíblia. Ou seja, a Bíblia, ela é a o
registro da história da redenção, da
história da transformação da situação do
ser humano diante do seu Deus criador.
Ou seja, Deus cria todas as coisas,
coloca o ser humano para cuidar dessa
criação belíssima. E o texto bíblico vai
na sua narrativa explicar que nós
cometemos uma falha, nós decidimos
caminhar num sentido paralelo à criação
de Deus. E aí, por conta disso, nós
fomos afastados dessa presença. Havia
uma presença diária ali narrada no
Gênesis, né? É lógico que a gente pode
entender o Gênesis como uma um um uma
história da criação e não
necessariamente um registro histórico de
de dados científicos. Não é esse o
objetivo do livro. Mas ali mostra que
por conta do erro da humanidade, nós
fomos afastados da presença de Deus e
nós agora estávamos condenados a sermos
eliminados junto com a transgressão, o
pecado, a morte, tudo aquilo que vai ser
narrado lá em Apocalipse, lá no final do
livro do Apocalipse. Mas Deus amou, Deus
se direcionou e e se dirigiu a essa
criação caída para resgatá-la. Isso tá
lá no capítulo 3 de Gênesis e vai se
desdobrar por toda a história bíblica.
Mas nós vamos falar de um profeta
chamado Sofonias. Não sei se você já
ouviu esse nome, mas ele tá lá no texto
bíblico. É um dos profetas menores e a
sua mensagem é muito importante para a
gente, tanto hoje como também para o
desdobramento da história. Nós vamos
falar sobre lábios puros para ver o rei,
baseado no capítulo 3 de Sofonias. E o
que que esse capítulo três vai nos
dizer? Ele, eu peço que você preste
atenção na nossa leitura e se atente a
dois versículos, os versículos de número
9 e de número 10. Mas nós vamos ler o
capítulo todo, porque ele conta essa
história. É um um um juízo que Sofonias
profere contra a cidade de Jerusalém. E
Jerusalém aqui não representa apenas a
cidade antiga de Jerusalém, onde estava
o reino, mas representa todo o povo de
Israel, desde o seu, a sua origem lá,
desde a época de Abraão. E Deus está
falando para esse povo o que vai
acontecer com esse povo por conta da
transgressão dele. E porque ele havia
prometido a Abraão que através das
descendências de Abraão, das famílias de
Abraão, todas as nações da terra seriam
abençoadas, ele promete essa restauração
através também desse povo. Vamos ver o
que o texto diz a partir do verso um. Ai
da cidade rebelde impura e opressora.
Não houve ninguém e não aceita a
correção. Não confia no Senhor, não se
aproxima do seu Deus. No meio dela, os
seus líderes são leões que rugem. Seus
juízes são lobos vespertinos que nada
deixam para amanhã seguinte. Seus
profetas são irresponsáveis,
são homens traiçoeiros. Seus sacerdotes
profanam o santuário e fazem violência à
lei. Uma pequena pausa aqui. Ele está
falando da do governo da cidade da
época, dos líderes religiosos da época.
E quando ele fala da lei, ele está
falando justamente da Torá, que era a
lei de Deus. Vai ser muito importante
essa informação, porque você vai
entender daqui a pouco o período que
Sofonias está falando. Vamos continuar.
No meio dela está quem? Está o Senhor,
que é justo e jamais comete injustiça. A
cada manhã ele ministra a sua justiça e
a cada novo dia ele não falha. Mas o
injusto não se envergonha da sua
injustiça. Eliminei nações, suas
fortificações estão devastadas. Deixei
desertas à suas ruas. Suas cidades estão
destruídas. Ninguém foi deixado.
Ninguém. Eu disse à cidade: "Com certeza
você me temerá e aceitará a correção,
pois então a sua habitação não seria
eliminada, nem cairiam sobre ela todos
os meus castigos." Mas eles ainda
estavam ávidos por fazer todo tipo de
maldade. "Por isso, esperem por mim",
declaro o Senhor. No dia em que eu me
levantar para testemunhar, decidi
ajuntar as nações, reunir os reinos e
derramar a minha ira sobre eles, toda a
minha impetuosa indignação. O mundo
inteiro será consumido pelo fogo da
minha zelosa ira.
Então purificarei os lábios dos povos
para que todos eles invoquem o nome do
Senhor e o sirvam de comum acordo. Desde
além dos rios da Etiópia, os meus
adoradores, o meu povo disperso, me
trarão ofertas. Naquele dia vocês não
serão envergonhados pelos seus atos de
rebelião, porque retirarei desta cidade
os que se regozijam em seu orgulho.
Nunca mais vocês serão altivos no meu
santo monte, mas deixarei no meio da
cidade os mansos e humildes que se
refugiarão no nome do Senhor. O
remanescente de Israel não cometerá
injustiças. Eles não mentirão, nem se
acharão, nem se achará engano em suas
bocas. Eles se alimentarão e descansarão
sem que ninguém os amedronte. Cante, ó
Sião, ó cidade de Sião. Exulte, ó
Israel, alegre-se, regozige-se de todo o
seu coração. Ó cidade de Jerusalém, o
Senhor anulou a sentença contra você.
Ele fez retroceder os seus inimigos. O
Senhor, o Rei de Israel, está em seu
meio. Nunca mais você temerá perigo
algum. Para concluir o capítulo, naquele
dia de irão a Jerusalém: "Não tema, ó
Sião. Não deixe as suas mãos
enfraquecerem. O Senhor, o seu Deus,
está em seu meio, poderoso para salvar.
Ele se regozijará em você. Com o seu
amor a renovará. Ele se regozijará em
você com brados de alegria. Eu ajuntarei
os que choram pelas festas fixas, os que
se afastaram de vocês, para que isso não
mais pese como vergonha para vocês.
Nessa época,
agirei contra todos os que oprimiram
vocês, salvarei os alejados e ajuntarei
os dispersos. Darei a eles louvor e
honra em todas as terras onde foram
envergonhados. Naquele tempo eu
ajuntarei vocês. Naquele tempo os trarei
para casa. Eu darei a vocês honra e
louvor entre todos os povos da terra
quando eu restaurar a sua sorte diante
de seus próprios olhos, diz o Senhor.
Esse texto de Sofonias é um texto muito
forte. Ele é um texto que começa com o
juízo contra a própria cidade de
Jerusalém. Mas a gente vai dar um passo
atrás e vamos primeiro entender quem é
esse homem, quem é esse profeta que
aparece aqui em Jerusalém, que aparece
no meio do povo proferindo os oráculos,
os juízos de Deus contra aquela nação,
mas também proferindo a mensagem de
salvação que Deus havia entregue a ele.
Fonias, ele surge numa época muito
interessante, porque é uma época de uma
revolução,
vamos dizer assim, espiritual em Israel,
principalmente no reino de Judá. Quando
eu tô falando Israel aqui, eu estou
mencionando, na verdade, o povo de
Israel, porque nesse período já havia
divisão em dois reinos. O reino do norte
se chamava Israel, o reino do sul, o
reino de Judá. E nesse momento da
história, o reino do norte já não existe
mais. O reino do norte já havia sido
levado cativo. Ele é levado cativo no
ano 722 antes de Crist. E quem vai
presenciar isso, passar por esse período
é o rei Ezequias. Mas olhe o verso um,
versículo 1 do capítulo 1 de Sofonias, o
que ele diz? Palavra do Senhor que veio
a Sofonias, filho de Cuche, neto de
Jedalias, bisneto de Amarias, trineto de
Ezequias, durante o reinado de Josias,
filho de Amon, rei de Judá, há um
parentesco direto entre o rei atual,
Josias, e Sofonias, porque Josias também
é descendente de Ezequias. Olha que
interessante, você tem aqui um profeta
que é levantado dentro da casa real,
dentro da família real. Ele não é um um
tranzeunte, uma pessoa do povo que vê,
por exemplo, Jeremias tem essa função.
Jeremias é um profeta que surge do meio
do povo. Sofonias não. Sofonias ele é um
profeta real. Ele é um profeta que está
no meio ali da liderança de Israel, do
do reino de Judá, no caso, na região de
Jerusalém. e ele vai apresentar eh os
seus juízos, ou seja, a sua a sua
profecia justamente ali no período do
reinado de Josias. E por que que essa é
uma informação importante? Porque no
reinado de Josias ocorre uma grande
revolução espiritual em Israel. Diz o
texto bíblico lá de Crônicas, por
exemplo, segundo Crônicas, a partir do
capítulo 34 em diante, vai falar que
Josias ele causa, ele ele ele entra o o
pai dele, Amon e o seu avô também, eles
ampliam muito o culto idólatra no reino
de Judá. Eles trazem muitos ídolos de
volta ao povo, ali, de volta à prática
comum. E aqui há uma questão muito
importante para vocês entenderem.
Vamos voltar quatro gerações ali no
reinado de Ezequias. E nesse momento,
quando o reino do norte é destruído, o
reino de de Israel é destruído, Samaria
é tomada pelos assírios, uma grande
quantidade de pessoas de, no caso,
israelenses, israelitas, perdão, uma
grande quantidade de israelitas, eles
vão fugir dessa dominação assíria e vão
descer para o reino do sul. Se você
pegar um mapa simples, você vai ver que
você tem o reino do norte aqui. Dá até
para você ver aqui na imagem. Você tem o
reino do norte aqui e o reino do sul, a
cidade de Jerusalém, que não está muito
longe dessa fronteira entre os dois
reinos, vai se tornar o alvo de muitos
dessas pessoas. E o texto bíblico vai
mostrar que Ezequias, ouvindo falar que
um outro general assírio está descendo
para conquistar agora o reino de Judá, o
nome dele é Senaqueribe,
Ezequias, ouvindo falar, ele começa a se
preparar para um cerco. E a primeira
coisa, uma das primeiras coisas que ele
vê é que do lado de fora dos muros da
cidade de Davi, a cidade de Jerusalém da
época, havia uma grande população de
refugiados. Eles haviam se refugiado ao
lado da cidade porque eles não tinham
para onde ir. O reino do norte havia
sido destruído. E aí Ezequias vai criar
uma muralha em volta desse pessoal para
proteger. Essa é a famosa muralha de
Ezequias que você pode ver aí, inclusive
na foto. Dá para ser vista e visitada
hoje em Israel lá em Jerusalém. Você
consegue ver a muralha construída por
Ezequias para proteger essa população.
Só que esse povo que veio do reino do
norte vinha com seus costumes, com as
suas práticas cúlticas. vinha com tudo
isso e os o pai e o avô do rei Josias
reintroduzem no meio desse povo essas
práticas idólatras que eles trouxeram do
reino do norte. Não que o reino do sul
não praticasse isso, era um menor
número, mas eles intensificam isso,
principalmente na cidade de Jerusalém. E
é por isso que surgem profetas em
Jerusalém falando contra essas práticas.
O que que vai acontecer com Josias?
Josias, ele vai tentar eliminar essas
práticas. Ele vai começar a destruir os
ídolos, destruir os locais sagrados, vai
tentar unificar o culto dentro do templo
de Jerusalém mais uma vez do templo que
Salomão havia construído.
E nessa tentativa, numa reforma do
templo, levantando recursos para
reformar o templo de de Salomão, o livro
da lei é encontrado. E ao encontrar esse
livro da lei, ele vai fazer com que os
sacerdotes, com que os profetas que
estão ali na região saiam, vão procurar
uma outra profetiza que é a profetiza
Ulda e ela vai avisar a Josias que por
conta do zelo dele não viria sobre a
geração dele a punição de Deus, mas essa
punição viria.
E aí essa reforma religiosa vai
transformar o cenário naquele momento
específico. E é justamente nesse momento
que o Senhor levanta Sofonias para
entregar uma mensagem ao seu povo. E é
ali, por volta do ano 640 até o ano 609.
Para você ter uma uma noção temporal do
que nós estamos falando, essa grande
reforma acontece ali por volta do ano
621,
100 anos depois da queda do reino do
norte. E por que que isso é importante?
Porque nesse momento também estão
falando dois outros profetas que falaram
no reino do norte também, perdão,
falaram para o povo do norte, mas
falaram no reino do sul que é que são
Jeremias e Naum. Jeremias e Naum são
contemporâneos de Sofonias. E os três
têm essa perspectiva eh de apontar os
erros que a população está cometendo.
Isaías, o grande profeta Isaías, é do
período de Ezequias, 100 anos antes,
mais ou menos. E eles já já havia
falado, já havia apontado, preocupado
com os rumos que a nação de Israel
estava tomando. E aí você percebe que os
dois, tanto Sofonias quanto Josias, que
é o rei da época, tem essa genealogia em
comum. Ou seja, quatro gerações. O
bisavô Ezequias é o reformador de Judá e
faz com que Sofonias faça parte dessa
família real, tendo acesso privilegiado
a toda essa corte. E é muito
interessante porque quando a gente vai
analisar os reis anteriores que é
Manassés e Amon, ele foi rei do maior
reinado de Judá, rei Manassés. Ele
introduziu uma idolatria intensa,
altares a Baal, imagens de Azerá no
templo, sacrifício de filhos no vale de
Inom. E todos os profetas vão condenar
essas práticas. Depois veio seu filho,
Amon, que reina apenas 2 anos, continuou
todas as práticas que o seu pai havia
cometido, assassinado pelos seus
próprios servos após apenas 2 anos de
reinado. Tudo isso tá descrito lá no
livro dos Reis, no livro das Crônicas. E
aí entra Josia eh eh Josias como rei no
lugar, no período em que Sofonias vai
pregar. Ou seja, Josias vai fazer ser
esse grande reformador. Ele encontra o
livro da lei durante as obras no templo,
no ano 621. E ele promove a mais
profunda reforma religiosa desde o tempo
de Davi. Sofonias prega nesse contexto
de renovação. E como é que é o cenário
internacional? Nós temos um grande reino
eh estrangeiro que está incomodando todo
mundo, que são os assírios, que era a
super potência que dominava o Oriente
Médio por vários séculos, mas ela estava
num colapso. Ela também sofria de
problemas como esse problema que Amon
sofreu aqui. Muitas usurpações e
assassinatos estavam acontecendo dentro
do universo do do reinado assírio,
enfraquecendo seu exército. E a
Babilônia está surgindo como uma
potência nesse momento que vai ser
justamente quem vai descer para dominar
e conquistar o reino de Judá. Nós
falamos que o reino de Josias acaba por
volta do ano 609. No ano 586
Jerusalém será tomada, certo? Ou seja,
Sofonias, ele anuncia o dia do Senhor em
pleno período de turbulência
geopolítica.
Graças a Deus, não é a nossa realidade,
não é verdade? Nós não estamos vendo
nenhum problema internacional, nenhum
problema geopolítico. Não tem acontecido
nada em lugar nenhum do mundo. É claro
que não. Nós vivemos talvez a zona, o
período mais tenso
internacional desde a Segunda Guerra
Mundial. E desse momento, nessa
história, existe uma fala que é
atribuída a Albert Einstein, mas eu não
tenho certeza se é dele. É, eu tô
puxando de cabeça aqui, mas a fala diz o
seguinte, que ele dizia o seguinte, por
conta do surgimento da bomba atômica no
final ali da Segunda Guerra Mundial, ele
falava: "Eu não sei como será
lutada a terceira guerra mundial, mas a
quarta guerra mundial eu posso garantir
que será lutada com gravetos e paus,
porque na visão dele, o surgimento da
bomba atômica geraria um caos e uma
destruição tão devastadora que não
haveria mais armas para se lutar. Então
você teria que pegar um pedaço de pau,
um pedaço de uma pedra para poder se
defender. Esse era o medo que ele tinha
da bomba atômica. E nós estamos
caminhando para um momento muito tenso
geopolítico, que era mais ou menos o que
nós estamos vendo aqui no texto bíblico.
E aí o verso 3, o verso 9 e 10 do
capítulo 3 trazem essa mensagem
extremamente importante para a
humanidade hoje. Diz o seguinte: "Então:
"Purificarei os lábios dos povos, para
que todos eles invoquem o nome do Senhor
e o sirvam de comum acordo. Desde além
dos rios da Etiópia, os meus adoradores,
o meu povo disperso, me trarão ofertas".
E aí a gente levanta essa pergunta que é
uma pergunta central. Quem são os povos
cujo lábio ou os lábios Deus purificará?
E o que que isso tem a ver conosco,
comigo e com você que estamos aqui
acompanhando essa mensagem?
Essa ideia de lábios impuros, ela é uma
ideia muito importante.
Quando eu falei que nós íamos falar
sobre lábios puros para ver o rei, eu
estava obviamente fazendo um eco do que
Isaías presencia. Isaías capítulo 6,
profeta do período de Ezequias, ele
começa
eh
no reinado de Usias, não é? Inclusive, é
isso que ele vai falar no início do
capítulo 6, que foi no ano da morte de
Usias, que ele tem aquela visão do trono
de Deus, que é uma visão
espetacular. Deus assentado num alto e
sublime trono e as roupas dele enchiam
todos todo o espaço e aí ele tava com os
os serafins diante dele com seis asas e
tem toda essa descrição maravilhosa. Ao
se perceber nesse lugar de tamanha
santidade,
ele se joga no chão desesperado. Olha o
que ele diz ali nos versos de 5 a 7. Ele
então ele diz assim, ó: "Então eu
gritei: Ai de mim! Estou perdido, pois
eu sou um homem de lábios impuros e vivo
no meio de um povo de lábios impuros. Os
meus olhos viram o rei, o Yahé Tsavaot,
ou o rei, o Senhor dos Exércitos.
Logo, um dos serafins voou até mim,
trazendo uma brasa viva que havia tirado
do altar com uma tenaz. Com ela tocou a
minha boca e disse: "Veja, isto tocou os
seus lábios. Por isso, a sua culpa será
removida e o seu pecado será perdoado."
Aqui nós temos uma um jogo de palavras
muito importante no hebraico, porque
Isaías, ao descrever isso, o autor aqui
escrevendo esse texto, ele utiliza uma
palavra que até hoje é utilizada para
lábios, né? que a palavra sifatim,
sifataim, perdão, sifataim, que é a
palavra de lábios, é a mesma palavra que
aparece em Sofonias, que é a palavra
safat, não é? Quando diz que ele vai
purificar os lábios. E em Isaías você
tem esses lábios que são impuros, né?
Que a a a forma hebraica que está
aparecendo lá diz que os lábios são
impuros. Já em Sofonias, esses lábios
estão purificados. é uma reversão
intencional do texto. O texto ele ele
ele transita na mesma lógica, ou seja,
quase que um século depois para esse
movimento de Deus de purificar todos os
lábios. Em Isaías, o seu lábio é
purificado para anunciar a mensagem de
Deus. Agora, os lábios dos povos do
Senhor serão purificados para que eles
possam louvar e adorar ao Senhor. Mas
nos dois casos, a gente percebe que o
problema ele não é individual. Isaías
reconhece que os seus lábios são
impuros, mas ele fala: "E eu habito, eu
vivo no meio de um povo de lábios
impuros". O problema ele é coletivo.
Isaías não confessa só o seu pecado
pessoal. Ele se identifica com um povo
de lábios impuros. Ou seja, o problema é
da nação como um todo. O problema não é
só do profeta. Ele é um problema cultual
e é um problema por profundo.
Quando nós não vemos como temos
caminhado e quando a gente olha pro lado
e olha as pessoas andando a ermo, a a a
esmo, perdão, andando de qualquer jeito,
não prestando atenção nos ensinamentos
de Deus, nós temos que reconhecer isso.
Nós estamos caminhando numa luta interna
para servir ao Senhor, mas nós
caminhamos no meio de um povo que tem
lábios impuros.
Nenhum ser humano consegue purificar os
seus próprios lábios. Essa é a dinâmica
que o texto vai apresentar. Não há uma
forma. E aí às vezes você pode cruzar,
passar por pessoas que estão dizendo:
"Eu vou me purificar. Eu vivo uma vida
justa. Eu vivo uma vida digna. Eu estou
tentando viver de acordo com aquilo que
eu considero ser o mais correto, mas a
pessoa não tem o embasamento da da
própria mensagem, do próprio eh eh da
própria vontade do Senhor expressa no
seu texto. E ela tá caminhando, achando
que tá fazendo bem. Mas não é isso que
nós vemos expresso na Bíblia. A Bíblia
ela vai apontar, Deus determinou, Deus
disse, Deus criou um mecanismo para que
a gente se chegue a ele. E esse
mecanismo, no momento da nossa história
aqui, que nós estamos falando de Isaías,
Sofonias, era o coração quebrantado
diante da lei. A lei não traria
salvação, mas através da lei, do
cumprimento da lei, do caminhar segundo
a lei, você teria a consciência da sua
falha, do seu pecado e depositaria a sua
fé no redentor futuro, que já havia sido
prometido pelo próprio Deus, como eu
mencionei lá em Gênesis, capítulo 3.
Então, o processo legal ali da lei da
Torá não era um processo de limpeza, de
transformação numa pessoa de lábio
impuro para lábio puro. Era para apontar
que você tinha lábios impuros. Era para
apontar que a pessoa não conseguia se
limpar se ela seguisse o processo da
lei, se ela seguisse todos os preceitos
da lei e quando ela voltasse de novo, de
novo, de novo para limpar-se pela lei,
ela perceberia, realmente isso aqui é um
círculo sem fim, é infinito, eu nunca
vou conseguir me limpar. Esse era o alvo
da lei. Esse era o processo que Deus
havia criado para mostrar ao povo que
aquele povo precisava de um resgatador.
Só que o que Isaías 6 eh precisou, vamos
dizer assim, receber, que foi essa ação
do Serafim, que vem com uma brasa do
altar e e faz a limpeza ali do profeta.
Sofonias 3:9 que nós lemos
anuncia que Deus vai fazer isso com
todos os povos. E aqui não é uma visão
universalista no sentido de que Deus vai
transformar a realidade de todas as
nações, de todos os povos. Porque ele
vai dizer assim: "Os meus adoradores, no
verso 10, o meu povo disperso". E aqui
eu não tô fazendo essa ênfase com a
ideia de me vangloriar ou de ter, vamos
dizer assim, alegria na morte do ímpio.
Não é isso. Mas é para entender que esse
processo ele não é um processo sem
regras, ele não é um processo sem sem
uma uma forma de seguir, sem uma uma
necessidade pessoal de transformação.
Esse é um processo que exige, que
demanda transformação através daquilo
que Deus promulgou. E aí quando nós
vemos Deus mesmo fazendo isso, qual é a
indicação aqui? É a indicação novamente
do que Isaías viu. Isaías percebeu que
ele era um homem de impuros lábios e que
habitava num povo de lábios impuros e
que ele não tinha condições de estar
diante do rei na mentalidade da época.
É, era comum esse um dito que inclusive
é repetido no texto bíblico, que aquele
que visse a face de Deus morreria. Não é
permitido ver a face de Deus porque nós
somos impuros. E quando ele é
purificado, e o texto vai dizer aqui
mais uma vez, a sua culpa será removida,
ele está se tornando justificado diante
de Deus através dessa ação do ser afim.
Você foi purificado, você está
justificado diante de Deus, você não vai
morrer. E aí o que Deus está dizendo
agora que vai fazer, ele vai fazer isso
com todos os povos. Ele vai nos colocar
numa situação de justificados perante
ele para que perante ele nós possamos
adorá-lo. Isso indica que todo o
processo de salvação vem dele, não vem
do esforço humano, não vem da nossa
capacidade humana de nos purificar, mas
vem do Deus que nos ama e que quer nos
purificar. Essa é a grande questão.
Isaías, ele grita: "Ai de mim, eu estou
perdido, pois sou um homem de lábios
impuros". Sofonias responde décadas
depois: "Então purificarei os lábios dos
povos". é o mesmo problema, é a mesma
questão. Só que a solução ela vem do
Deus soberano, ela não vem das ações
humanas, ela não vem da forma como nós
vivemos, ela vem de um Deus que resolveu
resgatar a sua criação. E aí o que que
nós temos? Nós temos essa origem muito
antiga com essa ideia de lábios impuros,
de lábios que eh não fazem aquilo que
foi determinado. E até mesmo antes da
lei, isso já era um problema, isso já
era um uma realidade, era uma situação
que apontava para esse distanciamento da
criação do seu criador. Olha que
interessante. Quando nós vamos ler a
história do Gênesis, eu mencionei
rapidamente, bem resumido, Gênesis 1 a
3, ali, a criação e o a queda e a
redenção.
Mas quando nós vamos ver um pouco mais
pra frente, existe a situação de Noé. E
em Noé, com o dilúvio, toda a geração de
Caim, que é o primeiro assassinato, ela
é eliminada, ela não existe mais. Então,
a gente pode parar para pensar. Então
quer dizer que Noé, que é da geração de
sete, o filho que Deus deu a Eva no
lugar de Abel, que foi assassinado, essa
geração agora vai adorar o Senhor. Ela
vai caminhar na direção do Senhor. Mas
logo na história dos três filhos de Noé,
sem cã e Jafé, já aparece um pecado para
mostrar que o pecado já estava endêmico.
Não era um problema só da geração de
Caim. Havia adentrado a geração de Noé
também. E aí a sequência desse texto,
vamos mostrar as gerações que vão
surgindo de cada um dos filhos de Noé.
Você tem o problema que os povos falavam
uma só língua. Olha o que diz lá o
capítulo 11, verso 1, e depois o que vai
acontecer no verso 7. Diz o seguinte:
"No mundo todavia, apenas No mundo todo
havia apenas uma língua, um só modo de
falar". Aí depois no verso s diz:
"Venham, desçamos e confundamos a língua
que falam para que não entendam mais uns
aos outros". A ideia aqui é que ao falar
a mesma língua, a todos estarem falando
o mesmo idioma, mesma forma de conduzir,
a palavra inclusiva aqui, inclusive aqui
é lábio. Aqui o texto hebraico diz assim
que no povo, no mundo todo, os lábios
eram um. Olha que ideia interessante.
Eh, fala safat, safá errad. Safá errad,
que é a palavra hebraica, identifica a
mesma palavra que tá lá em Sofonias,
capítulo 3, verso 9, como a forma de
todos os povos falarem. Então, é muito
interessante a gente tentar fazer essa
conexão com Sofonias, porque quando diz
que Deus vem purificar todos os lábios,
pode dizer que Deus vai rever ou
reverter essa situação das línguas
misturadas em Babel. E por que que ele
precisou misturar as línguas em Babel? O
próprio texto vai dizer: "Eles estão se
juntando para fazer algo que é
condenável. Eles querem novamente
usurpar o nosso poder, o nosso lugar. O
texto bíblico vai dizer que eles queriam
construir uma torre para atingir os
céus". E muitos estudiosos entendem que
era uma forma de dizer: "Nós vamos tomar
o lugar de Deus". Claro que eles não iam
conseguir fazer isso, mas Deus evita que
eles até atentem contra a própria vida
ao tentar se colocar no lugar de Deus. e
confunde essas línguas para que eles
saiam e se dispersem pelo mundo. É muito
interessante porque no caso lá em
Gênesis 11, a língua ela vai ser
confundida e em Sofonias os lábios são
purificados, ou seja, um eco
intencional. Aquilo que Deus fez lá,
Sofonias agora ecoa para a posteridade.
Ele falou: "Ó, Deus vai vir e vai
transformar os lábios novamente. Vai
modificar a forma como nós caminhamos,
como nós falamos, como nós o adoramos,
porque nós vamos ter agora lábios
puros". E aí você tem essas três camadas
apresentadas aqui até o momento dos três
do mesmo problema. Primeiro, os lábios
são confundidos pelo orgulho coletivo,
como vemos em Gênesis 11. Depois Isaías
reconhece o problema. Isaías capítulo 6,
ele sabe que tem lábios impuros pela sua
culpa, tanto individual como pela culpa
coletiva, pela culpa nacional. E depois
Sofonias, ele vai apontar para o futuro.
Deus promete purificar. resposta a essas
três camadas que nós estamos vendo.
Então, Sofonias, ele não inventa um tema
novo, ele não cria isso da sua cabeça,
ele simplesmente está pegando um
problema real e mostrando a solução
futura. Ele fecha o arco aberto em Babel
e aprofundado em Isaías, anunciando que
a resolução divina definitiva para o
problema será a purificação dos lábios
da humanidade.
E aí o texto, eu queria fazer essa
análise mais rápida desse verso aqui,
porque a gente tem algumas coisas para
ver ainda, mas esse texto ele é muito
interessante porque a palavra lá é
purificarei,
não é? serão purificados
de alguma forma no futuro. Será
purificado. Não, eu purificarei. É
primeira pessoa do singular que está
sendo falado aqui no verso 9. O próprio
Deus é o sujeito da ação. A
transformação, ela é uma ação soberana,
não é uma conquista dos homens. O
próprio Deus não é algo que você fez que
purificou o seu lábio. O próprio Deus
vai vir e vai purificar o lábio. É claro
que nós pegando pela imagem que nós já
vimos de Isaías, podemos entender que
Deus vai mandar os seus servos
purificar. Pode ser qualquer uma dessas
formas. O que importa é que a ação parte
do próprio Deus. E aí a o verbo que está
aqui é o verbo rapac, verbo no hebraico,
que é um verbo que descreve destruição
ou mudança, ou seja, ele é traduzido por
virar, por purificar. E sabe por isso é
importante? Porque quando nós vamos
voltar rapidamente aqui, só para
entender o texto, que lá em Gênesis
capítulo 19 há a história de Sodoma e de
Gomorra. E é esse verbo que Deus utiliza
lá para dizer que vai virar a cidade.
Ele vai lá e vai acabar com a cidade. É
um verbo que aponta destruição.
Aqui ele está sendo usado como o a
intenção de transformação.
Então ele vai mudar a situação da
humanidade.
Lá em Sodoma era um sentido destruidor.
Aqui é um sentido de redenção. É um
sentido redentor. Essa virada purifica,
ela não destrói. E isso demonstra essa
intenção divina naquilo que nós
consideramos e conhecemos como o
missiei. É o Deus que se lança em
missão. O Deus que se lança na direção
do seu povo para purificar a vida desse
povo. Em Isaías 6, a brasa veio do
altar, não sai de Isaías. Em Sofonias 3,
a purificação também vem do próprio
Deus. Não são dos povos. A graça sempre
precede a ação humana. Muito antes de
Adão e Eva responderem para Deus sobre o
pecado, ao dizerem que eles iam
consertar, Deus já anuncia o resgatador.
Deus já anuncia aquele que vai restaurar
todas as coisas. Então, sempre nós temos
que entender isso. Quando nós recebemos
graça de Deus, quando nós somos
abençoados por Deus, não é porque nós
fizemos alguma coisa, é porque o Deus
gracioso se movimentou em nossa direção.
E aí
a gente vai pro segundo ponto que esse
texto apresenta, porque nós temos uma
palavra aqui no texto que é muito
importante também. Nós falamos do rapak,
que é essa palavra que o verbo que
aponta a mudança e agora tem uma palavra
chamada am, que é um substantivo. Quando
você ouve nas lutas que t acontecido nos
últimos anos, principalmente nos últimos
meses, uma frase ficou muito famosa: "Am
Israel ha". O povo de Israel vive. Am é
justamente ligado a essa esse povo da
aliança. No texto hebraico, toda vez que
aparece a palavra am normalmente está
associado a Israel. Então, é uma
identidade eh pactual muito específica
dessa palavra. Só que no texto que nós
lemos não aparece a palavra am, aparece
a palavra amim, que é o plural de am,
são povos. E aí não tá falando só de
Israel, ou seja, quem é que está
incluído nesse processo de purificação.
E o texto ali vai dizer que são as
nações, ou seja, essa nação nesse
sentido mais amplo, expandido, são os
gentios do Novo Testamento. São aqueles
que não fazem parte da aliança
abraâmica, aliança consanguínea de
Abraão. São aqueles que vão ser
incluídos nessa história. É o plural que
Sofonias vai usar em 39. Ou seja, em vez
de salvar só Israel, Deus agora está
anunciando a salvação para todos os
povos, para a gente de todos os povos. E
aí vem um termo muito, muito importante,
porque o verso vai concluir dizendo que
o sirvam, ou seja, ele vai purificar os
lábios dos povos para que eles o sirvam
de comum acordo. E essa palavra que é
utilizada aqui é muito importante,
porque ela é uma palavra muito visual. O
termo hebraico sheem e hadad. Sheekem
ehad. Sheekem são ombros. É o plural de
ombros. São ombros. E são ombros unidos.
Deus anuncia que quando os lábios forem
purificados, nós vamos estar ombro a
ombro com os nossos irmãos. Nós vamos
estar adorando o nosso Deus lado a lado,
um do lado do outro. É uma imagem de
pessoas carregando juntas o mesmo peso.
Você já viu quando você tem que levantar
uma coisa muito pesada? Já pensou homens
quando eles se juntam para, por exemplo,
empurrar um carro, para levantar um
carro, como ficam ombro a ombro? Eles
não estão ligando se estão encostando ou
no ombro, porque o esforço é coletivo. A
ideia aqui é que essa adoração vai ser
nesse sentido. Homens e mulheres,
obviamente, ombro a ombro, um do lado do
outro, adorando o Deus criador. É um
universalismo inclusivo, mas não
substitutivo.
Esse povo ou esses povos não vêm para
substituir Israel. Eles vêm para fazer
parte do povo de Israel, o povo de
Israel verdadeiro, como nós vemos lá,
por exemplo, que é mencionado no livro
de Isaías e no livro de Miqueias também.
Os dois livros vão falar que nos últimos
dias, aqui eu tô lendo Isaías 2,
capítulo 2, mas Miqueias vai ecoar esse
mesmo, essa mesma noção que nos últimos
dias o monte do templo do Senhor será
estabelecido como principal, será
elevado acima das colinas. e todas as
nações correrão para ele. Essa é a
realidade da do resgate. Essa é a
realidade da redenção. Todas as nações
correndo em direção ao Senhor. É isso
que ele vai fazer acontecer. E é muito
importante esse tema porque durante
muito tempo se entendeu e ainda há esse
esse zumbido, esse burburinho de que
todos os planos de Deus para Israel se
encerraram em Cristo Jesus. E hoje a
igreja, a igreja, nós que somos a
igreja, também é muito confortável
acreditar nisso, nós que somos a igreja
somos agora o alvo ou ou o objeto dessa
redenção. Então, se Israel quiser, ele
tem que se agregar à igreja. Não é isso
que nós vemos no texto bíblico. Paulo lá
em Romanos capítulo 11, ele vai deixar
muito claro, dizendo ali nos versos 17,
18, se alguns ramos foram cortados e
você, sendo oliveira brava, falando dos
gentios, foi enxertado entre os outros e
agora participa da seiva que vem da raiz
da oliveira cultivada, não se glorie
contra esses ramos, os que foram
cortados. Se o fizer, saiba que não é
você quem sustenta a raiz, mas a raiz
que sustenta você. Lá em Sofonias, esses
Amim, ou seja, os povos, se unem ao
culto de Deus dentro da estrutura da
aliança de Israel, não substituindo.
Paulo relê Sofonias com essa chave
messiânica. E ele vai completar no
verso, no capítulo 11 também, dizendo
que os dons e o chamado de Deus são
irrevogáveis. Isso ressoa com a presença
fiel do Senhor, como nós lemos lá no
verso 17 do capítulo 3 em Sofonias. Ele
não abandona o pacto mesmo diante do
fracasso humano. É Deus quem luta e quem
busca o resgate da criação.
E aí que vem o ponto que é o ponto
principal de tudo isso que nós vimos.
Nós vemos que os lábios serão
purificados. Não serão os lábios apenas
de Israel, mas os lábios de todos os
povos da terra. E esses povos,
como ele mesmo menciona aqui, vão além
dos rios da Etiópia. Na verdade, o termo
hebraico aqui é Kus, que era o termo
antigo para a Etiópia, desde o extremo
sul da terra conhecida no mundo antigo.
Essa é a expressão que abrange a
geografia máxima. Ou seja, ninguém,
ninguém está longe demais.
Sofonias, ele percebe isso e e Deus fala
para ele explicar isso para Israel, que
Israel, que deveria ter sido aquele
povo, aquela nação de sacerdotes, o
reino de sacerdotes, veria isso
acontecer não pelo seu esforço, não pela
sua prática, mas pelo próprio Deus que
transformaria a sua situação. Ou seja,
essa é uma expressão expressão
intencional. Ninguém está fora do
alcance de Deus por distância
geográfica, étnica ou mesmo cultural.
Deus resgata onde ele quer.
E aí nós temos uma visão panorâmica de
tudo que nós vimos até agora em Babel,
lá Gênesis 11. Os lábios são confundidos
pelo orgulho. Os povos são dispersos. Em
Isaías 6, os lábios são impuros. Um
profeta, ele é purificado por uma brasa
no altar.
Sofonias
vai apresentar essa promessa de Deus
para purificar os lábios de todos os
povos. Atos número 2, capítulo 2, verso
8, vai apresentar como cada povo ouve na
sua própria língua, ou seja, desfazendo
em parte, ainda não plenamente, a
dispersão linguística que acontece em
Babel. Ou seja, cada um ouve na sua
própria língua e inaugura ali esse novo
momento, o momento agora da igreja, o
momento em que essa igreja vai ser
enxertada no plano salvífico de Deus
através de Jesus Cristo. Paulo vai
explicar isso muito bem em Romanos
capítulo 11. Os gentios estão
enxertados, o cumprimento está em curso.
E lá no final, como nós vamos ver em
Apocalipse capítulo 7, verso 9, toda a
nação distante do cordeiro vai estar
agora diante dele, que é a consumação
desse plano que nós vamos ver. Olha o
que diz Apocalipse, capítulo 7. Depois
disso eu olhei diante de mim estava numa
grande estava uma grande multidão que
ninguém podia contar de todas as nações,
povos, tribos, povos e línguas em pé
diante do trono e do cordeiro, com
vestes brancas, segurando palmas,
estavam ali louvando o Senhor. Aí a
pergunta que fica pra gente é: qual é a
nossa parte? O que que nós devemos
fazer? Como devemos viver a nossa vida
enquanto estamos aqui diante dessa
realidade que Sofonias vai nos
apresentar.
Quando a gente fala dessa questão de
estarmos servindo ao Senhor de comum
acordo, o nosso objetivo principal é
justamente buscar,
apresentar essa mensagem para os povos.
Parece aqui que nós estamos falando de
missão, mas a realidade é que tudo na
igreja é missão. Todas as atividades,
todas as ações devem envolver a missão.
Quando Sofonias apresenta isso para
Israel naquele momento, e é muito
interessante porque ele vai ter ecos em
outros profetas que estão ali, Deus não
vai tirar a punição daquele povo de Judá
por conta dos pecados que havia
cometido. Deus que conhece todas as
coisas, conhecia o coração daquele povo,
sabia que eles não iam retornar. o seu
pensamento a ele, enquanto ele não
trouxesse uma punição definitiva para
que eles entendessem o Deus que eles
adoravam.
Sofonias vai fazer essa leitura. Deus
promete uma redenção futura. Deus
promete uma restauração futura. E esse
capítulo 3 apresenta isso de várias
formas, mas essa forma que está aqui no
no verso 9 e no verso 10 nos mostra uma
promessa de lábios purificados com povos
de todas as línguas. desde além dos rios
da Etiópia, servindo unanimemente ao
Senhor. E como nós vimos em Apocalipse,
toda nação, tribo, povo e língua diante
do trono numa adoração unificada, sendo
essa consumação final. O que Sofonias
prometeu? Apocalipse exibe já consumado.
A adversidade não foi eliminada, ela foi
reconciliada diante do trono. Babel
dividiu, Isaías diagnosticou, Sofonias
prometeu e a graça de Deus reuniu. Eu e
você podemos ser agentes dessa graça.
Podemos transformar a nossa vida, o
nosso procedimento para apresentar para
todos os povos essa graça.
transformadora e purificadora dos
lábios. Com os lábios purificados, nós
vamos poder ver o rei sentado no seu
trono. Você não quer que as pessoas que
você conhece, os seus amigos, sua
família, aqueles que não andam nos
caminhos do Senhor, tenham essa alegria
de estar com você, ombro a ombro,
louvando e adorando o Senhor resgatador
e Salvador. Viva uma vida de acordo com
seus preceitos. Viva uma vida de acordo
com os prefeitos. preceitos do seu filho
com os ensinamentos de Jesus. Seja você
um agente de transformação. Abençoe as
pessoas que estão ao seu redor e você
terá a surpresa e a alegria de estar
ombro a ombro com os seus irmãos
adorando o Senhor e o Cordeiro. Que Deus
o abençoe.

Tags: