Conferência Fiel / RR | O Membro e a Igreja, A Igreja e o Membro | Joel Bueche Lopes
23/04/2026
Conferência Fiel / RR | O Membro e a Igreja, A Igreja e o Membro | Joel Bueche Lopes
Conferência Fiel Portugal / RR 2026 – Ritmos da Graça
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Fonte: Ministério Fiel
Legendas automáticas:
Meus irmãos, é um prazer neste momento apresentar o pastor Joel Lopes, já conhecido e muito conhecido de nós. Aquelas informações gerais que nós já sabemos, nós casamos no mesmo ano, temos o mesmo número de filhos, mas não casamos um com o outro. Foralmente. [risadas] >> Clarifiquei só para que não restassem dúvidas. >> Clarificar os termos. Exato. Mas pastor Joel Lopes é uma referência pessoal, portanto é uma referência para mim, para a nossa igreja. é um homem que que tem lutado pela verdade do evangelho ali na zona sul, mas que se tem expandido para todo o Portugal e até para fora do país. E, portanto, Deus nos tem abençoado com a sua vida, Deus nos tem abençoado com o seu ministério, pelo qual nós estamos muito, muito gratos, do qual estão aqui muitas pessoas eh da sua igreja e que eu tenho aprendido amar também eh e tenho conhecido, tenho tido esse privilégio. E por isso agora nós vamos ouvir a palavra do Senhor. Ele eh não entendam que isto é bajulação de forma alguma, apesar dele ser meu professor de mestrado, mas [risadas] mas é claramente tem sido uma bção e nós queremos que o Senhor o abençoe agora porque apesar disto tudo ele tem sido uma bção porque tem sido usado por Deus e é isso que nós queremos rogar neste momento, que Deus o use para nosso benefício, para nossa edificação, para louvor e glória do nome do Senhor. Então, vamos orar. Senhor Deus, nós louvamos, louvamos-te porque tu mereces a glória, a honra e por isso, neste momento, depois de termos ento canções em resposta à tua palavra, queremos voltar a ouvi-la. Abençoa o teu servo, usa-o para a tua glória, para a nossa edificação. Abençoa a sua família também, a sua, o seu ministério. Senhor, abençoa e abençoa-nos a nós. Em nome de Jesus, nós oramos. Amém. Obrigado, Jas. Então, boa noite a todos. Graça e paz do Senhor Jesus. Nós pensarmos em meios de graça, fora do contexto de um entendimento, de uma prática, de uma vida de membresia bíblica. É uma ideia que é estranha a forma como Deus projetou, como Deus desenhou a vida cristã para ser vivida. Agora, geralmente nós não pensamos de uma forma imediata, de uma forma explícita, em membresia, como um conceito diretamente associado aos instrumentos que Deus concedeu ao seu povo para crescerem em graça e a maturidade cristã. Ou seja, geralmente não associamos membresia aos meios de graça de forma clara, de forma explícita, de forma imediata. O conceito mais próximo a que habitualmente nós nos referimos é o da comunhão. E naturalmente estas duas coisas estão ligadas. Agora, se nós pensarmos nos meios de graça, como David Mattis trabalha logo no início do livro, se nós pensarmos nos meios de graça como a canalização que leva a água aos moradores de um prédio, por exemplo, nós podemos pensar na membresia, usando a mesma analogia, podemos pensar na membresia como a infraestrutura que dá suporte, que dá proteção e que dá condução aos canos que levam da água que levam a graça de Deus. A canalização nas casas ou nos prédios, ela é colocada ou em rossos ou em tetos falsos ou então em espaços que são previamente preparados para o efeito. E é essa estrutura, essa infraestrutura que vai permitir que a água então chegue corretamente de uma forma protegida, de uma forma bem direcionada às torneiras das casas dos moradores. Então, nessa infraestrutura, a canalização é suportada. Mais uma vez, a canalização é protegida e a canalização é dirigida a fim de que cada um possa receber a melhor água possível. E a membresia é exatamente esse ambiente estrutural otimizado que dá suporte, que protege e que dirige os benefícios nutritivos da graça de Deus para a alma de cada membro do corpo do Senhor. Podemos, no entanto, pensar numa outra analogia, numa analogia do próprio Senhor Jesus, muito conhecida, acredito que da maioria aqui. Uma analogia que Jesus fez a partir da videira e dos seus ramos em João capítulo 15. Agora, nós não podemos nos aproximar dessa comparação feita por Jesus sem termos em consideração uma vida comunitária de compromisso mútuo como parte daquilo que Jesus quer ensinar a partir desta parábola. Esta parábola não pode ser dissociada de uma vida comunitária. O contexto da passagem, a própria passagem mostra-nos exatamente que a vida que vem de Jesus, que se apresenta como a videira, que vai para os ramos, que dá frutos, a vida que vem de Jesus acontece num ambiente que é de pluralidade e não de individualismo. Então, convido-vos a abrirem João, capítulo 15 e leremos do versículo 1 até ao 17 e depois veremos alguns aspectos desta passagem, algumas observações. Então, João, capítulo 15, versículo 1, e diz assim: "Eu sou a videira verdadeira e o meu pai é o agricultor. Todo o ramo que está em mim e não dá fruto, ele o corta. E todo o ramo que dá fruto, ele o limpa para que dê mais fruto. Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo se não permanecer na videira. Assim também vós, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira verdadeira. Eu sou a videira. Vós sois os ramos. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer. Quem não permanece em mim é jogado fora e seca à semelhança do ramo. Esses ramos são recolhidos, jogados no fogo e queimados. Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será concedido. Meu Pai é glorificado nisto, em que deis muito fruto e assim sereis meus discípulos. Como o Pai me amou, assim, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se obedecerdes aos meus mandamentos, permanecereis no meu amor. Do mesmo modo que eu tenho obedecido aos mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. Eu vos tenho dito estas coisas para que a minha alegria permaneça em vós e a vossa alegria seja plena. O meu mandamento é este: Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior maior amor do que aquilo que dá a própria vida pelos seus amigos. Vós sois meus amigos se fizerdes o que vos mando. Já não vos chamo de servos, pois o servo não sabe o que o seu Senhor faz, mas eu vos chamo amigos, pois vos revelei tudo quanto ouvi do meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes? Pelo contrário, eu vos escolhi e vos designei a ir e dar fruto e fruto que permaneça, a fim de que o Pai vos conceda tudo quanto lhe pedirdes em meu nome. Isto vos ordeno, amai-vos uns aos outros. até aqui. E já repararam como nós encontramos nesta passagem os meios de graça que temos vindo a falar ao longo destes dias aqui encontramos os meios de graça, todos presentes nesta famosa, nesta conhecidíssima passagem. Encontramos a palavra que limpa. Vós estais limpos, diz Jesus. a palavra que limpa, mas a palavra que também estabelece os mandamentos, aquele que obedece aos mandamentos. Então, encontramos a palavra, encontramos a oração que podemos fazer ao Pai e que sabemos que ele ouve, coloca as condições para sabermos que que Deus atenderá àquilo que nós lhe pedirmos e encontramos também a comunhão em amor de uns para com os outros. Estes três elementos estão presentes nesta famosa passagem. Agora, reparem também numa das palavras que é mais repetida em toda a passagem, permanecer. O conceito de permanência permeia todo este texto, toda esta secção que acabamos de ler. O pai e o filho estão unidos, assim como os cristãos estão unidos ao filho e ao pai e estão unidos uns aos outros. Qual é o fim? Qual é o objetivo? Qual é a finalidade? O fim é uma alegria que seja completa, que seja plena. E aqui o conceito de permanência, ele aponta claramente para a união do cristão com Cristo, a qual será necessariamente refletida na unidade com todos aqueles que estão também unidos a Cristo. Então, o conceito de união, o conceito de permanência e o conceito de amor estão ligados, estão indissociavelmente ligados como duas ideias necessárias da realidade de uma e de outra. Vemos neste texto, o pai amou filho, o filho ama o pai, o filho permanece no amor do pai e a vida do pai então é eternamente comunicada ao filho. Na sua natureza humana, a plena obediência do filho aos mandamentos do pai falo permanecer nessa união de vida de amor e de alegria. É o que Jesus nos diz. Nesta analogia da videira, Jesus ensina que a vida do Pai e do Filho é também comunicada àqueles que estão unidos ao Filho. E o filho está unido ao pai. Esses que foram eleitos por Cristo, é o que Jesus diz, foram escolhidos, foram eleitos por ele, foram alvos do seu amor sacrificial. Da mesma forma que o filho é alvo do amor do pai e o pai ama o filho. Esse amor foi derramado para os eleitos. Os que estão unidos a Cristo são aqueles que foram amados por ele e que nós vemos eles amam Jesus de volta. Esse amor responsível a Jesus é manifesto, é tornado visível através do quê? Da obediência aos seus mandamentos. Al que nós encontramos por todas as escrituras do antigo ou novo testamento e que essencialmente se resumem em quê? Em amor. Amar a Deus e amar ao próximo. É uma dança de amor neste texto que nós encontramos. E a vida frutífera, os frutos que esta analogia mostra e que pretende transmitir, a vida frutífera nasce, reside, é alimentada e cresce neste mesmo amor em que uns estão nos outros, aqueles que permanecem a Jesus e aqueles que estão ligados uns aos outros. A realidade da unidade no Deus triuno, Deus Pai, Filho e Espírito, é revelada no amor existente entre estas três pessoas. E esse amor, volto a dizer outra vez, transbordou em direção aos eleitos através do sacrifício de Jesus. E dessa forma, aqueles que estão unidos a Jesus e recebem dele vida, recebem vida de Jesus, são alvo dessa vida de Jesus, irão transbordar essa vida para outros. E e o transbordar dessa vida para outros é manifestação de amor para com os outros. Eles doam-se a si mesmos uns aos outros. Isto é, o amor em doar-se, em sacrificar-se pelo outro. Ou seja, o que nós encontramos aqui é um fluxo constante de vida que sai de uns para os outros, do pai para o filho, do filho para os discípulos, para os crentes. E dos crentes para quem? uns para os outros. É vida, é fluxo de vida. Esse amor mútuo, essa vida que flui é uma evidência da vida que eles recebem de Cristo. A vida só pode vir dele. E por isso, man afirmar-se que se está em Jesus implica que haja vida a sair para quem está à volta. Quem permanece em Cristo naturalmente, consequentemente, tem que permanecer nos irmãos. A união com Cristo implica necessariamente em união com os irmãos. E o elo dessa união é o amor. E o amor é comunicação de vida, é dádiva do próprio para o bem-estar do outro. É dar-se para o outro. Agora reparem que na medida em que o discípulo de Jesus vive essa vida de amor mútuo, ou seja, na medida em que ele frutifica, porque isto é dar fruto, na medida em que ele frutifica, ele recebe a promessa de que Deus ouve as suas orações, Deus atende as suas as suas orações, Deus responde às suas orações. Reparem isto aqui. Na medida em que o cristão dá da sua própria vida aos seus irmãos, ele está a alimentar a sua comunhão com Deus. Deus ouve as suas orações. Deus responde às suas orações. Ou seja, na medida em que ele tem comunhão com com os irmãos, ele alimenta a sua comunhão com Deus. A comunhão com os irmãos faz-nos permanecer na comunhão com o Pai. E a comunhão com o Pai é o que nos faz permanecer na comunhão com os irmãos. Está tudo interligado. É um círculo virtuoso. Permanecer nos irmãos tanto reflete que nós permanecemos em Cristo quanto nos faz permanecer em comunhão com Deus. Se nós não nos doarmos aos irmãos, não há fruto. Não temos vidas frutíferas. Não temos comunhão com Deus. Deus não ouve as nossas orações. E oração é comunhão, como vimos há pouco. Significa assim o quê? Significa que os mandamentos de Deus revelados na palavra, as orações que são feitas, ouvidas e respondidas, o permanecer em Cristo, os frutos, tudo isso está indissociavelmente ligado à vida comunitária. À realidade de que nós pertencemos ao corpo de Cristo, estamos ligados uns aos outros, a todos os seus membros. É na vida conjunta da igreja que vida me é comunicada. Que vida fresca, constante, refrescante é derramada à minha alma. que graça me é oferecida num ritmo regular, num ritmo seguro, como já vamos ver a seguir, para alimentar a minha caminhada individual com Cristo. Ou seja, eu não posso ter caminhado, não posso ter vida de Cristo se eu não tiver vida com o corpo de Cristo. Não posso ter vida individual com Cristo se eu não ter não tiver vida conjunta com Cristo. Os meios de graça estão todos interligados. E esta é uma ideia que precisa de sair aqui desta nossa conferência. Eles eles são indissociáveis. Começa na palavra que nos limpa. Sim, foi a palavra que nos limpou. Nós respondemos a ela com fé, mas imediatamente somos inseridos na família da fé, recebendo vida, mas fazendo o quê mais? Passando vida. tudo num organismo muito vivo. Por por isso é que esta analogia é excelente. É tudo um organismo vivo, dinâmica, não é uma lista de tarefas mecânicas e mecanizadas. E nós estarmos mergulhados nesta dança de amor, experimentar união com Cristo, com os ramos, receber vida nova, vida abundante de Cristo e dos outros e passar aos outros também é o que traz o quê? Verdadeira alegria e satisfação. É isso que traz realização. Nós fomos feitos para amar, amar a Deus e ao próximo. E não seremos nunca verdadeiramente alegres. Uma alegria existencial, não uma alegria dependente de circunstâncias, mas uma alegria fundamental. Essa alegria não existirá se nós não tivermos ligados a Cristo e ao corpo de Cristo. E meus irmãos, não há nada mais prazeroso no mundo inteiro do que estar intencionalmente envolvido e mergulhado nessa comunicação constante e maravilhosa de graça. Estamos unidos a todos os que estão unidos a Cristo. Recebemos vida de Cristo. Podemos passar vida aos irmãos. A seiva percorre toda a videira. Assim é exatamente nesta união com Cristo e uns com os outros que iremos promover o crescimento na vida cristã uns dos outros. Iremos trazer graça à vida uns dos outros. Iremos promover frutos, o amor, as boas obras. Como é que os outros irão promover esse crescimento em mim se eu não estiver com eles? Não acontece. Como é que manifestaríamos de forma prática e concreta amor se não estivermos com os destinatários do amor? Porque para amor ter que acontecer, tem que haver um sujeito ativo e sujeito passivo, aquele que dá e aquele que recebe. E é isso que acontece dentro da própria trindade. Como é que responderei a necessidades de quem eu não conheço necessidades? Como é que verei as minhas próprias necessidades supridas se eu não estou com quem as possa vir a suprir? Como é que eu vou falar a palavra que edifica se eu não tenho quem a ouça? E assim nós podíamos continuar. E é por esta razão que, como já ouvimos, encontramos a exortação feita pelo autor da carta aos Hebreus que o pastor David Metis já partilhou. Pensemos em como nos estimular uns aos outros, ao amor e às boas obras. Não abandonemos a prática de nos reunir, como é costumo de alguns, mas pelo contrário, animemo-nos uns aos outros quanto mais vezes que o dia se aproxima. Hebreus 10 24 e 25. E é por causa disso que Deus nos deu uma das maiores dádivas que nós podemos ter na vida, a igreja local. Para que tenhamos comunhão e para que a nossa alegria seja o quê? completa, plena, como escreveu João depois também na primeira epístola, para que a vossa alegria seja completa. Precisamos da igreja local. Todos nós precisamos da igreja local. Ao sermos unidos a Cristo, nós somos unidos a todos os que estão unidos a Cristo. Entramos na família de Deus, somos feitos membros do corpo do Senhor Jesus. Somos unidos a todos aqueles que professam a sua fé em Jesus. Agora, eu não posso, eu não tenho condições de me reunir ao mesmo tempo com todos os crentes de todos os lugares, de todas as eras ao mesmo tempo. Isso não dá, não funciona. Eu preciso reunir-me com irmãos num dado momento e num dado local. E é aí que entra a igreja local como expressão da igreja universal. E podemos definir a igreja local da seguinte forma. E aqui vou usar uma definição de Manikov e de Architing. Eles dizem assim: "Uma igreja, e prestem [roncando] atenção, uma igreja é uma congregação de cristãos batizados que entraram em aliança para se reunir semanalmente para ouvirem a pregação da Bíblia, celebrar as ordenanças, amar os santos, testemunhar aos perdidos e em tudo isso glorificar a Deus." Vou repetir. Uma igreja é uma congregação de cristãos batizados que entraram em aliança para se reunir semanalmente para ouvirem a pregação da Bíblia, celebrar as ordenanças, amar os santos, testemunhar aos perdidos e em tudo isso glorificar a Deus. A igreja é uma assembleia. A igreja é uma reunião de pessoas. Essa é a própria definição da palavra igreja. Agora, que pessoas se reúnem? Pessoas que professaram a sua fé em Jesus Cristo, vivem vidas transformadas à luz dessa fé, que viram a sua fé e esses frutos da sua fé serem reconhecidos, afirmados por outros que já professam a sua fé e vivem vidas transformadas. É uma comunidade que está unida por causa e em torno do evangelho, em que uns afirmam, reconhecem a fé uns dos outros e se comprometem em continuamente fazerem promover, crescer ainda mais a fé uns dos outros. Essa é a ordem de Jesus em Mateus 18, que nós conhecemos muito bem quando Jesus comissiona os seus discípulos a fazerem outros discípulos, tanto pela afirmação da fé de alguém que se converte por meio do batismo, como pelo aperfeiçoamento da fé através do ensino de todas as coisas que Jesus ensinou e que é sinalizado pela participação na seia do Senhor. Então, tanto para o início da comunhão pelo batismo, como pela manutenção da comunhão, pela sua continuidade através da ceia, a fim de que haja o reconhecimento da profissão de fé e de outros frutos, tanto para batismo como para a ceia, tem que existir o conhecimento da pessoa que está a fazer essa profissão de fé. Tem que saber quem é. Ou seja, aquela profissão de fé, aquelas afirmações que são feitas, são feitas por uma pessoa X. Aqueles frutos são de uma pessoa X. Ou seja, o que temos aqui é uma delimitação de espaço ou de pessoa, de identidade, de quem é reconhecido pelos outros como sendo parte ou não sendo parte, como fazendo a profissão de fé correta ou vivendo a vida correta em função dessa profissão de fé. Isso é o que nos é ensinado pelo Senhor Jesus como exercício das chaves do reino que foram entregues à igreja. E quando existe uma comunidade de pessoas que afirmam a fé umas das outras, em que os reconhecem, legitimam a profissão de fé, os frutos uns dos outros e em conjunto dizem que seguem Jesus, afirmam seguir Jesus, então esta vida que falamos de João 15, a vida da videira, a seiva, tem de fluir uns para os outros. Permanecer em Cristo implica permanecer uns nos outros, amar uns aos outros como Cristo nos amou. Agora, esse amor não é um conceito abstrato, não é uma coisa que eu sinto só, não é meramente uma emoção. Ele materializa-se, ele concretiza-se, como vimos nesta passagem, que dá vida pelos outros. Manifesta-se então em atitudes, em ações concretas. Os mandamentos de Deus, então, para que o seu povo não tem apenas um aspecto vertical, mas também horizontal. É por isso que o Novo Testamento vai concretizar de forma bastante clara, de uma forma bastante explícita, várias responsabilidades mútuas, uns para os outros, uns com os outros, os uns e os outros que nós encontramos no Novo Testamento. Estas responsabilidades mútuas que devem ser assumidas de um membro para com os outros, dos outros membros para com o membro. E é nessa obediência a essas responsabilidades explícitas e claras do Novo Testamento, essas responsabilidades mútuas. É nessa obediência daquilo que Deus exige de nós que nós vamos de facto manifestar se estamos ou não unidos à videira, se estamos ou não unidos a Jesus. Por outras palavras, podemos colocar desta forma. Vejam, é através de uma membresia significativa, através de uma membresia intencional, que nós evidenciamos que estamos ligados a Cristo e que recebemos graça contínua e fresca para as nossas almas, porque ela não é só para nós, ela é para ela é para ser passada para outros através de nós, tal como recebemos de outros para nós próprios. Todos nós que afirmamos estar unidos a Jesus, temos necessariamente de obedecer estes mandamentos de uns para com os outros, que é o mesmo que dizer que temos que assumir este compromisso com os outros que afirmam estar unidos a Jesus e eles connosco. É nesse ambiente seguro, nesse ambiente protegido, que iremos beneficiar de uma forma otimizada, otimizada da palavra, da oração e da própria comunhão. Palavra, oração e comunhão florescem numa vida de uns e outros assumida explicitamente de uns para com os outros. Isso é membresia. A membresia, este compromisso de uns para com os outros é um ambiente seguro e protegido para o crescimento da nossa conformação à imagem de Jesus. Vejam, é o ambiente onde todos nós, uns e os outros vamos zelar por aquilo que é pregado no domingo, por aquilo que é ensinado na igreja, por aquilo que o pregador vai trazer, por aquilo que é o ensino da nossa igreja, se está ou não em concordância com aquilo que nós afirmamos é isto que nós acreditamos, é isto que é são teologicamente, ou seja, a partir de uma delimitação teológica que é clara e assumida explicitamente entre todos E então aí temos segurança, temos proteção de que esse meio de graça que é a palavra está protegido e vem a nós da forma mais pura possível, de acordo com aquilo que nós entendemos ser a sã doutrina. A membresia é o ambiente também onde estimula a vida de oração uns dos outros e uns pelos outros, em que nos permite porque conhecemos, porque temos compromisso, porque temos intimidade, podemos orar de forma informada, de forma específica. Aquele irmão X perdeu o emprego. Eu conheço, eu sei como é que o coração dele está. Eu posso orar de forma específica, não só para que ele tenha um emprego, mas como é que o seu coração está a reagir e e como é que ele pode responder essa realidade em que está inserido. É o ambiente onde também, como já vimos há pouco, onde também se modela a vida de oração quando nós reunimos no culto e ouvimos outros a orarem e concordamos com eles. É um ambiente também onde dentro de uma delimitação teológica clara para todos afirmamos um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Nutrimos relacionamentos de amizade intencionais em torno e a partir do evangelho, a fim de nos ajudarmos uns aos outros a sermos mais parecidos com Jesus. E nós chamamos isso de quê? Discipulado. O que implicará em cuidarmos uns dos outros, exortarmos uns aos outros, encorajarmos uns aos outros. é o ambiente também onde iremos promover a proteção da santidade e da pureza da igreja, não permitindo que pessoas permaneçam de uma forma obstinada a desobedecer a Jesus. E por isso, quando nós não virmos de uma forma persistente, de uma forma contínua, depois de várias tentativas amorosas, pacientes de restauração, quando não vemos fruto de um ramo, nós deixamos de ter condições de afirmar que ele está o quê? Usando a analogia, deixamos de ter condições de dizer que ele está ligado à videira, que é o que Jesus nos vai dizer lá em Mateus 18. Não temos mais condições de afirmar a vida de fé daquela pessoa. E isto é aquilo que nós chamamos de disciplina. Então, este ambiente de uma agricultura intencional que é otimizada para dar fruto implica compromisso. É obediência aos mandamentos de Deus de amarmos uns aos outros. Isso está claro. Também tem que ficar claro que não é facultativo, não é um extra na minha vida cristã, não é opcional. E reparem nisto aqui também, porque às vezes a armadilha pode estar aqui também não é sujeito a estados emocionais e circunstanciais uns aos outros. Não é se eu me sinto nas condições apropriadas para me doar aos outros. É uma aliança. E tal como no casamento, não pode depender de estados emocionais. Se os nossos casamentos dependessem de estados emocionais, já não estaríamos casados há muito tempo. É uma aliança, um compromisso diante de Deus e diante uns dos outros. E nós encontramos imperativos bíblicos diante dos quais quando temos o imperativo temos que responder, temos que dar uma resposta. E por isso é útil, é importante que tenhamos esses imperativos organizados, claros, explícitos, de uma forma tangível, a fim de nós sabermos com o que é que nos comprometemos para com os nossos irmãos e também podermos saber o que é que podemos esperar dos nossos irmãos. E nesse sentido, é por causa disso que algumas igrejas não só têm como documento de resumo, organização e sistematização o ensino das escrituras, as doutrinas em que devemos como igreja querer juntos, crer em conjunto, como também igrejas têm documentos onde está de forma explícita, de forma clara, de forma organizada a forma como devemos de viver e nos comprometer uns com os outros. Por outras palavras, algumas igrejas vêm como fundamental para a sua saúde, para a sua vitalidade, não só terem uma confissão de fé que sistematiza aquilo em que se deve querer, como também uma aliança de membresia ou pacto de igreja que sistematiza a forma como devemos viver uns com os outros. Como eu já disse, ficou claro e eu sei que há algumas coisas, estou a ser repetitivo, mas é intencional. Os membros são chamados a se responsabilizar uns pelos outros. Eles entram em aliança de cuidado múo. Agora, como é que este cuidado se materializa na prática? É aqui que um documento como o pacto da igreja é muito útil. Ele concretiza de forma explícita, de forma organizada aquilo que o Novo Testamento espera que nós vivamos como igreja, como membros uns dos outros. E dessa forma, a nossa comunhão como o meio, a forma de recebermos vida, de recebermos renovo, graça contínua da parte de Deus por estarmos ligados à videira, é dessa forma que isso é potencializado, que é protegido e que é sustentado pelo caminho. Então, convido-vos a nós olharmos de uma forma breve para um exemplo de aliança de membresia que nós podemos e devemos ter nas nossas igrejas locais para beneficiarmos de uma forma otimizada, potencializada, protegida e sustentada dos meios de graça. Então, convido-vos a olharmos para uma aliança de membresia. Deixa-me ainda dizer que este tipo de documento, este tipo de compromisso não é algo recente inventado recentemente na história da igreja. Outros, bem antes de nós, lá para trás, perceberam a utilidade de um compromisso formal, explícito de aliança na igreja local. Se olharem para a história da igreja, vão encontrar. Aliás, eles mesmos viam a própria definição de igreja local dentro dos termos de aliança. A igreja local é uma aliança. Vamos então a um exemplo de aliança de membresia. Iremos fazer esta caminhada por partes com comentários muito breves em alguns dos parágrafos. Haveria bastantes comentários e prolixos, espero que não enfadonhos, mas prolixos extensos para fazer a cada um dos parágrafos da aliança de membresia, mas para isso precisaríamos de uma conferência inteira para estudar pacto de membresia ou um livro só sobre isto. Acho que dava para fazer um livro inteiro só sobre isto. E começa assim o seguinte exemplo de pacto de igreja. Tendo sido, como acreditamos, lavados pela graça divina a arrependermo-nos e a crermos no Senhor Jesus Cristo e entregarmnos a ele. E tendo sido batizados após a nossa profissão de fé, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, renovamos agora, confiando na sua ajuda misericordiosa, solenemente e com alegria, a nossa aliança uns com os outros. Vejam como o ponto de partida desta aliança mútua é o quê? É o arrependimento e a fé colocada no Senhor Jesus. E o consequente testemunho público dessa fé, o batismo. Assim, com entrada na comunhão da igreja, cada membro vai entrar em aliança uns com os outros, uns aos outros, uns aos outros. Novo Testamento, como é que devas ver uns com os outros? como é que devemos ver uns com os outros? Temos que responder esse mandamento. Não podemos ficar indiferentes. É um mandamento, é para obedecer. Não é facultativo. É para dizermos sim. é para empenharmos as nossas vidas nisso. Então, a partir desse momento em que, de facto, dizemos: "Sim, vamos responder a isto que Deus nos pede, vamos responder aos uns aos outros, estamos a entrar num compromisso, estamos a entrar numa aliança uns com os outros, sabendo aquilo que os outros esperam de mim e aquilo que eu posso esperar dos outros, para que todos nós possamos crescer na fé e continuemos a afirmar a fé uns dos outros e sinalizamos essa realidade de permanência. Como por meio da ceia do Senhor é continuação da afirmação, não só da minha aliança, de da minha comunhão com Jesus, que tomo do pão e do vinho, mas também da minha aliança com todo o corpo de Jesus. Não dá para querer ter Jesus sem ter sem ter a noiva pela qual Jesus morreu. Isso é impossível. Próximo ponto diz assim: "Trabalharemos e oraremos pela unidade do espírito no vínculo da paz." E depois há textos de apoio que no caso Efésios capítulo 4 1 a 3. É por isso que eu digo que dava para escrever um livro, porque agora poderíamos trabalhar os textos, mas para isso tínhamos que ficar aqui ainda uns dias. Então, este primeiro ponto é muito claro e é muito explícito. Os membros assumem diante uns dos outros que irão se esforçar, irão trabalhar, irão se empenhar em ações, em orações, para que a unidade seja preservada. E reparem que o tipo de unidade que se procurará manter a partir desta afirmação, deste compromisso, a unidade que se procurará manter é a unidade que é a do espírito, ou seja, em torno daquilo que é espiritual. A unidade, a comunhão é partir do evangelho. É no evangelho. E meus irmãos, aqui é fácil nós nos iludirmos ainda por cima numa cultura como a nossa, que é calorosa, uma cultura portuguesa que gosta de estar junto e ainda mais os irmãos brasileiros, isso é ainda mais potenciado e e intenso. É fácil nós nos iludirmos quanto a termos comunhão por causa de só gostarmos estar juntos por afinidades pessoais, culturais, por gostarmos de fazer um churrasco juntos e comermos uma boa picanha. a outras coisas. Agora, também é fácil nós permitirmos que, por motivos carnais, por motivos pecaminosos, por motivos frívolos, secundários, a unidade seja destruída e surja divisão e discensão. Isso é extremamente fácil. Quem está numa igreja, nem que seja uma semana, já consegue perceber isso. Qualquer motivo pode ser motivo para divisão. E num ambiente assim, seja um ambiente onde se confunde comunhão com aquilo que é de facto comunhão que é em torno do evangelho. Seja um ambiente onde por motivos carnais pecaminosos e de coisas frívolas e supérfas se permite divisão num ambiente assim. Será que há proteção dos meios de graça? Será que há potencialização dos meios de graça? Será que a fé do cristão é renovada ou é atrapalhada? Então, terá sempre de existir uma intencionalidade para a manutenção da unidade do espírito pelo vínculo da paz. Essa unidade já nos é dada à partida. João 15. Estamos unidos a Cristo. Estamos unidos uns aos outros. Esta é a unidade. O que o texto bíblico nos pede, o que Paulo nos pede é: preservem, guardem essa unidade. Ou seja, o potencial que nós temos para fazer é o quê? é estregar a unidade. Então, é preservem, lutem, arregacem as mangas e trabalhem. Vai ser preciso trabalhar pela unidade. E quando nós dizemos isto uns aos outros e diante de Deus, estamos a dizer: "Eu vou me esforçar para trabalhar e orar pela unidade." Meu irmão, quando foi a última vez que tu oraste pela unidade da tua igreja local? E se for proporcional a todas as vezes que nós fazemos comentários, reclamações e murmurações, que é o que exatamente provoca divisão, acho que nós gastaríamos horas a orar pela unidade se fosse proporcional. Então quando nós, vejam, isto é muito sério. Esta é uma aliança. Da mesma forma que a aliança que fazemos com o nosso cônjuge de amores incondicional, na alegria, na tristeza, em todos os momentos, esta é uma aliança muito séria. Eu vou trabalhar, eu vou me esforçar pela unidade. Ou seja, quando há coisas que estão a atrapalhar a unidade, eu vou identificar, eu vou fazer a minha parte, eu vou orar. Uma frase tão pequena. mas que protege exatamente a potencialização e a segurança dos meios de graça para o nosso crescimento. Outro outro parágrafo, caminharemos juntos em amor fraternal, como convém aos membros de uma igreja cristã. Exercer um cuidado afetuoso e vigilância uns pelos outros e ademestaremos e exortaremos uns aos outros fielmente conforme a ocasião exigir. E aqui há vários textos bíblicos. Aqui nós vemos o amor que se manifesta num cuidado que é preocupado, que sabe, que se informa e que se coloca no lugar do outro. Um amor que é carinhoso, que é afetuoso, que é gentil, que é bondoso, que é proativo e ademestações. Quando nós nos estamos a afastar de uma vida de obediência, quando nós nos estamos, quando nós estamos a esmorecer na fé, isso acontece com todos. Nós podemos contar com as exortações dos irmãos que nos amam e que assumiram a aliança diante de Deus e para comigo de que vão me ademestar quando Deus tiver a me afastar na fé. E não é maravilhoso ter essa segurança dessa admoestação amorosa que virá a mim, dessa exortação? Será que isso não é a graça do bom pastor para as nossas almas, a fim de assegurar que nos mantemos fiéis? E reparem como o famoso texto em que Jesus lida com a disciplina, visando a restauração daquele que está no pecado, num crescendo de obstinação, sempre envolvendo mais pessoas para que aquela pessoa se arrependa. O aquilo que vem imediatamente desse texto é uma das histórias preferidas das nossas congregações, do pastor que deixa as ovelhas para ir buscar aquela que se perdeu. Como é que o pastor faz isso? Como é que ele vai buscar a ovelha que se está a perder, que está a esmerecer na fé, que está a permitir pecados na sua vida? Como é que ele faz? através da igreja, através da exortação, da ademestação. Isso é o bom pastores, a ir buscar, a trazer. E quando nós assumimos este compromisso, este pacto de membresia, nós estamos a dizer isso. Quando eu vir um irmão meu no pecado, eu quero ser o instrumento do bom pastores para restaurá-lo. E da mesma forma eu espero que os meus irmãos em Cristo, que a minha congregação, quando eu estiver a esmorcer na fé e a me afastar dos caminhos do Senhor, Deus os use para me trazer de volta. Isto não é uma graça a nos ser dada, derramada para a nossa alma. É. Parágra, parágrafo seguinte. Não abandonaremos a nossa reunião, nem negligenciaremos a oração por nós mesmos e pelos outros. Então, temos aqui dois aspectos. Temos a reunião, o culto, o estar junto com o povo de Deus, em que a palavra é lida, a palavra é explicada, a palavra é cantada, a palavra é orada e a palavra é representada nas ordenanças e vem a nós, vem para as nossas almas para nos refrescar, para nos levantar, para nos encantar com Jesus, para encantar as nossas almas. É quando estamos juntos e o culto, como disse há pouco David Mattis, o domingo é o nosso dia preferido. O domingo é o meu dia preferido, mas de longe estar com a igreja do Senhor, ouvir o povo de Deus a cantar é das perícias mais maravilhosas na face da terra. Uma igreja que canta, que canta alto, que canta as verdades das escrituras, edifica as nossas almas. É impossível ficarmos indiferentes de uma igreja que cante bem. É impossível. é palavra que está a ser cantada e vemos ali os meios de graça no culto, mas também estamos a dizer que ok, eu não vou abandonar os cultos, ou seja, só uma razão muito forte, fortíssima, é que me vai impedir de cultuar com os meus irmãos. Não vou deixar de me reunir com os meus irmãos no dia do Senhor por questões frívolas, por questões superficiais. É o que estamos a afirmar aqui. E afirmamos também que não vamos negligenciar a oração por nós e pelos outros. Vida de oração já já se falou aqui. Agora vejam, quando temos claro membresia, o conceito de membresia, existe uma delimitação clara de quem são os ramos que estão ligados à videira. Como eu disse há pouco, nós podemos orar de forma específica, de forma concreta, por irmãos meus. E aqui pode ajudar muito nós termos um caderno de membros, um diretório de membros que temos lá as fotografias dos membros da igreja com os seus nomes e ao longo das próximas semanas ou meses eu vou orar por cada um dos membros. Mesmo aquele irmão que eu não conheço tão bem ou que eu vejo o seu rosto e ainda não memorizei o seu nome, ali, eu vou memorizar o nome, vou orar. E se eu não sei bem como orar, eu vou orar por coisas que eu sei que o Novo Testamento pede que nós oremos e que todos os crentes devem ter. Mas depois quando eu estiver com ele no culto, já não é só um rosto desconhecido, eu já associam o nome, já posso conversar com ele, já posso perguntar, irmão, como é que eu posso orar melhor por si? Então aqui estamos a comprometer a orar mais esforçar-nos emos por educar aqueles que em qualquer momento estiverem ao nosso cuidado na instrução e a demonstração do Senhor e através de um exemplo puro e amoroso buscar a salvação da nossa família e dos nossos amigos. Este também é um grande compromisso. Quando estamos na igreja, podemos ter a certeza que aqueles que são membros da igreja, os pais, por exemplo, é um exemplo, os pais que são membros na igreja estão ali a assumir que vão educar os seus filhos nos caminhos do Senhor. Isso é trazer graça. Isso é ser meio de graça para os seus filhos. Mais regozijar-nos emos com a felicidade uns dos outros e esforçar-nos emos com ternura e compaixão por carregar os fardos e as tristezas uns dos outros. Meus irmãos, é muito fácil as nossas almas ficarem abatidas e desanimadas por variadíssimos motivos, uns mais espirituais, outros menos espirituais. É muito fácil as nossas almas ressecarem em amargura e descontentamento, sofrerem com ansiedades, com angústias. É muito fácil acontecer por variadíssimas razões. Agora, com uma membresia comprometida, nós podemos estar seguros de que não estamos entregues a nós próprios e que temos que caminho connosco, ombro a ombro, lado a lado. E também temos aqui um antídoto para aquilo que muitas vezes destrói a unidade da igreja. Quando eu digo: "Eu vou me alegrar com a felicidade do outro, eu estou a dizer que eu não vou murmurar ou ter inveja por o outro ter aquilo que eu tanto gostaria de ter e vou b começar a falar e a minar e a destruir." Então, vejam como isso alimenta a comunhão da igreja, nós assumirmos este compromisso. Buscaremos com a ajuda divina viver com prudência no mundo, renunciando à impiedade, aos desejos mundanos. E lembrando-nos de que assim como fomos voluntariamente sepultados pelo batismo e resultados da sepultura simbólica, temos agora a obrigação especial de levar uma vida nova e santa. Aqui eu estou a assumir o compromisso de que eu vou lutar por um testemunho público lá fora adequado. Ou seja, eu vou viver de forma digna que corresponda àquilo que é a minha igreja local e o Jesus que a minha igreja local ama e serve. Isto protege a pureza da igreja, o testemunho público da igreja. Mais trabalharemos juntos pela continuidade de um ministério evangélico fiel nesta igreja. Ao sustentarmos a sua adoração, as ordenanças, disciplina e doutrinas. Contribuiremos com alegria e regularidade para o apoio do ministério, as despesas da igreja, o socorro aos pobres e a propagação do evangelho por todas as nações. Reparem como é num ambiente estruturado de compromisso que nós garantimos a proteção daquilo que é ensinado, a correta aplicação das ordenanças, o saudável e amoroso exercício da disciplina, tudo coisas essenciais para nós recebermos graça. Vamos manter isso, vamos sustentar financeiramente isso tudo. E depois quando nos mudarmos deste local continua unir-nos assim que possível a alguma outra igreja onde possamos levar a cabo o espírito deste pacto e os princípios da palavra de Deus. E termina que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus, a comunhão do Espírito Santo estejam com todos nós. Amém. Este é um exemplo de pacto, de compromisso. Tudo a partir de textos bíblicos. a forma como devemos viver uns com os outros de forma sistematizada, organizada, clara, explícita. E meus irmãos, eu quero concluir com encorajamento a nós nos dedicarmos intencionalmente e diligentemente, esforçadamente aos membros da nossa igreja local, porque é aí que nós vamos experimentar a alegria incomparável que vem de recebermos vida e de repassarmos vida, de estarmos ligados a Cristo e uns aos outros, de fazermos parte desta dança de amor. Quando uma igreja local é seriamente comprometida com uma membresia saudável, é uma alegria profunda e real estar com a igreja local. Ela nos anima, ela nos transforme, ela nos renova, ela nos corrige, ela nos levanta, ela nos faz amar mais Cristo e ser mais como Cristo, a igreja local. E agora quero também encorajar para terminar os meus colegas pastores que estão aqui a lerem mais sobre isto, sobre membresia, sobre pacto de igreja, aliança de membresia e a fazerem aquilo que for necessário através do ensino, da paciência para levarem as vossas igrejas, caso ainda não tenham isto, a levarem as vossas igrejas a viverem uma vida de membresia estruturada, porque é isso que vai potencial Como eu disse, vai potencializar, vai proteger e vai sustentar os meios de graça para que tenhamos mais prazer em Cristo, mais amor a Cristo e, por isso, mais conformação a Cristo. Vamos orar. Senhor Deus, nós damos-te graças. Damos-te graças, Senhor, porque nós não precisamos de andar às escuras. Temos tudo aquilo que nós precisamos revelado na tua palavra para que possamos experimentar esta alegria plena, existencial que nada no mundo oferece, nada. Mas tu nos dás, nos dás no filho, nos dás uns nos outros. Por isso, Senhor Jesus, ajuda-nos a amarmos aqueles que tu amaste, aqueles por quem desta vida que nós possamos dar a vida também de uma forma concreta, específica. Para isso, ajuda-nos a mergulhar nos imperativos que tu nos dás para a nossa vida de igreja local e a usarmos aquilo que possa ser útil para promover exatamente isso. Senhor, é aí, é nessa vida, nesse fluxo de vida, nessa dinâmica de vida, nessa dinâmica de amor que nós experimentamos alegria, nos tornamos mais como Jesus. abençoa-nos nesse empreendimento. Abençoa cada um dos meus colegas pastores que estão a procurar trabalhar com as suas igrejas locais desta forma. Que tu abençoes, que tu faças prosperar a obra das suas mãos para a própria saúde da igreja e para a glória do teu nome e para o testemunho do mundo lá fora, porque é exatamente nessa unidade que o mundo saberá que somos teus discípulos. Muito obrigado. Te agradecemos no nome de Jesus. Amém.