Desvendando os MISTÉRIOS da RESSURREIÇÃO DE JESUS com Rodrigo Silva – PARTE 2
20/04/2026
Desvendando os MISTÉRIOS da RESSURREIÇÃO DE JESUS com Rodrigo Silva – PARTE 2
Vamos juntos desvendar a Bíblia mais a fundo?
📲 Assine a plataforma A Bíblia Comentada:
🟢https://www.rodrigosilva.site/bibliacomentada-oficial-yt 🟢
📙Aprende a estudiar la Biblia con mi ebook:
🟨 https://www.rodrigosilva.site/como-estudiar-la-biblia-yt 🟨
📌 Ainda não é aluno mas quer experimentar um pouquinho do que oferecemos em nossa plataforma? Faça um cadastro gratuitamente:
https://app.abibliacomentadaoficial.com.br/convite/acesso-gratuito/01h9n8db18kx7q1y0ae7r0xnfy
⚠️ Se precisar de ajuda, em qualquer momento, você pode entrar em contato com o nosso suporte:
Email: atendimento@rodrigosilvaoficial.com.br
Whatsapp: https://www.abibliacomentadaoficial.com.br/suporte
📲 Aproveite para acompanhar A Bíblia Comentada nas redes sociais:
Youtube: https://youtube.com/@abibliacomentadaoficial
Instagram: https://www.instagram.com/abibliacomentadaoficial
A morte e ressurreição de Jesus são pilares da fé cristã e levantam questões profundas. Dando continuidade aos conteúdos da Semana Santa e Páscoa 2026, neste estudo com Rodrigo Silva, você vai entender os mistérios da ressurreição de Jesus, a cronologia dos “três dias e três noites”, a descida à mansão dos mortos e a ressurreição dos santos em Mateus 27. Com base na arqueologia e na Bíblia, o conteúdo analisa evidências históricas, o terremoto na crucificação e o verdadeiro significado desses eventos.
Também exploramos o estado dos mortos, a antropologia hebraica, a parábola do rico e Lázaro e a interpretação de Lucas 23.43, trazendo uma explicação bíblica clara sobre vida após a morte, alma e ressurreição.
Capítulos:
00:00 Introdução aos mistérios da ressurreição de Jesus
04:10 Ressurreição dos santos
13:40 Terremoto na crucificação de Jesus
17:28 Estado dos mortos e antropologia hebraica
44:18 Parábola do rico e Lázaro + Lucas 23.43
Meu nome é Rodrigo Silva, sou cristão e casado com a Laura. Aqui eu compartilho um pouco das histórias da minha vida dedicada à Bíblia Sagrada, Estudo Bíblico e a Arqueologia. Desde tenra idade, fui fascinado pelo passado e pelas histórias que os artefatos e ruínas antigas podem contar. Minha jornada na arqueologia tem sido repleta de aventuras, descobertas emocionantes e uma profunda conexão com o passado. A cada escavação, a cada artefato encontrado, sinto-me mais grato por ter escolhido seguir essa paixão. Agradeço por me acompanhar nesta viagem!
#rodrigosilva #rodrigosilvaarqueologia #ExclusivoRodrigoSilva
Fonte: Rodrigo Silva Arqueologia
Legendas automáticas:
Olá, você que me segue no Rodrigo Silva Arqueologia. Nós estamos de volta pro nosso bate-papo semanal que já está rotineiro. Isso é muito bom, uma boa rotina. o nosso bate-papo sobre bíblia, teologia, religião, arqueologia, assuntos afins. E você sabe que aqui todo o conteúdo é feito com muito carinho para você, com muita responsabilidade e respeito pela opinião do outro que discorda da gente. Aliás, o que eu estou apresentando hoje é a continuidade de uma temática da semana passada, onde eu respondi várias perguntas a respeito dos últimos dias da vida de Jesus. Se você não assistiu, então depois você pode assistir porque o vídeo tá salvo aqui no YouTube lá. Aí eu expliquei, por exemplo, e como é que podemos conciliar a ideia de que Jesus passou três dias e três noites no seio da terra, leia-se, 72 horas, sendo que ele ficou ali morto apenas de sexta-feira, 3 horas da tarde, até as primeiras horas do domingo. Não dão 72 horas. Então, como é que a gente pode explicar isso? Explicamos também um pouquinho o que significa aquela parte do credo que fala que quando Jesus morreu, ele desceu aos infernos. ou numa tradução h mais recente a mansão dos mortos. Então você pode assistir lá e naquela live eu já deixei sinalizado que não daria tempo de eh explicar todas as perguntas que foram feitas e que eu deixaria algumas para essa semana. Então, hoje eu estou cumprindo aqui o nosso acordo. São perguntas que vocês fazem nas redes sociais. E muita gente perguntou, por exemplo, sobre aquela história de que quando Jesus ressuscitou, uma multidão ressuscitou junto com ele. Você nunca ouviu falar disso? Está no Evangelho. Eu vou mostrar para você. Nós vamos ler aqui no Evangelho de Mateus. O texto tem uma aparente incongruência. Nós vamos explicá-la aqui, vamos analisar a luz do grego, da dos comentários, dos teólogos e vamos entender quem são esses que ressuscitaram com Jesus, onde eles estão hoje. E aqueles que não ressuscitaram com Jesus estariam onde? Eu vou também novamente falar um pouco sobre esse descer a mansão dos dos mortos para entender o que que é a mansão dos mortos, como os mortos estão do lado de lá de acordo com a Bíblia Sagrada, de acordo com a antropologia hebraica que forma a Bíblia. E vamos responder também algumas questões bíblicas curiosas, como por exemplo, a misteriosa parábola do rico e Lázaro, aquela que diz que havia um homem chamado Lázaro e um rico. A Bíblia não fala o nome do rico, mas a tradição o chama de dives. E que ambos morreram e no mundo do além eles trocaram de papel. O rico acabou sendo atormentado, enquanto Lázaro, o pobre, estava sendo h enaltecido eh ali ao lado de Abraão e também no chamado seio de Abraão, que alguns interpretam como sendo paraíso. O que significa isso? Vamos estudar tudo à luz da palavra de Deus, com muita cautela, com muito eh muito cuidado para que você possa entender, tá certo? Se você gosta do conteúdo desse canal, então por favor, deixa o seu like, ele é muito bem-vindo. Se inscreva aqui também. É importante ter a sua inscrição. O YouTube reconhece isso como algo eh que valoriza o canal e nos ajuda a chegar a mais pessoas. É interessante que é um grupo considerável de internautas que consomem fidedignamente toda semana o conteúdo do canal, mas por alguma razão ainda não se inscreveram nele. Então, se você consome é porque vê aqui alguma coisa que vale a pena você gastar um tempo assistindo. Então, se inscreva e deixe o seu comentário. Ele é muito bem-vindo. Mesmo que for uma ideia discordante da minha, desde que apresentada com educação, será muito bem-vinda. uma sugestão, algo que podemos melhorar, uma pergunta que você gostaria que eu tratasse aqui, fique tranquilo que no momento oportuno nós vamos tocar na sua questão. E também me siga lá no Instagram, nas outras redes sociais. O Instagram é a mesmo daqui, Rodrigo Silva Arqueologia, fácil de encontrar, tá certo? Então vamos lá a primeira pergunta de hoje. Enquanto eu bebo a minha água aqui, você pode chamar outras pessoas então para participarem. A primeira questão que muita gente já tinha feito desde a segunda-feira da semana passada, mas por tempo eu deixei para tratar hoje, é a respeito dessa multidão que ressuscitou por ocasião da morte de Jesus. Eu vou ler a passagem eh para vocês. Ela está aqui no Evangelho de Mateus. É um texto curioso e apenas Mateus fala a respeito disso. Mateus capítulo, só um segundinho aqui. Mateus capítulo 27 versículo 65 em diante, diz assim: "Quando Jesus morre, eu vou ler o verso eh 50 também. E Jesus, clamando outra vez em alta voz, entregou o espírito, ou seja, ele morreu. E eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes, de alto a baixo. A terra tremeu, as rochas se partiram e os túmulos se abriram, e muitos corpos de santos já falecidos ressuscitaram. E saindo dos túmulos depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos. Essa é a passagem da Bíblia. Eu vou colocá-la inclusive aqui na tela, eh, para falar dessas pessoas que ressuscitaram com Jesus. A passagem está aqui. A primeira dúvida que faz é isso. Pera aí. Parece que o céu se rasga de alto a baixo. Isso na sexta-feira, quando Jesus é morto. As pedras se fenderam, a terra tremeu, tudo isso na sexta-feira e os sepulcros abriram-se e muitos corpos de santos que tinham dormido. É interessante essa expressão, vou voltar a falar dela no decorrer do nosso bate-papo aqui, muitos corpos de santo que tinham dormido. Então, dormir é um eufemismo bíblico para a morte. é um eufemismo. Aqui na Nova Almeida atualizada, eles deram uma atualizada no texto e fala: "Muitos corpos de santos já falecidos, mas no original grego, retomando a o matiz eh semita, eh o grego diz que muitos corpos de santos que tinham dormido foram ressuscitados". Então, aparentemente, isso aconteceu na sexta-feira. Só que aí o texto fala: "E saindo dos sepulcros depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos". Então, eh, como é que a gente explica isso? Veja bem, na morte de Jesus tem o terremoto, pedras fendidas, sepulcros abertos, corpos ressuscitaram. E é interessante que esse texto, essa, esse verbo ressuscitário está no auristo, quer dizer, uma ação pontual, resultaram de uma vez só. Aí tem um intervalo implícito que é quando Jesus no Sabbat, ele está ali na sepultura. É o famoso desceu a mansão dos mortos. No domingo, após a ressurreição de Jesus, eles saem dos sepulcros e aparecem na cidade há muitos. E a Bíblia não fala mais nada a respeito deles. Eh, se eles continuaram vivos por um tempo na Terra, aqui, pelo menos nessa passagem, não fala. Mas nós vamos interpretar esse texto à luz de outras passagens do Novo Testamento para ver se a gente consegue ter pelo menos umas uma um direcionamento de quem seriam esses santos e o que aconteceu com eles. A primeira forma que nós temos de entender essa aparente confusão do texto, porque o texto dá a entender que eles ressuscitam na sexta-feira, mas só saem do túmulo no domingo depois da ressurreição de Jesus. Eh, como é que a gente pode entender isso? É realmente um texto complexo. As interpretações dos comentaristas variam de comentário para comentário. Uma hipótese que eu vejo seria a questão da pontuação, que eu vou até usar para falar de outra passagem bíblica daqui a pouquinho. Sabe que o grego antigo não tinha pontuação nem separação entre as palavras, era tudo escrito contínuo. Você vai ver ainda nesse nosso bate-papo eh alguns manuscritos bíblicos, como é que eles escreviam tudo um ao lado da outra, palavra por palavra, sem separação. E aí uma forma que nós temos de entender é que essa pontuação que você está vendo, por exemplo, e eis que o véu do templo rasgou-se em dois, vírgula, de alto a baixo, ponto e vírgula, e a Terra tremeu, vírgula, e as pedras se fenderam, ponto e vírgula. Essa é uma pontuação do editor moderno. E alguns casos a pontuação do editor moderno não está correta porque ela faz sentido, mas em alguns ela pode ser dúbia, ou seja, o a frase pode ser pontuada de outra maneira. Vou até colocar uma uma forma jocosa de ilustrar isso. Não sei quando vocês ouviram falar de uma história contada por Rui Barbosa, eh, que ele remetia ao obocage, aquele famoso, eh, obocácio, né, como alguns dizem, que era aquele famoso, eh, escritor europeu que escrevia peças de teatro e e poemas com um tom eh até anedótico, erótico, sempre criticando o establishment, a política e tudo mais. E numa dessas versões atribuídas a à Bocagem, mas contada supostamente por Rui Barbosa, diz que o Bocag havia escrito numa parede, é uma lenda, é claro, mas ilustra o que eu quero dizer, ele escreveu numa parede a frase: "Eh, matar o rei não é pecado". Aí alguém pegou e falou assim: "Olha, vamos prender o bocá porque ele está ele está incitando a população a matar o rei". E quando prenderam, ele falou assim: "Não, é porque eu não pontuei o texto". Na verdade, o que eu queria dizer é o seguinte: matar o rei, interrogação, não é pecado. Ou seja, você vê que a mesma frase, dependendo da pontuação, pode ter um sentido diferente. Matar o rei não é pecado. Matar o rei não é pecado. E a continuidade dessa dessa episódio atribuído a Rui Barbosa diz que o Rui Barbosa disse: "O perigo de não atentarmos paraa pontuação vale até para verdades bíblicas. Eu posso tomar uma das maiores verdades do cristianismo quando o anjo diz a aqueles que chegam ao túmulo: "Ressuscitou, não está aqui". E eu posso ler aquilo de uma maneira completamente herética, como se o anjo dissesse: "Ressuscitou". Não está aqui. Perceberam? Então, esses exemplos que eu dei são apenas para ilustrar como que realmente uma pontuação pode fazer diferença. Então, uma hipótese com a qual eu trabalho, mas devo advertir vocês, a solução que eu vou dar aqui não é definitiva, ela não é um consenso entre todos os acadêmicos, tá certo? É uma possibilidade. A possibilidade é que originalmente, como o texto não tinha pontuação, nós talvez pudéssemos ler um pouquinho diferente, pudéssemos ler assim. Ah, vou começar a parte aqui. Muitos corpos de santos que tinham dormido foram ressuscitados. Perdão, vou ler um pouquinho antes. Eh, diz o seguinte: "Na sexta-feira, o vel do santuário rasgou-se em dois, de alto a baixo. A terra tremeu, as pedras se fenderam. Ponto. Ah, e os sepulcros se abriram. Ponto. Tudo sexta-feira. Muitos corpos de santos que tinham dormido foram ressuscitados e saindo dos sepulcros depois da ressurreição de Jesus entraram na cidade. Se eu colocar um ponto ali ou uma separação entre a o verbo abriram-se e a continuidade muitos corpos, eu poderia dizer que tudo que está do abriram-se para trás aconteceu na sexta-feira. Na sexta-feira Jesus morre, eh as a terra treme, as pedras se fendem e os túmulos são abertos. Mas os santos só vão ressuscitar no domingo. E quando eles ressuscitam, é como se o túmulo deles fosse aberto. Mas o o porque muitos deles, considerando que eram eh mortos, talvez de muitas eras, talvez os ossos já estavam apenas os ossos ali. O corpo já tinha entrado em em decomposição, só estavam os ossos. Então imagina que o túmulo abriu. Na semana passada eu mostrei alguns túmulos para vocês, como eram na época bíblica. Então era uma caverna. Então, pode ser que o túmulo rachou e os ossos ficaram lá, mas no domingo, depois da depois da ressurreição de Jesus, muitos deles voltaram à vida e entraram na cidade e apareceram a muitos. Essa é uma possibilidade. A outra possibilidade que alguns comentaristas colocam é que eles ressuscitaram na sexta-feira mesmo, mas ficaram ainda no túmulo até domingo para só ressuscitarem, para só saírem do túmulo no domingo. Essa explicação, embora muitos eruditos a a fazem, ela parece meio estranha para mim, porque Deus ia ressuscitar alguém na na sexta-feira para ele ficar dentro do túmulo lá três dias. Não, não faz muito sentido. Então, uma hipótese que eu tenho é que o véu do santuário se rasga na sexta-feira, a terra treme, as pedras se fendem, os sepulcros abrem com aquele tremor, com aquele terremoto. E no domingo ossos que estavam ali recobram a vida, ressuscitam e aparecem para muitas pessoas, tá certo? E para nós continuarmos a entender a importância disso, deixe-me primeiro contar para vocês um elemento curioso que foi apresentado por análises eh de geólogos recentes. Tem artigos científicos sobre o que eu vou falar. Eh, esse aqui é um túmulo ah da época bíblica que está em Jerusalém. Esse túmulo é aproximadamente do segundo ou terceiro século antes de Cristo. E ele está em Jerusalém. Por que que eu escolhi esse túmulo aqui? Porque ele traz algumas coisas muito interessantes. Esse é o chamado túmulo de Jazom. E olhem, essa aqui é a parte externa dele. Ou seja, quando Jesus andou por Jerusalém, ele viu esse túmulo porque ele já estava construído ali. E vocês estão notando que tem duas entradas nele. Era o túmulo de alguém muito rico. E dentro do túmulo, essa parte que está à esquerda, que tem dois ferros no teto, você vê que entre um ferro e outro há uma fissura no teto. Então, todos os geólogos que analisaram essa fissura perceberam que é fissura de terremoto. E eles fizeram várias análises de outros túmulos ali em torno de Jerusalém e viram que realmente vários deles têm sinais de terremoto. Como vocês está vendo isso, ele foi totalmente soterrado. E eles conseguem medir até quando esse terremoto aconteceu. e uma análise feita. Aí vocês estão vendo que tem uma parede e tem um outra uma outra rocha por dentro assim com várias linhas. Pois é, essa linha que vocês estão vendo subsequente aí são depósito de material a partir de de terremoto. Tem o terremoto, todo o material vai se assentando ali, vão formando camadas. Camadas. Então o evento C e o evento B são dois terremotos que foram mapeados. Um terremoto aconteceu no ano 31 de. Cr. E o outro terremoto aconteceu algum momento perto do ano 30, 31 a 33 depois de Cristo. E muitos dizem que foi provavelmente no ano 31. Eh, curioso que é exatamente um terremoto registrado em Jerusalém num possível ano em que Jesus foi crucificado, mapeado hoje por geólogos e um terremoto que mostra vários túmulos em redor de Jerusalém rachados ou trincados, mostrando que realmente Mateus não falou uma bobagem. Muitos túmulos ressuscitaram. É lógico, vamos ser aqui muito eh coerentes com o argumento. Esse essa pesquisa que eu mostrei para vocês geológica, ela só mostra que quando Jesus morreu, provavelmente houve um terremoto ali na região. Terremoto este que foi registrado pelos evangelistas e é confirmado hoje por análises sísmicas e geológicas da região. Tá bom? O que que o argumento não prova? Então, ele prova que o eh ele argumenta que ah quando Mateus fala de pedras fendendo-se, eh eh túmulo rachando, Mateus poderia estar assim falando uma verdade histórica. Agora, o que que esse achado não prova? Ele não prova que Jesus ressuscitou, que houve mortos ressuscitando. Então, a gente tem que ser cuidadoso em apresentar a evidência e também o alcance dela, o que que é possível implicar a partir dessa evidência e não forçar a evidência a dizer o que ela não está dizendo. Agora, você entendeu então que provavelmente esses motos ressuscitaram então segundo alguns comentaristas, na sexta-feira, eu acredito que eles ressuscitaram no domingo depois de Jesus. Na sexta-feira foi o abalo dos túmulos deles. Mas de qualquer maneira todos nós temos a a consciência de que na morte de Jesus ou por ocasião da morte ressurreição de Jesus houve terremoto e ressurreição de mortos. Aí a pergunta teológica que nós fazemos é por quê? Por que que esses mortos ressuscitaram ali? Para onde eles foram? Aí nós vamos estudando a Bíblia, comparando passagem com passagem, texto com texto. Existe uma citação de Efésios 4, verso 8 acerca do Salmo 68, quando fala: "Subiste às alturas, levaste cativo o cativeiro, recebeste dons entre os homens". E muitos comentaristas entendem que essa expressão levaste cativo o cativeiro é uma maneira de dizer que Jesus agora vencera a morte. E ao vencer a morte Jesus leva para junto de Deus Pai uma amostra dos primeiros redimidos pelo seu sangue a partir da sua morte. Tá certo? Na cultura de eh de Israel tinha uma festa muito importante, a festa próxima na época do Pentecostes, né? E a festa das primícias. Acho bonito que tá por de trás essa festa das primícias. Como a maioria das pessoas eram agricultoras, elas tinham a o costume ou o dever religioso, cívico-religioso, de pegar a primeira colheita ou os primeiros grãos, que eram os de melhor qualidade, era o indício que a colheita seria farta. Os primeiros grãos eles colhem e entregam para pro templo de Jerusalém. Isso indica que eles estavam reconhecendo que Deus merece o melhor, que a primeira coisa que eu tenho que separar dos meus dos meus ganhos é a parte de Deus. É interessante, né? A gente nunca faz isso. A gente sempre quer deixar a parte de Deus ou da caridade para depois. A ideia eu ajudo. Deixa eu pagar primeiro minhas contas. Se sobrar algum dinheiro, eu ajudo. Não é bem assim. Primeiro Deus. Então, parece que essa festa das primícias, chamam primícias, das primeiras colheitas, essa festa também tinha um paralelo de tipologia com o próprio Jesus. Então, como a humanidade é a colheita de Cristo, tanto é que no Apocalipse o o juízo final é visto como sendo Cristo vindo nas nuvens com uma foice na mão. Ele tem na a foice. Então, a foice porque ele vai colher. Na parábola do joio e do trigo fala que havia o joio e o trigo e que não podiam separá-los antes da colheita final. Então, Cristo, antes da colheita final apresenta pro Pai as primeiras as primícias, os primeiros que ele que ele salvou pelo seu sangue. Essa é a ideia, tá certo? Agora aqui eu tenho um problema com aquela ideia de que Jesus foi pregar para os mortos, como alguns interpretam a descida de Jesus para a mansão dos mortos. Lembra que eu mencionei na semana passada? Permitam-me voltar aquele tema. a ideia do estado intermediário. Se você nunca ouviu falar nessa expressão, vou explicar. Estado intermediário é como muitos teólogos eh e e estudiosos da Bíblia interpretam o que acontece com os mortos depois da morte, eh, depois da sua morte, eh no que diz respeito à imortalidade da alma. Eles acreditam assim, explicando de uma maneira muito singular, porque há também variações nessa explicação. E desde a morte do primeiro ser humano, que foi Abel, até o último que morreu antes de Jesus render o espírito, todos que morreram desde Abel até o último, antes de Jesus render o espírito, eh eles estariam num estado intermediário. Deixa eu voltar para cá para explicar isso para vocês. Depois eu eu coloco de novo na tela. um estado intermediário. E por que que é chamado estado intermediário? Porque não é um estado definitivo. Esse estado intermediário é o sheol que eu falei na semana passada, tá certo? É o sheol, é o mundo dos mortos. E esse mundo dos mortos seria dividido entre os de Deus e os que não são de Deus. Todos no. Os que são de Deus estariam no paraíso, no cheolo. Então o cheolo seria uma parte do, perdão, paraíso seria uma parte do cheolo. Os que não são de Deus estariam já sofrendo horrores nesse momento. Sendo assim, quando Jesus morre, o espírito dele desce de acordo com essa crença até o Sheol e ali ele prega os espíritos em prisão. E a maneira como eles lêem aquele texto de Pedro, que eu já expliquei para vocês, refere-se a outra coisa, a Jesus através de Noé, falando lá no no dilúvio, mas diz que ele prega essas pessoas e aí ele permite que aqueles santos que estavam nesse paraíso tenham agora acesso à presença de Deus. E o paraíso, que então era um estado intermediário, agora tem um desdobramento. O paraíso agora é a contemplação de Deus. Significa que desde Abel, que morreu salvo até o último salvo, antes de Jesus respirar, nenhum salvo tinha a contemplação da presença de Deus, porque eles estavam num estado intermediário. Mas uma vez que Jesus morre na cruz e vai até lá resgatar essas almas, elas agora saem desse estado intermediário que elas têm agora acesso a estarem na presença de Deus, os mortos. Só que essa mesma ideia do estado intermediário, ela é confusa porque ela continua dizendo que até a ressurreição final todos estarão no estado intermediário. Percebeu? Bom, se todos estarão no estado intermediário, qual a diferença então de antes da cruz para depois da cruz? Aí eu volto agora na tela para você entender. Eles compreendem o seguinte, ó. Então, o Sheol ou Ades é o paraíso onde todos estariam ali, não é isso? Quando Jesus morre na cruz do Calvário, é a parte em vermelho aqui, ele desce ao Ades e tira do Ades as almas de todos aqueles que tinham sido salvos e os conduz à presença de Deus, ao paraíso. Ao paraíso. Só que mesmo essa presença de Deus ainda é provisória. Por isso a continuidade da expressão estado intermediário, porque só na ressurreição final, quando essas almas dos salvos receberem os seus corpos, é que elas poderiam estar na plenitude da presença de Deus e da eternidade, tá certo? Aí vem os outros elementos, a transferência e a consumação. É assim que os que acreditam na imortalidade da alma ensinam. Eu tenho várias dificuldades com isso que eu vou apresentar para vocês daqui a pouquinho. Eh, uma delas é essa. Bom, se a pessoa precisa da ressurreição final para estar na presença ativa de Deus, então aqueles que ressuscitaram com Jesus, eles receberam corpos, então eles não estão mais no estado intermediário. Fica sem sentido isso, porque se o estado intermediário dura até a ressurreição final e aqueles que ressuscitaram com Jesus já experimentaram a ressurreição final por ocasião ali da ressurreição do Senhor, então eles já estão na situação final. Como é que funciona o estado intermediário para eles? Segundo, se Jesus ao morrer leva até Deus Pai as primícias daqueles que ele salvou e de acordo com essa teoria imortalista, todos os que foram salvos no Antigo Testamento são agora apresentados por ele a Deus. Qual a necessidade das primícias? Qual a necessidade de ressuscitar apenas alguns, sendo que todos os demais estão na presença de Deus? É por essas razões que muit respeitosamente a doutrina do estado intermediário ela não faz muito sentido para mim porque raciocina se como ensina a doutrina do estado intermediário de Abel até o último que morreu antes de Jesus respirar na cruz, todos agora estão na presença de Deus porque Jesus deu essa oportunidade paraas almas deles quando os tirou lá do Sheol. Então, por que que ele ressuscitou alguns? Não faz sentido. Alguns já estão agora na presença de Deus em corpo físico, outros ainda são em espírito. Repito que isso não faz muito sentido. Eh, mas da onde que eu tirei, de onde você tirou, Rodrigo, essa ideia de que Jesus apresenta as primícias? Bom, de Primeira Coríntios, capítulo 15, versículos 20 a 23, onde Paulo fala: "Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem, cada um na sua própria ordem". Então veja bem, cada um na sua própria ordem. Primeiro Cristo, as primícias em segundo lugar, depois os que são de Cristo na sua vinda. Então aqui a Bíblia é muito clara. Primeiro ressuscita Cristo, depois as primícias, que são aquele grupo que ressuscitou com ele por ocasião da sua ressurreição, mencionadas em Mateus 24. E depois os que são de Cristo na sua segunda vinda. Então, até a segunda vinda de Jesus não haverá ressurreição generalizada do povo de Deus para a glória. E aqui não fala nada das almas daqueles que não ressuscitaram e que estariam já na presença de Deus. Fica estranho. Então você vê que a doutrina do estado intermediário coloca uma coisa que não está no texto. Hebreus capítulo 12 versículo 22 a 24 também fala aos espíritos dos justos aperfeiçoados e a Jesus mediador da nova aliança. É interessante que quando você vai para Hebreus 11:40 ali também fala que aqueles mortos do Antigo Testamento ainda não estavam aperfeiçoados sem nós. Mas tem um grupo agora mencionado como já estando aperfeiçoados. são aqueles que ressuscitaram com Jesus depois da sua ressurreição. Há alguns comentaristas do apocalipse que até presumem que quando você vai a Apocalipse capítulo 4 e você tem essa descrição aqui, olha, Apocalipse capítulo 4, quando fala do trono de Deus, diz o seguinte, eh, só um minutinho. Espírito do trono, quatro seres viventes. Aqui diz assim, olha, eh, hum, só um segundinho que ainda não é esse versículo que eu quero. Esmeralda, aqui, olha, ao redor do trono, perdão, não falei o versículo, né? Olha o verso 4. Ao redor do trono havia também 24 anciãos e neles estavam estavam sentados 24 anciãos vestidos de branco e com coroas de ouro na cabeça. Eh, a cena que João viu provavelmente era algo parecido com isso. Em torno do trono de Cristo, 24 anciãos vestidos de branco. E há muitos comentaristas do do livro do Apocalipse que chamam atenção para alguns detalhes. A Bíblia, eh, nunca anjo recebe coroa. Os que têm coroa, especialmente no apocalipse, são os redimidos. Anjo não tem coroa. Então, aqui eu estou falando de seres humanos. Eles são chamados de anciãos. Eles fazem parte do mesmo movimento de João, porque eh eles estão junto com João ali, eles consolam João, eles explicam para João alguma coisa, eles adoram a Deus. Então, é um grupo de seres humanos que está no céu. O número 24 não deve ser tomado como número literal, porque pode ser apenas um múltiplo do número 12, que na Bíblia é símbolo do povo de Deus. 12 filhos de Israel, 12 tribos de de Israel, 12 portas na Nova Jerusalém, 12 apóstolos de Cristo. Então, 12 é o número do povo de Deus, tá certo? 144.000 é 12 x 12 x 1000. Então você tem 24, ou seja, um grupo do povo de Deus que já estava ali contemplado por João. E por isso, alguns comentaristas se perguntam se esses eh 24 anciãos não seriam aqueles que ressuscitaram e entraram com Cristo na presença de Deus. Então, alguns presumem que os que ressuscitaram com Cristo são os 24 anciãos mencionados aqui, tá certo? Eh, agora você fala assim: "Tá bom, Rodrigo, mas por que que você não acha que os demais que morreram, que não fazem parte desses que ressuscitaram com Jesus, não estariam agora na presença de Deus?" Como é que a gente pode explicar isso? Então, vamos lá. Para entender o estado das pessoas da morte, o que que acontece com elas, o que que a Bíblia ensina? E esse pensamento não é só meu, só da igreja a qual eu pertenço, não. Tá bom? Hans Wolf é um que que fala muito a respeito disso, Oscar Kuman, Clark Pinock, que são autores protestantes de larga envergadura. Ah, no ramo católico nós temos, por exemplo, Pouso, embora ele não defenda isso, mas tem todo um tratado de Pouso muito interessante. É um, acho que ele é jesuíta, já faleceu, ele era espanhol e ele faz todo um tratado a respeito da da imortalidade da alma na no catolicismo. E ele também acentua que na teologia católica tem realmente uma discrepância, porque se o credo diz: "Creio na ressurreição da carne", então se as pessoas já estão hoje na presença de Deus no céu, qual a necessidade da ressurreição da carne? Uma coisa parece anular a outra. Se todos nós já depois da morte vamos imediatamente pro céu, pro paraíso, para estar na nova Jerusalém, com os anjos, com os santos, com os entes queridos que a morte levou, se imediatamente fomos pro céu depois disso. Então, não há necessidade de no final Deus ressuscitar os salvos que morreram, porque já estão com ele. Não faz sentido. Ou você acredita na ressurreição da carne ou na imortalidade da alma. Porque se a imortalidade da alma não precisa da carne para poder estar na eternidade com Deus, então fica desnecessário. Não há explicação teológica que dê conta de qual o porquê da ressurreição. E e qualquer explicação é fadada ao fracasso. Porque se alguém falar o seguinte: "Não, mas é porque é o seguinte, enquanto os nossos corpos não forem ressurretos, a nossa alma não ficará completa, tá? Mas então quer dizer que você já pode estar na presença de Deus de uma maneira incompleta? E onde é que está a base bíblica disso? Que a alma sem o corpo está incompleta. Você vê que são inferências sobre inferências. Então vamos começar lá do Gênesis para entendermos qual é a antropologia que a Bíblia apresenta, ou seja, qual é a a receita do ser humano de acordo com a Bíblia. Quando você vai no livro do Gênesis, que fala o modo como Deus criou o homem, eu vou ler aqui na na tradução em português, depois vou falar desses termos em hebraico, ah, que que aparecem aí. A Bíblia diz assim, Gênesis capítulo 2, Gênesis capítulo 2, versículo 7. Então, o Senhor Deus formou o homem do pó terra. Então ele formou o homem do pó da terra, ele soprou nas narinas o fôlego de vida e o homem se tornou alma vivente. Então Deus formou o homem yadá ou yatsá. Deus forma o homem yatsá do pó da terra, sopra nas narinas o fôlego de vida e o homem se torna um alma vivente. Se eu pegar os termos hebraicos que aparecem aqui e jogar na tela, seria o seguinte. Olha, pó da terra. Tá certo? Pó da terra, a far. Então você tem a palavra far, pó da terra. Você tem a palavra fôlego de vida, a nichmatim, fôlego de vida, nmatim. Aí o homem se torna alma vivente. Nefes raiá. Ficou confuso. Então talvez essa ilustração vai me vai facilitar para você. Imagina uma lâmpada. Se a lâmpada tem a junção da energia elétrica, lâmpada mais energia elétrica é igual a luz. Entendeu a comparação? Lâmpada mais energia elétrica é igual a luz. Se eu tirar energia elétrica, eu não tenho luz. Se eu tirar a lâmpada, eu não tenho luz. A luz é o resultado da junção da lâmpada com a energia elétrica. Agora eu volto no slide anterior. Pó da Terra. Mais fôlego de vida é igual à alma vivente. Se eu tirar o pó da terra, não tem alma vivente. Se eu tirar o fôlego de o fôlego de vida, não tem alma vivente. Então, nota que o homem não é, ele não tem uma alma, ele é uma alma. Perceba que ele é uma alma vivente. Ele é uma alma vivente, que é o resultado da junção do pó da terra mais do fôlego de vida. O pó da terra é o corpo, o fôlego de vida é o ar que nós respiramos que vem de Deus. E a junção dos dois é que gera alma vivente. Então, diferente do que diz a cultura popular, a alma vivente não é um fantasminha que vive a poro do corpo. Porque assim como a luz só surge de lâmpada mais eletricidade, a alma vivente é o resultado de fôlego de vida mais pó da terra. Se o pó da terra, se se a pessoa não tem o pó da terra, que é o que é o, o corpo, ele não pode ter ser alma vivente. Então o Gênesis já fala que a alma é o resultado dessas duas coisas. Tanto é que no Novo Testamento várias vezes eh usa a expressão assim: "As almas que ali estavam e na nenhuma situação espírita são as pessoas". Alguém pode talvez a a eh abjetar minha minha afirmação dizendo: "Não, mas várias vezes na Bíblia apresenta assim: "A minha alma tem sede do Deus vivo". Como se a alma fosse algo dele. Mas lembre que o hebraico bíblico, uma palavra tem vários significados. A palavra nefash pode significar alma, pode significar eh garganta, pode significar pessoa, pode significar vida. Vida. Então, quando fala: "A minha alma tem seja do Deus vivo, a minha vida". Mas no Gênesis, a alma vivente, ela é o resultado desses dois outros elementos de Deus que são que são misturados, tá bem? E tem várias passagens na Bíblia que deixam entender que os mortos não podem estar ainda na presença beatífica de Deus, exceto aqueles que passaram pela ressurreição, como é o caso daqueles que morreram e ressuscitaram com Jesus ali, de acordo com o Evangelho de Mateus. Olha essa passagem de Eclesiastes, capítulo 9, versículo 5 e versículo 10. Os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma. Tudo o que a tua mão encontrar para fazer, faz-o com todo o teu poder, porque não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria no cheolo para onde tu vais. Então você vê aquela ideia do estado intermediário que as almas estão conscientes no cheolo, não faz sentido à luz de Eclesiastes. Ah, outra passagem que eu poderia mencionar para vocês é o Salmo 146, verso 4, que diz: "Parte o seu espírito e ele volta ao pó". Naquele mesmo dia perecem todos os seus pensamentos. Muita gente lê essa passagem do Salmo, falou o seguinte: "Olha, quando o Espírito para Deus, então significa que nós voltamos conscientemente para Deus". Mas olha o que que o Salmo fala. Quando o espírito sai do corpo, parte o seu espírito, ele volta ao pó e naquele dia morrem todos os seus projetos. Ele não tem mais nada para executar. Eh, o Salmo 115:17 também reforça: "Os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem ao silêncio, tá certo? Os mortos não louvam ao Senhor, nem aqueles que descem ao silêncio. Então, eh, nesse sentido, eu posso dizer para vocês que não faz e eh senso para mim dizer que as pessoas estão na presença de Deus, nem na época do Antigo Testamento, nem hoje. Vamos ler mais algumas passagens da Bíblia para não ficar preso apenas algumas. Olha que curioso, como que o Novo Testamento sempre fala da morte. Aí eu retomo aquela fala minha lá no início do eufemismo. É uma dormição. O nosso amigo Lázaro dorme, disse Jesus, mas vou despertá-lo. Jesus lhes falou da morte de Lázaro. Primeiro Tessalonicenses 4:13 e 14. Não queremos, irmãos, que ignoreis a respeito dos que dormem. Os mortos são chamados os que dormem. Daniel 12 verso 2. Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão. Atos 7:60 e depois o 13:36. Eh, Estevão adormeceu. E quando fala de Davi, Davi, depois de servir a sua geração, adormeceu. Então, veja que a Bíblia sempre compara a morte a um sono. E olha que interessante essa questão de Davi. Quando você vai pro Salmo 2 versos 29 a 34, na pregação ali é dito o seguinte, irmãos, na pregação de Estevão, irmãos, é me listo dizer com franqueza a respeito do patriarca Davi, que morreu e foi sepultado, e o seu sepulcro está entre nós até o dia de hoje. Porque Davi não subiu aos céus. Raciocine comigo. Davi não subiu aos céus. De acordo com a doutrina do estado intermediário, Davi, ao morrer, teria sua alma num estado intermediário consciente até que Jesus fosse ali e o resgatasse para o paraíso. E ele continua no paraíso hoje, na presença de Deus. Só que a Bíblia fala que Davi não subiu aos céus. Se ele não subiu aos céus na época em que Estevão estava falando, nessa época Jesus já tinha morrido e ressuscitado. A suposta ida dos mortos do Antigo Testamento para a presença de Deus já teria acontecido de acordo com a teologia do estado intermediário. Mas a Bíblia fala: "Davi não subiu aos céus. A sua sepultura tá conosco até hoje. Sendo assim, para mim não faz sentido a questão do do estado intermediário, tá bom? Eh, apenas para vocês entenderem um pouco essa essa dinâmica, como é que ela funciona e porque eu acredito que as pessoas quando elas morrem, elas dormem no pó da terra até a segunda vinda de Cristo. Porque é estranho, Paulo fala que nós não vamos preceder os que dormem se Deus permitisse que uns entrassem na glória antes dos outros, exceto aquele caso excepcional dos que ressuscitaram com Jesus, que ali está na Bíblia. Eh, seria uma coisa complicada. Imagine uma uma mãe piedosa, cristã, que morreu de câncer e deixou o marido viúvo com suas filhinhas e essa mulher estaria agora na presença de Deus. Mas como é que ela vai estar curtindo a presença de Deus vendo a família dela sofrendo aqui na terra? Não faz sentido. Uma vez que eu coloquei isso numa palestra, alguém objetou dizendo assim: "Olha, eh, mas você tem que entender que na presença de Deus ela não tem memória das coisas que acontecem aqui." Bom, se ela não tem memória das coisas que acontecem aqui, então significa que ela tá na presença de Deus, mas ela não tem nem noção do pecado. Como é que ela vai ter noção do que é eternidade, a redenção se ela não tem memória das coisas daqui? Não faz sentido isso. Você sabia que os primeiros cristãos foram os que deram para o lugar dos mortos o nome de cemitério? Pode pesquisar depois no numa I numa enciclopédia. Você vai ver a palavra cemitério, coemité em grego, significa dormitório. E esse nome foi o nome que os primeiros cristãos usaram para se referir ao lugar dos mortos. dormitório. Os pagãos que acreditavam em mortalidade da alma chamavam de necrópolis. Falar necrópole, cidade dos mortos ou catacumba, né? O lugar onde lá lá embaixo foi um apelido que eles deram pros túmulos cristãos, mas os cristãos mesmos chamavam de coemitérium, dormitório. Aí a pergunta que eu faço é: por que os cristãos chamariam de dormitório o lugar dos mortos se eles eh eh não entendessem a morte como um sono? Aliás, aquela passagem que eu li para vocês também de eh Tessalonicenses, ela é curiosa também, porque quando Paulo fala eh do estado dos mortos na na vinda do Senhor, ele coloca de maneira muito clara primeira eh Primeira Tessalonicenses 4, versículo 13. Irmãos, não queremos que vocês ignorem a verdade a respeito dos que dormem, para que não fiquem entristecidos como os demais que não têm esperança. Pois se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim Deus também, mediante Jesus trará na companhia dele os que dormem. E pela palavra do Senhor ainda lhes declaramos o seguinte: nós, os vivos, os que ficarmos até a vinda de Jesus, de modo nenhum precederemos os que dormem. Porque o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo ressoada a trombeta de Deus, descerá do céu e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Numa outra passagem, Paulo fala o seguinte: "Porque será como num abrir e fechar de olhos ao soar da última trombeta, um abrir e fechar de olhos". Então, para quem morreu, ele pode ficar dois dias morto antes de Jesus voltar ou 700 anos morto antes de Jesus voltar. Para ele vai ser um abrir e fechar de olhos, uma piscada. Ele não vai sentir o tempo passar porque ele tá inconsciente e assim todos entraremos na glória de Deus para sempre. Agora tem uma passagem que ela parece contradizer tudo que eu falei. Ela está em Lucas, capítulo 16. É uma parábola curiosa que é a parábola do rico e Lázaro ou o rico e o mendigo. Lucas capítulo 16 verso 19 em diante diz assim: "Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que se alegrava todos os dias com grande ostentação havia também certo mendigo chamado Lázaro, coberto de feridas, que ficava deitado à porta da casa do rico. Ele desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico, e até os cães vinham lamber-lhe as feridas. E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para os junto de Abraão. Na no grego traz para o seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado no inferno. Estando em tormentos, o rico levantou os olhos e viu ao longe Abraão e Lázaro junto dele. Então, gritando, disse: "Pai Abraão, tenha misericórdia de mim e mande que Lázaro molhe a ponta do dedo em água e me refresque a língua, porque estou atormentado nesse fogo." Mas Abraão disse: "Filho, lembre-se que você recebeu os seus bens durante a sua vida, enquanto Lázaro só teve males. Agora, porém, ele está consolado aqui enquanto você está em tormentos. E além de tudo, há um grande abismo entre nós e vocês, de modo que os que querem passar daqui até vocês não podem nem os de lá passar para cá." Então o rico disse: "Pai, eu peço que mande Lázaro à minha casa paterna, porque tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para esse lugar de tormento." Abraão respondeu: "Eles têm Moisés e os profetas, ouçam-nos". Mas ele insistiu: "Não, pai Abraão. Se alguém dentre os mortos for até lá, eles irão se arrepender." Abraão, porém, lhes respondeu: "Se não ouve Moisés e os profetas, também não se deixarão convencer, mesmo que ressuscite alguém dentre os mortos. Uau! Isso aqui parece ir na contramão de tudo, tudo que eu falei para vocês, mas vamos por partes. Mesmo teólogos que ah defendem a imortalidade da alma, como Bruce, que eu podia mencionar aqui, ah, para mencionar os os evangélicos, ou Fitz Maia para representar os católicos aqui, que é um especialista no Evangelho de Lucas. Eh, esses teólogos e outros que eu poderia mencionar admitem que essa parábola não pode ser colocada como uma fundamentação da doutrina da imortalidade da alma por várias razões. Primeiro porque ela vai na contramão da imortalidade da alma, como ela é defendida por aí. Quer exemplos? Quando o rico suplica Abraão assim: "Ó pai Abraão, manda que Lázaro com a ponta do seu dedo toque na água e me refresque a língua. Isso é tátil. Dedo, água, espírito, não tem dedo, não tem língua para não tem esse negócio de toque na ponta da minha língua. Esse tocar é algo concreto, como esse celular aqui, ó. Tá certo? Ó, toque na ponta da minha língua. Isso não faz sentido para uma leitura imortalista, porque não teria como um espírito tocar noutro espírito. Eh, segundo dá, se eu for levar o pé da letra essa parábola, eu tenho outra dificuldade aqui. Significa que aqueles mortos que estão na presença de Deus, eles conseguem ver os ímpios do outro lado já agora e os ímpios o tempo todo, o que também não faz sentido. Eh, como é que a gente interpreta isso aqui? alguma algumas coisas têm chamado atenção do dos acadêmicos. Uma delas é justamente o início dessa parábola. Sabe por quê? O meu primeiro doutorado foi sobre o evangelho de Lucas. Eu estudei muita coisa sobre Lucas e uma coisa que chamou atenção é que em todas as parábolas de Jesus em Lucas há um preâmbulo mais ou menos assim: "Então passou Jesus a falar-lhes por parábolas, dizendo, então Jesus proferiu uma parábola dizendo. Então Jesus disse aos seus discípulos e assim por diante." Quer ver? Eh, deixa eu pegar aqui aqui, ó. Por exemplo, capítulo 18. Jesus lhes contou uma parábola para mostrar como deveriam ir. Então, Jesus contou uma parábola. Eh, no outro diz assim, deixa eu pegar uma outra parábola qualquer para ele, eh, para vocês aqui. Olha, eh, Jesus continuou, certo homem tinha dois filhos. Antes de falar, Jesus continuou, fala assim: "Eh, Jesus lhes contou esta parábola, dizendo: "Qual dentre vós é o homem?" A única parábola do Evangelho de Lucas que não tem essa introdução indicando que Jesus contou foi essa aqui. Ela começa seca, ela não tem aquele preâmbulo esperado. E Jesus proferiu-lhes uma parábola dizendo: "E Jesus, para ilustrar o reino falou isso. Não, nenhum ou continuou Jesus vem seco. Ora, havia certo homem rico." Isso chamou atenção de vários exegetas. Por que que é o único lugar onde a parábola não tem uma introdução de autoria de Cristo, de fala de Cristo? A explicação provavelmente vem de uma tese defendida por esse cavaleiro aqui, Hugo Grassman, alemão, erudito em Novo Testamento. E ele fez uma pesquisa muito bem feita e essa pesquisa ainda está valendo até hoje acerca de um papiro egípcio. Eh, vou mostrar para vocês esse papiro aqui. Olha esse papiro egípcio, mas há outras versões da história que eu vou contar para vocês. E esse papiro egípcio, ele tem muitas semelhanças com a parábola do rico e Lázaro. E Hugo Grassman percebeu essas semelhanças. Eh, ele então publica essa análise e esse papiro egípcio ele dá seria um conto egípcio datado de aproximadamente do so século antes de Cristo, mas ele é um manuscrito do primeiro século antes de Cristo, uma cópia, não é? E é um conto de um egípcio chamado Setné. e o seu filho si o eh Siri de Memphis, que narra a história de um mendigo que morre morre sem honras e um rico que é sepultado com pompa. E lá no além tem a inversão de valores. Então, a história dele é o seguinte, eh, o Siri, um dia estava pro pai dele, era um menino muito bom, eh, o filho único e tudo mais, muito sábio. E o pai dele um dia estava com ele num lugar lá e viram duas pessoas sendo sepultadas, um rico cheio de pompa, vestido de linho finíssimo, que é uma expressão que aparece aqui também fala do rico que vestia de púrpura e linho finíssimo, a mesma expressão. E o pobre foi jogado numa valeta sem nenhuma, nenhum elogio, sem nenhuma eh eh emoção, nada. Aí o o pai virou pro filho, o o Sebne, e fala assim, Setne fala assim: "Tá vendo, meu filho? É bom ser rico o máximo que você puder e honrado pelos homens. Porque se você for rico e honrado pelos homens, você continuará sendo honrado na sua morte. Mas você não se preocupar em ajuntar dinheiro, em ter sucesso, prosperidade, você não vai ter nenhum respeito na vida, nem na hora da morte que eles te jogam no buraco. Aí o filho vira pro pai e fala assim: "Não, pai, o senhor tá enganado. Por que que o senhor não não vem comigo até Amduat, que é o reino dos mortos?" Aí aquele texto egípcio começa a dizer que agora o Pai desce para o reino dos mortos. E quando ele chega lá diante de Osires, diante dos deuses egípcios, ele vê que o papel inverteu. Ele vê que aquele rico estava sendo atormentado, enquanto aquele pobre estava sendo aplaudido. Aí o pai desesperado volta e comenta com o filho dele que é o parente. Esse detalhe é importante. Meu filho, que bom que você me alertou como é no mundo dos mortos, que é diferente do que a gente vê aqui. Temos que ensinar isso para toda a nossa família. Aí você percebe muitas semelhanças entre essa história egípcia e a parábola de Jesus. A hipótese de Hugo Grassman Daisman também falou alguma coisa nesse respeito, é que esta e outras histórias parecidas circulavam no Egito Ptolomaida. Verdade. Tem muitas histórias parecidas ali. Essa não é a única não. Até uma crítica que fizeram a Hugo Grassman, que tem alguns detalhes dessa história que a parábola de Jesus tá contradizendo, mas não que a parábola de Jesus se baseia nessa história específica, mas talvez numa cultura que havia na época, especialmente em Memphes em Alexandria. E de Alexandria, dos cinco bairros que havia em Alexandria, dois eram de judeus. Então, Hugo Grassman acredita, Daisman também, que muitos judeus herdaram essa essa lenda ali em Alexandria e trouxeram para Jerusalém. De modo que havia também na época de Jesus muita gente que ganhava o coração dos dos das pessoas com supostas idas ao mundo dos mortos. Talumaturgos faziam demais isso. Eles consultavam mortos e diziam ter tido uma viagem mística ao mundo dos mortos. Alguns colocavam que entraram no barco do caronte a semelhança de Heracles, que foi até ao mundo do inferno lá e enfrentou o cébero e viu como era as coisas. Então essa história eh eh havia e Jesus então não tira uma parábola de si mesmo, mas ele repete uma história popular que havia. E repito, essa interpretação não é minha, não. Tem muito teólogo de várias confissões religiosas que afirmam isso. Jesus estava esboçando nessa parábola um conto recorrente na comunidade que ele vivia, que muitos judeus acreditavam na imortalidade da alma. Lembra que quando Jesus veio andando nas águas, os discípulos gritaram pensando que era um fantasma. E sendo assim, qual que é a ideia que nós temos? Eh, Jesus aplica aqui uma técnica rabínica interessante que ele repete a tese da pessoa e muda o final para mostrar a incongruência do argumento. Jesus muda a parábola no final. pel fato de não ser uma das suas parábolas, aí justifica o fato de ter começado, ora havia um homem, mas Jesus muda, porque nas outras versões o sujeito volta do do mundo dos mortos para contar o que acontece ali, mas na versão de Jesus não. Ele fala: "É impossível que alguém volte." E quando o sujeito, não, mas deixa eu voltar para falar paraos meus parentes a semelhança de Setney, que voltou para conversar com o filho dele sobre o mundo dos mortos, aqui é impossível voltar. E a ênfase de Jesus é: eles têm a lei e os profetas que os ouçam. Eles têm a lei e os profetas. A lei e os profetas eram nas escrituras na época de Jesus. É o que chamamos de Antigo Testamento. Porque se eles não ouvem a lei, os profetas, isto é, se eles não ouvem o Antigo Testamento, nem que se alguém vier dentre os mortos vai convencê-los. E talvez a lição de moral disso para nós hoje é: ora, se você não estudar a Bíblia, você vai se converter. É pelo testemunho de alguém que diz que falou com os mortos, foi até o mundo dos mortos e voltou. Você tem a Bíblia, é a Bíblia que basta. Não, uma mensagem psicografada ou o testemunho de alguém que falou que foi ao inferno e volta pregando como é que ele viu as pessoas lá no inferno e voltou, que ele teve no inferno, que ele viu os mortos. Jesus falou: "Não, eles têm a ler os profetas, porque se eles não se convertem por esse livro, eles não vão se converter pelo testemunho de alguém, um taumaturgo, que foi lá ao mundo dos mortos e voltou". Tá certo? É essa a explicação que nós temos da parábola do rico e Lázaro. Ela não defende mortalidade da alma. Eh, eu tenho mais um assunto aqui para passar para vocês. Se vocês estão gostando, então deixa o seu comentário aí. Que que você tá achando das explicações, se elas estão claras, se você tá conseguindo acompanhar com a Bíblia, tá anotando e se você quer mais explicações bíblicas, você quer aprofundar mais no texto, eu vou convidar você a fazer parte dos meus alunos da plataforma Bíblia comentada. Já está aqui na descrição do vídeo como é que você pode se inscrever, tá certo? E tem, olha, tem mais de 400 aulas ali. Há outros teólogos que participam, nós explicamos a Bíblia, você vai conhecer a Bíblia e todos os dias eu tenho um estudo bíblico de 5 a 8 minutos adequado à sua realidade. Então, se você não tem muito tempo, não se preocupe, porque nós temos algo de acordo com o pouco de tempo que você tem. Então, seja meu aluno na Bíblia comentada, não é caro, não é difícil de participar e você vai ter uma enciclopédia teológica. Aí a última explicação que eu quero dar hoje é com relação a outra passagem que também parece ir na contramão do que eu ensinei sobre a imortalidade da alma. Do que eu ensinei não do que eu li na Bíblia, né? Porque eu só li o que estava no texto. Se a Bíblia fala que os mortos não sabem coisa nenhuma, como eu falei, que eles dormem até a volta de Jesus, como é que eu explico Lucas 23:43? Quando Jesus disse ao bom ladrão, dito bom ladrão, né? Eh, em verdade lhe digo que hoje você estará comigo no paraíso. Esse aqui é um texto que muita gente levanta. Olha, Jesus prometeu que naquele dia ele levaria o ladrão para pro paraíso consigo. Como é que a gente explica essa passagem então da promessa de Jesus ao ladrão na cruz? Vamos estudar aqui essa questão. Isso por coincidência foi o tema da minha tese de doutorado eh na Universidade Católica, tá bom? Quando eu eu fiz ali sobre Lucas 23:43. Para explicar para você isso aqui de maneira muito simples, eu vou relembrar o que eu falei da pontuação no texto antigo. Lembra que eu falei que o texto grego não tinha pontuação nem o hebraico? Então em grego você lê assim: Ameno semeron metemu metremu entito, traduzindo em verdade ou amém. Amém. Em verdade e te digo hoje, comigo estarás no paraíso. Lendo assim, essa frase admite duas leituras, igual lá atrás ilustrei, né? Matar o rei não é pecado. Matar o rei não é pecado. Eu posso ler letra A. Em verdade te digo hoje. Hoje eu te digo, tu estarás comigo no paraíso. Ou em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso. Na primeira leitura, Jesus estava o o Semeron, que é a palavra hoje em grego, estaria enfatizando o dito de Cristo. Hoje eu te digo, você estará comigo no paraíso. Na segunda leitura, Jesus está prometendo que naquele dia eu sujeito iria pro paraíso. E antes de você falar, Rodrigo, você tá forçando o texto. Essa primeira leitura, ela é ridícula em primeiro lugar porque é um pleonasmo. Se eu tô falando, é lógico que é hoje. É a mesma coisa de falar descer para cima, subir para baixo, eh não, perdão, subir para cima, descer para baixo, sair para fora. Não faz sentido isso. E em segundo lugar, você também pode, eh, eh, responder dizendo que aqui no texto, pelo menos na tradução em português, tá? Em verdade lhe digo que hoje estará no paraíso. De trás para frente, a primeira questão é que esse Q que está aqui na tradução Nova Almeida atualizada em várias bíblias, ele não está no original. No original está amen, em verdade. Soi a ti, leo a ti, digo Semeron hoje. Met eu, não tem a preposição roti. Aí não está amenso e lego roti semeron. Se tivesse o rotier, realmente não tinha escapatória. Em verdade digo que hoje se trata de um paraíso, mas no grego não tem sequ. Ele foi colocado pelo tradutor. E a pontuação também é de de cunho do tradutor, não faz parte do original. O original está a dúbio, tá certo? Aí você pode falar: "Tá, então como é que a gente pode e eh entender isso? Eu vou mostrar para você primeiro as cópias que nós temos de de Lucas. E nós temos uma coisa interessante, eu até anotei na minha tese aqui dos 351 manuscritos gregos que nós temos de Lucas, 348 mantiveram o texto sem pontuação, ou seja, dúbio, dúbio. Mas nós temos pelo menos três testemunhos gregos e sete versões antigas que se posicionaram sugerindo uma leitura que resolva essa anfibologia. Isso aí. E vamos ver quais são esses manuscritos. Primeiro lugar, você tem o Códex Vaticano, que é um texto do quto século, que ele parece que resolveu a a leitura. Tô colocando apenas aqueles que se posicionaram diante de leitura. o ciríaco curatoriano que traduz inequivocamente: "Amém, eu te digo a ti hoje que estarás comigo no jardim do Édenem". sem ambiguidade. Então veja o Códex Vaticano que vou mostrar para você, dá a entender que em verdade digo hoje. Ponto, tu estás comigo no paraíso. O síco curatoriano, eu te digo hoje a ti, você estará comigo no paraíso. E de eh versões antigas, nós temos pelo menos três versões que oscilam na pontuação. E a três escolha. O que que é escolha, Rodrigo? São anotações que ficam à margem de manuscritos bíblicos que eh não afirmam, mas testemunham a possibilidade da leitura. Em verdade digo, hoje tu estarás no paraíso. E não que hoje estarás no paraíso. E os pais da igreja também temos João Cassiano, eh, Ezíquio de Jerusalém, Teofiláquio, Dionísio e outros mais que registram ou discutem a leitura que liga Semeron ao verbo de fala. Antes que alguém depois fala assim: "Rodrigo, está sendo desonesto academicamente, porque muitos dos pais da igreja que ele cita aí, eles defendem a leitura que diz que o ladrão foi pro paraíso naquele dia." Isso é verdade. Mas eu não estou tomando esses pais da igreja que eu registrei para falar que eles defendem essa leitura que eu estou apoiando. Eu digo apenas que eles admitem que na época dele deles havia pessoas que liam como eu estou propondo que se leia hoje, tá certo? Essa que é a minha argumentação. Então, como eu falei, os manuscritos são vagos. Tem um manuscrito também do século X, é o 319, que ele também pontua como eu sugiro. Aí já tem pontuação nesse manuscrito bíblico, tá bom? É verdade. Te digo hoje que tu estarás no paraíso e não que hoje estará no paraíso. É um esse manuscrito eu não peguei tanto na minha tese de doutorado porque era um manuscrito tardio, media no final da Idade Média, início da Idade Moderna já século XV, século X aproximadamente. E nós temos alguns textos até vou contar para vocês uma coisa que na minha tese eu falei de um jeito, mas um colega teólogo falou: "Olha, acho que você tem que voltar isso aqui. Eu apresento na na tese, entre os manuscritos que pontuam o texto, eu cito o Codex Bez do sexto século pontuando o texto contrário àquilo que eu estou defendendo." Então eu tenho o manuscrito tá aí na tela para vocês e embaixo eu tenho escrever em grego porque eu não vou conseguir ler aqui em cima sem óculos. Tá escrito assim, ó. De ró a de ró. Porém ró Jesus é o nome de Jesus. Está abreviado. E pen disse ao ele to e e plonti ao que estava ao seu lado. Tarse coragem. Semeron hoje met emuent paraitsu. Aí muitos comentaristas entendem que a tradução seria: Disse porém Jesus a ele o que estava ao seu lado. Coragem, porque hoje você estará comigo no paraíso. Mas um colega falou assim: "Olha, já que não tem a partícula aqui, você pode ler de outra maneira. Coragem hoje, coragem hoje". É como se fala assim, aguenta mais um pouquinho, você estará comigo no paraíso. E esse manuscrito não estaria necessariamente defendendo a a outra leitura. é uma possibilidade, mas também não posso. Eh, há alguns também que argumentam assim: "Olha, quando você fala do do ciríaco eh curetoniano, de fato, ele diz eh em verdade te digo hoje, ponto. Você estará comigo no jardim do Éden, mas você tem que contar para as pessoas também que tem um outro ciríaco sinaítico que traz a versão que você não aprova. É verdade, ele é mais antigo que o círíaco curetoniano. Só que eh aqui tá até como é que ele diz? Eu como não se lía eu precisei de uma transliteração. Seria amen ou amar. Digo aná. Eu digo eu. Lac. Ati. Ati. Diam. Diam. que hoje a mi comigo comigo ter bada da hoje você estará no paraíso. Então qual que é o problema aqui? Deixa eu contar para vocês. Eu tenho que ser muito honesto com as falas. Eu tenho dois manuscritos sííacos antigos do quto ou 5inº século, embora eles possam ser eh copiados de um manuscrito do segundo século. Um manuscrito ciríaco eh mais antigo diz: "Em verdade te digo que hoje você vai estar no paraíso". No outro diz: "Em verdade te digo hoje que você estará no paraíso." Percebeu a diferença? Eh, então muita gente fala: "Olha, o mais antigo é que deve ser levado em consideração, mas isso é um erro, porque a gente sabe que em crítica textual não necessariamente o manuscrito mais antigo é o mais correto. E em segundo lugar, eu tenho um livro aqui de Bruce Metzger, o texto do Novo Testamento, onde ele analisa esses textos e ele fala que embora o texto chamado sinaítico, que é um texto sííaco mais antigo, ele ele seja mais antigo do que o outro, em muitos lugares o curetoniano, que defende aquela leitura que eu estou colocando, ele está menos corrompido do que o primeiro. tá aqui na página na página 96 e 97 do livro The Text of the New Testament de Matsge. Então, a gente tem essa questão aí que temos que levar em consideração, tá bom? Eu vou mostrar para vocês as duas fotos dos manuscritos aí. O que está à esquerda é o manuscrito sinaítico, o o síco sinaítico. E o outro é o ciríaco curetoniano, que tem esse nome por causa de cureton, que era o o sujeito que o descobriu. Aí a gente tem o códex sinaídico escrito em grego, que é outro, e ele não tem pontuação. Esse pontinho vermelho que tá aí, eu não sei porque que ele apareceu na hora que eu copiei a a a imagem, mas não liguem para ele, não. Olha que tá tudo escrito, escripto contínua, não tem separação entre as as palavras. Então esse texto ele não me ajuda em nada a decidir qual a melhor leitura de Lucas 23:43, porque ele e todos os demais 348 manuscritos gregos no Novo Testamento estão dúbios. Então eu só tô trabalhando com aqueles que realmente se posicionaram. Aí eu tenho o Códex Vaticano. O Códex Vaticano parece que se posicionou porque tão vendo onde está a setinha aí? Esse é um cdex do quarto século. Eh, na linha de cima tem aparecendo um C e um H. Tão lendo na linha de cima C e H. lá no finalzinho, na verdade, a palavra c e aqui na setinha meron, que é hoje em grego. Aí depois do semeron, tem um pontinho aí embaixo, a gente chama de hipostigme. Em grego, hipostigme é um tipo primitivo de pontuação que, embora os manuscritos não tivessem pontuação, parece que algum tipo primitivo já tinha ali em alguns manuscritos. Vou mostrar esse aqui mais ampla aqui. Olha aí. Sem meron. Aí tá em verdinho só para vocês verem onde tá o pontinho e em cima a mesma a mesma letra ampliado do Códex Vaticano. Então a leitura é: "Em verdade te digo hoje ponto. Tu estarás comigo no paraíso." É assim que esse texto define. Eh, eu usei inclusive esse essa argumentação na na minha tese, mas ela não é uma uma uma argumentação conclusiva. Ela é uma evidência que aponta pra leitura que eu estou falando, mas não é que eu provei agora, ela faz parte do conjunto. Ela me mostra que naquela época do quto século havia copistas que entendiam que a leitura correta de Lucas deveria ser: "Em verdade digo hoje tu estarás comigo no paraíso." E não o contrário. Mas eu tenho também falar com vocês que apareceu um argumento muito sincero, muito interessante e por não dizer sincero na internet de Itard Victor. não o conheço, mas eu li um artigo dele sobre isso, apareceu para mim na internet esses dias procurando e um artigo cheio de bibliografia, ele tá reagindo até a uma publicação adventista e foi um artigo respeitoso, isso é para mim a primeira coisa, acadêmico. E ele levantou uma lebre interessante que na época da minha tese eu nem tinha discutido isso. Ele levanta o seguinte, veja bem, dizer que aquele ponto ali do texto do Códex Vaticano é uma prova de que deveria que o o copista queria que o texto fosse lido desse jeito, como acabei de explicar, não faz sentido pelo seguinte: Aquele manuscrito está repleto de pontos em lugares errados. Por exemplo, essa passagem aí de cima é aquela passagem que eu li para vocês antes que fala que o véu do santuário rasgou de véu abaixo. E onde a setinha vermelha está mostrando, tem a palavra na que é santuário e meson. Se isso aí for realmente um ponto, uma pontuação primitiva, isso demonstra duas coisas. diz o Itart Víctor e ele tem razão no primeiro momento, demonstra que ou copista era analfabeto, ele só tava copiando sem saber o que tava copiando, sabe? Analfabeto, eu posso copiar japonês e não sei japonês, só vou copiando as letras, mas não sei o que tá copiando. É nesse sentido que pode parecer estranho, né? Copista analfabeto, você pode copiar as letras sem saber o que tá copiando, porque senão não faz sentido eu dizer assim: "Então, o vel do santuário se rasgou". ponto no meio. Não faz sentido realmente aquela hipótese ali no meio. E ele dá outros exemplos no artigo dele que eu também quero levantar para vocês aqui. Ele dá, eu vou só citar dois, mas ele dá outros exemplos. Aqui nós temos a palavra aromatá, que é a palavra aromas. E a setinha tá mostrando aí, ó, Roma. Aí tem um pontinho, tá? Aí ficou pior do que a primeiro exemplo, porque agora o ponto está no meio da sentença. Como é que eu poderia responder a essa observação do Víctor que num primeiro momento faz sentido? A primeira, eu vou dar essa resposta em dois níveis. A primeira delas é que nós temos que recordar que há várias passagens, por exemplo, em Romanos capítulo 7, capítulo 8, que mostram o hipóstigma colocado, os hipóstigma, que seria o plural, eh, em situação de pontuação coerente, várias. E quando você tem o hipostigma ou hipóstigme é o ponto embaixo, significa uma vírgula. Quando você tem o o stigme mese, é um pontinho no meio e o stigme teleia é um pontinho em cima indicando vírgula, ponto e vírgula e ponto final. Mas você pode falar: "Tá, Rodrigo, mas e os outros pontos que o Victor mostrou?" Aí eu vou eh chamar atenção para você para outros dois estudos perdão, voltei demais aqui sobre o o texto ali de eh do Vaticano. Houve pelo menos quatro redatores dele. E ao que tudo indica, cada redator que ouve do texto foi um revisor do texto anterior. E também no século XI, de acordo com alguns, outros colocam até no século X, houve uma outra revisão do texto. Então, em 2000, eh, Philipin e Paul Carn, que inclusive é da Biblioteca Apostólica, que tem uma original desse manuscrito que eu mencionei para você, eles realizaram um trabalho pioneiro, examinando diretamente o codice, porque na minha tese eu tenho a foto dele. Lembro quando eu fui fazer esse doutorado, deixa eu voltar aqui. Foi um você não sabe como é que foi eu rodando nas bibliotecas da Europa, inclusive na biblioteca do Vaticano, para conseguir essa cópia aqui no final. Olha aqui, foi uma luta para conseguir isso aqui. Eu tinha que entrar numa sala que tinha os manuscritos e fazer uma leitura ainda eh com uma umas fitas assim, uma coisa tremenda. Hoje eu não precisaria sair do Brasil para fazer essa tese, que eu tenho tudo em alta resolução na internet, mas o fato é que esses dois perceberam que eh existe um tipo de pontuação e algumas letras pela coloração são letras letras do manuscrito original do quto século e outras são acréscimos que foram feitos posteriormente. Eh, houve uma uma contestação, desculpa, ficou contextado, tem um erro de português aí, perdão. Houve uma contestação recente de Gordon Ali e outros autores, que também fizeram uma leitura eh com microscópio infravermelho de várias partes do manuscrito do Códex sinaítico. Eles dizem que esses eh textos são bem posteriores. Então, o que que eles notam? Estão vendo aí a letrinha capa? Tem dois pontinhos do lado dela. Aqui tem várias fotografias que eles tiraram e eles examinaram o tipo de tinta que estava ali e descobriram que tanto a tinta mais escura como a mais clarinha eram, tá vendo? Tem dois pontos aí do lado. Esses dois pontos indicam o seguinte, que o sujeito quando copiou isso, ele reconhecia que havia outros manuscritos bíblicos com outras leituras. Então ele só sinalizou ali com dois pontos do lado. E esses dois pontos não fazem parte do manuscrito original, mas foram feitos posteriormente, bem lá na frente, talvez 1000 anos depois, cerca de 1500 depois de Cristo. Eh, aqui nós temos duas imagens do manuscrito, uma imagem que você tem, como eu conseguiria fotografar na época, com as letras quase apagadas. E aqui uma imagem agora, eh, sem estragar o material, onde você vê um ômega em cima e um ôicro embaixo, onde o copista, olhe bem, tinha um manuscrito antigo, alguém depois pegou e passou uma tinta por cima das letras que estavam desbotando. Olha que interessante, as letras estavam desbotando. Então, alguém chegou e passou tinta por cima e também revisou o texto. E nos lugares que ele havia encontrado um erro, por exemplo, essa palavra aqui que eu não sei qual é porque tem e nor nor nor nor norra, né? Deveria ser com ômega e não com omicron. Então ele deixou o omôicron embaixo com a letra antiga, com a tinta antiga, já desbotando, e escreveu a correção em cima. Olha aqui outro exemplo que você pode ver. Olha aqui, olha as letras com a correção. Muito interessante esse trabalho. Essa foto para mim é a mais clara, porque você vê aqui, olha, correção. Por exemplo, a foto que tá na esquerda, você tem o éil que parece com e aí o T que tá em cima é a letra tal, corrigindo a letra teta. É uma revisão do manuscrito anterior. Entre a letra mais apagada embaixo e a de cima tem quase 1000 anos. Foi isso que o Gordon descobriu. Mas ele não apresentou necessariamente uma uma uma, como se diz, uma contradição do dos estudos anteriores. O que foi descoberto anteriormente é o seguinte, que aqueles dois pontos eram sinais de crítica textual. E os pontos que aparecem no meio das letras, que o Víctor falou: "Olha, eh, esses pontos aqui são pontuação errada, não eram pontuação." Nós temos pelo menos quatro hipóteses de quais, o que significariam aqueles pontos que aparecem no meio das palavras. Não parecem ligar nada a lugar nenhum. Parecem realmente um hipótigme, mas não são. Eles podem ser pontos para indicar hesitação na escrita. Quando o copista falou: "Pera aí que eu tô na dúvida como é que é. Eu vou botar um pontinho aqui para que depois o pessoal saiba que essa aqui eu tô na dúvida. Ele põe um ponto marcando aquilo ali ou tentativa de corrigir ou ajustar letras, mas ele ainda estava em dúvida. Olha, por exemplo, uma prova que pode ser tentativa de corrigir ou ajustar letras está no na imagem da da direita. Você tem um H, que é a letra ETA, H, o C, que é o sigma, e olha que o C tem um pontinho dentro dele, tem dois Cs, um sombreado ao outro, tá bem? dá indicar que alguém fez já uma correção no passado, mas um terceiro editor estava na dúvida, ele colocou um pontinho ali. Então isso não é um hipósterma. É isso que eu acho que eh eh nós temos que também entender, que não são pontuações aqui, são eh eh demonstração de dúvida textual ou ainda uma revisão feita pelo próprio escrito escriba ou por um corretor posterior. Sendo assim, eu interpreto que nós temos no manuscrito do Vaticano dois tipos de pontuações. pontinhos hipóstigma, que significam realmente pontuação e pontinhos que são apenas elementos de crítica textual. Eu tô na dúvida se a palavra é essa mesma, se como é que eu corrijo isso aqui. Eu ponho um pontinho ali ou um revisor, vai anotando o que que ele já revisou. Só isso. Aí você pode perguntar e como é que nós sabemos então quando o pontinho é realmente um ponto de de pontuação mesmo? ou como ele é apenas uma um sinal de crítica textual. Aí eu tenho duas maneiras de verificar isso. Letra A, verificar se aquele ponto está fazendo sentido numa pontuação ou se ele está no meio de uma palavra. Essa é uma essa é uma forma de diferenciar uma coisa com outra. E a segunda, lembrando que a pontuação é primitiva, se aquele ponto está vazado no tipo de de tinta que Gordon e outros autores interpretaram como sendo uma tinta posterior, ou se ele está vazado na mesma tinta original do quto século, que são pontos colocados em épocas diferentes, por mãos diferentes. É isso que o o o outro artigo que eu li, em que pese o meu elogio a estrutura do artigo, eu discordo respeitosamente. Existe uma carta do Vaticano muito interessante. Duas cartas foram mandadas pro Vaticano. Eu tenho a cópia das duas, mas só mostrar uma aqui. Essa carta foi enviada perguntando se o ponto que está em Lucas 23:43, ele é da tinta original ou da tinta posterior, quando o manuscrito foi reescrito, tá certo? Por cima. E a resposta deles é a tinta eh eh do ponto que aparece parece ser, veja que eles também não colocaram com a certeza absoluta no meu lado. Parece ser da mesma tinta do texto que foi feito no quto século. Na outra carta que eu acabei não colocando a cópia para vocês, eles são mais incisivos, é a tinta do quarto século. E o Philip ele também chegou à conclusão que naquele caso ali é a tinta do quarto século. E nos outros trabalhos de Gordon, isso aí não foi examinado. Então precisamos ainda de um outro exame agora com todos os pontos que aparecem no manuscrito. Eu também tenho que ser honesto que isso não foi feito. De modos que eu tenho uma prova absoluta para longe de qualquer questionamento que o que o Códex do Vaticano lê como eu estou propondo. Não, eu tenho um forte indício. Vocês entenderam? Eu não gosto daquela visão apologética, fal assim, não, isso aqui tá para além de qualquer refutação, só o idiota que não entende isso? Não, não. Eu estou sendo coerente com vocês. Eu tenho uma forte argumentação. Tanto é que eu ganhei um título doutorado defendendo isso aí, mas não é o único argumento que eu uso, nem é um argumento conclusivo para longe de qualquer questionamento, tá certo? Então, que mais que eu posso falar para argumentar se eu não puder, se eu não tivesse o o texto do Vaticano? Primeiro que várias vezes na Bíblia, no Novo Testamento, principalmente no nos Evangelhos, o hoje significa o dia da salvação. Jesus fala muito isso. Por exemplo, em verdade lhes digo, porque hoje se cumpriu essa escritura, hoje aconteceu isso, hoje entrou salvação nessa casa, hoje nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Então tem um elemento sotereológico ali. E quando alguns falam, tá, Rodrigo, é a questão do pleonasmo. Lucas é o autor do Novo Testamento que tem mais semitismos no seu texto. O que que é semitismo, Rodrigo? Quando ele escreve em grego, com caracteres próprios da língua hebraica e aramaica. Se você pegar o Antigo Testamento, especialmente o livro de Deuteronômio, você vai ver demais a palavra Semeron, ou melhor, Riom em hebraico, hoje usado como ênfase do verbo que está antes. Por exemplo, guardarás o o os estatutos e os mandamentos que te ordeno hoje, tá certo? que te ordeno hoje. Essas palavras que te ordeno hoje, sempre que eu te ordeno hoje, guardará os mandamentos e os juízos que te ordeno hoje para cumprir. Você tem várias vezes isso, não só no livro de Deuteronômio, mas em várias outras passagens. E o que que eu notei? Eu peguei todas as passagens do Antigo Testamento, onde o advérbio Semeron ou Rom estava entre dois verbos, todas as passagens. Depois eu peguei essas passagens e vi como a Septoaginta, uma tradução grega do Antigo Testamento, as traduzia. E notei que com exceção de dois ou três ocasiões, entre mais de 270 que essa condição acontecia, em todas as outras, o advérbio semmero, quando está entre dois verbos, ele sempre qualifica o verbo da antecedência. Isso está assim em várias passagens. Foi até uma regra gramatical que eu descobri do grego coinê. Quando o advérbo Semmeron aparece entre dois verbos, ele sempre qualifica o verbo anterior quando ele aparece de maneira dúbia entre dois verbos. Para evitar a anfibologia você teria que ter um roti aqui, um q que não existe. Todas as passagens, Deuteronômio, por exemplo, o mandamento que te ordeno hoje cumprirás. Não fala assim: "O mandamento que te ordeno hoje cumprirás. O mandamento que eu te ordeno hoje". Te proponho dois caminhos. Então, Lucas, tendo um tendo um antisemitismo, não, perdão, tendo um semitismo na sua palavra, em verdade digo hoje, reproduzindo as palavras de Jesus em aramaico. E tem mais um detalhe, aquilo que nós consideramos um pleonasmo, um vício de linguagem na nossa língua, no hebraico, é é elegante. Porque eu já vi gente argumentando assim, que bobagem. Verdade. Digo, hoje não faz sentido isso. Não faz sentido em português, mas no hebraico fazia. O hebraico é cheio de pleonasmos. Por exemplo, olha o apocalipse. Eh, para que para que como é que é? Todo aquele que eh ouvindo ouça. O espírito diz: "Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça." Olha que pleonasma. Aquele que tem ouvidos para ouvir, ora, ouvido não é para ver, ouvido não é para cheirar. ouvida para ouvir. Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça. Quando Jesus ressuscita Lázaro, no original tá assim: "Lázaro, sai para fora." Então, sempre é elegante usar o pleonasmo nas línguas hebraicas e aramaicas. E o Novo Testamento grego herda isso ao dizer: "Em verdade, digo hoje", como está no Deuteronômio. Então, eh, mas um último argumento que eu queria dar para vocês aqui é que quando Jesus eh aparece para Maria Madalena, ele fala assim: "Não me detenhas porque ainda não subi para o meu pai". Ora, se Jesus prometeu ao ao aquele ladrão, "Hoje estarás comigo no paraíso". quer dizer, na presença de Deus, mas ele mesmo só subiu ao Pai depois de ressurreto. Não faz sentido, então, a promessa na sexta-feira, porque se ele prometeu, hoje estás em paraíso, mas ele encontra Maria Madalena no domingo e fala: "Não me deten porque ainda não subi para o meu pai". Então como é que o ladrão foi e ele não? Se Jesus durante o intermédio entre a sua morte e ressurreição, foi até o Sheol e tirou as almas dali e as levou até a presença de Deus Pai, por que que ele falou com Maria Madalena? Eu ainda não subi para o meu pai. Outro detalhe, a palavra paraíso sempre aparece na Bíblia como a promessa futura. O livro de Hebreus, capítulo 11, fala dos santos que morreram sem obter ainda o cumprimento da promessa, mas pela doutrina da do estado intermediário, eles já teriam obtido o cumprimento da promessa, porque eles já estariam na presença de Deus. É por essas e outras razões que eu entendo que eh Jesus não prometeu pro ladrão que iria pro paraíso naquele dia. Jesus falou: "Em verdade digo hoje. Hoje eu te digo, você estará comigo no paraíso." Tá certo? E o que aconteceu com esse ladrão que morreu salvo? Bom, ele está dormindo no pó da terra até o dia da ressurreição, quando todos recuperaremos aqueles que estiverem mortos, recuperaremos a nossa consciência, estaremos para sempre com o Senhor. Agora, mesmo que você não concorde com isso que eu falei, tem uma coisa que eu acho que a gente pode ficar em como um acordo. Nós temos que estar no paraíso com Cristo. não aceito outro destino para mim e minha família, a não ser estar para sempre com o Senhor que eu tanto amo, o Senhor que eu tanto almejo ver. E eu tenho certeza que independente da sua confissão religiosa, da sua leitura da Bíblia, você também deseja ver Jesus. Você tem saudades do paraíso, não é? Então, nesse ponto, eu quero estar lá. Você também quer estar no céu comigo e com Jesus? Então, aceitemos a Cristo como nosso salvador pessoal, leamos a Bíblia, tenhamos a nossa convicção sempre com respeito por aquele que pensa diferente de nós. Deus abençoe você, um grande abraço e até o nosso próximo encontro. Ah, e não esqueça de se inscrever aqui no canal e também na plataforma Bíblia comentada. Eu quero estudar a Bíblia com você. Um abraço. Até lá.