POR QUE É TÃO DIFÍCIL ORAR? – SACHA MENDES
21/04/2026
POR QUE É TÃO DIFÍCIL ORAR? – SACHA MENDES
Mesmo sendo uma prática central da vida cristã, muitas pessoas encontram grande dificuldade em manter uma vida constante de oração. Mas por que algo tão essencial pode parecer tão difícil na prática? Neste video, Sacha Mendes aborda os desafios da disciplina da oração e explica por que tantos cristãos lutam para desenvolver uma vida de oração consistente.
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Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
Falando essas questões de problemas e dificuldades, é fácil a gente ver as pessoas tendo lutas para orar. Acho que o título é muito propício também. A luta da oração. Muitas vezes é uma batalha pra gente ter uma vida de oração e buscar o Senhor em oração. Mas quais são os motivos dessas dificuldades que as pessoas têm, que nós muitas vezes temos com a oração? Quais são os mais comuns? E eu acho que basicamente, né, tem a ver com o conhecimento raso e superficial de Deus, né? Se a oração é uma conversa com Deus, quando desconhecemos o caráter dele, nossa vida de oração é bagunçada. E não só pela ausência da oração, mas também orações distorcidas, né? Um outro aspecto que eu acho que a gente consegue tirar até da própria leitura do livro, né? Ele faz uma citação do Richard Sibs que eu achei fascinante, né? Ele coloca assim: "Se tivermos fé, oraremos. Quanto mais fé, mais oração. Quanto maior a fé, maior a oração." Então, a ausência de oração, a dificuldade de oração tem a ver com uma crise de fé, uma crise do conhecimento de Deus, né? Ah, e é interessante, né, que lendo o livro, né, você vai ficando atento ao assunto, né, e eu recebi hoje inclusive um artigo do Voltemos ao Evangelho sobre oração. E o autor coloca, né, podemos afirmar que cremos em Deus com nossos lábios, mas nossa falta de oração revela que na prática vivemos como se tudo dependesse de nós, né? É o ateísmo prático, né? >> Ol. Aham. a gente vive uma vida de ateu prático, embora a gente confesse que crê em Deus, mas na real a nossa prática é um ateísmo. Ah, ateísmo prático, né? Ah, de tudo depende de nós, né? >> Nossa. E você, essa questão de a gente olhar e pensar, então, que tudo depende de nós, isso tem conexão também com a oração ser uma dificuldade muitas vezes por causa do orgulho? Você acha que o orgulho ou a falta de humildade, reconhecer a dependência do Senhor é um dos problemas comuns que as pessoas enfrentam na oração? >> Ah, sem dúvida, né? E a gente vive uma cultura, né? O espírito do nosso século, ele é muito pragmático, né? Ah, ele é muito independente. A gente a gente é treinado, né? Até de uma forma imperceptível a depender dos nossos esforços, né? Você tá com fome, você vai até o supermercado, né? você não tem dinheiro, você pega um empréstimo, né? As coisas estão difíceis, você renegocia a dívida, né? E então a gente tem soluções práticas, né? Que torna a nossa vida melhor. Eu não tô dizendo que essas coisas são ruins, mas sutilmente, né? Elas cultivam em nós um coração que é cada vez mais distante em depender do Senhor versus o que era num passado não muito distante, né? Em que se não houvesse chuva, não havia plantil, não havia colheita. e havia fome, né, se não houvesse, enfim, né, e assim por diante, né? Então, é, eu vejo que a gente a gente luta, né, com uma série de aspectos que nos desliga da dependência de Deus por causa do nosso egoísmo, o nosso orgulho de sermos suficientes em nós mesmos, né? Mais uma vez tem conexão que você tava falando da falta de conhecimento de Deus, porque quando nós conhecemos mais a Deus, vemos a grandeza dele, vemos como ele é necessário para tudo que nós fazemos e aí reconhecemos também a partir dele quem nós somos e quanto o quanto nós precisamos dele para as menores coisas do dia a dia. E como você falou dessa sociedade pragmática que nós vivemos, isso é muito nítido, realmente. E parece que a gente sempre faz assim, né? a gente resolve tudo como você citou e aí quando não tem mais nada que a gente possa fazer, aí finalmente a gente chega e diz: "Não, agora está nas mãos de Deus", né? Só tá nas mãos de Deus quando a gente fez tudo que a gente podia. Não, não sobrou nada. Aí a gente diz: "Agora tá nas mãos de Deus. Agora vamos orar um pouco porque eu não tenho mais nada para resolver. Enquanto eu posso fazer, eu faço >> e depois é que eu deixo para Deus". É mais ou menos isso, né? Muitas vezes. >> Ou ou só Deus mesmo, hein? Agora só Deus. Ué, mas antes era quem, né? Exatamente. Exatamente. Por isso que eu acho que essa questão da humildade, ela tá muito ligada a ao que você falou do problema do conhecer mais ao Senhor. E essas duas coisas, elas nos impedem muito, criam muitas dificuldades da gente orar. Eu acho que inclusive tem a ver com a dificuldade inicial também na caminhada cristã. Eu eh percebo como uma dos momentos mais difíceis para as pessoas orarem é no início da caminhada, quando elas estão ainda conhecendo mais sobre quem Deus é, como quem elas são e mais sobre a prática de oração. E ainda tem muito disso, de quebrar esse coração orgulhoso e pragmático que tá querendo resolver tudo pelas forças do próprio braço para então entender que a oração ela não deveria ser algo que a gente faz só no final, mas algo que a gente faz antes mesmo de começar a agir, né? Eu acho que essa ordem, né, onde a oração se encontra, demonstra muito da nossa vida com o Senhor. Você concorda? >> Sim, [música] com certeza. Com certeza, né? E aí a importância do orar sem [música] cessar, né? A gente vai jogando as nossas breves e constantes orações ao Senhor.