🔴AULIVE: LULA ENTRE A CRÍTICA, A AUTOCRÍTICA E A NOSSA ESQUERDA NA HISTÓRIA
24/04/2026
🔴AULIVE: LULA ENTRE A CRÍTICA, A AUTOCRÍTICA E A NOSSA ESQUERDA NA HISTÓRIA
pix: bruno@reikdal.net
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Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
[música] pela [música] verdade, pela vida, pela luta popular, pela realidade. Uma utopia, livres do rio ao mar. Um sonho pelo dia da paz entre nós. [canto] [música] Guerra aos senhores, ouçam nossa voz. Fé, ciência do [música] mundo, luz, testemunho, ser da terra, o sal. Seguimos trazendo a boa nova. Todo dia útil até a vitória [música] final. Filosofia, [música] economia, sociedade e religião. Praticamos [música] diplomada, fazemos propaganda e agitação. Fé, [música] ciência do mundo, luzes, testemunho, ser da terra, o sal. [música] Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. [música] Seguimos trazendo boa nova todo dia útil até a vitória final. [música] Pela verdade, pela vida, pela luta popular, pela realidade, uma utopia. [música] Livres do rio ao mar. Um sonho pelo dia da paz entre nós. Guerra aos [música] senhores, ouçam nossa voz. O pressuposto [música] de toda a existência humana e, portanto, de toda a história é que pessoas têm que estar em condições e viver para fazer história. [música] Ciência do mundo. Luz. Testemun ser da terra [música] o sal. Seguimos trazendo a boa nova todo dia útil até a vitória final. Fé, [música] ciência do mundo, luz, testemunho da terra, o sal. Seguimos trazendo a boa [música] nova, todo dia útil até a vitória final. Seguimos [música] trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Ciência do mundo, luz, testemunho da terra, o sal. >> [música] >> Seguimos trazendo a boa nova [música] todo dia útil até a vitória final. >> [música] [música] >> Bom dia, tudo bem? [música] Como é que vocês estão? Espero desejo bem. [música] Bom dia, querido Rubens. Bom dia. Bom dia. Bom dia. Receba este [música] like. Recebo. Recebo. Oh, buchada baixudas. Receba o like. Bom dia. Bom dia. Bom dia. Como é que vocês estão? Tudo em paz com vocês? Bom dia, querido Gabriel. Olha esse melhor. Boa madrugada. Ai gente, pela primeira vez o pessoal do grupo de membresia do WhatsApp da Primeira Igreja Barista conseguiu perder o senso de humor no dia de hoje. [música] Quando a gente falar que é 8 horas da madrugada é uma piadoca. [música] Mas vocês sabem disso só pra gente continuar tendo papo. [roncando] Fantom dia querido William. Bom dia, meu bom. Tudo bem com você? Espero deseja que sim. Eh, bom dia, querido fazer o watch? Fazer o quê? Que ia ser fazer o quê? Fazer o watch. Diz fazer o what? Se falasse do galo, eu nunca mais entrava aqui. Da missa do galo às 8 horas da madrugada. É, cara, eu só vou comentar que eu só lamento, né, os últimos últimas coisitas ditas tão complicadinhas, né? Bom dia, bom dia. Bom dia, querida Jéssica. Tudo bem com você? Como é que você tá? Tá bem? Espero desejo que sim. Que bom que você tá aqui com a gente mais uma vez. Boa madrugada, diz nosso querido Templário 4528. Bom dia, querido Templário 4528. Como foi hoje pela manhã despertar e levar mais ou menos 1 hora e 25 minutos para colocar toda a armadura dos pés das cabeças e ainda carregar todo esse chumbo nas costas? Mais uma espada, mais um escudo. Trabalho, hein? Bom dia. Bom dia, Brunão. Bom dia, Rubens. Bom dia, chat. Bom dia, chat. Chat saudável, agradável. Nossa, minha rinicha atacada. Vou espirrar logo logo. Digo, boa madrugada. Exatamente. Pergunta da qua Jéssica de maneira crítica e ácida. O que é economia que tá o fim da escala 6 por1? Toma essa pedrada. Tem toda a razão. Não, eu acho que vai ser muito massa o papo hoje porque a gente vai comentar algo que passa por aí, viu? Passa mesmo. Diz aos cirário, é que falar madrugada na hora que nós acordamos para trabalhar é exato. N é que na verdade assim é um É, eu sei, a gente madruga todos os dias, mas como a gente vai estar com sono até a hora de dormir de novo, é um longo período de madrugada. [risadas] Diz querido Gabriel. Coisas pesadas. Só em horário comercial pós madrugada. Exatamente. No caso de falar, né, do do querido falo galo, perdão, escapou, foi sem querer. Falo galo. Foi um trocadalho. Só para não perder aqui. O Rubens falou: "Receba o like". E eu falei: "Eu receba". Comecei aqui minha prática da glossolalia na Piadoca. Eu respeito absolutamente essa experiência, pelo amor de Jesus Cristo. Mas né? O êxtase, pessoal zoa no nosso mundo crente, [roncando] pessoal brinca tal, mas é um êxtase coletivo, acontece mesmo. Efetivamente as pessoas têm essas experiências, a grossurar ali do falar em línguas, né? Aí eu brinquei o chúrias, mas eu gostava que a gente fazia umas piadoas. Eu vou aqui porque tem bastante gente que não é crente ou não é pentecostal e não conhece, não conhece esse universo. Vou apresentar ele para vocês. Que é, por exemplo, você não sabe o que falar na hora de falar em línguas? Não tá participando êxtase. Falou chupa bala house siri anda lá na praia ou o que eu mais gosto senta na vassoura e anda. É cada bobagem que a gente faz. Bom dia, querido Rafa. Viralata Vulso. Sigam inclusive o canal do Rafa. Vira lata. Como é que você tá, mano? Tudo bom? Faz tempo que a gente não troca ideia, né? Jesus Cristo, sou uma péssima pessoa. Bom dia, mano. Um excelente dia pra gente. Ah, bom dia. Diz querido Templário. Madrugada é da hora que você acordou até a hora que voltar a dormir. É, aparentemente a gente tá tendo pouco tempo fora da madrugada. Nossa. Ai, rinite, mudou o tempo aqui em São Paulo. Bateu aquele fresco de manhã e meu nariz tá que tá. Ai, desgraça. Uh, bom dia, querido Thaago. Como é que você tá? E Thago diz: "Bom dia baristas e não baristas da América Latina, de toda Latina América. Bom dia. Ai, e um trago de café. Um trago de café para nosotros. E diz que fazer o watch receba luva version." Ah, é o recebo. Tem isso também. Mas vamos lá, tem muita coisa acontecendo nesse mundo. Eu não consigo acompanhar tanto meme que eu já não sei se o Luva tá ultrapassado, se ele ainda tá ativo, se ele é uma pessoa considerada no meio da internet, se ele não é considerado. Não dá para saber. As coisas mudam rápido, as bolhas também. Ai, desculpa, gente. Renite tá embaçado. Deixa eu pegar o nosso textinho. Hoje teremos textinho e eu queria também separar um outro materialzinho bacana. Hoje teremos texto, obviamente por introdução a economia pur e simples. [risadas] Eh, devia ser um textinho legal. Eu tinha pensado num texto e mudei ontem à noite a ideia do texto. Peguei outro, mas que vocês vão gostar. >> [roncando] >> Diz nossa querida Jéssica. Nossa, aqui no Nordeste a escada vulgo zona da convergência tá só jogando chuva, principalmente no litoral. Tá tenso, rapaz. Sabia não. Eita Deus. Aí quebra. Aí quebra. Excesso de chuva também quebra. Caramba, aqui deu uma esfriadinha esses dias. Mas é assim, é engraçado que fica frio, ficou ar gelado, mas o sol quente durante o dia. Então você fica naquele clima do Vou ficar gripado, né? Ficar no meio do caminho. [roncando] Diz querido templário. Já acordei com dor de cabeça, nariz escorrendo e se tocar o nariz errado, ele sangra. Rapaz, tá bom o seu nariz, hein? Ele pode ser trocado. É uma ideia. Substitua esse nariz imediatamente. Experiência mais comum um paulista. ou do palulista ou paulistano. É, é, cara. Vence na cidade de São Paulo é uma tristeza. Eu não tinha rinite, não tinha sinusite até mudar para cá. Aí você vem para cá, que acontece? Ai, tristeza, poluição, fumaça. Ah, coisa horrível. Escrito do Gabriel tá em queda, perdeu o hype, o coitado do Lua, né? É, mas deve ter perdido hype melhor que nós, porque a gente nem hype teve. Vitória do Lua, parabéns, Luva. >> [roncando] >> Perdão. Diz nosso querido Thiago. Bruno, compra um spray nasal, chama B. Caraca, pera aí. Budesonida. [risadas] Nominho complicado. É excelente para nós que temos rinite, etc. É, não, eu preciso comprar uma empresa de nasal mesmo. Faz esse tempo que eu não utilizo. Budezonida. Nome bonito, né? Ele vai entrar na minha lista de medicamentos necessários, cara. Muitos [música] medicamentos. Hoje é papo deia. Quem que éia? Deia e Neymar na copa. Que que éia? Eu sou completamente perdido. Neymar na Copa. [risadas] Ai gente, perdão, perdão. Não. Quem ainda é o maluco que acha que é viável isso, né? Que ainda Gente dá uma vergonha alheia ver o coitado do menino Nei jogar, porque é uma tristeza monstro. Mas infelizmente tem que ser o dodói da cabeça, né, gente? Para achar que menino Nei vai. Não dá não dá não dá dá. Vagabundo tá lá dá. É fazer o watch tá complicado, cara. Budesonida não funciona comigo. Espero que funcione comigo. Disse nosso querido templário. Eu morei um ano na cidade de São Paulo e nunca mais me recuperei. É, cara, destrói a gente. Sinusite, rinite, todos os it possível, né? Horrível. É, precisamos de ar e não temos ar nessa cidade. Mas cá estamos. Cá estamos. Cá estamos. E se você tiver chegando por aqui posteriormente ao vivo ou assincronamente no não ao vivo assistindo a gravação, não esquece de você curtir esse vídeo, comentar para engajar, espalhar a palavra por aí, né? Sai compartilhando, porque às vezes eu falo espalhar a palavra por aí, o pessoal não entende. É que você pode compartilhar. Ah, não gostei muito dessa live, mas tem outras que você pode ter gostado. Então, quer dizer, tem uma variação aí interessante de de recursos para você poder fazer. Então, compartilha esse vídeo por aí. O conteúdo aqui do canalzinho é bacana e considera ser membro, membra, membro, membrezinha aqui do nosso canal, porque nós temos conteúdos exclusivos para você, para você e para todas as outras pessoas que também são membros, membras, membros de membresia aqui do nosso canalzinho, que são cursos, cursos que a gente tem disponível, vídeos que a gente tem compartilhado ali com reflexões bastante interessantes, modestia a parte, além da possibilidade de você se inscrever no nosso canalzinho do WhatsApp, né? E um canal exclusivo aqui paraa membresia do canal. Inclusive, se você tiver já como uma empresia e ainda não mandou o e-mail aqui, que curiosamente é a mesma chave do Pix, manda dizendo qual é o seu usuário no, né, o seu nickname aqui no no YouTube, mais o seu celular pra gente poder te adicionar lá no nosso grupinho do WhatsApp. é um é um grupo bem saudável, um chat muito bacana, pessoal inteligente para caramba, que troca uma ideia muito, muito legal, muito divertida, a gente ri, a gente fala bobagem e a gente aproveita e desfruta dessa parceria. Cria uma pequena rede aqui da nossa igreja barista, primeira igreja barista aqui do YouTube e também no WhatsApp. Então, considera ser membro, membro, membro, membresia do canal e também curtir aí os cursos de marx e religião, evangélicos e política no Brasil, como fazer projeto de pesquisa, filosofia na América Latina, mais um monte de coisa aí. Fechou? Então, vale a pena. Vale bem a pena. Tem um papo muito, muito, muito legal. E aqui, tá? Obrigado. Fazer o watch, fazer o watch, né? Nosso querido. Ah, não, não é fazer o what, foi o templário. Templário 4528, que apesar de ser templário está conosco. É um templário do bem. Tô brincando. Se não posso perder essa oportunidade, querido. Mas é, ele tá no nosso grupo do WhatsApp, né? Então, o grupo do WhatsApp da membresia é muito bom, viu, gente? É muito bom. Eu fico feliz quando as pessoas dizem isso. Nossa, único grupo que a gente não fica maluco. É, a gente consegue ter um papo minimamente funcional também, então vale a pena. É uma narração meme que viralizou para o gol bonito no Insta e TikTok. Ah, eu não sabia. Tô aqui perdido, ó. Diz nosso querido Kevin. Bom dia, Kevin. Kevin, como é que você [risadas] tá, mano? Bom dia. Bom dia aos baristas, a baristas e não baristas. Bom dia, querido Kevin, que já está dinisizado. Tenho certeza. Tenho certeza, querido Kevin já está dinisizado e disz fazer o watch. Único grupo que não tem briga. É claro que não. Nós estamos reunidos em torno do café. O café dita tudo. Nos traz paz, alegria, ansiedade, taquicardia e nós nos apoiamos. Diz nosso querido Gabriel, estou usando o curso de pesquisa eh para fazer o meu trabalho, não de pesquisa. para fazer um trabalho e basicamente matéria de metodologia da ciência e ABNT. Aí o nosso conteinho exclusivo para mim mesia sendo útil. Ô, espero que seja legal mesmo, porque modeste à parte, modeste à parte, sendo muito modesto mesmo, esse essa abordagem que eu fiz ali nesse curso de como fazer o projeto de pesquisa, eh, é o que eu tenho trabalhado faz uns anos já e é de maneira relativamente didática e acessível, vamos dizer assim, né? sem perder a qualidade, de explicar algumas diferenças que muitas vezes em metodologia científica que a gente tem na universidade, em outros espaços, não fala, não, não trabalha adequadamente, só aponta os itens, mas não trabalha de maneira orgânica e nem o processo de fazer pesquisa. Então, eu fiquei muito feliz esse meio que eu encontrei de como traduzir isso de uma outra maneira, né? a diferença entre um problema de pesquisa pro objeto de pesquisa, quando você delimita o objeto, você não perde o problema, né? O tema geral que você tem, [roncando] a construção da metodologia a partir do objeto, né? Você entender qual objeto e buscar uma metodologia adequada. Pô, eu achei que ficou bem legal, assim, modeste a parte ficou bem bacana. E claro, incentivando as pessoas a pesquisarem com vontade, com tesão, com desejo, com alegria, porque você vai pesquisar para que fazer com tristeza, né? fazer coisa que você não gosta aí não. Diz nosso querido Kevin: "Me prometeram Dinis, entregar um carile". Ironia. [risadas] Calma, eu já entendi o plano do Dinis. É que eu é que eu não quero ficar aqui que dizendo que eu manjo de tudo, uma tudologia opinológica generalizada. Mas eu já entendi o plano do Diniz. A meta do Diniz é a seguinte, ele tinha mais ou menos uns quê? 16 jogos. É, 10, 16 jogos, né? entre 10 e 16 jogos até a Copa, desde que ele assumiu 15 jogos, sei lá. A meta é segura até a pausa pra Copa o que der, porque não vai dar para treinar, não vai dar para fazer nada. Fecha a casinha, pausa pra Copa, é um mês e tanto de treinamento. Aí pós copa vem o dinismo e aí a gente vai ter os nossos momentos de alegria e de profunda tristeza, né? a montanha russa virá, graças a Deus. Mas eu acho que vai ser uma boa montanha russa, porque esse primeiro momento aqui tá bem sólido, né? Tá bem consolidado. Acho que vai ser muito importante arrancar pelo menos o empate com o Vasco, pelo menos agora que o Vasco tá animadinho, apesar de ter um tropeço essa semana. E a gente vai conseguir respirar um pouco. Arrancar o empate com o Vasco. Tá bem na na Libertadores. A gente vai ficar tranquilo. Segura ali para pra Copa. Treina na Copa. Após Copa a gente vê o que acontece. Faz sentido, né? Eu acho que é esse o plano. Diz nosso querido templário mesmo aqueles que não consomem o café são cafezados e pacificados. Eu sou a prova disso. Isso no nosso grupo de Brasilia. Exatamente. Você não precisa ser um bebedor de café. Você pode ser um barista que gosta de outras coisas. [risadas] Não tem problema. Viva o barismo internacionalista. Internacionalista e interbebidista. N a bebida que melhor lhe aprouver o xadrez 5D, o Dinis. Exato. Excelente estratégia que é na minha cabeça, né? Ele pode ter outro plano completamente diferente. Exatamente, Gabriel. O homem tem um plano. Confia. É, ele é maluco, cara. Foi genial a estratégia de comunicação do Corinthians no dia do de apresentar o Dinis como maluco, um bando de dor. Ah, aí ele ganhou a gente. Eu já era dinisista, então eu não precisava ser ganho, mas os não dinisas foram pegos por essa estratégia de marketing agressiva. Desculpem isso. Barista simpatizante. Exatamente. Exatamente. Pergunta nosso querido Kevin, hoje tem react de texto? Sim, hoje tem react de texto. Eu vou pegá-lo. Já separei ele aqui, inclusive. Nós vamos lê-lo. Leloei mololô. Leloei molololho. Mas eh eu queria ver se eu encontrava antes um trechinho de um vídeo também. Não tem react só de texto, é um react de vídeo. Mas eu não sei se eu vou conseguir. Eu não, eu ia separar ele ontem e eu não consegui porque por falta de tempo mesmo, cara. Tá uma correria maluca na minha vidinha e eu tô complicado. Não tô conseguindo me organizar adequadamente para separar os materiais que eu gostaria de discutir, mas eu queria pegar. Pera aí, pera aí, pera, pera, pera, pera aí. Ih, cadê esse bagulho aqui? Ah, não, não vou achar. Vai ter que ser na íntegra mesmo. Eu mandei pro pessoal do nosso do nosso grupo lá do do WhatsApp. Pera aí, tem umas coisas, cara, que a gente não tem noção ou que a gente esquece, né? Aqui, ó, essa semana teve muitas, muitos, muitas ações eh do nosso querido presidente Luís Inácio Lula da Silva. Painho tava aí esses dias rodando por aí, mundo afora, como deve ser. E ele participou de um encontro, né, entre lideranças progressistas, seja lá o que isso signifique, do mundo. E fez um discurso incrível, né? Um incrível discurso. Foi assim, eu fico irritado o como esse discurso não não engaja, não viraliza, não é utilizado pelas mídias. A gente sabe os motivos. Eu não quero discutir os interesses da mídia hegemônica, todo mundo aqui já tá cansado de saber, mas como mesmo dentro de um âmbito de esquerda, a gente [limpando a garganta] não reflete isso, mesmo que seja criticamente, não traz um conteúdo desse na íntegra, saca? Não bota pro jogo o que tá sendo discutido ali, o que tá sendo conversado. Quando Bolsonaro ou quando Flávio, quando Eduardo, quando qualquer um desses idiotas vai num congresso conservador, o maluco chega lá e fala qualquer grosélia e viraliza para todo canto é lado. Aí a esquerda reproduz que nem uma insanidade, aquele bando de grosélia que eles estão falando nesses encontros de conservador fascista que tem por aí. Aí o presidente do país vai no encontro de lideranças progressistas mundiais, seja lá o que significa esse progressista. Eh, e mete um discurso brilhante assim, um negócio para ser pensado, para ser ouvido, para ser reproduzido. E na mídia de esquerda mesmo mais radicalizada, mesmo na mídia hegemônica, o é pífia, pífia a repercussão, é pífia o a divulgação do que tá sendo falado. O escândalo é mais legal. A gente se rende muito fácil para algoritmo, cara. P se rende muito fácil pro pro pra polêmica, pro não sei o que lá. pouco do reforço, da análise do discurso de maneira crítica. Eu só não vou fazer uma análise inteira do discurso porque ele tem 25 minutos. É maravilhoso. Inclusive a melhor parte é quando o Lula abandona o telepromptero e vai direto pro discurso freestyle. Maravilhoso. Maravilhoso. Mas eh mas não vai dar para fazer. Mas eu vou pegar um trecho de uma entrevista que o Lula deu recentemente pro El País, que eu acho que vale a pena pegar um trechinho que a gente tem que entender as dimensões do que a gente tá falando, né? Eu sou filiado à unidade popular pelo socialismo e sou muito crítico a muitas das medidas, obviamente, da esquerda institucionalizada a LAAPT. Ah, cara, teve muita cagada no meio do caminho, continua um monte de problema que tem que ser tensionado. Nosso sonho é comunismo, é revolução, é o bagulho todo, mas pé no chão e bom senso do que dá para fazer, né? Assim, não seja burro. Analise, analise bem a conjuntura. E com todos os gostos e contragostos, o que temos de esquerda, seja lá o que significa também essa categoria, a gente atencionouas várias ela várias vezes aqui, é o governo dos trabalhadores, do partido dos trabalhadores, é Lula, é a grande liderança que nós temos, é o cara que tem conseguido fazer um mínimo de enfrentamento extrema direita no âmbito institucional. Então tem que usar dentro desse jogo saber fazer estratégias, saber atuar, saber, né, criticamente trabalhar adequadamente para você inclusive fortalecer sua posição, ainda que de oposição mais à esquerda, né, ou mais radicalizado, sei lá, que nome o pessoal utiliza hoje em dia. O ponto é dentro de toda essa dinâmica, dentro de todo dentro de todo esse contexto, não se pode tratar a esquerda construída nesse país como se você tivesse conversando com o adolescente do ensino médio, como se você tivesse lidando com gente que chegou agora no parquinho para brincar. E a nossa, eu, essa crítica, ela é muito importante, cara. Se vocês puderem reproduzir, não o vídeo, a crítica, conversar com os coleguinhas, né? Porque nós somos aqui um grupo bem nichado e que acaba tendo redes de contato com gente, mas a esquerda radicalizada tal como nós. Mas se a gente puder papear com os nossos coleguinhas e poder divulgar isso, divulgue isso. Não trate a esquerda que construiu este país minimamente civilizado, com desrespeito, ingenuidade, ou ainda como se fosse um adolescente, como se fosse um alguém assim formação, né? achando que a gente vai fazer a mágica. Não, tem que ter bom senso, tem que respeitar a história, entender a história e o tamanho das coisas. Eu já falei aqui uma vez, eu fui entender o tamanho do Lula assim, eu já, né, quando eu fui para fora deste país, quando eu tive a oportunidade de ir para outros lugares, aí você vai entendendo porque você para de observar desde o seu umbigo, desde o seu bairro, [risadas] perdão, desde essas conversas comuns e amplia a visão, mantenha sua posição crítica, né, como local. Ou então eu vou conversar com alguém de fora e falar: "Oh, mas temos problemas no nosso país e vou indicar aqui as limitações e as contradições." Mas eu quando eu tiver aqui no nosso país vendo as contradições e os problemas, eu vou lembrar: "Gente, mas olha o que tá acontecendo em cenário internacional, olha o que tá acontecendo num num contexto maior, entendeu? Então assim, saiba trabalhar com mínimo de bom senso, né? Saiba ler o seu tempo, né? Tem uma expressão bíblica que é importante. Discernir os tempos. Você tem que saber discernir o tempo que você tá vivendo. A palavra discernir é importante, tenha discernimento, a capacidade de filtrar o que tá acontecendo e tomar uma boa decisão, tom uma boa postura, né? Então eu vou reproduzir aqui com vocês um trechinho dessa entrevista pro El País porque vale a pena, porque a gente tem que relembrar o tamanho das coisas e fazer pequenos apontamentos e comentários críticos aqui nesse passo a passo, tá? Então isso é [limpando a garganta] importante, muito importante. A galera tá perdendo a mão, a galera não tá entendendo. Tá lendo muito mal conjuntura, muito mal, assim, muito mal mesmo. Tá achando que é só uma disputa de internet ou de torcida e não tá entendendo o que que tá acontecendo nesse planeta. Porque o problema não é o Brasil, o umbigo eleitoral do Brasil. O problema é o planeta, né? Vamos lá. >> [limpando a garganta] >> Hã, deixa eu pegar aqui antes de diz nosso querido Fazer Watch. É uma liga entre partidos de esquerda pelo mundo. Não sei o que que é, mas deve ser uma liga esquerda liga. Porque o porque o Lula é internacional e é diferente do Nacional. Foi o que comunismo me disse. Não, o pior é que ele tem posturas distintas mesmo. E porque ele tá jogando jogos distintos. Meu Deus do céu. Ai, se eu vou negociar, se eu for fazer uma negociação num ambiente empresarial, eu vou ter que falar de um jeito em que eu consiga estrategicamente ser influente no linguajar e no espaço desse ambiente empresarial. Se eu vou conversar no sindicato, na organização dos trabalhadores, eu vou falar de outro modo, óbvio, porque eu tenho que entender como fazer com que as coisas funcionem, se articulem. Se eu vou trocar uma ideia eh onde eu dou aula no quilombo, é é outro papo, é outro modo de construir a ideia, é outro modo de construir as concepções, é outro modo de se relacionar com o discurso, com a interpretação do tempo, do espaço, com os problemas que são vigentes, que é diferente em cada ambiente que você tá. Pelo amor de Deus, gente, isso é bom senso, tá ligado? Não dá para você achar que é vou me apegar a valores, a valores imateriais. intangíveis aí, eternos e eles vão me guiar. Ai meu Deus, não, vocês o pessoal acha que tá no no anime, tá ligado? Não, gente, pelo amor de Deus. Bom senso, bom senso, né? A política não é os amigos que a gente faz no caminho. Dizqueiro templário progressista igual. Não ferem tanto os direitos humanos assim. É, minimamente respeitam as convenções de Genebra. Bom dia, querido Borduna. Tudo bem com você? Espero desejo que sim. Lura maior que B. Mas não tem nem dúvida, né? Não precisa nem Ah, não precisa nem brincar, gente, pelo amor de Deus. Bot nunca será, nunca será, nunca será. Bom dia, Cléber. Como é que você tá, mano? Bom dia, querido Cléber Lauer, que bom que você estar aqui com a gente mais uma vez, né? Importante. Importante. Pergunta nosso querido Rubens. Bruno, você viu como da Argentina? Sim, afundada. Vi alguns algumas entrevistas dos abre aspas jubilados. Fecha aspas. E é muito, muito triste a situação. Desesperadora, meu amigo. Desesperadora, desesperadora. E não é de hoje. Pô, eu tive um camarada que é padre, tem um camarada, né, que é padre, que apanhou que nem um condenado numa última manifestação trabalhista que teve lá. foi detido, ficou todo machucado, tudo quebrado, porque os caras estão arrebentando economicamente e policialmente falando. Então, um negócio meio complicado, bem complicado, né? Não está fácil, não está fácil. É, mano, quem diria, né, que seguir receita de maluco ia dar errado. Mas vou mostrar para vocês, né? Importante a gente ter noção de algumas coisas, que às vezes a gente perde essas noções e noção a não pode perder. Hã, fazer uma pausa aqui, porque a gente vai vai fazer essa vai ver essa entrevista, mas aqui não é para ver entrevista para ficar só na Universidade Federal do ABC tem uma torre vermelha bem no centro na na no campo São Bernardo e o pessoal chama carinhosamente aquela torre de pau do Lula, né? A gente não tá aqui para ficar puxando o saco do Lula e nem para ficar aqui admirando o pau do Lula, a torre torre. A gente tá aqui para fazer o quê? A gente tá aqui para ver essa entrevista, para criticamente entender a história e conjuntura ao mesmo tempo, tá? Esse é o nosso objetivo. Então vou vou fazer isso daí. [risadas] Camarada padre maior que o candidato padre. [risadas] Excelente, excelente, excelente, excelente. Ai, ai, ai, ai, ai. Camara da P igual candidato. Pô, ó o comentário, meu querido Templário, que eu não vou revelar o nome, apesar de sabê-lo. Lembra desse seu comentário mais paraa frente, por favor, pelo seguinte, a gente vai discutir a economia, o que é economia e vai ter tudo a ver com esse teu comentário aqui que ele tá, nosso querido Templário disse, se essa situação da Argentina servir de algo que seja como régua para não chegar a este ponto ao Brasil. Então, mas isso alguns humanos vão dizer que tem a ver com narrativas, né? Ai meu Deus, porque o o pessoal ANCAP do Ancapistão maluco, liberal e tal, não sei o que lá e conservador Biruleab, tudo vão achar que a Argentina tá boa por causa do PIB, por causa de certos indicadores, por causa de ações do MLE. E a gente vai olhar, falar a situação dos trabalhadores, fala: "Nossa, que bosta". Aí alguém vai dizer: "Isso é uma questão das narrativas e eu vou sustentar aqui. Não é uma questão de narrativa, é uma questão de ciência. Ciência. Preste atenção no que eu vou dizer aqui. Isso é sério mesmo. Fico aqui fazendo pirradoca, mas é sério. É uma questão de ciência. Ciência é a gente disputar verdade, o que é científico no âmbito da economia. O que é ciência? É isso que a gente tem que tá tá em jogo aqui para interpretar Argentina e Milei. Beleza? breve a gente volta aqui. Esse ponto aqui vai ser muito, muito, muito importante. Ciência não é uma questão de narrativos, gente. Uma questão de ciência de verdade. Ah, eu não aguento mais ouvir a frase, é porque é questão de narrativas, narrativa de Vamos deixar quieto. Questão de ciência, ciência. A gente já vai conversar sobre isso. Bom dia, querido Ryan Rian. Ryan, como é que você [risadas] tá, mano? Tudo bem? Bom dia, meu querido. Espero que você esteja bem. Bora lá, bora ver o nosso querido papito painho falando. Lula, a questão é a seguinte, ele vai falar um negócio aqui e a gente vai acompanhar a entrevista dele pro El País, tá? Você vai ter o companheiro vice-chancelé da Alemanha, você vai ter o vi primeiro ministro do Reino Unido, você vai ter ministra de assuntos da Palestina, você vai ter o ministro da justiça da República Dominicana e você vai ter o Heider, que é o secretário subsecretário geral para a política pública da Ouro. E qual é a alternativa que aquele grupo vai ofrecer nesse mundo onde, vamos dizer tudo gira em torno ao Trump, ao que os Estados Unidos e aquela política [risadas] unilateraliza? >> Nós não vamos fazer uma reunião ante Trump. >> Pronto, aí já começa a pausa aqui. Preste atenção. Teve a reunião agora dessas lideranças progressistas mundiais, vamos dizer assim, lá em Barcelona, né? seja lá o que isso signifique, porque é um balaio de aliança, amplí, como é a uma chapa de aliança amplíssima, né? Frente amplíssima, uma frente amplíssima global. Eh, mas olha a pergunta da jornalista. O que que vocês vão fazer como alternativa num mundo que gira em torno de Trump? a resposta de um presidente de um país estadista que sabe o que está fazendo em seu lugar e para dirigir a fala do nosso da nossa querida jornalista que faz uma pergunta de senso comum e de highlight e de, né, produção de manchete. Olha, a reunião não é anti Trump. Azar do Trump. Exatamente. O Ruben disse aqui, já mandou um [ __ ] Trump. [risadas] É tipo isso, me deixa trabalhar. Não, a gente não vai fazer isso. A ideia não é ser anti Trump. A ideia é propor algo. A ideia é lidar com o mundo, não com um idiota. É que ele foi muito polido, né? A ideia é lidar com o mundo, resolver os nossos problemas, não com esse imbecil. Ele está presidente de um país. Ele não é um umbigo do mundo. Larga a mão, minha gente. Já começa aí. Esta fala, ela pode parecer uma coisa extremamente simples, mas ela já é um enfrentamento. É toda estrutura de como é repercutido em tudo quanto é jornal o que o Trump fez, o que o Trump não fez. O pessoal diz: "Ah, ele não é um rei". Mas todo mundo lida com ele como se ele fosse. Lida como se as ações tivessem desse tipo de posição. Não é, não trata como o presidente dos Estados Unidos, não trata como cargo mal ocupado. E aí fazer a crítica ao cargo mal ocupado. Trata como indivíduo Trump, que por suas vontades faz o que quer e que daí a gente então tem que lidar com esse indivíduo, que ele é bom ou mau, você gosta, não. Ele ocupa um cargo, ele tem algo mais profundo e mais importante a ser discutido aqui. é relações entre nações, não entre sujeitos. Então o homem aqui já começa a colocar brincadeira. [risadas] Exatamente. Jéssica frente comicamente grande contra o fascismo. [risadas] Exatamente. É uma excelente, uma excelente expressão. >> Nós vamos fazer uma reunião para discutir a democracia, tá? fazer a reunião para fazer uma avalia uma avaliação correta aonde é que a democracia errou e o que ela tem que fazer para se consertar. É isso. Eu eu lembro de uma história. Vou lhe contar uma história. Quando o Franço foi eleito, quando o Franço foi >> Pera aí que eu vou até parar antes da história, porque essa história é muito boa. Mas veja, a gente vai falar o nosso problema é discutir a democracia e onde ela errou. Veja, não é uma exaltação da democracia. O Lula tá se colocando como um crítico da democracia liberal. eleito pela democracia liberal burguesa. A gente tem que discutir onde é que a gente errou, cara. Tem que discutir quais são os limites aqui das nossas ações. Excelente. Nada a acrescentar. Ah, mas é porque também não teve vontade de fazer não sei o quê. O PT não fez não sei o quê. O discut sem crise. Sem crise. Pega este conteúdo, esta fala deste querido e fala. E ao invés de você fazer, olha, mas olha o que ele na verdade faz. assim assim se tensiona, potencializa, fala: "Ó, tá certo, esta demografinha é uma desgraça limitada. Como é que a gente faz para melhorar isso aqui? Ela não tá popular de verdade. É, você tá discutindo o mesmo conteúdo, tá tenscionando da mesma maneira, mas ao invés de ser burro, de atirar na única, no único vidrozinho que te separa dos animais do zoológico malucos que estão raivosos para se alimentar de você, né? Porque é mais ou menos isso que funciona hoje, a nossa frente amplíssima brasileira, que mistura tudo de um tanto para tentar sei lá o quê, que inclui parte dos trabalhadores e é em referência à presidência de Lula, é o único vidrozinho que a gente tem que separar a gente dos animais, daqueles animais maluco, aqueles animais ferozes, completamente ensandecidos, do fascismo. Aí você quebra esse vidro, sabe o que acontece com você que como eu de um partido pequeno? [risadas] Você que quer ser um revolucionário, mas que a gente não consegue nem pagar nossos boletos direito. Como diz a famosa música do hemicida, quer mudar o mundo, mas não só tem água na geladeira. Sabe o que acontece com a gente? Inclusive minha geladeira tava aberta que tava com problema na porta. Acabei de ver e fechei ela. Ainda bem. Sabe o que acontece com a gente? A gente se lasca. Então você tem que analisar direito. Vamos fazer a crítica. Vamos potencializando esse vidro que a gente tem e fortalecendo a gente do lado de cá, meu amigo, por favor, né? Como é que uma fala dessa não reproduz pra gente tensionar? Fala: "Olha, tá certo, ele o que falou tá certo." Inclusive, ele tá muitas vezes rendido a essa dinâmica dessa dessa democracia liberal, dessa burguesia, não sei o que lá. E tá reproduzindo essa parada, tem que tensionar, tem que potencializar. Mas isso tá correto. Ó, os limites. Tem que tem que fazer uma autocrítica, como está dizendo o nosso querido Gabriel. Exatamente. Essa autocrítica e disz fazer o what? Eu discutir a democracia. É isso. É. E o templário tem toda a razão. É a frente anífa que Gramish defende. E é isso. Não é à toa que essa teoria antifascista do Gram se torna a realidade de 1939. É. É exatamente isso, certo? Exatamente. E cit recitando uma com ex sem coragem de lavar a louça. É por aí, pô. Então assim, bom senso, tá ligado? A gente tem que ter esse bom senso, inclusive para filtrar como a gente vai discursar, como a gente vai interpretar o mundo, como a gente vai discutir com os camaradas, entender qual é a sua prioridade, qual é a urgência, é mobilização popular, tensionamento, ganhar tempo, ou é dan? Ai, mano, faz parte da estratégia você ver e calcular qual é a capacidade de força que você tem, quais são os recursos que você tem. Não é só achar que na vontade, na gritaria, a gente consegue, pelo amor de Jesus Cristo. Mas vamos lá. >> Eleito o presidente da França, a gente >> Ah, é, esqueci, eu até perdi o contexto, né? Ó, então o que que o o Lula tá dizendo agora? Quando François Rolando, né, François Holand foi eleito presidente da França. Então, François Rolland foi eleito presidente da França. Que que aconteceu? Então, pra gente entender o tamanho das coisas, é importante isso. >> Tava fazendo aqui no Rio de Janeiro em ponto internacional. A Dilma era presidenta da República e o Françoan pediu uma conversa comigo e na conversa ele perguntou assim para mim: "Ô, ô Lula, o que que você acha que eu tenho que fazer para que meu governo dê totalmente certo?" >> Eu não quero me atentar nesse momento à pergunta, ou, aliás, a resposta. Quero me atentar a quem está perguntando o presidente da França dentro da geopolítica global historicamente determinada, historicamente construída, das relações de colonização de centro e periferia, um presidente de uma nação do centro europeia vem é o Brasil, país grande, país com uma forte economia, mas de periferia, tem uma posição periférica dependente, marcadamente pelas relações de dependência, fruto de colonização, essa coisa toda. do ar e do alto do racismo e das relações de superioridade arrogante de um europeu diante de um latino-americano. O presidente da França vai até o ex-presidente da República Brasileira, um país periférico, dependente, que não tá no centro e vai e que é sindicalista, né? Sindicalista. operário vindo do fiofó do mundo. Este presidente francês desta posição vai ter com ele para perguntar que que eu faço pro meu governo dar certo? Não me importa nesse momento a resposta. Eu quero, não entendo o tamanho da posição dessa dessa liderança num cenário global e é daqui do nosso da nossa terrinha com esse grau de influência. Isso não é história banal. Olha o tamanho disso e só vai ampliar na história. Mas é porque a gente vai conversar sobre os limites da democracia burguesa, os limites do PT, os limites do Lula, a as contradições e mesmo muitas vezes as ações antitrabalhadoras que não atendem as nossas necessidades e muito menos um projeto revolucionário que nós gostaríamos. Verdade. [risadas] E o ponto é, a gente olha isso e vai querer conversar como se a gente tivesse discutir, como se a gente tivesse falando com moleque, como se tivesse falando com alguém do ensino médio, como se a gente tivesse, não respeita a história, o tamanho disso é exatamente, é gigante, gente. E é impensável, é impensável em qualquer outro lugar do mundo isso, uma história dessa acontecesse. A gente não tem noção disso. a gente se autointerpreta sem considerar esse essa potência, entende? É gigantesco. Gigantesco é a gente ter hoje um operário, um sindicalista que vira presidente da República, enfrentando no cenário global um bilionário presidente dos Estados Unidos. Meu irmão, não é só uma questão de símbolo, de representação, é uma questão histórica, material. efetiva. Tem um sindicalista que enquanto presidente da República enfrenta um bilionário que está sentado na cadeira de presidente de outro estado, inclusive do estado pelicamente mais potente e economicamente ainda na liderança do planeta. Consegue ler esse cenário ou será que é difícil, né? Consegue entender o que tá acontecendo ou será que a gente vai ficar só no né e né? Não, mas também não fez o que eu gosto. Mas também não fez o que deveria? Não, mas eu acho que, cara, entenda as condições, qual é a raridade na história da humanidade de algo assim acontecer? Em que outro lugar do planeta algo assim acontece na história humana? Um sindicalista fruto da luta de trabalhadores, da organização eleitoral de um partido vindo da luta sindical, acende a presidência, dá conselho para presidente na França, sendo ex-presidente já e hoje enfrenta o maior império do planeta, declaradamente diante de um cara que é bilionário, que tá executando seu poder lá como presidente. Pelo amor de Deus, interpretemos corretamente este momento e este lugar e esta história Jesus Cristo. Quando na história isso aconteceu, entende? Não pode tratar com desden. Não pode. Ai, vamos criticar com qualidade, com maturidade, com cérebro, com dérebro, por favor. É exatamente. É muito triste o Lula ser reconhecido muito mais na gringa do que aqui no Brasil. É. Não. E a gente tem que criticar aqui dentro, tem que fazer mostrar as contradições. É o que eu comentei quando eu vou lá para quando converso com alguém de fora ou pude ir lá para fora, falo: "Não, mas tem uma porrada de problema lá dentro. Mas isso não apaga o papel desempenhado e a história realizada. Analisar criticamente, cara, saber o que que dá para fazer, o que não dá para fazer. Diz o Ruben, né? Mais luta de classe que isso tá difícil. Pois é. Pois é. [risadas] Mas luta de classe é chamamento para luta. Não, brincadeira. Eu odeio isso, né? Venha você também para luta de classes. Luta de classes é só quando eu faço. [risadas] [roncando] Diz e com discurso de alimentar quem tem forme. Exatamente. O monstro tá diz nosso querido Borduna, só conseguiria ver algo parecido com Mandela ou José Mjica. É, e é isso mesmo. Lá fora, o Lula é tratado no nível Mandela, assim, Mandela brasileiro. Eu ouvi uma expressão semelhante, inclusive, de um camarada uma vez quando fui preso, tal como qual Mandela com o camarada de fora, né? E é meio que isso mesmo. Mas vamos lá. O Roland perguntou para ele, né? Que que ele tem que fazer pro governo dar certo? O presidente da França perguntou pro ex-presidente do Brasil que era um sindicalista que que ele deveria fazer pro governo dar certo? Eu falei: "Pora, Françoan, eu vou dar um conselho. Você se lembra do discurso que você fez para ganhar as eleições?" Então, coloca o seu discurso na cabeça cabeceira da cama, que todo dia quando você levantar você leia o que você falou para você não esquecer, [risadas] né? Então veja, a democracia ela tem que ser isso. Eu não posso fazer um discurso, eu não posso fazer uma eleição progressista e depois querer governar conservadoramente. >> Pronto. Inclusive, a gente pode pegar esta fala do não escrito e falar: "Pô, Lula, então tem que ser mais progressista, porque tem espaços aí na própria agenda do partido e de como tem sido conduzida certas áreas do nosso do país que estão sendo extremamente conservadoras ou que estão reproduzindo eh questões dentro da própria dinâmica neoliberal. Tem que fazer. Mas ó a diferença da gente fazer isso a partir do discurso, trazendo a referência, trazendo o cara, reforçando o papel de uma esquerda que faz minimamente uma blindagem para que a gente consiga, inclusive se fortalecer lado de cá e eu simplesmente saí tacando pedra, querendo atirar nas únicas barreiras que a gente tem. assim, é completamente diferente, absolutamente diferente, absolutamente diferente. Então, é importante a gente ter isso em em consideração. Por exemplo, a mobilização da galera na diante da questão do do rio Tapajós. Excelente, cara. excelente. Teve uma ação junto a uma empresa gringa, quer fazer um um projeto que atinge comunidades tradicionais, atinge os indígenas e tal, houve uma mobilização, a galera conseguiu puxar o freio e excelente, é isso mesmo, porque diz que ia fazer parte de uma atuação pelo pelos povos originários, pois mantém a sua posição. Isso não significa achar que eu tenho que ser o destruir tudo que tá aí, pô. E foi na base de luta de organização popular. Sim. Tencionando pra esquerda. É, tá, tá tudo certo. Agora, ao mesmo tempo, sempre que é possível utilizar esse discurso a nosso favor, sempre que é possível utilizar essa estrutura a nosso favor, analisar bem a conjuntura que a gente esteja junto, pô. Simples assim, cara. Simples assim. O povo não tem por entender. Eu tenho que ter noção de responsabilidade na hora de fazer o discurso e na hora de governar. Por exemplo, eu tenho uma tese econômica muito simples, [roncando] né? Se um país como o Brasil tiver pouca gente ganhando muito dinheiro, o resultado é miséria. Mas se tiver muita gente ganhando coco, o resultado é fortalecimento da democracia e do bem-estar da população. O nosso problema é começar a ter noção de que a democracia falhou. na construção do chamado estado de bem-estar social da população. >> E veja, é um discurso liberal, não é um discurso revolucionário. É óbvio que não. Há um discurso extremamente limitado. É óbvio que é. Mas o esforço desgraçado que é para você conseguir um mínimo, que é dignidade, é o ele falou do ganhar pouco, né? Muita gente ganhando pouco, a gente gera riqueza. E é verdade, pouca gente ganhando muito e aí miséria. É verdade. É uma tese ainda dentro da estrutura liberal, é óbvio, mas ao menos garante dignidade, a garante tempo. Não realiza o projeto que eu gostaria, revolucionário, barroco, rococó, que acaba com o bagulho todo. Mas isso não dá para fazer mesmo. Amanhã não vai rolar. E não é pela nossa vontade, né? Deu vontade. Aqui a gente organiza o pessoal e aí uma um grupo dirigente faz a revolução acontecer. Revoluções não são dirigidas antes, elas são posteriormente de realizadas. É depois que você tem uma mobilização popular, depois que você tem uma situação específica que aí eclode algo que não estava previsto. Não estava previsto, não estava no cálculo. E aí, eita, agora a gente precisa dar orientação para esse negócio aqui. É o contrário. E gente, pelo amor de Deus, o próprio Gustavo Machado, ele sempre lembra isso. Eu acho legal ele lembrar isso do Len duas semanas dentro da revolução falando numa universidade lá. Eu não vou ver provavelmente uma revolução duas semanas antes lá da da revolução de outubro ali. Eu provavelmente não vou ver os trabalhadores fazendo isso. Por quê? Porque ninguém tava vendo o que ia acontecer. Porque a gente não tem controle sobre essas situações. Ninguém tá controlando. Se tivesse controlando tava fácil, pô. É, o pessoal acha que é que tá brincando de war, né? Acho que tá brincando de de Age of Empire. [risadas] É jogo de estratégia. Você não é só eu mobilizar esse cara aqui, esse aqui, aqui. O negócio acontece. Não, cara. mobilização popular e faísca paraa revolução. A gente não a gente não faz, a gente não tem controle sobre isso. Por isso que é uma revolução, não é uma transformação, não é uma reforma, não é uma dirigência programada, ela acontece. E aí o que se faz no dentro de um projeto revolucionário é fortalecer a classe trabalhadora. classe trabalhadora fortalecida, organizada, que atua, tem consciência de como de como atuar, quando atuar, como deve atuar, faz os enfrentamentos e a gente se organizos, desses escopos. Simples assim. Ah, uma tese liberal é e um liberalismo mínimo que dá um esforço danado pra gente conseguir respirar. Parece que o pessoal não tem boleto para pagar. Parece que não sabe que quando corta algum um algum recurso de benefício social diminui o comércio que você tem ali, a padaria, o negócio que você vende, o serviço que você presta, diminui. Porque porque o pessoal tá sem grana para comprar. Aí você não vai conseguir pagar seus boletos. Bem-vindo ao mundo. Ah, se não tem um programa como Minha Casa, Minha Vida, eu não tinha a casa, eu não tinha esse teto que eu estou nesse exato momento. Não tinha. Não teria como eu acessar um um lugar para poder morar, para poder viver. Então, as pessoas perdem a noção disso aí. Na internet é fácil, porque você pode se abstrair da realidade e falar o que você quiser. Você pode achar que é uma discurseira e não considera a realidade. A pessoa tem o direito de ter gás em casa sem precisar pagar a fortuna que é um o bujão de gás. Pelo amor de Deus, gente. Ah, vai tá dentro da dinâmica liberal. Sim, mas as pessoas precisam viver. A menos que você considere no seu cálculo de discurseira que abstrai tudo aqui também, né? [ __ ] Quanto mais lascado, mais puto o pessoal fica assim. Parabéns, gênio. Aí é criança passando fome, sem acesso à creche, sem acesso à alimentação adequada na creche, eh, sem poder ter casa para morar, sem ter espaço ou ter alguma gratuidade de transporte, porque os caras vão cortar, vão eliminando, sem ter aumento real de salário mínimo, sem ter acesso à mínima de renda. Ah, que legal, que bacana, né? Assim, [ __ ] velho, parece que não nunca botou o pé no na na bagaceira. Ou se botou agora, respira e tá bem azar dos outros. Ah, não, mano. Entendeu? Não pode, não pode. É muito fácil da distância. É muito fácil. É muito fácil. Então, eh, ah, é o mínimo, é o dentro da dinâmica liberal. E o Lula tá falando, a gente não, a democracia, como ela tá colocada, a democracia não deu conta do estar do bem-estar social. Então, a gente tem que discutir como fazer isso. Essa é uma janela. Olha, janela de oportunidade pro tensionamento à esquerda. Não do tensionamento à esquerda para todo mundo é errado, eu que tô certo. Tensionamento à esquerda é, olha a janelinha aí, dentro do espaço institucional tem o maluco falando que a democracia dá um problema. Exatamente, Rubens. E o governo tentando restatizar as distribuidoras para baixar o preço do gás na ponta. Ninguém divulga igual, é, não divulga, porque se rende inclusive essa dinâmica de rede. A gente tá falando numa bolha de classe média que consome internet e que tem tempo para consumir internet, inclusive nós aqui, né? Eh, que para fazer o algoritmo render, você tem que ficar sempre na polêmica, você tem que ficar sempre na oposição nessa e não tem o conteúdo gerado, não tem a reflexão mínima, né? Ah, mas ai que saco. Diz ao querido R. É, acho que discordo desse ponto. O estado de bem-estar foi uma configuração muito específica em um determinado período histórico do centro do capitalismo, mas entendi o ponto dele. É corretíssimo. A gente pode discordar concordando, discordância, mas o ponto é saber fazer esse jogo de tensionamento. Importante. Mas vamos lá mais um pouquinho. em muito lugar falhou no campo da educação, falhou no campo da saúde, tá? Então nós vamos saber, nós precisamos, ao invés de fazer uma reunião para criticar os outros, nós temos onde é que nós falhamos e onde é que a gente pode consertar, qual é a narrativa que a gente vai contar pra juventude? Por que que eu tenho que induzir um jovem a acreditar na política? Mais autocrítica, menos ataque. >> Não é só mais autocrítica, não é nem ataque. É mais fazer autocrítica correta das coisas que não deram certo e fazer proposta das coisas que nós acreditamos que vai dar certo. [risadas] Ai que coisa incrível, né? Lula fazendo ciência. Exatamente. [risadas] Que coisa incrível, né? Que coisa incrível, né? Ah, fazer out fazer autocrítica. Que coisa incrível. Eu eu vou pegar um último trechinho dessa entrevista e a gente já vai pro nosso react de texto. Eh, cadê o a importância? Ai, cara, menos ataque. A, não tá nem preocupado com ataque. Pera aí, pera aí, pera aí. Hã, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí. Deixa eu pular o três. Ah, aqui. Lá vai, lá vai, lá vai. O último trechinho aqui. Fala, meu querido Igor, como é que você tá? Bom dia, meu bom. Tudo bem? Espero desejo que sim. Vamos mais aqui um trechinho. Mas estamos acompanhando aqui. Papito, papito falando, [risadas] painho falando. Vamos lá. Vamos lá. Eh, vamos lá paraa pergunta do jornalista. Pergunta interessantíssima, né? Perguntando assim: "Será o Lula o único leninista? Nunca vi nenhum [risadas] web comunista fazendo autocrítica." Mas é que também aí eu vou defender agora esse ponto do web e comunista. Ele não precisa fazer autocrítica porque ele não tá executando nenhum poder em lugar nenhum, né? Ele tá só fazendo agitação e propaganda, tal qual nós aqui nesse momento. Então, para que que ele vai fazer autocrítica? Não tá precisando executar poder, né? E isso aqui não é um, não é diminuir, tá? Fazer um comentário importante. Isso aqui não é diminuir quem tá na atuação da internet, mas a gente tem que entender o que a gente faz na internet. é discurso, é agitação e propaganda, não é execução de poder. Execução de poder você faz por meio das instituições estabelecidas. Quando você senta na cadeirinha para executar poder, é outra coisa. Quando você tem que tomar decisão para onde vai um recurso, como você aloca, como eu tive que fazer trabalhando como política pública, trabalhava no planejamento de política pública para atendimento de população em situação de rua. A gente tinha o dobro de população em situação de rua em relação à quantidade de eleitos disponíveis para abrigamento aqui aqui na cidade de São Paulo. Como é que eu alo? De onde eu tiro o recurso? Como eu atendo essa população? A a terceira pasta com maior orçamento das secretarias no município é de assistência social. Só que a assistência social não vai só paraa população estação de rua, vai para toda pessoa que precisa de assistência. E a população vulnerável, quem diria, né? 80% da cidade precisa de algum tipo de assistência. Como é que eu administro esse recurso, esse orçamento? Se eu boto para um, eu tiro para outro. Se eu dirijo para um grupo, outro fica sem. E não, não tem impressora de de dinheiro, tá? Não é botar põe as máquinas e as impressoras de moeda para fazer. [risadas] [ __ ] que pariu. Concreto não se faz com moeda, tá? Viga não se faz com moeda. Ai meu Deus. Levantar um um centro de acolhida não se faz com emissão de dinheiro num numa impressora. Não se faz assim. Não se faz. Isso tem uma péssima informação para vocês, não se faz. O colchão especial, específico para atender a população em situação de rua, que tem que ter um um tipo de de cobertura adequada pro colchão para não ter infestações, não dá para fazer imprimindo dinheiro, não dá. Manda do Pix. Não, não, não, não brota. Não brota, cara. Então, o orçamento vai para um lado, né? O orçamento vai para um lado e eu vou ter que tirar de alguém. Na hora que você senta para executar poder, a brincadeira é outra. Na hora que você tem que tomar decisão e o coração fica acelerado, você entra em quase crise de pânico, talvez eu tenha vivido isso, porque você vai ter que tomar uma decisão que gente vai ser afetada. Vai ter que tomar uma decisão que tem um grupo adversário seu que tá querendo massacrar a população em situação de rua e o teu trabalho é evitar que isso aconteça, é que essa população seja atendida e você vai ter que fazer enfrentamentos por orçamento, por espaço, por políticas adequadas, por discursos. por provar cientificamente o que vale mais a pena ou não enfrentar o o interesse imobiliário. Não é porque deu vontade, meus amigos. É é [ __ ] mano. Sentar para executar poder, a brincadeira é outra. É outra. Então a gente vou aqui, tô defendendo. Não, o Raia tá dizendo que eu fui defender, acabei debochando. Não, eu tô defendendo. Ah, vou exigir autocrítica dos web comunistas e dos ou dos web trabalhistas ou dos web crentes ou dos webs webs. Não, cara, não. Que não tá nem executando poder. A gente faz agitação, a gente faz propaganda, a gente discursa, produz conteúdo, mas isso não executa poder, [ __ ] O o que executa poder é outra coisa. É instituição estabelecida. É na hora que você senta na cadeirinha, aí a brincadeira é diferente. A brincadeira é muito diferente. É muito diferente. Não é ver número passando em tela, tá? Não é, não é, é outra coisa. É outra coisa. É, já me dá até gatilho de lembrar as reunião que a gente participava, só bagaceira. Eh, executar poder é diferente. Então, tem que saber se a minha posição na internet é agitação e propaganda, é produzir conteúdo. Eh, eh, eu tenho que entender quem eu legitimo quando eu produzo conteúdo, quem eu deslegitimo, a quem eu potencializo e a quem não. Tentar minimamente entender os efeitos positivos e negativos daquilo que eu tô fazendo. Quem se beneficia disso? É diferente. Produzir conteúdo, discurso, propaganda não é a mesma coisa que executar poder. São duas instâncias completamente diferentes. Discurso legitima, discurso da justificativa. Discurso organiza as ideias, potencializa, mas é completamente diferente de executar poder. Se há alguma autocrítica a ser feito, não é uma autocrítica do tipo, ah, deveria ter feito isso, aquilo. ou não é de tá sabendo que essa é a minha função no jogo, como que eu jogo, porque há uma divisão aqui de trabalho de militante, há uma organização distinta, quem tá executando poder e quem não, quem tá organizado em partido e quem não. Uma coisa você ter que organizar e gerir um partido ou até organizar e gerir um canal. É diferente. Eu só tô cuidando de um canal aqui. Super fácil. Eu boto esse bagulho para gravar, torço para cair alguma renda no final do mês para pagar o Streamyard. Se não paga, eu tô [ __ ] [risadas] eu não consigo manter o canal funcionando, porque é um canal pequeno. É fácil. É fácil. Organizar um partido é outra coisa. Organizar um coletivo é outra coisa. É outra coisa. Então assim, vou nem exigir autocrítica, não vou. Só entenda qual é a sua função no jogo. Simples assim. Simples assim. Mas é complicado, pô. É complicado. Só comprar mais leitos é fácil. Só comprar mais. Ai, cara, a galera não tem noção não. Mas vamos lá. Vamos lá. Vamos lá. Vamos aqui para o nosso querido painho que tá em cargo de execução do poder. Então, tem que fazer autocrítica mesmo, tem que ser criticado, mas a gente tem que entender o que que é tomar decisão, né? É, é diferente. É diferente. Mas vamos lá. A pergunta do jornalista, né? Qual que é o pior momento da carreira do nosso querido Luiz Inácio? >> E mirando hacia atrás, ele momento de sua carreira, qual foi? Estuve >> Não, não >> é, >> faltou aqui a tradução simultânea, né? Qual foi o pior momento da sua carreira política, né? Foi o momento que você teve preso, né? Que você teve na prisão. Aí o Lula mete um. Não, não, não. A prisão foi suave. Diferente de um saco de cocô aí que não consegue ficar no lugar que tem ar condicionado, né? [risadas] Tem atendimento odontológico, alimentação adequada, cuidadinho, aí não consegue. Mas o Lula falou: "Não, não, prisão foi fácil, ó. Prisão tirei de letra mata. O pior, [risadas] o pior momento da, da minha carreira, no fundo, no fundo, foi a primeira eleição que eu perdi em 82 pro governo do estado de São Paulo. O meu partido só tinha 2 anos. Era a primeira vez que eu tinha sido candidato majoritário e a gente juntava tanta gente na rua, tanta gente na rua que eu comecei a acreditar que eu ia ganhar as eleições. [risadas] Comecei a acreditar que ia ganhar as eleições. Então eu eu era eh era uma figura, era um metalúrgico, um operário, candidato a governador. Era uma novidade [limpando a garganta] muito grande nesse país. E eu brinco muito, eu dava muito autógrafo e eu acho que eu não tive a quantidade de voto que eu tive de que eu dava de autógrafo. >> E com certeza não teve. Então cara, olha, olha que exatamente [risadas] Lula novinho se iludindo. Não, e por quê? A gente mobilizava muita gente, a gente via muita gente na rua. Achei que eu ia ganhar. Tá fácil. São milhões, milhares de pessoas. E cara, milhares de pessoas ali nos anos 80 se juntar na rua com Partido Trabalhador, sindicalismo. Eh, tem que ser bravo, meu amigo. Tem que ter uma organização estruturada ali muito grande. Tô dando autógrafo que eu nem sei mais quanto autógrafo eu tô dando. É gente para caramba. Agora vai, agora dá. Ganhar eleição não é por quantidade de pessoas que te seguem ou que você dá autógrafo ou que te admiram. O pessoal admirou o Lula, mas não votou nele. Pessoal achava super legal. Tamo junto. Porque a banda toca de outro jeito, mano. Mas vamos lá. Lula aprendeu com essa história. Ele achou que ele ia ganhar, mas é só achou mesmo. Eu fiquei muito decepcionado. Eu cheguei a pensar em desistir da política, sabe? E aí tem uma conversa minha com o Fidel Castro e foi em 82. >> Se vocês quiserem eu boto no replay, tá? Eu ia desistir da política, mas aí teve uma conversa minha com Fidel Castro. Eu [risadas] queria ter um dia ter conversado com o Fidel ser um sonho da minha vez. não ia nem conseguir conversar, ia ficar babando. Falei: "Fidu". Provavelmente é o líder que eu mais admiro assim de de verdade assim admiro demais sobre tempo que esse homem, o que esse cara faz, ele era brilhante, mano. Ele tinha um, é, é muito completo, jogador completo. Fidelito era um jogador completo, bandante impressionante. Então, aí ele tava lá, né? O dia tava lá conversando com o Fidel, né? 85. Eu tava conversando com o Fidel Cat. Eu falei: "Olha, ô Fidel, >> ele queria saber como é que tava o meu partido." Falei: "Ó, Fidel, em 85 tava conversando com o Fidel, tinha pensado em desistir, né? Tava lá fazendo um nada aí, né? A gente se trombou. Foi, faz tempo que eu não te vejo também. Faz tempo que eu não te vejo, Fidel. Vamos tomar um café lá em casa. Bora. Sentaram para trocar uma ideia, como se fosse uma terça-feira, sol à tarde. E o Fidel: "E aí, como é que tá o partido? Como é que tá as coisas? E Lula desiludido, jovem. Falei: "É, perdi a eleição. [ __ ] [ __ ] Achei que achei que ia ganhar. Achei que ia ganhar. [limpando a garganta] Cara, tá falando de uma conversa entre [risadas] um candidato, não era nem presidente nem nada, 85. Candidato derrotado de um partido dos trabalhadores sindicalista conversando com ninguém mais, ninguém menos que senhor Fidel Castro. [ __ ] [risadas] velho. Ai, será que esse homem teve um impacto na esquerda latino-americana? Ah, quase nenhum, né? Quase nenhum. Esse aí a recuado. Ai, meu Deus do céu. Vamos lá. >> Então, eu tô pensando em desistir porque eu fui candidato e só tive 1.250.000 votos. F Lula, você conhece algum lugar do mundo? que o operário ainda teve 1.256.000 votos. [risadas] Não. Vocês conhecem algum lugar no mundo em que um operário na primeira eleição que participa tem 1.256.000 1 votos no ano da graça de 1985 para governador de São Paulo. Esse é o tamanho, meu Jesus Cristo. A gente esquece, a gente acha que a gente tá com nós que nascemos no final dos anos 80, começo dos anos 90, crescemos os anos 2000 durante o governo Lula, assistindo aqueles dulos de de dinheiro no Jornal Nacional, né, de Lava-Jato, de não sei o quê, de petrolão, de piipi, poó pó. A gente se acostumou a tratar o Lula como se ele não tivesse essa história. A gente se acostumou a tratar a velha guarda como se fosse uma parada dos meninos. Aí a gente pode sair criticando e falando qualquer groséria. Afinal, a gente aprendeu, né? Você aprendeu que no jornal você pode falar qualquer coisa, você pode fazer piada falando que ah, ele é bêbado, é cachaceiro, a gente não sei o que lá. A gente aprendeu a fazer isso, né? Agora a gente não usa, né? Bêbadoo, cachaceiro, não sei o que lá. Não, mas a gente trata com esse mesmo grau de ingenuidade, desrespeito e sem noção da história. Critica, mas não trata como se tivesse falando com um menino, com com um moleque de um ensino médio, com alguém que começou agora a brincadeira, sabe? Não pode, gente. Tá errado. Não pode. Não pode. E eu tô falando de alguém que crítico. Não pode, cara. Não pode. História de militância aqui. A gente tá falando uma conversa entre Fidel Castro e Lula. E o Fidel aqui. Obrigado Fidel, como disse o Rubens, né? Obrigado, Fidel. Obrigado, Fidel. Porque se não fosse fidel a gente painho aí depois disputando e conseguindo mesma coisa. E diz Kevin, né? Um operário que teve 60 milhões exatamente de votos para ser presidente. Cinte, [ __ ] velho. Ah, meu Deus do céu. Diz nosso querido Lucas. Dela os números, porém o capitalismo prevaleceu e nos trouxe pro Bolsonaro. Mas minha gente, tem toda a razão, querido Luk. Inclusive, bom dia, faz tempo que você não tá por aqui. Mas o ponto é esse. Existe uma coisa chamada história. E a história não é só o que ficou para trás, é as condições que a gente tem para atuar hoje. E tem condição que não dá para levar adiante e tem limite. E eu entendendo o limite, eu falo: "Pô, a gente tem que ultrapassar esse limite aí, pô, tem que ser melhor do que isso daí que foi feito. Pô, essas reformas aí são limitadas, pô. Esse governo aí se rendeu a certo um um a um âmbito de de projeto neoliberal. Verdade, verdade, verdade. Temos que superar. Quais são as condições históricas que a gente tem? E não é quais são as condições históricas que a gente tem. Ah, então abraço petismo. Não, quais são as condições históricas que a gente tem? Então, qual é a atuação que a gente vai fazer para que na história seja possível? a gente tem uma classe mais organizada, uma pressão mais forte dos trabalhadores, as possibilidades que nós temos de atuação. E é isso, porque a gente não faz as coisas porque deu vontade, não faz as coisas porque quer executar poder dentro de uma estrutura é outra coisa, meu Jesus Cristo. É diferente. A brincadeira é diferente. Então isso é importante. e nosso querido Igor, querido Igor, Bruno, mas a crítica não se baseia justamente nas medidas do Lula não fazer injusto essa história? Sim e não. Sim. [roncando] Na medida que eu falo: "Pô, esse cara fez parte dessa esquerda que nos inspirou a um sonho revolucionário maior do que o que tá sendo realizado." E aí eu abraço, falou: "Realmente, o nosso sonho era muito maior do que isso que foi que nos limites que a gente atingiu." Agora, a gente atingiu os limites dentro do possível, do factivo e do viável e fazendo coisas, inclusive extraordinárias, inéditas na história de um país de 500 anos, com 300 anos de escravidão, 200 anos de bagaceira para ter um primeiro presidente à esquerda no início do século XX e em 20 anos a gente tinha outro país. Então assim, é entender essa história, entender o que foi feito dentro da factibilidade, dentro do que foi viável e a gente pode potencializar. E a gente agora então tem que ver os limites. Não quero mais que isso. Eu não sou petista, eu não sou filiado ao Partido dos Trabalhadores. Sou filhado da unidade popular pelo socialismo. Isso extremamente recuado o Partido dos Trabalhadores. Extremamente recuado, extremamente entregue por uma dirigência que se adaptou a essa vida de classe média, uma galera que se adaptou aí com essa dinâmica liberal e neoliberal. Só quero o mínimo. Desgraça. Eleitoreiro para caceta, fez aliança até com o diabo. O modo de dizer, pelo amor de Deus, o crente corta isso aqui e aí fala isso. Fez aliança com com todo, faz uma frente amplíssima. Dentro do possível, acho uma desgraça, acho limitadíssimo. Isso não significa que eu não tenho que considerar que são adultos na sala tomando decisão e discutindo e tratar o jogo tal com o respeito que ele merece. E os meus adversários com respeito que eles merecem. A gente dá mais valor para as atuação malucada de bolsonarista do que paraa atuação consistente da esquerda. A gente valoriza mais as imbecilidades feitas pela direita e pelo fascismo do que a consistência realizada pela esquerda, do que as vitórias conquistadas dentro desses espaços. Aí a gente tem que rever, né? Pô, a gente tá sendo muito burro, cara. a gente não tá entendendo muito, não tá discernindo o tempo, né? Eh, a gente, cara, isso é importante, isso é importante. Reflexões fundamentais é limitadíssimo, lógico que é, óbvio que é. Quero mais, mas o meu sonho de querer mais não implica então all in ou nada. Não, que que dá para fazer? E tem adulto na sala, né? Tem uma galera aí que eu vou vou aqui, eu não gosto de fazer bateção de boca na internet, mas me irrita muito assim, né? Uma parada que eu fico muito triste, para não dizer puto, mas triste com a posição, por exemplo, dos caras chamados autodenominados, né? Web trabalhista, sei lá que nome que eles vão dar agora, tipo o Tamiro, crep e tal. Pô, esses dias, cara, eu vendo genuíno trocando ideia, foi um trecho só, mas o trecho que eu assisti já foi o suficiente para eu ficar enfurecido. Genuíno trocando ideia com um mano lá, não sei se era o Tamiro, era o CRP, pouco importa m agora nesse momento. e os caras tratando o que este homem, liderança da esquerda brasileira fez, como se tivesse conversando com um adolescente ou com alguém que utiliza internet, consome conteúdo do YouTube. Aí esses mesesquest fazendo esse bagulho, eu falo: "Mano, este senhor de cabelos brancos está se sujeitando a fazer isso porque ele sabe papel que tá sendo jogado dentro dessas redes de um conteúdo completamente absurdo, deslocado, com papo rebaixado para caramba, sem considerar história, sem considerar aquilo que é factível, o que é possível, com um menino que deve ter a minha idade, ou mais novo que eu, talvez mais novo que eu, tenho 37, não sei quantos anos os meninos tem, que a gente não fez a unha do que esse Esses caras fizeram, a gente não não sentou na cadeirinha para executar poder. A gente não fez uma luta rebelde, não pegou em arma, não fez [ __ ] nenhuma. Mas acha que não que tá. Isso não é dizer: "Ah, olha, então tem ficar lá bem na a nuca do moço e abraçando ele com carinho." Não, mas você tem que considerar a história o que foi feito, o que está sendo feito, o que é possível ser feito. E aí você troca ideia em outro nível, eleva essa conversa, procura os espaços em que dá pra gente atuar mais. Sabe, saiba fazer aliança, saiba na discordância, saber não afundar o barco no que você tá, no qual você tá navegando, né? Sim. E aí é rida, eu fico triste mesmo. Eu falo: "Gente, não pode fazer isso, não pode. Tratar uma liderança como essa que a gente tá assistindo aqui falar ou qualquer outra dessas velha guarda que fez coisas que a gente seria incapaz de fazer e que se a gente tá hoje conseguindo desenrolar algum trampo aqui, é porque esses caras fizeram bagulho imenso aí. do lado nosso lado radical, né? A esquerda. Olha pro paraas paradas que Malsetung fez as boas e as ruins. Den Shelpin fez as boas e as ruins. Lenin fez as boas e as ruins. St fez as boas e as ruins. Sei quem fez as boas e as ruins é falar: "Não, mas tem que entender também porque isso foi necessário, porque depois que aí a gente passa um panaço para vários problemas porque depois olha o que vem". Mas na hora de analisar a nossa história, a gente não fala: "Cara, mas a gente só tá aqui por isso que foi feito antes." Aí na nossa história não vale. Aí você põe fogo em tudo. Aí perna para que te quero, azar do seu, tal. E aí aí a gente se lasca, a gente se enfraquece. É muito assim, mas é muito. Diz o nosso querido Luk Acab. Lukit Acab. Bom estar de volta, camarada. Obrigado pelas tuas lives que irão ajudar nosso povo mudar isso para nosso povo, nossas 25 pessoas que vão assistir com a gente, nós 25 teremos um bom papo. [risadas] Desculpem, até porque se você vai com muita sede ao pote e dá errado, pode até queimar a a imagem do partido e minar as ações futuras. Perfeitamente. Entender o contexto histórico é relevante para manter o projeto de pé? Perfeitamente, perfeitamente. Diz querido Uber. Entendi perfeitamente seu ponto, mano. Obrigado por isso. Não, tamo junto. É, é que eu e eu não discordo de você. Você tá plenamente correto, cara. Acho que essa é uma parte importante do papo, tá ligado? Você tá certíssimo. Por quê? Porque, pô, não tá fazendo jus aquilo que a gente esperava. Lógico que não. Mas agora tem que olhar também o que dá para o que dá para fazer, né? A diferença do que eu espero e gostaria daquilo que dá para acontecer. [risadas] Eu adoraria amanhã acordar. Eu adoraria amanhã acordar e falar: "Caraca, eu consegui pagar a dívida do cartão que eu adquiri no período que eu tava desempregado". Mas isso não vai acontecer, eu espero, né? Eu sonho, adoraria. Mas aí chega o meu salário e é consumido pela vida cotidiana, eu falo: "É, não vai dar. Queria mais, [risadas] mas não vai dar. Infelizmente eu esperava mais, né? Ou fiz o doutorado, espero agora receber milhões. Não, meu irmão, você pode sonhar, mas não vai, não vai. Ao contrário, a gente é extremamente precarizado. Na verdade, acho, tem um número bem baixo de pessoas que tem doutorado que consegue uma um salário adequado, uma posição adequada. Maioria até abandona a academia. Eis um caso aqui que tá praticamente quase fazendo isso, porque é assim que funciona o jogo, né? Então assim, uma coisa é a minha expectativa, a outra é a realidade. Diz nosso querido Kevin, é reconhecer tanto os os efeitos quanto os limites. Perfeitamente, perfeitamente. Diz nosso querido Rubens, liderança durante a ditadura. Exatamente. Exatamente. Diz Nossa Jéssica. Bruno não entra em contato com esse povo web trabalhista. Tavam atacando a Laura no Twitter. Base deles é puro. É, mas você atacou a Laura, tá errada, né? A Laura é a única linha correta que a gente tem sempre. A mulher não erra aí errado. Tá os outros. [risadas] Concordo com você. Fazerte, pô. Pote só as coisas ruim. Porque boa não teve. Não teve mesmo. Aí foi, né? Diz nosso querido Rubens, baralho. Pode crer. Os caras passa pano por Stal e o Lula só pedrada. Não tinha visto esse esse lado ainda. É, mas é. Ué, é, pô. Aí a gente olha pra história dos outros vale. A nossa não é viralatismo para caceta, né? Ah, viralatismo de esquerda. É o viralatismo vermelho. [risadas] Nós o povo, nós os 25 do povo soviético barista. Exatamente. Nós 25 sobreviveremos. Azar nosso. Não adiantou de nada. Precisava ser mais gente, mas tudo bem. Diz Ran Ryan. Não, o web comunismo é ainda paspano, mas agora os trabalhistas estão se afundando em alianças duvidosas para desar. Ah, eu também o que a gente, o pessoal brinca de web e comunismo, tal, eu adoraria trocar ideia. Adoro, na verdade, poder ter espaço para trocar ideia, para poder tenscionar. E eu acho que é saudável. Eu acho que é a bobagem a gente ficar no só no ataque pelo ataque, naquela gritaria maluca. É saudável o debate, ele é fundamental, os tensionamentos, a gente entender as estratégias. Seria legal discutir estratégia, né, comum, planejamento adequado. Massa demais. Qual é a função da produção de conteúdo na internet? Isso é um discurso, uma discussão que não tem, né? Assim, qual é a função da produção de conteúdo na internet? É conscientizar a classe trabalhadora? É gerar revolta. Gerar revolta não precisa de conta na internet. Só ter que acordar todo dia 4:30 da manhã com o celular despertando, você já tá puto. Desce pro ponto de ônibus, não tem uma alma viva, você fica com medo para ver se vai passar duas, dois caras numa moto. Aí você fala: "Eita, [ __ ] 5 horas da manhã indo pro trabalho, ainda tenho que ficar com medo dois caras numa moto. O pão de ônibus aqui vazio, tem uma alma viva nesse lugar. Já tô puto. Chego no trabalho cansado depois de pegar um trânsito danal porque as ruas tudo esburacada aqui no no no estado de Tapicirica. 1 hora20 para chegar no trampo. Chega no trampo exausto com ônibus cheio, puto. Chega lá começa a trabalhar e é pressão atrás de pressão ficar puto. Tem que diminuir o horário do almoço porque você vai conseguir só comer 35 minutos. Porque os outros tanto você vai ter que gastar recuperando um trampo aí que você não fez ou tendo que ir no banco resolver algum problema que você não conseguiu fazer pelo aplicativo. Tem que ir na agência, mas a agência fica no cu do mundo. Você tem 25 minutos para resolver. Corre lá, você vai e volta puto. Aí você passa trabalho, puto. Já tá puto, já tá revoltado. [risadas] Não é, não é o conteúdo da internet que chamar revoltado. Ah, não. O pessoal só vai ficar puto depois de quer assistir meu vídeo. As pessoas já estão cansadas. A gente tá puto. O que a gente precisa agora é organizar essa brincadeira. tem noção do que tá acontecendo, tem um conteúdo adequado, reflexivo, que auxilie, ah, mas não gera engajamento, a gente não ganha esses se vai gerar, então cria rede com a extrema direita, mas não seja burro de atacar quem quem ainda faz um mínimo de proteção pra gente, né? Qual que é o papel da produção de conteúdo na internet? É importante discutir esse papo. A Laura fez um vídeo, fez um vídeo ou falou num podcast? Foi no podcast. A Laura, já que a gente comentou da Laura, acho que podcast que foi, eu acho que foi no do Felipe Leão, eu acho que foi, que ela falou sobre a produção de conteúdo na internet. A gente não vai ganhar. Ela tá certa. Esse algoritmo aqui vai trabalhar pra gente? Não vai, pô. Então, tem que entender qual é a função dessa produção de conteúdo aqui, com quem que a gente vai conversar, qual é a bolha que a gente atinge, os limites que a gente tem nela. E qual que qual é o efeito que a gente espera, né? Importante, perdão. Eh, sério mesmo? Caraca, nem tinha visto isso. Graças a Deus eu não vi. Hum. Diz o nosso querido Gabriel, mas o web é comunismo vê a aa a socialdemocracia como inimigo. A a lá social fascismo. Ah, mas aí a burrice ela impera às vezes. Mas não é todo mundo também. Tem gente que faz isso, tem gente que não faz. Eu acho que não vou colocar no mesmo balaio. Isso é verdade. Querido Templário, eu concordo com você. É inacreditável como a Rosa Luxemburgo acertou uma quantidade absurda de teorias revolucionárias que ela desenvolveu em 1900. Todos os acertos endereçados à contemporaneidade de hoje em dia. É, auxilia muito, é uma ferramenta importante. Muitos momentos eu acho que escapa um pouco para um certo idealismo esperançoso demais, mas porém contudo, todavia é verdade. Recurso pouco utilizado. Diz Jéssica: "A teoria do social fascismo errada". Exatamente, a tese tá errada. Eh, tem livro do Lenin sobre e se chama esquerdismo, doença infantil do do da qual é esquerdismo, doença infantil do comunismo, né? A, já não lembro mais. Como disseram no grupo barista, radicalismo performático abstrato, [risadas] galera esquece a história e fica num discurso eh num discurso apartado. Que palavras bonitas que vocês estão utilizando hoje do que é possível dentro das condições reais, políticas. É verdade, é, é verdade, é verdade. [risadas] [suspirando] Exatamente, por Mas aquela, Exatamente. A Laura não só produz conteúdo da internet, né? Ela milita. Milita efetivamente. Isso faz muita diferença também. Mas é isso. E eu perdi aqui o que que eu tinha feito. Pronto. Agora só, pô, eu perdi todo momento. Eu acho que não vai dar para fazer o react de texto, tá? F só um trechinho. Eu, ou seja, eu fiz um clickbait completamente bait, né? Eu falei ia falar sobre economia, não falei nada de economia até agora, mas vamos terminar aqui a fala do nosso querido Painho falando sobre o o papo dele com Fidel, né? Em que lugar do mundo tem um operário sindicalista que conseguiu 1.256.000 votos? Não existe nenhum lugar do mundo. Existe lugar nenhum do mundo. Então, meu caro, continua na vida política. Isso isso me motivou a perceber que eu não tinha sido tão fragulosamente derrotado. Eu fui o quarto colocado [risadas] >> ainda. Eu não quero. >> Com 200 e não sei quantos mil votos fica em quarto lugar. [risadas] Eu acho impressionante, cara. Pera aí, pera aí. Ih, por que que eu não apareci de volta aqui? Ah, e eu queria botar um Ai, mano, tem um último trecho também. Eu acho que eu vou abandonar. Eu vou ter que mudar a TAMB desse vídeo aqui. >> Quero perder a chance de perguntar. Esqueci aqui. >> Vinícius e a Espanha. Eu acho americano. So I just started freestyle and tested my m and this is what I did right Tudo junto. [canto] Ih, deu pau, deu pau. Travou tudo aqui. Pera aí. Aí, pera aí, pera aí, pera aí. Travou tudo. Ah. Pronto, última paradinha aqui. É, voltei, voltei, voltei. Deu pau aqui, deu, travou tudo. Meu computador tá daquele jeito, né? Vocês já estão ligado, mas ó, vou vou colocar aqui o último trechinho. Eu vou ter que mudar a tamb desse vídeo. Eh, eu ia falar sobre economia, enganei vocês, mas é que a ideia era essa, mas demorei mais tempo do que eu imaginava no nosso papo. [risadas] Ai, perdão, perdão. Fui moleque, errei. Fui moleque. Foi mal. Fui moleque. Agora vai, hein? Agora vai, agora vai. do 3 e ó o o entrevistador vai perguntar como é que é sua relação com o primeiro ministro da Espanha, Pedro Sanchez perguntar qual é sua relação com presidente com Pedro Sánchez. Olha, [limpando a garganta] a minha relação com a Espanha tem um histórico meu com a Espanha, que é o seguinte: Ah, eu tenho muita relação com a Espanha. Vocês tinam nos anos 80 o primeiro >> veja, ele não tá respondendo só com Pedro Sanchez, né? Ele falou: "Fica de clickbait, de sacanagem". Não, vou vou ter que mudar também. Ele não falou sobre o só o o ministro Pedro Santos, ele vai falar agora com a relação dele com a Espanha. O homem já saltou no tempo, né, e no espaço e na geografia e subtraiu o sujeito e está lidando agora com a entidade Espanha. >> Ministro espanhol, eh, que é o >> Suáz. Suárez, >> Adolfo Soares. Hum. Esse cidadão era tido como homem conservador. >> É, >> mas ele veio ao Brasil. Eu estava condenado pela lei de segurança nacional e ele fez questão de brigar com os militares para que eu pudesse ser atendido por ele. O primeiro ministro da Espanha nos anos 80 vem ao Brasil, uma agenda provavelmente diplomática. E ele fala: "Quero conversar com o Lula". O Lula era presidente? Não, ele era tinha algum cargo político? era uma liderança sindical que estava cerceado pela lei de segurança nacional. E o primeiro ministro da Espanha, um chefe de estado, fala pros chefes de estado brasileiros da ditadura militar, quero falar com esse sindical, esse sindicalista que está aí sobre perseguição de vocês. Exijo falar com ele. Vocês estão entendendo o tamanho disso aqui, a história disso aqui? Qual que é a liderança popular no planeta que sem tá ocupando o cargo de chefe de estado consegue um feito desse? E a gente não tá falando de o primeiro ministro progressista de esquerda, sei lá, Barrococó, caviar, não. Ele tá falando de um cara que inclusive é considerado conservador, Adolfo Soares. Aí vai fazer uma crítica como se tivesse conversando com o menino de ensino médio. Ó o tamanho disso, meu Jesus Cristo. Pensa, pô. Pensa que que a gente, do que que a gente tá falando de uma liderança sindical, de organização de um partido de base trabalhadora nos anos 80. Essa história a gente tem que conhecer, tem que reconhecer, tem que entender. E não é para ficar sendo urfanista, para fazer que nem um monte de aí um monte de cabeça branca do PT fisiológico lá que fica fazendo isso só para ficar lambendo o Lula e para conseguir espaço dentro da estrutura, né? fica lá e olha porque nunca fez nada também fica se apoiando no homem e nas outras lideranças que fez. Não, não é para ficar lambendo, cara. É para você entender com quem você tá lidando, você entender a história do seu país, a história do cara que ocupa o cargo de presidente do seu país. Entenda para daí fazer uma crítica adequada. Entenda para saber a hora de hum segurar um pouquinho aqui. Entender melhor o que tá acontecendo. Vamos lá. Ó o tamanho disso, pô. Depois dele, o R Schmith aqui do Brasil e vigiu dos militares ter uma conversa comigo. Isso nos anos 80 >> não foi um, foram dois chefes de estado pedido nos anos 80 para conversar com o sindicalista contra a ditadura militar, né? Ou seja, falou: "Ó, ele tá sancionado aí pela lei de segurança nacional, mas a gente quer falar com ele." >> Depois eu tive uma belíssima relação com Felipe Gonz. Depois eu tive a relação muito boa com o sapateiro. Tem muito muito muito muito com Pedro Scho e tive boa relação com Asnar. Asnar conservador. >> Muito boa relação com a Sabe por quê? Porque a relação quando você é chefe de estado, ela não tem muito a ver, sabe, da sua afinidade ideológica pessoal. Hum. Porque o chefe de estado não coloca o seu desejo ideológico na frente das conversações? Isso é um adulto sior, vivido, maduro, militante, capaz de dizer algo muito simples. Quando você tá sentado na cadeirinha de execução de poder, sabe o que você faz? A cadeirinha é mais importante do que você. O papel desempenhado, ele não é a mesma coisa das suas vontades e dos seus desejos. É outra coisa. Simples assim, só que difícil assim. É simples, deveria ser óbvio, mas não é fácil. Sentou na cadeirinha de execução de poder, a brincadeira é outra. Como a gente já comentou aqui, cara, simples, eu como chefe de estado não é a minha preferência ideológica. Ah, então eu só vou conversar agora com o pessoal que é do mesmo. Eu tô como chefe de estado, vou ter que sentar para trocar ideia com todo mundo. E de novo é aquele lance, passa pano para Stalin trocando ideia com o moço do bigode, mas não passa pano, né, na hora de uma relação simples entre dois chefes de estado sobre uma mínima estrutura democrática burguesa que a gente tem. entende qual que é o o bloqueio mental de entender a realidade da política assim aí? Ah, não, porque o cara tava tinha um bigode bonito e tava do mesmo lado aqui, mais radicalizado que eu, né? Então eu vou entender que a história exigiu dele sentar com o outro maluco lá. Mas na hora que vai ver a realidade do nosso tempo, da nossa história, no nosso país, na nossa terra, não entende qual que é a necessidade de sentar com maluco e conservador, de ir lá trocar ideia com o laranja vaca, de conseguir fazer um uma conversa com com [risadas] uma frente amplíssima, né? Aí não, aí aí aí não pode aí aí não, entendeu, gente? Assim, pô, usa um critério saudável, um critério de verdade, um critério mais científico para você usar o mesmo peso para as medidas. né? Os mesmos pesos e as mesmas medidas. Dois peso e duas medidas é desonestidade. Dois pesos e duas medidas não te ajuda a entender a história, nem a lidar com ela. Pelo amor de Deus, usem os mesmos pesos e as mesmas medidas. A nossa crítica é importante, né? É fundamental, cara. Fundamental. Vamos lá. Eu tive problema com de esquerda. com Evo Morales, sabe? Era meu companheiro, companheiro que eu que eu >> Tudo que eu quero na vida era o sucesso dele, que terminou agora com o fracasso de setores progressistas da Bolívia. Mas então que inclusive é um case a ser estudado os farcassos do dos setores da esquerda Bolívia brigando entre si, né, para ver quem é seu dirigente morin e se autofagocitou e se destruiu por uma série de contradições dentro do do da da do como é que é o nome do partido? Meu Deus. Ai tava na ponta da língua o nome. O Mir Não, não é que Miro que eu é o meu Deus. Ah, já já vou lembrar. Mas né? Então assim, mas o Mass obrigado, obrigado, obrigado, Rubens. É o masso se autofagocitou, né? Depois de uma quartelada, um monte de coisa que a direita fez é completamente equivocada. E bom, e aí acontece, né? Tum. Hum. Deixa eu fechar aqui depois do clickbait que aparentemente eu criei sem querer. Foi um clickbait culposo, sem a intenção de clickbaitar. Peço desculpas. Ia fazer um react de texto e não fiz. Ai, que sacanagem. Propus um bagulho, falei que ia ser economia, não falei de economia, enganei todo mundo, mas não foi de propósito, não. É porque a gente acabou se empolgando aqui. Aí culpa minha, culpa minha. Mas só para não deixar passar, o texto que eu ia ler é uma coletânia. mandar é tem uma proposta já tem tema tema, tem esse esse lá chamado democracia e totalitarismo. Eh, bem, cadê? Chegar no primeiro capítulo aqui, parte um, né? Economia e reprodução da vida humana. E é esse primeiro capítulo aqui. São 10 páginas, problemas atuais da economia política. E eu queria ler ele pelo quê, [música] né? Ixi, o áudio foi embora. Perdão, perdão, perdão, perdão. E agora melhorou? Perdão. Ei, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí. O áudio foi embora. E aí, lasca, a internet hoje tá contra nós. Eu ia ler esse trechinho aqui, esse, né? Problemas atuais da economia política, que é o liv, cara, é muito legal esse texto aqui. Muito bom, muito bom, muito bom. E por quê? porque ele faz uma crítica e como eu comentei, h, como eu comentei lá no comecinho a partir do que tinha dito nosso querido Fando sobre Argentina, né, que a gente tá na bagaceira, pessoal, ah, que o Brasil aprenda com o caso do Mi, mas aí é uma questão de narrativas porque é extrema direita, os o Hancistão e não sei quem vai dizer que foi bom e tal. E a gente tem que mostrar que foi ruim e eu vou sustentar. Não é uma questão de de narrativas, é uma questão de ciência. Ciência ciência econômica. E aí, por isso o tema hoje seria o que é a economia pura e simples. E aí o texto seria essa leitura aqui, problemas atuais da economia política. É um artigo que o Franço publicou, inclusive numa aula que ele deu, que virou artigo, é muito bom. Ele dá uma repassada sobre a fundação do campo da economia e os fundamentos da discussão da economia política. E cara, é bom, velho, porque ele vai distinguir a construção de uma ciência, né? A construção da ciência e um critério para você considerar qual é uma ciência adequada e uma ciência inadequada para você realizar ações e planejamentos, né? É bom, cara. É bom, é bom, é bom, é bom. É muito bom. Vou ver se eu consigo pegar um trichinho aqui e que inclusive nossa, conecta com muita coisa que a gente tava conversando aqui. Ah, a gente vai ver aqui, ó, os sempre citado, o sempre citado pelo Ancapistão, né? Bombaverk. Não, porque o Bombavert, não porque o o Mis, não, porque o Rayek, ele refutou Marcos, ele relutou Marx, ele refundou Marx, [risadas] ele respirou Marx. Ai, que triste. A gente vai fazer uma leitura muito interessante para crítica e autocrítica. Eu queria pegar um trechinho aqui só para resumir um pouquinho. Ah, o que que a gente vai fazer, né, na nossa leitura? Vai ter que ser na semana que vem, né? Então vai ser massa aqui. Ah, destacamos, né, aqui no artigo, né, eh, por sua vez, que vamos contrapor duas polaridades. Então, quais serão as polaridades contrapostas? Por um lado, pensamento burguês e, por outro, pensamento socialista, referindo-nos a opções que dizem respeito ao sistema econômico, a partir das quais tais pensamentos são elaborados. Com isso, sustentamos que existem tais opções, ainda que o teórico correspondente não as explicite e inclusive não as reconheça, temos que tratar de utilizar essas denominações de burguês ou socialista em termos objetivos, sem mesclar com elas, né, o demasiadamente e de imediato nossas próprias opções pessoais. Então, é fazer uma análise sobre economia, distinguindo uma economia liberal e uma economia socialista, mas ao fazer análise, não mesclar as duas coisas e nem confundir, na verdade, especificamente com as nossas preferências pessoais, fazer uma análise. Por quê? Porque se eu for analisar uma economia liberal, eu analiso sobre os critérios liberais para poder fazer uma crítica, entender se ela funciona ou não adequadamente a partir de uma opção político-econômica liberal. Aí eu faço uma ciência crítica sobre esse liberalismo, tá? atingindo ou não uma socialista dentro dos critérios socialistas. E aí depois a minha posição, vamos dizer assim, de preferência ideológica, eu posso a partir da análise dentro dos critérios da economia liberal, mostrar se ela tá sendo efetiva ou não em seus objetivos, dizer: "Mas ela é insuficiente nesse quesito, mas eu tenho que indicar se ela está sendo ou não, atingindo ou não seus objetivos dentro da própria dinâmica liberal. E dentro do socialismo a mesma coisa". Pô, isso aqui é um sofisticadíssimo, uma questão de ciência. Vou criticar a Argentina porque ela não está atingindo seus objetivos dentro inclusive de uma economia liberal. [risadas] Milei: "Ah, mas olha os números e tal, mas ele não tá atingindo inclusive os objetivos dele dentro de uma dinâmica liberal, [risadas] do que se espera de uma economia liberal. A gente salta a qualidade da crítica. Não é simplesmente dizer: "Você é de esquerda, você é de direita". Não, não, não. Dentro do próprio âmbito da ciência econômica. Vamos discutir esse essa brincadeira aqui. Por outro lado, introduzimos a polaridade e é uma polaridade excelente aqui, né? De um lado é essa polaridade política, do outro é uma polaridade teórica, que aí vem pro uso da ciência. Economia política de um lado e teoria econômica neoclássica de outro. Por quê? Porque o que a gente chama de economia hoje é fruto dessa dessa dessa cisão que acontece no final do século XIX, se potencializa durante a primeira metade do século XX, em que se cria uma ciência em inglês economics para ser equivalente a physics ou matematics. Então, uma ciência econômica que seria pura e simples, distante, por exemplo, de uma eh ai, perdão, que eu vrar distante de uma economia política que não considera apenas a operação dentro de um sistema de mercado, mas é outra coisa. E aí são duas ciências com objetivos distintos e que operam de maneira distinta. E eu não posso confundir essas duas coisas. Não é uma questão de narrativa, uma questão de ciência, de fundação de ciência epistemológica em última instância. E é aí que o jogo fica legal, porque é aí inclusive que a gente desmonta essas bobagens ditas aí pelo Hancapistão. E eu nem falo sobre o Ancapistão na internet porque ele é muito desqualificado. Os mais qualificados mesmo no âmbito da acadêmico, né? A análise que segue partirá dessa segunda polaridade sem identificá-la a priori com a primeira. Então, a gente vai discutir ciência entre ciência econômica e teoria econômica. Aliás, entre economia política, perdão, já foi o ato falho, entre economia política e teoria econômica. essa polaridade, essa teoria econômica construída a partir do da escola neoclássica e a gente vai discutir o âmbito epistemológico dessa polaridade. E aí a brincadeira fica diferente. Isso vai ter que ser na semana que vem, porque eu preciso trabalhar. [risadas] Isso é importante. Tá bom. Exatamente isso. Nosso querido Augusto Victor. Excelente. Excelente. [risadas] Uma das coisas e bom, brabo demais. uma coisas bem óbvias e ao mesmo tempo sofisticadas. Exatamente. É óbvio, né? É óbvio, cara. O dia que eu falei isso numa aula no doutorado de economia política de verdade, eu falei isso, a galera e não é, ninguém tinha se atentado por isso, velho. Ninguém tinha se atentado. O meu orientador achou brilhante quando eu botei isso no texto, ele leu e falou: "Faz sentido". [risadas] Tipo, tipo, cara, qual que é o problema? O pessoal analisa economia soviética ou economia socialista de qualquer tipo usando os critérios da da economia liberal. Aí fala: "É, não tá sendo eficiente, ô animal, não tá sendo eficiente porque você tá esperando um tipo de de critério para avaliação econômica, né? Uma ciência específica economia específica. Você não pode brincar com a outra. Você, como você disse aqui, meu querido Augusto, é examinar habilidade do pássaro em voar e do peixe em nadar. Exatamente. Eu vou falar: "Ai, o peixe peixe tá errado, não voa, né? Não tá atingindo o objetivo de voar o peixe. Sim, mas ele nem serve para isso. [risadas] Ele não vive nesse ambiente. É. Ih, o pássaro, ó. Tadinho do pássaro. Pássaro não tá conseguindo viver debaixo da terra. Hum. Não tem como, entendeu? Ai, aí que tá, [risadas] aí que tá, aí que tá a brincadeira. Mas é isso, meus amigos. Muito obrigado, quero Romes. Um bom trabalho para vocês também. Aproveitem aí, hoje é quinta-feira. Quinta-feira. Ixe, quem fez, fez no final do dia, hein? [risadas] Obrigado, gente. Estamos junto. Semana que vem, então, a gente vem, vou ter que mudar a tambqu. Semana que vem, a gente vem com a TAMB adequada, mas tem um excelente, excelente, excelente, excelente fim de semana. E esse fim de semana eu estarei fora, estarei numa atividade lá em Belo Horizonte. Então, quem te for de BH, dá para colar lá no Centro de Estudos Bíblicos Minas Gerais que fica em Ribeirão das Neves. Você tem que fazer uma inscrição lá com o pessoal no Instagram, dá para achar essas coisas. Eu vou estar por lá com o pessoal lá de Santos Estudos Bíblicos de Minas Gerais. E aí vocês podem colar lá quem for de BH, mas tem que se inscrever, hein? Eu acho que ainda tá tá aberto pra inscrição. É uma atividade chamada A Casa do Povo e a galera do Cebi precisa de apoio. Então se você tiver uma merreca sobrando aí, apoia o pessoal do Cebi. Eles têm uma casa lá bem bacana, um espaço de estrutura muito legal, mas que estão passando por perrengues financeiros consideráveis, porque militância [música] não é fácil. Mas é isso, beleza, minha gente? Fiquem bem, aproveitem aí o fim de semana, desfrutem a quinta-feira, façam tudo que der para fazer, porque quem fez fez e amanhã, quem não fez não faz mais. Já sabemos disso. E nesse reflexão animada pro fim de semana, nós seguiremos aqui na semana que vem [música] sempre até a vitória final. Seguimos trazendo [música] boa nova todo dia útil. >> Até a vitória final. >> Até a vitória final. Até a vitória final, minha gente. [música] Fiquem bem, descansem, se cuidem, desfrutem na vida, sejam com pessoas legais e espalhem essa palavra para aí. Divulga esse vídeo, curte para engajar, comenta, vira membro, membra, member, porque é o que sustenta esse canal, é uma membresia. e aguardando para ver se a gente consegue fazer o YouTube pagar nós. Tamo junto. Valeu, tchau. >> [música]