A FAMÍLIA IMPERFEITA DE CRISTO I Rafael Pijama I BTDay Lisboa
25/05/2026
A FAMÍLIA IMPERFEITA DE CRISTO I Rafael Pijama I BTDay Lisboa
Palestra do Rafael Pijama no BTDay Lisboa, gravado na igreja Casa da Cidade em Lisboa/Portugal.
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– Série Parábolas: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALmTOownlMJJ_SGOsn1R0Mr
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Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
Bom dia, queridos. Graça e paz do Senhor Jesus. É muito bom poder estar aqui e é um privilégio para mim poder servir dessa forma e poder reencontrar amigos como o Bibo e o Cacau. Ah, eu quero assim fazer uma menção honrosa e agradecer, né, pela fé do Nico. Não sei se todos conhecem o Nico e a Jéssica. estão ali no fundo. Eh, a, o Nico tá aqui, esse homem bonito ali, e a Jéssica tá ali, a mulher que faz o Nico mais bonito, eh, que ela é bonita e reflete, né? ajuda. É como lá em casa, ajuda bastante. Exato. E o Nico teve no encontro do BTD em Londres e e gostou muito, desfrutou e queria muito receber isso. Eh, também por aqui e e que a nossa igreja aqui recebesse. E creu nisso. E também honrar a fé, né, do pastor Thago e da Comissão Pastoral como um todo, que acreditou também que isso podia ser ser bom. paraa nossa igreja, paraa nossa vida e também assim louvar a Deus por essa igreja, eh, e também pela igreja do Senhor em Portugal, que tem acolhido, né, estrangeiros, imigrantes, peregrinos de uma forma muito boa, muito generosa, a ponto de eu poder estar aqui nesse encontro hoje e representar Portugal e essa igreja que está em Portugal há 28 anos, a casa da cidade, nesse esse encontro, né? Eu lembro de ter demonstrado pro pastor Thago, por exemplo, a minha preocupação assim, falei: "Olha, isso é um encontro que vão ter três oradores brasileiros." Eh, e ele falou assim: "Não, mas você representa Portugal?" E eu falei assim: "Olha, é mesmo? [risadas] Você representa a nossa igreja, você é um pastor aqui, então a nossa igreja vai estar representada". Eu falei: "Olha, é que que fé bonita. E eu louvo a Deus por isso. Isso não é uma coisa do Thago, isso é uma coisa da comissão pastoral. Tá aqui o Bruno, tá aqui o Nicha e quem não tá aqui também, pastor João, Paulo, né? Ou tá ali o Levi ali atrás. Enfim, a gente louva a Deus por tanta liberdade, por tanta por tanto acolhimento. E é muito bom poder estar nesse lugar de fazer a conexão, de estabelecer a ponte. para mim é um privilégio. Eu trago também um abraço da Iana e dos meus filhos, que eles queriam muito estar aqui, estavam muito animados para vir e mas infelizmente a Aurora tem vomitado desde a madrugada, parece que faz parte das batalhas pré eh eventos e conferências, então não tive uma noite incrível. H, e agora de manhã ela continua, infelizmente, passando mal, mas eles gostariam de estar aqui e mandam um abraço para todos vocês. Eh, igreja perfeita, esse é um tema desafiador, não é assim? É um ter é um tema que talvez pode logo desconectar o nosso cérebro, eh, do tipo, isso não existe, não, não vamos conversar sobre isso, né? Eh, talvez eu diria hoje que o nosso assunto aqui que eu quero trabalhar com vocês é, na verdade, a família imperfeita de Cristo. Apesar de estarmos falando sobre a igreja perfeita, ah, o que nós vemos de imediato é que a igreja perfeita é formada pelas pessoas imperfeitas de Cristo, que estão sendo formadas ao longo do caminho. Então, a nossa conversa é pensar que a igreja perfeita não é necessariamente uma comunidade sem defeitos, mas é simada por Cristo. O que eu proponho aqui hoje é nós conversarmos a respeito do que é a igreja na sua gênese, na sua, na ideia que Deus pensou. O que que o que que ele pensou quando pensou a igreja? o que que ele deixou para nós, quais as terminologias nós usamos enquanto igreja e povo de Deus. Nós estamos ficando um povo um pouco esquisitos, né? Porque ah, o mercado e o sistema passaram a usar as nossas expressões e nós passamos a usar o vocabulário do mercado e do sistema. Então, por exemplo, as empresas hoje chamam as equipes de família, né? É, é, é a família aqui da igreja e a gente chama de time. Tem alguma coisa esquisita conosco. Daqui a pouco o pessoal aí fora tá fazendo comunhão e nós estamos marcando reunião, né? Networking. É como eu disse pro Bib e pro Cacau esses dias que eles estavam aqui, a gente ia ter uma reunião que de vez em quando demora e eu falei para ele: "Olha, isso é é conforme tá escrito nas escrituras, no mundo tereis reuniões, mas tem de bom". Isso é a vida pastoral e a vida de muitos crentes, né? Parece que a gente sai de uma reunião para outra reunião. Então, nós precisamos olhar para as escrituras e perceber quais são as nomenclaturas que Deus nos entregou, quais são as palavras que ele usa para pensar a igreja, que tipo de coisa é essa? Que tipo de projeto é esse? Parece que o Senhor insiste em nomes de família e nós ficamos insistindo em nomes de produtividade, em nomes de desempenho, em nomes que parece que comunica melhor com o sistema. Mas muitas vezes o que vai chamar a atenção daquilo daquele povo que nós queremos chamar a atenção, queremos atraí-los a Cristo, não é necessariamente sermos iguais. é exatamente mostrar no contraste aquilo que é a proposta de Cristo. Eu fui muito abençoado, escrevi aqui umas duas páginas enquanto o Bíbl partilhava, porque tive um insight, né? Muitas vezes nós olhamos para paraa expressão os últimos dias e o Bíbl Pedro e aquela igreja e aquele povo daquele momento tinha completa convicção de que estavam nos últimos tempos. E logo em nós vem um sentimento de atraso. Então, tipo assim, mas nós estamos nos últimos dias desde aquele dia, isso não acaba nunca mais. A gente faz até piada com isso, né? Jesus falou que ia voltar logo e e aí já quanto tempo já passou, quantas gerações já passaram? Mas é porque nós olhamos para essa expressão os últimos dias e eu [limpando a garganta] digo sobre mim, por isso tive esse insight ali e falei assim: "Eu estou errado". Muitas vezes olho para essa expressão os últimos dias pensando de forma passiva. Então eu aguardo que os últimos dias cheguem. Não, os últimos dias começaram e nós temos o privilégio de participar nesses últimos dias. E os últimos dias é a possibilidade das pessoas verem já nesse tempo realidade de transformação, de milagres, de maravilhas, de uma nova realidade que invadiu uma velha realidade. Esses são os últimos dias. os últimos dias não é simplesmente eu sento, espero e é por isso que Jesus tá demorando. Não, os últimos dias é eu tenho o privilégio de participar na revelação de novos dias que entraram em velhos dias, de uma nova realidade que invadiu uma nova uma nova realidade que invadiu uma velha realidade, uma nova natureza que agora forma-se e expurga de nós uma velha natureza. Então, quando a gente pensa esse tema e escuta, né, essa expressão a igreja perfeita, como a gente falava no início, parece que alguma coisa dentro da gente reage. Eu não sei se para você assim, eu recebi, por exemplo, algumas mensagens, que que vocês querem falar com esse tema? Vai ter oportunidade da gente debater? >> Por quê? porque alguma coisa dentro da gente reage. Logo, eh, dependendo das pessoas, surge um protesto interior. Então, algumas mensagens que eu recebi era tipo assim, olha, muito fixe, queremos conversar sobre isso. Outras era eh esse tema vai poder ter debate, né? Porque, tipo assim, eu tenho protestos em relação a isso. Talvez alguns de nós já viveram experiências onde a igreja não foi nada perfeita na nossa vida. Sofremos abusos reais. Infelizmente isso existe hoje em dia. Pode ser que para você eh logo você tem você ouve essa expressão e tem vontade de dizer alguma coisa sobre. Pode ter entre nós aqueles que reagem de forma cética, outros com ironia. Pode ter também gente que reage esperançosamente, olha, se existe isso, eu quero fazer parte disso. Pode ter gente também que fica iludido procurando de igreja em igreja, onde está essa tal igreja perfeita. Talvez alguns pensem: "Isso não existe". Talvez outros digam: "Eu já procurei muito e me decepcionei. E por isso agora eu só vou em conferências, mas não frequento nenhuma igreja. Ou talvez, como a gente falou, carregamos feridas que são reais. E há também aqueles como eu, por exemplo, que amam a igreja, mas sabem que ela pode ser um lugar difícil, onde as pessoas ainda estão sendo formadas, onde eu não tive a oportunidade de escolher os meus irmãos, eles foram dados, foram entregues. Do mesma forma que os irmãos aqui não puderam me escolher, eu cheguei aqui, ninguém falou assim: "Ó, vou porque hoje eu e o Cacau ontem falávamos um pouco sobre adoção. Hoje em dia a fila de adoção às vezes demora porque tem gente que quer o o a criança com aquela idade, com aquele olho, com aquela cor, com aquele cabelo e que de preferência veio de uma família de tradição tal. Isso não é um frigorífico, né? Você abre e escolhe. o da primeira fileira, pelo preço, pela cor. Isso não é assim. A família de Deus não é assim. Nós não escolhemos uns aos outros. Nós somos entregues uns para os outros. Isso é diferente. E isso envolve imperfeição. Envolve eu entrar na casa de banho e ir lá usar a sanita e parecia que uma pessoa tava fazendo xixi passando cosquinhas. Eu entrei ali e falei assim: "Que que aconteceu aqui, gente?" A pessoa acertou todos os lugares, menos o lugar que deveria. Tem esse tipo de gente na igreja, precisa ser transformado pelo Espírito Santo, receber a unção da pontaria. Misericórdia, >> senta, né? >> Ou senta, porque ainda acabou inviabilizando a o próximo que quisesse sentar. Mas a igreja >> tem dessas pessoas. [risadas] Jesus Paulo disse: "Prossiga pro alvo." Tá ruim de alvo, o povo. >> Mas a pergunta mais importante, irmãos, não é onde é que está a igreja perfeita? Talvez a pergunta mais importante seja: que tipo de perfeição eu e você estamos procurando quando nós pensamos numa igreja perfeita? que tipo de perfeição nós estamos procurando? Porque sem perceber, nós podemos procurar uma igreja perfeita, como quem procura o restaurante perfeito. Não sei se você sabe, por exemplo, o pastor João Martins tem como mais ou menos 50% da sua lista de contatos telefônicos, nomes de restaurante em tudo quanto é cidade de Portugal que você imaginar. Sempre que eu recebo pessoas aqui e vou para uma cidade que eu ainda não visitei nenhum lugar de comer, eu envio uma mensagem ao pastor João e falo assim: "Vou para tal cidade, qual é o restaurante que eu devo visitar? E vou escolher o restaurante preferido do pastor João Martins." Mas não é assim que a gente olha para uma igreja e decide uma igreja. E a gente muitas vezes pode estar correndo o risco de procurar a igreja perfeita, como quem procura o restaurante preferido, perfeito, ou o hotel perfeito, ou um produto perfeito ou uma experiência perfeita, que vai de preferência entregar o que que ele me prometeu que ia entregar. Então, a igreja promete amor, a igreja promete acolhimento, a igreja promete experiências espirituais, experiências com o Espírito Santo, a igreja promete relacionamentos e logo a gente entra e quer cobrar ali o que prometeu. Assim como a gente cobraria de um restaurante, de um hotel, a gente procura um lugar que nos agrade, um lugar onde a gente não seja frustrado, um lugar onde ninguém nos incomode. Mas nós devemos resistir culturalmente a olhar paraa igreja como um produto. Isso não é uma maldade intrínseca. A gente vai falando isso e às vezes você pode estar se sentindo mal, né? Mas não é que você ou eu maquinamos isso na nossa mente, é que nós estamos mergulhados num sistema que pensa assim, produz assim, oferece assim e nós vamos sendo moldados por esse sistema, porque ninguém fica sem ser moldado. Se você não está sendo moldado pela palavra, pela comunhão, você está sendo moldado por alguma coisa. E a quantidade de tempo que eu e você somos expostos a outras narrativas que não as a narrativa das escrituras é desproporcional. E se você for for minimamente displicente e for daqueles que abre a Bíblia só no dia do culto ou que faz oração só em deslocamento pro trabalho, já dentro do carro e apressado. E se você faz isso, faça sem culpa. Esse só não pode ser seu único tempo exclusivo com o Senhor. Mas se nós estamos nessa dinâmica de vida, logo é natural que nós vamos olhar paraas relações e vamos olhar pra igreja e vamos olhar muitas vezes, [limpando a garganta] desculpa, até pro texto bíblico. A partir desse viés, nós trazemos o estabelecimento cultural que nós já temos para pras escrituras e logo já a interpretamos a partir de um paradigma que não vem das escrituras. Então, não é que a gente maquina o mal quando a gente olha paraa igreja com essas categorias, é que isso, infelizmente, faz parte da gente. Mas a igreja não é uma empresa. A igreja não é uma plataforma de conteúdo religioso. A igreja não é um evento semanal para satisfazer preferências espirituais das pessoas. Não, a igreja é família. A igreja é família. E provavelmente seja exatamente aí que começa o nosso problema, porque obrigado. Porque família é bonito como ideia. Família é bonito de dizer. É por isso, por exemplo, que o sistema pegou essa expressão da gente. E nada contra eh, irmãos, mercado. A gente precisa do mercado, das coisas bem feitas, comprar coisas. Tá tudo bem. O que a gente tá sendo contra aqui é nós, infelizmente, querermos parecer com isso ao invés de sermos o que devemos ser, deixar as coisas como elas realmente devem ser, cada coisa no seu lugar. Então, família é uma coisa bonita como ideia, mas é difícil na prática, porque família envolve nome, gente, real, envolve mesa, envolve história, histórias reais, histórias difíceis, histórias de traumas, histórias de abusos, histórias eh de desigualdade, que você pode estar de um lado da história privilegiado e outro pode estar do lado da história que padece do lado da história. E isso convive na mesma igreja. E a pessoa não tem uma culpa intrínseca. Ela chegou aqui nessa história. Mas isso é a família. Exige também, além de nome, mesa, história, paciência, perdão, correção, presença, compromisso. Por exemplo, a sua família é perfeita. Mas alguém pode falar mal da sua família? [limpando a garganta] Família é assim, não é? Você tem um monte de comentário para fazer do seu irmão, mas ai de quem de fora vier falar do seu irmão aqui. Não, eu posso falar mal da minha irmã, eu posso falar mal do meu irmão. Eu posso dizer as críticas do meu pai. Eu lembro uma vez que eu tava numa conversa e a pessoa falando assim, derrubando a mãe, minha mãe isso, minha mãe aquilo, não sei que tal. Aí a pessoa falou assim: "Não, realmente sua mãe". Opa, você não, você não. Nós somos assim em relação à igreja. Seus filhos são perfeitos? Pergunta só pros pais, né? Porque paraas mães elas vão falar: "São, brincadeira". Seus filhos são perfeitos, seus pais foram perfeitos, seus irmãos são perfeitos, você é perfeito, né? Mas você troca a sua família cada vez que alguém te decepciona. Então, a gente chama igreja de família, mas muitas vezes na hora da gente viver a dinâmica de família, nós tratamos isso mais como um restaurante que eu esperava perfeição ou um hotel que eu esperava perfeição, ou o evento que eu afinal paguei para estar, porque todo mês eu ainda contribuo com aquilo e afinal de contas ele não tá me remunerando conforme as minhas expectativas, seja nas relações, seja nos milagres que eu esperava, seja na forma como acolheram o meu filho ou acolheram a mim. Então, a dificuldade com a igreja não se revela apenas pela igreja ser imperfeita. Ela revela que muitas vezes nós temos expectativas de consumidores e não de irmãos, porque como nós falamos, infelizmente isso já tá muito impregnado em nós. Nós somos um povo cheio de direito. Nós queremos a remuneração da nossa participação. Nós não queremos simplesmente entregar, nós queremos fazer uma transação. Lá no Brasil tem uma música que a gente cantava muito na igreja que é como um farol que brilha à noite, como ponte sobre as águas, como abrigo no deserto, como flecha que acerta o alvo. Eu quero ser usado. Aí depois o irmão vinha conversar com a gente, fala assim: "Aconteceu isso, isso e isso e eu me senti usado." Eu falei assim: "Uai, mas a gente não canta isso? Mas eu me senti usado, mas a gente cantou. É um desafio para nós essa dinâmica, né? E é por isso que agora eu quero ler com você. Foi metade sem ler. Agora vou vou ler para outra metade. Por isso que eu quero ler com você um texto que a primeira vista ele vai parecer pouco promissor para falar da igreja como família, porque ele é basicamente uma lista de nomes, mas é também por isso que ele faz sentido para nós. Romanos capítulo 16. Romanos capítulo 16, o capítulo todo. Recomendo-lhes palavras do apóstolo Paulo. Recomendo-lhes a nossa irmã FIB, não é a do Friends, tá? Serva da igreja em Sencreia. Só uma atenção aqui especial para recomendo-lhes. Para mim, por exemplo, foi um privilégio e uma graça do Senhor chegar nessa igreja, a Casa da Cidade, com uma expressão do ministério Sal da Terra, do pastor Paulo Júnior, do pastor Marcos, dizendo: "Recomendo-lhes a família Ciana entre nós." Nós quando falamos uns dos outros, nós recomendamos uns aos outros ou nós apontamos aquela coisinha que nos incomoda uns nos outros. Às vezes até teríamos coisas para recomendar, mas parece que preferimos apontar naquela coisa que nos incomoda. Todo mundo tem alguma coisa que nos incomoda. Todo mundo. Mas Paulo escolhe dizer: "Recomendo-lhes". Ele escolhe não falar talvez alguma coisa do temperamento específico da FIB, um que ela tem, alguma coisa que num momento ela disse atravessado, um comportamento inadequado, ele falou assim: "Recomendo-lhes, nossa irmã, serva da igreja". Verso dois, "Peço que recebam no Senhor, que a recebam no Senhor de maneira digna dos santos. e lhes preste ajuda de que venha necessitar, pois tenho sido de grande, ela tem sido de grande auxílio para muita gente, inclusive para mim. Saudai Priscila e Ála, meus colaboradores em Cristo Jesus, arriscaram a vida por mim. Sou grato a eles, não apenas eu, mas todas as igrejas dos gentios. Saúdem também a igreja que se reúne na casa deles. Saúdem meu amado irmão Epêno, que foi o primeiro convertido a Cristo na província da Ásia. Saúdem Maria que trabalhou arduamente por vocês. Muito interessante, né? Paulo faz questão de perceber um que arriscou a vida e deu a vida, o outro que trabalhou muito, o outro que foi o primeiro convertido. Memórias importantes, celebrações importantes que vão lembrando a gente o que que é a família, o que que Deus está fazendo. Vai trazendo para nós aquelas memórias que são mesmo memoráveis para nós escrevermos no coração. Verso 7. Saúdem Andrônico e Júnias. Meus parentes que estiveram na prisão comigo são notáveis entre os apóstolos, estavam em Cristo antes de mim. Então, reconheço gente que já tinha experiência com Jesus antes de eu ser alguma coisa. Saúdem, amplia- tu, meu amado irmão do Senhor. Saúdem Urbano, nosso cooperador em Cristo. E meu amado irmão Staques. Saúde, saúdem a peles aprovada em Cristo. Saúdem os que pertencem à casa de Aristóbulo. Saúdem Herodião, meu parente. Saúdem os da casa de Narciso que estão no Senhor. Saúdem Trifena e Trifose. Olha que nome incrível para colocar em duas irmãs. Se um dia você tiver irmã, filhas gêmeas, considere esses nomes. Trifena e trifosa. Mulheres, oh Deus, mulheres que trabalham arduamente no Senhor. Saúdem a amada Pérdid, outra que trabalhou arduamente no Senhor. Saúdem Rufo, eleito no Senhor, sua mãe, que tem sido mãe também para mim. De novo, o apóstolo Paulo trazendo aqui vocabulário familiar. expressões de família no nosso meio. Nós podemos ter mães que não são mães só dos seus filhos biológicos. Podemos ter irmãs que têm um olhar de maternidade para outras pessoas no nosso meio. Uma característica dos nossos dias tem faltado irmãs conselheiras que ajudam, irmãs mais novas que têm tido filhas e estão perdidas na sua maternidade, ouvindo o que o sistema tem a dizer. perdidas nas orientações. Mamãe também para mim. Verso 14. Saúdem as íncrito, flegonte. Olha só, lista de nome incrível. Hermes, Pátrobas, Ermas e os seus irmãos que estão com eles. Saúdem Filólogo, Júlia, Nereu e sua irmã e também Olímpias e todos os santos que estão com eles. Saúdem uns aos outros com um beijo santo. Todas as igrejas em Cristo, envio-lhes saudação. Recomendo-lhes, irmãos, que tomem cuidado com aqueles que causam divisões e colocam obstáculos ao ensino que vocês têm recebido. Afastem-se deles, pois essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas os seus próprios apetites. Estão servindo aos seus próprios apetites. Infelizmente, nos dias de hoje, talvez nós não podemos falar isso só dos que estão dividindo igrejas. Infelizmente, parece que muitas vezes nas nossas próprias relações, nós estamos cheios dos nossos próprios apetites e por isso não ofertamos mais, mas fazemos transações entre nós de forma a dar favores, mas cobrar favores. Mediante palavras suaves, essas pessoas usam de bajulação e enganam o coração dos ingênuos. Todos têm ouvido para Todos têm ouvido falar da obediência de vocês. Por isso estou muito alegre. Mas quero que saibam, ah, desculpa, quero que sejam sábios em relação ao que é bom e sem malícia em relação ao que é mau. Em breve, o Deus da paz esmagará Satanás debaixo dos pés de vocês. A graça do nosso Senhor Jesus seja com vocês. Timóteo, meu cooperador, envia-lhe saudações, bem como Lúcio, Jasom e Sosípatro, meus parentes. Tércio que redigia essa carta, saúdo vocês no Senhor. Gaio, cuja hospitalidade eu e toda a igreja desfrutamos, envie-lhe saudações. Herastro, administrador da cidade, o e o nosso irmão quarto, envi-lhe saudações. Que a graça do nosso Senhor Jesus Cristo seja com vocês todos. Amém. Ora, aquele que tem poder para conformá-los pelo meu evangelho, confirmá-los pelo meu evangelho e pela proclamação de Jesus Cristo, de acordo com a revelação do mistério oculto nos tempos passados, mas agora revelado e dado a conhecer pelas escrituras proféticas por ordem de Deus eterno, para que todas as nações venham a crer nele e obedecer-lhe. Sim, a único Deus sábio seja dada glória para todo sempre, por meio de Jesus Cristo. Amém. >> Amém. Bom, para além de uma excelente lista de nomes para os seus futuros filhos e uma prova de que os brasileiros não são os piores ao escolher nomes para filhos, eh, isso já vinha muito antes de nós, né? Eh, para além disso, nós vemos aqui um trato de família, uma lista de nomes. Nós vemos aqui que a igreja de Cristo tem nomes e não apenas funções. A primeira coisa que eu queria destacar assim desse texto, lembrando que a igreja perfeita então não é uma comunidade sem defeitos, mas é uma família de pessoas imperfeitas que Cristo está formando pelo evangelho. E aqui nesse texto nós vemos que a igreja de Cristo tem nomes e não apenas funções. Quando a gente olha para um capítulo como esse, a primeira vista é só uma despedida, parece mais apenas uma lista com nomes. E talvez seja exatamente por isso que ela é tão importante para nós, porque no fim de uma das cartas mais densas teologicamente do apóstolo Paulo, ele não escolhe terminar com algumas ordens, com especificações muito específicas, com ah mais reafirmação de doutrina, mas ele decide terminar a sua carta mais robusta teologicamente, reafirmando os afetos. lembrando os nomes das pessoas, os seus momentos, como elas serviram naquela família, os seus papéis importantes, até a primeira pessoa convertida daquele ambiente. O apóstolo Paulo faz questão de lembrar. Ele lembra da hospitalidade, ele consegue recomendar uma irmã e dizer pros irmãos acolherem a tudo que ela pedir. Essa irmã Fibia ser mesmo uma pessoa muito íntegra. O apóstolo Paulo faz questão de no seu tratado teológico terminar com uma família. Romanos começa com o evangelho de Deus e termina com os nomes do povo de Deus. A teologia do apóstolo Paulo não termina com conceitos, termina com pessoas. Porque tudo que a gente aprende como conceito e eles são importantes e a doutrina é importante, porque o povo da igreja de Atos, que nós ouvimos aqui agora a pouco perseverava na doutrina dos apóstolos. era a partir daí. Mas se nossa doutrina não redunda em relações saudáveis, não redunda em família, então ela não vale de nada. E aí, muitas vezes nós podemos ser um povo que tem até poder, como nós falamos aqui, mas não tem autoridade. O que nós fazemos impede as pessoas de ouvir o que nós estamos dizendo. A igreja perfeita é uma igreja feita de nomes, porque a igreja de Cristo tem nomes e não apenas funções. Pode ser que para mim e para você, muitos desses nomes não façam o menor sentido e são até engraçados, como a gente diz, mas para Paulo esses nomes eram rostos, eram histórias, eram mesas, eram lágrimas, eram partilhas, eram casas abertas, eram riscos assumidos. Ele diz: "Teve gente que arriscou a vida. Esses nomes eram feridas, eram reconciliações, eram viagens. Esses nomes eram, por exemplo, como o apóstolo Paulo também escreve na sua despedida em segunda Timóteo, nomes como João Marcos, onde ele fez uma ruptura, onde ele não teve paciência, mas que no final da sua vida ele fala assim: "Me traz João Marcos, ele me é importante pro ministério." Esses nomes são reconciliações, são perdão, são hospitalidade, são nomes de perseguição, mas ao mesmo tempo de acolhimento. A igreja então adoece e pensando sobre igreja perfeita, feita de pessoas imperfeitas, ela adoece quando pessoas deixam de ser nomes e tornam-se funções, estratégia, problemas. A gente lembra das pessoas e logo lembra de um problema. Ou então eu preciso fazer uma coisa e logo lembro de uma pessoa, porque estrategicamente é importante. A igreja adoece quando pessoas deixam de ser nomes e tornam-se apenas números, funções, estratégia ou problemas. Eu me lembro, por exemplo, de Mefibosete na história de Davi, não sei quantos lembram, era uma pessoa alejada e era uma pessoa da família de Saul. era uma pessoa que era família também do seu grande amigo Jonatas. E ele queria saber ainda alguém dessa família que eu possa abençoar. E tinha ali o meu fibosete, alguém que precisava ser carregado para fazer parte da mesa. Numa época onde lutava-se batalhas e nós queríamos pessoas fortes, pessoas habilidosas, pessoas com uma boa desenvoltura, com uma boa performance. Mas Davi tá dizendo, não é, não são apenas por esses motivos que pessoas fazem parte da minha mesa. Os mefibocetes do nosso meio sentam na nossa mesa. Aqueles que não podem nos entregar nada, aqueles que não não vão nos ajudar a conquistar nada, eles podem sentar na nossa mesa. Qual é o título do Mefibo? Qual é o serviço bem feito que ele realiza? Por que que ele tá incluído na mesa? Porque ele tem um nome e ele faz parte da família. E nós fazemos parte uns dos outros não por causa da função que a gente desempenha, não por causa do dom que a gente tem, não por causa da estratégia que a gente vai representar, não por causa do número que nós temos, mas porque nós temos um nome, porque nós fazemos parte da família. É muito interessante, por exemplo, perceber que quando Deus quer libertar um povo, trazer liberdade, Deus não marca um grande evento. Deus não reúne uma estratégia. Quando Deus quer trazer libertação para um povo, ele marca um jantar, chama Páscoa. Depois Jesus faz uma coisa que chama ceia. Sempre que o Senhor quer libertar o povo, ele promove um encontro. Agora, nesse encontro onde ele põe uma mesa, ele não quer simplesmente indivíduos saciados, ele quer uma família reconciliada. É por isso que Deus marca uma festa de mesa e de comida para libertar um povo. E é por isso que Jesus, no seu último ato, antes de libertar o povo definitivamente na cruz, marca também uma mesa e lava o pés dos seus discípulos, reconciliando pessoas e dizendo: "Vocês precisam fazer isso uns com os outros". Vocês precisam visitar as partes impuras uns dos outros. Vocês precisam ajudar a se limpar mutuamente. Essa coisa de limpar os pés era porque todos os dias sujava-se e nós também todos os dias nos sujamos por aí e precisamos uns dos outros para ajudar nessa limpeza, para ajudar a remover de nós as impurezas uns dos outros. E aí a gente entra numa coisa que a gente vai falar aqui já, que é já não ver o outro segundo a carne, como o apóstolo Paulo diz em segunda Coríntios, mas eu vejo segundo os olhos do Espírito e eu lembro o outro quem ele verdadeiramente é, mas nós já chegamos lá. Então, a igreja perfeita não é uma comunidade de pessoas sem defeitos, mas é uma família de pessoas imperfeitas que Cristo está formando pela transformação do evangelho. É uma igreja que tem nome e não apenas funções. A segunda coisa que eu olho para texesse e percebo é que a igreja de Cristo é família e não experiência de consumo. Se você observar mais demoradamente um pouco, nós temos uma necessidade de pertencimento. É por isso que existem tantos grupos. É por isso que mesmo pessoas solitárias estão passando o dia no TikTok ou no Instagram ou no Facebook ou no YouTube porque ele quer se sentir pertencente a alguma coisa, mesmo que na realidade ele não seja. Mas aquilo sacia um sentimento momentaneamente que traz desespero depois. Por isso que as pessoas não dormem, porque quando elas desconectam daquilo, elas se sentem vazias. Aí elas voltam para aquilo para ver se elas se sentem ainda pertencentes de mais alguma coisa. Por que que isso existe? Porque Deus garantiu dentro da gente, na nossa estrutura, que não fosse bom viver sozinho, não fosse bom viver isoladamente, não fosse bom ser independente, que é uma coisa que quase todos nós queremos, para não dizer todos, que é uma coisa que o sistema vende para mim e para você, a possibilidade de sermos autônomos, independentes, não precise de ninguém. Faça suas economias, tenha um bom seguro de saúde. Encontre formas de você não depender de alguém. Mas o Senhor nos fez dependentes uns dos outros. O próprio Senhor, que não precisava de ninguém criou uma dependência para si. O que que é apocalipse? Não é a união de Cristo com a igreja, um corpo e uma cabeça. Isso só faz uma pessoa completa nessa união. O Senhor voluntariamente, sendo Deus todo- poderoso, antes de todas as coisas, eterno, criou para si uma dependência. Ele quis e ele está formando esse corpo. Isso está escrito dentro de nós. Eclesiastes vai dizer que o Senhor colocou no nosso coração o desejo pela eternidade. E é por isso que nós ansiamos alguma coisa nesse sentido. Então, Deus garante na gente que a gente não vive bem sozinho. Se você olha, por exemplo, para os filmes que mais te emocionam, que mais cativam o nosso coração, eles contam histórias de relacionamentos reconciliados. Eles contam histórias de memórias, eles contam histórias de família, eles contam histórias de encontro. os filmes que a gente gosta, as histórias que nós gostamos, os momentos que mais marcam a nossa vida envolvem conexão, relação, interação. E é também por isso que a gente gosta dessa ideia de que a igreja é uma família. Agora, nós temos um problema, é que muitas vezes nós podemos nos apaixonar mais pela ideia do que pela realidade. Uma vez eu ouvi do pastor Alfredo abriu uma afirmação muito importante. Ele falou assim: "Rafa, muitas vezes nós podemos nos apegar mais à declaração da verdade do que a verdade em si. Então eu digo que é aquilo, mas na verdade eu não vivo e parece que tá tudo bem, porque eu estou mais apaixonado pela declaração da realidade do que pela realidade em si. E nós temos que ter cuidado com isso, porque a família exige da gente mais do que sentimento, mais do que uma afirmação de verdade. Ela exige aliança, compromisso, presença, perdão, paciência, mesa, encontro. E aí nós temos uma tensão aqui que é sentir família versus assumir compromissos de família. É muito melhor sentir família, não é? Não, eu me sinto família. Por exemplo, os meus filhos ainda são pequenos, eles amam sentir-se família. Aí quando eu falo: "Leva o lixo lá fora, arruma a sua cama, compromissos de família, ah, aí já fico mais amoado." Porque é melhor sentir família. Ó, de vez em quando tem até um repi. Quando vem um pastor pentecostal, tipo Bibo, vem lá do Brasil, movimenta-se, fez até agachamento, ó. Não estralou também. Ai, graças a Deus, passei no teste. Tava esperando o momento de eu queria criar uma oportunidade para fazer o mesmo, para mostrar que o meu também não tá estralando. >> Corredor, corredor, [risadas] >> corredores tem os joelhos meio mais ou menos, mas sentir e exato. Ginásio, precisa ir pro ginásio. Aqui chama ginásio. Eh, sentir família. Obrigado. Sentir família muitas vezes é mais gostoso do que assumir compromissos de família. A gente corre o risco de se apaixonar pelos sentimentos e não encarnar isso na vida. Muita gente quer uma igreja, uma igreja que os acolha como família, mas querem continuar vivendo como hóspedes nessa família. Eu não sei se você já ouviu isso. Você você tem você tem uma mãe do tipo da minha que de vez em quando dava um berro lá em casa falando assim: "Você acha que você vive num hotel? Isso aqui não aparece lavado e limpo assim não? Sua mãe não falou assim com você? Bem-aventurado ou não? principalmente se você for homem, coitada da sua esposa. Nós não somos hóspedes, nós somos parte da família. Ontem a caminho de Torres Vedras com o Cacau, a gente falava um pouco sobre isso. Nós muitas vezes estamos na igreja como hóspedes e um hóspede não sabe se pode pôr um prego para pendurar um quadro, não sabe se pode tirar uma cadeira do lugar e colocar na outra. Mas os de sabem, os de casa conversam: "Olha, tive uma ideia. Olha, vi um quadro lindo, quero colocar ali, pensei em colocar na nossa sala. Olha, posso pegar essa cadeira, colocar no outro lugar? Não sou, não somos hóspedes. Nós vivemos numa época em que quase tudo é avaliado como experiência de consumo, como a gente falava. Mas a igreja de Cristo é uma família e não uma realidade de consumo. Um restaurante é avaliado, um hotel é avaliado, um aplicativo, né? Uma aplicação é avaliado, o motorista é avaliado, o culto é avaliado. Eita, agora mudou de assunto, né? que eu vim vindo na sequência, parece que tá tudo igual. O motorista é avaliado, o hotel é avaliado, o restaurante é avaliado, a aplicação é avaliada, mas o culto é avaliado, a pregação é avaliada, a comunidade é avaliada e aí sem perceber, nós começamos a procurar uma igreja como quem procura um produto. Isso me serve, isso me agrada, isso me representa, isso me entrega o que prometeu? E aí nós queremos uma igreja que nos acolha, mas continuamos vivendo como hóspedes. Hóspede é que avalia o ambiente. O filho arruma a casa. Ai do meu filho, da minha filha, se vocês estiverem lá sentados no sofá com as pernas cruzadas e avaliar o ambiente. Aquilo ali tá desarrumado. Aquilo ali não sei quê. Não, você é filho. Filha arruma a casa. Hóspede espera ser servido. Irmão, participa da dinâmica da casa. Hóspede vai embora quando se sente desconfortável. Família conversa, família chora, família corrige, família perdoa, família permanece. Família exige presença, mesa, correção, perdão. A igreja perfeita não é a que imita o sucesso do mundo, onde nós vamos colocar quatro estrelas, cinco estrelas, três estrelas e ver se aquilo está mesmo bom. Mas a igreja perfeita é a que encarna a fidelidade de uma família. Eu quero concluir, a igreja perfeita não é aquela onde nós nunca seremos frustrados, é aquela onde Cristo será suficiente. Nós não somos uma igreja perfeita porque nós somos perfeitos, mas porque Cristo é perfeito e nós somos a igreja dele. A igreja perfeita não é aquela onde todos já estão prontos, é aquela onde todos estão sendo formados. O que nós temos que garantir é que entre nós não tem ninguém parado, não tem ninguém simplesmente estático, porque a promessa do Senhor está no movimento. O Senhor disse: "Eu estarei sempre convosco". Mateus, capítulo 28. Mas ele disse isso num contexto de missão. Vão e eu estarei sempre com vocês. Não é para nós ficarmos estáticos, parados, como hóspedes que são servidos. A igreja perfeita não é aquela onde eu encontro as pessoas iguais a mim. é aquela onde Cristo me dá irmãos e irmãs que eu não teria escolhido, mas para formar em mim um amor que sozinho eu não conseguiria produzir. São as ocasi ocasiões mais desafiadoras que formam em nós um perfil, um caráter, uma pessoa que sem essas circunstâncias eu não conseguiria me tornar. Nós discutimos aqui recentemente entre pastores, o Bruno, Thago, os nossos convidados sobre essa dinâmica da inteligência artificial. A Iá pode nos ajudar a dar uma resposta correta, pode nos ajudar a resolver um problema, mas ela não está nos ajudando a formar pessoas melhores. Nós dissemos, dizemos uns pros outros que o bom é a jornada e não o destino, mas nós estamos supervorizando o destino. E o povo de Deus, segundo Efésios, é um povo que tem um destino garantido. Nós não temos ansiedade em relação ao nosso destino. E é exatamente por isso que nós podemos viver a jornada, o processo. A igreja perfeita não é aquela onde não existem feridas, é aquela onde as feridas não têm a última palavra. Porque nós conversamos, nós choramos, nós nos abraçamos, nós reconciliamos, nós insistimos e nós permanecemos. Então, a igreja perfeita não é perfeita porque nós somos perfeitos, mas ela é perfeita porque pertence a Cristo e Cristo não abandona a sua família. Não é porque eu e você somos difíceis que o Senhor desiste nós. Nós às vezes até desistimos uns dos outros porque somos difíceis. Porque como dizia a mãe do pastor Ziel Machado, viver com os irmãos nos céus, ó que glória. Viver com os irmãos na terra é outra história. Mas o Senhor nos segura juntos. Ele não abandona a sua família. Ele lave, ele lava, ele corrige, ele alimenta, ele reúne, ele santifica. Igreja é família. Amém. Quero orar com você. Senhor, obrigado porque o Senhor nos deu o espírito e o espírito nos une. Obrigado, porque como nós dissemos, nós já não vemos uns aos outros segundo a carne, mas nós vemos com os olhos do Senhor. Eu quero, ó Deus, que os nossos irmãos aqui dessa manhã possam ser relembrados dessa verdade e nos momentos desafiadores uns com os outros, ao invés de reafirmar o pecado e reafirmar a dificuldade da carne, possamos relembrar quem a pessoa é em Cristo. Você é paciente porque você tem o espírito. Você é uma pessoa terna porque você tem o espírito. Você é uma pessoa mansa porque você tem o espírito. Nós não somos escravos da nossa linhagem de parênteses. Nós não somos escravos dos nossos temperamentos da carne. O Senhor está nos transformando dia a dia. Que nós possamos, ó Deus, ver uns aos outros com esses olhos e assim sermos a família do Senhor. lembrar que o Senhor quando quis nos libertar marcou um encontro, marcou uma mesa pra gente aprender que é assim que nós vamos prosseguir como família que se encontra, que se reúne ao redor da mesa, que conversa, que confessa e que perdoa, que limpa uns aos outros e que sabe que no fim é lavado pelo Senhor. aumenta a nossa fé, a nossa paixão pela igreja, a nossa convicção, ó Deus, no que o Senhor está fazendo no meio do seu povo. Que nós possamos, ó Deus, mais do que sentir família, possamos assumir compromissos de família. Queremos ser uma igreja de nomes e não apenas de funções. Queremos ser uma igreja que é família e não apenas consumidores. Queremos ser uma igreja que é ligada por ti, em nome de Jesus. Amém. M.