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A fé vem pelo ouvir

A FAMÍLIA IMPERFEITA DE CRISTO I Rafael Pijama I BTDay Lisboa

A FAMÍLIA IMPERFEITA DE CRISTO I Rafael Pijama I BTDay Lisboa

A FAMÍLIA IMPERFEITA DE CRISTO I Rafael Pijama I BTDay Lisboa

Palestra do Rafael Pijama no BTDay Lisboa, gravado na igreja Casa da Cidade em Lisboa/Portugal.

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Legendas automáticas:

Bom dia, queridos. Graça e paz do Senhor
Jesus. É muito bom poder estar aqui e é
um privilégio para mim poder servir
dessa forma e poder reencontrar amigos
como o Bibo e o Cacau. Ah, eu quero
assim fazer uma menção honrosa e
agradecer, né, pela fé do Nico. Não sei
se todos conhecem o Nico e a Jéssica.
estão ali no fundo. Eh, a, o Nico tá
aqui, esse homem bonito ali, e a Jéssica
tá ali, a mulher que faz o Nico mais
bonito,
eh, que ela é bonita e reflete, né?
ajuda. É como lá em casa, ajuda
bastante. Exato. E
o Nico teve no encontro do BTD em
Londres e e gostou muito, desfrutou e
queria muito receber isso. Eh, também
por aqui e e que a nossa igreja aqui
recebesse. E creu nisso. E também honrar
a fé, né, do pastor Thago e da Comissão
Pastoral como um todo, que acreditou
também que isso podia ser ser bom. paraa
nossa igreja, paraa nossa vida e também
assim louvar a Deus por essa igreja, eh,
e também pela igreja do Senhor em
Portugal, que tem acolhido, né,
estrangeiros, imigrantes, peregrinos de
uma forma muito boa, muito generosa, a
ponto de eu poder estar aqui nesse
encontro hoje e representar Portugal e
essa igreja que está em Portugal há 28
anos, a casa da cidade, nesse esse
encontro, né? Eu lembro de ter
demonstrado pro pastor Thago, por
exemplo, a minha preocupação assim,
falei: "Olha, isso é um encontro que vão
ter três oradores brasileiros."
Eh, e ele falou assim: "Não, mas você
representa Portugal?" E eu falei assim:
"Olha, é mesmo? [risadas]
Você representa a nossa igreja, você é
um pastor aqui, então a nossa igreja vai
estar representada". Eu falei: "Olha, é
que que fé bonita. E eu louvo a Deus por
isso. Isso não é uma coisa do Thago,
isso é uma coisa da comissão pastoral.
Tá aqui o Bruno, tá aqui o Nicha e quem
não tá aqui também, pastor João, Paulo,
né? Ou tá ali o Levi ali atrás. Enfim, a
gente louva a Deus por tanta liberdade,
por tanta por tanto acolhimento. E é
muito bom poder estar nesse lugar de
fazer a conexão, de estabelecer a ponte.
para mim é um privilégio. Eu trago
também um abraço da Iana e dos meus
filhos, que eles queriam muito estar
aqui, estavam muito animados para vir e
mas infelizmente a Aurora tem vomitado
desde a madrugada, parece que faz parte
das batalhas pré eh eventos e
conferências,
então não tive uma noite incrível. H, e
agora de manhã ela continua,
infelizmente, passando mal, mas eles
gostariam de estar aqui e mandam um
abraço para todos vocês.
Eh,
igreja perfeita, esse é um tema
desafiador, não é assim? É um ter é um
tema que talvez pode logo desconectar o
nosso cérebro, eh, do tipo, isso não
existe, não, não vamos conversar sobre
isso, né?
Eh, talvez
eu diria hoje que o nosso assunto aqui
que eu quero trabalhar com vocês é, na
verdade, a família imperfeita de Cristo.
Apesar de estarmos falando sobre a
igreja perfeita,
ah, o que nós vemos de imediato é que a
igreja perfeita é formada pelas pessoas
imperfeitas de Cristo, que estão sendo
formadas ao longo do caminho. Então, a
nossa conversa é pensar que a igreja
perfeita não é necessariamente uma
comunidade sem defeitos,
mas é simada por Cristo. O que eu
proponho aqui hoje é nós conversarmos a
respeito do que é a igreja na sua
gênese, na sua, na ideia que Deus
pensou. O que que o que que ele pensou
quando pensou a igreja? o que que ele
deixou para nós, quais as terminologias
nós usamos enquanto igreja e povo de
Deus. Nós estamos ficando um povo um
pouco esquisitos, né? Porque ah, o
mercado e o sistema passaram a usar as
nossas expressões e nós passamos a usar
o vocabulário do mercado e do sistema.
Então, por exemplo, as empresas hoje
chamam as equipes de família, né? É, é,
é a família aqui da igreja e a gente
chama de time.
Tem alguma coisa esquisita conosco.
Daqui a pouco o pessoal aí fora tá
fazendo comunhão e nós estamos marcando
reunião, né? Networking. É como eu disse
pro Bib e pro Cacau esses dias que eles
estavam aqui, a gente ia ter uma reunião
que de vez em quando demora e eu falei
para ele: "Olha, isso é é conforme tá
escrito nas escrituras, no mundo tereis
reuniões, mas tem de bom". Isso é a vida
pastoral e a vida de muitos crentes, né?
Parece que a gente sai de uma reunião
para outra reunião. Então, nós
precisamos olhar para as escrituras e
perceber quais são as nomenclaturas que
Deus nos entregou, quais são as palavras
que ele usa para pensar a igreja, que
tipo
de coisa é essa? Que tipo de projeto é
esse?
Parece que o Senhor insiste em nomes de
família e nós ficamos insistindo em
nomes de produtividade,
em nomes de desempenho,
em nomes que parece que comunica melhor
com o sistema. Mas muitas vezes o que
vai chamar a atenção daquilo daquele
povo que nós queremos chamar a atenção,
queremos atraí-los a Cristo, não é
necessariamente sermos iguais.
é exatamente mostrar no contraste
aquilo que é a proposta de Cristo. Eu
fui muito abençoado, escrevi aqui umas
duas páginas enquanto o Bíbl partilhava,
porque tive um insight, né? Muitas vezes
nós olhamos para paraa expressão os
últimos dias e o Bíbl Pedro e aquela
igreja e aquele povo daquele momento
tinha completa convicção de que estavam
nos últimos tempos. E logo em nós vem um
sentimento de atraso. Então, tipo assim,
mas nós estamos nos últimos dias desde
aquele dia, isso não acaba nunca mais. A
gente faz até piada com isso, né? Jesus
falou que ia voltar logo e e aí já
quanto tempo já passou, quantas gerações
já passaram? Mas é porque nós olhamos
para essa expressão os últimos dias e eu
[limpando a garganta] digo sobre mim,
por isso tive esse insight ali e falei
assim: "Eu estou errado". Muitas vezes
olho para essa expressão os últimos dias
pensando de forma passiva. Então eu
aguardo que os últimos dias cheguem.
Não, os últimos dias começaram e nós
temos o privilégio de participar nesses
últimos dias. E os últimos dias é a
possibilidade das pessoas verem já nesse
tempo realidade de transformação, de
milagres, de maravilhas, de uma nova
realidade que invadiu uma velha
realidade. Esses são os últimos dias. os
últimos dias não é simplesmente eu
sento, espero e é por isso que Jesus tá
demorando. Não, os últimos dias é eu
tenho o privilégio de participar na
revelação de novos dias que entraram em
velhos dias, de uma nova realidade que
invadiu uma nova uma nova realidade que
invadiu uma velha realidade, uma nova
natureza que agora forma-se e expurga de
nós uma velha natureza.
Então, quando a gente pensa esse tema e
escuta, né, essa expressão a igreja
perfeita, como a gente falava no início,
parece que alguma coisa dentro da gente
reage. Eu não sei se para você assim, eu
recebi, por exemplo, algumas mensagens,
que que vocês querem falar com esse
tema?
Vai ter oportunidade da gente debater?
>> Por quê? porque alguma coisa dentro da
gente reage. Logo, eh, dependendo das
pessoas,
surge um protesto interior. Então,
algumas mensagens que eu recebi era tipo
assim, olha, muito fixe, queremos
conversar sobre isso. Outras era eh esse
tema vai poder ter debate, né? Porque,
tipo assim, eu tenho protestos em
relação a isso. Talvez alguns de nós já
viveram experiências onde a igreja não
foi nada perfeita na nossa vida.
Sofremos abusos reais. Infelizmente isso
existe hoje em dia. Pode ser que para
você eh logo você tem você ouve essa
expressão e tem vontade de dizer alguma
coisa sobre.
Pode ter entre nós aqueles que reagem de
forma cética, outros com ironia.
Pode ter também gente que reage
esperançosamente, olha, se existe isso,
eu quero fazer parte disso.
Pode ter gente também que fica iludido
procurando de igreja em igreja, onde
está essa tal igreja perfeita.
Talvez alguns pensem: "Isso não existe".
Talvez outros digam: "Eu já procurei
muito e me decepcionei. E por isso agora
eu só vou em conferências, mas não
frequento nenhuma igreja.
Ou talvez,
como a gente falou, carregamos feridas
que são reais.
E há também aqueles como eu, por
exemplo, que amam a igreja,
mas sabem que ela pode ser um lugar
difícil,
onde as pessoas ainda estão sendo
formadas, onde eu não tive a
oportunidade de escolher os meus irmãos,
eles foram dados, foram entregues.
Do mesma forma que os irmãos aqui não
puderam me escolher, eu cheguei aqui,
ninguém falou assim: "Ó, vou porque hoje
eu e o Cacau ontem falávamos um pouco
sobre adoção. Hoje em dia a fila de
adoção às vezes demora porque tem gente
que quer o o a criança com aquela idade,
com aquele olho, com aquela cor, com
aquele cabelo e que de preferência veio
de uma família de tradição tal. Isso não
é um frigorífico, né? Você abre e
escolhe. o da primeira fileira, pelo
preço, pela cor. Isso não é assim. A
família de Deus não é assim. Nós não
escolhemos uns aos outros. Nós somos
entregues uns para os outros.
Isso é diferente. E isso envolve
imperfeição. Envolve eu entrar na casa
de banho e ir lá usar a sanita e parecia
que uma pessoa tava fazendo xixi
passando cosquinhas.
Eu entrei ali e falei assim: "Que que
aconteceu aqui, gente?"
A pessoa acertou todos os lugares, menos
o lugar que deveria.
Tem esse tipo de gente na igreja,
precisa ser transformado pelo Espírito
Santo,
receber a unção da pontaria.
Misericórdia,
>> senta, né?
>> Ou senta, porque ainda acabou
inviabilizando a o próximo que quisesse
sentar.
Mas a igreja
>> tem dessas pessoas. [risadas]
Jesus Paulo disse: "Prossiga pro alvo."
Tá ruim de alvo, o povo.
>> Mas a pergunta mais importante, irmãos,
não é onde é que está a igreja perfeita?
Talvez a pergunta mais importante seja:
que tipo de perfeição eu e você estamos
procurando quando nós pensamos numa
igreja perfeita?
que tipo de perfeição nós estamos
procurando? Porque sem perceber, nós
podemos procurar uma igreja perfeita,
como quem procura o restaurante
perfeito.
Não sei se você sabe, por exemplo, o
pastor João Martins tem como mais ou
menos 50% da sua lista de contatos
telefônicos, nomes de restaurante em
tudo quanto é cidade de Portugal que
você imaginar. Sempre que eu recebo
pessoas aqui e vou para uma cidade que
eu ainda não visitei nenhum lugar de
comer, eu envio uma mensagem ao pastor
João e falo assim: "Vou para tal cidade,
qual é o restaurante que eu devo
visitar? E vou escolher o restaurante
preferido do pastor João Martins." Mas
não é assim que a gente olha para uma
igreja e decide uma igreja.
E a gente muitas vezes pode estar
correndo o risco de procurar a igreja
perfeita, como quem procura o
restaurante preferido, perfeito, ou o
hotel perfeito, ou um produto perfeito
ou uma experiência perfeita, que vai de
preferência entregar o que que ele me
prometeu que ia entregar. Então, a
igreja promete amor, a igreja promete
acolhimento, a igreja promete
experiências espirituais, experiências
com o Espírito Santo, a igreja promete
relacionamentos
e logo a gente entra e quer cobrar ali o
que prometeu. Assim como a gente
cobraria de um restaurante, de um hotel,
a gente procura um lugar que nos agrade,
um lugar onde a gente não seja
frustrado, um lugar onde ninguém nos
incomode.
Mas nós devemos resistir culturalmente
a olhar paraa igreja como um produto.
Isso não é uma maldade intrínseca. A
gente vai falando isso e às vezes você
pode estar se sentindo mal, né? Mas não
é que você ou eu maquinamos isso na
nossa mente, é que nós estamos
mergulhados num sistema que pensa assim,
produz assim, oferece assim e nós vamos
sendo moldados por esse sistema, porque
ninguém fica sem ser moldado. Se você
não está sendo moldado pela palavra,
pela comunhão, você está sendo moldado
por alguma coisa. E a quantidade de
tempo que eu e você somos expostos a
outras narrativas que não as a narrativa
das escrituras é desproporcional.
E se você for for minimamente
displicente
e for daqueles que abre a Bíblia só no
dia do culto ou que faz oração só em
deslocamento pro trabalho, já dentro do
carro e apressado. E se você faz isso,
faça sem culpa. Esse só não pode ser seu
único tempo exclusivo com o Senhor. Mas
se nós estamos nessa dinâmica de vida,
logo é natural que nós vamos olhar
paraas relações e vamos olhar pra igreja
e vamos olhar muitas vezes,
[limpando a garganta] desculpa, até pro
texto bíblico. A partir desse viés, nós
trazemos o estabelecimento cultural que
nós já temos para pras escrituras e logo
já a interpretamos
a partir de um paradigma que não vem das
escrituras.
Então, não é que a gente maquina o mal
quando a gente olha paraa igreja com
essas categorias, é que isso,
infelizmente, faz parte da gente. Mas a
igreja não é uma empresa. A igreja não é
uma plataforma de conteúdo religioso.
A igreja não é um evento semanal para
satisfazer preferências espirituais das
pessoas. Não, a igreja é família.
A igreja é família.
E provavelmente seja exatamente aí que
começa o nosso problema,
porque obrigado. Porque família
é bonito
como ideia.
Família é bonito de dizer. É por isso,
por exemplo, que o sistema pegou essa
expressão da gente.
E nada contra eh, irmãos, mercado. A
gente precisa do mercado, das coisas bem
feitas, comprar coisas. Tá tudo bem.
O que a gente tá sendo contra aqui é
nós,
infelizmente,
querermos parecer com isso ao invés de
sermos o que devemos ser,
deixar as coisas como elas realmente
devem ser, cada coisa no seu lugar.
Então, família é uma coisa bonita como
ideia, mas é difícil na prática, porque
família envolve nome, gente, real,
envolve mesa, envolve história,
histórias reais, histórias difíceis,
histórias de traumas, histórias de
abusos, histórias eh de desigualdade,
que você pode estar de um lado da
história privilegiado e outro pode estar
do lado da história
que padece do lado da história. E isso
convive na mesma igreja.
E a pessoa não tem uma culpa intrínseca.
Ela chegou aqui nessa história.
Mas isso é a família.
Exige também, além de nome, mesa,
história, paciência, perdão, correção,
presença, compromisso.
Por exemplo, a sua família é perfeita.
Mas alguém pode falar mal da sua
família?
[limpando a garganta]
Família é assim, não é?
Você tem um monte de comentário para
fazer do seu irmão, mas ai de quem de
fora vier falar do seu irmão aqui. Não,
eu posso falar mal da minha irmã,
eu posso falar mal do meu irmão. Eu
posso dizer as críticas do meu pai. Eu
lembro uma vez que eu tava numa conversa
e a pessoa falando assim, derrubando a
mãe, minha mãe isso, minha mãe aquilo,
não sei que tal. Aí a pessoa falou
assim: "Não, realmente sua mãe". Opa,
você não,
você não.
Nós somos assim em relação à igreja.
Seus filhos são perfeitos?
Pergunta só pros pais, né? Porque paraas
mães elas vão falar: "São,
brincadeira". Seus filhos são perfeitos,
seus pais foram perfeitos, seus irmãos
são perfeitos, você é perfeito, né?
Mas você troca a sua família cada vez
que alguém te decepciona.
Então, a gente chama igreja de família,
mas muitas vezes na hora da gente viver
a dinâmica de família, nós tratamos isso
mais como um restaurante que eu esperava
perfeição ou um hotel que eu esperava
perfeição,
ou o evento que eu afinal paguei para
estar, porque todo mês eu ainda
contribuo com aquilo e afinal de contas
ele não tá me remunerando conforme as
minhas expectativas,
seja nas relações, seja nos milagres que
eu esperava,
seja na forma como acolheram o meu filho
ou acolheram a mim. Então, a dificuldade
com a igreja não se revela apenas
pela igreja ser imperfeita. Ela revela
que muitas vezes nós temos expectativas
de consumidores e não de irmãos, porque
como nós falamos, infelizmente isso já
tá muito impregnado em nós. Nós somos um
povo cheio de direito.
Nós queremos a remuneração da nossa
participação.
Nós não queremos simplesmente entregar,
nós queremos fazer uma transação.
Lá no Brasil tem uma música que a gente
cantava muito na igreja que é como um
farol que brilha à noite, como ponte
sobre as águas, como abrigo no deserto,
como flecha que acerta o alvo. Eu quero
ser usado.
Aí depois o irmão vinha conversar com a
gente, fala assim: "Aconteceu isso, isso
e isso e eu me senti usado." Eu falei
assim: "Uai,
mas a gente não canta isso?
Mas eu me senti usado,
mas a gente cantou.
É um desafio para nós essa dinâmica, né?
E é por isso que agora eu quero ler com
você.
Foi metade sem ler. Agora vou vou ler
para outra metade. Por isso que eu quero
ler com você um texto que a primeira
vista ele vai parecer pouco promissor
para falar da igreja como família,
porque ele é basicamente uma lista de
nomes,
mas é também por isso que ele faz
sentido para nós. Romanos capítulo 16.
Romanos capítulo 16,
o capítulo todo.
Recomendo-lhes palavras do apóstolo
Paulo. Recomendo-lhes
a nossa irmã FIB,
não é a do Friends, tá?
Serva da igreja em Sencreia.
Só uma atenção aqui especial para
recomendo-lhes.
Para mim, por exemplo, foi um privilégio
e uma graça do Senhor chegar nessa
igreja, a Casa da Cidade, com uma
expressão do ministério Sal da Terra, do
pastor Paulo Júnior, do pastor Marcos,
dizendo: "Recomendo-lhes
a família Ciana
entre nós."
Nós quando falamos uns dos outros, nós
recomendamos uns aos outros
ou nós apontamos aquela coisinha que nos
incomoda uns nos outros.
Às vezes até teríamos coisas para
recomendar, mas parece que preferimos
apontar naquela coisa que nos incomoda.
Todo mundo tem alguma coisa que nos
incomoda.
Todo mundo.
Mas Paulo escolhe dizer:
"Recomendo-lhes".
Ele escolhe não falar talvez alguma
coisa do temperamento específico da FIB,
um que ela tem,
alguma coisa que num momento ela disse
atravessado, um comportamento
inadequado, ele falou assim:
"Recomendo-lhes,
nossa irmã,
serva da igreja". Verso dois, "Peço que
recebam no Senhor, que a recebam no
Senhor de maneira digna dos santos. e
lhes preste ajuda de que venha
necessitar, pois tenho sido de grande,
ela tem sido de grande auxílio para
muita gente, inclusive para mim.
Saudai Priscila e Ála, meus
colaboradores em Cristo Jesus,
arriscaram a vida por mim. Sou grato a
eles, não apenas eu, mas todas as
igrejas dos gentios. Saúdem também a
igreja que se reúne na casa deles.
Saúdem meu amado irmão Epêno, que foi o
primeiro convertido a Cristo na
província da Ásia. Saúdem Maria que
trabalhou arduamente por vocês.
Muito interessante, né? Paulo faz
questão de perceber um que arriscou a
vida e deu a vida, o outro que trabalhou
muito, o outro que foi o primeiro
convertido.
Memórias importantes,
celebrações importantes que vão
lembrando a gente o que que é a família,
o que que Deus está fazendo. Vai
trazendo para nós aquelas memórias que
são mesmo memoráveis
para nós escrevermos no coração. Verso
7. Saúdem
Andrônico e Júnias. Meus parentes que
estiveram na prisão comigo são notáveis
entre os apóstolos, estavam em Cristo
antes de mim. Então, reconheço gente que
já tinha experiência com Jesus antes de
eu ser alguma coisa.
Saúdem, amplia- tu, meu amado irmão do
Senhor. Saúdem Urbano, nosso cooperador
em Cristo. E meu amado irmão Staques.
Saúde, saúdem a peles aprovada em
Cristo. Saúdem os que pertencem à casa
de Aristóbulo. Saúdem Herodião, meu
parente. Saúdem os da casa de Narciso
que estão no Senhor. Saúdem Trifena e
Trifose. Olha que nome incrível para
colocar em duas irmãs. Se um dia você
tiver irmã, filhas gêmeas, considere
esses nomes.
Trifena e trifosa. Mulheres,
oh Deus, mulheres que trabalham
arduamente no Senhor. Saúdem a amada
Pérdid, outra que trabalhou arduamente
no Senhor. Saúdem Rufo, eleito no
Senhor, sua mãe, que tem sido mãe também
para mim. De novo, o apóstolo Paulo
trazendo aqui vocabulário familiar.
expressões de família no nosso meio. Nós
podemos ter mães que não são mães só dos
seus filhos biológicos.
Podemos ter irmãs que têm um olhar de
maternidade para outras pessoas no nosso
meio.
Uma característica dos nossos dias tem
faltado irmãs conselheiras que ajudam,
irmãs mais novas que têm tido filhas e
estão perdidas na sua maternidade,
ouvindo o que o sistema tem a dizer.
perdidas nas orientações.
Mamãe também para mim. Verso 14. Saúdem
as íncrito,
flegonte. Olha só, lista de nome
incrível. Hermes, Pátrobas,
Ermas e os seus irmãos que estão com
eles. Saúdem Filólogo, Júlia, Nereu e
sua irmã e também Olímpias e todos os
santos que estão com eles. Saúdem uns
aos outros com um beijo santo. Todas as
igrejas em Cristo, envio-lhes saudação.
Recomendo-lhes, irmãos, que tomem
cuidado com aqueles que causam divisões
e colocam obstáculos ao ensino que vocês
têm recebido. Afastem-se deles, pois
essas pessoas não estão servindo a
Cristo, nosso Senhor, mas os seus
próprios apetites.
Estão servindo aos seus próprios
apetites.
Infelizmente, nos dias de hoje, talvez
nós não podemos falar isso só dos que
estão dividindo igrejas.
Infelizmente, parece que muitas vezes
nas nossas próprias relações,
nós estamos cheios dos nossos próprios
apetites
e por isso não ofertamos mais, mas
fazemos transações entre nós de forma a
dar favores, mas cobrar favores.
Mediante palavras suaves, essas pessoas
usam de bajulação
e enganam o coração dos ingênuos. Todos
têm ouvido para Todos têm ouvido falar
da obediência de vocês. Por isso estou
muito alegre. Mas quero que saibam, ah,
desculpa, quero que sejam sábios
em relação ao que é bom e sem malícia em
relação ao que é mau. Em breve, o Deus
da paz esmagará Satanás debaixo dos pés
de vocês. A graça do nosso Senhor Jesus
seja com vocês. Timóteo, meu cooperador,
envia-lhe saudações, bem como Lúcio,
Jasom e Sosípatro, meus parentes.
Tércio que redigia essa carta, saúdo
vocês no Senhor. Gaio, cuja
hospitalidade eu e toda a igreja
desfrutamos, envie-lhe saudações.
Herastro, administrador da cidade, o e o
nosso irmão quarto, envi-lhe saudações.
Que a graça do nosso Senhor Jesus Cristo
seja com vocês todos. Amém. Ora, aquele
que tem poder para conformá-los pelo meu
evangelho, confirmá-los pelo meu
evangelho
e pela proclamação de Jesus Cristo, de
acordo com a revelação do mistério
oculto nos tempos passados, mas agora
revelado e dado a conhecer pelas
escrituras proféticas por ordem de Deus
eterno, para que todas as nações venham
a crer nele e obedecer-lhe. Sim, a único
Deus sábio seja dada glória para todo
sempre, por meio de Jesus Cristo. Amém.
>> Amém.
Bom, para além de uma excelente lista de
nomes para os seus futuros filhos e uma
prova de que os brasileiros não são os
piores ao escolher nomes para filhos,
eh, isso já vinha muito antes de nós,
né? Eh, para além disso, nós vemos aqui
um trato de família,
uma lista de nomes.
Nós vemos aqui que a igreja de Cristo
tem nomes e não apenas funções.
A primeira coisa que eu queria destacar
assim desse texto, lembrando que a
igreja perfeita então não é uma
comunidade sem defeitos, mas é uma
família de pessoas imperfeitas que
Cristo está formando pelo evangelho. E
aqui nesse texto nós vemos que a igreja
de Cristo tem nomes e não apenas
funções. Quando a gente olha para um
capítulo como esse, a primeira vista é
só uma despedida, parece mais apenas uma
lista com nomes. E talvez seja
exatamente por isso que ela é tão
importante para nós, porque no fim de
uma das cartas mais densas
teologicamente do apóstolo Paulo, ele
não escolhe terminar com algumas ordens,
com especificações muito específicas,
com ah mais reafirmação de doutrina, mas
ele decide terminar a sua carta mais
robusta teologicamente, reafirmando os
afetos. lembrando os nomes das pessoas,
os seus momentos, como elas serviram
naquela família, os seus papéis
importantes, até a primeira pessoa
convertida daquele ambiente. O apóstolo
Paulo faz questão de lembrar. Ele lembra
da hospitalidade, ele consegue
recomendar uma irmã e dizer pros irmãos
acolherem a tudo que ela pedir. Essa
irmã Fibia ser mesmo uma pessoa muito
íntegra. O apóstolo Paulo faz questão de
no seu tratado teológico terminar com
uma família. Romanos começa com o
evangelho de Deus e termina com os nomes
do povo de Deus. A teologia do apóstolo
Paulo não termina com conceitos, termina
com pessoas. Porque tudo que a gente
aprende como conceito e eles são
importantes e a doutrina é importante,
porque o povo da igreja de Atos, que nós
ouvimos aqui agora a pouco perseverava
na doutrina dos apóstolos.
era a partir daí.
Mas se nossa doutrina não redunda em
relações saudáveis,
não redunda em família, então ela não
vale de nada. E aí, muitas vezes nós
podemos ser um povo que tem até poder,
como nós falamos aqui, mas não tem
autoridade.
O que nós fazemos impede as pessoas de
ouvir o que nós estamos dizendo.
A igreja perfeita é uma igreja feita de
nomes, porque a igreja de Cristo tem
nomes e não apenas funções.
Pode ser que para mim e para você,
muitos desses nomes não façam o menor
sentido e são até engraçados, como a
gente diz, mas para Paulo esses nomes
eram rostos, eram histórias, eram mesas,
eram lágrimas, eram partilhas, eram
casas abertas,
eram riscos assumidos. Ele diz: "Teve
gente que arriscou a vida. Esses nomes
eram feridas, eram reconciliações, eram
viagens. Esses nomes eram, por exemplo,
como o apóstolo Paulo também escreve na
sua despedida em segunda Timóteo, nomes
como João Marcos,
onde ele fez uma ruptura, onde ele não
teve paciência, mas que no final da sua
vida ele fala assim: "Me traz João
Marcos, ele me é importante pro
ministério."
Esses nomes são reconciliações,
são perdão, são hospitalidade,
são nomes de perseguição, mas ao mesmo
tempo de acolhimento.
A igreja então adoece e pensando sobre
igreja perfeita, feita de pessoas
imperfeitas, ela adoece quando pessoas
deixam de ser nomes e tornam-se funções,
estratégia, problemas.
A gente lembra das pessoas e logo lembra
de um problema. Ou então eu preciso
fazer uma coisa e logo lembro de uma
pessoa, porque estrategicamente é
importante.
A igreja adoece quando pessoas deixam de
ser nomes e tornam-se apenas números,
funções, estratégia ou problemas.
Eu me lembro, por exemplo, de Mefibosete
na história de Davi, não sei quantos
lembram, era uma pessoa alejada
e era uma pessoa da família de Saul.
era uma pessoa que era família também do
seu grande amigo Jonatas. E ele queria
saber ainda alguém dessa família que eu
possa abençoar. E tinha ali o meu
fibosete, alguém que precisava ser
carregado para fazer parte da mesa. Numa
época onde lutava-se batalhas
e nós queríamos pessoas fortes, pessoas
habilidosas, pessoas com uma boa
desenvoltura, com uma boa performance.
Mas Davi tá dizendo, não é, não são
apenas por esses motivos que pessoas
fazem parte da minha mesa.
Os mefibocetes do nosso meio sentam na
nossa mesa.
Aqueles que não podem nos entregar nada,
aqueles que não não vão nos ajudar a
conquistar nada,
eles podem sentar na nossa mesa.
Qual é o título do Mefibo?
Qual é o serviço bem feito que ele
realiza? Por que que ele tá incluído na
mesa? Porque ele tem um nome e ele faz
parte da família. E nós fazemos parte
uns dos outros não por causa da função
que a gente desempenha, não por causa do
dom que a gente tem, não por causa da
estratégia que a gente vai representar,
não por causa do número que nós temos,
mas porque nós temos um nome,
porque nós fazemos parte da família. É
muito interessante, por exemplo,
perceber que quando Deus quer libertar
um povo, trazer liberdade,
Deus não marca um grande evento.
Deus não reúne uma estratégia. Quando
Deus quer trazer libertação para um
povo, ele marca um jantar, chama Páscoa.
Depois Jesus faz uma coisa que chama
ceia.
Sempre que o Senhor quer libertar o
povo, ele promove um encontro.
Agora, nesse encontro onde ele põe uma
mesa, ele não quer simplesmente
indivíduos saciados,
ele quer uma família reconciliada.
É por isso que Deus marca uma festa de
mesa e de comida para libertar um povo.
E é por isso que Jesus, no seu último
ato, antes de libertar o povo
definitivamente na cruz, marca também
uma mesa e lava o pés dos seus
discípulos, reconciliando pessoas e
dizendo: "Vocês precisam fazer isso uns
com os outros". Vocês precisam visitar
as partes impuras uns dos outros. Vocês
precisam ajudar a se limpar mutuamente.
Essa coisa de limpar os pés era porque
todos os dias sujava-se e nós também
todos os dias nos sujamos por aí e
precisamos uns dos outros para ajudar
nessa limpeza,
para ajudar a remover de nós as
impurezas uns dos outros. E aí a gente
entra
numa coisa que a gente vai falar aqui
já, que é já não ver o outro segundo a
carne, como o apóstolo Paulo diz em
segunda Coríntios, mas eu vejo segundo
os olhos do Espírito e eu lembro o outro
quem ele verdadeiramente é, mas nós já
chegamos lá. Então, a igreja perfeita
não é uma comunidade de pessoas sem
defeitos, mas é uma família de pessoas
imperfeitas que Cristo está formando
pela transformação do evangelho.
É uma igreja que tem nome e não apenas
funções. A segunda coisa que eu olho
para texesse e percebo é que a igreja de
Cristo é família e não experiência de
consumo.
Se você observar mais demoradamente um
pouco, nós temos uma necessidade de
pertencimento.
É por isso que existem tantos grupos. É
por isso que mesmo pessoas solitárias
estão passando o dia no TikTok ou no
Instagram ou no Facebook ou no YouTube
porque ele quer se sentir pertencente a
alguma coisa, mesmo que na realidade ele
não seja.
Mas aquilo sacia um sentimento
momentaneamente
que traz desespero depois. Por isso que
as pessoas não dormem, porque quando
elas desconectam daquilo, elas se sentem
vazias. Aí elas voltam para aquilo para
ver se elas se sentem ainda pertencentes
de mais alguma coisa. Por que que isso
existe? Porque Deus garantiu dentro da
gente, na nossa estrutura, que não fosse
bom viver sozinho, não fosse bom viver
isoladamente, não fosse bom ser
independente, que é uma coisa que
quase todos nós queremos, para não dizer
todos, que é uma coisa que o sistema
vende para mim e para você, a
possibilidade de sermos autônomos,
independentes, não precise de ninguém.
Faça suas economias, tenha um bom seguro
de saúde. Encontre formas de você não
depender de alguém.
Mas o Senhor nos fez dependentes uns dos
outros.
O próprio Senhor, que não precisava de
ninguém criou uma dependência para si.
O que que é apocalipse? Não é a união de
Cristo com a igreja, um corpo e uma
cabeça. Isso só faz uma pessoa completa
nessa união. O Senhor voluntariamente,
sendo Deus todo- poderoso, antes de
todas as coisas, eterno, criou para si
uma dependência.
Ele quis
e ele está formando esse corpo.
Isso está escrito dentro de nós.
Eclesiastes vai dizer que o Senhor
colocou no nosso coração o desejo pela
eternidade.
E é por isso que nós ansiamos alguma
coisa nesse sentido. Então, Deus garante
na gente que a gente não vive bem
sozinho. Se você olha, por exemplo, para
os filmes que mais te emocionam, que
mais cativam o nosso coração, eles
contam histórias de relacionamentos
reconciliados.
Eles contam histórias
de memórias, eles contam histórias de
família, eles contam histórias de
encontro.
os filmes que a gente gosta, as
histórias que nós gostamos, os momentos
que mais marcam a nossa vida envolvem
conexão, relação, interação.
E é também por isso que a gente gosta
dessa ideia de que a igreja é uma
família.
Agora, nós temos um problema, é que
muitas vezes nós podemos nos apaixonar
mais pela ideia do que pela realidade.
Uma vez eu ouvi do pastor Alfredo abriu
uma afirmação muito importante. Ele
falou assim: "Rafa, muitas vezes nós
podemos nos apegar mais à declaração da
verdade do que a verdade em si.
Então eu digo que é aquilo,
mas na verdade eu não vivo e parece que
tá tudo bem, porque eu estou mais
apaixonado pela declaração da realidade
do que pela realidade em si.
E nós temos que ter cuidado com isso,
porque a família
exige da gente mais do que sentimento,
mais do que uma afirmação de verdade.
Ela exige aliança, compromisso,
presença, perdão, paciência, mesa,
encontro.
E aí nós temos uma tensão aqui que é
sentir família
versus assumir compromissos de família.
É muito melhor sentir família, não é?
Não, eu me sinto família.
Por exemplo, os meus filhos ainda são
pequenos, eles amam sentir-se família.
Aí quando eu falo: "Leva o lixo lá fora,
arruma a sua cama, compromissos de
família, ah, aí já fico mais amoado."
Porque é melhor sentir família.
Ó, de vez em quando tem até um repi.
Quando vem um pastor pentecostal, tipo
Bibo, vem lá do Brasil, movimenta-se,
fez até agachamento,
ó. Não estralou também. Ai, graças a
Deus, passei no teste. Tava esperando o
momento de eu queria criar uma
oportunidade para fazer o mesmo, para
mostrar que o meu também não tá
estralando.
>> Corredor, corredor, [risadas]
>> corredores tem os joelhos meio mais ou
menos, mas
sentir e exato. Ginásio, precisa ir pro
ginásio. Aqui chama ginásio. Eh,
sentir família. Obrigado. Sentir família
muitas vezes é mais gostoso do que
assumir compromissos de família. A gente
corre o risco de
se apaixonar pelos sentimentos
e não encarnar isso na vida. Muita gente
quer uma igreja, uma igreja que os
acolha como família, mas querem
continuar vivendo como hóspedes nessa
família. Eu não sei se você já ouviu
isso. Você você tem você tem uma mãe do
tipo da minha que de vez em quando dava
um berro lá em casa falando assim: "Você
acha que você vive num hotel?
Isso aqui não aparece lavado e limpo
assim não?
Sua mãe não falou assim com você?
Bem-aventurado
ou não?
principalmente se você for homem,
coitada da sua esposa.
Nós não somos hóspedes, nós somos parte
da família. Ontem a caminho de Torres
Vedras com o Cacau, a gente falava um
pouco sobre isso. Nós muitas vezes
estamos na igreja como hóspedes e um
hóspede não sabe se pode pôr um prego
para pendurar um quadro, não sabe se
pode tirar uma cadeira do lugar e
colocar na outra. Mas os de sabem,
os de casa conversam: "Olha, tive uma
ideia. Olha, vi um quadro lindo, quero
colocar ali, pensei em colocar na nossa
sala. Olha, posso pegar essa cadeira,
colocar no outro lugar?
Não sou, não somos hóspedes.
Nós vivemos numa época em que quase tudo
é avaliado como experiência de consumo,
como a gente falava. Mas a igreja de
Cristo é uma família e não uma realidade
de consumo. Um restaurante é avaliado,
um hotel é avaliado, um aplicativo, né?
Uma aplicação é avaliado, o motorista é
avaliado, o culto é avaliado. Eita,
agora mudou de assunto, né? que eu vim
vindo na sequência, parece que tá tudo
igual.
O motorista é avaliado, o hotel é
avaliado, o restaurante é avaliado, a
aplicação é avaliada, mas o culto é
avaliado,
a pregação é avaliada,
a comunidade é avaliada
e aí sem perceber, nós começamos a
procurar uma igreja como quem procura um
produto.
Isso me serve, isso me agrada, isso me
representa, isso me entrega o que
prometeu?
E aí nós queremos uma igreja que nos
acolha, mas continuamos vivendo como
hóspedes.
Hóspede é que avalia o ambiente. O filho
arruma a casa.
Ai do meu filho, da minha filha, se
vocês estiverem lá sentados no sofá com
as pernas cruzadas e avaliar o ambiente.
Aquilo ali tá desarrumado. Aquilo ali
não sei quê. Não, você é filho. Filha
arruma a casa.
Hóspede espera ser servido. Irmão,
participa da dinâmica da casa. Hóspede
vai embora quando se sente
desconfortável. Família conversa,
família chora,
família corrige,
família perdoa,
família
permanece.
Família exige presença, mesa, correção,
perdão.
A igreja perfeita não é a que imita o
sucesso do mundo, onde nós vamos colocar
quatro estrelas, cinco estrelas, três
estrelas
e ver se aquilo está mesmo bom. Mas a
igreja perfeita é a que encarna a
fidelidade de uma família. Eu quero
concluir,
a igreja perfeita não é aquela onde nós
nunca seremos frustrados,
é aquela onde Cristo será suficiente.
Nós não somos uma igreja perfeita porque
nós somos perfeitos, mas porque Cristo é
perfeito e nós somos a igreja dele.
A igreja perfeita não é aquela onde
todos já estão prontos, é aquela onde
todos estão sendo formados. O que nós
temos que garantir é que entre nós não
tem ninguém parado,
não tem ninguém simplesmente estático,
porque a promessa do Senhor está no
movimento. O Senhor disse: "Eu estarei
sempre convosco". Mateus, capítulo 28.
Mas ele disse isso num contexto de
missão. Vão e eu estarei sempre com
vocês.
Não é para nós ficarmos estáticos,
parados, como hóspedes que são servidos.
A igreja perfeita não é aquela onde eu
encontro as pessoas iguais a mim.
é aquela onde Cristo me dá irmãos e
irmãs que eu não teria escolhido,
mas para formar em mim um amor que
sozinho eu não conseguiria produzir.
São as ocasi ocasiões mais desafiadoras
que formam em nós um perfil, um caráter,
uma pessoa que sem essas circunstâncias
eu não conseguiria me tornar. Nós
discutimos aqui recentemente entre
pastores, o Bruno, Thago, os nossos
convidados sobre essa dinâmica da
inteligência artificial.
A Iá pode nos ajudar a dar uma resposta
correta, pode nos ajudar a resolver um
problema, mas ela não está nos ajudando
a formar pessoas melhores.
Nós dissemos, dizemos uns pros outros
que o bom é a jornada e não o destino,
mas nós estamos supervorizando o
destino.
E o povo de Deus, segundo Efésios, é um
povo que tem um destino garantido.
Nós não temos ansiedade em relação ao
nosso destino. E é exatamente por isso
que nós podemos viver a jornada, o
processo.
A igreja perfeita não é aquela onde não
existem feridas,
é aquela onde as feridas não têm a
última palavra. Porque nós conversamos,
nós choramos, nós nos abraçamos, nós
reconciliamos, nós insistimos e nós
permanecemos. Então, a igreja perfeita
não é perfeita porque nós somos
perfeitos, mas ela é perfeita porque
pertence a Cristo e Cristo não abandona
a sua família.
Não é porque eu e você somos difíceis
que o Senhor desiste nós. Nós às vezes
até desistimos uns dos outros porque
somos difíceis. Porque como dizia a mãe
do pastor Ziel Machado, viver com os
irmãos nos céus, ó que glória. Viver com
os irmãos na terra é outra história.
Mas o Senhor nos segura juntos. Ele não
abandona a sua família. Ele lave, ele
lava, ele corrige, ele alimenta, ele
reúne, ele santifica.
Igreja é família. Amém. Quero orar com
você.
Senhor, obrigado porque o Senhor nos deu
o espírito
e o espírito nos une.
Obrigado, porque como nós dissemos, nós
já não vemos uns aos outros segundo a
carne, mas nós vemos com os olhos do
Senhor.
Eu quero, ó Deus, que os nossos irmãos
aqui dessa manhã possam ser relembrados
dessa verdade e nos momentos
desafiadores uns com os outros, ao invés
de reafirmar o pecado e reafirmar a
dificuldade da carne, possamos relembrar
quem a pessoa é em Cristo.
Você é paciente porque você tem o
espírito.
Você é uma pessoa terna porque você tem
o espírito. Você é uma pessoa mansa
porque você tem o espírito.
Nós não somos escravos da nossa linhagem
de parênteses.
Nós não somos escravos dos nossos
temperamentos da carne. O Senhor está
nos transformando dia a dia.
Que nós possamos, ó Deus, ver uns aos
outros com esses olhos e assim sermos a
família do Senhor. lembrar que o Senhor
quando quis nos libertar marcou um
encontro, marcou uma mesa pra gente
aprender que é assim que nós vamos
prosseguir
como família que se encontra, que se
reúne ao redor da mesa, que conversa,
que confessa e que perdoa, que limpa uns
aos outros e que sabe que no fim é
lavado pelo Senhor.
aumenta a nossa fé, a nossa paixão pela
igreja, a nossa convicção, ó Deus, no
que o Senhor está fazendo no meio do seu
povo. Que nós possamos, ó Deus, mais do
que sentir família, possamos assumir
compromissos de família.
Queremos ser uma igreja de nomes e não
apenas de funções. Queremos ser uma
igreja que é família e não apenas
consumidores.
Queremos ser uma igreja que é ligada por
ti, em nome de Jesus. Amém. M.

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