A Teologia da Aliança no Ofício Cristão (Gn. 12.1-3 e Hb. 8) | Rev. Rubens Cirqueira
25/05/2026
A Teologia da Aliança no Ofício Cristão (Gn. 12.1-3 e Hb. 8) | Rev. Rubens Cirqueira
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Os irmãos, que a graça e a paz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo esteja com todos. Quero convidá-los a abrir a palavra do Senhor primeiro no livro de Gênesis, no capítulo de número 12. Nós vamos ler do verso 1 até o 3 e depois nós vamos ler Hebreus no capítulo 8. Palavra do Senhor que nos diz Ora, disse o Senhor a Abraão: "Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, e vai para a terra que te mostrarei. De ti farei uma grande nação e te abençoarei e te engrandecerei o nome. Ser tu uma bênção. Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem. Em ti serão benditas todas as famílias da terra. Por favor, abra comigo ainda em Hebreus, capítulo de número 8. palavra do Senhor que nos diz assim: "Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote que se assentou à destra do trono da majestade nos céus como o ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo. que o Senhor erigiu, não o homem. Pois todo sumo sacerdote é constituído para oferecer tanto dons como sacrifícios. Por isso, era necessário que também esse sumo sacerdote tivesse o que oferecer. Ora, se ele estivesse na terra, nem mesmo sacerdote seria, visto existirem aqueles que oferecem os dons segundo a lei, os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo, pois diz ele: "Vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte. Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente quanto a ele também mediador de superior aliança, instituída com base em superiores promessas. Porque se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para uma segunda. E de fato, repreendendo os diz: "Eis aí vem dias, diz o Senhor, e firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá, não segundo a aliança que fiz com seus pais, nos dias em que os tomei pela mão para os conduzir até fora da terra do Egito, pois eles não continuaram na minha aliança e eu não atentei para eles, diz o Senhor. Pois esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel. Depois daqueles dias, diz o Senhor, na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei. E eu serei o seu Deus, e ele serão o meu povo. E não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: "Conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão desde o menor deles até o maior, pois para quando as suas iniquidades usarei de misericórdia, e dos seus pecados jamais me lembrarei." Quando ele diz nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado, envelhecido, está prestes a desaparecer. Vamos orar mais uma vez. Senhor nosso Deus, nós queremos bendizer o teu nome mais uma vez, agradecendo ao Senhor pela tua palavra que foi lida nessa manhã, pedindo ao Senhor, ó Deus, que o Teu Santo Espírito nos instrua, nos abençoe, ó Deus, como igreja do Senhor. nos ajude compreender, ó Pai, que a eleição de oficiais não é apenas um mero ato administrativo, mas tudo isso diz respeito, ó Pai, à aliança do Senhor para com o seu povo. Tudo isso diz respeito, ó Deus, à essência de ser igreja. E assim, ó Deus, nós glorificamos ao Senhor, ó Deus, por meio das coisas instituídas por ti mesmo. Portanto, ó Deus, nos conduz assim, ó Deus, para que nós possamos compreender a aliança do Senhor, ó Deus, que permeia toda a nossa vida, todos os nossos atos e, ó Deus, é a própria essência da Igreja. Portanto, ó Deus, a nossa oração é que o Teu Espírito ilumine a nossa mente, o nosso coração e aplique a tua palavra em nome de Cristo Jesus. Os irmãos, quando nós falamos da teologia da aliança, eh, nós estamos falando sobre um aspecto muito amplo daquilo que nós cremos meio da palavra do Senhor. Portanto, nós estamos aqui diante de dois textos falando a respeito do chamado da mediação e do serviço cristão. Tanto, a questão aqui é demonstrar de fato que o ofício tanto do presbítero quanto do diácono, ele encontra fundamento na teologia da aliança, desde a promessa feita a Abraão até o seu cumprimento em Cristo Jesus. E assim nós precisamos aplicar essas verdades eh na nossa vida ou à prática ministerial para que a gente não venha se distanciar de tal modo que a gente pense que uma eleição de oficiais numa igreja é puramente um ato administrativo. Mas tudo isso diz respeito com a essência do evangelho. Portanto, toda a escritura, ela nos revela um Deus que se relaciona com o seu povo. e ele sempre se relacionou por meio eh de alianças, tá? E nada na história aqui da redenção, quando a gente olha pra história da redenção, nada disso é aleatório, né? Quando nós olhamos para aquilo que a palavra de Deus diz, também não é nada improvisado, né, ao longo das escrituras. Até aqui o seu, desde o chamado de Abraão, até a consumação dessa obra em Cristo Jesus, a gente vai perceber que Deus age segundo compromissos soberanos, graciosos e fiéis àilo que ele sempre estabeleceu e prometeu. Quando nós olhamos, então eh tudo isso na história da redenção, nós vamos perceber desde o início que a escritura trata sim a promessa. Há uma promessa inicial, há uma sempre uma mediação e um serviço contínuo. Mas em todos esses atos da mediação, tudo isso está apontando exatamente eh para Cristo Jesus. E o cumprimento de tudo isso está em Cristo Jesus. Portanto, a teologia da aliança, ela revela que Deus chama, é Deus que promete, é Deus que envia, é Deus que sustenta o seu povo. E que os oficiais aqui da igreja, eles exercem o seu ministério como servos desse do mediador da nova aliança. E aqui eles precisam refletir a sua fidelidade, a graça e o cuidado em meio a tudo isso. Se nós olharmos então nessa compreensão da teologia da aliança, nós vamos perceber que em meio a essa teologia da aliança, nós temos a natureza da autoridade sendo revelada aqui nas Escrituras. Eh, e tudo isso é derivado dessa promessa. A autoridade é derivada da promessa do mediador. Também o propósito do serviço. Nós estamos diante de tudo isso para entender qual é o propósito do serviço e também como nós, né, devemos liderar como aqueles que são escolhidos como oficiais da igreja, como eles devem liderar, né? Em meio a tudo isso, nós sempre temos a nossa dificuldade de entender e às vezes nós colocamos muito mais a nossa o personalidade ou a forma de ser, mas a palavra de Deus, ela coloca tudo isso muito abaixo daquilo que de fato nós precisamos ter, porque nós vamos compreender que sempre estaremos a quem da obra que nós fomos chamados, porque aquele que é o mediador de toda essa aliança é Cristo. Jesus. E aqui a gente começa compreender a seriedade de tudo isso e como a palavra de Deus trata. Portanto, em alguns pontos aqui nessa manhã, falando a respeito dessa aliança da mediação, eu gostaria de olhar para esses dois textos para que a gente pudesse tirar algumas lições. Primeira coisa é que o Deus da aliança, que é quem toma a iniciativa do chamado. Se a gente olha lá em Gênesis, no capítulo 2, verso 1, que nós lemos, palavra de Deus diz: "Ora, disse o Senhor a Abraão." E aqui nós vamos entender que essa iniciativa do chamado, eh, ela envolve essa, esse imperativo de ruptura naquilo que a palavra de Deus ela mostra aqui no decorrer da história. Primeiro, há o passado aqui que Abraão é chamado a se separar dele. Se a gente entender a a o aspecto aqui da narrativa, nós vamos perceber que a Bíblia deixa claro que a aliança começa com Deus. Após século de rebelião humana, né? O Senhor não abandona o seu propósito redentor. Então, nós chegamos em Gênesis, no capítulo 12, e há uma mudança decisiva no texto, ou seja, Deus passa a tratar o homem agora com o homem específico para que por meio dele eh pudesse formar um povo e esse povo chamado povo da aliança. O texto é interessante que o termo que é usado quando ele fala para que ele saia da sua terra é um imperativo aqui no texto, né? colocando que ele não tinha outra opção a não ser obedecer a esse Deus. Então ele comunica de fato essa separação, a ruptura aqui da sua eh do seu modo de viver, da sua fé antiga. Lembrando que ele sai de Ur dos Caus, um povo extremamente pagão. E Abraão é chamado a deixar a sua terra, a sua parentela, a segurança, sem conhecer o destino final. A promessa é essa. Portanto, no presente para ele era confiar naquele Deus que tinha se revelado a ele. E o futuro era caminhar em direção àquilo que eh Deus tinha falado para que ele pudesse ir, mesmo sem antever ou mesmo sem ver aquilo que seria a realização da promessa. Historicamente isso significa eh romper com a idolatria aqui de Urdos Caldeus. Teologicamente isso significa confiar totalmente na palavra de Deus. Todas as vezes que recebemos o chamado de Deus, sim, vem sobre nós todas as nossas fragilidades, as nossas incertezas e sempre a nossa incapacidade de falar: "Será que eu consigo?" E isso é extremamente importante, porque aquele que se chega diante de um chamado desse e fala: "Podeix comigo que eu dou conta". Possivelmente ele não entendeu a grandeza do chamado e não entendeu de quem ele é representante, sabendo que aquele que de fato governa a igreja é Cristo Jesus e entender que está muito a quem daquilo que se requer paraa igreja do Senhor. Portanto, eh ao olhar para nossa vida e ministério, fazendo uma aplicação direta que o ministério ele começa com o chamado divino e não apenas com o desejo pessoal. Há um chamado. Primeiro, eu sei que nós já vimos textos quando fala a respeito de aspirar o episcopado, mas isso não elimina o ato primeiro de Deus agir no coração fazendo um chamado. Presbíteros e diáconos então precisam entender que servir a Deus exige ruptura com valores contrários à palavra. Porque agora, visivelmente na terra, a igreja está sendo chamada pelo nome de cada um de nós que um dia ouviu esse chamado. Portanto, entender isso é algo primordial paraa nossa vida, para os oficiais da igreja, que não é mais aquilo que eu acho, que eu penso, aquilo que eu sou, a minha personalidade ou alguma coisa assim que nós ouvimos muito bem falar na nossa sociedade. Acima de tudo, agora aquilo que precisa imperar na nossa vida é que nós estamos aqui como representantes daquele que é o dono da igreja, que é Cristo Jesus. Oficiais, então, não caminham pela vista, mas pela fé, sustentados pela voz do Senhor, do chamado do Senhor. E esse chamado imperativo de dizer: "Vai, vai". E é isso que a gente vê na história aqui de Abraão. Mas há um segundo aspecto que nós olhamos para esse texto, que esse Deus da aliança, ele promete bênção com um propósito sempre missional. Há um propósito missional aqui no texto. Então, o ministério começa com a voz do Senhor. Nós entendemos isso que não é como um desejo pessoal. A gente vai ver que no lado de uma falsa premissa, essa liderança baseada em ambição ou status, né? Caminhar pela vista e segurança ou acomodação aos valores do mundo, isso não pode eh imperar sobre a nossa vida. Há uma realidade pactual e que nós estamos falando da aliança da onde emana todos os ofícios da igreja, emana exatamente dessa teologia da aliança. Portanto, a liderança ela é baseada exclusivamente no chamado divino. Oficiais então caminham pela fé sem conhecer o destino final. Quando eu estou falando sem conhecer, eu sei que no sentido geral nós sabemos para onde nós estamos indo. Mas agora nesse sentido terreno, esse chamado, nós não sabemos aquilo que vai acontecer durante a história da igreja. Nós não sabemos o, eh, vamos dizer, os conflitos e aquilo que vai eh normalmente incidir sobre a igreja. apenas eh nós atentamos para esse chamado e atendemos o chamado crendo que o Senhor é quem governa a igreja. Exige então essa ruptura radical em valores contrários à palavra. Dessa forma, então, a bênção aqui divina, ela possui esse ministério ou esse propósito que é missional. Isso é inevitável. quando ele diz: "Olha, em ti serão benditas as promessas então feitas aqui a Abraão, ela ela possui essa característica, essa estrutura pactual que a palavra de Deus ela vem eh mostrando progressivamente desde o início ali de Gênesis". Então, Deus diz aqui no texto: "Eu farei, eu abençoarei, eu engrandecerei". A gente vai perceber que no texto isso é claro, a repetição que nós temos no texto de Gênesis para mostrar que essa iniciativa é divina e ela é graciosa. Essas promessas, então, elas vão culminar na afirmação: "Em ti serão benditas todas as famílias da terra". A bênção de Deus aqui não é um fim em si mesmo. E nunca foi, na história que a palavra de Deus nos mostra, nunca foi assim. Ela ela é mediada e, portanto, Abraão é abençoado para ser bênção, né? O povo agora da aliança existe então para transmitir a graça de Deus ao mundo. Isso sempre ficou claro dentro da palavra de Deus. Todas as vezes que a palavra de Deus nos fala a respeito da nossa vida, da nossa prosperidade ou daquilo que Deus pode nos dar, ela mostra a finalidade ou mostra o propósito. É para que o evangelho seja conhecido. É para que Deus seja conhecido entre as nações e os povos o adorem. Portanto, nunca foi um fim em si mesmo. Diante disso, nós temos essa liderança missional. presbíteros aqui então governam e pastoreiam para garantir que o povo de Deus cumpra a sua missão no mundo, né? a atividade aqui agora falando dos nossos ofícios e da forma como a igreja presbiteriana ela caminha. Nós vamos perceber que os presbíteros aqui da igreja, né, nós estamos falando no caso de presbíteros regentes, porque nós sabemos que no sistema presbiteriano todos, tanto pastores, que nós chamamos de pastores, né, quanto os presbíteros, eles eh são presbíteros. a nomenclatura que eh muda docente e regente, mas entender que a regência no igreja não diz respeito puramente a atos administrativos, diz respeito ao pastoreio da igreja. Todas as decisões administrativas no corpo, né, eh, de presbíteros, ela não diz apenas respeito a atos meramente administrativos. Tudo isso precisa emanar do conhecimento da própria palavra de Deus, de princípios bíblicos. Portanto, meros atos que para alguns pareciam ser administrativos. Isso tudo é pastoreio da igreja. Pastoreio da igreja. Portanto, aos presbíteros estão eh designados de toda essa atividade. Aos diáconos eles servem para que a graça da aliança se torne visível, concreta e misericordiosa. Todos esses atos então caminham juntos. Ou seja, não há, e nós precisamos repetir, como nós já temos falado há algum tempo, não há gradação de ofícios, não há uma hierarquia no sentido de eh subir degraus. A que pudesse um dia, eu vou ser diácono, eh, quem sabe eu seja promovido, eu vou ser presbítero da igreja e lá na frente, quem sabe nesse plano de carreira eu chegue e a pastor, isso não existe. Dentro dos ofícios da palavra de Deus são chamados específicos. Alguém pode ter o chamado para ser diácono ao longo da sua vida e entender exatamente isso. Olha, eu fui chamado para ser diácono na igreja. E esse entendimento precisa ficar claro. Há outros foram chamados para serem presbíteros da igreja, mas isso não diz respeito a uma gradação ou algum status. Pelo contrário, nós vamos perceber que em meio a tudo isso, cada um vai ser cobrado de acordo com aquilo que foi colocado em suas mãos para que pudesse fazer. Então, diante disso, o ofício, ele não é apenas um privilégio, mas ele é uma responsabilidade espiritual. Presbíteros governam para que o povo de Deus cumpra a sua missão. Diáconos, portanto, servem para que a graça da aliança seja visível, né, e concreta e misericordiosa. E toda a liderança da igreja que perde vista a missão torna-se muitas vezes autocentrada e aí perde vista Cristo Jesus. Mas a palavra de Deus ainda continua nos mostrando. E pulando agora para o texto de Hebreus no capítulo de número 8, se você percebeu do verso 1 até o 6, nós estamos falando do cumprimento da aliança, que ela está em Cristo. E agora ele coloca Cristo Jesus como o único mediador. Então o cumprimento da aliança repousa em Cristo Jesus. Então ele diz o verso de número seis, o mistério que Jesus recebeu é tanto superior quanto a aliança do qual ele mediador é superior. A aliança então não cuminará aqui ou não cina em heróis humanos, né? Porque Cristo entrou no verdadeiro eh santuário celestial, na própria presença de Deus, e seu sacrifício é único, suficiente, definitivo. Hebreus 8, então, afirma que Jesus é esse mediador de uma superior aliança. E agora ele começa a fazer contrastes no texto. Ele coloca em duas colunas ao longo do capítulo oito. Ele coloca antigo e novo. Ele coloca sombra e realidade. Ele coloca sacerdócio terrestre de um lado e sacerdócio celestial do outro lado. E aqui ele está fazendo uma comparação para mostrar que todas essas figuras que vêm caminhando ao longo ou a estrutura ao longo do Antigo Testamento era exatamente apontando paraa definitiva, para aquilo que viria. Ele estava apontando pro cumprimento de toda a aliança em Cristo Jesus. Portanto, não antigo. Agora ele mostra que o novo está relacionado a Cristo. Tudo aquilo que aconteceu no Antigo Testamento era sombra. Agora nós já temos a realidade. Nós já temos a realidade. Hebreus trabalha muito bem com essa imagem. Ou seja, se nós, se você for em algum lugar visitar um monumento e você está ali diante da sombra projetada por aquele monumento e aí a pessoa fala: "Olha, isso aqui deve ser muito bonito, mas o monumento já está do seu lado ali e você fica olhando pra sombra, apenas pra sombra, tentando imaginar como seria isso. E alguém fala: "Olha pro seu lado, já está ali". Mas a pessoa continua olhando para a sombra. Muitos movimentos evangélicos eles caminham nesse sentido, olhando paraa sombra, sendo que nós já temos a realidade que se cumpriu em Cristo Jesus. É isso que Hebreus está falando. É isso que Hebreus está mostrando. Olha, nada, aquelas festas todas, os sacrifícios todos, a lei cerimonial, a lei civil de Israel, tudo isso apontava ou pra santidade de Deus ou pro cumprimento da missão de Cristo Jesus. portanto, se tornaram obsoletas, como o texto diz. Portanto, elas já não precisam eh ser praticadas, porque agora nós já temos Cristo. Portanto, o sacerdote também terrestre era passageiro. Agora nós temos o sacerdócio celestial, sumo sacerdote perfeito, que é Cristo Jesus. Cristo, então, ele não serve em um tabernáculo feito por mãos humanas. Ele entrou no verdadeiro santuário, como o texto diz, na presença de Deus. E agora o seu sacrifício é único, suficiente e definitivo. E nesse sentido, a palavra de Deus agora em Hebreus nos mostra essa supremacia de Cristo. Antiga aliança de Gênesis, Apocalipse. Sombra, contorno, sacerdote puramente terrestre, repetitivo e preparatório. Agora, a nova aliança, que é a realidade em Cristo, a própria realidade vivificada. sacerdote celestial e eterno, único, suficiente e definitivo. Aqui nós precisamos aplicar a nossa vida como igreja. Nenhum oficial da igreja, ele substitui Cristo Jesus. Ninguém. Nós precisamos entender isso. Parece muito simples, mas não é. Nenhum oficial substitui Cristo, todos o representam. O exercício do ofício, ele deve ser humilde, cristocêntrico e sempre dependente também. Presbíteros e diáconos não são mediadores da salvação, mas são instrumentos agora do cuidado de Cristo Jesus. E aqui então nós vamos entender que nem ninguém vai substituir Cristo Jesus, né? Todos eles também. eh servem para que de fato Cristo Jesus se torne sempre evidente na vida da igreja e que a igreja de fato ame, sirva e siga a Cristo Jesus. Mas há uma quarta coisa que nós aprendemos no texto do verso 7 até o 13 do capítulo 8 de Hebreus. A nova aliança agora transforma o coração e orienta o serviço. E aqui nós vamos perceber que o problema da antiga aliança não estava na lei, mas no coração humano. A nova aliança agora resolve isso ao escrever a lei no coração e na mente do povo de Deus. Palavra de de Deus aqui em Hebreus está mostrando a partir desse ato de Deus de uma nova vida de regeneração, transformação de um coração. Agora nós temos tudo isso inscrito. Então, conhecimento pessoal e íntimo de Deus, relacionamento profundamente restaurado, perdão completo e definitivo dos pecados. Tudo isso agora nós temos a partir de Cristo Jesus aplicados em nosso coração. O resultado então é um relacionamento agora pessoal de Deus. Nós temos um relacionamento pessoal de Deus. Você não precisa de intermediários para isso. Perdão completo dos pecados, relacionamento restaurado. E agora a aliança, ela é interna, espiritual e sempre transformadora. Diante disso, nós precisamos lembrar, então, que presbíteros eles devem pastorear visando transformação espiritual não mera conformidade externa. Diáconos também unem serviço material e sensibilidade pastoral. Tanto é que nós já vimos isso quando escolhem diáconos. Palavra de Deus coloca uma qualificação que sejam também homens cheios do Espírito Santo. Se fosse apenas para atos meramente, como às vezes se entendem serviçais, isso não estaria como uma qualificação. Mas todo esses atos precisam permear de pastoreio à igreja. Precisa desembocar em pastoreio à igreja. A liderança, portanto, da igreja deve refletir graça, perdão, paciência e esperança. Aqui nós temos então anatomia do ofício na Nova Aliança. Presbíteros aqui, eles estão pastoreando, focando essa transformação espiritual do povo de Deus. diáconos aqui estão servindo nessa união de cuidado material, né, e portanto externa aqui, eh, mostrando em todos esses atos também a característica pastoral. Essa é a graça transformadora de Cristo e por meio de Cristo Jesus. Diante disso, irmãos, a olhar para aquilo que a palavra de Deus nos diz, nós vamos perceber que da promessa feita a Abraão até a mediação aqui consumada por Cristo, essa teologia ou a teologia da aliança que é tão cara para nós, ela revela um Deus fiel ao seu plano, gracioso com seu povo. Portanto, presbíteros e diáconos são chamados a servir dentro dessa grande história da redenção. Aqui nós vamos perceber que servir dentro dessa história é alegria. Servir fora dessa teologia da aliança, ela se torna verdadeiramente um fardo, né? Então, expressão viva da fidelidade de Deus, porque nós sabemos que em última instância a igreja está nas mãos do Senhor. Normalmente a liderança da igreja, quando ela olha para si, ela se desespera a olhar para uma igreja e falar assim: "Se o peso estiver em nós e falar: "Olha, nós precisamos eh sustentar esse povo, nós precisamos guardar esse povo, nós precisamos, né, monitorar todo o povo, nós precisamos, isso seria uma tarefa eh que nenhum conseguiria fazer, ninguém conseguiria fazer, mas a partir da perspectiva de saber que é Cristo Jesus que está governando a sua igreja e nós somos apenas instrumentos. Nós descansamos na fidelidade de Deus para com o seu povo e para com a igreja do Senhor. Então, o ofício agora, exercício, o exercido, aliás, fora dessa consciência se torna de fato pesado e distorcido. Nós precisamos entender tanto presbíteros quanto diáconos da igreja a partir dessa teologia da aliança. Então, repetindo aquilo que o texto diz, o texto de Hebreus termina dizendo que o ministério que Jesus recebeu é tanto superior quanto a aliança da qual ele é mediador é superior. Nós estamos em Cristo Jesus. A igreja ela é alimentada diretamente por Cristo Jesus. A igreja é sustentada diretamente por Cristo Jesus. Nós vivemos de fato eh sob o governo de Cristo Jesus, mas a palavra de Deus nos mostra que Deus instituiu os ofícios para que por meio dos ofícios nós tivéssemos eh visualmente agora a igreja pudesse ter visualmente perceber o cuidado de Deus para com a vida de cada um de nós. Que Deus abençoe a sua igreja, que Deus os abençoe a cada dia para que nós possamos aprofundar a nossa vida de saber que os nossos atos ou muitas vezes aquilo que achamos que é puramente administrativos, nós possamos compreender que isso emana da palavra do Senhor. É a vontade de Deus paraa vida da sua igreja. Vamos orar. เฮ