Makários – Romanos | A. 19 | Deus não rejeitou Israel (11.1-24) | Luiz Sayão
06/05/2026
Makários – Romanos | A. 19 | Deus não rejeitou Israel (11.1-24) | Luiz Sayão
Módulo Avançado: Romanos
Aula 19
Deus não rejeitou Israel
Romanos 11.1-24
Luiz Sayão
Comunidade Saudável. Cidade melhor!
Contribua para os projetos IBNU:
Chave PIX (CNPJ): 08.802.770/0001-60
Banco Bradesco
Ag. 1445-1
CC. 35400-7
Conheça mais:
contato@ibnu.com.br
Siga-nos:
/ ibnusaopaulo
/ ibnusp
Fonte: Com IBNU
Legendas automáticas:
[música] Muito boa noite para todo mundo que já chegou aqui paraa nossa aula do curso de teologia Macários, o nosso módulo avançado que está ah atravessando aí a nossa jornada da carta aos romanos. Hoje é o nosso 19º encontro e a gente, como já falou em outras aulas, tem vários picos, vários clímax ao longo dessa carta. E certamente o capítulo 11 é um desses momentos em que Paulo está assim trazendo um longo argumento a seu ponto principal e a sua conclusão teológica daquilo que ele vinha argumentando, em especial a partir do capítulo 9. Então, hoje a gente tem essa aula muito importante, especial, essa aula e a aula que teremos na próxima quinta-feira para tratar desse eh importante e também debatido capítulo de Romanos, capítulo 11. Então, muito bem-vindo a todos. Mais uma vez, obrigado, Saião, aí por ajudar a gente eh nesse nosso curso de romanos e já passo a bola aí para você iniciar a nossa aula de hoje. >> Obrigado, Áila. Sejam todos bem-vindos aí ao nosso curso Macários. Você que tá sintonizado com a gente, não se esqueça aí de se inscrever no canal da EPNU e também se você ainda não faz parte, faça, né, o curso Macaros, não só esse de romanos, mas nós temos um curso básico aí com muita coisa importante aí, totalmente aberto, gratuito, oferecido pela IBNU e coordenado aí pelo nosso amigo Áila aqui nessa organização teológica. didática. Mas vamos lá, pessoal. Romanos capítulo 11. Então, qual é o nosso tema, né? Nós vamos ter aí um tempo de apreciação no conteúdo da aula e logo depois vocês vão poder fazer as suas perguntas, né? Então, o tema, como vocês viram, Deus não rejeitou Israel. Como é que a gente olha essa situação, né? Antes da gente entrar, só para vocês entenderem o seguinte, né? Ah, a fé em Jesus se inicia no âmbito do contexto judaico, né? Na história de Israel, na esperança da chegada do Messias na época da dominação romana. A Bíblia então nos fala de Jesus cumprindo profecia, sendo apresentados como o profeta esperado, como sacerdote que intercede diante de Deus Pai por nós e como Messias que veio trazer a salvação. Ah, e o que acontece é que essa fé em Jesus se multiplica. princípio, ela cresce só no ambiente judaico e depois ela se desenvolve num ambiente gentílico, já que na época muita gente fora de do contexto judaico tinha interesse na fé que Israel demonstrava no Deus único. Então, o que que aconteceu? a gente vai ver um cenário que a fé no Messias de Israel se torna cada vez mais gentílica. E aí, medida que o tempo passa, surge então uma tentativa de ler e entender certos textos. E basicamente na história da igreja os caminhos foram os seguintes. ou uma boa parte da comunidade da fé ligada à interpretação teológica específica e entendeu que uma vez que a maioria dos judeus não entendeu Jesus como Messias e que a nação como um todo permaneceu num judaísmo de perfil farisaico, rabínico, então que Deus havia deixado de lado Israel. Então, surgiu uma teologia que a gente chama de teologia substitucionista. Toda vez que tem promessas de Deus que se eh refere a Israel, isso é automaticamente colocado paraa igreja. A igreja, como é dita, ela é o novo Israel de Deus. E Israel no plano divino ele desaparece. Do outro lado, há tendências mais recentes ah de um grupo que reagiu contra essa tendência, até por causa dos desdobramentos complicados que atingiram o povo judeu. E essas novas tendências entraram na distinção completa e separada entre Israel e Igreja, a ponto de dizer o seguinte: Deus tem dois povos. Deus atua com Israel aqui e com a igreja aqui. Então é como se ele tivesse duas agendas, né? Então se a primeira proposta é substitucionista, a outra ela mais comum naqueles ambientes chamados de dispensacionalistas que apresentam então a coisa como se Deus tratasse com Israel à parte, separado da igreja. [risadas] Mas recentemente surgiram outras ideias, né, mais distintas. Uma delas, é, tanto existe o que eles chamam de dispensacionalismo progressivo, como também existe uma perspectiva, vamos dizer, de teologia das alianças, do pacto mais, vamos dizer, aberta paraa inclusão e de Israel de maneira diferenciada, olhando principalmente paraa ideia de que em vez de ter uma substituição, uma separação, que a relação seria diferente. Então, nós vamos caminhar aqui e vamos ver, né, como é que a gente observa isso. Um dos desafios interessantes é que o povo judeu hoje tá majoritariamente na terra de Israel. Então, aí você pode ver, né, uma ah foto de Jerusalém vista da parte oriental da cidade, né? Ali tá o muro da parte oriental, o a eslanada das mesquitas, onde esteve anteriormente o templo, né, da época bíblica. Aqui você pode ver umas oliveiras, oliveiras antiquíssimas, de 2000 anos, que tá comprovada, inclusive oliveira do Getsemmane, né, onde Jesus ali derramou a sua dor, né, no seu momento de sofrimento antes da sua paixão. Aqui você vê judeus religiosos, né? judeus que estão no chamado muro das lamentações, ou seja, é um muro ah aí que envolvia a área em torno, né, do tempo da época de Herodes. Essas são pedras de 2000 anos atrás e judeus observantes, ortodoxos estão aí fazendo as suas orações. Aqui uma foto também do deserto da Judeia, não muito longe de Jerusalém, para você ver a paisagem, né, desse contexto, né, essa terra de Israel com o seu eh ambiente peculiar. E aqui aquelas famosas cavernas onde foram achadas, né, os conhecidíssimos manuscritos do Mar Morto, né, região de Cunran, parte norte aí, ah, do Mar Morto, né, e onde ali aquela caverna que você vê ali com uma visão maior é a caverna de número quatro, onde foram encontrados muitos manuscritos importantes. E aí então a gente vai perceber então e é mais uma foto interessante aí já, né, para você ver a a a amplitude das paisagens, né, da terra de Israel. Ali você vê um barco aí no mar da Galileia, né, com a região aí em volta, podendo ser vista aí. Então vamos lá encaminhar como é que a gente coloca a pergunta que se levanta e que tem a ver com Romanos 11 é essa: o que acontece com o povo judeu com a vinda do Messias Jesus, né? E essa é a pergunta que Paulo vai eh lhe dar, até porque ah, o que que a gente tem? Essa comunidade de discípulos, de seguidores de Jesus em Roma é uma comunidade mista. Ela tem judeus e tem não judeus, gentius. E eles estão ali reunidos. Então tem perguntas ligadas a isso e que Paulo então vai responder. Então você viu até agora, né, tudo que envolve a a revelação de Deus, né, a gente viu como é que se apresenta a grande salvação que Cristo nos traz, a justificação pela fé. Depois de uma jornada de santificação, aí do capítulo 9 em diante, o foco vai muito para a direção da soberania de Deus, especialmente no eixo da história. E agora ela aparece aqui falando sobre como é que a gente entende a questão que envolve o povo judeu e Israel. E aí nós entramos no texto de Romanos 11. O que que diz lá? Pergunto, pois na palavra de Paulo, acaso Deus rejeitou o seu povo? Né? Então, a pergunta é bem direta. Por isso que assim, muitas pessoas pegam certos textos para concluir coisas ligadas aos judeus ou a Israel que não tá falando diretamente sobre isso, né? Eh, o texto não tá entrando em detalhes aqui. A pergunta é bem explícita. Por quê? Porque uma vez que esses cristãos gentílicos, romanos, né, estão vendo que muitos [limpando a garganta] judeus, ah, especialmente influenciados pela maneira de pensar farisaica, eh, não estão crendo em Jesus. Então, a pergunta é: que aconteceu? Deus rejeitou o seu povo? Aí Paulo vai responder. E a resposta, a gente podia acabar a aula aqui, né? De maneira nenhuma. quer dizer não. E aí Paulo vai explicar como é que é essa não rejeição. Aí ele diz o quê? Eu mesmo sou israelita, descendente de Abraão, da tribo de Benjamim. Então o que que acontece? O que nem todo mundo percebe é que existem muitos judeus seguidores de Jesus no Novo Testamento. Se você lê com atenção o livro de Atos, vai dizer até que muitos sacerdotes obedeciam a fé. Em Atos, inclusive muitos fariseus se convertem. Observe, por exemplo, o livro de Atos, quando fala de 3.000, né, eh, serem convertidos ali no momento do Pentecoste, depois o número chega a 5.000. Jerusalém é uma cidade pequena, esses números são muito grandes, né? Por isso que por isso que acontece perseguição, porque o crescimento é claro. Então, nesse contingente significativo de judeus seguidor de Jesus, Paulo diz: "Ó, pessoal, eu também sou israelita. Eu sou descendente de Abraão. Eu sou da tribo de Benjamim." Aí ele diz explicitamente, Deus não rejeitou o seu povo, o qual de antemão conheceu. E aí ele vai começar, né, a a fazer um arrazoado, um argumento para dizer o seguinte: "Olha, preste atenção. Pode ser que vocês estão achando que existe uma novidade total nesse ambiente aqui da Nova Aliança, que o que tá acontecendo é uma grande surpresa. E aí ele vai dizer o quê, né? Ou vocês não sabem como Elias clamou a Deus contra Israel, conforme diz a escritura. Então assim, o povo que conhece a Deus e que tem acesso à sua palavra e que foi abençoado por vários elementos da ação divina na história, não é a primeira vez que muita gente desse povo tem uma a reação, uma atitude que é reprovada por Deus. Então ele diz, pessoal, veja o que aconteceu lá atrás. Lembra da história de Elias? Elias foi clamar a Deus. né, para o que tá dizer o que tava acontecendo. E ele disse o quê? Senhor, mataram os teus profetas e derrubaram os teus altares. Sou o único que sobrou e agora estão procurando matar-me. Essa história você pode conferir, né? Primeiro Reis, capítulo 17, 18, 19. Lá você vê o drama de Elias. E Elias, então, né, Paulo menciona isso e e ele vai então ressaltar qual foi a resposta divina. A resposta divina: reservei para mim 7.000 homens que não dobraram joelhos diante de Baitando que o texto de Primeiro Reis nos informa. Ah, então o que ele tá dizendo é o seguinte: "Olha, no passado sempre foi assim. Você tinha uma multidão de pessoas que fazem parte, vamos dizer, do Israel como um povo. Mas a fidelidade, a relação de sintonia com Deus, ela muitas vezes não se apresentou, mas Deus nunca deixou de de eh preservar aí o que é chamado de um remanescente. E por isso o verso 5 vai dizer exatamente assim: "Assim hoje também há um remanescente escolhido pela graça". Quer dizer, o que aconteceu no Antigo Testamento se sustentou pela graça divina e não pela virtude de Israel. Israel sempre foi, eh, vamos dizer, frágil na sua caminhada, na sua conduta. Então, veja que o que aconteceu lá também é uma realidade aqui. E Paulo vai ressaltar, até porque a teologia de Romanos focaliza muito a questão da graça e ele vai dizer: "Se se é pela graça, já não é mais pelas obras. E se fosse a graça, já não seria graça. Então, a coisa que chama a atenção para nós é aquilo que nem sempre tá claro para todo mundo. Paulo não está exatamente surpreso com o que tá acontecendo. E o que ele vai dizer assim: "Olha, pessoal, o que acontece agora, o que a gente tá vendo de tantas pessoas de coração endurecido e não enxergando aquilo que em Cristo Jesus é a manifestação da graça de Deus, isso já é uma história recorrente que vem lá de trás." E o exemplo mais assim explícito, gritante eh do profeta Elias. E lá mesmo nesse caso assim extremo, né? Porque nesse momento tem mais judeus seguindo a Jesus do que gente fiel na época de Elias. Elias chegou ao ponto de dizer: "Senhor, acabou, não tem mais ninguém, só eu, tudo se foi." Então Paulo diz: "Não há aí nada tão diferente do que a gente poderia imaginar". Então, na sequência do texto, ele vai trazer, né? E aí nós temos uma segunda questão que deve ser levantada, é como é que essa situação, se é que a gente pode dizer aí, ela surpreendeu o plano de Deus? Porque a primeira vista a gente olha e diz assim: "Pá, parece então que Deus tinha intenção de, né, trazer a redenção a Israel. E aí meio que o negócio não deu certo porque Israel não entendeu, a coisa ficou fora do lugar e aí então vamos dizer, o plano divino entrou em dificuldades. E aí então Paulo [roncando] vai argumentar em cima disso e vai dizer que dizer então Israel não conseguiu aquilo que tanto buscava, mas os eleitos obtiveram. os demais foram endurecidos. Ou seja, Israel na sua totalidade, né, nós vamos ver isso, não alcançou a coisa simplesmente porque era Israel, mas os eleitos que nós estamos aqui em Romanos 11, né, que tem ligação com o que nós vimos lá no capítulo 9, chegando ao 10 também, né, já que a ênfase naquilo que envolve a ação da graça, os demais foram endurecidos, né, ou seja, Existe um agir divino que está em sintonia com a postura humana, ah, que tem a ver com o chamado endurecimento, né? E a gente vê lá capítulo 9, o endurecimento, por exemplo, do coração do faraó que é mencionado, né? E aí ele diz, ó, Deus lhes deu um espírito de atordoamento, olhos para não ver e ouvidos para não ouvir até o dia de hoje. Ou seja, é verdade, né, que essa rejeição predominante de Israel, que aliás não é uma rejeição apenas de agora, você vai ver que essa rejeição acontece no transcurso da história, né? Quando você lê os Evangelhos, você tem aquela parábola de Jesus falando, né, do dono da vinha que olha e foi mandado fulano para falar, né, um dono da vinha mandou um, mandou outro, depois mandou o próprio filho. Então essa essa resistência ao agir divino tá marcada. E em função disso, Deus entrega, né, eh, vamos dizer, esse contexto da nação para um fechamento de vida, que tem a ver com esse atordoamento, esse olhos para não ver e ouvidos para não ouvir. E ele prossegue, vai citar não só, né, esse texto, mas também traz uma referência que vem dos Salmos. E lá ele diz, né, Davi diz que a mesa dele se transforma em laço e armadilha, pedra de tropeço e retribuição para eles, né? Nós temos aqui essa referência. E escureçam-se os seus olhos para que não consigam ver e as suas costas fiquem curvadas para sempre. Então, essa resistência, né, ao agir divino que aparece aí, ela é nitidamente, né, ah, marcada, né, e nós temos, então, referências que vêm de Isaías, né? Deixa eu olhar mais os detalhes aqui. Eh, nós temos verso 9 e 10, né? Então, temos a referência que vem do Salmo 69, né? Nesse caso é o Salmo 69 que tá sendo colocado, que lembra um salmo messiânico, inclusive muito relacionado com o Salmo 22 também. Então, o que que a gente observa? que a a situação de reprovação de Israel como nação como um todo, né, ela se manifesta e é uma realidade que tá lá desde o passado. E essa situação ela nunca foi assim tão diferente, né? Ou seja, é um conceito muito claro na Bíblia que que o o grupo daqueles que estão sob a a a bênção da ação divina parecem sempre problemáticos na sua caminhada, né? Por isso você vai ver as tremendas falhas dos patriarcas, você vai ver as falhas dos reis, né, dos sacerdotes, do povo. E mesmo depois quando a gente pega a comunidade cristã e começa a ver como tão se comportando, a gente vê uma situação muito problemática. Mal a fé cristã começou, você começa a ler as cartas de Paulo aos Coríntios e outras cartas, você fala: "Não é possível que que tá acontecendo aqui". Então, essa dimensão da fragilidade humana, ela é muito eh destacada. Então, como é que fica a discussão? É como é que a gente entende a situação entre gentios e judeus? De um lado, você tem essa palavra divina dizendo o seguinte: "Olha, Deus não rejeitou Israel. Deus não rejeitou o seu povo. E aqui só pode ser o povo no sentido étnico. Não tem como isso ser, né, uma outra coisa. E ao mesmo tempo existe a palavra clara de reprovação do povo em função da sua eh atitude diante da graça divina, de modo que na prática sobra historicamente o que é chamado de um remanescente. E aí a gente prossegue na leitura do texto e começa então a ver qual é a relação que se espera ah entre gentios e judeus debaixo desse agir divino. Paulo então prossegue disso. Novamente eu pergunto: "Acaso tropeçaram para que ficassem caídos?" Quer dizer, OK. Então nós vimos que o povo como nação tropeçou. em sintonia com outros erros do passado. Mas e daí? É simplesmente isso. Ele simplesmente caíram por cair e fica por isso mesmo. Sim. Como quem diz assim, quer dizer, o projeto divino tá afetado. Aquilo que Deus prometeu e falou, a sua ação, ela de alguma maneira ela sai prejudicada. Aí de novo, é uma expressão que aparece mais de uma vez. Aí diz o quê? De maneira nenhuma. E aí ele vai usar uma expressão assim curiosa que chama a nossa atenção e a gente fala: "Como assim, né? Ao contrário, por causa da transgressão deles, que envolve esse endurecimento, essa rejeição predominante, veio salvação para os gentios, para provocar ciúme em Israel." A gente olha isso aí e fala: "Puxa, que coisa meio estranha e diferente". Mas olha, não é tão assim diferente do que a gente vai encontrar eh na história bíblica. Você vai lá que é o herdeiro do pai. Então, em Gênesis é um filho que não dá certo, né? E aí você vai ver a eleição do mais novo. Então é curioso como eh Deus vai agir por meio do Jacó e não pelo Esaú. Você vai ver a troca das mãos de José lá e Manassés, Efraim. A gente vai ver aquela aquela máxima da Bíblia, de quem você muito espera, existe decepção e de quem você não espera nada, você vê uma ação extraordinária. Por isso você vai ter gente da Bíblia hebraica, né, que vai ser e expoente em termos de manifestação de fé, como Raab, como Rute, a Moabita, Raab de Jericó, Naamã, sírio, que você nunca poderia imaginar essas pessoas como protagonistas da fé. Então, é é interessante como a coisa aparece aí no no cenário, né, surpreendendo a gente em termos do que a a como a coisa vai acontecer. E aqui tem uma coisa mais ou menos semelhante. Olha, Israel, de quem se esperava tanto tropeça. E os pagãos, gentil é uma palavra muito gentil, né? Muito gentia, muito bonita, né? Mas o pagão, o gentil é um pagão bruto, ignorante, adorador de ídolo, inesperado, né? A salvação chega para eles e provoca ciúme em Israel. Por quê? Porque já viu aqui em romanos, de repente você vai ver um indivíduo romano, grego, de origem pagã, de um um grupo de uma tribo qualquer, muito preocupado em agradar Deus eh prestando atenção à sua palavra, eh tendo virtudes desenvolvidos na sua vida, enquanto muita gente que é israelita não tá demonstrando isso. Então, a questão é com a falha humana e aquilo que parece ser um fracasso, a gente vai ver alguma perda no agir divino? na resposta não, porque não só Deus tem uma espécie de ação que envolve uma certa medida de juízo nesse endurecimento quando ele entrega eles a essa situação. Mas enquanto isso funciona assim, aquilo que era a vocação de Israel desde o começo, de iluminar as nações, de ser uma nação sacerdotal, começa a fazer efeito. É parecido com Gênesis. Em Gênesis é interessante você ver que, por exemplo, Abraão vai ter problemas lá com o Faraó e vai ter problemas com Abimelec. No entanto, ele acaba orando, intercedendo por eles. Quer dizer, eles são abençoados apesar dos problemas e das falhas que Abraão comete lá. E no fim das contas aquilo se acaba redondando numa bênção divina sobre aqueles que não conheciam devidamente o Deus único. Então o que que ele vai dizer? Pois é, a gente vê esse ciúme provocado e olha que coisa, se a transgressão deles, quer dizer, a maioria do povo não entendendo quem é Jesus, significa riqueza para o mundo, quer dizer, Deus deu nó em Pingo d'água, né? Deus fez com que essa situação redundasse por algo extremamente favorável. Imagine, né, se essa transgressão e o fracasso deles foi riqueza pros gentios, quanto mais significará a sua plenitude. Então, pessoal, veja lá, existe uma plenitude pro povo judeu. Não tem como negar isso, né? Inclusive, tá em totalmente em sintonia com Lucas 21, né? até que se complete o tempo dos gentios, a plenitude dos gentios, Jerusalém será pisada por eles. Então, quer dizer, vai chegar o momento em que esse evangelho vai alcançar todo mundo gentílico para que no futuro escatológico seja retomada aí a bênção sobre Israel na direção da sua plenitude. E aí Paulo escrevendo para essa igreja gentílica, ele disse: "Estou falando a vocês, gentios". Ironicamente, o apóstolo mais judeu de queia tá aqui, ele diz: "Ó, eu falo porque eu sou apóstolo para os gentios. Estou exaltando o meu ministério. E é curioso na esperança de que de alguma forma eu possa provocar ciúme meu próprio povo e salvar alguns deles. Então Paulo diz: "Olha, eu tô aqui, né, exaltando ah o que Deus me entregou, que anunciar o evangelho para os gentios. Mas ao mesmo tempo, à medida que isso acontece, a minha esperança é que isso de alguma maneira mexa com judeus." E é e é verdade isso, né? Eu tenho visto inclusive pessoas tão extraordinárias na sua fé cristã que quando um judeu mais dedicado olha a vida dessas pessoas, ele não deixa de admirar e valorizar o que ele pode contemplar. Então, o que que Paulo diz? Pois se a rejeição deles é a reconciliação do mundo, quer dizer, as nações nem conheciam o Deus único. Aquilo era meio uma realidade limitada a Israel. com a vinda do Messias, Jesus. Isso se espalha para que toda a história de Deus com Israel seja conhecida no mundo todo. Então, essa rejeição trouxe esse caminho que é a reconciliação do mundo, que será sua aceitação, senão vida dentre os mortos. E aqui a coisa é de arrepiar. Por quê? Existe um momento futuro que tá sendo apresentado como o inverso da rejeição, que é chamado da aceitação, que tem a ver com esse retorno, que tem a ver com essa plenitude. E aí que que acontece? Ele diz se a gente tá vendo essa bênção especial que se desdobra para mundo todo, quando Israel tiver a sua aceitação, a sua restauração, isso tá relacionado com vida dentre os mortos. O que quer dizer isso? Pode ser uma linguagem que tá falando, olha, Israel vai ser ressuscitado. Ou seja, Israel vai ser ressuscitado meio como o o os ossos secos, no vale dos ossos secos lá, quando a gente lê Ezequiel 37, uma figura dessa restauração, é possível. A outra possibilidade razoável é que vida dentre os mortos seja uma referência à futura ressurreição. Quer dizer, quando Israel for restaurado conforme Romanos 11, isso vai estar próximo da ocasião quando ocorrerá a ressurreição esperada. E aí Paulo vai começar a estabelecer uma conexão interessante da relação entre gentios e judeus. E aqui muito especial pensar sobre isso, porque eh quando a gente pensa, eu falei, né, das duas teologias muito radicais, uma maneira de entender isso mais claramente, sem essa radicalização, como se fossem dois povos totalmente separados, ou se simplesmente um povo, né, a igreja substitui e anula Israel por completo, que é difícil de se sustentar. Aqui você tem essa teologia do remanescente, né? Aquilo que tem a ver com o elemento autêntico, que é a base dessa conexão entre os dois. Então, o que que ele diz? Se é santa a parte da massa que é oferecida como primeiros frutos, toda a massa também o é. E se a raiz é santa, os ramos também o serão. Paulo vai começar a fazer essa relação de dizer o seguinte: "Nós devemos enxergar Israel ah como uma oliveira e que essa oliveira é a oliveira chamada natural". E aí ele fala de massa, né? Ah, e também, né? a a parte da massa e a massa toda e depois raiz santa e ramos também serão santos. Quer dizer que Israel, particularmente o remanescente fiel de Israel é a base de sustentação de todos os gentios que são incluídos dentro dessa oliveira. Então vamos aí olhar isso e perceber como essa história é mais antiga do que Romanos 11. Olha lá vários textos do Antigo Testamento quando a gente vê a relação dos israelitas com os judeus, né, com com os gentius no Antigo Testamento. Então, o que que ele diz no Salmo 96? Cantem ao Senhor um novo cântico. Cantem ao Senhor todos os habitantes da terra. Cantem ao Senhor, bendigo o seu nome. Cada dia proclame a sua salvação. Olha lá, anuncie a sua glória entre as nações, seus feitos maravilhosos entre todos os povos. [roncando] Pra gente não imaginar que é só no Novo Testamento que é a primeira vez que você tem não judeus conhecendo a Deus e se aproximando de Deus. A gente pode ver, né, que no culto do templo, no salmo, você tem um salmo dizendo, né, anuncie a glória de Deus entre as nações, entre todos os povos, né? Olhando para várias pessoas de destaque no Antigo Testamento, nós temos Abraão, cuja chamada era para ser bênção para todas as famílias, todas as tribos da terra. José é através da sua vida de novo, erro dos irmãos, complicação familiar, uma série de injustiça. José meio que é o remanescente daquela família confusa e ele é canal de bênção no Egito, nação pagã. Israel é chamado para ser reino de sacerdotes, que é a sua vocação na ocasião da aliança de Êxodo 19. E aí você vai ver Raab, né, a prostituta de Jericó na conquista, a Moabita Rute, né, que era povo adorador do Campos, um Deus que pedia sacrifício humano. Naamã, o sírio que é curado da lepra. Daniel na Babilônia, análogo ao que acontece com José no Egito, externa Pérsia, sendo usada por Deus como instrumento para preservação do povo, né? E como a gente vê as nações sendo endereçadas, tratadas pela direção divina, tanto nos salmos como nos profetas. Ou seja, a ideia é muito nítida. Deus é o Deus de Israel e é o Deus único. Mas esse Deus não é um Deus limitado à etnia israelita, porque ele é o criador do universo, o criador dos céus e da terra. Então esse particularismo ele dialoga com uma universalidade de Deus. Por isso esse Deus de Israel, um Deus revelado a Israel, cujo propósito é agir de maneira ah especialmente importante e redentiva em todas as nações e todos os povos. E aí a gente prossegue e a gente consegue ter uma perspectiva assim que esperamos que nos ajude a entender mais claramente essa realidade. Então vamos lá. Você tem a bênção de Deus sobre o reino original, né? Quando nós temos aí os Israel, né, acima aí dos gentios. Quer dizer, o próprio Israel é tirado do, né, é um povo separado do mundo gentílico, né, Josué 24:2, né, Abraão, a sua família vem desse contexto. E aí esse protagonismo de Israel, quando, né, você tem, né, essa chegada da nova aliança e você tem aí a chamada ao arrependimento, né, a bênção de Deus vem, a disciplina vem, que é o que nós vemos aqui. Então você vai ver que inverte, né, o triângulo. Aí você vê que os gentios entram no radar protagonista. E agora, né, esse caminho de disciplina e redenção, a bênção de Deus completa sobre o reino messiânico no futuro envolve a redenção que vai atingir Israel e os gentios. Aí completando plenamente a famosa oliveira. E aí, que que a gente deve observar? [suspirando] Ah, o texto, né, que vem de Mateus 24, né? Ah, a gente pode observar aí, eh, ele vai falar sobre tempo dos gentios. Esse texto que aparece eh, em Romanos, a gente tem algo paralelo a isso, né? Quando nós lemos nos Evangelhos sinóticos. Então, deixa eu confirmar direitinho aqui. Mateus 24 verso 20. Desculpa, não, esse aqui é Lucas 21. Eu tô misturando os sinóticos aqui. Lucas [limpando a garganta] 21, para vocês poderem eh olhar com atenção eh o que que o texto tá dizendo pra gente, né? aquilo que vai envolver a relação de Israel, né, quando eh entrar numa situação de disciplina. Então ele diz: "Quando vir em Jerusalém rodeada de exércitos, vocês saberão que a sua devastação está próxima. [suspirando] Então que os que estiverem na Judeia fujam para os montes. Os que estiverem na cidade saiem. que estiverem no campo não entrem na cidade, pois esses são os dias da vingança em cumprimento de tudo que foi escrito. Como serão e para as que estiverem amamentando, haverá grande aflição na terra e ira contra este povo. Cairão pela espada e serão levados como prisioneiros para todas as nações. Jerusalém será pisada pelos gentios até que os tempos deles se cumpram. Então veja, a maior parte dos estudiosos comentaristas vão fazer uma eh observação nesse texto que isso se refere à queda de Jerusalém, a destruição na invasão romana. os textos paralelos de mat. Olá, pessoal. a gente teve uma estabilidade de sinal com saião, eh, mas acredito que ele vai est voltando em instantes, porque como ele desapareceu aqui da tela para mim também, então ele viu que a o sinal dele não está bom. Então, a gente vai aguardar só um pouquinho porque ele tá no meio da argumentação aqui de Romanos capítulo 11 e a gente não consegue adiantar a etapa para fazer perguntas ou coisas assim. A gente vai só aguardar um pouco para ver se ele consegue reconectar também. Tô atento aqui a ao WhatsApp para ver se ele vai falar alguma coisa. Esperando aqui o contato dele. Vamos ver aqui se a gente vai resolver rapidamente. Vamos lá. Esperando um segundinho aqui pro seão reconectar. A gente pede desculpas pelo inconveniente, mas a gente fica um pouco sujeito também a à internet. Eh, bom, Saão voltou aqui. Eh, oi. A tá captando bastante ruído aí do fundo, sem sair a sua voz. Eu não sei se é alguma coisa eh do microfone aí do celular. Pode testar o áudio novamente. Opa, ele vai tentar entrar de novo. >> Vamos lá. Oi. >> Opa. Estamos vendo e ouvindo. Vamos ver se agora a gente não tem o contratempo. Eu acho que eu consigo eh recuperar a apresentação aqui. Deixa eu ver que Jerusalém Jerusalém foi cercada de exércitos aqui. >> Então, >> mas aí eu não consigo recuperar a sua apresentação porque foi você que subiu. Então eu vou precisar aqui, >> tá? Eu vou eu vou mandar ela aqui. Vou mandar ela aqui. Ela já vai chegar, >> tá? Isso. Já viando aí. >> Beleza. Então vamos voltar aqui pro slide. aqui. Acho que tava tava nesse ponto aqui. Isso. >> Tá bom. >> Então, desculpa, pessoal, houve aí a interrupção aí, né, em função de uma queda inesperada da internet aqui, mas a gente tá aí na sintonia de volta, né? Peço perdão aí pela pela situação inesperada. Então, o que que acontece? nós temos esse texto, né, aí que tem a ver com a queda mais de Jerusalém na época, mas alguns acho que com razão eh eh entendem que esse texto tem ampliações pro futuro, especialmente quando você lê outras coisas de Mateus e outros. Então, mas o que que é importante aqui? essa frase que eles iriam passar por esse julgamento que cairia sobre a cidade, assim como aconteceu anteriormente. E aqui, tá claro, Jerusalém será pisada pelos gentios até que os tempos deles se cumpram. Ou seja, vai chegar uma hora em que isso não vai acontecer. Os tempos dos gentios terão terminado. Então, que que a gente pode dizer na sequência? Não é verdade que Israel desaparece e agora só existe a igreja Israel de Deus, que é a chamada proposta substitucionista. É muito difícil entender que Israel e igreja são coisas totalmente sem qualquer relação. Como é muito difícil admitir a ideia de que Deus não tem nada mais a tratar com Israel como povo, como povo judeu. Então, o que que Paulo vai dizer, pessoal? Vamos lá. Que que aconteceu? Qual é o problema de Israel? Israel entendeu a sua condição de serem uma nação eleita diante de Deus como um privilégio e cometer o erro de se colocarem nessa posição, digamos, numa espécie de orgulho acima dos demais. Pois é, é o mesmo problema que a gente tem. E aí ele vai dizer: "Olha, pessoal, presta atenção, vocês romanos, gregos, né, que também já não são lá exatamente a referência máxima de humildade, se alguns ramos foram cortados e vocês sendo oliveira brava foi enxertada entre os outros e agora participa da ceiva que vem da raiz da oliveira cultivada, quer dizer, não tem como negar que a base do pensamento bíblico e a hebraica, não tem como negar que todo o contexto da revelação se deu na história de Israel. Não tem como negar que Jesus, os discípulos, os primeiros seguidores eram do contexto de Israel, não tem, né? Jesus não é brasileiro, americano, inglês, chinês, russo, africano, não. Então, não se glorie contra esses ramos. Se o fizer, saiba que não é você quem sustenta a raiz, mas a raiz é você. Ou seja, a base de tudo vem daquilo que Deus fez na história de Israel. Então você dirá: "Ah, os ramos foram cortados para que eu fosse enxertado". Ah, sim. É exatamente o que a gente tem hoje, né? Esse pensamento substitucionista. Ah, os judeus não acreditaram, então agora nós somos a última bolacha do pacote. Sim. OK. Eles foram cortados devido à incredulidade e não porque eles fossem Israel judeus. E você permanece não por causa da sua qualidade especial, permanece pela fé. Não se orgulhe, mas tema. Pois se Deus não poupou os ramos naturais, quer dizer, quando houve endurecimento de coração e rejeição, Deus trouxe juízo. Se sobre eles veio, quanto mais sobre aqueles que não são ramos naturais, ele não poupará você. Então, a figura apresentada em Romanos é da oliveira. Oliveira com a base que tem total relação com Israel. E esses ramos que são enxertados, que vem depois são exatamente os gentios. E então como é que a gente deve ver isso, né? tá lá a raiz, tá lá atrás, desde o tempo dos patriarcas, do que Deus fez na história Abraão, Isaque, Jacó, né? E há uma árvore boa chamada Israel, né? E essa árvore, que que acontece? Nesse Israel remanescente? Que que acontece? os que eram de Israel e foram incrédulos, eles foram quebrados e retirados da árvore. E não é só agora. Acabe também era do povo de Israel. Vários indivíduos. Absalão era filho de Davi. E não é porque eram povo de Israel que, vamos assim dizer, tava tudo certo com eles. E gentios enxertados para produzir bons frutos são colocados na árvore boa. E não é a primeira vez. Gentius também entraram nesse Israel do Antigo Testamento e agora estão entrando também nessa oliveira. Então aí a gente, né, vai prosseguir e vai perguntar aí quando é quando acontece essa restauração de Israel e do povo judeu. É a última parte da nossa reflexão. O restante a gente vai deixar para, né, a próxima aula que será na quinta-feira à noite, que que a gente tem aqui. Portanto, considere a bondade e a severidade de Deus. Severidade para com aqueles que caíram, mas bondade para com você, desde que permaneça na bondade dele. De outra forma você também será cortado. Quer dizer, a palavra divina é muito clara, né, que se eles eh fechassem, né, o coração para Deus, como aconteceu, né, com os próprios israelitas, o resultado eh seria problemático, né? E aí aí o que que a gente vai ver na sequência? Ah, diz o texto, quanto a eles, se não continuarem na incredulidade, que que diz lá? Ah, serão enxertados, pois Deus é capaz de enxertá-los outra vez. Quer dizer, isso mais uma vez uma dica, né, de que existe uma esperança. E nós vamos ver isso, né? Há vários textos que ah a gente pode relacionar, né? com essa realidade que nós vemos aí. Afinal de contas, se você foi cortado de uma oliveira brava por natureza e de maneira antinatural foi enxertado numa oliveira cultivada, quanto mais serão enxertados os ramos naturais em sua própria oliveira. E olha só que coisa impressionante. A gente vê, né, a clara expressão de que eles haverão de ser enxertados novamente. Fica muito nítido isso, né? Então, se eh Deus foi capaz de pegar os gentios, os pagãos, que não conheciam nada e enxertar numa realidade totalmente estranha a eles, né? Pense num pagão do século daquele mundo. E de repente esse pessoal ouve história de Israel, de um Messias estranho que foi condenado e morto pelo próprio império romano e que veio trazer salvação. E essa palavra começa a se espalhar por toda parte. Se isso não foi difícil pro agir divino, quanto mais no momento ah adequado os ramos naturais serem enxertados na sua própria oliveira, né? Eu me lembro uma vez conversando com o judeu em Jerusalém, ele me perguntou assim: "Escuta, mas me explica o que que tem no Novo Testamento". Falei: "Rapaz, você vai ter a maior facilidade de entender, porque é um livro totalmente judaico. É um livro que vai contar coisas que aconteceram aqui. Você não precisa ter dificuldade com a geografia, você não vai entend ter dificuldade com cenário histórico. você tá muito adiantado em relação a muita gente que para entender esse cenário precisa de muita coisa, muitos desafios aí pela frente para poder compreender adequadamente. Então o que que a gente entende que Deus tá dando uma resposta, né? Paulo tá reforçando isso que é muito importante. Qual é a resposta tão importante, pessoal? É o seguinte, nós temos muitas promessas em Cristo Jesus. Temos aí aquilo que tá sendo anunciado e isso tem sido dado por nós pela palavra divina. Mas a pergunta é: a palavra divina foi dada lá atrás e ela foi dada com base na graça e no poder de Deus. Se a palavra divina dada lá atrás, porque o povo falhou, ela não se concretiza e é perdida, então como é que a gente vai confiar nessa palavra divina que nos promete alguma coisa agora? Então isso certamente seria um grande problema. Por isso Paulo tem que dizer com todas as letras, Deus não rejeitou o seu povo. O que acontece tá no cenário do agir divino. Isso eh não é tão diferente do que a gente encontra na história lá atrás. E de fato nós temos uma relação eh do agiro divino que envolve gentios e judeus no eixo da história, que está presente agora e tem uma realidade futura para se cumprir mais adiante. Então, terminamos aqui nossa explanação, nossa conversa sobre o tema e vamos passar aí para as perguntas. Eu tava dando até tentando dar uma olhada aqui e eu vi que tinha bastante gente aí fazendo perguntas, né? Ah, então aquila, como é que estamos aí? Muitas perguntas ou o pessoal já sabe de tudo? Não, ainda mais um texto simples como esse fica fácil de entender tudo que foi tá resolvido, >> explicado e colocado por Paulo. Mas resta uma coisinha ou outra aqui que a gente vai compartilhar. [risadas] A a Fernanda faz a uma pergunta que é longa, mas eu acho que que é importante a gente apresentar. Considerando a metáfora paulina da Oliveira em Romanos 11, onde ramos naturais são quebrados e ramos silvestres são enxertados, como conciliar a soberania incondicional defendida nos capítulos 9 e 10 com a contingência da permanência baseada na fé, sem cair no armenianismo clássico, mas mantendo a tensão de que a incredulidade de Israel é paradoxalmente a riqueza para os gentios, culminando na promessa de que todo Israel será salvo mesmo após a rejeição do Messias. Então, Fernanda, mas esse é o, vamos diz, é o perfil do próprio eh raciocínio presente em grande parte da teologia bíblica e muito forte no Novo Testamento. gente acostumou um pouco, né, a pensar com essa lógica simplista, ah, e colocando uma coisa assim de uma relação muito básica de causa e efeito e fechando o sistema, dizendo se isso assim, então aquilo e ponto final. Mas a gente vê que a maneira como o texto ele é costurado, ele trabalha com os dois elementos ao mesmo tempo, né? Ele não trabalha com essa lógica aristetélica. Ah, então Deus é totalmente soberano. Consequentemente o homem não tem liberdade nenhuma. Ah, o ser humano é livre, ele pode escolher, ele tem livre arbítrio. Então, quer dizer eh, que Deus não interfere e não mexe em nada. Não existe isso. As duas coisas elas são entremeadas, né? De um modo que a a maneira como Romanos explica é o seguinte: "Olha, pessoal, a gente sabe que Deus é todo poderoso e que ele tá na condução e nessa eh ação, né, soberana sobre a história. Mas o fato de Deus fazer isso e até endurecer, será que isso implica em que essas pessoas não têm responsabilidade nenhuma e são inocentes?" A resposta é não. Elas participam disso também. com a sua vontade de uma maneira entremeada com a soberania divina. O fato de Israel ter falhado e a gente tá diante de uma situação inesperada, o Messias vem, o próprio povo, isso faz com que Deus perca o controle da situação. Não, o elemento soberano de Deus tá interagindo. Então isso faz parte do jeito preponderante de apresentar uma série de verdades bíblicas entremeadas que não são redutíveis à lógica simples. Então assim, não tem como a gente conciliar, né? Eh, trazendo um uma coisa simples, né? Como fazer uma uma divisão aí que que da dízima periódica. Não tem como sair número inteiro. A coisa ela é complexa e ela se relaciona dessa maneira. Uma menção histórica aqui ao Macião. Podemos dizer que Macião, sinope cerca de 85, na verdade 160 depois de Cristo, queria considerar todos como igreja, incluindo judeus e gentios. >> Então, é é difícil. Eu não sei se nós estamos falando o mesmo Marcião, né? É, eu acredito que é a referência ao Macião da heresia de Macião, mas eu também não sabia o que que ele dissou sobre essa questão. >> Porque é o seguinte, Carla, porque o o Marcião da heresia parece que ele vive um pouco mais pra frente, né? A não ser que haja algum mistério aí. Ahã, o canon que ele pretende organizar é do segundo século, em torno do ano 140, né? Esse outro aí, sinceramente, eu não conheço, né? Agora, o Marciel mesmo, ele teve exato a primeira tendência de de e se afastar dessa tensão bíblica, dizendo o seguinte: "Olha, ah, a gente precisa tirar do do nosso cenário tudo aquilo que for muito judaico, né?" E aí ele quis então construir, né, uma espécie de seleção de escritos apostólicos que pudessem ser mais distanciados possíveis do elemento judaico que ele entendia que precisava eh ser estirpado. Então tava muito num caminho de um substitucionismo eh muito exagerado. Você sabe que um uma coisa dessa eh radicalizada pode chegar ao ponto de dizer: "Olha, nem o Antigo Testamento pode fazer parte da Bíblia porque ele é judaico demais, né?" >> Ah, uma outra pergunta, a gente também vai fazer pergunta de outras pessoas, ainda dá tempo de você colocar sua pergunta no chat, mas a Fernanda fez várias e aí eu vou colocar uma outra pergunta que ela fez aqui. O que Paulo define exatamente como a plenitude dos gentios? Romanos 11:25. E qual a sua relação cronológica ou teológica com a promessa de que todo Israel será salvo? Então, Fernanda, veja, aparentemente, não, Deus tá nos revelando aqui como é que aquilo que envolveu o agir divino eh se encaminhou para as nações, né? E a ideis do das palavras do próprio Jesus, eles deveriam, né, pregar o evangelho a toda criatura, todo, todas as nações. E então, nesse sentido, isso ganha força. Quando você vê o Pentecoste, por exemplo, e você vê Jerusalém e todas as localidades mencionadas, elas estão ali em torno de Jerusalém, fazendo como que fosse um círculo completo, né? E é curioso isso porque isso se dá no Pentecoste, né? Que é o nome grego que nós temos paraa festa de Xavuote. E Xavuot é festa da colheita. E ao mesmo tempo, a tradição judaica comemora em Xavuot a entrega da lei. Então, olha só, a lei que deveria ser encaminhada na nova aliança para aquilo que o espírito pode fazer, colocando a lei do nosso coração na nova aliança, ela aparece nesse cenário e com a ideia de que ela deveria se espalhar para as nações. Então, o que que é plenitude dos gentios? No meu entender é que esta mensagem, a salvação, ela vai se expandir para toda tribo, povo, língua, raça e nação. Aquela ideia de Mateus 24:14, esse evangelho do rei não será pregado a todas as nações, então virá ao fim. parece fazer sentido que é esse o elemento. E uma coisa curiosa que a gente tem, né, que você sabe que a igreja cristã nunca teve nem perto de cumprir essa grande comissão pela primeira vez na história, até em função, né, das nossas facilidades aí digitais e tecnológicas, pode ser a primeira vez ah que nós podemos ter o evangelho sendo de fato, né, divulgado a todas as tribos e povos. da terra, né? E ao mesmo tempo, Israel tá de volta na própria terra de onde saiu. E o número crescente de judeus passa a crer em Jesus, que nunca tinha acontecido antes. Então assim, a gente não pode pressionar demais e forçar, mas não deixa de ser algo para prestar atenção, né, naquilo que a gente tá observando. Agora, ah, essa questão de todo Israel será salvo, aí a gente vai responder na próxima [risadas] aula, porque já é o próximo, né, a próxima, a continuação aí na sequência, senão a gente não termina tudo hoje, aí não vale, né? >> [limpando a garganta] >> Bom, nós temos em especial nesse texto uma diversidade de interpretações. E aqui o Juliano faz uma pergunta sobre a nova perspectiva em Paulo de Antiri, que é uma linha diferente da que o Donald Carson adota pra interpretação de romanos e ele coloca que são as duas ideias aparentam ser as melhores interpretações para romanos e pergunta a sua opinião em relação a em especial à nova perspectiva como proposto por W. Então, eh, Juliano, eh, é um pouco fora, né, da discussão aqui de Israel. o o Donald Carlson, né, esse estudioso canadense que foi uma referência do evangelicalismo da América do Norte, ele tem o que a gente pode chamar de uma posição mais assim tradicional do contexto da reforma, né, enfatizando aí romanos muito dentro de toda aquela discussão, né, jurídica do que significa o perdão, a justificação. são muito dentro da linha da reforma, desde Lutero e Calvino, com requintes assim mais exegéticos, né, mais bem dentro dessa tradição muito conhecida. o Enity Wright, que tem é um teólogo britânico, né, de perfil diferente. e o que eles e começam, não só ele, outros e estudiosos, né, eles começaram a a tentar sugerir, né, que essas ideias assim eh que a gente tá achando que são exclusivas assim do contexto eh cristão, que ela também tava presente no contexto judaico e que as questões são um pouco diferentes, né? Então ele ele diminui um pouco esse esse negócio da da justificação como coisa forense, né? E acaba indo numa numa direção um pouquinho diferente da reforma. Eu acho que é um uma reflexão que merece ser considerada e não acho que uma coisa anula a outra. Acho que uma coisa interessante desses estudiosos da chamada NPP é que eles assim e resgataram um pouco mais desse pano de fundo, eh, especialmente judaico e também no contexto histórico da época, que surgiu com mais força depois dos manuscritos do Mar Morto, do entendimento de uma série de coisas e que os estudiosos anteriores não tiveram tanto assim contato para refletir. Então, eu acho que vale a pena estudar os dois. Os dois tem muita coisa a oferecer, né? E e aí isso seria um assunto para para demorar mais tempo aí numa outra ocasião. >> Ah, o Joel faz a seguinte pergunta: "A figueira onde os galhos são cortados ou enxerdados não é uma referência a Cristo?" Figueira ou oli Oliveira? É, ele colocou figueira, mas acredito que é a Oliveira de Romanos, capítulo 11, que ele tá se referindo. Não, não é, não é referência a Cristo. Fica muito claro isso, porque ele tá falando, né, o assunto é genti e judeus, Israel e as nações. E aí ele diz: "Olha, vocês não devem eh se vangloriar, até porque nessa oliveira os ramos são cortados. Então, não há nenhum lugar em Romanos 11 que venha a associar ali com Cristo diretamente. Então, seria uma interpretação assim que força um pouco o texto, porque o texto não tá eh fazendo referência a isso, né? E a Figueira >> é >> a sua perspectiva também, mas me parece que essa discussão sobre quem é o povo de Deus de fato, né? E aí ele tá falando dos judeus que, apesar de serem povo de Deus do ponto de vista étnico, não foram poupados, mas eh serão reconciliados. Me parece que não é uma discussão diretamente a Cristo, mas a a a quem é que faz parte desse povo de Deus, né? >> É, então, eh, veja, aí é que tá a a grande questão, né? A, as pessoas pegam um elemento teológico pré-definido e tentam encaixá-lo no texto. O texto não tá tentando explicitamente responder quem é povo de Deus ou não é e em que sentido isso é, né? A gente pode até pensar, se a gente pensar de maneira mais sintonizada com o jeito bíblico de pensar, você pode pensar num só povo de Deus, em que ao mesmo tempo você tem essa dimensão de judeus e gentius em certos aspectos. Por em Cristo não há homem e mulher, mas quer dizer que não existe mais masculino e feminino? Bom, não é o caso. Quer dizer, para ser salvo, você não precisa eh não não quer dizer nada se ser homem ou mulher, não muda mas eles continuam sendo homens, mulher. Existe eh judeus e greg e genti existe bárbaros, existe diferenças. Então, parece claro no texto de Romanos que ele tá querendo dizer o seguinte, ele não tá querendo conceituar o que quer dizer povo de Deus no sentido teológico final. Ele tá respondendo a pergunta. Olha, como Israel não está crendo como a gente esperava, quer dizer que o que Deus prometeu para Israel lá falhou? Essa é a discussão. Agora, para ver o conceito de povo, a gente pode discutir com outros textos, ampliar e ver, né? Eu não acho que uma coisa venha ahã rejeitar outra. Não é pelo fato de Deus ter um só povo, que Deus não venha a tratar especificamente com Israel em função de diversos textos do Antigo Testamento que não tem resposta assim exegética, séria, se você for olhar para aqueles textos, como por exemplo, esse Lucas 21, até que se complete a plenitude dos gentios, Jerusalém será pisado por eles. O que quer dizer isso? Vocês não me verão até quando chamarem, clamarem: "Bendito é o que vem em nome do Senhor. Eu plantarei meu povo de volta na sua terra novamente para nunca mais ser de lá desarraigado." Como é que você espiritualiza isso? Não dá. Ah, nós temos ainda algumas perguntas aqui. Eu acho que só tem uma que a gente não respondeu. Ah, mas de certa forma a gente não respondeu na parte final, mas foi respondida durante a aula. Isso implica substituição definitiva de Israel ou uma expansão da aliança abrâmica? Foi parte da do assunto da aula também. Não sei se a gente pode só >> eh, então é é muito eh difícil, né, você ler Romanos 11 e daí sugeria que existe uma substituição definitiva de Israel, que Israel não existe mais, né, como povo reconhecido como tal, eh, diante de Deus, não dá. O que parece fazer mais sentido mesmo, eu poderia chamar essa eh teologia do do remanescente, né? que ao mesmo tempo em que você tem identidades distintas, vários textos bíblicos não falam de judeus, eles [limpando a garganta] são judeus e gentios são gentios, ao mesmo tempo, você vê uma ah ação de Deus por meio de fiéis preservados que são remanescentes ah pela graça divina. E aí no Antigo Testamento você tem esse Israel remanescente que é permeado pela presença de não israelitas que passam a fazer parte deles também. Quando a gente chega no Novo Testamento, esse fenômeno parece não mudar. Você tem essa mesma raiz, né, que tá lá e esses ramos são enxertados. dessa comunidade da fé vai ser predominantemente gentílica, mas como diz Paulo, eu também sou judeu. Aliás, existe uma história extraordinária de judeus seguidores de Jesus que fizeram coisas extraordinárias pela fé nos tempos presentes. E a gente simplesmente ignora isso até por causa dessa mentalidade, desculpa, né? Mas em grande parte antisemita. Por exemplo, as igrejas batistas brasileiras, do qual nós fazemos parte, grande parte do que ela se tornou deve ser um homem chamado Salomão Ginsburg, um judeu que passou a seguir a Jesus. A tradução da Bíblia pro Mandarim se deu através de um indivíduo chamado Samuel Xerechevski, que traduziu e foi um líder importante da igreja na China e no Japão. E você tem muitos exemplos de pessoas assim que ninguém sabe que são eh indivíduos de origem judaica que encontraram o Messias Jesus e fizeram parte da construção, né, da comunidade da fé. Então é difícil a gente eh de fato, né? E tanto é que hoje tem uma coisa curiosa, muitas pessoas do contexto reformado, né, desta teologia dos pactos, das das alianças, que tem reavaliado o seu pensamento, né, inclusive o livro que o Gerald Mcdermut, né, escreveu importância de Israel, ele ele chega a essa conclusão e ele é o última coisa que ele é dispensacionalista. Ele vem de a tradição reformada, como muitos outros também. O próprio Bart pensava assim: "Então, esse negócio de que só tem duas caixinhas, ou Israel tá fora, ou Israel é um povo à parte que funciona totalmente deslocado da igreja, não consegue caminhar adequadamente, não. >> Ah, bom, acho que a gente venceu aí as perguntas do chat. Eh, obrigado a vocês. Eu sei que tem muitas questões ainda ligadas a Romanos 11 que permanecem em aberto, porque a gente fez apenas parte da explicação de Romanos 11 até metade aproximadamente. A gente vai ter a segunda parte dessa dessa discussão entre a questão de Israel, gentios, a igreja, eh, a partir da próxima aula, ou fechando, na verdade, o capítulo 11, na próxima aula, que é a nossa aula de quinta-feira. Então você que participou da aula de hoje necessariamente precisa voltar na quinta para ter um fechamento da discussão que começamos aqui. Muito obrigado a todos. A gente falou no começo, mas reforçando no final para você participar aqui do canal e das a atividades da IBNU na internet. Então, se inscrever no nosso canal, curtir o vídeo, compartilhar, já que, como ficou claro, esse é um texto que desperta muita curiosidade, precisa de uma análise mais cuidadosa, ajuda a gente aí a compartilhar esse conteúdo com outras pessoas. Boa noite a todos. Obrigado, Saião, e seu boa noite aí também pra gente fechar aula. >> Boa noite, pessoal. Shalom para todo mundo. Deus abençoe. Muito obrigado. Já tem gente mandando lailat aí. Tá ótimo, né? E um grande prazer aí, continue sintonizados com a gente, tanto no IBNU online, no Macários e também presencial. você tá será sempre bem-vindo. Obrigado. Boa noite. >> Boa noite. Tchau.