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A fé vem pelo ouvir

🔴 Culto Matutino | 07/06/2026 (9h) – Rev. Guilherme Alcântara

🔴 Culto Matutino | 07/06/2026 (9h) – Rev. Guilherme Alcântara

🔴 Culto Matutino | 07/06/2026 (9h) – Rev. Guilherme Alcântara

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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)

Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001

Legendas automáticas:

เฮ
Sejam bem-vindos a este local, meus
irmãos, de louvor e de adoração ao nosso
Deus. Estamos aqui para glorificá-lo.
Estamos aqui para bendizê-lo. Iniciemos
nosso tempo de louvor com as palavras
que estão registradas em Hebreus,
dizendo o seguinte: Ora, o Deus da paz,
que tornou a trazer dentre os mortos o
nosso Senhor Jesus, o grande pastor de
ovelhas, pelo sangue da eterna aliança,
aperfeiçou vocês em todo o bem, para que
possam fazer a vontade dele, que ele
opere em nós o que é agradável diante
dele.
por meio de Jesus Cristo, a quem seja a
glória para todo sempre. Amém. A ele
seja a glória para todo sempre. Amém.
Cantemos ao nosso Deus.
É o teu povo
aqui presente.
Todos numa só voz declarando que só tu
és grande.
Exaltamos
teu doce nome.
Pelo amor, pela cruz, por teu filho
Jesus. Pois és santo,
sim és digno
de louvor e de ser adorado.
És bondoso,
pai querido.
Entre todas as coisas, tu és verdadeiro,
Senhor.
É o teu povo
aqui presente.
Todos numa só voz declarando que só tu
és grande.
Exaltamos
teu doce nome.
Pelo amor, pela cruz, por teu filho
Jesus, pois és santo.
Sim, és digno
de louvor e de ser adorado.
És bondoso,
pai querido,
dentre todas as coisas, tu és
verdadeiro, Senhor.
Pois é santo,
se és digno
de louvor e de ser adorado.
És bondoso,
pai querido.
Entre todas as coisas, tu és verdadeiro
Senhor.
Vamos orar.
Pai amado, tu és digno de todo louvor,
de toda honra, de toda glória. Estamos
aqui para prestar ao Senhor o culto que
o Senhor merece, porque o Senhor é o
nosso Deus. O Senhor é o criador deste
universo. O Senhor é aquele que não
somente nos deu a vida, mas mantém nossa
vida. não somente nos dá e mantém nossa
vida física, mas nos concede vida
espiritual. Nós queremos louvar ao
Senhor porque o Senhor é gracioso, é
bondoso, porque o Senhor é
misericordioso.
Apesar de tudo quanto nós fazemos que
desagrada a ti, o Senhor ainda assim nos
demonstra graça, nos demonstra amor. Por
isso, Pai, o nosso coração se alegra.
Por isso, Pai, nesta manhã, nós queremos
glorificar ao Senhor, nos lembrando,
Pai, de tudo aquilo que Tu és, nos
lembrando, Pai, de que o Senhor é o
nosso Deus e de que nós somos o teu povo
comprado por ti e para ti, Pai amado.
Nós queremos nesta manhã prestar a ti o
culto que o Senhor merece e pedimos ao
Senhor que o Senhor, pela tua graça, nos
ajude a fazer isso, até mesmo para
glorificar o teu nome, Pai. nós
precisamos de ti. Então, pai,
concede-nos essa graça. E enquanto nós
cultuamos ao Senhor, nós pedimos também
que o Senhor, pela tua graça, pelo Teu
amor, pelo teu poder, também molde
nossos corações, também transforme
aquilo que nós somos e dê-nos a graça,
Pai, de sermos cada vez mais parecidos
com o Teu filho Jesus. É a nossa oração.
Gratos ao Senhor por todas as coisas, no
nome do Senhor Jesus. Amém. A igreja
pode se assentar.
Nós estamos aqui, irmãos,
todos nós tão confortáveis, mas não
podemos nos esquecer que
Jesus se humilhou para que nós
pudéssemos estar aqui hoje pela manhã.
E eu não sei quantos entendem a o que é
que significou
a Jesus se humilhar para que nós
pudéssemos ter acesso não só ao local de
culto, mas estando aqui tivéssemos a
certeza de que nós estamos em paz com
Deus.
E essa pergunta, ela é uma pergunta
antiga, já desde o século X, quando da
elaboração da confissão de fé de
Westminster,
o catecicismo maior já fazia essa
pergunta e eles indagaram da seguinte
forma: como se humilhou Cristo na sua
morte? Vejam só a resposta a que eles
chegaram. Cristo humilhou-se na sua
morte. Por quê?
Tendo sido traído por Judas,
abandonado pelos seus discípulos,
escarnecido e rejeitado pelo mundo,
condenado por Pilatos e atormentado
pelos seus perseguidores,
tendo também lutado com os terrores da
morte e os poderes das trevas, tendo
sentido e suportado o peso A ira de
Deus,
ele deu a sua vida como oferta pelo
pecado, sofrendo a penosa, vergonhosa e
maldita morte da cruz. Então, foi assim
que Cristo foi humilhado.
Isso está bastante alinhado, irmãos, com
aquilo que Filipenses também fala. E em
resposta a essa verdade, vamos ler esse
texto de forma responsiva. Eu lerei os
versículos ímpares e a igreja lerá os
versículos seguintes. Diz assim em
Filipenses 1: "Acima de tudo, vivam de
modo digno do evangelho de Cristo, para
que ou indo até aí para vê-los, ou
estando ausente, eu ouça a respeito de
vocês, que estão firmes em um só
espírito como uma só alma, lutando
juntos pela fé do Evangelho.
sempre intimidados pelos adversários,
tudo que para eles é própria
perição, para vocês é sinal de salvação.
E isso da parte de Deus,
>> porque vocês receberam a graça de sofrer
por Cristo e não somente de crer nele.
Pois vocês o mesmo combate que viram em
mim e que agora estão ouvindo e continua
a ter.
>> Esse então é o desafio, irmãos. Nós
cientes daquilo que Cristo padeceu por
nós, não foi um acidente de percurso,
mas Cristo escolheu
morrer em nosso lugar. E ele sabia o
custo que isso teria para ele, mas ele
sabia também os benefícios que isso
traria para o grande projeto de Deus
para toda a humanidade.
E o que Cristo fez, então, é aquilo que
nós devemos nos espelhar. E por isso
queria desafiá-lo nesse momento a
curvar-se diante de Deus, pedir perdão
pelos seus pecados, algo que você
somente pode fazer. Ninguém pode se
arrepender por você. Você tem que
individualmente
curvar-se diante de Deus e humilhar-se,
pedir perdão a Deus pelos seus pecados.
Vamos fazer isso agora. curve a sua
fronte e vamos usar esse momento de
oração silenciosa para confessarmos o
nosso pecado.
Ó Deus bendito, ao ler essas coisas e
pensar
no modo como teu filho Jesus foi
humilhado,
a maneira como
trataram aquele que é a pessoa por meio
de quem todas as coisas foram criadas,
em quem tudo subsiste.
Aquele, ó Deus, cuja glória foi vista
desde os tempos antigos. E o Evangelho
de João nos lembra de que a sua glória
foi vista e é a glória como da de o
unigênito do Pai. Ó Deus, quando
lembramos dessas coisas, somos, ó Deus,
confrontados com o nosso próprio pecado,
porque foi por causa deles, dos nossos
pecados. que o teu filho Jesus precisou
vir, descer, morrer naquela cruz.
Não temos como pagar isso. Não temos
como fazer nada que justifique ou que
compense ou que traga qualquer tipo de
mérito.
Temos que aceitar
a vergonha. Temos que aceitar, ó Deus, a
humilhação que o teu filho passou. e
usar isso para nos encorajar
a sermos homens e mulheres que andem de
forma contrita,
conscientes dos pecados que temos, mas
também conscientes do perdão que nós ah
temos por meio do teu filho Jesus.
Perdoa, portanto, Deus, os nossos
pecados e ajude-nos a caminhar em
novidade de vida a cada dia. Oramos
assim em nome daquele que morreu em
nosso lugar, em nome de Jesus. Amém.
Crendo nisso, irmãos, coloquemo-nos de
pé e vamos adorar a Deus com uma linda
melodia, que é um hino que nos desafia a
cantarmos isso noite e dia. Cantemos com
alegria ao nosso Deus, porque de fato
ele tem feito a paz conosco por meio do
seu filho Jesus.
Mais do que milhares
é Cristo meu bom mestre.
Ele é a luz do mundo,
a estrela da manhã.
é o rei da glória.
E em meu coração
contente
vou cantando
a divina
canção.
Cantarei em meu coração
esta linda melodia,
pois eu tenho em meu coração
gozo, paz e alegria.
Cantarei em meu coração,
cantarei sim noite e dia.
Aleluia.
Aleluia!
Feliz sempre cantarei.
Cristo libertoume
dos males do pecado.
E agora alegre canto,
pois para o céu irei.
Cristo resgatou-me.
Ele é o meu Salvador.
Dou toda a glória a ele,
meu mestre consenhor.
em meu coração
essa linda melodia,
pois eu tenho em meu coração
gozo paz e alegria.
Cantarei em meu coração,
cantarei sim noite e dia.
Aleluia.
Aleluia!
Feliz sempre cantarei.
A esperança
em vida, morte.
Cristo é,
Cristo é
em quem confia
o nosso ser.
A Deus somente
pertencer.
Quem nos sustenta
com poder,
quem foge ao seu
querer.
E quem nos guarda
até o final
é seu amor,
Cristo eternal.
Cante.
Aleluia. Aleluia.
Eterna
esperança
cast
aleluia.
A razão da nossa fé
na vida e morte. Cristo é
que pode dar.
A alma paz.
Deus é bom.
Deus é bom. Como sua graça é eficaz.
Em seu sangue
redentor.
Quem nos dá fé quando há temor?
Quem tem poder
sobre o caos?
Quem os conduz
em meio ao mar
até a Cristo
encontrar?
Cante
aleluia.
Eterno
esperança.
Cante
aleluia.
A razão da nossa fé,
a vida em mist.
Enquanto vim
então chegar,
vivo estás,
vivo estás.
que recompensa
ao céu trará
eterna vida
com Jesus.
Ele irá
nos encontrar.
A morte então
destruirá.
em alegria
festejar
eternamente
Cristo em nós.
Cante.
Aleluia.
Eterna
esperança,
cante
aleluia.
A razão da nossa fé na vida e morte.
Cristo é
canto.
Aleluia.
Eterna
esperança
aleluia.
A razão da nossa fé.
A vida e morte. Cristo é
a razão da nossa fé.
A vida e morte. Cristo é.
Os irmãos podem se assentar.
Senhor Jesus é a nossa razão de viver,
como acabamos de cantar, irmãos. Então,
vamos aprender um pouco mais acerca
dele, do seu ministério. Vamos abrir a
palavra de Deus na primeira epístola de
Pedro, capítulo 2, e vamos ler do verso
18 até o verso 25. Primeira epístola de
Pedro, capítulo 2,
do verso 18 ao verso 25.
Palavra do Senhor nos diz:
"Servos, sejam obedientes ao Senhor de
vocês com todo o temor, e não somente se
ele for bom e cordial, mas também se for
mal, porque isto é agradável a Deus que
alguém suporte tristezas sofrendo
injustamente por motivo de sua
consciência para com Deus. Pois que
glória há se pecando e sendo castigados
por isso, vocês o suportam com
paciência? Se entretanto, quando
praticam o bem, vocês são igualmente
afligidos e o suportam com paciência,
isto é agradável a Deus, porque para
isto mesmo vocês foram chamados, pois
também Cristo sofreu no lugar de vocês,
deixando exemplo para que vocês sigam os
seus passos. Ele não cometeu pecado, nem
foi encontrado engano em sua boca. Pois
ele, quando insultado não revidava com
insultos, quando maltratado não fazia
ameaças, mas se entregava aquele que
julga retamente, carregando
ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro,
os nossos pecados, para que nós, mortos
para os pecados, vivamos para a justiça.
Pelas feridas dele vocês foram sarados,
porque vocês estavam desgarrados como
ovelhas. Agora, porém, se converteram ao
pastor e bispo da alma de vocês. Vamos
orar.
Senhor, nós pedimos agora o teu auxílio,
clamamos para que o Senhor fale conosco,
quebrante, transforme o nosso coração,
nos dê uma nova compreensão mais ampla,
uma cosmovisão apurada daquilo que a tua
palavra nos ensina acerca desta
grandiosa obra de redenção realizada
pelo Senhor Jesus, que deixou marcas
profundas na história e deixou marcas
profundas também em nosso viver em
Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador.
Amém.
Você considera que tem disposição boa
para servir?
Você tem lembrança rápida sobre a última
vez que você serviu alguém com boa
vontade?
Quantas vezes você já prestou algum tipo
de serviço por mera obrigação?
E essas são reflexões importantes,
irmãos, no mundo em que muitas pessoas
gostariam de escapar das
responsabilidades pessoais num mundo em
que somos rápidos para exigir e lentos
para cumprir. Numas querem muito ser
servidas, mas querem servir pouco ou
nada.
Vivemos em uma cultura que nos ensina
defenda seus direitos, reaja com força,
retribua com a mesma moeda.
Nunca permita que alguém leve vantagem
sobre você.
Já parou para pensar, entretanto, no
quanto isso influencia a sua visão e a
sua prática como filho de Deus?
Mais do que isso, quantas vezes você já
atrelou o serviço cristão a uma
recompensa imediata? Quantas vezes você
já não se sentiu tentado em seu coração
a abdicar da sua condição de servo por
julgar que está sendo injustiçado?
As pessoas dizem: "Como não me trataram
bem, não vou ajudar. Como não ouviram
minha opinião, não vou colaborar. Como
não me senti acolhido, não farei
qualquer esforço.
Mas seria cristão pensar dessa forma?
Podemos ir além. Muitos crentes imaginam
que o serviço a Deus é devidamente
prestado quando vamos à igreja, quando
fazemos nossas orações, quando lemos as
nossas Bíblias ou quando evangelizamos.
Porém, precisamos refletir seriamente,
irmãos, na soberania de Deus. e conceber
que ele está em toda parte, que ele
reina sobre todas as coisas e que nós
lhe devemos dedicação total e de tal
maneira que todas as áreas da nossa vida
devem ser dominadas pela sua vontade
revelada. Somos servos, então, em todos
os momentos, em todos os lugares, em
todas as nossas atividades, com todas as
pessoas ao nosso redor. Servimos a Deus
e aos outros na celebração e na espera,
no culto público e no supermercado.
Somos servos ao lidar com crentes e com
descrentes, quando nos divertimos e
quando simplesmente exercemos a nossa
profissão.
Portanto, na família, no trabalho, na
igreja, na sociedade, somos servos do
Senhor.
Servos é justamente a palavra usada por
Pedro para dar início à sua nova sessão.
E esse é um vocábulo emblemático,
irmãos, porque muito bem poderia ser
traduzido por escravos.
Um escravo naquela época era alguém que
devia submissão a um senhor que o
adquiriu. E isso é ilustrativo para nós
quando pensamos no fato de que Deus nos
comprou. Nós lhe pertencemos e devemos
ser leais a ele em todo tempo. Nesse
texto em especial, Pedro se refere de
modo mais direto aos servos da casa.
eram pessoas que desempenhavam
atividades no lar dos seus senhores. Mas
é claro que os ensinos que temos aqui
são mais amplos e eles dizem respeito a
qualquer relação estabelecida entre
líderes e liderados, patrão e empregado
e assim por diante.
Pedro menciona a existência de senhores
bons e cordiais, mas também faz
referência a senhores maus. De fato,
existiam situações em que esse tipo de
servo podia ser tão bem tratado que se
tornava praticamente um membro da
família com a qual estava envolvido. Mas
havia casos em que o servo era duramente
afligido e humilhado numa espiral
difícil de suportar. Então, qual seria a
resposta cristã para essas situações?
Como a Bíblia diz que devemos nos portar
quando nós somos alvos de hostilidades,
de atitudes indecorosas, da vileza de
perversos ou de chefes ruins?
É certo que os preceitos de Deus proíbem
os maus tratos, o desrespeito, a
violência gratuita e valorizam a
dignidade humana.
No cristianismo, aliás, um senhor
poderia se unir a um escravo como um
irmão. Se o senhor e e o escravo fossem
cristãos, esperava-se que a relação
entre eles fosse também a despeito da
diferença social. De qualquer modo, o
apóstolo vai defender firmemente que o
servo deve submissão ao seu senhor. A
pergunta que fazemos agora é por quê?
Por que os servos deviam se sujeitar aos
seus senhores? Por que que Deus
estabelece níveis de comando e
subordinação e nós devemos nos sujeitar
de bom grado a terceiros que pedem conta
dos nossos serviços? A primeira razão,
meus irmãos, que nós aprendemos aqui é
que o servo deve se submeter ao seu
senhor por causa da sua consciência com
Deus. por causa da sua consciência para
com o Senhor. Meus irmãos, eu sei que
nesse mundo caído é relativamente comum
presenciarmos injustiças no ambiente
social ou de trabalho. Isso nos causa
uma legítima indignação e pode nos
deixar até momentaneamente frustrados.
Quem aqui, por exemplo, já engoliu seco
o desaforo de um chefe incompetente ou
imoral?
Você já se sentiu acusado ou acuado por
algo que você não fez ou por algo que
não dependia de você? Já te cobraram um
resultado que você não podia entregar ou
já lhe puniram por um atraso inevitável?
Já fizeram alguma insinuação injusta
sobre você de uma maneira que você foi
taxado de negligente, preguiçoso ou
incapaz quando você nunca foi nada
disso?
Quem aqui já foi prejudicado no trabalho
ou já se sentiu prejudicado pelo menos?
Quem aqui já viu alguém menos
qualificado ser premiado em detrimento
de alguém que produziu melhor?
E qual é, meus irmãos, o nosso impulso
natural quando isso acontece? Quais são
os sentimentos que fervilham o nosso
peito nessas horas? Certamente teremos
aqueles impulsos que, se não forem
devidamente contidos, controlados, podem
nos machucar ou até nos arruinar de vez.
Mas vejam o que o verso 18 diz.
Servos,
sejam obedientes ao Senhor de vocês com
todo temor e não somente se ele for bom
e cordial, ou seja, generosos e gentis,
mas também se for mal.
O mais impressionante é a palavra grega
usada para definir esses senhores maus.
Esse adjetivo mau aqui ou perversos em
algumas traduções é escolióis,
de onde vem a palavra escoliose,
que é referente a um desvio de coluna,
um problema de saúde sério que deixa a
pessoa desalinhada, traz dor muscular,
fadiga extrema, dificuldade de respirar.
Ou seja, Pedro está sugerindo que os
servos crentes a quem ele orienta
estavam sofrendo muito nas mãos desses
senhores malditos.
Então, de novo, por que o escritor
requer submissão quando na verdade a
vontade de um ser humano comum é de
revidar?
Até que ponto ou até quando um crente
precisa aceitar uma conjuntura de
desconforto, de sufoco, de asfixia da
alma.
Nós temos aqui algumas considerações a
fazer.
Primeiramente, irmãos, não podemos
perder de vista o que vem sendo dito e
repetido desde o início da carta. Nesse
mundo somos forasteiros.
Pedro nos trata como exilados aguardando
o retorno à pátria celestial. Deveríamos
ser mais resistentes e pacientes na vida
ao saber disso. Mas a nossa tolerância à
frustração é pouca, é pequena, porque
insistimos em tratar esse mundo como se
fosse o nosso lar definitivo.
Esse é um dos grandes problemas. Então,
temos visto nascer e se criar uma
geração de pessoas que não consegue
suportar nada, que não consegue resistir
a uma dor por muito tempo, que
transforma uma espetada de alfinete em
uma tragédia, que não consegue ouvir um
não.
Se você não conceber que nesse mundo
estamos vagando de passagem rumo ao céu,
você ainda vai se decepcionar muito por
aqui, tentando fabricar felicidade plena
em um cenário caído e imperfeito.
Analise se essa perspectiva de
forasteiro combina com o anseio que a
Bíblia traz e analise se isso é
compatível quando nós pensamos no mundo
imperfeito do lado de cá da eternidade.
Aqui Pedro está se dirigindo a pessoas
que nem tinham alternativas para buscar.
O modelo de sociedade que nós vivemos
hoje até nos permite algumas situações,
algumas ações para salvaguardar direitos
conquistados, para combater injustiças
graves. O que, aliás, tem a consciência
disso não acontece com todos os cristãos
no mundo.
Em determinados países, as restrições
para os cristãos são bastante sérias. E
em nosso país, nós temos percebido, no
mínimo, restrições perigosas, tendências
preocupantes e ameaçadoras.
Nesse texto, Pedro escreve para irmãos
que não tinham poder político, que não
tinham influência social, que não tinham
proteção jurídica.
Os destinatários de Pedro, irmãos, eram
pessoas marginalizadas, pressionadas e
em desalento com as injustiças que eles
sofriam por causa da fé. E eles eram
marginalizados por serem cristãos
acima de qualquer coisa. Nesse caso
aqui, Pedro também escreve para escravos
que, por si só também já eram
desprezados. O texto não é uma reflexão
então abstrata sobre sofrimento. É uma
palavra pastoral para crentes reais que
estavam sendo feridos no contato com o
mundo hostil.
Eles eram estrangeiros, dispersos,
frequentemente perseguidos.
Meus irmãos,
como um cristão deve responder quando
sofre injustamente, seja naquele
sistema, seja no sistema atual.
Esse é justamente o ponto relevante.
Pedro responde a isso dizendo: "Comecem
entendendo que vocês não pertencem a
esse sistema.
O padrão de vocês não vem do palácio de
Roma, nem da mesa do chefe. O padrão de
vocês não vem do mandatário de ocasião.
O padrão de vocês vem do decreto de
Deus.
A sua reação à injustiça terrena prova
de onde vem a sua cidadania e onde está
o seu coração.
Percebam como muitas vezes, irmãos, nós
nos definimos utilizando padrões
terrenos. Tentamos nos enquadrar em
categorias ou grupos distintos de
pensamento. Mas Pedro não está
escrevendo para cidadãos que desejavam
viver integrados no Império Romano para
sempre. Ele escreve para estrangeiros
que possuem um visto temporário no
mundo.
Pense bem, o que você poderia dizer para
um escravo crente daquela época que
estivesse preso a um sistema de
exploração e que pertencesse a um senhor
que o maltratasse. Faça um exercício
mental, uma viagem no tempo. Você está
agora no século você vai conversar com
pessoas para quem Pedro escreve, com
escravos que estavam aprisionados nesse
sistema.
Será que alguém poderia dizer para eles:
"Tenha paciência, aguente um pouco mais,
porque os senadores romanos estão
debatendo uma lei para proibir os
castigos corporais".
Isso não estava acontecendo.
Ou quem sabe você dissesse: "Olha,
aguenta firme aí, servo cristão, porque
em breve, quem sabe, você vai assumir um
posto de poder e vai ter voz ativa para
facilitar a vida dos seus pares."
Isso também não ia acontecer tão cedo.
Cristãos, servos do mundo inteiro, vamos
unir forças para derrubar os mecanismos
que nos afligem. Isso não ia funcionar,
não daria certo.
A realidade dura é que o sofrimento de
alguns cristãos e daquela geração
inteira de perseguidos por sua fé
seguiria pelo menos até o fim das suas
existências.
Nenhuma esperança restaria para os
cristãos, servos de senhores maus,
presos àquela estrutura, a não ser a
esperança sublime e incomparável que só
o evangelho pode dar.
A esperança só poderia ser recuperada ou
mantida se eles simplesmente se
lembrassem de quem eram e onde estava o
seu verdadeiro tesouro. Se a nossa
esperança em Cristo se limita apenas a
essa vida, somos os mais infelizes de
todos os homens.
Note que a identidade do crente
determina a sua conduta.
Portanto, meus irmãos, algo importante
de se dizer aqui, não ponha a sua
esperança naquilo que esse mundo pode te
oferecer.
Esse é um grande problema, porque muitos
crentes têm falhado nesse ponto, se
desesperam porque só conseguem
vislumbrar o que é físico e material.
Mas se nesse mundo você tem sofrido de
um modo prolongado e nem consegue ver
uma forma racional ou lógica de se
livrar do sofrimento de modo imediato,
lembre-se do seu chamado maior e daquilo
que o Senhor Jesus conquistou para nós,
uma nova e muito mais gloriosa
cidadania.
Na sequência, Pedro diz nos versos 19 e
20: "Porque isto é agradável a Deus, que
alguém suporte tristezas sofrendo
injustamente por motivo da sua
consciência para com Deus. Pois que
glória há! Se pecando e sendo castigados
por isso, vocês o suportam com
paciência? Se entretanto, quando
praticam o bem, vocês são igualmente
afligidos e o suportam com paciência,
isso é agradável a Deus." Destaco a
palavra suportar, que aqui tem a ideia
de perseverança.
Pedro está dizendo: "Eu sei que vocês
estão sofrendo de forma injusta
e sei que isso não é fácil, mas
perseverem.
Perseverem, meus irmãos, por amor a
Deus."
E não podemos esquecer que o próprio
apóstolo, o apóstolo Pedro, sofreu e
perseverou até a morte.
Então ele sabia do que estava falando e
ele se dirige agora a escravos que
padeciam porque tinham a difícil missão
de lidar com senhores malvados.
Para suportar isso, ele diz que o crente
tem que levar em conta a sua consciência
para com Deus.
O cristão tem que praticar aquilo que é
reto, conveniente e santo. E se a sua
honestidade e descência gera
tribulações, isso é aceitável e
aprasível a Deus.
Quem assim age não deixará de receber o
seu galardão. Disse Jesus:
"Bem-aventurados os perseguidos por
causa da justiça, porque deles é o reino
dos céus. Bem-aventurados vocês são
quando, por minha causa os insultarem e
os perseguirem e mentindo, disserem:
"Todo mal contra vocês, alegrem-se e
exultem, porque é grande a vossa
recompensa nos céus". Meus irmãos, a
Bíblia não ensina que o crente deve
desejar e nem buscar o sofrimento.
Glamurização do sofrimento é uma loucura
de homens radicais, fanáticos e
insensatos.
Ninguém tem mérito nenhum se viver a se
buscar sofrer ou se vier a sofrer por
causa de atos condenáveis.
Agora, se o sofrimento ocorre em razão
da nossa fé, se esse sofrimento
glorifica a Deus, se nós formos algum
dia desprezados, insultados, caluniados
por causa de Cristo, isso é glorioso.
Se um escravo daqueles dias fosse
penalizado por causa das suas convicções
firmadas em Deus, aí sim teremos um,
teríamos um elemento diferenciado que
faz a tristeza ser vista de uma outra
forma no céu e na terra.
Então, irmãos, Pedro não está dizendo
que a injustiça é boa ou que devemos
combater ou que não devemos melhor
combater a injustiça com as armas que
dispomos. Ele está dizendo sim que
existe graça de Deus sustentando aquele
que sofre por fazer o bem.
Se você sofre por fazer o bem, existe
graça de Deus com você. Onde o mal
parece abundante, a graça se mostra
super abundante. Essa é a beleza do
evangelho.
No mundo inteiro, as pessoas estão
perguntando: "Como eu posso escapar do
sofrimento?"
Enquanto isso, Pedro nos pergunta: Como
vocês glorificarão a Deus e irão
perseverar no sofrimento? Essa é a
pergunta.
Nem sempre a gente vai conseguir escapar
de dor.
A questão é como é que eu posso servir a
Deus melhor e como é que eu posso
perseverar e agir como crente na dor?
Na primeira forma de perguntar, você
demonstra preocupação apenas consigo
mesmo. Na segunda forma de perguntar, o
seu foco passa a ser o Senhor.
A pergunta do servo cristão não é se o
chefe merece respeito. A pergunta do
servo cristão é se Deus merece
obediência.
Porque a motivação do serviço cristão
não nasce das qualificações do ser
humano que nos lidera. A motivação do
serviço cristão nasce da confiança na
soberania de Deus e como ele conduz
todas as coisas.
Veja só,
uma das maiores demonstrações de amor
por parte de alguém que verdadeiramente
ama
é manter-se fiel mesmo diante de grandes
provas.
É fácil de provar isso. Se você ama sua
esposa, se você ama seu marido, se você
ama seu filho, se você ama seus pais, se
você ama seus irmãos, se você ama seus
amigos, você se sacrifica por eles. Você
se sacrifica e faz isso de bom grado.
Do mesmo modo, se você ama Deus, você
demonstra isso mantendo a sua fidelidade
a ele, mesmo exposto a maldades ou
falhas de quem quer que seja.
Você não justifica um mau procedimento
por causa de uma má pessoa.
Os escravos crentes não poderiam dizer:
"Eu agi mal por causa do meu Senhor
mal". Você não responde pelos maus. Você
responde por você mesmo.
Você não pode mudar a ação de terceiros.
Você só pode controlar as suas próprias
ações diante de Deus e com a graça de
Deus.
Você mantém o seu foco naquele que
sofreu e morreu por você. E você
valoriza isso muito acima de qualquer
outra coisa.
Meus irmãos, nenhum de nós pretende
sofrer à toa.
Nem todo sofrimento também pode ser
classificado como perseguição. Mas todo
cristão deveria ser um servente que pega
no batente sem medo.
Todo cristão deveria pensar no
sofrimento injusto como uma oportunidade
para demonstrar que a nossa esperança
está em Deus e não nas circunstâncias e
não nos homens.
Todo cristão deveria estar disposto a
dar bom testemunho, mesmo nos dias mais
difíceis e desafiadores.
Se o indivíduo perdeu o emprego por ter
sido mau funcionário, por ter
desrespeitado seus superiores, por ter
buscado vantagem indevida na firma, o
sofrimento dele é inglório porque
decorre de uma má conduta.
A palavra de consolo para Pedro não
serve nessas hipóteses. Porém, há casos
em que nós podemos ser verbalmente
agredidos, talvez punidos, temitidos,
por sermos éticos,
por nos recusarmos a participar de
falcatruas,
por não querermos aderir a um ato
sórdido para essas pessoas. O que Pedro
diz faz sentido. Ele mostra que vale a
pena fazer o que é certo e pagar o preço
por isso com paciência.
Então, a questão chave aqui é que nós
devemos nos submeter aos nossos
empregadores ou senhores por motivo da
nossa consciência para com Deus.
Mas assim como nós já falamos em termos
da autoridade dos magistrados, aqui está
o limite da nossa sujeição. Nós nos
preocupamos primeiramente em agradar a
Deus e entendemos que quando nos
sujeitamos aos nossos superiores, é a
Deus que estamos servindo.
E esse objetivo maior não pode ser
contrariado nunca.
Todavia, se um dia tivermos que ser
oprimidos por fazer o que agrada a Deus,
vamos suportar esse julgo.
Sempre que possível, trabalharei pelo
meu pão, dignificarei o nome de Cristo,
orarei pelos que me perseguem, terei
paciência em meio às provações. Como
crente, eu me sujeito aos meus senhores,
mas eu me sujeito ainda mais ao Senhor
dos senhores, o Senhor dos grandes e dos
pequenos, dos poderosos e dos fracos,
aquele diante de quem todos comparecerão
para dar conta das suas próprias obras,
quer sejam elas boas, quer sejam elas,
mas é a Deus que todos vão responder.
E você não vai responder por aquele que
praticou maldade, por aquele que te
colocou numa circunstância difícil, mas
você vai responder pelo que você fez,
pela reação que você teve, pelos seus
sentimentos e ressentimentos ou pela
forma como você se comportou.
Em segundo lugar, meus irmãos,
o servo deve se submeter ao Senhor por
causa do exemplo deixado por Jesus
Cristo.
Essa é a segunda razão pela qual nós
devemos nos submeter aos nossos
senhores.
O exemplo deixado pelo Senhor Jesus
Cristo.
De novo,
como um cristão deve responder quando
sofre injustamente?
Pedro não oferece uma técnica.
Ele não diz assim: "Respira fundo e
conta até 10".
Pedro não oferece uma estratégia.
Pedro não oferece uma lista complexa.
Pedro oferece uma pessoa
e essa pessoa é o Cristo crucificado.
Veja que para nós, então, Jesus não é
uma ideia abstrata, Jesus não é uma
esperança vazia. Jesus não é uma
ideologia vã. O Cristo crucificado é a
resposta para o sofrimento humano. O
Cristo crucificado é a resposta para as
injustiças perpetradas contra nós. O
Cristo crucificado é um protótipo para
as nossas ações e reações.
Aliás, há um aspecto, irmãos, que torna
a mensagem da cruz ainda mais
extraordinária.
Porque aqui Pedro recomenda que
estejamos sujeitos a pessoas que de uma
forma ou de outra estão em uma
hierarquia superior à nossa. Correto? É
disso que ele tá falando.
Mas com Jesus, e a comparação agora é
com o que Jesus fez. com Jesus.
A coisa é impressionante, porque ninguém
nesse mundo era maior do que ele.
Entretanto, na economia da obra
redentora, ao se sujeitar ao Pai para
salvar pecadores, Jesus aceitou ser
escarnecido pelas mãos de homens
terríveis que o esbofetearam, que o
perfuraram, que o açoitaram, que
rasgaram as suas roupas.
Jesus foi julgado por homens injustos e
aceitou aquela sentença, aquele
julgamento.
Isso significa que o que Pedro está
pedindo aos irmãos
é muito menos do que o que Jesus
suportou.
Porque com Jesus nós temos um caso
único,
não de um servo que se submete a
senhores maus.
Mas nós temos o caso do Senhor máximo do
universo, que se submete a pequenos e
infelizes homenzinhos tortos que nem
sabiam o que estavam fazendo,
nem tinham ideia diante de quem eles
estavam, filho de Deus.
Há um livro chamado O Refúgio Secreto,
escrito por uma cristã holandesa, cuja
família se arriscava abrigando judeus
durante a Segunda Guerra Mundial.
Ela sobreviveu, deixou os seus
registros.
A família dessa irmã foi capturada,
levada para um campo de concentração
e a obra inteira ali traz relatos
pesados do sofrimento que eles
enfrentavam. Ela narra as mortes, as
torturas,
tudo muito odioso.
Mas dentre tantos relatos chocantes,
a maneira como a autora insere o
evangelho
em um desses episódios é tão belo quanto
emocionante.
Ela conta que em uma sexta-feira
na Alemanha, um dia muito frio,
as prisioneiras tinham que se deslocar.
despidas
sob o pretexto de fazerem exames médicos
e elas precisavam passar por duas
fileiras de homens maus
guardas
que sorriam zombeteiramente.
Ela descreve os corpos magros com ossos
que despontavam uma humilhação
sem fim, um horror.
E nisso ela leu na Bíblia
que Cristo foi crucificado nu.
Ela registra que nunca tinha pensado
nisso,
porque os quadros, os crucifixos sempre
apresentam Jesus coberto de tecidos, mas
ela se deu conta ao refletir naquele dia
de que aquilo era uma pura reverência do
artista.
parou,
pensou, voltou no tempo e se lembrou de
uma outra sexta-feira.
Raciocinou que naquela sexta-feira de
muitos anos atrás, em que o Salvador
morreu, houve humilhação e não houve
reverência alguma.
Foi quando ela disse paraa sua irmã que
estava
do lado passando pelas mesmas dores,
ela disse: "Eli,
tiraram a roupa de Jesus também".
E a sua irmã respondeu: "É verdade".
E eu nunca agradeci a ele por isso.
Para isso mesmo vocês foram chamados,
pois que também Cristo sofreu no lugar
de vocês, deixando exemplo para que
vocês sigam os seus passos. Ele não
cometeu pecado, nem foi encontrado
engano na sua boca. Pois ele quando
insultado não revidava com insultos,
quando maltratado não fazia ameaças, mas
se entregava aquele que julga retamente,
carregando ele mesmo em seu corpo, sobre
o madeiro, os nossos pecados, para que
nós, mortos para os pecados, vivamos
para a justiça. Pelas feridas dele vocês
foram sarados.
Meus irmãos, o que Pedro faz agora é
apontar para Cristo como nosso
referencial maior, como nosso grande
modelo frente ao fato de que nós devemos
nos sujeitar a eventuais comandantes e
frente ao fato de que algumas vezes
sofreremos injustamente. A palavra grega
traduzida, por exemplo,
que é a palavra que ele usa aqui para
dizer que Jesus nos deixou exemplo,
é a palavra hipogramos.
E ela é muito interessante porque era
utilizada
no ambiente educacional na cultura
greco-romana. Quando uma criança estava
aprendendo a escrever,
o professor ou mestre criava um contorno
de letras em uma tábua de cera ou
papiro. A criança então pegava um
estilete e ela ia cobrindo letra por
letra, seguindo cuidadosamente cada
traço, cada contorno.
algo parecido com o que talvez os mais
antigos aqui praticaram,
os chamados cadernos de caligrafia, que
eu nem sei se existem mais ainda, mas
que eram cadernos que já vinham com
folhas, contendo frases e letras bem
demarcadas ou pontilhadas que a criança
tinha que cobrir para ir aprendendo a
escrever, para naturalizar a escrita.
Inclusive,
eh, me lembro de uma expressão que,
aliás, eu nunca mais ouvi, né? E os os
professores falavam assim: "Você precisa
decalcar,
decalcar as letras ou decalcar o desenho
era colocar uma folha fina por cima e
fazer ali os mesmos contornos,
simplesmente seguir os contornos."
Irmãos, a ideia é poderosa aqui. O que
Pedro está dizendo é: Cristo desenhou as
linhas. Cristo desenhou as linhas e nós
seguimos o traçado. Cristo deixou o
molde. Agora a nossa vida deve ser
encaixada nesse modelo santo. Nós não
temos que criar um modelo diferente.
Quando uma criança aprende a escrever,
ela não cria as letras, ela apenas segue
o traçado que alguém mais experiente
deixou.
Da mesma forma, quando experimentamos
rejeição, injustiça, sofrimento por
Cristo, nós não precisamos inventar uma
resposta nova. Jesus já desenhou as
linhas.
A nossa responsabilidade é colocar a
vida sobre o traçado do evangelho e
seguir o modelo do nosso Senhor.
Ele
do que ninguém sabe o que é sofrer.
Nada do que nós venhamos a padecer nesse
mundo é estranho para Deus.
Se você está sofrendo na sua vida, tente
pensar no seguinte: o nosso Senhor já
passou por esse lugar e já deixou as
suas pegadas.
Quando o cristão sofre injustamente, ele
encontra diante de si as linhas traçadas
por Cristo. O discípulo não está só. Ele
não está entrando em um território
desconhecido.
Jesus, meus irmãos, não abandona os seus
seguidores no buraco escuro da angústia.
humana. Quando a alma geme, Jesus foi ao
Calvário, gemeu e caminhou ali antes de
nós.
Cada vez que o sofrimento bate à nossa
porta, o Senhor caminha pelo mesmo
lugar, não para sofrer novamente, mas
agora para nos fazer companhia no vale
da dor, para nos dar força, para nos
sustentar na caminhada pelas regiões
sombrias que ele bem conhece.
Ele caminha conosco em nosso sofrimento
para nos dar a vitória final que ele
também já conquistou antes de nós.
Portanto, não temos conosco alguém que
sofreu de um modo semelhante para
mostrar uma mera empatia ou para nos dar
palavras de otimismo e de incentivo. Mas
nós temos conosco alguém que morreu e
triunfou para nos fazer triunfar.
é muito diferente.
Não temos sumo sacerdote que não se
compadeça das nossas fraquezas. Pelo
contrário, ele foi tentado em todas as
coisas, à nossa semelhança, mas sem
pecado. E então nós somos encorajados a
nos aproximar do trono da graça com
confiança, a fim de recebermos
misericórdia e encontrarmos socorro no
momento oportuno.
Mas você também precisa prestar atenção.
Há um elemento muito importante aqui.
Por favor, observem um detalhe precioso
no verso 21.
Cristo sofreu no lugar de vocês.
Deixando exemplo,
Cristo
sofreu no lugar de vocês,
deixando exemplo. Vejam como a frase
está construída.
Primeiro vem a morte substitutiva
e só depois vem o exemplo deixado para
seguirmos.
Você não é salvo por imitar Jesus. Você
é salvo porque Cristo morreu no seu
lugar.
Uma vez que Cristo morreu no seu lugar,
você é instado a praticar o que ele
praticou. Então, quando Pedro ensina que
devemos imitar Jesus em seu
procedimento, ele não está ensinando uma
mera imitação moral.
Pessoas incrédulas é que olham para
Jesus como se ele fosse apenas um homem
admirável. Para nós, Jesus é bem mais do
que um homem admirável. Ele é o nosso
salvador antes de ser o nosso exemplo.
Ele não morreu apenas porque ele era
íntegro em um mundo cheio de injustiças.
Ele morreu por causa do nosso pecado e
por causa da nossa injustiça.
Ele é o justo que se tornou o nosso
justificador.
Então, não é como se o apóstolo
dissesse: "Imitem o que Jesus fez.
Vamos, imitem o que Jesus fez e vocês
vão agradar a Deus. Porque se fosse
isso, o ensino do evangelho agora
estaria manchado por uma lógica
moralista."
Não, ninguém será salvo porque imitou
Jesus. Você nem é capaz de fazer isso.
Mas porque Jesus morreu em nosso lugar,
não existe ninguém que seja salvo, que
imediatamente não se comprometa em
seguir os passos do nosso Salvador.
Imitá-lo no sofrimento e em qualquer
outra coisa não é o motivo da nossa
salvação, mas é o desdobramento da nossa
relação pessoal com ele. é a prova de
que somos verdadeiramente dele. Jesus
não apenas nos inspira a viver,
não. Jesus nos substitui e nos salva.
O verso 24 afirma que Cristo carregou
sobre o seu corpo os nossos pecados.
Estão vendo, irmãos?
para escravos que carregavam no corpo as
chagas, as feridas, os açoites. Pedro
diz: "Jesus carregou sobre o corpo dele,
sobre o seu lombo, os nossos pecados.
Jesus recebeu sobre as suas costas o
peso da justiça, do da ira de Deus, de
um Deus santo.
Para nós, meus irmãos, é é é esse é o
efeito.
Pedro diz: "Para que nós, mortos para os
pecados,
vivamos para a justiça.
A vida de Jesus precisou ser ceifada
para que a nossa vida pudesse ser
consertada.
Cristo precisou carregar os nossos
pecados
para que agora nós pudéssemos com
alegria carregar a justiça dele.
Olhem o que Cristo fez e enfrentou. Ele
não pecou, ele não enganou, ele não
revidou, ele não fez ameaças. Apesar
desse procedimento literalmente
impecável, ele foi ultrajado, ele foi
maltratado e ele sofreu. Mas há duas
coisas que marcam o sofrimento de
Cristo, irmãos. Uma, ele sofreu como
parte da sua vocação ministerial
para nos salvar e santificar. Duas.
Ele sofreu considerando que Deus é o
juiz supremo, pois se entregava aquele
que julga retamente. Alguém pode
perguntar: "Pastor, como que um crente
deve proceder quando ele está em uma
situação de vulnerabilidade e for
atacado, caluniado, zombado quando ele
perceber que tem sido vítima do
escarnio, da intolerância, da artimanha
de alguém?"
Meus irmãos, ainda que existam em nosso
contexto providências que podem ser
tomadas, a essência aqui, a essência do
cristão é refletir o padrão de Cristo.
Não peque, não engane, não revide o
insulto. Veja o que é cabível fazer,
sobretudo, porém, confie no que Deus vai
fazer.
Isso é o oposto do que o mundo apregoa.
Tem algo ainda mais belo aqui. Vejam,
Jesus não rogou a ira de Deus sobre os
seus inimigos.
Na verdade, ele morreu por muitos dos
seus ofensores.
Ele também não murmurou.
Deus era o perfeito juiz nas mãos de
quem ele se entregava e diante de quem
os seus algozes responderiam. Cristo não
se submeteu por ter sido obrigado, mas
porque ele sabia que essa era a vontade
de Deus. Ele se submeteu, mesmo tendo o
poder de reagir ferozmente. E ele se
submeteu para cumprir o seu ministério
redentor. O que talvez, meus irmãos,
ainda não tenhamos percebido é que o
chamado para o sacrifício também é
nosso.
John Macarto Júnior dizia que nós não
somos chamados para a autorrealização,
nós somos chamados para o
autosacrifício.
Às vezes, em nosso viver, expressamos
que queremos servir Jesus, mas apenas
até o limite em que isso nos for
confortável ou conveniente.
Me lembro do episódio em que os
discípulos disputavam entre eles quem
seria o maior no reino dos céus.
E pouco depois, Tiago e João também
rogaram para que eles se assentassem uma
direita e outra esquerda do Senhor no
seu reino. Vocês lembram como é que
Jesus os arguiu? Ele disse: "Vocês podem
beber o cálice que eu bebo ou receber o
batismo com que eu sou batizado?" E os
apóstolos, sem entender, responderam que
sim. E Jesus respondeu: "Vocês beberão o
cálice que eu bebo e vocês receberão o
batismo com o que eu sou batizado. Ou
seja,
vocês sofrerão a semelhança do que eu
sofrerei."
Ao final desse revelador diálogo,
Jesus ressaltou que quem quisesse ser o
primeiro entre eles deveria estar pronto
a servir a todos, pois o próprio filho
do homem não veio para ser servido, mas
para servir e dar a sua vida em resgate
por muitos. Meus irmãos,
tem muita gente,
muita gente agindo como Tiago e João
naquele dia.
Tem muita gente querendo sentar no lugar
de honra e pouca gente querendo servir.
Tem muita gente colocando 1 milhão de
impecílios e uma lista enorme de
requisitos para fazer o mínimo.
Tem muita gente que precisa olhar mais
para Jesus e menos para si mesmo,
porque o servo não é maior do que o
Senhor.
Jesus agiu como escravo do lar. Sabe,
por exemplo, quando Jesus agiu como
escravo do lar, quando ele lavou os pés
dos discípulos.
Aquilo era o serviço do escravo
doméstico.
Nós também devemos servir uns aos
outros. Jesus foi desprezado pelo mundo,
nós também seremos. Jesus foi
perseguido, nós também seremos.
Jesus padeceu apenas por ser justo, faz
parte do nosso chamado padecer por ele,
sem esquecer que há um Deus no céu que
julgará retamente todas as coisas. Os
injustos dessa terra também devem saber
que não passarão impunes diante daquele
que a tudo vê.
O homicida Caim achou que ninguém tinha
visto o que ele fez, mas Deus o
encontrou no caminho e disse: "A voz do
sangue do seu irmão clama da terra a
mim. Eu vi o que você fez."
Tiago diz aos senhores desonestos lá na
sua epístola aqui, "O salário dos
trabalhadores que fizeram a colheita nos
seus campos e que foi retido com fraude
está clamando e o clamor que eles
fizeram chegou aos ouvidos do Senhor dos
Exércitos.
Cristo é o Senhor que se fez servo por
amor de nós, que exaltado está acima de
todos para julgar a todos. Ele deixou o
exemplo de humildade, de paciência, de
resignação, de obediência, de interesse
por Deus e pelos outros. E tudo isso sem
praguejar, sem retaliar, sem se
desesperar, confiando no propósito de
Deus. Então, irmãos, sigamos o seu
exemplo. Nos sujeitemos a quem é de
direito. Sejamos fiéis a Jesus, sabendo
que ele conhece as nossas fraquezas e
pode nos ajudar nas nossas tribulações.
A submissão aos senhores terrenos é
também um modo de nós nos aperfeiçoarmos
em Cristo. Por último, e eu vou me deter
menos nesse ponto, mas ele é importante.
O servo de Deus deve se submeter ao
Senhor por causa da sua conversão.
Por causa da sua conversão a Cristo.
O verso 25 assim nos diz: "Porque vocês
estavam desgarrados como ovelhas, agora,
porém, se converteram ao pastor e bispo
da alma de vocês." Já vimos aqui que
Cristo é o substituto do cristão. Depois
vimos que Cristo é o modelo do cristão.
Agora nós vemos que Cristo é o pastor do
cristão.
Pastor e bispo não fazem referência a
dois ofícios distintos na Bíblia, tanto
que essas palavras são intercambiáveis.
Mas o termo pastor enfatiza alguém que
cuida da alma. O termo bispo enfatiza
alguém que supervisiona os fiéis. É
exatamente isso que Jesus faz. Ele trata
o nosso coração, sara as feridas abertas
pelo pecado e pelas injustiças. E ele
também lidera o seu rebanho com palavras
sábias e com o seu exemplo maravilhoso.
Primeiramente, o que podemos verificar,
irmãos, é que Pedro traz a memória dos
seus leitores a passagem de Isaías 53.
Lembram? Todos nós andávamos desgarrados
como ovelhas e cada um se desviava pelo
caminho. O que está descrito ali naquela
profecia é o período anterior à nossa
conversão, quando ainda estávamos
perdidos no mundo, quando éramos pagãos
em nossos corações, quando nos
afastávamos de Deus dando vazão aos
nossos mais tenebrosos pecados.
Essa era a nossa condição que
justificava toda conduta rebelde,
insana, imprudente, insubmissa. Mas um
certo pastor nos achou perdidos,
desolados, solitários, amargurados,
escravizados, céticos.
E ele nos redirecionou por outro
caminho. Isso é maravilhoso, irmãos. O
evangelho não apenas nos reconcilia com
Deus. O evangelho nos transforma em
trabalhadores ativos do reino. O
evangelho quebra o nosso coração, não
para desejarmos ser senhores sobre Deus
ou sobre os outros, mas o evangelho
quebra o nosso coração para desejarmos
ser servos de Deus e dos outros.
O sofrimento de Cristo não apenas nos
proporciona perdão. O sofrimento de
Cristo nos traz de volta ao nosso lugar,
nos traz de volta ao pastor de quem nós
nos havíamos desviados. Um pastor a quem
Pedro chama no capítulo 5 de supremo
pastor. Alguém que deu testemunho de si
mesmo, dizendo: "Eu sou o bom pastor e o
bom pastor dá a vida pelas ovelhas". Foi
a esse pastor que nós fomos convertidos.
Conversão significa se voltar numa
mudança de trajetória.
Agora nós nos convertemos, nós somos
crentes, nós temos um mestre, nós temos
um rumo, nós temos um caminho novo,
diferente daquele que nos afastava de
Deus. Ele mudou o nosso caráter, ele nos
deu um novo estilo de vida. O fato de
Jesus ser agora o nosso pastor nos
consola, nos dá segurança e nos
responsabiliza. Nos consola porque ele
cuida de nós como suas ovelhas. Em meio
à dor, ao sofrimento, à injustiças, aos
malfeitores, o Senhor Jesus nos
pastoreia, revela o seu amor, dispensa o
seu cuidado, nos envolve nos seus braços
ternos e compassivos. Ele é o nosso
pastor.
E isso também nos dá segurança, porque
antes vivíamos tensos. Não tínhamos
direção,
não sabíamos como lidar com as nossas
dúvidas, conflitos, não sabíamos a quem
recorrer, onde encontrar a verdade, a
salvação, mas agora estamos seguros. Ele
é o pastor das nossas almas, ele é o
guia que nos conduz. E por fim, estas
coisas nos responsabilizam
na medida em que entendemos que ter
Cristo como pastor é estar disposto a
ouvir a sua voz.
Ter Cristo como pastor é estar disposto
a obedecer a sua vontade, é aceitar as
suas diretrizes.
É ao Senhor que nós servimos, irmãos, em
última instância. É com ele o nosso
compromisso maior. A nossa conversão nos
responsabiliza diante dele. Por isso,
como empregado, patrão, funcionário,
colaborador, como irmãos em Cristo,
devemos fazer o nosso melhor, porque
trabalhamos para o Senhor.
Trabalhamos para o Senhor Supremo.
Servimos ao pastor e bispo das nossas
almas. Meus irmãos, a Bíblia ensina
que é preciso nos sujeitarmos
respeitosamente aos que nos chefiam por
causa da nossa consciência com Deus, por
causa do exemplo dado por Jesus e por
causa da nossa conversão ao pastor
eterno. Mas quando não formos bem
tratados ou quando sofrermos
injustamente nesse mundo, quero propor
para você, primeiro olhe para trás. Olhe
para trás e veja a cruz.
Olhe para cima
e veja o justo juiz.
Olhe paraa frente e veja o pastor que
dirige a nossa vida.
Os serventes que pegam no batente
trabalham debaixo dos olhos de Deus.
trabalham seguindo os passos de Cristo,
trabalham sustentados pela graça do
evangelho.
Que Deus nos ajude, irmãos, a servi-lo
e que ao servi-lo sejamos bem-sucedidos,
prestando serviço aos outros. Vamos
orar.
Pai amado, nós somos teus servos. Só
isso nos basta, nos alegra.
Só em saber
que antes servíamos aos nossos pecados,
aos nossos corações corrompidos.
E agora servimos ao Senhor
transcendente,
mesmo quando enfrentamos batalhas aqui
ou quando estamos diante de pessoas
cruéis,
mesmo quando somos assaltados, atacados,
invadidos,
mesmo quando sofremos desprezo nesse
mundo,
a lembrança de que nós somos servos do
Deus altíssimo, nos consola e nos dá
esperança.
nos ajude a sermos íntegros
num mundo cheio de pecados,
a te servir e a fazer diferença, a fim
de darmos testemunho do que o Senhor fez
por nós.
Nos envolva nos teus braços de amor,
nos teus braços de pastor.
Orienta-nos com a tua palavra cada dia.
Dá-nos o temor do teu nome. E temamos
muito mais o Senhor do que
circunstâncias
ou homens
em Cristo Jesus, nosso Salvador. Amém.
Vamos ficar de pé, irmãos. Vamos cantar
para a glória de Deus e aqueles que
estão preparados podem trazer e
depositar no gasofilácio seus dízimos e
ofertas.
Vem a Jesus, ó aflito,
vem abatido e provar.
Nele a consolo
o perfeito amor.
Vem, descanse em sua
paz.
Ó bondade,
bondade
de Cristo
satisfaz.
Ele é tudo para mim.
Aconteça
o que for, sempre vou descansar
na bondade
de Cristo.
Em encontre plena
alegria
que jamais o mundo
dará.
Prove a água viva
sede nunca mais.
Vem descanse em sua
paz.
A vontade,
vontade
de Cristo
satisfaz.
Ele é tudo para mim.
Aconteça
o que for, sempre vou descansar
da vontade
de Cristo.
Tem pois em Jesus a esperança.
Ele é tudo que nos prometeu.
Graça transbordante
flui do Salvador.
Vem descanse em sua
paz.
Ó vontade,
vontade
de Cristo
satisfaz.
Ele é tudo para mim.
Aconteça
o que for, sempre vou descansar
na vontade
de Cristo.
Ó bondade,
bondade
de Cristo,
satisfaz
é tudo para mim.
Aconteça o que for, sempre vou descansar
na vontade
de Cristo.
Aconteça o que for, sempre vou descansar
na bondade
de Cristo.
Vamos orar.
Ó Deus bendito, receba nossas ofertas
trazidas em obediência à aquilo que o
Senhor pede.
E também, ó Deus, além da obediência,
somos gratos, porque o que o Senhor fez
vai muito além do que podemos
pagar ou
fazer e de volta algo que o Senhor fez
de forma plena.
Portanto, receba, ó Pai, como testemunho
da nossa obediência e da nossa
generosidade e multiplique, ó Deus, como
só tu sabes fazer.
fazer com que o pouco se transforme em
muito, fazer com que o dinheiro que em
si mesmo não tem nenhum valor possa ser
transformado em algo de valor eterno,
que é o teu reino, que é a tua casa e a
tua causa que nós levamos aqui neste
lugar.
Por todas essas coisas, ó Deus, não
temos como fazer se não fosse a tua boa
mão, agindo em nossa vida, agindo, ó
Deus, em nosso trabalho. E é por isso
que temos a alegria e a condição de
chegar hoje aqui, ó Deus, e depositarmos
neste gasofilácio
as nossas contribuições.
E agora, irmãos, que a graça do nosso
Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus, o
Pai e a comunhão bendita do Espírito
Santo repouse sobre cada um de nós hoje
e para todo sempre. Amém. Os irmãos
podem se assentar. Vamos ouvir o
pós-lude.
Muito bem, meus irmãos. A, nosso culto
está encerrado. Algumas pessoas nos
visitam hoje, foram identificadas pela
nossa equipe. E nós temos aqui hoje a o
Adriano. O Adriano está com a sua esposa
Criselen e o filho Levi Guilherme. Onde
estão vocês, essa família? Ah, estão lá
atrás. Sejam bem-vindos.
Recebo os cumprimentos aí
do diácono Kend.
Nós temos também o Eldes com a esposa e
filha Cíntia e Raquel. Onde estão vocês
entre nós?
Ah, estão ali também. Sejam bem-vindos.
Obrigado pela visita. Recebo os
cumprimentos aí da Ângela.
Muito bem.
Alguns avisos, irmãos, para o nosso
expediente de hoje. Então, nós que estão
nos visitando, essa é uma dinâmica.
Agora, assim que encerrarmos aqui, nós
vamos dividir em salas ah que nós
chamamos de escola dominical. Então,
aqui no templo funcionará uma sala eh de
Bíblia no salão social, depois que essas
portas se fecham, uma sala modular hoje
tratando de teologia prática. E aí no
terceiro andar, ao sair aqui à sua
direita, nós temos essas salas de novos
membros, ensino médio, jovens e eh essas
demais salas funcionando todas, né,
normalmente.
E no primeiro andar você tem a sala das
crianças que vai desde 7 até a os 11
anos, 10 anos. Então, eh,
ao chegar ali, você terá pessoas que
podem te ajudar a escolher e indicar o
seu filho para a melhor sala.
Irmãos, eh, o
fazis tem esse coral e eles ensaiam para
que eh consigam cantar nos hospitais.
Quem já participou disso sabe o quanto
que isso é importante,
especialmente se você já esteve eh
hospitalizado
e na rotina monótona do hospital você
ouvir um coral cantando é algo bastante
gratificante. Então, se você quer fazer
parte dessa equipe, hoje terá um ensaio
e no domingo que vem novamente, tá? E aí
vocês então a apresentarão no hospital.
Então, se você quiser participar
desse grupo, né, que canta nos
hospitais, vai cantar no hospital do
servidor, então procure a Érica e o
Henrique, tá? Então, eh, quem já sabe o
que é, já sabe do que se trata, mas se
você não sabe o que é, não sabe do que
se trata, pode procurar então a Érica e
o Henrique. A Érica tá aqui. Levante aí,
Érica, o pessoal saber quem é. Vir,
então essa é a Érica. O Henrique tá
aqui,
não, né? Então vai ser você mesmo,
Érica. Então, quem quiser saber alguma
coisa, procure a Érica e ela vai te dar
mais informações sobre isso aí, tá bom,
irmãos? A, o pastor Previde nessa semana
volta a dar continuidade, né, neste
estudo aos homens e tratando do credo
apostólico. Então, quinta-feira, 17,
19:30,
eh, os homens se reúnem aqui para esse
estudo para comunhão e é uma
oportunidade boa. Então, venham, homens,
né, participe. tem sido um momento
bastante gratificante e nessa ocasião
então reverendo Previd vai dar
continuidade, né, a essa discussão, essa
palestra sobre o credo apostólico.
Plenária também da SAF, se é plenária, é
convocação, não é convite, tá? Então as
sócias estão, sintam-se convocadas, tá?
é dia 13 de junho às 15 horas aqui na
igreja para uma plenária.
E o Viver mais e Melhor dia 20 de junho,
nessa ocasião, eles vão falar uma
palestra sobre alimentação, né, e
suplementos.
Então, é um evento gratuito, eh, será
aqui na igreja, tá, às 9 horas da manhã,
começa é no dia 20, é um sábado, tá?
Então, novamente, quem já sabe do que se
trata, né, simplesmente eh participe. Se
você foi lembrado disso, aproveite a
ocasião, irmãos, para convidar outras
pessoas. Se você tem um idoso em casa e
olha, idoso gosta de sair de casa, né?
Eh, mas às vezes por causa de mobilidade
ele não consegue. Então, aí está a
oportunidade para você ajudar alguém
pelo menos uma vez, tá? no mês, sair de
casa e vir participar de uma programação
como essa, que é voltada para eles, tá
certo? Então, dia 20 de junho, e esse é
um aviso eh recorrente, né, mas para que
nós nos lembremos disso.
E também a Mocidade, né, estará mais um
aí sobre aconselhamento bíblico, né, o
Jonatas Miranda é colega nosso de
trabalho lá no Jumper e ele é essa área
de aconselhamento. Então, Mocidade vai
estar lidando com isso. discipulado e
aconselhamento na prática, como que isso
funciona? Então, participe. Será também
no dia 20 ah de junho, né, às 16:30 da
manhã da da da tarde.
Pulamos, irmãos. Isso aqui,
olha só, presta atenção nesse aviso
aqui. Ah, esse, eu não sei quantos sabe,
mas nós temos um um grupo que é chamado
Gerando Amor e eles preparam palestras
para mães que estão grávidas ou com
crianças até 2 anos, tá? Olha, quem já
participou é grato até hoje, mas é que
vai novamente mais uma rodada. Essa
palestra será sobre saúde respiratória,
tá? Então eles já agendaram com a Dra.
Aline Novais e ela virá no dia 27 de
junho às 9 horas da manhã. Por que se
trata de mães com crianças pequenas ou
mães grávidas? Isso tem que ser agendado
com antecedência. Então, primeira coisa,
se você conhece uma mãe grávida que não
seja da igreja, é a oportunidade de você
convidar para uma programação como essa.
É uma programação que tem um tema, ele
não é um tema diretamente, né, de
pregação do evangelho, mas pode ser a
porta por meio da qual essa pessoa se
interesse ou conheça, né, a igreja de
Santo Amaro e por causa disso comece a
frequentar. Então, faz isso, é uma
programação voltada para mães grávidas
ou que já t filhos, mas é também uma
ferramenta evangelística, tá certo?
Então isso aqui vai pro WhatsApp de
vocês. Então eh encaminhe para alguém do
seu trabalho, da sua empresa, a parente
que não seja crente para que venha, né,
e ajude se for necessário, né, ficar com
a criança pequena ou eh se não for o
caso, né, ajudar trazendo a pessoa até
aqui, tá bom? Então, 27 de junho, às 9
horas da manhã aqui na igreja. Eu acho
que hoje é o último dia, né, da de eu da
voluntários para participar aí, ajudar
na escola bíblica de férias, né, que o
IPS Aquilides vai fazer. Então esse QR
code aparece na bem no grupo de WhatsApp
com o link para você acessar e já falei,
mas não custa repetir, todos os a os
anúncios que aparecem aqui no telão,
depois eles ficam aparecendo na TV
grande ali no salão social, aí eles
ficam repetindo. Então se você perder
aí, não conseguiu colocar o celular,
depois ele vai aparecer, né, de maneira
repetida ali no salão social, tá bom?
Então, inscreva-se, participe, ajude.
Isso será uma oportunidade, né, para que
você, acabamos de ouvir a mensagem do
pastor Guilherme aí, então venha, ajude,
faça alguma coisa e aí está a
oportunidade. Olha, eu nem sei o que que
tem que ser feito, mas quando eu vejo
aqui a a escola bíblica funcionando, eu
vejo que tem espaço para todo mundo
trabalhar. Tá bom?
E hoje, irmãos, eu vou falar sobre isso.
Quem não vier, eu vou quebrar os dentes,
tá bom?
Eh, então eu vou começar novamente, né,
retomar essa série, eh, nos Salmos, né?
Então, eh, hoje o Salmo 58, essa frase,
na verdade, ela está no salmo, é parte
de um texto do salmo, tá bom? Eh, essa
semana o reverendo Previde sai de
férias, né, Previd? Então, e na na outra
ele já não está aqui, então ele vai ter
um período de férias aí. Serão duas
semanas, duas semanas. Bom, então
e tem uma po pode ser quer dar o aviso,
irmãos. Só o reforço em relação ao
encontro de casais. Eh, nós só temos
agora 12 acomodações disponíveis, tá
bom? Então isso está sendo bem
administrado, gerido aí. Os irmãos
Presbítero Junqueira e Lia estão
recebendo as inscrições. Se você ainda
não fez a sua, corra. Ainda há tempo,
tá? Ainda há tempo. Se você tem alguma
dificuldade mais extrema, tem eh
dificuldade para arcar com os
pagamentos, as parcelas, falem, falem
conosco, nós procuraremos ali ajudar,
encaixar você na medida do possível,
olhando quais são as suas condições, tá
bom? Então é isso, fiquem com Deus,
>> irmãos. Antes de nos separarmos, eh, só
atualizando,
eh, quem tem o guia de pregação, às
vezes pergunta: "Pastor, eu gostaria de
fazer, mas eu só fico sabendo quando a
pessoa vai pregar no no sábado ou eu
queria saber na segunda-feira".
Tem como, irmãos? Então, ah, aqui no
Qcode que aparece no fundo, você vai ser
conduzido para essa esse site e esse é
site da igreja, tá bom? E nesse site, se
você for lá, por exemplo, em agenda
unificada,
ali você vai no domingo, clique no
domingo, por exemplo, aí e aí aparece
quem vai pregar, tá vendo? Aí tem já a
quem vai pregar a página do guia de
pregação. Isso está aí já com
antecedência, tá programado pro ano
inteiro. Então você pode, se o pastor,
se Cristo não vier antes ou o pastor
morrer, o sermão vai ser pregado nesse
dia, tá bom? Então essa é uma maneira de
você saber como se preparar, né, para o
sermão com antecedência. Essa é a ideia,
tá certo? Então, é só uma maneira eh de
lembrá-los de que isso é possível saber
quem vai pregar na igreja, né, na data
que você gostaria.
Tenham todos, irmãos, uma boa escola
dominical e que Deus nos traga aqui logo
mais à noite.

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