EU PERDI MEU LIVRO NA MUDANÇA, MAS VOU FAZER REVIEW DO MESMO JEITO
24/06/2026
EU PERDI MEU LIVRO NA MUDANÇA, MAS VOU FAZER REVIEW DO MESMO JEITO
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Fonte: Dois Dedos de Teologia
Legendas automáticas:
Eu acho que eu perdi um livro na mudança. Tô indignado aqui. Eu ia começar a fazer uma série de vídeos mostrando a casa nova, biblioteca. Gente, eu fiz uma construí uma biblioteca nova, sei que vocês gostam, gostavam daquele cenário da biblioteca. Me mudei, saí daquela casa antiga, aquela casa antiga já foi vendida, já tá destruída já, a biblioteca biblioteca foi destruída, minha antiga biblioteca, papocada. E aí já já estou na casa nova, eu estou a construir a biblioteca nova, mais bonitinha até, maior inclusive. Eu vou quando eu terminar aqui eu vou mostrar para vocês, não tá terminada a 100%, falta assim de tá terminada, tá? Só tem muita coisa em caixa ainda, tô tirando coisa de caixa. Mas os livros são todos já no seu lugar e é isso que me dá raiva nesse momento, que é o fato de que meus livros já estão todos no lugar e eu não consigo encontrar a minha cópia do Uma Confissão do Tolstói. E e esse esse esse vídeo aqui é uma ode a um livro que sumiu. É isso, esse vídeo é uma ode a um livro que sumiu, porque eu gosto muito de literatura russa, gosto, os russos são maravilhosos. E Tolstói é é um cara é um dos meus autores russos mais favoritos. Guerra e Paz é um negócio assim inacreditável. Eu tenho essa tradução do Rubens Figueiredo que foi publicado pela gloriosa, porém finada Cosac Naify. Um livro que eu guardo com muito cuidado, ele já foi atacado por cupins antes das minhas estantes serem de gesso e aí eu tive que dar uma limpada neles aqui e tal, eles ficaram marcadinhos, mas estão bem aqui, viu? Está está apesar da da marca do cupim, mas esses cupins moraram dentro desse livro aqui, passei produto, limpei, deu deu trabalho para recuperar, mas está muito bem recuperado, graças a Deus. Ele tá de volta aqui. Guerra e Paz é incrível e aí que maravilha não foi quando a Mundo Cristão publicou em português o Uma Confissão do mesmo Liev Tolstói. E a Mundo Cristão usou o mesmo tradutor de Guerra e Paz para traduzir Uma Confissão, o que eu achei assim fenomenal. E aí foi uma das leituras muito felizes que eu fiz na minha vida, porque com Uma Confissão do Tolstói eu conheci algo da fé do Tolstói. Existe influência cristã muito forte na Rússia, a Igreja Ortodoxa Russa é uma igreja muito conhecida, com muita influência na Rússia. E aí eu simplesmente perdi meu livro Tolstói, eu não sei cadê, não sei onde é que foi parar. Eu queria colocar uma confissão do ladinho aqui do do Guerra e Paz. Já olhei em todo lugar que você imaginar e esse livro simplesmente desapareceu. Será que eu emprestei esse livro e alguém não me devolveu? Que Deus o o repreenda. Será que se perdeu na mudança? Eu não sei. Só sei que se eu quero eu quero de volta. Por favor, Mundo Cristão, me manda outro. Eu quero muito ler de novo o Uma Confissão. Uma das coisas que eu mais gosto quando a gente tem batismo, né, na nossa na nossa igreja, são os relatos de conversão que a galera faz quando a gente os entrevista, né? Na nossa igreja o presbitério entrevista cada um dos candidatos ao batismo e até até membresia da igreja e a gente ouve o relato de conversão deles. Cara, é um dos momentos mais fascinantes da vida cristã. Eu vi a história de como as pessoas se converteram. A gente ouve isso em relatos informais, a gente ouve isso no dia a dia e é sempre muito revigorante, sempre muito estimulante, né, receber esse tipo de de testemunho. Porque a gente vê como Deus alcança pessoas diferentes, em contextos diferentes, com histórias diferentes, com idades diferentes, nacionalidades diferentes, convicções financeiras, convicções políticas diferentes, né? E aí que o Confissão do Liev Tolstói, não é, me pega. Ele relata ali o processo dele de chegada à fé. Quem já leu alguns livros deles sabe que ele consegue captar e transmitir conflitos humanos internos de forma muito profunda. O modo como ele estabelece as relações entre personagens, né, nos seus livros é muito reflexivo, né? Até nos personagens mais simples e nos contos mais curtos há sempre alguma reflexão profunda sobre a condição humana. E é em Confissão que a gente entende o motivo. E talvez o livro Uma Confissão seja, não é, a raiz e a base, não é, da compreensão que a gente pode ter de onde Tolstói, de onde vem, não é, isso, não é, do Tolstói. Eu acho que Uma Confissão é o livro que que descortina mistérios, não é, do do interior da da pessoa do Tolstói. Por que é que esse livro é tão é tão importante para mim? Primeiro porque é um livro que mostra como as pessoas são despertadas para Deus de formas muito diferentes. O Tolstói relata que ele passou boa parte da vida dele rejeitando o Senhor e se apegando às ciências e às filosofias porque isso satisfazia os seus desejos. Mas ele chegou a um ponto que a sua insatisfação crescia, uma insatisfação que crescia proporcionalmente ao seu conhecimento. Por mais que ele buscasse respostas filosóficas e científicas, ele não encontrava nelas uma resposta que lhe desse um propósito de vida. Ele desabafa como isso foi difícil e como isso o confrontou. Ele conhecia bem os filósofos que escreveram livros na sua época, mas ele confessou que as respostas que eles davam não satisfaziam as questões humanas mais profundas do coração dele. Por isso Tolstói ensina que há questões humanas que não são simples e que se dermos respostas rápidas, a gente vai colher consequências muito ruins mais cedo ou mais tarde. O Tolstói não se resignou, não é, nesse vazio, mas ele procurou a Deus. Ele já conhecia a Bíblia por causa dos seus pais e como Salomão em Eclesiastes, ele buscou então a verdadeira sabedoria. Ele vasculhou, ele sondou, ele refletiu, ele gastou tempo nessa empreitada e então ele entendeu que a resposta às suas perguntas sobre sentido estaria naquilo que guiaria a forma como ele ia viver sua vida. Ele tinha consciência de que ele não poderia dar uma resposta rápida para os seus anseios, uma resposta que só lhe satisfizesse momentaneamente, mas que futuramente lhe desse uma percepção de solidão, de estar ainda mais perdido, não é? E por isso ele sondou com seriedade o assunto do cristianismo, pensou, não é, sobre onde habitava a verdadeira sabedoria, algo que lhe desse um propósito de vida e foi nesse processo que ele finalmente encontrou Deus. É por isso que esse livro é é muito fascinante, não é? Eu acho que é o segundo ponto de porque é que esse livro é é um livro que vale muito a pena ser lido e porque é que eu sinto falta de não tê-lo aqui do meu lado. É um livro que te te motiva a até empenho na busca pela razão da tua fé. Se você já é crente, é um livro que te ajuda a pensar mais sobre porque você é crente. Não para duvidar da fé, mas para te ajudar a investigar mais profundamente a fé, para desafiar convicções e motivações, não é? Quando eu leio o que o Tolstói se perguntou, a e a seriedade com que ele lidou com suas perguntas, acabo confrontado a questionar cada vez mais as minhas motivações e a minha fé para saber se não há pontos falhos e perguntas que eu ainda não me preocupei em responder. Perguntas que são importantes para minha vida e que às vezes eu coloco debaixo do tapete porque eu não quero que a minha fé seja atacada, ainda mais por mim mesmo, pelas minhas próprias dúvidas. Mas as dúvidas devem nos motivar a Deus, devem nos levar ao conhecimento, à sabedoria. Quando nós temos dúvidas, nós temos que levá-las a sério e buscar as respostas para essas questões. A gente não pode tratar a nossa fé como uma coisa leviana, em que a gente não vai buscar os motivos e as bases, sabe? De por que que a gente vive como a gente vive. É É a questão mais importante da nossa vida, né? A gente tem que ter a bagagem intelectual do Tolstói para fazer isso? Não, mas a gente pode se inspirar na busca dele por aquilo que realmente importa para que a gente encontre o verdadeiro propósito da nossa vida, cada um à sua maneira, com a sua bagagem, mas a gente tem que fazer isso. O senhor tem uma forma particular de lidar com todos aqueles que o buscam. O terceiro motivo pelo qual esse é um livro que foi muito marcante para mim, é que esse é um livro que fala bastante sobre como o pecado trouxe para a existência humana crises que só a fé pode responder. As pessoas se iludem quando buscam solucionar essas crises com prazeres. Isso é como tomar morfina quando você tá com câncer, entendeu? Tira a dor, mas não cura o mal. É Cuidado Cuidado paliativo. Além disso, ainda traz vícios e vários efeitos colaterais, né? Se você tomar inadvertidamente. É um livro que te leva a perceber que solucionar crises com prazeres é inútil, até mesmo quando esses prazeres são intelectuais, né? Porque é possível se apoiar na inteligência adquirida para querer solucionar a falta de propósito de vida. O Tolstói reflete que a fé é inerente ao ser humano e que por isso as pessoas vão depositar a sua fé em alguma coisa, fazendo disso a solução de suas crises. A fé reinante busca, né, da alma do Tolstói foi saber se ele tava depositando a fé dele no lugar correto ou não. Isso, ó, é um É um insight poderosíssimo. Existem muitos deuses no mundo, né? E se a gente não olhar para entender corretamente onde está colocando o nosso coração, cara, a gente vai acabar perdido colocando o nosso coração em alguma falsa divindade. Vai, tem um quarto motivo. Tolstói reflete que até a fé pode ser usada de uma forma conveniente sem que a pessoa reflita nas implicações que a fé traz. Isso é confrontador, né? Né? Muitas pessoas abandonam o cristianismo porque se percebem, diante de uma crise que confrontou suas conveniências e seus prazeres. Ou seja, para esses, a fé só foi útil até certo ponto. Quando foram confrontados com insatisfações, acabaram abandonando a fé. Não porque a fé não tinha as respostas para elas, mas porque as pessoas não estavam satisfeitas com as respostas que foram dadas. E por isso, Tolstói me faz refletir e vai te fazer pensar também. Como eu tenho vivido a minha fé? Será que eu tô levando a fé a sério ou eu somente estou nela porque ela é agradável? Será que existe alguma crise que me faria desistir da minha fé? O Tolstói pensa sobre isso e nos leva a pensar nisso. E é por isso que em último lugar, ele nos leva a buscar nosso propósito na Bíblia. Ele não se propõe no livro a dar as respostas de tudo. É um é um um missão, né, do coração dele. Ele entende que cada um vai passar por um processo individual de encontrar sentido na vida. Todos os crentes adoram o mesmo Deus, claro, mas o nosso relacionamento com Deus é pessoal, é individual. Todos temos o mesmo propósito de viver a vida para a glória de Cristo, mas o modo como isso se expressa na vida de cada um é é particular. Existem práticas e costumes que são comuns a todos os crentes, mas há um nível de relacionamento com Deus que é particular de cada um. Então, ele nos indica a voltar para a Bíblia e cada um pessoalmente ir até a palavra de Deus para encontrar nela respostas para os dilemas e para as dificuldades do dia a dia. É um é um material muito legal, tá? Não é um livro teológico, mas é um livro que leva a refletir sobre a teologia, sobre o que crer e por que crer. É um livro muito útil para quem tá em dúvidas também, né? Porque ele vai te ajudar a olhar para a dúvida não como um grande inimigo, mas como talvez um instrumento para a fé. Foi Spurgeon, não é, quem escreveu que eu aprendi a beijar as ondas que me lançam na rocha de Cristo. Uma coisa mais ou menos assim que eu tô citando de memória. As dúvidas podem ser instrumentos que nos levam para Deus mais profundamente. Isso faz que a gente possa, sabe, aproveitar muito bem as dúvidas. As dúvidas não são uma coisa boa, mas as dúvidas são úteis e podem ser instrumentos para o nosso aprofundamento na construção do nosso relacionamento com Deus. Então, se você tem dúvidas, né, sobre a sua fé, é um livro que pode te ajudar a olhar para essas dúvidas como um instrumento para a tua edificação. Tolstói não escreve um tratado teológico, mas faz refletir sobre questões profundamente humanas para que você possa confessar com mais firmeza que só Jesus é o Senhor e Salvador da sua vida. É um livro que aqueceu muito a minha fé. Eu eu fico muito triste não achar mais ele aqui na minha biblioteca. Agora eu eu vou eu vou pedir para Mundo Cristão, Mundo Cristão, fiz uma resenha do seu livrinho aqui assim ó, né? Talvez vocês comprarem bastante o livro aí, o Mundo Cristão olha, olha só o Iago fez uma resenha, o pessoal se interessou pelo livro, vamos mandar uma cópia para ele lá na casa dele, tá bom? Eu queria muito esse livrinho aqui, foi um livrinho que me abençoou muito, eu acho que ele vai abençoar também a sua vida. >> [música] >> Bom, como eu disse, o vídeo de hoje foi uma uma ode, um um livro sumido. Espero um dia, espero um dia encontrá-lo novamente. Fica aí o É assim a musiquinha de saudade, eu lembrar sempre do livrinho, não tenho mais ele aqui comigo, mas foi uma excelente leitura. Pode ser uma excelente leitura para você também. Vai ter um link na descrição, se você quiser comprar aí a sua cópia do Uma Confissão do Tolstói lá pela Mundo Cristão. Se você gosta de vídeos que fazem resenha de livro, você é muito bem-vindo aqui nesse canal. Se inscreva nele que a gente faz resenha de livros pelo menos uma vez, pelo menos uma vez no mês tem uma resenha de livro, mas às vezes tem mais. Então ó, se você gosta de resenha de livro, se inscreve no canal, aciona as notificações que resenha de livro é um dos conteúdos que a gente produz aqui do 2 Dedos de Teologia. Um cheiro no seu cangote. Vai ó, comprar Uma Confissão e até a próxima.