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A fé vem pelo ouvir

APATIA É DEPRESSÃO? – LUCAS SABATIER

APATIA É DEPRESSÃO? – LUCAS SABATIER

APATIA É DEPRESSÃO? – LUCAS SABATIER

Embora possam compartilhar alguns sintomas, apatia e depressão não são a mesma realidade. Além disso, esses sentimentos não surgem de forma isolada, mas costumam estar ligados a fatores espirituais, emocionais, relacionais e até físicos. Neste vídeo, Lucas Sabatier explica as diferenças entre esses conceitos e mostra por que compreender essa distinção é importante para cuidar da saúde emocional e da vida espiritual.

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Legendas automáticas:

Olhando
para esse aspecto, você até citou a
questão da depressão. E eu acho que essa
é uma pergunta que alguns podem estar se
fazendo agora, mas e aí, será que eu
estou apático ou será que eu estou
depressivo? Né? Claro que existe todo um
debate sobre como é que fica a depressão
no cristão, mas a partir do que o livro
vai falar e ah como é que a gente pode
fazer uma distinção entre essa apatia e
uma depressão?
O autor ele fala que muitas vezes as
coisas estão ligadas, né? Então, ah, ele
ele apresenta lá na página 60 um gráfico
onde ele coloca o círculo da apatia e o
círculo da depressão. E ele coloca que a
o interesse reduzido, a energia
reduzida, a o insight reduzido, né?
Talvez a capacidade de de raciocínio e
de pensamento de deliberação reduzida.
H, e o retardamento psicomotor.
Esses aspectos ele coloca como eh na
área de intersecção entre depressão ah e
apatia, mas ele fala que a depressão
inclui aspectos que não necessariamente
fazem parte da apatia, ou pelo menos da
definição que ele nos traz, né? Então, a
questão do humor depressivo ou
deprimido, a desesperança, a culpa e a
autocrítica, ideais ou ideias suicidas,
ah, tudo isso ele vai incluir como
questões, aspectos exclusivos da
depressão e que não necessariamente
fazem parte da daquilo que ele chama de
apatia. Mas talvez vha a pena eu ler
brevemente aqui o o o trecho que segue,
né? Ele diz: "Tanto a apatia quanto a
depressão não parecem ter um gatilho
perceptível.
Muitas vezes, ambas parecem surgir do
nada. Contudo, embora alguns sintomas da
apatia, como a diminuição de interesse
ou de energia, sejam também sintomas de
depressão, a apatia poderá estar
presente mesmo quando não haja sinais
evidentes de depressão, como
desesperança ou humor deprimido, né?
Então, existe uma intersecção aí, uma
sobreposição,
eh, mas elas, essas coisas não são
idênticas, né? Elas estão muitas vezes
acompanhadas.
>> Faz sentido. Agora, nós falamos muito do
que é apatído, como ela se manifesta e
de alguma maneira começamos a falar de
causas, mas vale a pena a gente
enfatizar aqui quais as principais
causas de apatia.
>> O autor traz sete que ele destaca,
>> tá? Eu vou mencionar elas aqui, talvez a
gente pode considerar algumas delas de
maneira um pouco mais focalizada, né?
>> Mas ele vai falar sobre a dúvida, ele
vai falar sobre a angústia, ele vai
falar sobre trivialidade,
sentimentos de inadequação,
falta de disciplina,
fragilidade
>> e falta de propósito, né? Interessante.
>> Quando você nutre, quando essas
a dúvida, angústia, trivialidade,
inadequação, falta de disciplina,
fragilidade, falta de propó, quando
esses elementos são nutridos, ah, a
gente cultiva eles, a tendência é que a
gente cresça em apatia e em indiferença,
né?
>> Interessante. E desses sete, quais
aqueles que assim você acha que mais
chamaram sua atenção, né, para o que a
gente experimenta, principalmente até na
nossa cultura e tudo mais?
Eh, talvez o que mais me chamou atenção
foi o aspecto da trivialidade, que eu
acho que é a
ahola
o nosso tempo, né? Por conta da
>> quando eu penso em trivialidade, eu
penso em desatenção.
>> Olha,
>> é realmente na época do TDAH para todo
lado é um é um ponto bem importante
>> na época eh do algoritmo, eu diria, né?
>> Aham. Sim. Porque o algoritmo ele sabe o
que chama a minha atenção.
>> Uhum.
>> E eu treino ele todos os dias na medida
que eu vou descendo o feed do da minha
rede social para que ele entenda as
coisas que me afetam. Olha aí, né? Ah,
ou seja, ele começa a ver que as coisas
que eu curto e que eu comento e
compartilho são as coisas que de alguma
maneira falam comigo. O problema é que o
feed o Sauror, ele tem
no em 30 segundos ele me apresenta um
vídeo chocante da guerra na Ucrânia, né?
ah, os coelhinhos que acabaram de nascer
andando no campo verdejante, ah, o gol
do meu time de futebol que me leva ao
êxtase e depois uma notícia política
sobre o o último escândalo. Ah, e aí
então os estímulos
ah que mexem comigo, eles são meio que
padronizados.
a o escândalo na igreja vizinha e o fato
de terem
ah do sei lá arrancado uma árvore
querida no numa comunidade X Y Z me
afeta da mesma maneira, né? A gente
começa a ter a as nossas os nossos
valores meio que planificados.
A nossa atenção começa a se devotar a
tudo e quando ela se devota a tudo, ela
já não se devota a mais nada.
a gente não tem mais essas afetações
ordenadas e proporcionais. Aqui talvez a
palavra ser destacada é é a
proporcionalidade dos nossos valores,
né? a trivialidade ela ela destrói essa
proporcionalidade e a gente começa a ter
a nossa atenção convocada a todos os
cantos, a todos os assuntos, a todos os
interesses. Ah, e aí talvez ao longo do
tempo, se tudo nos afeta, então não vale
mais a pena ser afetado por nada.
>> É, quando você tá olhando para todas as
coisas, você deixa de prestar atenção ao
que se destaca, né? realmente numa época
de redes sociais, acesso de informação,
tudo mais, isso isso mexe muito, né?
Essa cultura que nós temos hoje, então
esse apego a às redes, esse monte de
informação, você acha então que tem a
ver com essa trivialidade e é um dos
grandes indicadores, um dos grandes
fortalecedores da apatia no nosso
coração?
Eh, e eu achei muito legal que ele
trabalha aqui com a algumas obras. O o o
autor ele trabalha com eh teólogos e com
Bíblia, mas ele tá sempre dialogando com
cultura pop, com filósofos, com ah
psiquiatras, com medicina. E nesse
trecho ele trabalha com o o
texto do Neo Postman, né, do Amusing
Your toath lá do Divertindo-se até a
morte. Ah,
>> pois é, né? E do tratado que ele faz do
George Orwell do 1984
e do Huxley, né, do Admirável Mundo Novo
e da contraposição entre esses dois
autores, né, ah, parece que a cultura do
nosso tempo dá mais razão pro Huxley do
que pro Orwell,
>> porque nós não fomos impelidos ou
dominados por uma tirania que proíbe os
livros. E aqui o a o ele ele ele traz
uma citação justamente desse aspecto.
>> Eu acho que vale a pena inclusive a a
citação, se você tiver com ela em mãos.
Eu acho, eu dei uma olhada nesse trecho
também, foi um trecho que me chamou
muito atenção. Inclusive eu já li esses
dois livros e na hora eu fiz rapaz, faz
todo sentido isso daqui.
>> Ele diz assim, ó: Orwell temia os que
proibiam os livros. Huxley temia que não
houvesse motivo para que um livro fosse
proibido, porque não haveria ninguém que
quisesse lê-lo. Orwell temia que os que
pudessem nos privar de das informações.
Huxley temia os que nos dessem tanta
informação que ficaríamos reduzidos à
passividade e ao egoísmo. Orwell temia
que a verdade fosse ocultada de nós.
Hley temia que a verdade fosse
mergulhada em um oceano de irrelevância.
Orwell temia que nos transformássemos em
uma cultura de reféns. Huxley temia que
nos transformássemos em uma cultura de
banalidades. E acho que a cultura da
banalidade é a cultura do nosso tempo,
onde a gente vive de memes e piadas para
poder de alguma maneira lidar com os
sofrimentos. Sim, não tô dizendo que não
existe nenhuma validade nisso, mas a
gente, né, a gente banaliza, a gente
nivela as nossas afetações de tal forma
que a gente acaba ah experimentando uma
apatia pela causa da trivialidade, que é
uma das causas citadas peloi.
เ

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