ESTAMOS PERDENDO A BELEZA NAS IGREJAS?
15/07/2026
ESTAMOS PERDENDO A BELEZA NAS IGREJAS?
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Fonte: Dois Dedos de Teologia
Legendas automáticas:
Teólogos do Twitter, você sabe como é que é isso? A gente reage ao que está viralizando sobre Deus na internet. Vocês mandaram lá em Osólogos do Twitter. Meu time separou para mim e eu entro aqui e dou minha primeira reação ao que está acontecendo sobre Deus na internet. Se é sua primeira vez aqui. Eu sou pastor Iago Martins, doutorando em teologia, pastor Martin aqui no Ceará e é nós. Entra aqui no grupo do Telegram e vamos ver o que que tem para hoje. Esse aqui eu vi que um monte de gente mandou isso aqui. Um monte. >> Os vitrais foram trocados pelos telões de LED. Isso é o projeto da morte da beleza entrando pras nossas igrejas. >> Não, não tem uma coisa só, entendeu? Vamos, vamos, convenhamos, não tem uma coisa só. Eu acho que isso é muito mais relacionado às estruturas modernas de mercado, que afetou muito do modo como a gente organiza nossas cidades do que com um projeto de morte da beleza. Muito tempo eu acredito entendendo nessa conversa, né, de que havia um projeto de morte da beleza. E você pega aqueles malucos do mundo universitário, ah, porque o do Champ e assina lá o mictório. E, cara, na minha opinião, eu acho não é isso não, entendeu? Por mais que haja esse projeto, há um projeto de fato de morte da beleza, é a maluquice dos DCE universitários, que se a gente levar isso a à seriedade, a gente vai ficar, ninguém leva, entendeu? É muito mais resultado de uma relação de mercado que agora tudo é muito caro, existe a participação, o dinheiro é mais escasso nesse sentido e as pessoas não conseguem pagar por recursos tão tão caros. As pessoas preferem eficiência a beleza, certo? a gente tá na nossa sociedade que prefere eficiência. Beleza. Então, os prédios são construídos em nome de eficiência, não em nome de beleza necessariamente. E a beleza agora se adapta a processo de eficiência. Então, a troca por telões, trocar o vitral pelo telão é porque houve um projeto de mostra da beleza? Não. O telão ele vem como recurso tecnológico que tenta embelezar, não é? O telão já é uma busca por beleza. É uma busca tecnológica e muito moderna por beleza, mas ainda é uma busca por beleza. Os telões tem lá uma imagem bonitinha que fica no fundo, tal, tal, tal. Há um esforço de beleza por meio do telão, que não é o mesmo esforço de beleza do vitral, não é? Só que eu consigo pegar uma grana e comprar um telão. Quem é que faz vitral? Você conhece quem faz vitral? Ou tá aqui no Google aqui. Fábrica de vitral Fortaleza. Tem tem alguém falando que faz vitral? Tá aqui. Alumínio sob medida. Aqui ó, vitral Fortaleza. Tem uma empresa aqui de vitral. Eles não estão fazendo vitral de igreja. É só uma vidraçaria de casa aqui, ó. É uns vidro quadrado daquelas casas que tem cara de loja. Hum. Gente, o vitral de igreja não é uma parada fácil de achar, entendeu? De quem de quem faz. E meu irmão, é um negócio tão difícil que se você achar, meu patrão, pode ter certeza que isso aqui não vai ser barato não, viu? Um orçamento de um vitral. Achei uma empresa que faz vitral, ó. Cliquei aqui. Olha iss aqui faz vitral mesmo de de igreja, ó. Ô, bonito, hein? Tem uns vitralzinho bonito aqui, hein? Mas é feito com IA. Eu não sei se não tem uma foto de um vital de verdade aqui. É só foto de Iá aqui que o cara tá colocando no canal dele aqui. Tô procurando aqui se tem alguma foto real de vitral. Não tem. Ele tá divulgando que ele vende vitral, mas só tem foto feito com i. Não tem uma foto de um vitral de verdade. Será que ele faz vitral mesmo? As fotos de verdade é só cor de loja aqui. Aí, aí é duro. Não é fácil achar quem faça vitral nesse sentido. Eu preferia ter um vitral do que uma janela branca, uma janela normal da minha igreja. Mas quem é que tem esse dinheiro mano? Quem é que tem esse dinheiro para isso? É difícil. Agora vai achar que as pessoas não preferem um prédio bonito a um prédio feio? Claro que as pessoas preferem. Ai um projeto toda a igreja de um projeto de morte do belo. Não, irmão, as igrejas não tem dinheiro para poder fazer uma parada que não é mais tão comum. Ah, mas igrejas antigas, católicas eram tão bonitas. Eram, era a arquitetura da época, era tudo feito com dinheiro do estado, entendeu? Era o dinheiro do estado construindo as igrejas, muita grana estatal vindo de pilhagem de outros países e um monte de trabalho escravo. Um monte de trabalho escravo naquele tempo. Meu patrão, aí você vai comparar aquilo com a as igrejas do dos bairros aqui que juntam um monte de pregado normal juntando uma grana para poder construir um galpão, entendeu? É muito difícil você achar que a gente vai conseguir bater frente com essa com esses prédios mais históricos, né? >> É McDonald's e cinza é casa aparecendo clínica odontológica e o mundo vai ficando cada vez mais feio. E a pergunta fica: por que que Deus se importa com a beleza? Então, essa essa questão do dos McDonald's que antes eram mais bonitinhos e agora são mais assim, vem também de uma estrutura de mercado. Não é de novo um projeto de morte da beleza, é um projeto de aumento do lucro. Porque se o McDonald's aluga a minha loja e depois o McDonald's vai embora e agora quem vai alugar a minha loja, o meu espaço físico é uma concessionária, eu preciso de um prédio que seja versátil bastante para empresas diferentes ali. E muitas vezes os prédios que são alugados por igreja são prédios como esses. Os prédios comerciais hoje são prédios extremamente padronizados. versáteis, justamente para poder receber, certo, o maior nível possível de tipos de empreendimentos ali. Isso deixa o mundo mais feio? Deixa. Isso é ruim? É ruim. Isso faz parte de uma adaptação de mercado, faz. Não é? Não acho que é um projeto necessariamente. Ainda dá para você comprar, sabe, móveis bonitos. Eu, eu tô construindo minha casa nova e tô tentando botar móveis bonitos lá. Me irmão, é uma fortuna. É caro você comprar um móvel que é feito de madeiras que nem são permitidos mais que você use. Hoje é tudo uns MDF velho horrível. Un MDF velho mal feito. Você vai tentar comprar uma poltrona, um sofá, uma parada que é feito bonito. Vamos lá, vamos agir contra a morte da beleza. Seja rico. Seja rico. Se você for rico, você consegue embelezar as coisas. Se você pegar um item caríssimo e comparar com um item barato, é claro que o item caríssimo vai ser bonito. A questão não é um projeto de morte da beleza, é pobreza. As pessoas não tm dinheiro para comprar coisas bonitas, porque para ficar bonito é caro. Para ficar bonito há muita mão de obra envolvida. E quem é que vai pagar? Eu tô vendo aqui o rapaz tá falando nada contra o rapaz, tá? Não tô querendo discordar dele, dele não. Mas as coisas são um pouco mais complexas do que parecem. Ó, a prateleira aqui na na no quarto dele é feia, entendeu? Tem um L, primeiro, tem uma mão francesa aqui aparecendo aqui embaixo. É horrível isso aqui. Feio demais. Preto comprado, sei lá, sei lá onde. Por que que a prateleira dele é mais bonita? Porque que ele não mandou projetar uma prateleira que não tem SL, que seja enfiada na parede, entendeu? Por quê? Porque é mais caro, meu irmão. Certamente é um dinheiro relevante. Ser mais caro, por que que ele não tem um instante zona bonita, sabe? Corneada, aquele negócio todo feito com Porque é uma fortuna. O negócio desse é caríssimo. Por que que ele não tem? Já que ele tá reclamando da morte da beleza, é porque ele não tem dinheiro ou não quis gastar dinheiro com isso. Assim como tem muitas coisas belíssimas que eu adoraria ter na minha casa que eu não tenho porque eu não tenho dinheiro para ter. Por que que as casas parece clínica, né? Porque faz parte de um processo construtivo que às vezes é muito mais barato, entendeu? faz sentido dentro de um determinado ambiente. Às vezes, claro, existe um padrão e uma escolha arquitetônica que vai tomando, vai ficando moda, vai tomando o imaginário das pessoas e acaba para tendo, a casa de rico é assim. E aí, claro, existe o projeto de mostra da beleza que vai se expressando de forma mais subrepetícia na sociedade, né? Que os arquitetos se reuniram e agora todas as nossas casas vão aparecer clínicas e lojas. Então, houve um houve há uma contaminação social por determinado padrão estético que muitos acham pior, outros acham melhor. Os ricos por algum motivo, acham que essas casas quadradonas são mais bonitas. Eu não acho. Comprei uma casa com cara de casa, com telhadinho aparente e tal, muito. Sou muito mais feliz com isso, mas eu não acho que é um projeto, entendeu, de mostra da beleza. Eu acho que muitas essas coisas fazem parte dos ditames de uma sociedade de mercado que não é a mesma sociedade dos séculos passados, que tinha mão de obra diferente, recursos diferentes, estruturas sociais diferentes, acessos a materiais diferentes, muitas vezes até uma lógica de consumo diferente, né? Você comprava um item para durar a vida inteira, né? Você quer ter a mesma poltrona a vida inteira, você quer ter o mesmo sofá a vida inteira, você quer ter o mesmo estante a vida inteira, nem é o que as pessoas querem mais. Você prefere pagar muito mais barato para um negócio que você pode trocar daqui a 5 anos do que pagar muito mais caro por uma coisa que vai durar a vida inteira, que você pode enjoar ou você vai mudar de casa. Você não mora mais numa casa a que é sua, a casa agora ela é alugada e aí as coisas passam por diversas mudanças e acabam quebrando. Existe uma obsolescência programada nas coisas. Então assim, há há muito mais fatores em torno da nossa estética urbana do que simplesmente o projeto da bosta da beleza, entendeu? Em tese, eu concordo com ele, tá? Eu concordo, existe esse projeto, mas a gente tem que complexificar esse assunto pra gente não virar também um monte de bobalhão. Morte da beleza verdade não é isso? Beleza. Pois então, cadê a tua beleza? Cadê a beleza da tua casa? Cadê tu tuas coisas belas? Entendeu? É um projeto de most beleza porque cadê as coisas super belas da sua casa? Não tem porque a gente não tem dinheiro para comprar essas coisas e no antiquário comprar umas paradas de 10.000 conto quando tem a versão quadradinha feinha de R$ 300 na Amazon, entendeu? >> Isso tem coisa muito mais importante para se preocupar. Mas é o que você esquece, meu companheiro, é que a gente tem a tríade aristotélica que define a característica de um bem supremo como sendo verdade, bondade e beleza, sendo inseparáveis. E pra gente que é crente, a gente sabe que esse bem supremo existe, tem um nome claro e tem essas características sendo observáveis durante toda a escritura. >> Então, mais ou menos, tá? Ele corrigiu aqui como platônico, nem sempre o verdadeiro é belo. Às vezes a verdade vai ser feia e às vezes a mentira vai ser bela. Não foi Paulo que disse que Satanás se disfa até de anjo de luz. Satanás se disfarça de anjo de luz. É beleza, é a mentira bonita. Quando a gente olha muitas vezes para lindas catedrais de religiões que não são a nossa. A gente olha pro império que se deu dentro dos mundos árabes. Existe muita beleza sem verdade. O fato de algo ser belo, por si só não representa verdade nem bondade. Há muita maldade bonita quando jovens se apaixonam e entram naquele belíssimo romance e tem a a primeira vez deles antes do casamento, mas é um casal que se ama e tudo mais. Dá para você fazer um uma história, um romance muito belo, uma história agradável, parece muito bom, parece bom demais e é falso, é mentiroso, é maldade travestida. Eu acho muito problemático essa relação que a gente faz entre o que é o belo e o que é o bom e o que é verdadeiro. Esse discurso tem levado gente pro catolicismo. Esse discurso tem levado gente pro islamismo, certo? Tem gente virando católica e virando islâmica pelo mesmo motivo, por um tipo de argumento estético separado da verdade. Por que que eu vou para essa religião? Porque parece bonito, o ritual é bonito, o prédio é bonito, não porque é verdadeiro. Tem um vídeo que a gente fala sobre isso, é uma teologia da estrada que eu gravei em Paris, de frente e dentro da catedral de Notreddame, onde eu argumento sobre como é que a gente lida com o belo, né, de outras religiões, mesmo quando o belo não tá próximo da verdade. >> Mas aí veio umismo, separou as três virtudes e agora a beleza não é mais propriedade objetiva do bem supremo, ela é uma resposta subjetiva do sujeito. Ou seja, a beleza agora tá nos olhos de quem vê, >> tá bem? Também tá, né? Existem aspectos objetivos e aspectos subjetivos da beleza, certo? A estética é tanto objetiva quanto subjetiva. Se a gente joga estética integralmente no subjetivo, a gente tem um problema. Se a gente joga estética integralmente no objetivo, a gente tem outro problema. A estética é tanto objetiva quanto subjetiva. Eu não acho que compreender isso seja virar iluminista, não. >> Sem Deus não precisa mais ser bela. E aí, para desmoronar tudo de vez, a teoria da arte moderna que progressivamente trocou a beleza por ruptura e e provocação. >> Isso existe mesmo, tá dentro do, mas de novo, isso tá dentro do mundo do dessas maluquías, entendeu? Você acha que se não tivesse verba pública existiria essas apresentações de arte disruptiva, não sei o quê. Não existe. Ninguém paga para assistir essas coisas, entendeu? Por quê? Porque ninguém compra essas ideias de verdade. A gente quer ver beleza, a gente quer ver arte, a gente quer ver o bom, a gente quer se emocionar com o que é bem feito. Isso é natural do ser humano. Esse mundo da disrupção é coisa de DC, de universidade e de gente que mama nas treta do estado. Não tem nada a ver com o que realmente é da natureza humana com relação ao belo, não. Que Marca vai até falar que a arte moderna é a consequência de uma cosmovisão que perdeu Deus como fundamento objetivo da beleza. E aí a gente consegue ver o reflexo disso nas paredes dos museus e até nas igrejas modernas. Por quê? Cara, eu eu adoro museu. Eu quando viajo com minha esposa, eu vou muito em museus. Eu vou dizer, tá? Sempre é uma perda de dinheiro em museu de arte moderna. Já teve museu que a gente foi que foi de graça e foi caro demais. Não tem um museu de arte moderna que preste. Eu lembro de duas vezes na minha vida que eu vi arte moderna que foi legal assim. Eu acho que romek é arte moderna. Romek. Homek é arte moderna. Eu acho que é. Não, não. Ele não é considerado um artista de arte moderna. Ele é um dos principais nomes da arte contemporânea e estilo conhecido como iper realitat. Então nem o Romek, dá rom ele tava no museu de arte moderna para tá pelo menos eu quando eu vi Romek foi no Museu de Arte Moderna, mas é muito bom cara colocar aí na tela aí alguns alguns das da do que o do que o Homewek faz, ele faz esculturas a hiper realistas. Incrível, incrível. Fui com minha esposa quando a gente estava recém casado e vê pessoalmente as esculturas do Homek. É um negócio incrível. Aquela cabeçona deitada é famosa aquela obra, aquela cabeçona deitada assim. Eu vi pessoalmente aquela obra lá é muito massa Hw, mas também não é arte moderna. Ach, acho contemporânea. Eu vi no museu de arte moderna, então eu vou manter meu argumento, [risadas] por mais que ele esteja errado. >> Deus valoriza tanto belo, porque o meio também faz parte da mensagem. Por isso que Deus se fez homem para redimir a humanidade. Pelo amor de Deus, eu não tô falando que ser moderno é pecado, que deixa Deus triste, até porque as primeiras igrejas eram assim, mas é muito estranho. A igreja moderna com tanto recurso tá sendo um sintoma de um sistema mundano e não um antídoto para ele. >> Tá aí. Isso é um argumento de verdade. Agora eu não sei, cara, se eu consigo chegar tão longe, sabe? Eu entendo o argumento, valorizo a qualidade do argumento, mas eu não sei se as estruturas atuais das igrejas representam necessariamente o sistema mundano. As igrejas estão tentando conscientemente ou as igrejas são reflexo de uma cultura de disrupção estética. É isso que as igrejas tão tentando fazer, uma disrupção estética. Ele me conta todo mundo tenta enfeitar sua igrejinha, entendeu? Bota lá as coisas bonitinha, o telãozinho lá com a arte, pessoal fazendo as artezinhas bonitinha, as camiseta, entendeu? o a logo da igreja, o ar condicionadozinho, até onde me consta, as pessoas estão tentando beleza, as pessoas estão se esforçando pela beleza, mas dentro de um de um contexto social e econômico, não é, que e cultural até que muitas vezes existe uma limitação, né? Ele falou uma coisa que é interessante, as primeiras igrejas eram assim, né? Mostrei tudo, ele mostrou, né? As igrejas eram em cavernas, as igrejas não tinham esse poder. A igreja não começou como uma igreja preocupada com essas estruturas estéticas. Isso começou a acontecer quando a igreja teve poder de império. A igreja com poder de império foi uma igreja mais preocupada com esses aspectos estéticos. O catolicismo tem isso, porque o catolicismo ainda é um império, né? O catolicismo é um estado, tem um estado católico, é é um é uma religião que tem um presidente, né? Tem um líder civil, né? Sobre um país. Você encontra isso no islamismo porque é império, não é? O protestantismo, o cristianismo bíblico, né? ele não tem poder de império. Então, sem poder de império, será que a gente consegue reproduzir padrões disruptivos no sentido positivo a esses modelos artísticos e estéticos mais contemporâneos? Eu acho muito difícil, muito difícil. Ainda mais quando, por exemplo, a gente pensa nos custos da construção dessas grandes catedrais. Você pega essas grandes catedrais, gente, é dinheiro que vem de vários países, dinheiro do estado e anos, às vezes várias décadas, às vezes mais de 100 anos para construir uma igreja dessa. Então você tem o estado com dinheiro do estado demorando 100 anos para construir uma igreja. E aí tu vai comparar com a galera do bairro que se juntou ali, que precisa de um espaço para congregar e que comprou um telão, entendeu? Eu acho muito difícil, muito difícil. Ó, quanto tempo demorou para reformar, reformar Notridame? Notridame demorou 5 anos, 5 anos para ser reformada, recebendo dinheiro público de vários países, entendeu? Para reformar Notridam. Cadê aquela catedral que foi feita agora? É, quanto tempo demorou a construção da Catedral de Colônia? Cadê aqui? Catedral de Colôia demorou 632 anos para ser construída. El ficou paralisado por 300 anos, né, também. Mas, mas assim, olha ol olha olha ol ol olha do que que a gente tá falando, né? Qual foi aquela que construíram agora, hein? Foi a Sagrada Família. foi que pronto, a Basílica da Sagrada Família em Barcelona terminaram finalmente, mas ainda vai ter algumas partes internas de construção. Demorou 144 anos para construir. Então, quando a gente olha para essas grandes catedrais, a gente fica: "Ah, porque é que a igreja do meu bairro não é assim? Porque que a igreja dos protestantes não é assim?" Gente, é isso mesmo. A gente quer pegar dinheiro público, pegar doações do mundo inteiro e construir um prédio por 200 anos, por 150 anos e dizer que é isso, entendeu? Vamos colocar as coisas em perspectiva, porque se a gente não colocar em perspectiva, a gente não não vai pra frente, tá? De novo, o esforço do belo é uma coisa muito boa. Ir em busca do que é belo, ir em busca da beleza, é Deus acha a beleza uma coisa boa. Deus gosta do que é belo, Deus trata beleza como uma qualidade. Tá tudo bem. Belezar nossas casas, se a gente consegue, é excelente. Belezar nossas igrejas é um esforço muito bom. Faça isso. É uma coisa boa. Uma coisa boa. Eu acho que os discursos sobre isso, geralmente são, sabe? Falta falta um pouco mais de substância na minha opinião. Ou tô ficando maluco. Comenta embaixo aí. você que é que você acha sobre esse debate todo também, tá? Mas Deus gosta do belo, sim, beleza. Faça sua maquiagem, entendeu? Use sua roupinha, use sua roupinha bonitinha, use, come seu suplemento, entendeu? Para você ficar mais bonitinho. Se você tá ficando careca e acha que tá feio, ó, mete manual na sua cabeça, ó, e vem pro lado cabeludo da força. Por que que você tem que ficar com a autoestima baixa? Se você pode melhorar aí, ó, aquilo que deixa incomodado. Você tá chateado com as entradas aí crescendo, com a carequinha do padre aparecendo aqui atrás? Manual é a mais respeitada plataforma de tratamento capilar para homens que nós temos no Brasil. Tudo feito na sua casa. A manual não é um um clube de assinatura, não, não é tratamento médico. 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O diabo sabe de teologia. O diabo é melhor teólogo que nós, certo? Mas o diabo não tem fé. O diabo não tem fé. Ele não acredita de verdade. Ele não obedece. Se nós dizemos que cremos em Deus e vivemos como queremos, nós vamos simplesmente pro caminho do diabo. Jesus disse: "Aquele que me ama guarda os mandamentos. Aquele que me ama guarda meus mandamentos. Aquele que me ama guarda os meus mandamentos. A pergunta é: você ama a Deus? Você prova isso pela cruz que você carrega nas costas obedecendo a ele. Menininha aqui mandou bem demais. Parece uma menininha. Acho que parece não parece a menor de idade, mas parece uma pessoa pequeninha. Sou mal. Sou mau. Beleza. Eu disse aqui ficou engraçadinho. Só, né? Tô, tô medo de falar alguma coisa. Sou a mal sem querer. Só quero sua mal querendo. >> Por que que hoje em dia tem crente em todo lugar? Eu vou te explicar. >> Glória a Deus. Que bom. Graças a Deus. >> De uma forma mais resumida possível. Tem uma passagem bíblica, gente, que diz que o ser humano foi feito por Deus para crescer, multiplicar e dominar a terra. Dominar. Presta atenção nessa palavra. Algumas décadas atrás, uma galera evangélica lá nos Estados Unidos começou a interpretar essa passagem da seguinte maneira. Eles diziam assim: "Olha, a gente tem que dominar a sociedade de uma forma ampla, não só na religião, mas nos chamados sete montes: governo, família, educação, mídia, religião, economia e artes." >> Não só, tá? A teologia dos sete montes não é a única interpretação bíblica que nós temos. nem a majoritária acerca do engajamento cultural, tem vários outras correntes de engajamento cultural. Você vai ter dos mais radicais a teonomia, você vai ter o neocalvinismo holandês, você vai ter outros caminhos de engajamento que não são só a teologia dos sete montes, tá? E aí diferentes tradições evangélicas vão se unir nessa mobilização. Isso era para combater esse movimento de secularização dos últimos anos. Ou seja, o avanço do feminismo, do direito dos gays, na época nem se falava em movimento LGBT, do ensino laico nas escolas, essa coisa toda. E aí isso vai ganhar força em torno de um cristianismo que vai ser um cristianismo de direita, conservador, em defesa dos bons costumes. Lembrem que o movimento político bem importante que antecedeu o golpe militar, a ditadura aqui no Brasil em 64 foi a marcha da família com Deus pela liberdade. E aí, já no final da ditadura, aqui no Brasil, ainda lá nos anos 80, pastores como Manuel de Melo da Igreja Brasil para Cristo vão defender a ordem e o progresso dos militares. O jornal Mensageiro da Paz da Assembleia de Deus vai exaltar os valores como a submissão dos civis e a autoridade dos militares como uma base bíblica. E já faz muitos anos, a gente vê aqui no Brasil também pastores como Silas Malafa, Marco Feliciano, Edir Macedo ocupando TV, jornais, rádio, enfim, vários espaços nesse projeto de dominação. Agora eu vou dizer o seguinte, essa questão da subserviência na ditadura é realmente uma mancha negra na história de algumas denominações, fica o registro, mas do de resto aqui eu acho que ele tá fazendo descrição, ele tá só descrevendo com muita integridade aqui, tá? Ah, por mais que eu acho, não sei, me parece que ele seja um crítico, né, dessas coisas, desses movimentos, é uma descrição muito correta do que realmente acontece, do que realmente do que realmente somos, não é? como igreja, queremos nos desenvolver na sociedade, queremos servir a sociedade. Existe um projeto relacionado a isso. Esse projeto tem certas características dentro dos círculos neopentecostais, mas não é o único projeto que existe. Existe, mas também é um projeto conservador, obviamente, de engajamento social. >> Vejam então que a gente importou dos Estados Unidos isso que vários pesquisadores vão falar e vão chamar de uma teologia do domínio. Não é toa que as igrejas mais modernas, mais descoladas, mais jovens agora se chamam church. >> Então agora ele ele me perdeu, me perdeu aqui com dois erros, tá? Um é achar que as igrejas chamarem church faz parte de algum tipo de de importar uma teologia do domínio americano. Não é. É só marketing, é só marketing com jovem. Só isso. A galera usa os nomes em inglês, bota church porque é legal. Só isso mesmo. Tem nada a ver com teologia do domínio americana. Segundo, teologia do domínio é o termo técnico na teologia para falar de movimentos mais teonomistas, né? Movimentos que acreditam em um tipo de domínio político, não de influência política, mas de domínio político. Por outras vezes. Teologia do domínio e teologia do Sete Montes, por exemplo, são teologias diferentes, né? Não são a mesma coisa. né? Existe um uma falha conceitual aqui por desconhecimento teológico. Existem teologias do domínio no sentido mais amplo, dá para usar assim, se quiser, mas não parece o jeito que ele tá usando. Ele tá usando como uso teologia do domínio até entre aspas, né? E usa no singular, né? Então ele tá seria uma referência a um tipo de movimento diferente do dos sete montes. Não tem nada a ver com as igrejas mais modernas, Churchs, elas não são igrejas teonomistas normalmente, >> né? Esse domínio ele de fato aconteceu, ele tá acontecendo. A gente tem desde novelas bíblicas a sex shops evangélicos que não tem nada com tem nada a ver comologia do domínio nesse sentido, né? Tem a ver com a participação de evangélicos na sociedade. Os evangélicos fazem parte da sociedade e por serem parte da sociedade eles têm influência social também. O que aconteceu, eu acho que seria uma visão muito mais madura da mudança social relacionada aos evangélicos, foi um crescimento evangélico muito forte, o que gera um um um susto na sociedade. O Brasil tem a maior história de crescimento evangélico do mundo, até onde me consta. A gente virou mais de 1/4, quase 1/ça, muito rápido, o que faz com que aquilo que antigamente era dominado para um ambiente católico barra laico, agora também tem uma participação evangélica muito grande. E o evangélico no Brasil, ele não é tão pietista como em outros em outros contextos. A gente saiu de um ambiente muito pietista para um ambiente mais integrado na sociedade. O que vai gerar, não é, essa participação civil de evangélicos na sociedade, sem ser parte de um projeto de poder necessariamente. Pelo contrário, faz parte de um tipo de expressão pública da própria fé do indivíduo protestante. Eu acho que a leitura dele é é verdade, só até a página dois, é verdade sobre ambientes muito específicos, lugares muito específicos, não é o que explica o a pergunta que foi colocada aqui. Por que é que hoje em dia tem crente em todo lugar? A resposta é muito simples. É porque tem mais crente no Brasil. É só isso mesmo. A gente faz parte da sociedade. >> É importante a gente entender que nada disso é natural, espontâneo, orgânico. Isso tudo é um projeto que tem interesses profundamente ideológicos por trás. >> Aí é teoria da conspiração, né? Teoria da conspiração. >> Justamente eles que se dizem lutar tanto contra ideologias. Já tinham parado para pensar nisso? >> Já par, já pensei muito nisso. Eu acho que você tá errado. Imposto na Alemanha. Como é que é isso? >> Você sabia que aqui na Alemanha o seu dízimo ou Kenoia é debitado na sua folha de pagamento como imposto oficial? Se você é um membro registrado na Igreja Católica ou na Igreja Evangélica, essa taxa ela varia em torno de 8 a 9%, dependendo da região. Essa taxa ela é cobrada não em cima do valor bruto ou neto do seu salário, mas em cima do valor que você paga de imposto pro país. Ao se registrar como morador aqui na Alemanha, você se declara católico ou evangélico, automaticamente essa taxa, ela vai passar a ser cobrada na sua folha de pagamento. Caso você se declare ateu, [música] isso não vai acontecer. Se você é de religiões ortodóxicas ou islã, [música] essa taxa também não vai ser cobrada para você. É só para quem é evangélico ou católico. Caso você não queira mais pagar esse imposto, não é simplesmente não vou mais pra igreja e tá resolvido, não. Você precisa ir num cartório, pagar uma taxa e abrir um processo de saída, o que pode fazer com que você perca o direito de batizar, ser padrinho, casar na igreja. Coisas como essa podem acontecer. [música] E aí, você sabia disso? >> É, é, é muito comum isso aí. hã, em países que o estado não é laico, que o estado é confessional e que existem igrejas estatais, de alguma forma você paga o seu dízimo por meio do estado. Muito comum. E tem pessoas que nem são eh cristãs que pagam o esse tipo de de dízimo, né, justamente para por causa do papel humanitário das igrejas e tal. Eu tinha eu tinha ouvido falar nisso já, bem interessante. Não gosto, mas bem interessante porque faz parte dessa ligação muito íntima entre igreja e estado que é muito comum em muitos países na Europa. Mandaram aqui falando do Luís Gonzaga. Agora eu fiquei curioso >> porque quando eu chego lá no no interior, o camarada não quer ouvir falar de Jesus, mas ele quer ouvir a Sofona tocando, né? Porque quando ele escuta a Sofona tocando, tem uma uma música que foi inclusive até feito em junto com o pastor Colom assim, ó. É uma resposta questionamento Luiz Gonzaga, né? Luiz Gonzaga fala: "Quando olhei a terra dente na fogueira de São João, eu perguntei a Deus por tamanha [música] judia san ele tem, né? Famosa branca, né? Aí o pastor C fez uma resposta, né? e fala assim: "É por causa do pecado de um povo muito ingrato, [canto] que rejeitou o amor [música] de Deus quando mandou seu filho amado. Rejeitou [música] o amor de Deus quando mandou seu filho amado. Se o povo arrependesse [canto] [música] e a Deus pedir perdão, ele restaura a tua sorte [música] e manda chuva pro meu sertão. Ele restaura a [música] tua sorte e manda chuva pro sertão. [música] Então imagina, eu chego no sertão. Meu nome é Luís Henrique Silva da Penha. para eu chegar junto do pessoal, o pessoal perguntou: "Como é teu nome?" Eu digo: "É Luiz". Falou: "Oxe, Luiz é o Gonzaga". Aí eu disse: "Oxe, queria eu". Ela falou: "Cab inteligente, sabia daquele". Aí eu vou e toco asa branca ali, né? Aí tocas branca. Aí quem aí eu pergunto quem foi que respondeu a ele essa pergunta? Por que que acontece isso? Você faz aí mesmo. Então assim, o sertanejo ele gosta de conversar. >> Cara, que legal, que bonito. Evangelismo com muita inteligência. Só não sei se ele dá para prometer chuva pro sertão, né? Assim, se o pessoal se arrepender, vai ter chuva no sertão. Dava para dizer que era chuva pro coração, né? Alguma coisa assim. Mas aí já sou eu querendo, né? Pegar aqui, ficar de picuinha com com bobagem que eu não vou também pr assim, se fosse um caba sentado no escritório falando isso aqui, eu ia ficar corrigindo. É o caba que tá indo pro sertão cantar pro sertanejo tocando sanfona. Vai passar por cima. Eu vou, eu vou, entendeu? Passar pano. S di: "Ah, eu quero passar pano". Eu ten coisa, tem coisa que tem que passar pano mesmo, pô. O cara tá lá porque tem uma coisinha que eu acho que é uma imprecisãozinha teológica no no serviço que ele tá fazendo de evangelismo pros sertanejos. Vou nada, vou nada. Deus abençoe, Deus use. Toca bonito, viu o seu Luís aqui. Que legal. Gostei, gostei muito. Achei muito bonito. Tô muito feliz de ter visto isso hoje. E já que tivemos um vídeo bom, vou encerrar no vídeo bom para manter nossa alma lavada e feliz, tá bom? Se você gosta desse tipo de vídeo, se inscreve no canal e acina as notificações para ficar sabendo pr novo aí na manual. uso cupom teologia para você trazer beleza pra sua cabeça. E lembre, tem vídeo aqui todos os dias. Então sempre volta aí que eu quero ser o seu companheiro de almoço. Um cheiro [música] no seu cangote e até a próxima.