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ZELO SEM BURNOUT – PAULO VALLE | PODCAST VIDA NOVA #96

ZELO SEM BURNOUT – PAULO VALLE | PODCAST VIDA NOVA #96

ZELO SEM BURNOUT – PAULO VALLE | PODCAST VIDA NOVA #96

🎙️ Já está no ar mais um episódio do Podcast Vida Nova!

Neste episódio, conversamos com Paulo Valle sobre o livro Zelo sem Burnout, de Christopher Ash.

Ao longo da conversa, exploramos os desafios do ministério pastoral e a importância de cultivar uma vida equilibrada e saudável, abordando questões como:

🔥 O que é o burnout e por que tantos líderes cristãos enfrentam esse desafio?
🛌 Como conciliar zelo pelo ministério com descanso, limites saudáveis e cuidado pessoal?
⛪ Quais são os sinais de que o excesso de trabalho está comprometendo a saúde emocional e espiritual de um pastor?
❤️ Como servir a Deus com fidelidade sem permitir que as demandas do ministério levem ao esgotamento?

Uma conversa essencial para pastores, líderes e todos os que servem na igreja, mostrando que o chamado ministerial não exige uma vida de exaustão, mas uma dedicação que caminha lado a lado com sabedoria, descanso e dependência de Deus.

Adquira o livro: https://www.vidanova.com.br/livros/zelo-sem-burnout

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Legendas automáticas:

E aí, eu sou Saor Lucena e seja
bem-vindo ao podcast da editora Vida
Nova. Você já se deparou com o termo
burnout? Já ouviu falar disso? Você já
passou por isso? Afinal de contas, o que
é o burnout e como é que nós podemos
lidar com ele? Quais as principais
causas? [música] Como o ministério
pastoral é tantas vezes afetado por esse
problema? E não somente ele, mas também
outros tipos de trabalho são também
alvos dessa questão, levando pessoas de
diversos ambientes a ter essa
dificuldade em sua vida. Se você quer
entender sobre como manter uma vida
zelosa e dedicada ao Senhor e ao mesmo
tempo não se desgastar ao ponto de cair
num burnout, você vai tirar bom proveito
da leitura desse livro aqui e também da
conversa de hoje com o Paulo Vale.
Então, se você gosta de conversas assim,
se inscreva aí na sua plataforma
preferida de podcast, deixe seu like,
comentário para nos dar um feedback e
após terminar o episódio, nos ajude
compartilhando com outras pessoas. Vamos
então à nossa conversa de hoje. Paulo,
seja muito bem-vindo ao podcast da
editora Vida Nova. É um prazer ter você
aqui com a gente mais uma vez, meu
irmão.
>> Ah, prazer é todo o meu sabor poder
estar junto contigo novamente nessa
nessa tarefa e eu espero que [música]
tenhamos um tempo aí bastante agradável
e e edificante.
>> Maravilha. Com certeza. Se Deus quiser,
se Deus estiver aqui nos conduzindo, vai
ser sim. E meu irmão, eu queria que você
começasse se apresentando pro pessoal,
porque ainda que já seja, eu já até
perdi a conta, Paulo, terceiro, quarto
podcast que a gente tá gravando, você
sabe dizer que eu mesmo já perdi,
>> acho que três ou quatro aí, né? Três ou
quatro.
>> Pois é, muitas conversas boas gravadas
já pro pessoal ouvir.
>> Mas diante disso, eu queria que você se
apresentasse, porque ainda assim às
vezes é alguém que tá chegando pela
primeira vez. Então, fala um pouco aí do
que é que você tem feito, meu irmão.
>> Tá, Joia. Eu sou Paulo Vale, a pastora,
34 anos.
casado comis e pai de três filhos, né, e
também já dois netos e mais um a
caminho. Ah, tenho servido há mais ou
menos aí 21 anos e meio eh, na que hoje
é Igreja Batista do Redentor aqui na
cidade de Volta Redonda, ah, que é fruto
de um de uma plantação que Deus eh nos
permitiu eh começar a nesse período, né,
nesse tempo há 21 anos e meio atrás.
Ah, tem sido um prazer servir aqui a
igreja de Cristo a aqui em nossa cidade,
mas também de alguma maneira servir a
igreja de Cristo no Brasil.
Ah, Deus me tem dado também a bção, né,
o privilégio de lecionar teologia já há
alguns anos e nos últimos 14, 13, 14
anos, lecionando ali também no seminário
Marter, eh, disciplinas relacionadas a a
ao Novo Testamento, né, como Introdução
às epístolas e o grego. Então tem sido h
um tempo bom que Deus me tem concedido
de poder servir. E eu sou muito grato a
Deus por esse privilégio e grato,
obviamente, por poder servir através
aqui do podcast da Vida Nova, né? Ah, de
maneira que outros irmãos mais sejam
também abençoados por aquilo que a gente
considera aqui.
>> Amém. Amém. E vamos falar desse assunto
que é muito pertinente. Pertinente para
mim, pertinente para os que estão nos
ouvindo, pertinente para alguém com 34
anos de ministério. Muita coisa aí, né,
de história. Muito legal. Então, vamos
falar desse livrinho curtinho, né? Um
livro pequeno que tamanho da da minha
mão, curtinho, poucas páginas, mas muito
eficiente em suas palavras. Ele não nos
causa um burnout na leitura, né? Não,
não corre esse risco. É bem é bem
tranquilo. Mas justamente eu acho que
essa é a pergunta inicial. Ainda que
tenha sido um termo que se popularizou
nos últimos tempos, muitos ainda não
sabem exatamente o que é o burnout. E
como o título do livro é Zelo sem
burnout, a primeira pergunta que eu
quero fazer a você é: o que é que é esse
burnout? Qual é o problema sobre o qual
o livro está falando aqui?
Então, burnout, na verdade, tem sido
conceituado, definido como uma síndrome,
né? ah, que possui naturalmente aí um
conjunto de sinais e também de sintomas
e que basicamente se evidencia ah pela
exaustão extrema, não é, ou pelo
esgotamento que pode ser tanto físico
quanto mental, embora obviamente não dê
para determinar quem puxa o quê,
>> se o esgotamento físico puxa o
esgotamento mental ou se o esgotamento
mental puxa o esgotamento físico. O que
se sabe é que esse esgotamento ou essa
exaustão, ela é provocada pelo stress
ligado, por exemplo, a atividade
profissional, ao trabalho, né?
>> Uhum. E [limpando a garganta]
normalmente as pessoas que são hã
acometidas dessa síndrome tendem a se
distanciar, por exemplo, emocionalmente
eh de outras pessoas e até mesmo do
próprio trabalho em si, da atividade,
vamos dizer assim, e acabam também
vivendo a debaixo de uma sensação de
improdutividade profissional. E no caus
no caso do do zelo sem burnout, do Dr.
ele acaba tratando a do desse problema,
desse esgotamento, dessa exaustão no
contexto do ministério pastoral, embora
obviamente possa ser aplicado a outros
serviços cristãos, a outros ministérios
cristãos, mas a o foco do autor é o
ministério pastoral, demonstrando que
esse esgotamento eh inclusive é muito
mais comum do que a gente pode imaginar
entre os pastores, né? Então o burnout
seria basicamente esse esgotamento de
caráter físico e emocional ligado à
atividade profissional.
>> Sim, até porque como você falou, uma das
principais causas é o stress em geral. E
se tem um trabalho que a gente tem que
ter cuidado com os níveis de preocupação
e estress a vida ministerial. Não é
verdade? A gente tem que ter cuidado com
isso. Inclusive, meu irmão, você já
passou por algo semelhante, por algo que
poderia ser classificado como um burnout
ou conhece a história de pastores que
passaram por isso?
Então, Saur e e irmãos, eu no ano de
2018, eh, embora eu não tenha recebido
um laudo, vamos dizer assim, técnico,
né, profissional, por exemplo, de um
psiquiatra que atestasse o burnout, eu
experimentei muitos desses sintomas que
hoje estão ligados ao burnout e que à
época era já eram apresentados inclusive
como como evidência de burnout por
muitos muitas linhas de estudos. da
psiquiatria, né? Por exemplo, eu tinha a
na minha rotina eu dormia poucas horas,
então de três a 4 horas por noite. Eh, e
isso durou ah durou muitos meses, muitos
meses. E aí, obviamente, como eu não
descansava devidamente à noite, eu vivia
cansado durante o dia e a produtividade
era baixíssima, né? Isso ligado a a a ao
Ministério Pastoral também, já que nessa
época eu também exercia docência eh num
contexto de escola, né? Eu era professor
também. Ah, e de alguma maneira eu
estava afetado, né? De de de modo que ah
eu cheguei inclusive a perder o senso do
sentido do trabalho de acordo com o
ensino das escrituras, né? O trabalho
como uma bênção de Deus. ah, o trabalho
passou a ser um peso enorme para mim,
né? Ah, eu não tinha satisfação naquilo
que eu fazia, nem mesmo no que
respeitava as questões ligadas ao
ministério. Eu fazia porque, de fato, eu
precisava fazer. Eu tinha demandas, eu
tinha exigências e eu precisava cumprir
com as demandas e com com as exigências
naturais do próprio ministério. Então,
eu não queria me furtar do dever
ministerial, mas eu não estava bem. Eh,
eu passei um um período h muitos meses
eu não estava realmente bem, né? Embora
volto a dizer, eu não tivesse atestado
ali nenhum laudo que que comprovasse o
meu burnout. Mas assim, as evidências
elas eram eh enormes. Eh, eh, e aquilo
que me acompanhava como esses conjuntos
de sinais e sintomas que pertencem ao
burnout, eles estavam eles eram
claramente vistos na minha própria
experiência. E aí, consequentemente
foram muitos meses de de luta contra o
burnout, mas também, graças a Deus, com
o passar do tempo, as coisas foram se
reajustando e e aquele aquele vigor que
eu não tinha, aquela expectativa que eu
já não tinha, eh, passam a ser
reajustadas e as coisas começam a tomar
um bom rumo eh novamente. Mas não apenas
eu eh tive essa experiência, mas eu
também conheço eh muitos pastores que
enfrentam ou que enfrentaram esse esse
esgotamento. Conheço até alguns que
deixaram o ministério para cuidar da
própria saúde, né? É claro que alguns
desses, alguns poucos desses que
deixaram o ministério para cuidar da
saúde retornaram, estão aí à frente de
igrejas, estão pastoreando, outros estão
auxiliando pastores no contexto da
igreja.
Eh, mas outros, talvez a maioria, ah,
preferiram buscar aí alternativas
a voltar, no caso, pro ministério
pastoral, né? Porque no caso desses, ah,
os estragos provocados pelo burnout
foram estragos enormes, né, com
desdobramento não somente na saúde
física, mas também na saúde familiar,
ah, nas questões familiares propriamente
dita, né? Então assim, a os últimos anos
demonstram claramente para mim, mas
tenho certeza que não somente para mim,
ah, como o Bornout eh a capacidade que o
Bornout tem de realmente fazer com que a
gente pare e que a gente ah deixe de
produzir, vamos dizer assim, mais
efetivamente, conforme aquilo que o
próprio evangelho de Cristo ah propõe
para nós pastores, né?
>> Olha só que coisa, né, irmão? Eu acho
que é importante esse testemunho aqui
para mostrar que o burnout não é só uma
coisa de ah, um pastor desconhecido que
a gente viu num livro de um contexto
americano.
Esse livro é pertinente porque ele não é
só para pessoas distantes de nós. Muitas
vezes é para nós mesmos, ele é para
pessoas que estão ao nosso lado. E às
vezes não é nenhum algo que a gente já
experimentou. Por exemplo, eu nunca
experimentei o burnout em si, mas eu
lembro de ter lido a versão inglês desse
livro ainda antes dele ser lançado pela
Vida Nova. Eu li em 2020 e eu tava indo
mais nessa eh nesse espírito da de
passar 3 4 horas só dormindo e dar conta
de filho pequeno e trabalho e igreja e
família e você começar a se sentir
esgotado. Esgotado. Exatamente assim. Eu
não entrei nesse final de ficar sem
energia, mas acho que Deus usou muito
esse livro, inclusive para abrir meus
olhos sobre alguns princípios
importantes sobre os quais, inclusive
vamos falar aqui ao longo dessa
conversa. E eu espero que esse livro
seja bênção, né? E essa conversa também
seja bênção na vida de outras pessoas,
da mesma forma que foi para mim esse
esse livrinho aqui. Eh, agora, uma coisa
que algumas pessoas podem pensar é que a
causa do burnout é o stress por um zelo,
certo? Então, a questão é como é que dá
para ter esse zelo sem o burnout? O
zelo, a pergunta então é, é o zelo que é
um problema? Se sim, como conciliar
quando a gente vê a escritura nos
chamando ao zelo? O Senhor nos chamando
a ser zelosos. A Bíblia nos dizendo para
oferecer a nossa vida como sacrifícios
vivos, né? Santo e agradável eh ao
Senhor. Como é que nós podemos fazer
isso? Dá para fazer isso sem cair num
burnout?
>> Ah, eu eu acredito que a o zelo em si,
ele jamais será o problema. ser zeloso
não significa
eh eh que isso nós estamos gerando um
problema, por exemplo, como bornout, né?
E um ponto que também eu julgo
importante é que muitas pessoas têm
enormes dificuldades de entender eh
essas doenças, né, que são de caráter
emocional, eh como se fossem problemas
espirituais. Então são duas questões que
eu acho que a gente precisa considerar.
A a experiência do burnout, ela não é
uma experiência simples, ela é uma
experiência dolorosa para quem passa
pelo burnout, bem como também por
aqueles que convivem com pessoas que
estão passando pela experiência do
burnout. A família sofre e e a igreja
eventualmente também sofre quando ah
temos, por exemplo, líderes que estão
experimentando burnout. Mornout não é de
fato uma brincadeira, não é coisa da
cabeça de pessoas espiritualmente
fracas, é uma doença, é uma
descompensação química que precisa ser
tratada. E acho que esse ponto é
extremamente importante porque talvez
agora a gente esteja passando de uma
fase de conceituar essas doenças
psíquicas como problemas espirituais e
parece que nós estamos começando a
entender que na verdade são doenças eh
eh emocionais que se desdobram na nossa
vida. Então, ah, particularmente com
relação ao zelo, se a gente quiser aí
uma precisão conceitual, eu eu
particularmente acho que a ele jamais
será um problema, porque quando ele se
torna um problema, ele se torna um
problema exatamente pela falta de zelo,
exatamente por não se ter o zelo, né?
Ah, pensando, por exemplo, na nossa
vocação ministerial,
a gente pode admitir que Deus quer que
nós sejamos zelosos e ele quer que nós
realizemos adequadamente o serviço ao
qual a gente foi chamado realizar, a
obra do ministério propriamente dito,
né? Agora, é claro, a gente não pode
fazer esse serviço, a gente não pode, de
fato, servir ao Senhor e à Igreja de
qualquer maneira ou a partir das nossas
ideias, dos nossos achismos, né? De
fato, a gente precisa empregar tudo o
que Deus nos dá para servi-lo, mas não
nos esquecermos de que nós somos pessoas
limitadas.
Nós temos limitações e e como bem lembra
o Dr. Ash aqui na na sua na sua obra,
nós somos pó. Nós somos pó. Eh, Deus é
Deus, mas nós somos pó. E como pó,
naturalmente, nós somos limitados, né?
Isso nos faz lembrar que temos limites e
quando agimos agimos de maneira a
extrapolar esses limites, nós pecamos
contra Deus e deixamos de lado o zelo.
Então o zelo, ele jamais pode ser
entendido como uma coisa que vá ah,
vamos dizer assim, ser responsável pela
questão do Bornutico. Se nós entendemos
o que é o zelo bíblico, aquilo que o
evangelho nos ensina sobre o zelo
cristão, ele jamais jamais nos a a nos
levará ou criará o ambiente ah próprio
ah para o burnout. Ah, o que eu
particularmente penso é que a ausência
do zelo é que provoca todas essas
questões naqueles que eventualmente
experimentam aí o burnout.
>> Uhum. Isso é isso é interessante, né?
Esse lado do zelo, como também esse
cuidado para continuar servindo ao
Senhor, não é verdade, né? de usar bem
os recursos do Senhor e não esgotá-los
de uma vez, de uma maneira que a gente
não possa continuar investindo no
Senhor, no serviço ao Senhor, no serviço
aos outros. Ah, o livro inclusive vai
falar, né? A gente mencionou o sono, por
exemplo, você falou de dormir 3, 4
horas. Ah, mas não é só ele. Eu até
quero falar um pouco mais sobre esse
aspecto em específico depois, mas ele
fala do sono, do descanso, do corpo, das
emoções,
ah, como temas que, por mais que sejam
muito comuns, como temas que são
profundamente espirituais. E como é que
esses temas são espirituais? Essa é a
questão. Porque tem gente que acha que a
vida cristã se resume a se você tá
orando e lendo a Bíblia.
E como essas questões tão comuns são
espirituais também.
>> Uhum. Então, ah,
nós precisamos entender que ah, de
acordo com as escrituras, inclusive, né,
o sono e o descanso são bênçãos de Deus.
Deus nos dá essas bênçãos. E quando nós
insistimos em, por exemplo, não dormir,
como por exemplo, os mais jovens gostam
de fazer, né? não dormir, gastar aí
horas durante a madrugada, eh, vendo
coisas, assistindo coisas, enfim, nós
deixamos de receber os benefícios que o
próprio sono e o descanso trazem, né? A
gente não pode esquecer que a o sono e o
descanso são de fato reparadores, são
bênçãos reparadoras, né, que Deus nos
dá. Eu particularmente gosto de vez em
quando de lembrar aí pelo menos de duas
passagens bíblicas, né? Ah, por exemplo,
a primeira lá no salmo eh, capítulo 3,
do verso 5, que diz: "Eu me deito e
durmo e torno a acordar, porque o Senhor
é quem me sustém". Ah, um outro salmo
também importante, também conhecido, né?
Salmo de número 127,
lá no verso 2, ele vai dizer as
seguintes palavras: "Será inútil
levantar cedo e dormir tarde,
trabalhando arduamente por alimento. O
Senhor concede o sono àqueles a quem ele
ama." Então, observe que o sono, do
ponto de vista bíblico, é de fato uma
bênção que Deus nos concede, né? E se o
nosso sono eh eh não for um sono
adequado, ajustado, conforme as nossas
necessidades pessoais, isso vai afetar
tudo mais. Por exemplo, vai afetar o
nosso descanso. O nosso descanso estará
descontrolado, consequentemente, o nosso
corpo será afetado e em decorrência
disso tudo, as nossas emoções também
serão afetadas. Então, ah, quando a
gente pensa no sono, no descanso, no
corpo, nas emoções, eu diria que o sono
é o grande, a grande bênção ou grande a
o grande vilã ou a grande vilã dessa
história, né? Porque o o sono ele pode
uma vez reparador, ele vai trazer
benefícios do descanso, de uma saúde e
das emoções também ajustadas. Mas se o
sono não for ajustado, isso vai
desencadear uma série de questão
questões, né? Ou seja, se todas essas
coisas, uma vez ajustadas, elas servem
também para honrar a Deus. Porque se
Deus dá o sono a quem ele ama e nós
somos amados por Deus, nós precisamos
entender, então, que ao dormirmos nós
estamos honrando a Deus a partir da
bênção que ele nos dá.
>> Estamos recebendo o presente com
alegria, né? não es
>> com alegria e como bons mordomos, como
bons administradores daquilo que Deus
dá, porque talvez um um grande desafio
nosso é de fato sermos bons mordomos
ah do sono.
>> Uhum.
>> Do sono, né? O problema é que você disse
bem no início, a nós eh configuramos
vida espiritual com oração e leitura da
Bíblia ou ir à igreja, né? E que
basicamente as pessoas pensam, né? E
esse é um problema, porque julgamos que
apenas essas coisas são coisas
espirituais. Ah, mas não somente elas
são espirituais. O descanso, ah, o sono
também são coisas espirituais,
principalmente porque fazem parte da
própria criação.
Da própria criação. A Bíblia é clara em
nos mostrar que, por exemplo, depois de
seis dias de trabalho criativos, Deus
descansou.
>> Uhum. E esse é o fundamento para o que
para o que Deus vai revelar ao povo de
Israel por meio de Moisés, falando do
sábado, né, do descanso do sétimo dia,
né, e lembrando que o descanso foi dado
antes do pecado entrar no mundo, né?
Então você tem esse esse princípio ali
biblicamente estabelecido. E o sono,
obviamente, tem um poder reparador.
>> Com certeza.
>> Uma pessoa cujo sono é adequado leva
grande vantagem em relação a quem não
dorme bem.
>> Sim, com certeza. é de fato um grande
antídoto contra o burnout, por exemplo.
>> Uhum.
>> Por isso, pastores precisam dormir.
>> Uhum.
>> Pastores precisam dormir.
>> E qualquer coisa diferente disso, Sim. E
qualquer coisa diferente disso é
sacrifício sem sentido.
>> Sim.
>> Eh, não, não, não faz sentido, né? E
aumenta inclusive as limitações
pastorais que já são naturais em todo em
todo o ser humano, né? Com certeza. O
sono é uma bção, mas é um o sono, uma
vez não administrado adequadamente, vai
desencadear aí
>> é
>> uma uma série de de problemas pra gente.
>> Com certeza. E eu acho que é importante
a gente enfatizar que nós não estamos
aqui estimulando a preguiça, que é algo
que a escritura também condena.
ou não aproveitar a bção do sono, mas
condena a preguiça.
>> Agora, o problema é quando a pessoa não
entende o quanto que ela precisa do sono
dentro do que é padrão, dentro do que é
um adequado para que ela consiga servir.
E alguns até podem estar dizendo: "Não,
mas a pastor Paulo aí falou de 3, 4
horas, eu durmo 3 4 horas e eu me sinto
bem. Eu já ouvi pessoas falarem algo
parecido." Só que aqui, pastor, eu até
eu até falo uma coisa, sabia? Eh, e eu
não lembro, eu confesso, eu li em 2020 o
livro, né? Então eu não lembro tão
recente assim, se foi ele ou se foi em
outro local que me despertou para um
princípio, que é às vezes, não tô
dizendo que todo mundo é assim, mas
grande parte eh está acostumado a dormir
pouco e diz: "Não, mas eu tô acostumado.
Eu me sinto bem. Eu durmo 4 horas, 5
horas e eu estou bem". A questão é que é
como se fosse aqueles celulares. Você
pega, por exemplo, um iPhone, ele tem a
questão da saúde da bateria, né? E aí
você põe ele para carregar e pronto, ele
chegou a 100% da bateria. OK? Mas ele já
tá com a bateria gasta, ele tá agora
chegando a 80%, então quando você chegou
a 100, ele tá a 80. na verdade tá com 80
do que era o padrão.
>> E aí o princípio foi quem tá dormindo 5
4 horas por dia e dizendo que tá bem, é
porque agora se acostumou a, na verdade,
carregar a só até 80, achando que é tudo
que tem para oferecer. Ele nem sabe mais
o que é estar realmente 100% revigorado,
porque ele não dorme regular
normalmente.
>> Então isso foi uma coisa que me acordou,
inclusive, porque eu tinha essa
tendência de, ah, eu vou dormir só 5
horas para conseguir ler mais, produzir
mais, aconselhar mais, né?
[limpando a garganta]
>> É. O E o problema também, Saur, é que eh
normalmente nós vamos ouvir isso de
pessoas mais jovens.
>> Aham.
Normalmente você não escuta, por
exemplo, uma pessoa que regula idade
comigo na casa dos 50, né, já partir dos
60, eh, dizendo que 3 4 horas de sono
vão ser são suficientes. Eu, por
exemplo, eu eu consigo descansar bem e
eu acho que isso tem um pouco a ver com
até mesmo a minha fase, né, da minha
idade, eu consigo descansar bem entre 6
e 7 horas de sono. Eu acordo bem, eu
acordo bem, 6 a 7 horas de sono, já não
durmo mais. Ah, como eu dormia 8 horas e
na adolescência 10 horas, 12 horas, né?
Sente [risadas] dó.
>> É adolescente.
>> Isso não não cabe mais para mim, né? Não
cabe mais para mim. De 6 a 7 horas de
sono para mim, ah, de fato tem sido
suficientes, né? Ah, agora a
reincidência de uma pessoa mais jovem de
pouco tempo de sono, eh, vai chegar uma
hora que a conta vai vai chegar a conta,
sabe? vai ter um momento em que a ponta
vai chegar, que é quando o próprio corpo
ele vai denunciar algumas coisas que
hoje não são tão claras para aquele que
dorme 3, 4 horas e a princípio, de
acordo com os padrões que ele utiliza, a
produtividade. Então é um risco que a
gente precisa precisa, precisa correr. E
um ponto importante aqui que a gente não
precisa correr, na verdade, né? Um ponto
importante aqui, Saul, é que eu não
mencionei naquele período de burnout e
que posteriormente desencadeou ali uma
um transtorno de ansiedade, é que a
minha a minha a a minha experiência, na
minha experiência, o sono, o reajuste do
sono foi curativo.
Curativo. Eu eu eu eu Você pode depois a
eu te passo o número da da, por exemplo,
da minha esposa e dos meus filhos, os
números, para que você ligue para eles e
pergunte: "O que ocorreu comigo quando
eu consegui, pela graça e bondade de
Deus e ajuda de irmãos, a regular o meu
sonho?" Eh, reajustou toda a minha vida.
E graças a Deus, desde 2019, 2000,
talvez, talvez um pouco mais à frente,
2020, 2021, eu consigo dormir bem. Eu
consigo dormir bem, coisa que eu não
tinha antes. E eu atribuo, eh,
materialmente, eu atribuo ao sono o
reparo da minha saúde emocional. Eh,
como eu falei, eu não durmo muito de 6 a
7 horas, mas o suficiente para manter
bem o meu dia, para viver bem o meu dia.
Eu acordo bem
>> e e graças a Deus por isso. Então, o
sono tem um papel muito importante e ele
tem um papel reparador que muita gente
ignora.
>> Ah, até pra gente pensar, né, numa
questão que, ah, não é espiritual, mas é
a ver com a nossa vida. Nós somos
espírito, mas nós somos o corpo também,
né? Eh, os atletas, se tem uma coisa que
atleta tem que fazer, é se exercitar com
zelo,
>> mas descansar com igual zelo. Eles têm
que dormir bem, eles têm que dormir
bastante
>> porque senão não recupera, porque senão
não não dá conta, não se desenvolve, até
perde o resultado que deveria vir por
aquele zelo todo dedicado na academia ou
em algum outro treino. Se não dorme, não
recupera, o corpo não se desenvolve, ele
atrofia ao invés, né? Então o sono
realmente é é parece algo tão assim, né?
Talvez alguém até diga: "Meu Deus, vocês
vão passar a conversa toda falando sobre
sono?" Não, a gente tem outras coisas
para falar também,
>> mas é muito importante enfatizar isso
porque eu estou extremamente acostumado
a pessoas no meio pastoral. E lembrando
que essa conversa ela foca no meio
pastoral, mas ela é para qualquer pessoa
que tem tentado equilibrar a vida entre
um zelo e também não cair no burnout.
Mas eu lembro na época do seminário, eu
lembro de hoje conversas com irmãos,
inclusive uma conversa recente com
pastores, as pessoas dizerem: "Não, eu
vou dormir pouco para que eu consiga
produzir mais". Eu ouvi recentemente,
Paulo, uma conversa de um pastor que
disse: "Olha, para mim o sermão tem que
se produzir em pelo menos 25 horas. Tem
que ser 25 horas de estudo para produzir
o sermão". Eu digo: "Meu irmão, pera aí,
você aconselha o pessoal? Você tem
família? Ele faz tudo isso, mas eu durmo
3 horas por noite. Aí eu meu irmão, por
cara louvável, por um lado, ele tá
gastando 25 horas para produzir um
sermão louvável, zelo, dedicação.
Mas a questão é que nesse zelo, na
pregação, ele está deixando de zelar
pelo corpo que o Senhor deu a ele para
usar no serviço aos irmãos e às pessoas
a glória do Senhor. Inclusive ele falou
que reconhece e que tá tentando
melhorar, que tá lutando com as
consequências já, na verdade dessas
poucas horas.
>> Então é muito comum. É muito comum. E aí
o que a gente falou e ele mesmo concluiu
é melhor você acabar gastando, né, sei
lá, vamos dizer 10 horas na preparação
de um sermão em invés de 25, né? E aqui
a gente não tá advogando quanto tempo
deve ser para um sermão, mas
>> é melhor 10 horas na preparação de um
sermão do que 25, mas dormindo
suficientemente bem para você se
recuperar e conseguir, né, servir e
cuidar da sua saúde. Eu acho que essas
coisas são por da gente ter gastado
tanto tempo falando sobre sono aqui. Não
é brincadeira o quanto as pessoas
pensam: "Hum, preciso fazer mais, vou
dormir menos". Preciso fazer mais, vou
dormir menos, não é verdade?
>> Sacrifica-se o sono sempre. Sacrifica-se
o sono sempre, né?
>> Só que o o sono, volta a dizer, é uma
bênção que Deus dá a quem ele ama. Isso
está expresso claramente no Salmo 127,
verso 2. É uma bênção que Deus dá quem
ele ama. Eu não vou desperdiçar. Eu não
posso desperdiçar essa bção.
>> Exato.
>> E ao desperdiçá-la, eu estou pecando
contra aquele que nos dá a bênção, que é
Deus,
>> que nos fez
>> pessoas que precisam do descanso.
>> Precisam, nós precisamos do descanso.
Verdade. É verdade. É até uma espécie de
orgulho em algum sentido, né? Porque
acho que o livro, isso aqui, eu acho que
vem do livro mesmo, se eu não me engano,
ele fala sobre isso, da de como é eh o
sono. É uma maneira de nos lembrar de
quem Deus é, de quem nós somos. Deus não
precisa dormir. Ele não dorme,
>> mas ele nos faz dormir para que nós
reconheçamos o quanto temos que confiar
nele e dormirmos, sabendo que ele
continuará a obra que é dele, né? Sim.
>> Então, o dormir é um passo de fé, é um
passo de confiança em que eu digo:
"Senhor, eu trabalhei com zelo,
>> mas agora chegou o meu momento de
descansar como o Senhor fez para que eu
descanse e eu descanso sabendo que o
Senhor fará frutificar, o Senhor
continuará avançando sua obra. O mundo
será sustentado não pelos meus olhos
acordados, mas pelos seus, né? Então,
acho que isso é isso é maravilhoso.
>> Uma das uma das uma das primeiras
palavras que eu já há anos digo quando
abre os olhos é: "Senhor, obrigado ah
por um novo dia e porque o senhor velava
por mim enquanto dormia."
>> Quem nos guarda é Deus. Quem provê para
nós é Deus enquanto a gente dorme.
>> E a gente só precisa confiar nele, né?
Só, eu sei que é uma palavra só, é uma
palavra complicada, mas mas a gente só
precisa confiar de fato nele que prove
confiança,
>> solo sono,
>> né? [risadas] É solo confiar em Deus. A
gente precisa confiar em Deus.
>> Amém. Amém. Amém. E lembrando, não
estamos advogando a preguiça longe, o
zelo está aí, mas precisamos falar
também que o zelo não deve eh desprezar
o descanso. E aí, meu irmão, inclusive
falando de descanso, um outro ponto,
vamos mudar agora, não é só sono, vamos
falar de um outro conceito importante do
livro, que é o princípio do descanso
sabático.
>> E é interessante porque esse termo ele
pode significar algumas coisas, né, a
depender de quem está usando, ele pode
trazer alguns significados. O que é que
o autor quer trazer com a ideia do
descanso sabático como importante para
que nós sejamos capazes de manter o zelo
sem o burnout?
Então, sobre o descanso sabático, o Dr.
Ash nos lembra que Deus criou o mundo em
seis dias e descansou no sétimo, isto é,
no sábado, né? [limpando a garganta]
>> Uhum.
Ah, esse princípio deveria, né, ser
observado
não apenas pelos crentes, mas pela
humanidade de uma maneira geral, porque
eh foi ato da criação ou pós
imediatamente pós criação que Deus
descansou. E isso foi, claro, obviamente
a instituído na na vida do povo de
Israel quando o próprio Deus revela
Moisés e exige do povo aquele descanso
sabático, né? Então, em um tempo, por
exemplo, eh como nosso, em que a gente
tá discutindo, por exemplo, a escala
4x3, né? Tá aí a os políticos discutindo
4x3, nós devemos lembrar que Deus
estabeleceu a escala 6 por1.
>> É isso aí.
>> Essa [risadas] escala que está na
própria escritura, né? E nós não
precisamos de três dias de descanso, nós
precisamos de um dia de descanso.
>> O problema, Saur e demais irmãos, é que
nós não descansamos no dia do descanso e
e às vezes não descansamos por causa da
nossa incredulidade quanto a providência
e a provisão divinas.
Então, se nós observássemos o descanso
semanal, como o próprio Deus estabelece
na sua palavra, e descanssemos
conforme os padrões daquele que nos
criou, as coisas seriam muito diferentes
em relação às coisas que a gente vive,
que que a gente experimenta, né? Nós
esquecemos que podemos descansar um dia
da semana exatamente porque Deus vela
por nós. Então, o descanso é também uma
bênção. E e você tem já eh enfatizado e
eu e eu quero eh dizer assim, amém ao
que você tá dizendo, que nós não estamos
aqui de maneira alguma eh fazendo uma
apologia pela preguiça, por exemplo, né,
ou pela procrastinação. Não é não é
disso que nós estamos falando. Nós
estamos falando apenas de observar leis
que Deus estabeleceu na criação para
humanidade. E o descanso é uma lei que
Deus estabeleceu na humanidade. E nós,
agora falando nós como, eu não posso
falar, não vou falar dos incrédulos, não
vou falar dos ímpios, eu vou falar dos
crentes. Nós temos que tomar o cuidado
para nós não sermos incrédulos em
relação à provisão divina, porque a
gente acha que o muito trabalhar e que o
o muito produzir em termos até mesmo
para a obtenção de recursos, de
finanças, vai nos trazer aquilo que a
gente precisa quando na verdade não irá
nos trazer, não vai nos trazer. O que
nós precisamos é aprender a confiar no
Senhor, na provisão do Senhor, no
cuidado do Senhor, de que ele vai nos
dar tudo o que nós precisamos e isso eh
trará honra, glória e louvor ao nome
dele. Quando nós burlamos o descanso que
Deus estabeleceu para a humanidade, nós
estamos pecando contra o Senhor e
possivelmente estamos fazendo isso. E
agora eu digo, possivelmente em termos
de causa, por causa da nossa
incredulidade
na provisão divina e também no cuidado
divino. Então, o descanso sabático, né,
vamos dizer assim, o descanso semanal,
ele é extremamente importante também
para nós, no sentido de que nós
precisamos ter um tempo ah junto à
família, um tempo ah vamos dizer assim,
um pouco mais robusto em relação à
família, e em relação à igreja, né, ao
serviço e ao louvor ao Senhor. Tudo isso
entra nesse nesse descanso sabático.
Então, o o pressuposto, né, o fundamento
que o Dr. H trabalha no livro, ah, está
fundamentado exatamente nesse princípio
da própria criação, de algo que Deus
mesmo é o exemplo a ser seguido. Ele
trabalhou seis dias e descansou no
sétimo. Nós também devemos trabalhar
seis dias e descansar no sétimo. E eu
acho que é importante até falar com o
pessoal aqui, né? Porque ainda que a
ideia do nome seja sabático, seja seis e
o sétimo e tal, nós não estamos falando
aqui simplesmente do sábado, né? como o
dia de descanso, não é? Exato. Mas ah,
por exemplo, no nosso contexto cristão,
desde que Cristo ressuscitou no domingo,
desde que a igreja começou a se reunir
no domingo, a gente tem eh visto isso
muito mais no nosso contexto, como o
domingo, como o dia do Senhor, o dia que
ele ressuscitou, o dia mais apropriado
pra gente ter esse tempo de dedicação
aos irmãos, dedicação à obra do Senhor e
também um pouco mais de repouso, né?
Então, a mais do que a ideia do sábado
em si, é o princípio do que o nome
significa, né? O xabá como descanso,
>> né? Então eu acho que é importante a
gente enfatizar isso pro pessoal também
para que eles também não distorçam
nossas palavras nesse sentido. Mas sim,
é importante a gente guardar esse
princípio, essa lógica do seis dias bem
trabalhados com zelo e então um dia que
a gente pode descansar mais e também não
é um descanso completo, não é uma
qualquer coisa, mas é um descanso bem
utilizado, intencional de vamos dormir,
vamos deitar, mas também vamos servir em
outras coisas que nós durante a semana
não conseguimos dedicar tanto tempo, mas
vamos servir ao Senhor, vamos servir ao
próximo, né? Isso, isso é muito
relevante. E eu lembro que na época que
eu li o livro, eu tava indo para um
oposto. Por mais que ainda soubesse
esses princípios e tudo mais, eu tava
nessa ideia de eu tenho que produzir
mais, eu tenho que produzir mais. Eu
tava dando aula em seminário, eu tava eh
trabalhando com uma outra empresa, ah,
podcast, família, filhos pequenos,
igreja. Então, como é que dava conta?
Tinha que trabalhar todos os dias 100%.
E aí foi esse livro que me acordou para
o princípio de pera aí, eu tenho que
tentar me organizar melhor. E inclusive
nisso eu consegui produzir mais. E eu
acho que tudo isso, né, você falou dessa
questão da incredulidade que muitas
vezes motiva a pessoa a trabalhar todos
os dias sem descansar, eh, tem a ver com
a gente deixar de pregar para nós mesmos
algumas passagens que são centrais nesse
aspecto, como por exemplo Mateus 6,
quando Jesus vai falar do priorizar o
reino de Deus e a sua justiça, e o resto
será acrescentado como o que comer, o
que vestir, o que nós precisamos pro
nosso sustento. Tudo isso o Senhor nos
dá. Então a gente trabalha, a gente faz,
mas a gente descansa sabendo que o
Senhor continuará fazendo frutificar. O
nosso sustento não vem pela força do
nosso braço. O nosso sustento vem pelo
Senhor, as suas bênçãos fazendo
frutificar, ainda que a gente vá
trabalhar, mas sem precisar eh levantar
cedo, dormir, né, de de madrugada, aí o
Senhor ele faz frutificar. Esse é são
coisas importantes a gente lembrar, não
é verdade?
>> Sim, com certeza. Com certeza. E aí,
mais uma vez, a gente volta ao ponto,
né? Eh, quando nós queremos ou quando
nós pensamos que, eh, eh, pela força do
nosso braço que a gente vai se manter,
nosso coração é incrédulo, né? E o
orgulhoso ao ponto de fazer de nós
mesmos o eixo de todas as coisas, o
centro de todas as coisas e, obviamente,
aquele que vai resolver todas as coisas,
deixando de lado de fato aquele que
cuida de nós, que é o próprio Deus, né?
É isso. Agora, ainda que a gente tem
enfatizado muito a questão do trabalho
como uma que muitas vezes nos tira o
descanso ou nos leva mais facilmente a
um burnout, a gente vê que o livro fala
também de outras esferas que podem nos
levar a esse tipo de de cansaço, né,
dessa falta de descanso. Mais ou menos.
O que é que seria essa ideia, né, eh,
que que o livro vai trazer?
Então, a a o excesso do trabalho eh é
uma das coisas mais importantes ligadas
ao burnout, não é? Mas não é só isso. A
gente pode, até o próprio livro, ele ele
sugere dois dois outros eh caminhos, né,
que precisam ser considerados, que tem a
ver com a renovação do homem interior e
a necessidade de bons relacionamentos
pessoais, não é? A gente precisa de bons
relacionamentos pessoais.
Ah, com relação à
à renovação do homem interior, essa é
uma necessidade para todo crente, não é?
O evangelho tem essa capacidade
renovadora
e e o apóstolo Paulo deixa isso muito
evidente ali na na carta aos Romanos,
capítulo 8, e também segunda aos
Coríntios, capítulo 4. Ah, o fato é que
nós precisamos cuidar da nossa mente e
também cuidar do nosso coração.
Ah, nós precisamos suplicar a Deus que
nos ajude a diante das nossas
limitações,
das circunstâncias que nos afetam de tal
maneira. que podemos entrar inclusive
num colapso eh emocional,
mas a gente também precisa de
relacionamentos pessoais saudáveis, né?
Nós precisamos de amigos, ah,
companheiros de jornada que nos ajudem,
que nos aconselhem, que riam e que
chorem conosco nas muitas circunstâncias
da própria vida, né?
Fato é que na vida cristã, aliás, na
vida de uma maneira geral, isso serve
obviamente pra vida cristã, não é
possível viver sozinho. Não é possível
andar sozinho, né? Ah, inclusive amigos
podem nos proteger do burnout. Ah,
amigos podem ser instrumentos nas mãos
de Deus para nos favorecer.
Ah, a família pode ser um caminho para
nos favorecer. A igreja de Jesus, que é
uma família estendida, também pode nos
ajudar a lidar com essas questões
relacionadas ao ao burnout. Então, é
claro que o esgotamento ministerial
muitas vezes vem pelo excesso de
trabalho ou pela falta de zelo para usar
ali aqueles conceitos iniciais que a
gente tratou, né? Mas não é só isso. Às
vezes termos ali ao nosso lado pessoas,
companheiros de jornada e também termos
uma uma uma clareza com relação à nossa
mente, ao nosso coração e quem nós somos
diante de Deus, eh, quem Deus nos fez a
partir de Cristo, eh, podem pode ser
extremamente significativo pra gente
poder lidar com essas tensões. Nenhum
crente está privado e obviamente nenhum
pastor está privado, né? Ou está
blindado ao ponto de não ah passar pela
experiência do Bout. Mas se a gente se
acercar das coisas que realmente vale a
pena, que é o zelo no trabalho, bons
companheiros de caminhada, a renovação
do homem interior, certamente nós
teremos aí algum algum grau de
resistência contra problemas, como, por
exemplo, o próprio Bornout, né? Então o
o livro nos ajuda a enxergar isso. O Dr.
Ash nos ajuda a compreender eh que esses
caminhos, essas alternativas são
alternativas brilhantes paraa gente
poder lidar com o problema do Wornout.
>> É verdade. Agora, ainda que o livro
enfatize tanto esse papel da amizade, é
muito mais comum no ministério a gente
ter alguns colegas, ou mesmo na vida,
nós termos alguns colegas ao invés de
verdadeiros amigos, né? Eh, qual é a
diferença entre
um amigo e um colega nessa ajuda em
relação ao burnout? Faz diferença eh
esse nível ou não da amizade para
amizade?
>> Faz diferença. Faz diferença. Faz
diferença. Completa diferença. Colegas.
Vamos dizer assim, são graus, né? Eu
diria que os amigos eles estão num num
grau muito mais elevado do que os
colegas. Nós até podemos compartilhar
algumas coisas com colegas, não tem
problema algum, até porque nós temos um
serviço comum, nós temos um dom comum,
nós temos uma atividade comum e nós
podemos ser úteis na vida de alguns
colegas à medida que nós compartilhamos
as nossas experiências e eles também são
úteis para nós à medida que eles
compartilham algumas de suas
experiências. Então, essa é uma bção que
o evangelho nos dá, eh, inclusive no
ministério pastoral, né, lidando aí com
vários pastores, lidando com colegas de
ministério que eventualmente passam ou
passaram por situações que nós estamos
passando ou já passamos, né? Então,
colegas são úteis, eles são bênçãos de
Deus também na caminhada da fé e no
exercício ministerial. Mas amigos,
amigos eu diria que são aqueles que ah
vão, chegam a um lugar que os colegas
não chegam, né?
Os amigos são aquelas pessoas com as
quais a gente compartilha a vida. Ah, os
amigos são aquelas pessoas com os com os
quais a gente compartilha os nossos
dilemas, as nossas dificuldades, os
nossos sofrimentos, as nossas dores, a a
as nossas ah fraquezas, né? Aquilo que a
gente enfrenta, aquilo que a gente ah
passa, né?
>> Sim. Então, a amigos, ah, também têm uma
vocação comum e podem ser úteis em nos
ajudar de uma maneira um pouco mais
profunda eh em relação às nossas
dificuldades. Eu diria que colegas nós
podemos ter muitos, muitos, muitos
colegas. Quanto mais, até melhor. Mais
amigos são pouquíssimos, né? Eu diria
que os pastores vão ter aí amigos mesmo
no sentido pleno da palavra de dois
quando muito três amigos. E não vão
extrapolar esse número. Alguns só tem
um. né? Alguns vão ter apenas um, mas um
é suficiente também é suficiente, né?
Mas dois ou três homens com com quem
podemos compartilhar a vida, com quem
podemos compartilhar os nossos dilemas,
as nossas lutas, as nossas imperfeições,
os nossos pecados são realmente ah
homens importantes nessa tarefa, né? E e
a gente precisa também entender que um
pastor que decide caminhar sozinho, ele
vai capotar.
pastor que decide caminhar sozinho, ele
vai capotar, se é que já não capotou,
né? Eh, porque, infelizmente, alguns
desses não desejam caminhar juntos de
outros por julgarem autossuficiente.
E nós sabemos que toda a
autossuficiência tem dentro de si um
pecado terrível, que é o próprio
orgulho, né? Então, nós precisamos de
bons companheiros, né? E e a gente
usando aí o a história de um peregrino,
né, de John Ban. Nós precisamos de um
fiel aos nossos ao nosso lado, né?
Precisamos de um fiel ao nosso lado,
alguém que caminhe conosco, né? Então, a
amigos são fundamentais na caminhada do
ministério, embora ter muitos colegas
também sejam uma enorme bênção.
>> Interessante. O próprio livro de
Eclesiastes fala sobre isso, né? Que a
melhor serei em dois do que um, porque
quando um cai o outro levanta, né? Até
que você falou, pastor sozinho, ele vai
cair. O problema é não ter alguém para o
erguer, né?
Eh, isso isso faz todo sentido.
>> Porém, ainda vem uma questão.
Como é que eu vou me manter zeloso dando
conta das minhas responsabilidades na
igreja, que muitas vezes são várias para
diversos pastores e pessoas em geral, de
novo, ainda que a gente esteja focando
em pastores, isso vale para você, não
importa a sua profissão. Eh, como é que
a gente ainda vai conseguir arranjar
tempo para ter amigo sem deixar de
dormir, por exemplo, e acabar caindo num
burnout porque não descansou, né? Eh,
recentemente eu vi um vídeo aqui, Paulo,
eu lembrei agora, que era de um
videozinho aleatório de algum rapaz na
faculdade de medicina e aí era ele
tentando fazer a matemática das coisas,
né? Eh, tirar boas notas, mas ir à
academia, não ter amigos, que não tem
tempo para os amigos. a tirar a boas
notas e ter amigos igual a não ter tempo
paraa vida social, né? Eh, ter boas
notas, ter tempo pros amigos e e ainda
fazer essas outras coisas. Soma, você
fica sem tempo para dormir, né? Então,
[risadas]
é, é sempre esse dilema. Como é que a
gente faz essa matemática para não cair
no burnout e ainda ter tempo para os
amigos? Pois é, eu diria assim uma vou
dar aqui uma uma sugestão bem prática,
né, que de alguma maneira eu procuro
fazer, tive que aprender a fazer, né?
Convide os amigos pastores para pregarem
nas igrejas que você é pastor.
>> Olha aí uma estratégia.
>> Convide. Por quê? Isso possibilitará,
por exemplo, um final de semana juntos,
né? Você vai poder trazer o seu amigo
paraa sua casa junto a junto com a
família. você eventualmente poderá ir à
casa deles também para passar ali um
final de semana pregando na igreja. E
fazendo isso, a gente acaba criando uma
espécie de cenário ideal para cumprir as
nossas responsabilidades e ter tempo
pros amigos, né? Então, um final de
semana juntos sempre é bastante útil
para boas conversas. Eu não vou dizer
que a gente vai fazer isso todo mês. Não
é possível, né? A gente não vai sair
convidando um pregador a cada mês para
estar na nossa casa. Mas a gente pode
criar circunstâncias para convidar
amigos, pastores, né? E aí eu tô
participando do pressuposto que é o
pastor que tem um amigo pastor.
>> Ambos são pastores, né? Então eles têm
ali um grau de confiabilidade enorme um
no outro, de confidências, inclusive, de
confissões, ah, enfim. Ah, então
convídeo para pregar na sua igreja, né?
Ah, para passar um tempo juntos, né? e e
e eventualmente se falarem, trocarem
experiências. E e eu eu diria que um
sábado e um domingo juntos, ah, na
verdade são dois dias muito produtivos
quando existe um vínculo da própria da
própria amizade. Eh, então, fazendo
essas questões, a gente acaba
conseguindo tempo pros amigos e a gente
consegue também eh de alguma maneira
cumprir as nossas responsabilidades, né?
Sim,
>> hoje a gente tem também bons caminhos aí
da tecnologia, né, que hoje a gente pode
eh fazer contato com os nossos amigos
distantes ou com o nosso amigo distante
e podemos nos falar eventualmente ali
uma vez por semana, ah, ou de 15 em 15
dias, trocar uma conversa. Isso é sempre
muito útil, não é? E esse é um bom
exercício, né? E e quando há amizade,
existe um elemento da cobrança também.
Rapaz, olha, não esqueça de mim, ó, você
tá esquecendo de mim, paz, me coloca na
sua agenda aí, vamos bater um papo.
Então, tudo isso é fundamental. Então,
assim, o meu encorajamento, né,
sobretudo aos pastores, mas não apenas
aos pastores, é que a gente crie a o o
contexto, o ambiente eh oportuno para
que a gente consiga cumprir
responsabilidades e também conviver aí
de maneira bem próxima com os nossos
amigos. Isso é bastante útil.
>> Muito bom. Muito bom. Inclusive chamando
o pastor para pregar ali no domingo, é
menos um sermão para preparar, né? Aí dá
mais tempo para [risadas]
>> para dedicar ao descanso também pra
glória de Deus. É isso aí.
>> Inclusive, uma outra coisa que eu tenho
visto também muito boa, é você encaixar
os amigos na sua própria rotina, né? ou
tentar se adaptar um pouco à rotina
deles. Por exemplo, eu gosto de correr,
de malhar, enfim, e eu já vou fazer
aquilo mesmo. Então, quando dá para
encontrar a uma oportunidade de chamar
alguém para est ali comigo, eu não tô
perdendo tempo, não tô gastando tempo a
mais, eu não tô tendo que dormir menos
para fazer aquilo, mas eu estou ali com
uma outra pessoa, inclusive fica muito
mais prazeroso cumprir aquela aquela
coisa. Então, vai correr com um amigo,
vai malhar. Esses dias eu tive um rapaz
aqui da igreja que eh eu tava, gosto
muito dele, inclusive queria
aconselhá-lo e a gente eh já malhou
junto, disse: "Ó, vamos malhar amanhã,
vamos." Marcamos, malhamos juntos,
conversamos. Isso pode variar para
várias outras coisas, né? Isso aí pode
ser às vezes e pensando até a gente
falando de novo de pastores, mas vamos
pensar uma mulher, né?
vai fazer eh atividade física também, a
mesma coisa. Pode chamar, vai fazer
alguma, vai sair com as crianças, pode
chamar ali, tá junto, vai fazer compras
ao mercado. No mercado, gente, dá para
para eu chamar aí junto. Então, a gente
encaixa as pessoas, são formas aí.
Agora, diante de tudo isso, então a
gente viu que é possível, né? a gente
pode pensar estratégias que cada um vai
ter como analisar sua própria realidade
para incluir amigos, para incluir
descanso, né, para ainda dar conta das
responsabilidades.
E o problema é que ainda assim é difícil
a gente diferenciar certos sacrifícios
que um cristão fiel deve fazer às vezes
com um desgaste desnecessário,
imprudente ou até espiritualmente
perigoso, né? Quais são alguns sinais de
alerta de que o zelo saudável está
começando a se transformar em
esgotamento? Que que você diria desses
sinais?
>> A gente precisa lembrar, ah, Saur e
irmãos, que nós pastores também somos
pecadores, né? a gente não pode esquecer
desse desse princípio. Eu sei que isso
parece bastante óbvio, mas às vezes
parece que a gente se esquece disso. Eu
recentemente estava na companhia de dois
outros pastores, só para ilustrar o que
eu quero dizer. Nós estávamos à mesa,
estávamos partilhando algo enquanto
conversávamos e nós falávamos exatamente
sobre isso, sobre como nós pastores
acabamos eh pelo nosso suposto
sacrifício, né, pelo pelo nosso
trabalho, né,
ah, às vezes imprudente e até mesmo
espiritualmente perigoso, nós acabamos
dando munição para que os problemas
surjam no contexto da igreja. Então, ah,
claro que a gente com isso, ao ao
conversar sobre isso, a gente não estava
isentando os membros das igrejas, mas
admitindo que muitas vezes nós pastores
somos os responsáveis por muitos dos
problemas que a igreja passa.
E isso é irônico porque, ah, uma vez
que, por um lado, a gente não se dá
conta disso, por outro lado a gente
sofre os desgastes causados por nós
mesmos,
não é? E isso é um problema. E aí nós,
veja, vamos perder o sono por causa dos
problemas,
vamos viver cansados, vamos perder o
desejo de fazer o que nos compete fazer,
vamos pensar em desistir, vamos criar
inimigos imaginários, porque a nossa
mente é fértil para criar inimigos
imaginários. E esse basicamente é o
percurso feito por todos aqueles que
entram na rota do esgotamento. O
esgotamento não nos permite ver as
coisas como as coisas realmente são.
O esgotamento ele faz com que a gente
[limpando a garganta] olhe a caricatura
das coisas e não as coisas propriamente
ditas. E você sabe, né, caricatura e é é
é uma linguagem de exagero, né? A
caricatura ela é cômica, ela é ela é
legal exatamente por causa dos exageros
que a caricatura traz. Então assim, nós
estamos olhando paraas caricaturas das
coisas e não necessariamente para as
coisas propriamente ditas. Então nós
criamos problemas para nós mesmos, né?
Então, quando a gente eh eh pensa no tal
sacrifício cristão fiel, ah, nós temos
que tomar cuidado exatamente para não
entrarmos na rota do desgaste e muitas
vezes um desgaste que nós mesmos
criamos, em que nós mesmos geramos
dificuldades. Quero ver uma coisa? Um
exemplo simples que talvez você, Saú, e
talvez outros pastores, já tenham
passado por isso ou já ouviram alguém
falar. por exemplo, eh, pastores que,
eh, eh, para manter o grupo coeso, eles
não entram pela rota da pregação do
evangelho autêntico. Eles buscam
alternativas ao evangelho e oferecem
alternativas ao evangelho. Só que essas
alternativas chegam uma hora que elas
cansam e elas não têm a capacidade para,
eu diria, satisfazer o coração do homem,
as necessidades humanas. E aí o que que
vai acontecer com esse pastor? Ele vai
precisar buscar uma alternativa, a
alternativa que ele criou em relação ao
evangelho. E aí ele vai viver de
alternativa em alternativa, né? Isso não
é zelo saudável.
Ah, isso não é sacrifício saudável.
Isso, na verdade é entrar por uma rota
de esgotamento em que ah nós geramos,
criamos problemas, dificuldades com as
quais nós mesmos vamos ter que lidar e
que vão se tornar problemas para nós.
Então, eu diria que a distinção de um
sacrifício cristão fiel a para o
desgastes necessário, imprudente, até
mesmo espiritualmente perigoso, a a e eh
tem uma linha muito tênue. E a gente
precisa tomar muito cuidado para que nós
mesmos não criemos problemas para nós
mesmos e consequentemente paraa
congregação onde a gente serve a Deus.
Sim. a esses atentar para essas coisas,
eu julgo que é eh é é um exercício
extremamente importante para todos nós,
para todos os nossos pastores.
>> Certeza, com certeza. Eu acho que quando
a gente começa a observar um cansaço que
parece que nunca é superado, um uma
inclinação cada vez mais constante ao
estress, a ira,
>> menos capacidade de foco no estudo ou
mesmo numa conversa, menos interesse em
ouvir as pessoas. Claro que isso tudo
tem muito de características pecaminosas
por trás, muitas vezes, mas muitas vezes
é esse burnout chegando de você eh não
estar descansando por causa dos
sacrifícios. E aí, por causa da sua
dedicação muito grande, você acaba sem
ter no final das contas como oferecer. E
uma frase que eu tava até querendo me
lembrar, eh, que é muito importante, é
do Robert Murray McChain, né, que foi um
pregador importantíssimo ali, prolífico,
mas que ao mesmo tempo morreu com 29
anos de idade e no seu leito de morte
ele trouxe uma frase que ficou muito
conhecida, que é Deus me deu uma
mensagem para entregar e um cavalo para
montar. Infelizmente eu matei o cavalo e
agora não posso entregar a mensagem.
Essa frase é muito impactante. É muito
impactante porque é isso que a gente
precisa pensar. Se a gente não dá
descanso,
se a gente não descansa, pronto, não vai
conseguir pregar depois. Vai pregar tudo
em um dia e depois não tem mais condição
de pregar. Então,
>> a experiência de Marta e Maria Sa. Sim,
verdade.
>> É o contínuo risco que eu corro, que
você corre e qualquer outra pessoa corre
de priorizar o que não deve ser
priorizado
e aquilo que deve ser priorizado ser
colocado em segundo, terceiro ou até
quarto planos, né? Então, esse é um
risco com o qual a gente tem que lidar a
todo momento. A gente pode cometer
exatamente o mesmo erro que Marta eh eh
cometeu ah tendo Jesus dentro da sua
casa, sentado na sala da sua casa, né?
Eh, instruindo os presentes enquanto ela
estava ocupada com coisas legítimas.
Veja, ela estava ocupada com coisas
legítimas. verdade,
>> mas que não naquele momento não cabiam
porque tinham coisas mais importantes e
eternas com as quais ela precisava se
precisava lidar.
>> É verdade. E aqui eh existe uma questão,
Paulo, que é OK.
Marta estava cuidando de coisas
legítimas. Ela não tava ali, sei lá,
assistindo a novela da sete, né? Ela
tava trabalhando, arrumando as coisas,
inclusive pensando em Jesus, os
discípulos e tal.
>> Uhum.
Ainda assim, ela não estava, vamos
dizer, eh, gastando muito do seu
esforço, pregando o evangelho ou lendo a
Bíblia ou orando, ou indo à igreja. O
que é que eu quero dizer com isso? Deixa
eu explicar. É que muita gente vai olhar
para tudo isso e dizer: "Tá, mas se eu
amo a Deus dessa forma, como é que eu
não vou buscar fazer mais para pregar o
evangelho? Se eu amo as pessoas e eu
quero ver o Senhor alcançá-las pelo
evangelho e salvá-las, como é que eu vou
parar e vou dormir aqui tranquilamente
ao invés de me levantar e pregar porque
há pessoas perecendo? E e é uma verdade
>> nesse sentido.
>> E isso traz uma certa culpa, porque não
é uma questão de a gente tá falando só
de um trabalho ali ou de algum outro a
fazer. A gente tá falando da pregação do
evangelho e pessoas zelosas têm essa
inclinação e e existe algo de muito bom
nisso, de quererem fazer mais pelo
Senhor, de servir. Mas aí elas ouvem
tudo isso, pera aí, pera aí, você tem
que descansar. E elas falam: "Mas como
eu vou descansar se eu preciso servir ao
meu Senhor?" E aí vem uma culpa, elas
não conseguem resolver, vem o cansaço.
Cara, como a gente pode lidar com isso
de um modo bíblico?
>> Uhum. [limpando a garganta]
Ah,
há muito legalismo, né, no nos arraiás
da fé cristã.
>> É verdade.
>> Ah, e consequentemente também é muito
orgulho, né? Muito orgulho também.
Ah, infelizmente, como a gente
considerou já minutos atrás, boa parte
dos problemas que a gente acaba
enfrentando no contexto da igreja local
eh se dá basicamente por nossas
imprudências pessoais, né, e até mesmo
como como pastores. Por exemplo, nós
achamos que nós temos a capacidade de
fazer as coisas acontecerem.
>> Uhum.
>> Né? Ah, então, por exemplo, ah, nos
irritamos quando alguém age de uma
maneira diferente daquela maneira que eu
acho que ela deveria agir, né? E isso
acaba desencadeando uma série de
problemas, pois a gente acaba empregando
forças ou ah desperdiçando energias
naquilo que apenas Deus pode fazer. Há
coisas que só Deus pode fazer, não é?
Isso não significa e nem é uma
justificativa para nós tirarmos o nosso
corpo fora eh em relação à nossa
responsabilidade
claramente revelada nas escrituras, por
exemplo, de anunciar o evangelho,
[limpando a garganta] de pregar o
evangelho, de testemunhar do evangelho,
de servir as pessoas, de apoiar as
famílias, de aconselhar, de
eventualmente visitar os órfãos, as
viúvas e e fazermos o trabalho pastoral
como convém e como é recomendado. pela
própria escritura. A escritura não ah
não tolera. A escritura não estabelece a
a a preguiça ou mesmo a procrastinação
como elementos plausíveis e possíveis ah
que com com os quais a gente não precisa
se preocupar. A Bíblia é clara com
relação à preguiça, a Bíblia é clara com
relação também à procrastinação.
Ah, mas a gente muitas vezes acha que a
gente vai realizar as coisas pela força
do nosso braço ou porque nós temos a
ideia que vai revolucionar o contexto
que a gente está. Também, por outro
lado, há pastores que acham que se
esgotarem suas forças no serviço
ministerial, o seu trabalho subirá como
uma espécie de cheiro suave às narinas
do Senhor, né?
Pode ser. Quanto maior sofrimento,
quanto mais sofrimento, mais cheirosa é
a gordura da carne. Irmãos,
sinceramente, não deve ser assim. E não
é assim.
>> Hum.
>> É verdade que não podemos ser
preguiçosos,
visto que a preguiça, volto a dizer, a
própria procrastinação
pecados. pecados, isso é claro, mas nós
precisamos saber qual é a nossa tarefa
de acordo com o chamado que nós
recebemos do Senhor.
Mas a gente comete um grande erro quando
a gente acha que o amor de Deus pode ser
medido pelo quanto eu faço.
E quando a gente acha que o amor de Deus
pode ser medido por nós pelo quanto nós
fazemos, nós estamos descartando o
evangelho de Jesus.
Então veja, não cabe a preguiça, não
cabe a procrastinação, mas
ah também não cabe sacrifício
imprudente,
sabe? Não não cabe ah
irresponsabilidades,
ah, não cabe ah a um falso zelo, não é?
Não cabe eh, por exemplo, ah, trilhar
caminhos espiritualmente perigosos que,
que podem trazer de fato desdobramentos
eh pesados para todos nós. Então, eu
diria que ah quando alguém lida ou tem
que lidar com essa culpa, que é uma
espécie de culpa espiritualizada mesmo,
né? Então, se eu amo a Deus, eu preciso
fazer mais. Ele, na verdade, está ah ah
cometendo um equívoco que para mim
particularmente, né, eh, não sei, eh, cá
comigo, né, com os meus botões, eu
imagino que seja uma falta de
compreensão da real tarefa que nós
precisamos realizar no contexto da
igreja de Jesus Cristo, né? Então, nós
temos um chamado e nós precisamos
atender ao chamado divino de acordo com
os princípios e as regras que o próprio
Deus estabelece na sua santa palavra.
Por exemplo, nós pastores, isso para não
falar de outras obras do Novo
Testamento, nós temos três livros,
três livros que mostram pra gente como
exercer o ministério pastoral.
É só acessar lá, primeira Timóteo,
segunda Timóteo e Tito. São três livros
que tratam da nossa vocação e daquilo
que Deus na sua palavra exige dos
pastores, né? Então, se a gente trilhar
o caminho que o próprio Deus estabelece
pra gente, obviamente que o sofrimento
será bem menor.
>> Sim, com certeza.
Eh, quando a gente vê tudo isso, a gente
vê que,
é claro, existe a culpa do próprio
pastor. A gente não pode negar que ele
poderia, por exemplo, tentar dizer não
impor limites, mas a gente vê que muitas
vezes a igreja de alguma maneira,
infelizmente, contribui para isso, né? E
de que formas isso é mais comum? como é
que a gente vê mais a igreja
contribuindo para o esgotamento dos
líderes, mesmo sem perceber às vezes,
né, expectativas ah irreais que as
igrejas às vezes colocam sobre os
pastores. Ah, como é que a gente vê isso
assim?
>> Então, a os membros da das igrejas, eles
precisam cumprir com as suas
responsabilidades pessoais e familiares,
né? Isso é um princípio eh da maturidade
cristã. E eu até diria que nós pastores,
de alguma maneira, nós precisamos
ajudá-los nisso, né, a amadurecerem, a
crescerem, né, a fim de que tenham a,
vamos dizer assim, uma uma maturidade
suficiente para viverem o evangelho no
cotidiano, lá no lugar em que nós
pastores, por exemplo, não acessamos,
mas que é onde eles vivem a as vidas
deles, dentro do lar, ah, no ambiente de
trabalho, na sociedade, de uma maneira
geral. E quando a os membros das igrejas
colocam sobre seus pastores
responsabilidades que cabem aos membros,
eles acabam contribuindo para o
esgotamento do acúmulo de coisas. É, é
mais ou menos assim para ilustrar, tá?
>> É só para uma ilustração. É chamar o
Corpo de Bombeiros para tirar o gatinho
do galho da [risadas] água, sabe? Ah,
que é basicamente o que muita gente faz
em relação ao Ministério Pastoral. É
verdade.
>> Só que a gente tem um problema, tem
pastor que gosta disso também e alimenta
isso, que não é bom para ele
>> e obviamente não é bom para quem o
suceder,
>> porque esse pastor ele tem dia e hora
marcados para deixar o ministério de uma
determinada igreja e esse dia e hora
marcados foram estabelecidos pelo Senhor
e virá alguém após ele. E aí dependendo
do que ele deixou ah ele estará deixando
um enorme problema para quem o suceder.
>> Sim. Então assim, a esse é um ponto
importante. Nós pastores precisamos
ajudar os membros das igrejas a lidar
com essas questões. Talvez o problema
esteja na falta de clareza do que é ser
pastor, não só dos pastores, mas também
dos membros da igreja. Há muitos membros
que não sabem com clareza o que
significa o ofício pastoral. Não tem uma
consciência bíblica do que a Bíblia
ensina, obviamente sobre o exercício do
ministério pastoral. Ah, por exemplo, eu
conheço pastores, muitos pastores até,
que são tratados como empregados de suas
igrejas. São empregados de suas igrejas.
Alguns desavisados na membresia chegam a
dizer que pelo fato dele ter um salário
pago pela igreja, ele tem que fazer
aquelas coisas, né? E não é bem assim,
né?
Além das atividades pastorais de estudar
a palavra de Deus para pregar, de
estudar para poder ensinar, a aconselhar
formalmente as pessoas, visitar os
órfãos e e as viúvas, muitos desses
pastores têm que comprar a torneira do
lavatório, sabe? Muitos desses pastores
têm que estar à disposição para todos os
eventos realizados pelos membros da
igreja, do aniversário de um ano até,
sei lá, o aniversário de 80 anos, né? a
inauguração do comércio, isso quando nos
chama para orar a casa. Então, todos
esses esse esses elementos vão
assoberbando de fato eh o o pastor, né?
Então, o pastor tem que resolver o
problema do documento da igreja, o
pastor tem que dirigir o carro da igreja
e tem que inclusive buscar as pessoas
idosas pro culto. Então, assim, a gente
tá lidando com uma série de questões que
não dizem respeito ao ministério
pastoral. Ah, e e e é muito natural que
esse pastor adoeça. O problema é que
esse pastor vai adoecer. E, e, e eu lhe
garanto que diante de tanta coisa a
fazer, o mais importante sempre vai ser
sacrificado,
que é o ensino e a pregação da palavra
de Deus. Note com clareza que quando,
assim como nós, seres humanos, para eh
mantermos o nosso padrão de leitura, o
nosso padrão de pesquisa, o nosso padrão
de sermão, eh às vezes vamos lá
sacrificar o sono, não é? Que a gente
conversou há instantes atrás, muitos
pastores vão sacrificar a pregação e o
ensino da palavra de Deus. Se tem alguma
coisa que vai perder, é o tempo
necessário para pregar e ensinar a
palavra de Deus ao povo. E aí você sabe,
olha, olha o ciclo vicioso que se cria.
O evangelho não pregado vai gerar mais
problemas na igreja que vão e vai exigir
mais do pastor, que não vai poder pregar
o evangelho, que vai gerar mais
problemas, que vai exigir do pastor, que
não vai. E aí, olha, olha a loucura em
que a igreja entra. Então, nós pastores
temos o dever de instruir a igreja, de
mostrar para os membros da igreja a o
que a escritura afirma sobre a vocação
ministerial e sobre o ofício pastoral e
fazê-los entender que se nós pastores
cumprimos adequadamente
a obra do ministério, os maiores
beneficiados serão os membros das
igrejas onde nós servimos. Eles vão
crescer, eles vão amadurecer, eles terão
em si mesmos a formação da imagem de
Cristo a partir da palavra de Deus.
Então, é uma bênção paraa vida da
igreja. Então nós pastores temos que eh
tomar o nosso cuidado, mas os membros da
igreja, os líderes, os demais líderes na
igreja precisam contribuir também para
que esse esgotamento não chegue aos seus
pastores à medida que eles acabam
criando aí expectativas irreais sobre o
que significa o próprio ministério
pastoral. Agora, por outro lado, como é
que a gente poderia ver a igreja
contribuindo para evitar esse burnout,
né? Ou seja, se a gente falou do
problema da igreja contribuir para
causar o burnout e ela contribuindo para
evitá-lo, que ações uma igreja poderia
fazer para cuidar de um pastor e evitar
que ele caia nisso e assim ele continue
eh cuidando dela, né? que como você
falou, a igreja investindo no pastor,
cuidando dele, ela tá acabando cuidando
de si, porque ela tá deixando ele em
condições de continuar cuidando dela,
né?
>> É. E seguindo o padrão de um bom sermão
expositivo, nós chegamos então ao
momento das aplicações. [risadas]
>> Muito bom. Vamos lá, sermão expositivo.
Então,
>> falar um pouco sobre isso, né? Isso aí.
>> Então, eh, o que que o que que eu tenho
pensado, né, desde que a gente pensou aí
nessa nesse nesse podcast? Primeiro, eu
acho que uma coisa muito importante e
bíblica é que a igreja de Jesus não pode
ser a igreja de um pastor só.
>> Boa, boa. Verdade.
>> Não pode ser, né? Provérbios, inclusive
diz, Provérbios 11 diz que na multidão
de conselheiros há sabedoria. E isso
serve paraa igreja no que respeita
também à pluralidade de pastores,
>> né?
>> Pluralidade de presbíteros, né? Como
algo essencial para o amadurecimento da
igreja.
>> Uhum. ah, os pastores precisam eh ter
consigo a ali no contexto da igreja
outros pastores que caminhem lado a lado
eh na obra do ministério.
>> Sim,
>> eu penso também que pastores precisam eh
ah veja, nós pastores precisamos confiar
em Cristo da mesma maneira que qualquer
crente precisa confiar em Cristo. Ah, e
você fez alusão há momentos atrás sobre
o texto de Mateus 6 e a necessidade que
nós temos de confiar em Cristo para o
que comer, o que beber, o que vestir,
para as coisas que são realmente
necessárias para esta vida, né? E que
Deus promete em Cristo nos dar na medida
que nós eh eh eh agimos da maneira como
ele deseja que nós eh eh façamos as
coisas, né? Buscar em primeiro lugar o
reino para que as demais coisas sejam
sejam eh vamos dizer assim, concedidas
pelo próprio Deus. Mas eu eu diria
também que nós pastores ou os pastores
de uma maneira geral precisam eh ter
algumas garantias
ah que não tragam preocupação ou que
pelo menos atenuem as suas preocupações
humanas, por exemplo, com a sua família,
ah, e as necessidades que a sua própria
família, a família tem. Ah, nós pastores
precisamos de igrejas que nos amem e que
amem também as nossas famílias e que
cuidem de nós, né? E às vezes um olhar
compassivo, misericordioso,
será extremamente importante para um
pastor ser olhado com compaixão e com
misericórdia. Uma outra coisa também que
que nós podemos considerar que é vital
no contexto da igreja é que Deus concede
aos membros do corpo habilidades para
servi-lo, bem como também para servir a
igreja. Se os crentes eh resolverem
servir a Deus conforme o Novo Testamento
estabelece, isso vai ser uma bênção pra
vida da igreja e consequentemente será
uma bção pros pastores, né? Certo?
>> Temos pessoas ali no contexto da igreja
que servem a Deus, que vivem para a
glória de Deus e que a partir das
habilidades e capacidades dadas por
Deus, ah, trabalham no contexto da
igreja e abençoam a igreja com as suas
capacidades concedidas pelo Espírito
Santo. Então, são caminhos que a gente
tem para a questão do burnout, né?
dividir, ah, se aproximar do pastor,
fazer aquilo que você como um cristão
pode fazer e que ah ah ah e deixar o
pastor fazer aquilo que ele somente ele
pode fazer, somente ele pode realizar,
não é? Ah, sobre nós está a tarefa de ah
pregar o evangelho, ensinar a palavra de
Deus. Sobre nós está a tarefa de
aconselhar os irmãos, as famílias
formalmente, quero dizer, está sobre nós
o dever de visitar os órfãos, as viúvas,
encorajá-los, discipular pessoas, a
formar liderança. Então, deixe a gente
fazer aquilo que a palavra de Deus diz
que a gente precisa fazer. E se há algo
que precisa ser feito, que pode ser
feito por uma outra pessoa tão ou mais
competente do que o pastor
>> nessas questões, então que elas façam
paraa glória de Deus. Isso é uma bção
pro corpo
>> e é uma bção paraa igreja de Jesus.
>> Perfeito. É como você falou, os membros
agindo, lembrando que inclusive quando
as escrituras dizem: "Aconselhem uns aos
outros, instruindo, né, a louvando, tudo
isso é algo que não é simplesmente para
os pastores, mas para os membros
cuidando um do outro, né? Então, é algo
que eu sempre busco lembrar a igreja.
Eh, nós precisamos cuidar uns dos
outros. Não sou só eu. Eu não tenho como
cuidar de todos. Nós precisamos cuidar
juntos, né? E aqui, Paulo, até falando
mais diretamente a quem nos ouve, se
você me permite, mas eu acho que é
relevante porque eu concordo plenamente
com você que uma igreja saudável deve
buscar ter a pluralidade de presbíteros,
pluralidade de pastores, mas muitas
vezes isso exige certas dificuldades. Eu
experimento isso na pele, né? Eu plantei
aqui a IBRJ, Igreja Batista Reformada de
Jundiaí. E o maior problema da nossa
igreja é que até hoje a gente não tem
outros pastores. Então eu quero
compartilhar um pouco da minha
experiência de como tentar aplicar
certas coisas que nos ajudam a lidar com
isso. Então, em primeiro lugar, oração
pedindo ao Senhor para nos capacitar e
confiar nele, porque a gente vai
fazendo, priorizando o reino dele e ele
vai acrescentando que é importante.
Outra coisa, amigos, ter eh outros
pastores com quem a gente busca
conselhos, com quem a gente ora, com
quem a gente conversa. pegando
instruções, lidando com casos difíceis,
é algo que eu sempre busco fazer. Surge
algum caso mais complicado, entro em
contato com outros pastores para eh
pensarem juntos comigo, ainda que eu não
tenho um pastor aqui na igreja. Ainda
nesse sentido de amigos, aquilo que você
também falou anteriormente, chamar para
pregar, né? outros pastores pregando,
nutrindo a igreja. Um dia que uma semana
que você não tem que preparar um sermão,
que você pode se dedicar a algumas
outras coisas importantes. Isso também
ajuda. Um outro aspecto é um paliativo
que eu aprendi também com outros irmãos
de igrejas, que é, olha, enquanto não há
outros presbíteros, outros pastores,
tentar criar ali, enquanto se organiza o
presbitério, tentar criar ali irmãos,
chamar irmãos que são um pouco mais
maduros, né? e espiritualmente e também
teologicamente para ajudar a pensar a
igreja, tomar decisões. Aqui na nossa
igreja, por exemplo, nós chamamos de
conselho ministerial, justamente porque
foi uma nomenclatura que a gente bebeu
de outros irmãos aí e tem sido bênção,
né? Hoje mesmo eu tava conversando com
um desses irmãos que tem me ajudado, não
sendo presbítero, não tendo poder de eh
eh decisão de conselho para o que a
igreja vai trazer, mas que pensam junto
comigo a igreja e me ajudam a aconselhar
a igreja. Então isso é um paliativo
muito interessante. Às vezes não tem um
presbítero em si, mas tem um irmão que,
por mais que não queira ser pastor, ele
é maduro e ele tá ajudando. E neste
sentido, para terminar, o outro aspecto
é continuar orando para que Deus envie
outros pastores e fazendo o que é
possível para treinar pessoas na igreja
para se tornarem pastores. quando nós
vamos encontrando ali as características
de um presbítero, inclusive priorizando
muito mais encontrar características de
caráter do que necessariamente de
habilidade, né? Porque uma coisa, a
habilidade é muito mais fácil de ensinar
do que a transformação do caráter. Mas
então, eh, é algo que a gente tem
experimentado, inclusive tenho feito
discipulado, treinando pessoal, a gente
vai pro seminário esse ano e eu sei que
esse é o caso de muitas outras igrejas
que vão sendo plantadas e às vezes não
tem isso. E eu concordo com você, o
certo é ter mais pastores, é algo que eu
ensino pra igreja, que eu tô buscando,
que outros têm buscado. Mas se é o seu
caso que está aí nos ouvindo e você quer
lidar com isso, né? Essas são algumas
dicas de como eu tenho feito, que eu
espero que sejam boas para você
continuar sendo zeloso, mas evitando um
burnout.
>> Agora, e a sua experiência, desculpa,
desculpa, mas a sua experiência ela é
muito muito muito próxima da nossa
realidade aqui.
>> Uhum. Eh, como eu disse no início, né, e
a a igreja que a Igreja Batista do
Redentor aqui em Vol da Redonda, ela é
fruto de uma plantação, como vocês aí,
né?
>> Sim.
>> Ah, fruto de uma plantação. E ah,
durante 18 anos, desses 21 anos e meio,
aproximadamente, durante 18 anos, a
nossa igreja foi a igreja de um pastor
só.
>> Olha só,
>> né? do ponto de vista de um, não é, de
um pastor só, nós tivemos uma, uma
tentativa frustrada a talvez há uns, ah,
15 anos atrás, né? E isso trouxe ah
muitas dificuldades posteriores paraa
igreja, né? Mas graças a Deus a igreja
ela seguiu e a hoje nós somos dois
pastores na igreja, né? Eu tenho, nós
somos dois aqui no contexto da igreja,
mas uma coisa que a gente experimentou,
esse pastor está conosco há mais ou
menos uns 3 anos e meio, né? Ele tá com
a gente aqui 2 anos e meio, 3 anos,
perdão.
>> Sim.
>> Ah, mas uma coisa que nós experimentamos
foi exatamente isso que aqui nós
chamávamos de equipe pastoral.
>> Sim. Sim.
>> Que eram homens, membros da igreja
maduros. Ah, alguns deles com alguma
formação teológica, mas não eram
pastores porque não tinha uma vocação
pastoral para o exercício, para o ofício
pastoral.
E a nós, eu me acertei deles e nós
fizemos, construímos aí o que nós
chamamos de uma equipe pastoral,
>> sim.
>> Que eram os homens com os quais eu
conversava, eu compartilhava questões do
ministério, pedia conselhos, pedia as
orações para que então decisões fossem
tomadas. E eles não tinham poder
decisório, como você disse há instantes
atrás, as decisões eram tomadas por mim,
>> mas sempre após consultá-los. E sabe o
que é interessante?
mesmo depois da chegada de um novo
obreiro para um contexto da igreja, esse
obreiro ele veio de fora de uma outra
igreja para a nossa igreja. A equipe
pastoral ela está mantida.
>> Sim.
>> Para você ter ideia, a gente se reúne
toda segunda-feira à noite, onde a gente
compartilha ali um tempo de 15 a todas
as semanas a gente se reúne, né? Numa
semana é só oração. Então nós oramos uns
pelos outros e oramos pela igreja. Na
semana seguinte a gente estuda o
capítulo de um livro, um livro, uma
leitura que eventualmente o grupo esteja
fazendo. E isso a gente já faz há mais
ou menos um ano e meio, embora a equipe
pastoral funcione já talvez há uns 5 ou
se anos. Então isso é um caminho
maravilhoso. O que você viveu aí e
compartilhou e e graças a Deus por ter
compartilhado é é uma bção pro contexto
das igrejas locais. Se a igreja não tem
condições ainda de ter um outro obreiro
junto do principal, do pastor Ceni, que
ela busque, né? eh, homens capazes,
tementes a Deus, né, que
consequentemente amem o Senhor e a sua
palavra para cumprirem esse essa tarefa
e esse ministério. Isso é uma uma bênção
na vida da igreja de Jesus Cristo.
>> Amém. Amém. Legal saber também dessa
parte da sua experiência. Essa parte eu
não conhecia. Foi bom também conhecer
esse aspecto. Que legal. Que legal. E
orar para que Deus também mande aqui um
um outro pastor para me acompanhar no
ministério, assim como aconteceu com
você também. Agora eu queria terminar
aqui que a gente já se alongou, mas foi
uma ótima conversa. Eu queria terminar
com uma pergunta muito pertinente que é:
OK, falamos muito do como evitar o
burnout, mas e quando o burnout já tá
instalado? Você passou por isso, né,
Paulo? E seria muito interessante você
compartilhar com a gente um pouco de
como foi a sua experiência de vencer o
burnout e o que você traz de conselhos
para aqueles que nos ouvem, que talvez
estejam nesse estágio e precisem de
ajuda.
>> Eh, eu diria assim que ah eh para quem
passa, não somente pela experiência do
Bornout, mas outros transtornos aí que a
gente tem hoje, é sempre uma tarefa
muito difícil. E talvez o primeira
primeira questão que a gente precisa
considerar é que isso não significa
necessariamente um problema de caráter
espiritual.
Ah, eu não tenho coragem de dizer que
não possa haver pessoas que sofram por
questões espirituais, exatamente por ah
não obedecerem como convém a própria
palavra de Deus e entrarem por rotas que
vão gerar o desgaste, o esgotamento e o
estresse. Mas nem todo nem todo o
problema de burnout ele é de caráter
espiritual nesse sentido, né? Então, a
gente primeiro precisa ter uma
consciência de que o burnout é uma
enfermidade
e a gente precisa tratar uma
enfermidade, não é? No meu caso, já que
você pediu aí uma uma experiência, a
minha experiência, né? No meu caso,
assim,
cometi um erro, Sauror, que eu não
recomendo ninguém cometer, que é um erro
de achar que não precisa de ajuda para
lidar com essas questões. Não é que não
precise de ajuda, mas não precisa de
ajuda para lidar com essas questões. Eu
demorei um pouco, isso aqui inclusive é
uma confissão pública de pecado. Ah, eu
demorei um pouco para entender que eu
precisava recorrer a ajuda de alguém.
ajuda de alguém. E chegou o momento em
que eu recorri à ajuda de um amigo muito
querido, né?
No processo, antes da procura da ajuda,
Deus ele ele ele foi gracioso comigo,
ele foi bondoso comigo no sentido de que
ele me concedeu bênçãos por meio de
algumas atividades que eu fazia. Então,
por exemplo, foi uma época em que eu ah
me dediquei a ler os Salmos de uma
maneira como eu nunca tinha lido antes
na minha vida.
e descobrir que os salmos eles têm um
papel importante na nossa vida, porque
ali estão registrados não apenas os
triunfos dos servos do Senhor, mas as
tristezas, as os lamentos,
as limitações,
a escassez, a dúvida, o perigo, a
perseguição, a dor, o luto, tudo isso
está nos salvos. E isso me fez lembrar
que os servos de Deus também sofrem,
podem passar por sofrimentos e que
eventualmente eh a nossa vida não será
uma vida de de vento em popa sempre, né,
ou de glória em glória, no sentido de
que nós não vamos ter sofrimentos, dores
e e dificuldades.
Ah, mas os salmos me ajudaram muito e
consequentemente a oração também me
ajudou muito a buscar ao Senhor e buscar
em Deus o apoio. Mas chegou obviamente
um momento em que eu disse: "Eu não
tenho condições, eu por mim mesmo não
tenho condições". E aí eu eu vivi uma
experiência muito muito interessante com
a um irmão muito querido, eu não tenho
problema algum de dizer o nome dele,
pastor Gilson Santos.
>> Uhum.
>> Que foi durante muito tempo pastor
Batista da Graça, né? Hoje tá em
Portugal.
>> Um irmão querido, um irmão querido.
>> Gravamos recentemente com ele aqui,
inclusive. E acho que foi o penúltimo
podcast. É. Ótimo. Excelente. Gilson é
um é um irmão querido. E e eu lembro que
numa manhã eu disse já esgotado, já no
meu limite, a ponto de estourar, a ponto
de explodir, eu disse, mandei uma
mensagem pro Gilson assim, disse assim:
"Gilson, eu preciso de ajuda."
E Gilson nunca leu uma palavra dessa
escrita por mim. [risadas] Uhum.
>> Nós nos conhecemos há décadas, mas eu
nunca disse para ele assim: "Gilson, eu
preciso de ajuda". E obviamente que
quando ele leu isso, ele disse: "Rapaz,
esse cara precisa de ajuda mesmo".
>> Aham. E aí ele me respondeu e disse
assim: "Vamos conversar e agendamos pro
outro dia." E sabe qual é a coisa
interessante? de manhã cedo, mais ou
menos 7:30, se eu não me engano, eh
entramos numa numa dessas plataformas,
ah, e ali nós começamos a conversar e eu
expus para ele tudo que eu tava vivendo,
as dificuldades, as dores, enfim, tudo,
tudo, tudo, tudo. E aí o Gilson disse
assim para mim,
dentre tantas coisas que ele disse
assim, Paulo, ele disse assim: "Paulo,
você precisa dormir
eu disse, Gilson, tá bom, eu sei que eu
preciso dormir, mas como é que eu durmo?
Como é que eu faço para dormir?
E aí Jesus começou a me acompanhar ali,
sabe? Eh, e eu lembro que eu naquele
dia, Saur, irmãos, minha esposa é
testemunha, eu fiz, eu fiz o que Gils
pediu para fazer.
Eu fiz o que Gils pediu para fazer.
Lembra que eu falei que eu dormia 3
horas por noite?
>> Aham.
>> Eu fiz o que Gilson mandou. Eu fui
dormir.
Quando eu acordei era dia claro.
Naquela noite eu dormi aproximadamente
umas 7 horas direto, coisa que eu não
experimentava, talvez há anos.
>> Olha só.
>> E eu lembro que a minha esposa estava
deitada do meu lado e quando eu vi pela
fresta da janela a luz do dia, eu sabia
que já não era madrugada como tava
acostumado a acordar.
>> Aham. Era amanhã cedo e eu acordei numa
alegria acordando a minha esposa e
dizendo: "Eu dormi, eu dormi, eu dormi,
eu [risadas][limpando a garganta]
consegui dormir."
>> Que bção, hein?
>> E a partir desse momento, as coisas
começaram a a tomar um rumo na minha
vida e reajustar. Então, quando eu falo
do sono, quando a gente estava falando
do sono, eu tava falando de uma coisa
que para mim é muito cara.
A minha é muito cara, que passou meses e
até anos sem conseguir dormir, sem
conseguir descansar. Eu hoje, graças a
Deus, já são anos que eu consigo dormir.
Eu não tenho problema de insônia, eu
durmo bem à noite, graças a Deus. Então,
o sono teve um papel importante, né? Mas
eu tive ajuda da minha família, né, da
minha esposa, dos meus filhos. Eu tive
ajuda de irmãos da igreja. Eu eu cheguei
a ficar, por exemplo, três meses sem
poder servir a igreja em casa, fechado,
trancado,
mas eles com alto grau de compaixão, de
misericórdia, me apoiaram, me ajudaram,
oraram por mim, ah, me visitaram, me
aconselharam. Então, a família estendida
aqui a igreja foi uma bção na minha
vida. Então, a qual é o meu
encorajamento aqueles que eventualmente
estão vivendo uma situação dessa? Se
você é um crente em Jesus Cristo, não se
desapegue da palavra do Senhor. Não se
desapegue da vida de oração. Eu tenho,
não tenho dúvidas de que as coisas vão
contribuir, entre aspas, para que você
abandone a oração, para que você
abandone a leitura da palavra de Deus.
Mas não racionalmente não abandone.
Continue orando, continue buscando ao
Senhor, lendo a sua palavra, nela
meditando e pedindo graça. E peça ajuda.
Talvez você conheça algum colega, algum
irmão, algum amigo que pode ser aquele,
aquela pessoa que vai te ajudar, que vai
te orientar, que vai te encorajar, que
vai te ouvir, que vai orar com você, que
vai ler a Bíblia com você. Eu tive isso.
Então, ah, eu sou muito grato a Deus por
todos aqueles que me deram essa, essa
bênção da companhia quando eu mais
precisei. Então, o meu encorajamento é
que a ah a se você está vivendo tempos
assim, que você não desanime,
racionalmente, não desanime. E aí,
lembre-se dos Salmos, dos Salmos 42 e
43, né? Ah, quando o salmista diz para
si,
ele está enfrentando dificuldades, ele
tem problemas, ele tá sofrendo na pele,
mas ele mesmo diz para ele, o lado que
conhece a Deus diz ao seu coração, a sua
mente diz ao seu coração, porque estás
abatido a minha alma, porque te
perturbas dentro de mim, espera em Deus,
pois ainda o louvarei a ele que é o meu
auxílio e reino.
diga para si mesmo: "Por que estás
abatido a minha alma?" Essa expressão é
a expressão de alguém que está passando
por tempo de abatimento, mas que conhece
o Deus que está acima dos abatimentos.
Então, eventualmente nós podemos
enfrentar o burnout, mas nós temos um
Deus que está acima do burnout. Então,
diga para si porque estás abatida, ó
minha alma? Porque te perturbas dentro
de mim? Espera em Deus, pois ainda
larei. É uma questão de confiar no
Senhor, confiar na sua bondade, confiar
na sua graça. E busque ajuda. Não tem
problema nenhum buscar ajuda. Buscar
ajuda uma bção e tá tudo bem. Buscar
ajuda, isso não é sinal de fraqueza,
pelo contrário, é realmente o sinal de
alguém que sabe que pode ser abençoado
mediante a vida de outras ou as vidas de
outras pessoas, né? Isso é muito
importante na caminhada da fé quando a
gente precisa de bons companheiros.
Amém. Amém. É pregar para si mesmo e ter
pessoas próximas que vão pregar para
nós, que vão nos acompanhar, que vão
estar ali com a gente, vão orar pela
gente. Isso aí, né? E esse livrinho,
inclusive, tá aqui, um livrinho que não
vai eh ser difícil de ler, pelo
contrário, uma escrita tranquila,
curtinho e que é uma bção, traz
princípios bíblicos, alguns óbvios, como
a questão do sono, mas que ainda assim
ele traz de uma maneira muito pertinente
que a gente precisa ouvir e outros que
não são às vezes tão óbvios, mas a gente
também precisa. Então, livrinho que vai
ajudar quem tá assistindo é um excelente
livro. Vale a pena. Vale muito a pena.
Muito bom, meu irmão. Muito obrigado
pela conversa, Paulo. Que Deus continue
abençoando sua vida, abençoando você com
o sono que ele dá aos que o amam e as
aos que ele ama.
>> E que ele continue lhe capacitando a ser
zeloso, mas sem cair mais no burnout,
meu irmão.
>> Amém. Amém. Obrigado, meu irmão.
Obrigado mais uma vez pelo convite, pelo
privilégio de de compartilhar desse
livro, né, maravilhoso que escrito aí
por pelo Dr. Christopher Ash, ah, que é
uma bênção para para as nossas vidas.
Então, louvado seja Deus por esse
material que tá disponível agora em
língua portuguesa.
>> Muito bom, meu irmão. E você aí de casa
que ouviu, ficou interessado em aprender
mais, o livro com certeza vai ser bção
na sua vida, enfatizando. Esse esse
podcast falou muito para a vida
pastoral, porque é um dos socos do
livro, tem muito a ver com grande parte
da nossa audiência, mas isso aqui não
vale só para quem é pastor. Os
princípios que nós discutimos aqui valem
para pessoas de diversas profissões.
você é advogado, se você é um
empresário, se você é um funcionário, se
você não importa a sua função, se você é
um estudante, enfim, ainda assim,
princípios que estão aqui são retirados
da escritura, desenvolvidos por um homem
que é pecador, mas é piedoso, que busca
trazer a palavra de Deus, com certeza
vão ser bênção na sua vida. E se você
conhece pessoas que estão caminhando
para isso, presente elas com esse
livrinho. Esse livrinho simples, com
certeza vai ajudá-las nessa caminhada.
Converse, recomende, compartilhe esse
podcast com essas pessoas e eu espero
que Deus abençoe cada um de vocês nesse
sentido. Se você gostou dessa conversa,
você gosta de conversa assim, então se
inscreva aí na sua plataforma de podcast
preferida para não perder nenhum
episódio novo dos podcasts da Vida Nova.
[música] Veja as dezenas de episódios
que nós já temos gravados e também fique
de olho nos próximos que vem por aí. É
isso aí, até a próxima. Valeu,

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