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A fé vem pelo ouvir

Aconselhamento Bíblico (Podcast com Larissa Ferraro, Ari Langrafe e Raquel Gadelha)

Aconselhamento Bíblico (Podcast com Larissa Ferraro, Ari Langrafe e Raquel Gadelha)

Aconselhamento Bíblico (Podcast com Larissa Ferraro, Ari Langrafe e Raquel Gadelha)

CURSO de TEOLOGIA ONLINE:

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Legendas automáticas:

Olá,
seja bem-vindo ao podcast da escola
Charles Spurgion. E hoje nós vamos falar
sobre mulheres que aconselham mulheres
discipulado, cuidado e graça. Eu quero
dar início falando de uma cena que se
repete praticamente em todas as igrejas.
Uma mulher chega ao culto sorrindo,
cumprimenta todo mundo, canta os hinos,
participa da escola bíblica, mas ninguém
imagina o peso que ela carregou durante
toda a semana. Muitas vezes é um
casamento difícil,
a exaustão da maternidade, o medo,
ansiedade, solidão. Muitas vezes ela não
precisa, em primeiro lugar de uma
palestra. Ela precisa de alguém maduro,
cheio da palavra, que caminhe ao seu
lado. E o Novo Testamento descreve
igrejas onde mulheres ensinavam
mulheres, encorajavam mulheres,
discipulavam mulheres e cuidavam umas
das outras. E é justamente isso sobre ah
o que nós vamos conversar. Ah, uma
vocação que eu considero tão bonita e
tão necessária para isso. Tô aqui com a
Raquel Gadelha, coordenadora do curso de
teologia online da escola Charles
Spugion. Seja bem-vindo, Raquel.
>> Obrigada.
>> Que coisa boa tê-la aí. Tá bom. E também
hoje agora a conversar sobre isso
conosco é Larissa Ferraro, que é
coordenadora do curso de aconselhamento
aqui da ECS, conselheira bíblica,
escritora. Seja bem-vinda, Larissa.
>> Muito obrigada. Um prazer estar aqui com
vocês hoje.
>> Que coisa boa. Larissa, começa falando
um pouquinho de você, do seu ministério.
Como que é essa vida de conselheira
bíblica?
Ah, é muito boa, né? Uma bênção servir
ao Senhor em qualquer frente e tem sido
um privilégio para mim. Eu eu
compartilhei um pouco, a gente tá aqui,
né, na semana magna, por isso que eu
estou aqui, né, hoje.
>> E ontem eu compartilhei um pouco da
minha história, como é que eu fui, como
é que eu caí no aconselhamento bíblico,
né? O que que Deus fez na minha vida. E
>> você caiu ou tropeçou no aconselhamento
bíblico, como que foi isso aí, né? es
penquei no aconselhamento bíblico, né?
Na verdade, eu estava caída e aí eu fui
rastejando e e o Senhor me levou pro
aconselhamento bíblico, né? Quando eu
não venho de um lar cristão, vou fazer a
a versão resumida da história, não venho
de um lar cristão.
>> Eh, quando eu era criança, fui para uma
igreja, mas não era uma igreja saudável,
não se ensinava verdadeiramente o
evangelho, né? Então, eu aprendi a falar
em línguas fluentemente, amarrar o diabo
e a determinar em nome de Jesus. Só que
eu não aprendi nada sobre pecado, sobre
arrependimento, né?
>> E aceitei um apelo, mas realmente sem
entendimento, né? Eu entendo que eu não
fui salva ali. Mas foi uma porta que
Deus me colocou e meus pais discrentes
eram muito contra. Eu ia com uma colega
de colégio, essa colega saiu do colégio,
eu perdi totalmente o vínculo com
qualquer igreja. Então, passei a
juventude no mundo mesmo.
>> Eh, mas conheci meu marido nessa época.
Nós nos Ele também vem de um contexto
familiar parecido com o meu. A gente
começou a viver juntos, moramos juntos,
né? E aí o senhor salvou o meu marido.
>> Uau!
>> Com isso a gente já vivia juntos há 7
anos. E aí nós fomos para uma igreja
saudável, pela graça de Deus. E o pastor
conversou com a gente, explicou que a
gente não poderia viver juntos, que a
gente precisava oficializar diante de
Deus. Nós nos casamos dois anos depois,
né? Então, a gente tinha 9 anos de
casados, eh, e agora já oficializado,
meu marido convertido e eu achando que
eu tinha voltado para os caminhos do
Senhor, né? Esse era o meu pensamento
depois de passar mais de 10 anos aí no
mundo. Aí nós tivemos uma super crise no
nosso casamento. Eu queria me divorciar
e
e ele eu falei que não queria que a
igreja soubesse de nada. E ele, claro,
não, né, acatou o que eu falei e foi
pedir ajuda. Na época eu era sócia, eu
trabalhava com consultoria empresarial,
eu era sócia de um crente. E aí ele foi,
meu marido foi conversar com esse irmão
querido, que foi quem Deus usou para me
alcançar. e contou o que tava
acontecendo na nossa casa, né? E aí esse
esse meu esse nosso irmão me chamou para
uma conversa e Deus usou ele assim de
uma maneira muito muito especial e ele
me mostrou que eu realmente não era
nada, né? Que o caminho que eu estava
seguindo era um caminho de morte.
>> Eu achava que eu era muita coisa, só que
na verdade eu não era nada. E eu não me
lembro as palavras exatas, mas eu lembro
que Deus usou aquilo ali para me
humilhar e era o que eu precisava
verdadeiramente. Cheguei na minha casa,
me ajoelhei, peguei a Bíblia que eu
tinha e abri aleatoriamente no Salmo 51.
E nunca tinha lido Salmo 51. E ali foi
uma oração diante do Senhor pedindo
perdão. Aí me reconciliei com meu
marido, pedi perdão para ele. Foi uma
transformação assim, de fato ali eu fui
transformada. Deus me deu um novo
coração. E a partir dali, a gente já
tinha 9 anos de casados, eh, nós
começamos a tentar engravidar.
Passamos todo um processo, né? Primeiro
tenta durante dois anos sem fazer exame,
sem nada, aí começam os exames, aí
identifica um problema, aí tenta tratar,
fiz cirurgia, fiz tratamento, nada de
engravidar. E aí eu comecei a lutar com
depressão, com ansiedade, com todas as
essas síndromes, essas pacote completo e
não podia tomar medicação. Na minha
cabeça, a solução era o quê? Eu tomava
uma medicação, uma pílula mágica e
resolvia a minha vida e eu ia seguir pra
frente, né? Foi o que eu cresci ouvindo,
né? Se você tem depressão, se você tem
ansiedade, você vai tomar um remedinho e
vai resolver tudo, né? Vai ficar tudo
bem. Só que fui procurar a médica, uma
psiquiatra, ela falou: "Não, você tá
tentando engravidar, eu não vou te dar
nenhuma medicação". E aquilo ali tirou
meu chão, porque na minha cabeça a
solução era essa. E aí eu fui pra minha
igreja, pedi ajuda para uma senhora da
minha igreja, que é uma pessoa muito
especial para mim. Ela é minha melhor
amiga, ela tem quase 80 anos, ela é
minha melhor amiga.
>> E a gente vai falar um pouquinho sobre
esse ministério, né? E e ela, eu achei
interessante mencionar isso do
testemunho
>> e ela falou para mim, Larissa, eh, a
semana que vem vai acontecer uma
conferência de aconselhamento bíblico.
Isso aconteceu há 16 anos.
Aí eu falei: "É, mas é durante a semana,
eu tenho que trabalhar, não vai dar
tal." Mas voltei para casa, falei: "Para
onde eu vou? Não tenho mais para onde
ir. Eu não posso tomar o remédio que era
o que eu queria. A minha vida tá desse
jeito. Eu tô triste, eu tô ansiosa, tá
tudo, né? Eu não consigo engravidar. Eu
vou tentar esse negócio de
aconselhamento bíblico, né? E aquela
semana foi um divisor de águas na minha
vida, na no meu casamento, na creio que
também na minha igreja, porque dali em
diante dali em diante a minha igreja se
envolveu demais com aconselhamento
bíblico também. E aí eu fiz todos os
módulos ali, era a época da conferência
da ABCB, fiz todos os módulos. Aí eu fui
convidada para ensinar. Aí eu comecei a
ensinar na conferência da ABCB, fui
fazer um mestrado em aconselhamento
bíblico lá nos Estados Unidos. Aí era os
livros. Aí eu deixei a o meu trabalho
que eu tinha em consultoria empresarial,
que eu trabalhei 10 anos com Uhum.
>> Que com teorias humanistas, né? Com a
psicologia,
o o a consultoria é muito envolvida com
psicologia, né? A gente trabalha muito
essa área.
>> Então trabalhei 10 anos com isso.
>> E aí conforme eu fui conhecendo mais da
palavra de Deus, eh essas teorias elas
foram perdendo brilho.
>> Uhum. elas. Eu comecei, eu era
apaixonada pelo meu trabalho, eu amava o
meu trabalho, mas à medida que eu fui
conhecendo a palavra de Deus, eu fui
descobrindo um verdadeiro amor.
>> Uhum.
>> E aquelas coisas do meu trabalho é muito
interessante como elas foram assim, elas
foram apagando, apagando, apagando a
ponto de olhar e falar: "Nossa, isso
aqui não tem utilidade mais para mim".
Aí eu abandonei a carreira total e
comecei a servir integralmente no
ministério de aconselhamento. Aí vieram
os livros, aí eu comecei a viajar para
ensinar e aí tô aqui hoje, né? Que
[risadas] legal.
>> Era a versão curta,
>> certo? Porque no final das contas, né?
Não sei como que você pensa, Raquel, mas
o aconselhamento bíblico tá tá
entrelaçado com o evangelho, né? E e
esse evangelho, né, essa essa boa
notícia torna possível o que não existe
no mundo, né? O mundo pode ter suas
teorias e muitas vezes são teorias muito
boas, né? Teoria de performance, tem
tanta coisa que a gente vê até no no do
meio que você veio,
mas elas não têm a profundidade que
chega no coração humano, não vai. Ela
pode ser até superficialmente muito
robusta, muito bonita, mas ela não
consegue essa profundidade que a gente
tem. E no final das contas é o
evangelho, é Cristo sendo formado nas
pessoas. E foi isso que aconteceu com
você.
>> E na medida que a gente ah eh tem Cristo
na nossa vida, ah, aí torna possível a
gente enfrentar os dilemas que vêm, né?
Porque o cristão vai enfrentar a
depressão, ansiedade, essas coisas fazem
parte do que é ser humano.
>> E aí foi muito legal ouvir de você que
você encontrou aquela senhora de 64
anos, porque eu fiz a conta, né,
[risadas] na época, né, agora está com
80, né, quero conhecê-la inclusive um
dia, né, se eu tiver oportunidade, né, e
eu dou graças a Deus por essas mulheres
na igreja. Eu como pastor da igreja vejo
o valor que elas têm, né, de poder. Tá
ali. E eu [limpando a garganta] quero
começar esse bloco falando aqui, porque
as mulheres então precisam de mulheres,
né? Especialmente quando a gente olha,
Larissa, vamos lá. Quando a gente pensa
em aconselhamento bíblico, muitas
pessoas imaginam imediatamente um pastor
no gabinete.
>> Aham.
>> Né? Então, vá, cara, preciso de
aconselhamento. Vamos lá pro gabinete do
pastor,
>> né? Mas Deus, ah, e o desenho que ele
fez é levantando mulheres para cuidar de
outras mulheres. Você concorda com isso?
Eu tô falando do contexto da igreja, né?
E e se concorda ou não, porque isso é
importante.
>> Se eu não concordasse, eu podia parar
agora, ó. Para agora, manda essa menina
embora, porque ela tá no lugar errado,
né?
Concordo totalmente, né? Algo que Deus
eh Deus planejou dessa forma, né? a as
mulheres ensinando outras mulheres,
discipulando outras mulheres. Eh, Deus
nos fez para eh fazer parte de um corpo,
né? Cada um de nós, como a Bíblia fala,
eh sendo uma parte do corpo e uma parte
fundamental do corpo para que para que o
todo funcione da maneira correta, né? E
Deus ele desenhou dessa maneira, as
mulheres mais velhas ensinando as
mulheres mais novas. Isso é um mistério
fundamental da palavra de Deus, porque
nós eh
o homem ele consegue até ensinar algumas
coisas, aconselhar de um de um certo em
alguns aspectos, mas a mulher ela ela
entende melhor a outra mulher, ela ela
passa pelas mesmas coisas, né? Parte da
maneira que Deus criou, nos criou, né?
Das as etapas da vida, as mudanças
hormonais.
Então, a outra mulher, ela ela tem um
entendimento mais profundo dessas
coisas, dessas lutas, dessas dores, das
das alegrias, de como a gente pode eh
crescer, aprender mais do Senhor. Então,
esse ministério de mulheres ensinando
mulheres é fundamental, é algo
maravilhoso, realmente. Eh, paraquel,
>> você consegue enxergar, né, essas
necessidades assim, vamos dizer,
femininas,
que só uma outra mulher
>> conseguiria enxergar até mesmo assim a
importância daquilo que às vezes o homem
pode olhar e dizer assim: "Ah, isso não
tem tanta importância".
>> É, não, não, não, não. [risadas] A gente
não pensa assim, não, não, não. O
problema que eu vejo é que muitas vezes
a gente quer resolver um problema.
>> Aham. Ah, o homem tem uma tendência de
ser muito utilitarista no sentido, né?
Tá acontecendo uma situação,
>> ele é mais objetivo.
>> Como que eu posso resolver isso?
>> E a mulher, ela já tem uma visão mais do
todo, né, de de como de quais são as
conexões que aquilo faz. E nem sempre a
gente faz essas conexões, mas eu
concordo com você. essas necessidades
que eu acho, né, femininas assim, que
que talvez por passar por aquilo que
você falou aí uma outra mulher
entenderia melhor do do que um homem
nesse momento, né? Tem alguma específica
que você pudesse assim que acha, não,
isso aqui realmente assim é gritante que
a mulher consegue compreender mais do
que um homem no aconselhamento bíblico?
Não só no aconselhamento bíblico, mas eu
vejo essa nós mulheres nós nós temos
muitas fases na vida marcantes. Eu acho
que isso no homem não é tão marcante.
>> Eu eu eu vejo as alterações hormonais
elas elas marcam muito a as as etapas da
nossa vida, né? A gente tem
adolescência, época que a a menina deixa
de ser menina para virar mulher. Isso
gera mudanças tanto no corpo quanto no
coração, no ser interior, nas emoções, a
maneira que, né, você vê a criança tá
ali brincando, tal, aí de repente ela
começa a ficar mais melancólica, chorar
e e rir demais e fica um negócio meio
desequilibrado, aí ela fica mocinha, né?
Aí você vê que são essas, quem que vai
entender? O homem não passa por isso,
né? Aí depois mais paraa frente, agora
uma realidade que eu tenho vivido, né?
depois dos 40 e começa a entrar naquela
fase dos hormônios oscilarem, as
mudanças emocionais, tá rindo que você
já tá começando a sentir, né?
>> Sim.
>> E aí a importância que é você ter as a
mulher mais velha que vai te dizer:
"Não, isso é, eu passei por isso, isso é
normal, isso realmente acontece e te
ensinar quais são as novas lutas que
você vai ter agora por causa disso, né?
Então isso essa dinâmica da que acontece
na vida das mulheres é uma coisa que não
tem como o homem compreender isso,
porque ele não vive isso.
>> E também a sociedade,
aí a minha visão aqui colocando que ela
coloca a uma pressão muito grande sobre
as mulheres, que é diferente dos homens
de certa forma, né? Você tem uma pressão
por aparência, por exemplo, né? ah, de
uma estética que tem que tem que tá em
determinados padrões,
>> padrões de beleza, padrões de
comportamento. Então, e a as mulheres
elas elas vão ser muito pressionadas
nesse sentido, né? Então, ah, a gente vê
essas questões, a gente precisa opa,
pera aí, vamos separar as coisas aqui,
né? Muitas vezes essas questões não
atingem os meninos, eles nem ligam
muito, né? Mas as meninas, eu vejo que
tem um impacto muito grande, né, essa
pressão que a sociedade faz nesses
parâmetros e padrões que vem. A gente
precisa equipar as nossas meninas nesse
sentido, a lidar com essas situações.
>> Sim. E até assim, um outro lado também o
o a maturidade cristã vai dar a nesse
trato umas com as outras é de você
também não potencializar
>> Uhum. demais. Isso, porque hoje também
eu enxergo isso, que a as coisas das
mulheres são muito importantes, são ah,
porque ela está nesta fase, ela passa
por isso e dos homens parece que a
sociedade fica,
>> é, você pega um homem solteiro e uma
mulher solteira,
>> olha como que a sociedade vai enxergar
os dois, né? O o homem solteiro ninguém
fala muito, né? Agora a mulher solteira,
poxa, né? Olha o que aconteceu, né? Que
que aconteceu? Eles querem saber o que
aconteceu. Ninguém pergunta para um
homem: "Que que aconteceu que você ficou
solteiro?"
>> Solteira, [risadas]
>> né? Mas paraa mulher muitas vezes vem
essas expressões. Por que que você não
casou, né? O que que tá vendo, né? E e a
gente vê isso acontecendo e a gente
precisa notar. Isso é um exemplo só, não
sei se tem outros, né?
[limpando a garganta]
>> Então é isso, Larissa, como que é? Eh,
eu tava aqui pensando, né, que essa
quando a gente fala a pressão da
cultura, tal, eh,
infelizmente muito dessa pressão quem
colocou sobre nós fomos nós mesmas, né?
>> Uhum. Totalmente. Aí eu concordo, né?
>> A gente e e aí eu pensando também que
tudo isso tem ã a mão da serpente, que
desde o começo ela observou ali qual ia
ser o ponto que ela ia mexer e ela foi
na mulher.
Uhum.
>> né? Ela foi na mulher e ela ela ela
sabia que se ela derrubasse a mulher,
ela arrastava o homem junto. E eu acho
que essa dinâmica ela acaba ela acabou
sendo um padrão.
A mulher é muito atacada de várias
maneiras, porque a mulher vacilando,
caindo, ela arrasta o homem.
>> Uhum.
>> A gente
>> a mulher sabe, edifica a sua casa. Já
dizia Provérbios
>> e a toa destrói com as próprias mãos.
Isso,
>> né? Então, eu vejo que eh
as coisas vão muito em cima da mulher
porque é uma estratégia de Satanás
mesmo. E o movimento feminista, eu não
canso de bater no movimento feminista
porque ele merece,
>> merece, merece.
>> Ontem você deu um exemplo bom,
>> é,
>> né, de de dos homens não abrirem mais a
porta, não dar o lugar. Foi uma
conquista do movimento feminista. Gente,
que que absurdo você
>> que que a gente conquistou? A gente
ganhou o direito de de desculpa,
>> viver como uma prostituta, né? Que foi o
que o movimento feminista desde o começo
a briga era para uma liberdade sexual.
>> Uhum.
>> Ganhou o direito de ser tratado como
objeto. Olha o direito que a gente
ganhou de ser tratado como objeto, não
ter benefício nenhum, não ser mais
tratado como especial, não ser não ser
protegida, né?
>> Não ser protegida, porque você não
precisa disso, você é igual, né? colocar
os filhos na escola e aí trabalhar para
pagar,
>> sustentar a casa,
>> não para para pagar a escola, né?
Porque, né, você põe os teus filhos na
escola e e aí você tem que ir lá sair 8
horas por dia para pagar a escola. É
umas contas que não fecham no movimento
feminista. não percebe por nós nós entre
aspas brigamos para ter uma série de
coisas que não são direitos, só são
fardos para cima da gente e aí a gente
aguenta a pressão disso agora,
>> porque tudo isso gerou muito da pressão
que a gente tem hoje em dia, né? Essas
consequências.
>> E voltando pro jardim do Éden, a
natureza caída do homem é ficar o quê?
>> Ficar em silêncio e cruzar os braços e
ficar de boa. Eva,
>> os homens não tem isso. A Eva quer
trabalhar, filha. Você quer tomar a
frente? Não tem problema. Vou deitar no
sofá aqui, vou ficar de boa.
>> Exato. Exatamente. Aí depois a gente
amaldiçoa o marido que não faz nada.
>> O marido que a gente criou
>> porque a gente passou na frente de tudo,
a gente assumiu a liderança, aí depois a
gente odeia o nosso marido, porque ele é
um preguiçoso, ele não faz nada.
>> Mas quem foi que assumiu o papel do
homem? A gente que assumiu o papel. Aí
depois a gente reclama que eles não
fazem nada. A gente não deixa eles
fazerem nada.
Então a gente tá, a gente coloca muito
do peso, né?
>> Uhum.
>> E quando a gente, pela graça de Deus,
percebe isso e e adquire uma certa
maturidade,
aí novamente a gente volta para para o
ministério das mulheres ensinando as
mulheres, é a gente ensinar as mais
jovens isso.
>> Uhum. Então, pela graça de Deus, agora
eu tenho tido o privilégio de caminhar
com muitas jovens ensinando essas
coisas, mostrando para elas
>> que que elas não precisam eh se colocar
nesse julgo.
>> Uhum.
>> Porque esse não é o julgo que que Deus
deu pra gente. Isso é um julgo que o
mundo tem empurrado para cima da gente,
né? E que a gente é livre. A gente não
não precisa, a gente pode sair debaixo
desse ir pro julgo de Cristo que é leve.
>> Uhum. é que é outra história, é outra
coisa, são outras coisas que ele quer da
gente.
>> É. E e essa questão de você ser igual,
né? Você conquistar tentando ser igual,
né, a aos homens, tira toda a beleza do
mundo,
>> né? O mundo fica horrível de feio.
>> Eu vejo lá, minha esposa viajou, foi pro
doutorado esses dias,
>> fica
>> fui estudar lá uma semana, minha casa em
uma semana virou um hotel porque eu
entrava em casa, ia pro quarto dormir,
né? E a casa, a Carol chegou, falou:
"Nossa, mas essa casa tá intacta". Não,
querida, que eu entrava ia direto lá,
né? Ah, você ia ter um iFood lá no meu
escritório e era só o que tinha. A nossa
casa ela em uma semana ela ela aconteceu
isso. Então você tem essa beleza, fora a
beleza que é a o ser feminino, né?
>> Sim,
>> né? Deus ele ele ele faz algo belo, a
maternidade,
>> que é uma coisa ah muito bela e que para
mim tá no cerne de você atacar, né?
Porque quando você ataca as mulheres,
você tá atacando, na verdade
>> a essa questão da maternidade
>> e que é tão bonito, lindo e e você, a
gente tendo as mulheres,
ajudando as mulheres, né, que já
passaram, como você disse, Larissa, né,
é bom demais. E eu quero te perguntar
uma coisa. Existe uma crise de mulheres
mais velhas discipulando mulheres mais
novas?
>> Sim.
>> Você acha que existe essa crise? Por
quê?
>> Infelizmente sim.
Eh, o que eu tenho visto é que ninguém
quer ser mais velho hoje em dia. As
mulheres não querem ser mais velhas.
>> Uau!
>> Eu não sei se vocês percebem isso, mas
as mulheres mais velhas, muitas estão
ficando patéticas. a da a da mesma forma
que você falou da feiura de quando a
gente quer destruir feminilidade e
masculinidade, eu vejo uma feiura também
quando a mulher mais madura, que deveria
estar amadurecendo de fato e ensinando
as mais novas, ela tá lutando para não
ser madura, porque ela quer o que que o
mundo valoriza
>> a juventude e a beleza.
>> Então essa mulher ela não quer parecer
mais velha. Eu não tô falando tratamento
estético, acho que isso não é não é esse
o foco, esse o ponto,
>> é o coração mesmo. Ela não quer ser uma
mulher madura. Então, como ela quer ser
vista com uma mulher jovem, ela se torna
muitas vezes uma uma pessoa fica
patético mesmo, porque aí em vez de ela
ser
>> fica uma caricatura, né?
>> Fica, em vez dela querer ensinar com
sabedoria que deveria ser o papel da
mulher mais velha, não. Ela quer fazer a
piadinha, ela quer ser cu, ela quer ser
amiga, ela quer se vestir com a calça
furada e o tênis
>> e e e não é isso que as jovens precisam.
As jovens precisam das mulheres mais
velhas que tenham a maturidade para
ensinar. É o que Deus quer da gente, né?
Que a gente tem essa maturidade para
ensinar as as mais novas. Então eu vejo
que a que a grande crise está nas
mulheres que não querem parecer mais
velhas. Elas não querem ser mais velhas.
Então elas deixam de amadurecer para
lutar para para parecer jovens. Então
fica uma coisa totalmente
desequilibrada e feia.
>> É. E o que pode acontecer também nessa
luta, a mulher nunca amadurecer,
>> então,
>> e ela vai, né, tem uma idade muitas
vezes, mas ela nunca se permitiu
amadurecer porque ela nunca quis.
>> Ela não tá buscando isso.
>> Uhum.
>> Eu vejo que as mulheres cristãs, elas
não estão buscando ser mais maduras,
elas estão buscando ser mais jovens.
>> Uau!
>> E
>> esse é o certo da crise. Faz sentido.
Faz sentido.
>> Isso é um, eu falei um pouco sobre isso
ontem. Isso é um barulho que está
atrapalhando a gente ouvir a voz de
Deus.
a gente a gente tá se distraindo com
essas coisas e a gente não tá dando
importância no que realmente Deus quer
da gente.
Eu eu não canso de falar dessa minha
amiga querida que tem quase 80 anos,
porque ela para mim ela é uma joia
dentro da igreja, porque ela ela ela tem
experiência, ela tem maturidade.
Eh,
e quando eu tenho alguma dúvida, alguma
coisa, eu vou para ela, vou eu pergunto
para ela, eu peço oração para ela,
porque eu sei que ela vai orar por mim,
ela me escuta.
E mas a não é não é a realidade da
maioria das mulheres.
>> A gente tá numa igreja de em torno de
300 membros. Tem algumas mulheres mais
velho, né? Você pode contar.
>> Eu tenho algumas irmãs mais que são mais
velhas, mais maduras.
Acho que a igreja toda pensa nela.
>> Olha só, uma igreja
>> não deveria ser assim, né? A gente
deveria ter algumas que são assim.
>> Sim. Porque a vida cristã, eu penso
assim, você, a vida cristã ela é bela
porque no decorrer dos anos você vai
amadurecendo. Então, quando você olha
para você mesmo hoje,
>> é
>> a Larissa hoje, Larissa 10 anos atrás
imatura em muitos aspectos. Então, se em
10 anos você já consegue ver uma
evolução espiritual de maturidade,
você poderia tá mostrando a uma uma
mulher mais jovem que olha, eu passei
por isso, né?
>> E isso é você precisa amadurecer nisso.
>> Então eu eu vejo isso hoje, por exemplo,
falando do contexto de mulheres de
criação, de filhos, como amar os seus
maridos.
>> Uhum. Então, eu via muito as minhas
amigas da da
nossa igreja antiga que você eh na hora
de criar filhos recorria cursos da
internet.
na hora de ir casar, ela viu que tava na
moda.
Então, você não via pessoas procurando
na hora de casar, que homem eu devo
buscar na hora de ter filhos, como é a
minha criação, não, a minha criação é é
isso, a alimentação é aquilo. Focava
tudo nessas coisas bem bem
>> seculares.
>> Uhum.
>> E não no seu crescimento, não em ter um
acompanhamento ali. Eu sinto falta nisso
na minha vida, assim no decorrer dos
anos. dessas mulheres. Eu fui abençoada,
eu tive um algumas mulheres, mas você vê
hoje em dia
>> que são poucas, parece que tá diminuindo
>> o passar dos anos, né? Isso isso
entristece porque o evangelho, a igreja
vai deixar de ser relevante e o mundo
vai cada vez mais ter a, a fala,
né? Aquelas vozes que você falou, eles
vão ouvir cada vez mais as vozes do
mundo.
>> E não é o que a palavra diz. O que que a
palavra diz? como que trato meu marido.
>> Sim.
>> Como que eu crio os meus filhos, como me
comporto com a fofoca. Uhum.
>> Né? Essas coisas do do dia a dia.
>> Deixa eu perguntar para vocês, Larissa,
como que tem sido esse processo de
amadurecimento? Pra gente, vamos supor
que tem alguém hoje que fala assim:
"Olha, eu tô precisando amadurecer. Eu
tô muito preocupada em em parecer jovem.
>> Uhum.
>> Mas eu preciso amadurecer a partir de
hoje. Como tem sido esse processo na
vida de vocês? de amadurecimento, quais
são os dilemas, desafios, como que
caminho que vocês têm trilhado para
amadurecer? Se a gente fosse perguntar
para uma mulher, como que eu posso
amadurecer na minha fé?
>> Uhum.
>> Eh, eu entendo que esse amadurecimento
ele não é eh fruto de um uma disposição
interna minha.
Ele ele é um reflexo do que a Bíblia tem
como a santificação progressiva, né?
>> Uhum. Eu eu entendo que isso é um agir
do Senhor progressivo na minha vida. E e
ele esse amadurecimento, ele eu creio
que ele vem como o resultado de uma vida
de oração e de eh buscar conhecer a Deus
através da palavra dele. Não é que eu
tenho me esforçado para ser madura e
tenho me tornado mais madura. Eu tenho
me esforçado para conhecer mais a Deus.
Para eu busco a Deus. Uhum.
>> através de oração e de estudo da palavra
de Deus. E e aí Deus agindo em mim
resulta nesse amadurecimento. Eu entendo
que o amadurecimento ele é fruto da do
crescimento espiritual.
Então eu o que eu digo paraas mulheres
é, se você precisa de sabedoria e todos
nós precisamos, precisa amadurecer, é
uma vida de oração e de leitura da
palavra de Deus,
>> que é o que vai nos dar a sabedoria
necessária
>> para essa maturidade. Eu entendo que é o
processo é esse. Na medida que a gente
vai essa ação da ah do espírito por meio
da palavra, nos fazendo mais parecidos
com Cristo a cada dia. Sim.
>> Raquel e você.
>> Essas duas coisas que você falou é é o
básico, né? A gente tem que buscar Deus.
É, é onde a gente vai encontrar a
mudança de coração. É onde você vai e
vai
>> despindo do velho homem
>> e se renovando. Eh,
o convívio com mulheres, sabe? Na minha
vida, mesmo assim, pessoal, de
casamento,
>> de criação de filhos, ah, eu sempre tive
mulheres mais velhas no meu convívio,
né, da minha mãe sempre andava. E para
você ter uma noção, vou dar um exemplo
assim, que teve mulheres que eu e o meu
esposo, o casal de amigos, uma família
que a gente decidiu deixar de andar.
>> Hum.
Porque eu disse para ela, eu era
recém-casada, eu disse assim: "Se eu
andar com ela,
>> eu vou ao aos poucos me parecer com
ela." E ela não respeitava o marido em
público.
>> Então, às vezes, várias vezes, ela ela
teve atitudes vergonhosas
>> de desrespeito.
>> E e uma nós tivemos essa conversa, quer
dizer, marido e mulher conversar a
partir de hoje, nós não vamos mais andar
com aquele casal. É triste,
>> mas foram atitudes assim de tá ali no
caminhar da vida cristã, me cercar de
pessoas maduras. Sim, porque elas sabem
bem mais do que eu.
>> Uau! Essa disposição.
>> Ah, muito bom. Ah, e eu acho bem
interessante, eu não sei se faz faz
sentido, a gente tá falando dessa crise.
Eu acredito que aprendi muito agora
dessa crise e enxergo também essa crise.
Eu nunca tinha visto pensado nisso,
Larissa, mas foi muito esclarecedor a
gente olhar esse e esse desejo que a
gente tem que ter de amadurecer
>> e que pode não estar ali por pelas
pressões que a gente vive, especialmente
porque no mundo a quando a gente olha a
cultura mundana é uma uma cultura muito
competitiva entre as mulheres, né? É
muito comum a gente ouvir que mulheres
não votam em mulheres, né? que a gente
tem problemas ah no meio corporativo de
ter mulheres que competem, né? E aí a
gente vem pra igreja e fala: "Opa, a
gente tá vibrando isso, né? A igreja é o
oposto do mundo. Na igreja, as mulheres
mais velhas,
elas se colocam como ajuda para essas
mais novas, né? Então a gente elimina
essas barreiras, né, que o mundo vai
colocando de competição, de pressão
estética, de tantas coisas e a gente
consegue ah construir a uma nova
cultura, no final das contas, onde as
mulheres mais velhas ah que tão ah
amadurecendo,
ajudando as mais novas. Vou ler o texto
bíblico aqui em Título dois. Vamos olhar
um pouquinho para ele. Eu escolhi um
texto hoje, tá? Então, ah, espero que
você pode sugerir outro, tá? Ah,
Larissa. E tá em Tito dois aqui, 3 a 5,
que diz assim, ó. Do mesmo modo quanto
as mulheres idosas que tenham conduta
reverente, não sejam caluniadoras,
nem escravizadas a muito vinho, que
sejam mestras do bem, a fim de
instruírem as jovens recém-casados, a
amar o marido e os filhos, a serem
sensatas, puras, boas donas de casa,
bondosas, sujeitas ao marido, para que a
palavra de Deus não seja difamada.
Então esse texto parece colocar o
discipulado feminino como algo normal na
vida da igreja. Como que você interpreta
essa passagem?
>> É, é isso mesmo, né? É a maneira que
Deus escolheu para que a gente eh
cresça, né? A maneira que ele colocou
para que a gente eh faça discípulos de
todas as nações, né? é o é o é a grande
comissão aí sendo eh aplicada para as
mulheres. Então as as características
que as mulheres devem desenvolver e as
coisas que elas devem ensinar para as
mais novas. É isso mesmo. É a maneira
que Deus colocou pra gente crescer.
>> E esse e essas coisas que ele que ele
põe aqui, né, no nosso texto, né, faz
sentido? Imagino que sim. Tá palavra de
Deus, [risadas] né? Ah, mas ele diz
conduta reverente. Será que as mulheres
lutam a em ter uma conduta reverente?
Minha pergunta para vocês. Eu tô
aproveitando hoje aqui, né, que eu tô
com as mulheres aqui conversando. A
gente não tem essas oportunidades, né?
Ah, não sejam caluniadoras, por exemplo,
né? Será que há uma luta ali que a gente
precisa moldar, né? A a
>> não escravizados a muito vinho,
>> que sejam mestres. E aí tá falando dessa
questão do vício, mestras do bem, tantas
coisas que a gente coloca aqui. E que
características uma mulher deve cultivar
antes de pensar em aconselhar outras?
Porque parece que a gente tem um um
padrão aqui dessa mulher madura agora,
ela parece agora fala: "Olha, essa
mulher madura tem essas características
aqui, né? Elas não são caladoras, elas
são mestras do bem,
>> né? E realmente isso faz muito sentido,
porque a as mulheres têm um uma
sensibilidade de enxergar isso, né,
nessas áreas da igreja que muitas vezes
a gente não vê. E que características
você pensa que uma mulher deve cultivar
antes de pensar em aconselhar outras?
>> Ã,
eu não considero como assim antes de
aconselhar outras, porque eu entendo que
ninguém tá pronto ainda,
>> né? Nós nós todos somos projetos em
andamento, certo?
>> Nós temos diferentes estágios de
maturidade. OK? Isso é um fato, né? Se
eu tô, se eu me converti há 10 anos, eu
é esperado que eu tenha uma maturidade
maior do que aquela moça que acabou de
se converter, né? Eh, então eu devo
estar crescendo nesses pontos, né? De
não ser uma pessoa eh que peca com a
língua, né? Na questão de não ser uma
caluniadora, né? Eu devo ser uma pessoa
que que está ensinando o que é bom,
mestra do do bem. Eu devo ser alguém que
é
uma esposa que edifica o meu lar. Eu
devo estar crescendo nessas
características. Não devo ser dominada
por vinho, nem por nenhuma outra coisa,
né? Não é só o vinho.
>> Não ser dominada pelo vinho, ser
dominada pelas redes sociais, não ser
dominada pelos doramas, [risadas]
não ser dominada por nenhuma outra coisa
a não ser pelo Espírito Santo de Deus.
Então eu preciso estar independência do
Senhor crescendo nesses pontos, porque
todos esses são pontos que que as
mulheres lutam, né? Se não fosse, se não
tivesse luta, não tinha necessidade de
ter orientação se isso não existisse na
nossa vida. Então são sim coisas que a
gente luta, né, de amar o marido em
primeiro lugar, depois amar os filhos.
Você vê que que você consegue enxergar
assim, por exemplo, que a gente vive
talvez em dois extremos de ter aquelas
mulheres que, ah, eu não sei de nada,
então não posso aconselhar ninguém
>> porque eu sou muito imatura.
>> Ou aquela que já se acha que sabe de
tudo,
>> né? Sabe tudo. Você acha que tem esses
extremos e como a gente evitar da gente
não tá nem em um lado nem em outro?
>> Sim, sim, com certeza tem esses
extremos, né? Com certeza. Eh, a que
acha que não sabe de nada, se ela é
salva por Cristo, ela já sabe pelo menos
alguma coisa mais do que aquela que
acabou de chegar.
>> Uhum.
>> Né? Se você se você de fato salva por
Cristo, você já sabe alguma coisa, você
entendeu o evangelho. Então, você já
sabe alguma coisa e e sempre vão existir
pessoas que sabem menos do que você.
Então, você pode sim aconselhar em
alguns aspectos. Eh, você não tem todas
as respostas, ninguém tem todas as
respostas. E aquela que acha que tem
todas as respostas, ela precisa ser
arrepender do seu orgulho, porque
ninguém tem todas as respostas.
>> E o aconselhamento é uma é algo que a
gente faz em total dependência do
Senhor, não é pela nossa sabedoria ou
pelo tanto de cursos ou mestrados ou
doutorados que eu fiz na minha vida. É
uma obra do Espírito Santo que me usa.
Eu sou simplesmente ali, eu brinco, eu
sou um cano. Eu sou um cano. Qual é a
utilidade do cano? passar alguma coisa
por dentro dele aqui. A maneira que Deus
escolheu para ministrar na vida de
outras pessoas. E não é o que a minha
opinião, o que eu acho, não. É a palavra
do Senhor que passa através do espírito,
passa por mim para chegar em outra
pessoa, né? Eu não, eu não sei de tudo.
A gente nunca sabe de tudo. Eu preciso
estar sempre em dependência do Senhor.
>> Toda vez que eu caí nesse erro de achar
que eu sabia,
o Senhor mostrava, ó, vou te dar uma
lição nova aqui só para você ver que
você não sabe de tudo ainda. E essas
coisas foram maravilhosas, né, para
poder contribuir pra maturidade, que é
você entender a sua insignificância. né?
No final das contas, eu eu tenho eu
penso que as mulheres elas têm têm que
conhecer a palavra do Senhor, né? Na
medida que elas estão ah, conhecendo e
as mulheres têm essa coisa de serem
mestras do bem, né? Então, ah, na medida
na medida que nós somos mulheres da
palavra, a gente as mulheres conseguem
ainda tornar essa palavra muito prática.
Quando eu olho essa lista aqui, são
tantas coisas, né? construírem a jovens
sem casadas, né? Ah, a a amar o marido,
os filhos,
tudo isso é um é tão é tão bom, né? E a
gente precisa a gente precisa de
mulheres da palavra. Às vezes a igreja a
ela não pensa, ela fala: "Não, a palavra
é o ministério dos pastores, dos
líderes, dos professores, né?" Mas aqui
e ele, ó, ele aponta para essas mulheres
como como mestras do bem, né? Como a a
não permitir que a palavra de Deus seja
difamada. Quando a gente fala de
instruir o papel de Lloyd, de Eunirse na
vida de Timóteo, então acho que as
Charles Espuron Raquel não é só pros
homens, né? [risadas] Tem que ter mais
mulheres se matriculando, né? Sim,
chegar,
>> porque o impacto, né, de uma mulher que
conhece a palavra
é incrível
>> na vida de de um filho, na vida de um
jovem da igreja, ah, de uma criança que
tá ali se desenvolvendo.
Ah, bom demais.
>> Isso que eu pensei nesse texto de Tito,
enquanto o senhor tava falando,
>> hum,
>> que também é algo natural.
>> Uhum. que às vezes a gente pensa assim,
vamos fazer aconselhamento bíblico. Aí
aquela ideia que o senhor falou, sentar
num gabinete e conversar, não, Lloyd,
tudo era algo natural. É como se o
Espírito Santo fluísse na vida dela. E
aí ela acabava
>> Uhum.
>> contagiando ali quem tava debaixo da da
influência dela, né? Eu acho que nesse
sentido a gente precisa disso. Se a
gente
eh observar mais a palavra,
essa questão do aconselhamento vai ser
algo natural. As pessoas vão vão
procurar, vão sentir seguras de de
>> de compartilhar suas dificuldades, algum
algum problema, algum pecado que precisa
urgentemente de de ajuda, né?
>> Uhum.
>> Uau. Muito legal. Vamos lá então, gente.
Vamos entrar agora em assuntos difíceis.
Assuntos difíceis, tá? A gente não vai
entrar em nenhum caso específico, mas
quais quando se trata do aconselhamento
feminino, né, entre mulheres ou que
envolvam mulheres, quais são as lutas
que aparecem com mais frequência?
>> É engraçado que parece que que Deus me
dá algumas fases.
>> Uhum.
Teve uma época que eram muitas mulheres
com depressão.
Teve uma época que eu tava aconselhando
quatro psicólogas com depressão.
Eh, mas atualmente tem sido mais
aconselhamento de esposas.
>> Uhum.
>> O desafio de eh
da submissão
eh diante da de maridos que eh eh são
muito passivos. Isso tem sido bastante
comum.
>> Uhum. É um problema comum.
>> É. É. Tem sido bastante comum.
>> Como encontrar esse equilíbrio, né?
>> É. Como, como eu me submeto a a um
marido que aparentemente não faz nada,
né?
>> Uhum. Espiritualmente falando,
>> é geral, geral, geral.
É um homem que chega [roncando] em casa,
senta no sofá e e se enfia a cara no
celular, só sai para dormir. Quando
acorda, volta pro celular, sai para
trabalhar, volta e e esse ciclo fica,
né? Então tem sido
>> uau,
>> bem comum isso, bem comum mesmo esse
desafio das mulheres
>> de como enxergar. Mas essa crise é a
crise dos homens, na verdade, né?
>> Que não assum que muitas vezes não
assumem o seu papel de liderança
espiritual do lar. Isso faz muitos lares
sofrerem as mulheres. E essa inversão de
papéis é é do Éden, né?
>> Ali quando começou, né? A gente olha o
Éden, né? A o Éden original, né? É Deus
no centro, o homem lidera. Alguém como
ele tá governando junto, que é a mulher,
né? Você tem esses papéis ah iguais, mas
distintos, né? no sentido de valor, né?
Nunca na criação valor
>> o homem estava acima, estavam estavam no
mesmo nível, só que os papéis eram
distintos. E perfeito,
>> né? E aí a Gênesis 3, a gente tem
Satanás o centro, é ele que domina a
cena, a mulher tá liderando e o homem tá
em silêncio, né? Então você vê a uma
crise que se instalou e que na verdade
se repete, né? Repete no Antigo
Testamento inteiro, né? Ele vai, a gente
vai ter um prenúncio em Cantares de
talvez, opa, pera aí, o Éden não, ele tá
aí, né? O plano original ainda tá ali. A
gente vê esses desdobramentos a ah
acontecendo, mas é uma luta e aí é um
esforço, imagino que aconselhar essas
mulheres, né? Como proceder enquanto
isso tá acontecendo, né?
>> É, é, é. E aí acaber tomar as réas,
>> isso, isso que eu ia comentar agora. Aí
acaba sendo um desafio para o meu
coração como conselheira, porque a minha
tendência é querer resolver problema.
>> Uhum.
>> Adoro resolver problema. Queria ter o
dom de resolver o problema da vida de
todo mundo, inclusive da minha, né?
>> Eh, e o objetivo, o alvo do
aconselhamento bíblico não é resolver
problemas, mas é ajudar o a aconselhada
a crescer em semelhança a Cristo diante
da situação que Deus tem colocado essa
aconselhada. Então, é algo que eu
preciso estar em constante dependência
do Senhor para enquanto eu estou ouvindo
ali o que tá acontecendo, eu não focar
no problema do marido e me abraçar com
ela e falar: "Realmente, seu marido é um
traste."
>> Uhum.
>> Mas não é meu papel, né? E não é meu
papel tentar consertar. Eu preciso
ajudar ela a lidar, a a às vezes a
sofrer bem, dependendo do que tá
acontecendo, a olhar para Cristo, a
crescer em meio a essa situação. Cristo.
>> É, mas eu não posso prometer resolver
problema. Eu não posso nem tentar fazer
isso, porque não é o meu papel esse,
resolver o problema, resolver o
casamento dela. E é uma uma tentação
muito grande para mim querer consertar o
casamento.
Imagino. Você acha que tem algum tema
hoje dentro da igreja, mas um tema
sensível, difícil, que a igreja tá
evitando falar e que deveria trazer mais
a para os pra edificação do do da igreja
local?
>> [risadas]
>> pastor. É, tô pensando, né?
>> Tô pensando.
Eu vejo que assim, eh, cada igreja vai
ter a sua, vai ter a sua demanda, né? Eu
fiquei pensando agora um pouquinho
pensando na vida do meu pastor, pensando
nos inúmeros desafios que ele tem e na
luta que ele tem para ele também
escolher o que que eu vou fazer aqui com
essa igreja agora. Porque imagina uma
igreja de 300 membros, você tem os mais
variados desafios ali. E e aí ele tem
que organizar o que que ele vai abordar,
né, nas pregações, nas nas na escola
bíblica, tudo que é feito ali na igreja,
ele vai pensar o que que ele deve
abordar, porque diante das necessidades
daquela daquele corpo, né, daquela
>> daquela igreja específica.
Eh, então assim, eu eu acho que eu não
tenho nem assim autoridade de dizer:
"Ah, eu acho que a igreja não tá
tratando isso, porque eu eu acredito que
o meu pastor tá fazendo o melhor que ele
pode diante do que ele tem, né? Eu creio
que ele ele tá olhando para todos os
desafios que existem ali e tá não tem
todos esses aqui, mas eu preciso começar
por esse, né? Então eu eu realmente não
consigo dizer,
>> as igrejas têm a sua característica, né?
>> É,
>> né? Então, às vezes, ah, pode pender
para alguns lados, né? Tem igrejas onde
o ministério feminino é muito forte.
Talvez a gente, as mulheres precisam dar
espaço para que os homens possam
>> outras igrejas. E eu, eu coloco a nossa
até um pouco, mistério dos homens é
muito forte, né? Não é o comum do
Brasil.
>> Ai, que tem coisa boa que é assim,
porque não é,
>> mas Larissa é faca na bota, né? sangue
no olho, vou atrás dos homens mesmo no
sentido de falar: "Olha, você tem que
assumir a liderança, porque eu entendo
essa crise que você falou".
>> Ah, é, ela é a mesma crise, né? Quando a
gente fala de homens e mulheres, é a
mesma crise, né? Os homens precisam
assumir o papel deles, as mulheres, o
delas, né? E e quando os dois fazem,
quando a gente resolve o problema, como
você colocou, né? A gente resolve o
problema quando os dois entendem. Então,
às vezes a gente começa com um, né? Eu
espero que sempre comece dos homens, né?
Eles assumindo a liderança espiritual do
seu lar. E com isso toda a liderança do
lar no sentido de ajuda do que que
precisa a ser feito ali para que aquele
lar possa glorificar o Senhor. Então a a
gente tem essas características, talvez
a gente vai precisar caminhar, mas eu
sinto um pouquinho que sempre é uma
coisa que a gente precisa cuidar,
Raquel, na igreja, né? Eu sinto que a
nossa igreja, nessa ênfase que a gente
deu, ela ficou um pouquinho manca no
ministério feminino e eu sinto muitas
vezes falta desse ministério de mulheres
aconselhando mulheres. Então a gente
sempre tem que tá atento no final das
contas, né?
>> A igreja precisa estar atenta para isso
funcionar. Muito legal. Vamos lá. Como
que você reage a Raquel quando chega uma
mulher completamente quebrada na sua na
igreja? Como, como que a igreja deve
reagir ou como uma conselheira reage
nessas situações?
>> No se é no ambiente de aconselhamento,
você diz, né? Ela ela vem para ser
aconselhada, né? Não necessariamente
chegou na igreja e a gente ainda não
isso cheg
>> porque a dinâmica vai ser um pouco
diferente, né? Ela chega no eh eu sempre
inicio o aconselhamento bíblico eh com
duas coisas. Primeira coisa, a pessoa
vai entrar em contato comigo para marcar
um horário, eu vou passar para ela um
inventário pessoal.
>> Uhum.
>> É uma série de perguntas para que eu
saiba um pouco da vida dessa pessoa,
dessa mulher. Ela tem que me mandar esse
inventário com um tempo de antecedência.
Eu vou ler o inventário e eu vou
elaborar uma série de perguntas para que
eu aprofunde o meu entendimento de quem
é essa pessoa. Então, geralmente a a
primeira sessão que eu tenho com
qualquer pessoa, ela leva mais ou menos
umas duas horas,
>> porque eu quero só a primeira, não é
sempre assim, é a primeira, porque eu
quero
>> conhecer, né?
>> Conhecer minimamente aquela pessoa. É
minimamente mesmo, porque a gente não
conhece tudo em uma sessão. Você vai
conhecer mesmo com a caminhada,
>> inclusive se ela entende o evangelho,
né? Se aí é nessa primeira sessão, né?
>> Uhum.
>> Então, nessa primeira sessão, eu vou ali
fazer um monte de perguntas para
aprofundar, entender quem ela é. Eu vou
pedir para ela, para ela me contar como
foi o testemunho dela, como é que ela se
converteu. Dali eu vou ter uma boa noção
se ela entende o evangelho ou não. E a
primeira coisa que eu vou ensinar de
fato é o que é o evangelho. Porque se eu
diante de mim não tenho uma pessoa
salva, eu não tenho alguém que considera
a palavra de Deus como autoridade e eu
não tenho alguém que é habitado pelo
Espírito Santo. Então eu eu já tenho que
ir para outro lado. Não é o
aconselhamento ainda. Vou ter que
discipular, eu vou ter que evangelizar
aquela pessoa. se ela não for uma pessoa
salva. Então, e o o processo começa com
esse inventário pessoal e eh depois
dessas perguntas respondidas, eu
compreendendo um pouco de quem ela é e a
história dela,
>> eh eu vou dar esperança.
>> Uhum.
>> E vou dar esperança real. O que que é
esperança real? Eu não tenho como
prometer restauração de casamento. Eu
não tenho como prometer que o filho vai
voltar para casa. Eu não tenho como
prometer que ela vai arrumar emprego.
Isso aí não tenho como prometer. Eu
tenho como prometer o consolo do Senhor,
a presença do Senhor, o crescimento dela
em meio ao sofrimento. Tudo tudo isso é
esperança real, né? Então sempre no
começo eu
>> insuficiente inclusive, né?
>> Exatamente. O meu começo sempre vai ser
assim de dar esperança e compreender
quem ela é.
>> Uhum.
>> E e eu entendo que isso é muito
importante quando a pessoa chega
quebrada,
>> né? Eu eu eu bato muito nessa técnica,
inclusive no curso da Charles Expusion,
os professores foram se selecionados
bem a dedo mesmo para que eles eh para
que fossem esses professores que eh de
importância ao sofrimento, porque existe
uma crítica em cima do aconselhamento
bíblico da de ser duro, né?
>> Ah, é eh vai com a Bíblia na cabeça das
pessoas e tudo é pecado, tal. E e não
nem tudo é pecado. O pecado ele estragou
muita coisa. Nem sempre é o seu próprio
pecado. Às vezes é o pecado dos outros
contra você que trouxe um grande
sofrimento. Eh, nem tudo é o seu pecado.
Mas, eh, essa questão de de lidar com o
sofrimento é algo fundamental no
aconselhamento bíblico. Todas as pessoas
que vão chegar para aconselhamento, elas
vão chegar sofrendo, quer seja pelo
pecado delas, pelo pecado de outras
pessoas, ou pelo porque o mundo está
quebrado.
>> Então, todo mundo chega sofrendo. Então,
a primeira coisa que a gente faz é
acolher esse sofrimento, é chorar com os
que choram. E aí, e conselheiro bíblico
pode chorar? Pode. Já chorei em
aconselhamento já. Só que a gente não
chora de desespero. Eu não, eu não
posso. Eh, a pessoa me conta uma
situação muito triste, ai, agora o que
que a gente vai fazer? E as duas se
abraçando e chorando, né? Não é assim.
Mas você se compadecer às vezes de um
sofrimento. Já ouvi histórias de
sofrimento profundas da pessoa encher o
olho de lágrima e eu também encher
porque realmente era um sofrimento
profundo.
>> Uhum.
>> Né? Mas ok, a gente chora junto, mas vem
cá, deixa eu te mostrar que essa não é a
resposta final, né, da sua história.
>> Esse não é o final da história.
>> Que dentro de desses momentos assim,
onde você, o que que você percebe, o
ponto que você chega assim, aqui eu
tenho que encerrar o meu aconselhamento,
porque aqui já tá indo para um outro
patamar. Agora aqui eu tenho que
caminhar pro pastor ou aqui talvez eu
tenho que quebrar o sigilo do
aconselhamento. Qual é a situação? Vamos
dizer assim, a gravidade que você diria,
não, agora eu tenho que passar pro meu
pastor e
>> talvez eh
pecado sem arrependimento.
>> Uhum.
>> Talvez algumas coisas
>> situações que exigem disciplina, no
caso.
>> Isso. Isso. Situações que exigem
disciplina. Eh, problema com a lei.
Uhum.
>> Estamos falando de um crime,
>> sim,
>> né? Se a pessoa vier me falar que ela
matou alguém, se a pessoa tá abusando de
alguma criança, né? Aí já tô falando de
uma situação que eu tenho que ir pra
polícia, não só pro meu pastor, né?
Então acho que mais em questões de
disciplina e questão com a lei,
>> né? Mais nesse nesse sentido.
>> Tá bom? Vamos lá, gente. Vamos caminhar
aqui para finalzinho. Já terminando
aqui, eu quero que vamos imaginar uma
igreja pequenininha, uma igreja pequena
e ela quer começar um ministério de
aconselhamento entre mulheres. Por onde
começar? Dá um norte aí para pras
mulheres que querem começar. E eu
acredito que isso pode abençoar muitas
igrejas.
Curso de aconselhamento bíblico da
escola Charles
100% online. Se você mora em qualquer
lugar da face da Terra, até na Lua, se
você tiver internet você faz.
>> Esse curso, que que o que que uma mulher
vai aprender? Esse curso é para todos,
né?
>> Sim, sim, sim. Homens e mulheres.
>> Como? Mas uma mulher assistindo assim, o
que o Quais quais são, qual o caminho
ali que ela vai enxergar ali?
>> São muitas coisas, né? Nossa, o curso
ele é um curso eh anual, ele vai de
fevereiro até novembro.
>> Eh, é uma um uma eh acontece uma vez no
mês, sexta à noite, sábado, manhã e
tarde. Cada um dos módulos é um
professor diferente. Então, eh eh os
assuntos. Então, você pensa, são 10
módulos com seis aulas, então são 60
aulas que essa pessoa vai ter. ela vai
ter desde os fundamentos, porque
aconselhar o que faz o aconselhamento
ser bíblico, a diferença das teorias
humanistas para aconselhamento bíblico.
Eh, aí vai ter os papéis de esposa, de
marido, eh comunicação, como aconselha
depressão, ansiedade, medo. Nós temos
dois médicos que são professores. Um é
psiquiatra, então ele vai ensinar sobre
os assuntos da psiquiatria, o que é
ciência e o que não é ciência. o outro
doutor Aldo, que é um cardiologista, mas
ele vai também falar um pouco mais dessa
parte das medicações, o que é
comprovado, o que não é. Então são
pessoas que têm autoridade nesse
assunto. A gente vai falar sobre
sofrimento, como lida com sofrimento. A
gente fala sobre eh como lidar com
pessoas que sofreram abuso sexual, a
gente fala sobre infertilidade,
homossexualismo, são 60 aulas, né?
[risadas]
>> Então assim, são vários assuntos
>> e assuntos bem atuais. Isso. Isso. Que
>> que é isso que eu tava pensando naquela
pergunta que eu fiz, foi que às vezes a
gente tá num mundo totalmente moderno,
que às vezes a igreja não acompanha essa
evolução do pecado, que tá tá se
alastrando de forma tão gigantesca.
Então, às vezes temas, por exemplo, se
você olhar 20 anos atrás, que não é
tanta coisa assim, você não tinha tanto
pecado de homossexualismo. Uhum. E hoje
em dia os pais, olha, minha mãe, minha
filha tá tendo uma tendência. O que que
eu, o que que eu faço, pastor? O que que
eu faço, né?
>> Uhum.
>> Entendi. Então, vamos lá. Bom, hein?
Bom, então, acho que a gente em
fevereiro você vai ter um bom grupinho.
Eu louvo, eu espero. Aqui na igreja para
mim foi um alívio, né? A gente teve ah,
oito mestrandos em aconselhamento
bíblico, né? Estudando no master ali
pelo seminário ali em São Paulo e eu
gostei de ver quatro mulheres fazendo um
mestrado em conselhamento bíblico na
nossa igreja porque eu percebi, Raquel,
essa necessidade.
>> Eu falei: "A gente precisa de mulheres
que sejam mestras do bem, né? Que elas
possam aconselhar. E eu, ah, sou como
pastor muito privilegiado em ter a essas
mulheres, né? Fora que
ter mães, né, que aconselham, né, já
seria resolvido os problemas do mundo.
Vejo assim, né, cara? a gente já
resolveria os problemas lá no início, na
gênese,
>> né, de a nesse cuidado das mães, o
conselho e no no na percepção das mães,
né, que elas olham o filho, elas fazem o
raio X, né? E eu sempre falei a oração
de mãe,
>> é,
>> né? E a gente falou de oração, da
palavra, né? A oração de uma mãe faz
muita diferença. Eu lembro de de ouvir
as orações da minha mãe, né? em meu
favor. Às vezes eram imprecatórias,
[risadas]
>> mas senhor,
>> senhor pega ele, né? [risadas]
>> Às vezes eram mais todas respondidas,
né? E eu falava: "Isso é a mão de Deus
na minha vida,
>> por meio das orações da minha mãe em meu
favor". Eu sou muito grato em ter essas
essas mulheres. Eu falei que eu penso
que minha mãe foi a maior missionária
que eu conheci. Hum. Foi a grande mestra
da minha vida. E a gente foi, agora
somos dois velhinhos, né? Eu e minha mãe
já caminhando, porque no começo era uma
distância muito grande, eu era bebê, ela
era, tinha lá seus 20 e poucos anos, mas
agora nós dois já numa fase muito lá,
né? Minha mãe do prazo 50, aquela coisa
acontecendo, a gente fala: "Uau, mãe".
Até hoje a gente ali vendo, aprendendo,
caminhando junto então vamos algumas
coisinhas rapidinhas. Larissa, tá pronta
aí? Perguntas rápidas.
>> Um livro que toda mulher deveria ler.
>> A Bíblia, [risadas]
>> The Bible. Tem algum livro na Bíblia que
você fala: "Uau, esse aqui fala é Rute?"
Será?
Sempre que eu falar livros bíblicos para
mulheres, o livro de Rute, o livro de
Ster, não é?
>> Não.
>> Que que você escolheria?
>> É, é difícil, né? São 66 livros, né? Eu
pedi um livro só, não 66. É de tu.
[limpando a garganta]
>> Eu penso em Efésios, né? Eh, gosto
demais. Acho que é um livro pequeno, mas
tão rico ali, né? A maneira que Paulo
fala a nossa identidade em Cristo nos
três primeiros capítulos. Depois vai pra
parte prática, né? Como é que a gente
deve viver por causa disso?
>> Efetos. Efetos.
>> Uhum. Ok.
>> Tem algum mito
>> sobre o aconselhamento bíblico?
>> Ah, tem 10 que eu vou falar já já.
>> Ah, então
>> fale um pra gente aí.
>> Eh, que aconselhamento bíblico seria
tipo uma terapia assim pro cristão.
>> E às vezes as os aconselhos às vezes os
aconselhados se posicionam como estou na
minha terapia, né?
>> Uhum. Sim.
Vamos lá. Qual o melhor conselho que
você já recebeu?
>> Uau! Eu acho que a melhor verdade que eu
já recebi foi para um contexto de uma
luta muito específica para mim, que foi
a infertilidade, né? E e foi no meio da
luta toda, eu ouvi de um pastor
conselheiro bíblico a verdade.
>> Uhum.
>> Que ele virou para mim e falou:
"Larissa, Deus não promete filhos para
ninguém. Não existe uma promessa na
Bíblia que Deus vai te dar filhos." E
aquilo ali foi uma virada de chave no
meu sofrimento.
>> Uhum.
>> Eu realmente ali compreendi que a
resposta do Senhor era não. E Deus tem
direito de falar não para quem ele
quiser. E o não dele é é um não cheio de
uma graça suficiente.
>> Amém. Amém.
>> Glória a Deus.
>> Uau! Terminar aqui, ó. Tô com meu
coração aqui feliz demais por poder
compreender um pouquinho, né? Ah, desse
desse lado do ministério que é tão
importante. Obrigado, Raquel Gadelha
estar aqui. Você você faz muito bem o
podcast, hein?
>> Muito bem. Gostei demais ter você aqui,
Larissa. Muito obrigado, viu? Quero
acompanhar, você pode acompanhar o canal
da Larissa, né? Ela tá sempre postando
conteúdos, atualizando seus conteúdos e
é muito bom. e seja ah muito bem-vinda.
Sempre quando tiver aqui em Curitiba, eu
quero estar aqui conversando com você, a
gente aprofundando aqui.
>> Ah, e você que está nos ouvindo, muito
obrigado também. Nós vivemos em uma
época que incentiva as mulheres a
esconderem suas fraquezas ou procurarem
respostas em outros lugares ou em
qualquer lugar. O evangelho oferece algo
muito mais bonito. Ele forma uma
família, uma família onde as mulheres
mais maduras caminham ao lado de
mulheres mais novas, onde a palavra
consola, onde a graça corrige, onde a
verdade liberta. O aconselhamento
bíblico não é apenas um ministério
especializado, é uma expressão do amor
de Cristo vivendo dentro da igreja.
Larissa, muito obrigado e espere o
próximo episódio aqui da escola Charles
Espuron. Uma boa noite a todos. Até
mais.

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