Aconselhamento Bíblico (Podcast com Larissa Ferraro, Ari Langrafe e Raquel Gadelha)
06/09/2026
Aconselhamento Bíblico (Podcast com Larissa Ferraro, Ari Langrafe e Raquel Gadelha)
CURSO de TEOLOGIA ONLINE:
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Fonte: Escola Charles Spurgeon
Legendas automáticas:
Olá, seja bem-vindo ao podcast da escola Charles Spurgion. E hoje nós vamos falar sobre mulheres que aconselham mulheres discipulado, cuidado e graça. Eu quero dar início falando de uma cena que se repete praticamente em todas as igrejas. Uma mulher chega ao culto sorrindo, cumprimenta todo mundo, canta os hinos, participa da escola bíblica, mas ninguém imagina o peso que ela carregou durante toda a semana. Muitas vezes é um casamento difícil, a exaustão da maternidade, o medo, ansiedade, solidão. Muitas vezes ela não precisa, em primeiro lugar de uma palestra. Ela precisa de alguém maduro, cheio da palavra, que caminhe ao seu lado. E o Novo Testamento descreve igrejas onde mulheres ensinavam mulheres, encorajavam mulheres, discipulavam mulheres e cuidavam umas das outras. E é justamente isso sobre ah o que nós vamos conversar. Ah, uma vocação que eu considero tão bonita e tão necessária para isso. Tô aqui com a Raquel Gadelha, coordenadora do curso de teologia online da escola Charles Spugion. Seja bem-vindo, Raquel. >> Obrigada. >> Que coisa boa tê-la aí. Tá bom. E também hoje agora a conversar sobre isso conosco é Larissa Ferraro, que é coordenadora do curso de aconselhamento aqui da ECS, conselheira bíblica, escritora. Seja bem-vinda, Larissa. >> Muito obrigada. Um prazer estar aqui com vocês hoje. >> Que coisa boa. Larissa, começa falando um pouquinho de você, do seu ministério. Como que é essa vida de conselheira bíblica? Ah, é muito boa, né? Uma bênção servir ao Senhor em qualquer frente e tem sido um privilégio para mim. Eu eu compartilhei um pouco, a gente tá aqui, né, na semana magna, por isso que eu estou aqui, né, hoje. >> E ontem eu compartilhei um pouco da minha história, como é que eu fui, como é que eu caí no aconselhamento bíblico, né? O que que Deus fez na minha vida. E >> você caiu ou tropeçou no aconselhamento bíblico, como que foi isso aí, né? es penquei no aconselhamento bíblico, né? Na verdade, eu estava caída e aí eu fui rastejando e e o Senhor me levou pro aconselhamento bíblico, né? Quando eu não venho de um lar cristão, vou fazer a a versão resumida da história, não venho de um lar cristão. >> Eh, quando eu era criança, fui para uma igreja, mas não era uma igreja saudável, não se ensinava verdadeiramente o evangelho, né? Então, eu aprendi a falar em línguas fluentemente, amarrar o diabo e a determinar em nome de Jesus. Só que eu não aprendi nada sobre pecado, sobre arrependimento, né? >> E aceitei um apelo, mas realmente sem entendimento, né? Eu entendo que eu não fui salva ali. Mas foi uma porta que Deus me colocou e meus pais discrentes eram muito contra. Eu ia com uma colega de colégio, essa colega saiu do colégio, eu perdi totalmente o vínculo com qualquer igreja. Então, passei a juventude no mundo mesmo. >> Eh, mas conheci meu marido nessa época. Nós nos Ele também vem de um contexto familiar parecido com o meu. A gente começou a viver juntos, moramos juntos, né? E aí o senhor salvou o meu marido. >> Uau! >> Com isso a gente já vivia juntos há 7 anos. E aí nós fomos para uma igreja saudável, pela graça de Deus. E o pastor conversou com a gente, explicou que a gente não poderia viver juntos, que a gente precisava oficializar diante de Deus. Nós nos casamos dois anos depois, né? Então, a gente tinha 9 anos de casados, eh, e agora já oficializado, meu marido convertido e eu achando que eu tinha voltado para os caminhos do Senhor, né? Esse era o meu pensamento depois de passar mais de 10 anos aí no mundo. Aí nós tivemos uma super crise no nosso casamento. Eu queria me divorciar e e ele eu falei que não queria que a igreja soubesse de nada. E ele, claro, não, né, acatou o que eu falei e foi pedir ajuda. Na época eu era sócia, eu trabalhava com consultoria empresarial, eu era sócia de um crente. E aí ele foi, meu marido foi conversar com esse irmão querido, que foi quem Deus usou para me alcançar. e contou o que tava acontecendo na nossa casa, né? E aí esse esse meu esse nosso irmão me chamou para uma conversa e Deus usou ele assim de uma maneira muito muito especial e ele me mostrou que eu realmente não era nada, né? Que o caminho que eu estava seguindo era um caminho de morte. >> Eu achava que eu era muita coisa, só que na verdade eu não era nada. E eu não me lembro as palavras exatas, mas eu lembro que Deus usou aquilo ali para me humilhar e era o que eu precisava verdadeiramente. Cheguei na minha casa, me ajoelhei, peguei a Bíblia que eu tinha e abri aleatoriamente no Salmo 51. E nunca tinha lido Salmo 51. E ali foi uma oração diante do Senhor pedindo perdão. Aí me reconciliei com meu marido, pedi perdão para ele. Foi uma transformação assim, de fato ali eu fui transformada. Deus me deu um novo coração. E a partir dali, a gente já tinha 9 anos de casados, eh, nós começamos a tentar engravidar. Passamos todo um processo, né? Primeiro tenta durante dois anos sem fazer exame, sem nada, aí começam os exames, aí identifica um problema, aí tenta tratar, fiz cirurgia, fiz tratamento, nada de engravidar. E aí eu comecei a lutar com depressão, com ansiedade, com todas as essas síndromes, essas pacote completo e não podia tomar medicação. Na minha cabeça, a solução era o quê? Eu tomava uma medicação, uma pílula mágica e resolvia a minha vida e eu ia seguir pra frente, né? Foi o que eu cresci ouvindo, né? Se você tem depressão, se você tem ansiedade, você vai tomar um remedinho e vai resolver tudo, né? Vai ficar tudo bem. Só que fui procurar a médica, uma psiquiatra, ela falou: "Não, você tá tentando engravidar, eu não vou te dar nenhuma medicação". E aquilo ali tirou meu chão, porque na minha cabeça a solução era essa. E aí eu fui pra minha igreja, pedi ajuda para uma senhora da minha igreja, que é uma pessoa muito especial para mim. Ela é minha melhor amiga, ela tem quase 80 anos, ela é minha melhor amiga. >> E a gente vai falar um pouquinho sobre esse ministério, né? E e ela, eu achei interessante mencionar isso do testemunho >> e ela falou para mim, Larissa, eh, a semana que vem vai acontecer uma conferência de aconselhamento bíblico. Isso aconteceu há 16 anos. Aí eu falei: "É, mas é durante a semana, eu tenho que trabalhar, não vai dar tal." Mas voltei para casa, falei: "Para onde eu vou? Não tenho mais para onde ir. Eu não posso tomar o remédio que era o que eu queria. A minha vida tá desse jeito. Eu tô triste, eu tô ansiosa, tá tudo, né? Eu não consigo engravidar. Eu vou tentar esse negócio de aconselhamento bíblico, né? E aquela semana foi um divisor de águas na minha vida, na no meu casamento, na creio que também na minha igreja, porque dali em diante dali em diante a minha igreja se envolveu demais com aconselhamento bíblico também. E aí eu fiz todos os módulos ali, era a época da conferência da ABCB, fiz todos os módulos. Aí eu fui convidada para ensinar. Aí eu comecei a ensinar na conferência da ABCB, fui fazer um mestrado em aconselhamento bíblico lá nos Estados Unidos. Aí era os livros. Aí eu deixei a o meu trabalho que eu tinha em consultoria empresarial, que eu trabalhei 10 anos com Uhum. >> Que com teorias humanistas, né? Com a psicologia, o o a consultoria é muito envolvida com psicologia, né? A gente trabalha muito essa área. >> Então trabalhei 10 anos com isso. >> E aí conforme eu fui conhecendo mais da palavra de Deus, eh essas teorias elas foram perdendo brilho. >> Uhum. elas. Eu comecei, eu era apaixonada pelo meu trabalho, eu amava o meu trabalho, mas à medida que eu fui conhecendo a palavra de Deus, eu fui descobrindo um verdadeiro amor. >> Uhum. >> E aquelas coisas do meu trabalho é muito interessante como elas foram assim, elas foram apagando, apagando, apagando a ponto de olhar e falar: "Nossa, isso aqui não tem utilidade mais para mim". Aí eu abandonei a carreira total e comecei a servir integralmente no ministério de aconselhamento. Aí vieram os livros, aí eu comecei a viajar para ensinar e aí tô aqui hoje, né? Que [risadas] legal. >> Era a versão curta, >> certo? Porque no final das contas, né? Não sei como que você pensa, Raquel, mas o aconselhamento bíblico tá tá entrelaçado com o evangelho, né? E e esse evangelho, né, essa essa boa notícia torna possível o que não existe no mundo, né? O mundo pode ter suas teorias e muitas vezes são teorias muito boas, né? Teoria de performance, tem tanta coisa que a gente vê até no no do meio que você veio, mas elas não têm a profundidade que chega no coração humano, não vai. Ela pode ser até superficialmente muito robusta, muito bonita, mas ela não consegue essa profundidade que a gente tem. E no final das contas é o evangelho, é Cristo sendo formado nas pessoas. E foi isso que aconteceu com você. >> E na medida que a gente ah eh tem Cristo na nossa vida, ah, aí torna possível a gente enfrentar os dilemas que vêm, né? Porque o cristão vai enfrentar a depressão, ansiedade, essas coisas fazem parte do que é ser humano. >> E aí foi muito legal ouvir de você que você encontrou aquela senhora de 64 anos, porque eu fiz a conta, né, [risadas] na época, né, agora está com 80, né, quero conhecê-la inclusive um dia, né, se eu tiver oportunidade, né, e eu dou graças a Deus por essas mulheres na igreja. Eu como pastor da igreja vejo o valor que elas têm, né, de poder. Tá ali. E eu [limpando a garganta] quero começar esse bloco falando aqui, porque as mulheres então precisam de mulheres, né? Especialmente quando a gente olha, Larissa, vamos lá. Quando a gente pensa em aconselhamento bíblico, muitas pessoas imaginam imediatamente um pastor no gabinete. >> Aham. >> Né? Então, vá, cara, preciso de aconselhamento. Vamos lá pro gabinete do pastor, >> né? Mas Deus, ah, e o desenho que ele fez é levantando mulheres para cuidar de outras mulheres. Você concorda com isso? Eu tô falando do contexto da igreja, né? E e se concorda ou não, porque isso é importante. >> Se eu não concordasse, eu podia parar agora, ó. Para agora, manda essa menina embora, porque ela tá no lugar errado, né? Concordo totalmente, né? Algo que Deus eh Deus planejou dessa forma, né? a as mulheres ensinando outras mulheres, discipulando outras mulheres. Eh, Deus nos fez para eh fazer parte de um corpo, né? Cada um de nós, como a Bíblia fala, eh sendo uma parte do corpo e uma parte fundamental do corpo para que para que o todo funcione da maneira correta, né? E Deus ele desenhou dessa maneira, as mulheres mais velhas ensinando as mulheres mais novas. Isso é um mistério fundamental da palavra de Deus, porque nós eh o homem ele consegue até ensinar algumas coisas, aconselhar de um de um certo em alguns aspectos, mas a mulher ela ela entende melhor a outra mulher, ela ela passa pelas mesmas coisas, né? Parte da maneira que Deus criou, nos criou, né? Das as etapas da vida, as mudanças hormonais. Então, a outra mulher, ela ela tem um entendimento mais profundo dessas coisas, dessas lutas, dessas dores, das das alegrias, de como a gente pode eh crescer, aprender mais do Senhor. Então, esse ministério de mulheres ensinando mulheres é fundamental, é algo maravilhoso, realmente. Eh, paraquel, >> você consegue enxergar, né, essas necessidades assim, vamos dizer, femininas, que só uma outra mulher >> conseguiria enxergar até mesmo assim a importância daquilo que às vezes o homem pode olhar e dizer assim: "Ah, isso não tem tanta importância". >> É, não, não, não, não. [risadas] A gente não pensa assim, não, não, não. O problema que eu vejo é que muitas vezes a gente quer resolver um problema. >> Aham. Ah, o homem tem uma tendência de ser muito utilitarista no sentido, né? Tá acontecendo uma situação, >> ele é mais objetivo. >> Como que eu posso resolver isso? >> E a mulher, ela já tem uma visão mais do todo, né, de de como de quais são as conexões que aquilo faz. E nem sempre a gente faz essas conexões, mas eu concordo com você. essas necessidades que eu acho, né, femininas assim, que que talvez por passar por aquilo que você falou aí uma outra mulher entenderia melhor do do que um homem nesse momento, né? Tem alguma específica que você pudesse assim que acha, não, isso aqui realmente assim é gritante que a mulher consegue compreender mais do que um homem no aconselhamento bíblico? Não só no aconselhamento bíblico, mas eu vejo essa nós mulheres nós nós temos muitas fases na vida marcantes. Eu acho que isso no homem não é tão marcante. >> Eu eu eu vejo as alterações hormonais elas elas marcam muito a as as etapas da nossa vida, né? A gente tem adolescência, época que a a menina deixa de ser menina para virar mulher. Isso gera mudanças tanto no corpo quanto no coração, no ser interior, nas emoções, a maneira que, né, você vê a criança tá ali brincando, tal, aí de repente ela começa a ficar mais melancólica, chorar e e rir demais e fica um negócio meio desequilibrado, aí ela fica mocinha, né? Aí você vê que são essas, quem que vai entender? O homem não passa por isso, né? Aí depois mais paraa frente, agora uma realidade que eu tenho vivido, né? depois dos 40 e começa a entrar naquela fase dos hormônios oscilarem, as mudanças emocionais, tá rindo que você já tá começando a sentir, né? >> Sim. >> E aí a importância que é você ter as a mulher mais velha que vai te dizer: "Não, isso é, eu passei por isso, isso é normal, isso realmente acontece e te ensinar quais são as novas lutas que você vai ter agora por causa disso, né? Então isso essa dinâmica da que acontece na vida das mulheres é uma coisa que não tem como o homem compreender isso, porque ele não vive isso. >> E também a sociedade, aí a minha visão aqui colocando que ela coloca a uma pressão muito grande sobre as mulheres, que é diferente dos homens de certa forma, né? Você tem uma pressão por aparência, por exemplo, né? ah, de uma estética que tem que tem que tá em determinados padrões, >> padrões de beleza, padrões de comportamento. Então, e a as mulheres elas elas vão ser muito pressionadas nesse sentido, né? Então, ah, a gente vê essas questões, a gente precisa opa, pera aí, vamos separar as coisas aqui, né? Muitas vezes essas questões não atingem os meninos, eles nem ligam muito, né? Mas as meninas, eu vejo que tem um impacto muito grande, né, essa pressão que a sociedade faz nesses parâmetros e padrões que vem. A gente precisa equipar as nossas meninas nesse sentido, a lidar com essas situações. >> Sim. E até assim, um outro lado também o o a maturidade cristã vai dar a nesse trato umas com as outras é de você também não potencializar >> Uhum. demais. Isso, porque hoje também eu enxergo isso, que a as coisas das mulheres são muito importantes, são ah, porque ela está nesta fase, ela passa por isso e dos homens parece que a sociedade fica, >> é, você pega um homem solteiro e uma mulher solteira, >> olha como que a sociedade vai enxergar os dois, né? O o homem solteiro ninguém fala muito, né? Agora a mulher solteira, poxa, né? Olha o que aconteceu, né? Que que aconteceu? Eles querem saber o que aconteceu. Ninguém pergunta para um homem: "Que que aconteceu que você ficou solteiro?" >> Solteira, [risadas] >> né? Mas paraa mulher muitas vezes vem essas expressões. Por que que você não casou, né? O que que tá vendo, né? E e a gente vê isso acontecendo e a gente precisa notar. Isso é um exemplo só, não sei se tem outros, né? [limpando a garganta] >> Então é isso, Larissa, como que é? Eh, eu tava aqui pensando, né, que essa quando a gente fala a pressão da cultura, tal, eh, infelizmente muito dessa pressão quem colocou sobre nós fomos nós mesmas, né? >> Uhum. Totalmente. Aí eu concordo, né? >> A gente e e aí eu pensando também que tudo isso tem ã a mão da serpente, que desde o começo ela observou ali qual ia ser o ponto que ela ia mexer e ela foi na mulher. Uhum. >> né? Ela foi na mulher e ela ela ela sabia que se ela derrubasse a mulher, ela arrastava o homem junto. E eu acho que essa dinâmica ela acaba ela acabou sendo um padrão. A mulher é muito atacada de várias maneiras, porque a mulher vacilando, caindo, ela arrasta o homem. >> Uhum. >> A gente >> a mulher sabe, edifica a sua casa. Já dizia Provérbios >> e a toa destrói com as próprias mãos. Isso, >> né? Então, eu vejo que eh as coisas vão muito em cima da mulher porque é uma estratégia de Satanás mesmo. E o movimento feminista, eu não canso de bater no movimento feminista porque ele merece, >> merece, merece. >> Ontem você deu um exemplo bom, >> é, >> né, de de dos homens não abrirem mais a porta, não dar o lugar. Foi uma conquista do movimento feminista. Gente, que que absurdo você >> que que a gente conquistou? A gente ganhou o direito de de desculpa, >> viver como uma prostituta, né? Que foi o que o movimento feminista desde o começo a briga era para uma liberdade sexual. >> Uhum. >> Ganhou o direito de ser tratado como objeto. Olha o direito que a gente ganhou de ser tratado como objeto, não ter benefício nenhum, não ser mais tratado como especial, não ser não ser protegida, né? >> Não ser protegida, porque você não precisa disso, você é igual, né? colocar os filhos na escola e aí trabalhar para pagar, >> sustentar a casa, >> não para para pagar a escola, né? Porque, né, você põe os teus filhos na escola e e aí você tem que ir lá sair 8 horas por dia para pagar a escola. É umas contas que não fecham no movimento feminista. não percebe por nós nós entre aspas brigamos para ter uma série de coisas que não são direitos, só são fardos para cima da gente e aí a gente aguenta a pressão disso agora, >> porque tudo isso gerou muito da pressão que a gente tem hoje em dia, né? Essas consequências. >> E voltando pro jardim do Éden, a natureza caída do homem é ficar o quê? >> Ficar em silêncio e cruzar os braços e ficar de boa. Eva, >> os homens não tem isso. A Eva quer trabalhar, filha. Você quer tomar a frente? Não tem problema. Vou deitar no sofá aqui, vou ficar de boa. >> Exato. Exatamente. Aí depois a gente amaldiçoa o marido que não faz nada. >> O marido que a gente criou >> porque a gente passou na frente de tudo, a gente assumiu a liderança, aí depois a gente odeia o nosso marido, porque ele é um preguiçoso, ele não faz nada. >> Mas quem foi que assumiu o papel do homem? A gente que assumiu o papel. Aí depois a gente reclama que eles não fazem nada. A gente não deixa eles fazerem nada. Então a gente tá, a gente coloca muito do peso, né? >> Uhum. >> E quando a gente, pela graça de Deus, percebe isso e e adquire uma certa maturidade, aí novamente a gente volta para para o ministério das mulheres ensinando as mulheres, é a gente ensinar as mais jovens isso. >> Uhum. Então, pela graça de Deus, agora eu tenho tido o privilégio de caminhar com muitas jovens ensinando essas coisas, mostrando para elas >> que que elas não precisam eh se colocar nesse julgo. >> Uhum. >> Porque esse não é o julgo que que Deus deu pra gente. Isso é um julgo que o mundo tem empurrado para cima da gente, né? E que a gente é livre. A gente não não precisa, a gente pode sair debaixo desse ir pro julgo de Cristo que é leve. >> Uhum. é que é outra história, é outra coisa, são outras coisas que ele quer da gente. >> É. E e essa questão de você ser igual, né? Você conquistar tentando ser igual, né, a aos homens, tira toda a beleza do mundo, >> né? O mundo fica horrível de feio. >> Eu vejo lá, minha esposa viajou, foi pro doutorado esses dias, >> fica >> fui estudar lá uma semana, minha casa em uma semana virou um hotel porque eu entrava em casa, ia pro quarto dormir, né? E a casa, a Carol chegou, falou: "Nossa, mas essa casa tá intacta". Não, querida, que eu entrava ia direto lá, né? Ah, você ia ter um iFood lá no meu escritório e era só o que tinha. A nossa casa ela em uma semana ela ela aconteceu isso. Então você tem essa beleza, fora a beleza que é a o ser feminino, né? >> Sim, >> né? Deus ele ele ele faz algo belo, a maternidade, >> que é uma coisa ah muito bela e que para mim tá no cerne de você atacar, né? Porque quando você ataca as mulheres, você tá atacando, na verdade >> a essa questão da maternidade >> e que é tão bonito, lindo e e você, a gente tendo as mulheres, ajudando as mulheres, né, que já passaram, como você disse, Larissa, né, é bom demais. E eu quero te perguntar uma coisa. Existe uma crise de mulheres mais velhas discipulando mulheres mais novas? >> Sim. >> Você acha que existe essa crise? Por quê? >> Infelizmente sim. Eh, o que eu tenho visto é que ninguém quer ser mais velho hoje em dia. As mulheres não querem ser mais velhas. >> Uau! >> Eu não sei se vocês percebem isso, mas as mulheres mais velhas, muitas estão ficando patéticas. a da a da mesma forma que você falou da feiura de quando a gente quer destruir feminilidade e masculinidade, eu vejo uma feiura também quando a mulher mais madura, que deveria estar amadurecendo de fato e ensinando as mais novas, ela tá lutando para não ser madura, porque ela quer o que que o mundo valoriza >> a juventude e a beleza. >> Então essa mulher ela não quer parecer mais velha. Eu não tô falando tratamento estético, acho que isso não é não é esse o foco, esse o ponto, >> é o coração mesmo. Ela não quer ser uma mulher madura. Então, como ela quer ser vista com uma mulher jovem, ela se torna muitas vezes uma uma pessoa fica patético mesmo, porque aí em vez de ela ser >> fica uma caricatura, né? >> Fica, em vez dela querer ensinar com sabedoria que deveria ser o papel da mulher mais velha, não. Ela quer fazer a piadinha, ela quer ser cu, ela quer ser amiga, ela quer se vestir com a calça furada e o tênis >> e e e não é isso que as jovens precisam. As jovens precisam das mulheres mais velhas que tenham a maturidade para ensinar. É o que Deus quer da gente, né? Que a gente tem essa maturidade para ensinar as as mais novas. Então eu vejo que a que a grande crise está nas mulheres que não querem parecer mais velhas. Elas não querem ser mais velhas. Então elas deixam de amadurecer para lutar para para parecer jovens. Então fica uma coisa totalmente desequilibrada e feia. >> É. E o que pode acontecer também nessa luta, a mulher nunca amadurecer, >> então, >> e ela vai, né, tem uma idade muitas vezes, mas ela nunca se permitiu amadurecer porque ela nunca quis. >> Ela não tá buscando isso. >> Uhum. >> Eu vejo que as mulheres cristãs, elas não estão buscando ser mais maduras, elas estão buscando ser mais jovens. >> Uau! >> E >> esse é o certo da crise. Faz sentido. Faz sentido. >> Isso é um, eu falei um pouco sobre isso ontem. Isso é um barulho que está atrapalhando a gente ouvir a voz de Deus. a gente a gente tá se distraindo com essas coisas e a gente não tá dando importância no que realmente Deus quer da gente. Eu eu não canso de falar dessa minha amiga querida que tem quase 80 anos, porque ela para mim ela é uma joia dentro da igreja, porque ela ela ela tem experiência, ela tem maturidade. Eh, e quando eu tenho alguma dúvida, alguma coisa, eu vou para ela, vou eu pergunto para ela, eu peço oração para ela, porque eu sei que ela vai orar por mim, ela me escuta. E mas a não é não é a realidade da maioria das mulheres. >> A gente tá numa igreja de em torno de 300 membros. Tem algumas mulheres mais velho, né? Você pode contar. >> Eu tenho algumas irmãs mais que são mais velhas, mais maduras. Acho que a igreja toda pensa nela. >> Olha só, uma igreja >> não deveria ser assim, né? A gente deveria ter algumas que são assim. >> Sim. Porque a vida cristã, eu penso assim, você, a vida cristã ela é bela porque no decorrer dos anos você vai amadurecendo. Então, quando você olha para você mesmo hoje, >> é >> a Larissa hoje, Larissa 10 anos atrás imatura em muitos aspectos. Então, se em 10 anos você já consegue ver uma evolução espiritual de maturidade, você poderia tá mostrando a uma uma mulher mais jovem que olha, eu passei por isso, né? >> E isso é você precisa amadurecer nisso. >> Então eu eu vejo isso hoje, por exemplo, falando do contexto de mulheres de criação, de filhos, como amar os seus maridos. >> Uhum. Então, eu via muito as minhas amigas da da nossa igreja antiga que você eh na hora de criar filhos recorria cursos da internet. na hora de ir casar, ela viu que tava na moda. Então, você não via pessoas procurando na hora de casar, que homem eu devo buscar na hora de ter filhos, como é a minha criação, não, a minha criação é é isso, a alimentação é aquilo. Focava tudo nessas coisas bem bem >> seculares. >> Uhum. >> E não no seu crescimento, não em ter um acompanhamento ali. Eu sinto falta nisso na minha vida, assim no decorrer dos anos. dessas mulheres. Eu fui abençoada, eu tive um algumas mulheres, mas você vê hoje em dia >> que são poucas, parece que tá diminuindo >> o passar dos anos, né? Isso isso entristece porque o evangelho, a igreja vai deixar de ser relevante e o mundo vai cada vez mais ter a, a fala, né? Aquelas vozes que você falou, eles vão ouvir cada vez mais as vozes do mundo. >> E não é o que a palavra diz. O que que a palavra diz? como que trato meu marido. >> Sim. >> Como que eu crio os meus filhos, como me comporto com a fofoca. Uhum. >> Né? Essas coisas do do dia a dia. >> Deixa eu perguntar para vocês, Larissa, como que tem sido esse processo de amadurecimento? Pra gente, vamos supor que tem alguém hoje que fala assim: "Olha, eu tô precisando amadurecer. Eu tô muito preocupada em em parecer jovem. >> Uhum. >> Mas eu preciso amadurecer a partir de hoje. Como tem sido esse processo na vida de vocês? de amadurecimento, quais são os dilemas, desafios, como que caminho que vocês têm trilhado para amadurecer? Se a gente fosse perguntar para uma mulher, como que eu posso amadurecer na minha fé? >> Uhum. >> Eh, eu entendo que esse amadurecimento ele não é eh fruto de um uma disposição interna minha. Ele ele é um reflexo do que a Bíblia tem como a santificação progressiva, né? >> Uhum. Eu eu entendo que isso é um agir do Senhor progressivo na minha vida. E e ele esse amadurecimento, ele eu creio que ele vem como o resultado de uma vida de oração e de eh buscar conhecer a Deus através da palavra dele. Não é que eu tenho me esforçado para ser madura e tenho me tornado mais madura. Eu tenho me esforçado para conhecer mais a Deus. Para eu busco a Deus. Uhum. >> através de oração e de estudo da palavra de Deus. E e aí Deus agindo em mim resulta nesse amadurecimento. Eu entendo que o amadurecimento ele é fruto da do crescimento espiritual. Então eu o que eu digo paraas mulheres é, se você precisa de sabedoria e todos nós precisamos, precisa amadurecer, é uma vida de oração e de leitura da palavra de Deus, >> que é o que vai nos dar a sabedoria necessária >> para essa maturidade. Eu entendo que é o processo é esse. Na medida que a gente vai essa ação da ah do espírito por meio da palavra, nos fazendo mais parecidos com Cristo a cada dia. Sim. >> Raquel e você. >> Essas duas coisas que você falou é é o básico, né? A gente tem que buscar Deus. É, é onde a gente vai encontrar a mudança de coração. É onde você vai e vai >> despindo do velho homem >> e se renovando. Eh, o convívio com mulheres, sabe? Na minha vida, mesmo assim, pessoal, de casamento, >> de criação de filhos, ah, eu sempre tive mulheres mais velhas no meu convívio, né, da minha mãe sempre andava. E para você ter uma noção, vou dar um exemplo assim, que teve mulheres que eu e o meu esposo, o casal de amigos, uma família que a gente decidiu deixar de andar. >> Hum. Porque eu disse para ela, eu era recém-casada, eu disse assim: "Se eu andar com ela, >> eu vou ao aos poucos me parecer com ela." E ela não respeitava o marido em público. >> Então, às vezes, várias vezes, ela ela teve atitudes vergonhosas >> de desrespeito. >> E e uma nós tivemos essa conversa, quer dizer, marido e mulher conversar a partir de hoje, nós não vamos mais andar com aquele casal. É triste, >> mas foram atitudes assim de tá ali no caminhar da vida cristã, me cercar de pessoas maduras. Sim, porque elas sabem bem mais do que eu. >> Uau! Essa disposição. >> Ah, muito bom. Ah, e eu acho bem interessante, eu não sei se faz faz sentido, a gente tá falando dessa crise. Eu acredito que aprendi muito agora dessa crise e enxergo também essa crise. Eu nunca tinha visto pensado nisso, Larissa, mas foi muito esclarecedor a gente olhar esse e esse desejo que a gente tem que ter de amadurecer >> e que pode não estar ali por pelas pressões que a gente vive, especialmente porque no mundo a quando a gente olha a cultura mundana é uma uma cultura muito competitiva entre as mulheres, né? É muito comum a gente ouvir que mulheres não votam em mulheres, né? que a gente tem problemas ah no meio corporativo de ter mulheres que competem, né? E aí a gente vem pra igreja e fala: "Opa, a gente tá vibrando isso, né? A igreja é o oposto do mundo. Na igreja, as mulheres mais velhas, elas se colocam como ajuda para essas mais novas, né? Então a gente elimina essas barreiras, né, que o mundo vai colocando de competição, de pressão estética, de tantas coisas e a gente consegue ah construir a uma nova cultura, no final das contas, onde as mulheres mais velhas ah que tão ah amadurecendo, ajudando as mais novas. Vou ler o texto bíblico aqui em Título dois. Vamos olhar um pouquinho para ele. Eu escolhi um texto hoje, tá? Então, ah, espero que você pode sugerir outro, tá? Ah, Larissa. E tá em Tito dois aqui, 3 a 5, que diz assim, ó. Do mesmo modo quanto as mulheres idosas que tenham conduta reverente, não sejam caluniadoras, nem escravizadas a muito vinho, que sejam mestras do bem, a fim de instruírem as jovens recém-casados, a amar o marido e os filhos, a serem sensatas, puras, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada. Então esse texto parece colocar o discipulado feminino como algo normal na vida da igreja. Como que você interpreta essa passagem? >> É, é isso mesmo, né? É a maneira que Deus escolheu para que a gente eh cresça, né? A maneira que ele colocou para que a gente eh faça discípulos de todas as nações, né? é o é o é a grande comissão aí sendo eh aplicada para as mulheres. Então as as características que as mulheres devem desenvolver e as coisas que elas devem ensinar para as mais novas. É isso mesmo. É a maneira que Deus colocou pra gente crescer. >> E esse e essas coisas que ele que ele põe aqui, né, no nosso texto, né, faz sentido? Imagino que sim. Tá palavra de Deus, [risadas] né? Ah, mas ele diz conduta reverente. Será que as mulheres lutam a em ter uma conduta reverente? Minha pergunta para vocês. Eu tô aproveitando hoje aqui, né, que eu tô com as mulheres aqui conversando. A gente não tem essas oportunidades, né? Ah, não sejam caluniadoras, por exemplo, né? Será que há uma luta ali que a gente precisa moldar, né? A a >> não escravizados a muito vinho, >> que sejam mestres. E aí tá falando dessa questão do vício, mestras do bem, tantas coisas que a gente coloca aqui. E que características uma mulher deve cultivar antes de pensar em aconselhar outras? Porque parece que a gente tem um um padrão aqui dessa mulher madura agora, ela parece agora fala: "Olha, essa mulher madura tem essas características aqui, né? Elas não são caladoras, elas são mestras do bem, >> né? E realmente isso faz muito sentido, porque a as mulheres têm um uma sensibilidade de enxergar isso, né, nessas áreas da igreja que muitas vezes a gente não vê. E que características você pensa que uma mulher deve cultivar antes de pensar em aconselhar outras? >> Ã, eu não considero como assim antes de aconselhar outras, porque eu entendo que ninguém tá pronto ainda, >> né? Nós nós todos somos projetos em andamento, certo? >> Nós temos diferentes estágios de maturidade. OK? Isso é um fato, né? Se eu tô, se eu me converti há 10 anos, eu é esperado que eu tenha uma maturidade maior do que aquela moça que acabou de se converter, né? Eh, então eu devo estar crescendo nesses pontos, né? De não ser uma pessoa eh que peca com a língua, né? Na questão de não ser uma caluniadora, né? Eu devo ser uma pessoa que que está ensinando o que é bom, mestra do do bem. Eu devo ser alguém que é uma esposa que edifica o meu lar. Eu devo estar crescendo nessas características. Não devo ser dominada por vinho, nem por nenhuma outra coisa, né? Não é só o vinho. >> Não ser dominada pelo vinho, ser dominada pelas redes sociais, não ser dominada pelos doramas, [risadas] não ser dominada por nenhuma outra coisa a não ser pelo Espírito Santo de Deus. Então eu preciso estar independência do Senhor crescendo nesses pontos, porque todos esses são pontos que que as mulheres lutam, né? Se não fosse, se não tivesse luta, não tinha necessidade de ter orientação se isso não existisse na nossa vida. Então são sim coisas que a gente luta, né, de amar o marido em primeiro lugar, depois amar os filhos. Você vê que que você consegue enxergar assim, por exemplo, que a gente vive talvez em dois extremos de ter aquelas mulheres que, ah, eu não sei de nada, então não posso aconselhar ninguém >> porque eu sou muito imatura. >> Ou aquela que já se acha que sabe de tudo, >> né? Sabe tudo. Você acha que tem esses extremos e como a gente evitar da gente não tá nem em um lado nem em outro? >> Sim, sim, com certeza tem esses extremos, né? Com certeza. Eh, a que acha que não sabe de nada, se ela é salva por Cristo, ela já sabe pelo menos alguma coisa mais do que aquela que acabou de chegar. >> Uhum. >> Né? Se você se você de fato salva por Cristo, você já sabe alguma coisa, você entendeu o evangelho. Então, você já sabe alguma coisa e e sempre vão existir pessoas que sabem menos do que você. Então, você pode sim aconselhar em alguns aspectos. Eh, você não tem todas as respostas, ninguém tem todas as respostas. E aquela que acha que tem todas as respostas, ela precisa ser arrepender do seu orgulho, porque ninguém tem todas as respostas. >> E o aconselhamento é uma é algo que a gente faz em total dependência do Senhor, não é pela nossa sabedoria ou pelo tanto de cursos ou mestrados ou doutorados que eu fiz na minha vida. É uma obra do Espírito Santo que me usa. Eu sou simplesmente ali, eu brinco, eu sou um cano. Eu sou um cano. Qual é a utilidade do cano? passar alguma coisa por dentro dele aqui. A maneira que Deus escolheu para ministrar na vida de outras pessoas. E não é o que a minha opinião, o que eu acho, não. É a palavra do Senhor que passa através do espírito, passa por mim para chegar em outra pessoa, né? Eu não, eu não sei de tudo. A gente nunca sabe de tudo. Eu preciso estar sempre em dependência do Senhor. >> Toda vez que eu caí nesse erro de achar que eu sabia, o Senhor mostrava, ó, vou te dar uma lição nova aqui só para você ver que você não sabe de tudo ainda. E essas coisas foram maravilhosas, né, para poder contribuir pra maturidade, que é você entender a sua insignificância. né? No final das contas, eu eu tenho eu penso que as mulheres elas têm têm que conhecer a palavra do Senhor, né? Na medida que elas estão ah, conhecendo e as mulheres têm essa coisa de serem mestras do bem, né? Então, ah, na medida na medida que nós somos mulheres da palavra, a gente as mulheres conseguem ainda tornar essa palavra muito prática. Quando eu olho essa lista aqui, são tantas coisas, né? construírem a jovens sem casadas, né? Ah, a a amar o marido, os filhos, tudo isso é um é tão é tão bom, né? E a gente precisa a gente precisa de mulheres da palavra. Às vezes a igreja a ela não pensa, ela fala: "Não, a palavra é o ministério dos pastores, dos líderes, dos professores, né?" Mas aqui e ele, ó, ele aponta para essas mulheres como como mestras do bem, né? Como a a não permitir que a palavra de Deus seja difamada. Quando a gente fala de instruir o papel de Lloyd, de Eunirse na vida de Timóteo, então acho que as Charles Espuron Raquel não é só pros homens, né? [risadas] Tem que ter mais mulheres se matriculando, né? Sim, chegar, >> porque o impacto, né, de uma mulher que conhece a palavra é incrível >> na vida de de um filho, na vida de um jovem da igreja, ah, de uma criança que tá ali se desenvolvendo. Ah, bom demais. >> Isso que eu pensei nesse texto de Tito, enquanto o senhor tava falando, >> hum, >> que também é algo natural. >> Uhum. que às vezes a gente pensa assim, vamos fazer aconselhamento bíblico. Aí aquela ideia que o senhor falou, sentar num gabinete e conversar, não, Lloyd, tudo era algo natural. É como se o Espírito Santo fluísse na vida dela. E aí ela acabava >> Uhum. >> contagiando ali quem tava debaixo da da influência dela, né? Eu acho que nesse sentido a gente precisa disso. Se a gente eh observar mais a palavra, essa questão do aconselhamento vai ser algo natural. As pessoas vão vão procurar, vão sentir seguras de de >> de compartilhar suas dificuldades, algum algum problema, algum pecado que precisa urgentemente de de ajuda, né? >> Uhum. >> Uau. Muito legal. Vamos lá então, gente. Vamos entrar agora em assuntos difíceis. Assuntos difíceis, tá? A gente não vai entrar em nenhum caso específico, mas quais quando se trata do aconselhamento feminino, né, entre mulheres ou que envolvam mulheres, quais são as lutas que aparecem com mais frequência? >> É engraçado que parece que que Deus me dá algumas fases. >> Uhum. Teve uma época que eram muitas mulheres com depressão. Teve uma época que eu tava aconselhando quatro psicólogas com depressão. Eh, mas atualmente tem sido mais aconselhamento de esposas. >> Uhum. >> O desafio de eh da submissão eh diante da de maridos que eh eh são muito passivos. Isso tem sido bastante comum. >> Uhum. É um problema comum. >> É. É. Tem sido bastante comum. >> Como encontrar esse equilíbrio, né? >> É. Como, como eu me submeto a a um marido que aparentemente não faz nada, né? >> Uhum. Espiritualmente falando, >> é geral, geral, geral. É um homem que chega [roncando] em casa, senta no sofá e e se enfia a cara no celular, só sai para dormir. Quando acorda, volta pro celular, sai para trabalhar, volta e e esse ciclo fica, né? Então tem sido >> uau, >> bem comum isso, bem comum mesmo esse desafio das mulheres >> de como enxergar. Mas essa crise é a crise dos homens, na verdade, né? >> Que não assum que muitas vezes não assumem o seu papel de liderança espiritual do lar. Isso faz muitos lares sofrerem as mulheres. E essa inversão de papéis é é do Éden, né? >> Ali quando começou, né? A gente olha o Éden, né? A o Éden original, né? É Deus no centro, o homem lidera. Alguém como ele tá governando junto, que é a mulher, né? Você tem esses papéis ah iguais, mas distintos, né? no sentido de valor, né? Nunca na criação valor >> o homem estava acima, estavam estavam no mesmo nível, só que os papéis eram distintos. E perfeito, >> né? E aí a Gênesis 3, a gente tem Satanás o centro, é ele que domina a cena, a mulher tá liderando e o homem tá em silêncio, né? Então você vê a uma crise que se instalou e que na verdade se repete, né? Repete no Antigo Testamento inteiro, né? Ele vai, a gente vai ter um prenúncio em Cantares de talvez, opa, pera aí, o Éden não, ele tá aí, né? O plano original ainda tá ali. A gente vê esses desdobramentos a ah acontecendo, mas é uma luta e aí é um esforço, imagino que aconselhar essas mulheres, né? Como proceder enquanto isso tá acontecendo, né? >> É, é, é. E aí acaber tomar as réas, >> isso, isso que eu ia comentar agora. Aí acaba sendo um desafio para o meu coração como conselheira, porque a minha tendência é querer resolver problema. >> Uhum. >> Adoro resolver problema. Queria ter o dom de resolver o problema da vida de todo mundo, inclusive da minha, né? >> Eh, e o objetivo, o alvo do aconselhamento bíblico não é resolver problemas, mas é ajudar o a aconselhada a crescer em semelhança a Cristo diante da situação que Deus tem colocado essa aconselhada. Então, é algo que eu preciso estar em constante dependência do Senhor para enquanto eu estou ouvindo ali o que tá acontecendo, eu não focar no problema do marido e me abraçar com ela e falar: "Realmente, seu marido é um traste." >> Uhum. >> Mas não é meu papel, né? E não é meu papel tentar consertar. Eu preciso ajudar ela a lidar, a a às vezes a sofrer bem, dependendo do que tá acontecendo, a olhar para Cristo, a crescer em meio a essa situação. Cristo. >> É, mas eu não posso prometer resolver problema. Eu não posso nem tentar fazer isso, porque não é o meu papel esse, resolver o problema, resolver o casamento dela. E é uma uma tentação muito grande para mim querer consertar o casamento. Imagino. Você acha que tem algum tema hoje dentro da igreja, mas um tema sensível, difícil, que a igreja tá evitando falar e que deveria trazer mais a para os pra edificação do do da igreja local? >> [risadas] >> pastor. É, tô pensando, né? >> Tô pensando. Eu vejo que assim, eh, cada igreja vai ter a sua, vai ter a sua demanda, né? Eu fiquei pensando agora um pouquinho pensando na vida do meu pastor, pensando nos inúmeros desafios que ele tem e na luta que ele tem para ele também escolher o que que eu vou fazer aqui com essa igreja agora. Porque imagina uma igreja de 300 membros, você tem os mais variados desafios ali. E e aí ele tem que organizar o que que ele vai abordar, né, nas pregações, nas nas na escola bíblica, tudo que é feito ali na igreja, ele vai pensar o que que ele deve abordar, porque diante das necessidades daquela daquele corpo, né, daquela >> daquela igreja específica. Eh, então assim, eu eu acho que eu não tenho nem assim autoridade de dizer: "Ah, eu acho que a igreja não tá tratando isso, porque eu eu acredito que o meu pastor tá fazendo o melhor que ele pode diante do que ele tem, né? Eu creio que ele ele tá olhando para todos os desafios que existem ali e tá não tem todos esses aqui, mas eu preciso começar por esse, né? Então eu eu realmente não consigo dizer, >> as igrejas têm a sua característica, né? >> É, >> né? Então, às vezes, ah, pode pender para alguns lados, né? Tem igrejas onde o ministério feminino é muito forte. Talvez a gente, as mulheres precisam dar espaço para que os homens possam >> outras igrejas. E eu, eu coloco a nossa até um pouco, mistério dos homens é muito forte, né? Não é o comum do Brasil. >> Ai, que tem coisa boa que é assim, porque não é, >> mas Larissa é faca na bota, né? sangue no olho, vou atrás dos homens mesmo no sentido de falar: "Olha, você tem que assumir a liderança, porque eu entendo essa crise que você falou". >> Ah, é, ela é a mesma crise, né? Quando a gente fala de homens e mulheres, é a mesma crise, né? Os homens precisam assumir o papel deles, as mulheres, o delas, né? E e quando os dois fazem, quando a gente resolve o problema, como você colocou, né? A gente resolve o problema quando os dois entendem. Então, às vezes a gente começa com um, né? Eu espero que sempre comece dos homens, né? Eles assumindo a liderança espiritual do seu lar. E com isso toda a liderança do lar no sentido de ajuda do que que precisa a ser feito ali para que aquele lar possa glorificar o Senhor. Então a a gente tem essas características, talvez a gente vai precisar caminhar, mas eu sinto um pouquinho que sempre é uma coisa que a gente precisa cuidar, Raquel, na igreja, né? Eu sinto que a nossa igreja, nessa ênfase que a gente deu, ela ficou um pouquinho manca no ministério feminino e eu sinto muitas vezes falta desse ministério de mulheres aconselhando mulheres. Então a gente sempre tem que tá atento no final das contas, né? >> A igreja precisa estar atenta para isso funcionar. Muito legal. Vamos lá. Como que você reage a Raquel quando chega uma mulher completamente quebrada na sua na igreja? Como, como que a igreja deve reagir ou como uma conselheira reage nessas situações? >> No se é no ambiente de aconselhamento, você diz, né? Ela ela vem para ser aconselhada, né? Não necessariamente chegou na igreja e a gente ainda não isso cheg >> porque a dinâmica vai ser um pouco diferente, né? Ela chega no eh eu sempre inicio o aconselhamento bíblico eh com duas coisas. Primeira coisa, a pessoa vai entrar em contato comigo para marcar um horário, eu vou passar para ela um inventário pessoal. >> Uhum. >> É uma série de perguntas para que eu saiba um pouco da vida dessa pessoa, dessa mulher. Ela tem que me mandar esse inventário com um tempo de antecedência. Eu vou ler o inventário e eu vou elaborar uma série de perguntas para que eu aprofunde o meu entendimento de quem é essa pessoa. Então, geralmente a a primeira sessão que eu tenho com qualquer pessoa, ela leva mais ou menos umas duas horas, >> porque eu quero só a primeira, não é sempre assim, é a primeira, porque eu quero >> conhecer, né? >> Conhecer minimamente aquela pessoa. É minimamente mesmo, porque a gente não conhece tudo em uma sessão. Você vai conhecer mesmo com a caminhada, >> inclusive se ela entende o evangelho, né? Se aí é nessa primeira sessão, né? >> Uhum. >> Então, nessa primeira sessão, eu vou ali fazer um monte de perguntas para aprofundar, entender quem ela é. Eu vou pedir para ela, para ela me contar como foi o testemunho dela, como é que ela se converteu. Dali eu vou ter uma boa noção se ela entende o evangelho ou não. E a primeira coisa que eu vou ensinar de fato é o que é o evangelho. Porque se eu diante de mim não tenho uma pessoa salva, eu não tenho alguém que considera a palavra de Deus como autoridade e eu não tenho alguém que é habitado pelo Espírito Santo. Então eu eu já tenho que ir para outro lado. Não é o aconselhamento ainda. Vou ter que discipular, eu vou ter que evangelizar aquela pessoa. se ela não for uma pessoa salva. Então, e o o processo começa com esse inventário pessoal e eh depois dessas perguntas respondidas, eu compreendendo um pouco de quem ela é e a história dela, >> eh eu vou dar esperança. >> Uhum. >> E vou dar esperança real. O que que é esperança real? Eu não tenho como prometer restauração de casamento. Eu não tenho como prometer que o filho vai voltar para casa. Eu não tenho como prometer que ela vai arrumar emprego. Isso aí não tenho como prometer. Eu tenho como prometer o consolo do Senhor, a presença do Senhor, o crescimento dela em meio ao sofrimento. Tudo tudo isso é esperança real, né? Então sempre no começo eu >> insuficiente inclusive, né? >> Exatamente. O meu começo sempre vai ser assim de dar esperança e compreender quem ela é. >> Uhum. >> E e eu entendo que isso é muito importante quando a pessoa chega quebrada, >> né? Eu eu eu bato muito nessa técnica, inclusive no curso da Charles Expusion, os professores foram se selecionados bem a dedo mesmo para que eles eh para que fossem esses professores que eh de importância ao sofrimento, porque existe uma crítica em cima do aconselhamento bíblico da de ser duro, né? >> Ah, é eh vai com a Bíblia na cabeça das pessoas e tudo é pecado, tal. E e não nem tudo é pecado. O pecado ele estragou muita coisa. Nem sempre é o seu próprio pecado. Às vezes é o pecado dos outros contra você que trouxe um grande sofrimento. Eh, nem tudo é o seu pecado. Mas, eh, essa questão de de lidar com o sofrimento é algo fundamental no aconselhamento bíblico. Todas as pessoas que vão chegar para aconselhamento, elas vão chegar sofrendo, quer seja pelo pecado delas, pelo pecado de outras pessoas, ou pelo porque o mundo está quebrado. >> Então, todo mundo chega sofrendo. Então, a primeira coisa que a gente faz é acolher esse sofrimento, é chorar com os que choram. E aí, e conselheiro bíblico pode chorar? Pode. Já chorei em aconselhamento já. Só que a gente não chora de desespero. Eu não, eu não posso. Eh, a pessoa me conta uma situação muito triste, ai, agora o que que a gente vai fazer? E as duas se abraçando e chorando, né? Não é assim. Mas você se compadecer às vezes de um sofrimento. Já ouvi histórias de sofrimento profundas da pessoa encher o olho de lágrima e eu também encher porque realmente era um sofrimento profundo. >> Uhum. >> Né? Mas ok, a gente chora junto, mas vem cá, deixa eu te mostrar que essa não é a resposta final, né, da sua história. >> Esse não é o final da história. >> Que dentro de desses momentos assim, onde você, o que que você percebe, o ponto que você chega assim, aqui eu tenho que encerrar o meu aconselhamento, porque aqui já tá indo para um outro patamar. Agora aqui eu tenho que caminhar pro pastor ou aqui talvez eu tenho que quebrar o sigilo do aconselhamento. Qual é a situação? Vamos dizer assim, a gravidade que você diria, não, agora eu tenho que passar pro meu pastor e >> talvez eh pecado sem arrependimento. >> Uhum. >> Talvez algumas coisas >> situações que exigem disciplina, no caso. >> Isso. Isso. Situações que exigem disciplina. Eh, problema com a lei. Uhum. >> Estamos falando de um crime, >> sim, >> né? Se a pessoa vier me falar que ela matou alguém, se a pessoa tá abusando de alguma criança, né? Aí já tô falando de uma situação que eu tenho que ir pra polícia, não só pro meu pastor, né? Então acho que mais em questões de disciplina e questão com a lei, >> né? Mais nesse nesse sentido. >> Tá bom? Vamos lá, gente. Vamos caminhar aqui para finalzinho. Já terminando aqui, eu quero que vamos imaginar uma igreja pequenininha, uma igreja pequena e ela quer começar um ministério de aconselhamento entre mulheres. Por onde começar? Dá um norte aí para pras mulheres que querem começar. E eu acredito que isso pode abençoar muitas igrejas. Curso de aconselhamento bíblico da escola Charles 100% online. Se você mora em qualquer lugar da face da Terra, até na Lua, se você tiver internet você faz. >> Esse curso, que que o que que uma mulher vai aprender? Esse curso é para todos, né? >> Sim, sim, sim. Homens e mulheres. >> Como? Mas uma mulher assistindo assim, o que o Quais quais são, qual o caminho ali que ela vai enxergar ali? >> São muitas coisas, né? Nossa, o curso ele é um curso eh anual, ele vai de fevereiro até novembro. >> Eh, é uma um uma eh acontece uma vez no mês, sexta à noite, sábado, manhã e tarde. Cada um dos módulos é um professor diferente. Então, eh eh os assuntos. Então, você pensa, são 10 módulos com seis aulas, então são 60 aulas que essa pessoa vai ter. ela vai ter desde os fundamentos, porque aconselhar o que faz o aconselhamento ser bíblico, a diferença das teorias humanistas para aconselhamento bíblico. Eh, aí vai ter os papéis de esposa, de marido, eh comunicação, como aconselha depressão, ansiedade, medo. Nós temos dois médicos que são professores. Um é psiquiatra, então ele vai ensinar sobre os assuntos da psiquiatria, o que é ciência e o que não é ciência. o outro doutor Aldo, que é um cardiologista, mas ele vai também falar um pouco mais dessa parte das medicações, o que é comprovado, o que não é. Então são pessoas que têm autoridade nesse assunto. A gente vai falar sobre sofrimento, como lida com sofrimento. A gente fala sobre eh como lidar com pessoas que sofreram abuso sexual, a gente fala sobre infertilidade, homossexualismo, são 60 aulas, né? [risadas] >> Então assim, são vários assuntos >> e assuntos bem atuais. Isso. Isso. Que >> que é isso que eu tava pensando naquela pergunta que eu fiz, foi que às vezes a gente tá num mundo totalmente moderno, que às vezes a igreja não acompanha essa evolução do pecado, que tá tá se alastrando de forma tão gigantesca. Então, às vezes temas, por exemplo, se você olhar 20 anos atrás, que não é tanta coisa assim, você não tinha tanto pecado de homossexualismo. Uhum. E hoje em dia os pais, olha, minha mãe, minha filha tá tendo uma tendência. O que que eu, o que que eu faço, pastor? O que que eu faço, né? >> Uhum. >> Entendi. Então, vamos lá. Bom, hein? Bom, então, acho que a gente em fevereiro você vai ter um bom grupinho. Eu louvo, eu espero. Aqui na igreja para mim foi um alívio, né? A gente teve ah, oito mestrandos em aconselhamento bíblico, né? Estudando no master ali pelo seminário ali em São Paulo e eu gostei de ver quatro mulheres fazendo um mestrado em conselhamento bíblico na nossa igreja porque eu percebi, Raquel, essa necessidade. >> Eu falei: "A gente precisa de mulheres que sejam mestras do bem, né? Que elas possam aconselhar. E eu, ah, sou como pastor muito privilegiado em ter a essas mulheres, né? Fora que ter mães, né, que aconselham, né, já seria resolvido os problemas do mundo. Vejo assim, né, cara? a gente já resolveria os problemas lá no início, na gênese, >> né, de a nesse cuidado das mães, o conselho e no no na percepção das mães, né, que elas olham o filho, elas fazem o raio X, né? E eu sempre falei a oração de mãe, >> é, >> né? E a gente falou de oração, da palavra, né? A oração de uma mãe faz muita diferença. Eu lembro de de ouvir as orações da minha mãe, né? em meu favor. Às vezes eram imprecatórias, [risadas] >> mas senhor, >> senhor pega ele, né? [risadas] >> Às vezes eram mais todas respondidas, né? E eu falava: "Isso é a mão de Deus na minha vida, >> por meio das orações da minha mãe em meu favor". Eu sou muito grato em ter essas essas mulheres. Eu falei que eu penso que minha mãe foi a maior missionária que eu conheci. Hum. Foi a grande mestra da minha vida. E a gente foi, agora somos dois velhinhos, né? Eu e minha mãe já caminhando, porque no começo era uma distância muito grande, eu era bebê, ela era, tinha lá seus 20 e poucos anos, mas agora nós dois já numa fase muito lá, né? Minha mãe do prazo 50, aquela coisa acontecendo, a gente fala: "Uau, mãe". Até hoje a gente ali vendo, aprendendo, caminhando junto então vamos algumas coisinhas rapidinhas. Larissa, tá pronta aí? Perguntas rápidas. >> Um livro que toda mulher deveria ler. >> A Bíblia, [risadas] >> The Bible. Tem algum livro na Bíblia que você fala: "Uau, esse aqui fala é Rute?" Será? Sempre que eu falar livros bíblicos para mulheres, o livro de Rute, o livro de Ster, não é? >> Não. >> Que que você escolheria? >> É, é difícil, né? São 66 livros, né? Eu pedi um livro só, não 66. É de tu. [limpando a garganta] >> Eu penso em Efésios, né? Eh, gosto demais. Acho que é um livro pequeno, mas tão rico ali, né? A maneira que Paulo fala a nossa identidade em Cristo nos três primeiros capítulos. Depois vai pra parte prática, né? Como é que a gente deve viver por causa disso? >> Efetos. Efetos. >> Uhum. Ok. >> Tem algum mito >> sobre o aconselhamento bíblico? >> Ah, tem 10 que eu vou falar já já. >> Ah, então >> fale um pra gente aí. >> Eh, que aconselhamento bíblico seria tipo uma terapia assim pro cristão. >> E às vezes as os aconselhos às vezes os aconselhados se posicionam como estou na minha terapia, né? >> Uhum. Sim. Vamos lá. Qual o melhor conselho que você já recebeu? >> Uau! Eu acho que a melhor verdade que eu já recebi foi para um contexto de uma luta muito específica para mim, que foi a infertilidade, né? E e foi no meio da luta toda, eu ouvi de um pastor conselheiro bíblico a verdade. >> Uhum. >> Que ele virou para mim e falou: "Larissa, Deus não promete filhos para ninguém. Não existe uma promessa na Bíblia que Deus vai te dar filhos." E aquilo ali foi uma virada de chave no meu sofrimento. >> Uhum. >> Eu realmente ali compreendi que a resposta do Senhor era não. E Deus tem direito de falar não para quem ele quiser. E o não dele é é um não cheio de uma graça suficiente. >> Amém. Amém. >> Glória a Deus. >> Uau! Terminar aqui, ó. Tô com meu coração aqui feliz demais por poder compreender um pouquinho, né? Ah, desse desse lado do ministério que é tão importante. Obrigado, Raquel Gadelha estar aqui. Você você faz muito bem o podcast, hein? >> Muito bem. Gostei demais ter você aqui, Larissa. Muito obrigado, viu? Quero acompanhar, você pode acompanhar o canal da Larissa, né? Ela tá sempre postando conteúdos, atualizando seus conteúdos e é muito bom. e seja ah muito bem-vinda. Sempre quando tiver aqui em Curitiba, eu quero estar aqui conversando com você, a gente aprofundando aqui. >> Ah, e você que está nos ouvindo, muito obrigado também. Nós vivemos em uma época que incentiva as mulheres a esconderem suas fraquezas ou procurarem respostas em outros lugares ou em qualquer lugar. O evangelho oferece algo muito mais bonito. Ele forma uma família, uma família onde as mulheres mais maduras caminham ao lado de mulheres mais novas, onde a palavra consola, onde a graça corrige, onde a verdade liberta. O aconselhamento bíblico não é apenas um ministério especializado, é uma expressão do amor de Cristo vivendo dentro da igreja. Larissa, muito obrigado e espere o próximo episódio aqui da escola Charles Espuron. Uma boa noite a todos. Até mais.