Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Minha relação com a Bíblia e a Teologia

Minha relação com a Bíblia e a Teologia

Minha relação com a Bíblia e a Teologia

Rodrigo Bibo foi entrevistado pelo pastor Acyr Jr na sede da SBB acerca do seu ministério e sua relação com a Bíblia.

entrevista originalmente publicada no canal da SBB https://youtu.be/zy9yKS3ARJ4?is=PRiVINKrY3w065ln

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– Série Aliança: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALKeBBgfaSYx_7eWJWPKN3k
– Série Parábolas: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALmTOownlMJJ_SGOsn1R0Mr
– Série Origens Cristãs: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALjBXZp2y9551ayHWhdKBS5
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Legendas automáticas:

[música]
Olá, tudo bem? Seja muito bem-vindo a
mais um programa Impressões da Sociedade
Bíblica do Brasil. A SBB é uma agência
missionária que tem a missão de levar a
Bíblia a todas as pessoas para que todos
possam conhecer a palavra de Deus,
possam ler a Bíblia e ser transformado
por ela. E hoje no programa Impressões
nós temos uma visita muito especial, que
é um amigo muito querido, alguém que tem
contribuído muito com a igreja
brasileira dentro da teologia e eu quero
receber então com muita alegria Bibo do
canal Bibotal. Seja bem-vindo.
>> Olha aí. Obrigado a Sir, obrigado a todo
mundo. Obrigado a SBB pelo carinho e
prazer táar aqui. Prazer conhecer toda
essa estrutura. Muito feliz de estar
aqui. Obrigado pelo convite.
>> Que bom. Tem uma pergunta que a gente
sempre faz no começo aqui que é a
seguinte:
>> Como foi o seu relacionamento com a
Bíblia? Qual foi o seu primeiro contato
com a Bíblia?
>> Eu nasci num lar e cristão, né,
católico. Então a gente tinha lá uma
religiosidade básica, né, com a Bíblia.
tinha Bíblia em casa e tal, mas aquela
Bíblia aberta,
>> aquela Bíblia aberta, tal. Eu até
cheguei a fazer um estudo bíblico de uma
outra religião, sabe aquela que vai de
porta em porta?
>> Eu cheguei a fazer um estudo bíblico com
eles com, sei lá, eu devia ter uns 6
anos de idade. Minha mãe, né, tudo bem.
Aí a minha avó falou: "Não, mas eles são
de outra religião". Mas lá eu tive um,
eu lembro que eu cheguei a pegar a
história de Gênesis ainda um pouquinho
lá com eles, tal. Daí a minha avó não
deixou e depois a Bíblia sumiu da minha
vida, né? cheguei a fazer ali, né, algum
outro rito religioso, mas a Bíblia era
só um livro mesmo, sem significado
algum. Mas com 13 anos, com 13 anos eu
fui pego roubando uma caneta.
Deixa eu te contar essa história. Eu fui
pego roubando e enfim, né? Foi, eu tive
que contar pra minha mãe porque o dono
da loja pegou a minha bicicleta. Ele
falou assim: "Tu só tira essa bicicleta
daqui se a tua mãe ou teu pai vier pegar
essa bicicleta". Cheguei em casa e
falei: "Mãe, roubaram minha bicicleta e,
né, menti paraa minha mãe, só que meio
mentir pra mãe é difícil, né? Mentir pra
mãe é difícil". E eu fui lá e contei pra
minha mãe, eu roubei, fui pego e a minha
bicicleta tá lá e tal. Aí minha mãe,
enfim, minha mãe foi lá, foi humilhada
pelo dono da loja e tal e enfim, e eu e
eu vi muito assim a tristeza no rosto da
minha mãe. Se meu pai descobrisse,
irmão, eu devia estar sem uns dentes
hoje aqui, né? Naquela época isso
acontecia, né? E e aquilo e e a tristeza
da minha mãe me deixou assim muito
abalado. A tristeza da minha mãe, cara.
Tristeza.
>> E na época, eu acho que como todo
estudante de escola pública, eu tinha um
novo testamento do Gideões
Internacional. Ou é Gideões
Missionários? Não, Gideões
Internacional. Gideões Internacional.
Tinha lá o meu novo testamento
azulzinho. E aí eu peguei aquele livro e
eu juro para ti. E eu foliei, comecei a
olhar, é só o Novo Testamento, Salmos e
Provérbios, se não me falha a memória. E
lá atrás tinha uma oração.
E eu fiz aquela oração de entrega a
Jesus. E eu juro para ti que a memória
que eu tenho é que a oração que tava lá
atrás dizia o seguinte: "Eu aceito Jesus
como Senhor e Salvador da minha vida e
eu nunca mais vou roubar nada".
>> Uau!
>> Eu juro para ti que não, tá? A oração
não é essa.
>> A oração é só uma oração básica de
entrega a Jesus. Mas eu juro para ti
assim que naquele dia eu li isso. Eu
entrego, eu aceito Jesus Cristo como
Senhor e Salvador da minha vida e eu
nunca mais roubarei.
E eu assinei que você tinha botar o seu
nome, não sei se é assim hoje em dia.
>> Também não lembro.
>> Eu botei o meu nome e cara, eu nunca
mais roubei nada na minha vida, pelo
menos de maneira consciente, né? Então
assim, nunca mais roubei na minha vida.
Até no trabalho falei: "Mano, sabe que
se eu fizer isso um trabalho eu não vou
estar roubando tempo porque eu sou
trabalhador, eu sou pago para
trabalhar?"
Até eu criei assim uma, entendeu? Uma
parada, eu não posso roubar nunca mais
porque a minha mãe, eu nunca mais quero
ver ninguém passar por aquilo. Então a
Bíblia entrou, claro, ela entrou dessa
forma, obviamente que eu li uma coisa ou
outra, mas só aos 17 anos fui
evangelizado, fui parar numa igreja
pentecostal e por mais fosse uma igreja
pentecostal, né, se tem a fama de que os
pentecostais não estudam a Bíblia, uma
fama completamente injusta, né? Ah, e eu
e ali eu entendi, mano, nós somos o povo
do livro. E é muito legal assim, porque
eu era de uma igreja pentecostal, mas
tinha os cultos de reteté, né? Tinha lá
um outro reteté, mas tinha o culto de
terça-feira, que era o culto de
doutrina, entendeu?
>> E nós tínhamos bons expositores na nossa
igreja sede ali em Joinville e Santa
Catarina. E eu lembro que eu gostava
muito desse culto porque a Bíblia era
aberta. Eu gostava do reteté como um bom
filho do pentecostalismo, mas eu
preferia. E e é muito louco porque aí
teve a escola dominical. Como assim? É
um lugar que a gente vai e pode fazer
pergunta. Que sensacional. Virei um rato
de escola dominical.
>> Que legal.
>> Amava escola dominical. Amava, amava,
amava. Porque eu, detalhe, eu nunca fui
de estudar. Nunca, nunca, nunca, nunca,
nunca. Assim, eu era um cara que eu
passei na escola por assim meu, por
misericórdia. É, por ser escola pública
>> do professor, inclusive.
>> É, e porque eu era amigo dos
professores, né? Enfim, mas eu nunca fui
um cara de estudar. E quando eu cheguei
a fé, infelizmente, né, já sentindo
déficit, porque nunca levei português a
sério, gente, olha aqui para mim,
português, até matemática vai, é muito
importante, tem que estudar jovens. Ah,
eu nunca vou usar isso aqui na minha
vida, cara. Peças no raciocínio da
coisa. Você é você português mesmo, você
tem que prestar muito, aprender a ler,
interpretar, porque se você é crente,
você vai usar isso na Bíblia. E a
matemática você nunca vai usar báscara,
provavelmente não, mas você vai sabe, as
equações faz você aprender se
concentrar, sabe, em construir uma
ideia. A equação é isso. Você nunca vai
usar báscara, provavelmente, mas é o
lance de você pensar, somar aqui. Então,
é importante. Eu não dei bola na época e
eu senti falta quando eu cheguei na
igreja, porque, mano, é a palavra de
Deus. A gente é o povo do livro. E a
Bíblia, ela ao mesmo tempo que ela é um
livro simples, a mensagem
central da Bíblia é simples. Deus amou o
mundo de tal maneira, só que é o
seguinte, ela tem muita coisa complexa
que exige, né, estudo. E aí eu comecei a
correr atrás, irmão. Eu comecei a correr
atrás e aí eu cheguei à fé em 99. Em
2000 eu já estava num seminário
teológico.
>> Au!
>> Um ano depois.
>> Um ano depois. Por era, olha só que
interessante, assim, posso continuar
nessa história? Ver.
>> Eh, eu tinha um melhor amigo, que é um
dos amigos meus que me evangelizaram
>> e e a gente era muito amigo assim de
orar em vigília. A gente sabe, eh, nós
acreditamos no batismo com o Espírito
Santo, então a gente foi batizado na
mesma vigília, sabe? Assim, foi uma é
uma amizade muito espiritual, assim,
muito legal. E e meu amigo já tinha esse
lance mais missionário, queria ir para
Cuba, ser missionário em Cuba. Eu não
sei o que tava acontecendo em Cuba na
época, que ele queria ir para Cuba, né?
Isso na época de 99, 2000 ali, mais ou
menos. Missionário em Cuba. E eu falava
o seguinte para ele: "Mano, eu não quero
sair daqui dessa igreja. Sabe por quê?
Porque eu mesmo novo na fé, eu ganhei
uma gincana bíblica. Eu ganhei uma
gincana bíblica porque eu sou bom. Não,
porque o filho dos crentes era um ruim,
[risadas]
tá entendendo?
>> Sim, sim. E aí
>> o que era muito comum antigamente, essas
gincanas bíblicas que achou mais rápido,
de decorar, entendeu? Eu decorei 199
perguntas sobre a Bíblia Sagrada.
>> Era de do antigo ao novo, cara. Eu
decorei aí 199 porque, mano, eu levei a
série esse negócio. Tá vendo esse livro?
Lê ele. Come livro,
>> sabe? O conselho, sabe? Come esse livro.
Se você não entendeu a referência,
melhore, né? Você tem é triste você não
entender a referência do comer esse
livro. Você tinha que você ser é crente,
você tinha que entender. Então o que
acontece? E eu comecei a comer esse
livro mesmo, entendeu? E aí, mano, e aí
eu falava assim pro meu amigo: "Olha,
cara, o que que adianta a gente ir lá
para Cuba se os que estão aqui dentro
não conhecem a Bíblia?", entendeu? Tanto
que aí, meu amigo, a gente começou a
arquitetar um ministério, ministério
triunfo, olha o nome, né? Bem
pentecostal, né? Mas enfim, ministério
não, cara. Ó, tu, a gente vai se
preparar, tu vai pra missão, eu vou
estudar teologia, porque a gente precisa
ensinar Bíblia pros crentes e por tu vai
ensinar pros não crentes e eu ensino
pros crentes. Eu até brincava, né? Eu
com 17 anos, 18 anos e não tinha
maturidade e era novo na fé, mas eu
falava assim, ó: "Olha, gente, eu por
mim parava até de evangelizar. Um
absurdo, gente, é óbvio. Mas eu tinha só
17 para 18 anos. Era um novo convertido.
Porque de fato a ignorância bíblico
teológica, eu já que nem tinha teologia
eu já percebia que as pessoas não sabiam
o básico, entende? Amavam Jesus, oravam,
mas assim, faltava muita Bíblia. E eu
via na escola dominical, sabe?
>> Ô, Bibo, e isso tá pior, tá? Hoje nós
identificamos de uma certa forma, nós
chamamos aqui na sociedade bíblica de
analfabetismo bíblico.
>> Uhum. Ou seja, as pessoas conhecem muito
de política hoje, conhece muito de
futebol, conhece muito de muitos outros
assuntos que estão nas redes sociais,
mas não conseguem talvez dizer cinco dos
10 mandamentos, eh, cinco nome de dos 12
apóstolos. Não conseguem hoje as pessoas
não conseguem encontrar um livro da
Bíblia. O que não faz uma pegadinha na
igreja, galera. Eu faço quando eu vou
pregar para jovens e às vezes eu tô lá
vendendo algum livro meu, eu falo: "Ó,
quem abrir na um primeiro, quem ler na
um aqui primeiro vai ganhar". Mano,
demora para vir alguém
>> porque claro, vem o pessoal com o
celular, né? Não dá, né? Não, tem que
ser na Bíblia de papel.
>> Sim. E inclusive nos aplicativos
celular, se você olhar, tem uma opção
que é a ordem canônica dos livros, mas
tem uma ordem alfabética. É porque as
pessoas não conseguem encontrar. É, você
fal, né? Tipo,
>> o que você tá falando reflete muito
disso, né? Isso é já assim, isso isso é
ano, né? Enfim, é transição, né, do do
milênio ali. Agora, se tu vai ler e isso
é um pouco triste de alguma forma,
porque hoje a gente pode falar até que
tá pior em última análise. Por quê?
Porque nós temos mais evangélicos.
>> Então, se nós temos mais evangélicos,
mais analfabetos bíblicos. Agora, mas se
tu vai ler escritores antigos, você vai
perceber eles falando já algo parecido
da igreja. E digo mais, se você lê a
carta aos Hebreus, esse problema já tá
lá no capítulo 5 de Hebreus. Exatamente
esse problema. O autor aos hebreus ou
autora vai dizer: "A essa altura vocês
já deveriam ser mestres, mas ainda
precisam que alguém ensine os rudimentos
básicos para vocês." Ou seja,
provavelmente essa carta é para uma
segunda geração de crente que já não
tava mais nem aí para a doutrina dos
apóstolos, né? Que era o cerne da igreja
primitiva, né? Atos 2:42, eles
perseveravam de coração ao quê? Na
doutrina dos apóstolos, né? Então, ou
seja, por mais que a gente não tivesse
um novo testamento estabelecido no
período da igreja do primeiro século,
né, você já tinha cartas de Paulo
rodando, talvez um outro evangelho,
enfim, mas você já tinha o Antigo
Testamento, né, provavelmente a
Septoaginta era, né, a o manuscrito, né,
que rodava por ali. E você tinha uma
preocupação, né, de das pessoas
conhecerem. Você tem Paulo sendo julgado
pelos bereanos. Então tinha uma galera
que conhecia de Bíblia. Tipo, o que que
esse cara tá falando aí? Procede? Tá de
acordo com as escrituras? A orientação
de Paulo, de Jesus é: Gente, vocês
precisam conhecer o que o Espírito Santo
vai, né? Olha, ele vai fazer vocês
lembrar essas palavras que eu tô dizendo
para vocês, mas tem que ter palavra para
poder lembrar, né? É o que eu brinco com
o pessoal, gente, não adianta você achar
que no momento da tentação, do aperto,
vai vir uma vai vir algo, não. O
Espírito Santo vai procurar na gaveta do
que tá aí no no seu coração, na sua
mente, né? Então tem que ter ali pro
Espírito Santo pegar e poder te
edificar. Se não tiver, ele vai te
edificar com quê? Entendeu? Eh, é isso.
A, a sociedade bíblica, ela tem uma
ideia que a gente chama de ciclo da vida
da Bíblia. Quando que a nossa missão
para como SBB? Porque nós quando
surgimos
>> novos céus e nova terra, [risadas]
>> é bem por aí, há 200 anos, quando surgiu
a primeira sociedade bíblica, em 1804,
é, vamos traduzir a Bíblia para todas as
pessoas numa tradução adequada, numa
linguagem que possam entender e a um
preço que possam pagar. Então, a ideia
ali tava muito implícita de pegar a
Bíblia, traduzir e entregar a pessoa.
>> Aliás, uma pausa, quero falar, porque
vai também pra minha audiência esse
vídeo. Eh, se você nunca pesquisou a
história do surgimento da SBB, que
história bonita. B como a curiosidade, a
fome de uma menina. Essa história, né?
Isso.
>> É, gente, procure aí o surgimento da
SBB, da sociedade bíblica. É uma
história bonita de como realmente a fome
pela palavra pode mudar o mundo.
>> Mas hoje nós ampliamos, nós não paramos
mais na produção ou na distribuição. Nós
estamos tentando levar o povo a um
engajamento com as escrituras por causa
dessa realidade, desse abandono das
escrituras. E aí eu quero entrar numa
outra pergunta aqui com você que é o
seguinte: você hoje tem um canal no
YouTube, nas redes sociais, de forma
geral, ah, que é muito conhecido, é o
maior canal de teologia.
>> Não, no YouTube eu não sou nem, sei lá,
não tô nem entre os 10 no YouTube, né?
>> Podcast,
>> mas no podcast a gente tem uma certa
relevância, porque a gente foi um dos
primeiros a começar, né? Então, hoje em
dia tem essa ideia, a gente começou o
podcast em 2011.
>> Nossa,
>> então a gente tá aí agora a gente
>> existia uma ideia de podcast
>> já. O podcast no Brasil existe há um,
assim, podcasts em atividade já tem 20
anos. Inclusive, uma curiosidade, né? O
podcast em atividade mais antigo do
Brasil é o irmãos.com. Um podcast
cristão. Que legal.
>> Um podcast cristão. É o Paulinho
Degaspar e Adri começaram a produzir
podcast quando não tinha nem recursos
tecnológicos para isso. Então eu comecei
em 2011 o meu podcast faz 16 anos agora
em março de 2026. E e 16 anos, acho que
é é 16. É. E então a gente tem um pouco
assim como essa referência, né? Mas
podcast hoje de teologia a gente por é o
mais é o mais conceituado e tal, mas tem
muitos outros bons podcasts, mas o
Bibotal por ser o primeiro é meio que
respeitado por isso assim, né? O
irmãos.com ele é um podcast cristão, mas
ele não era focado tanto em teologia,
né? Então ele tem focado em missões e
também em vida prática de igreja e tal.
>> Legal. E e eu vejo na tua história essa
transição e e onde você está agora é
fruto dessa história, né? Alguém olha,
olha um tá ali um podcast legal, mas éí
essa fome pela palavra de Deus, pelo
conhecimento bíblico que possivelmente
leva a isso. E é isso que eu quero
perguntar. Como surgiu a ideia de fazer
um podcast e qual foi o propósito para o
qual você criou esse?
>> Muito legal. Eu acho que tem um pouco
isso é é isso é atravessado pela nossa
história particular. Eh, eu sempre
gostei de me expressar desde criança. Eu
lembro que a gente na época brincava na
rua, né? Tempo que a criança podia
brincar na rua e tal. E a gente às vezes
brincava de escolinha e eu gostava de
ser professor. Eu sempre gostei de
ensinar o que eu aprendo. Eu tenho muita
dificuldade em aprender, né? Sabe?
Depois agora de 40 anos eu descobri que
tem algumas coisas, tô mediado. Isso tá
me ajudando bastante. [risadas]
Na época não tinha, mas eu sempre eu sou
uma pessoa que eu demoro para aprender,
mas quando eu aprendo, eu consigo
traduzir isso numa linguagem mais
simples. Talvez um dos dons que Deus me
deu é esse, né? E eu digo que é um dom
que Deus me deu e eu sei que eu tenho
esse dom, porque as pessoas falam isso.
Cara, como eu consigo entender o que tu
fala? Como para mim ficar claro, né?
como teu podcast, que às vezes pega uns
temas mais complicados, mas contigo fica
leve, né? Então eu consigo traduzir bem
isso. Então eu sempre gostei de brincar
da escolinha, gostava de ser professor,
né? Então sempre gostei me na escola,
quando eu nem era crente, eu criei um
jornal de cinema na minha escola. Minha
diretora aprovou essa loucura. E ainda a
gente não tinha dinheiro para fazer
jornal na época eu fiz um mural. Aí eu e
eu e mais alguns amigos meu, a gente
fazia um mural de exposição de cinema.
Então eu sempre gostei. Na época eu
cheguei a escrever críticas pro jornal
da minha cidade, quando tinha a opinião
do leitor, chegou já publicar umas duas
opiniões minha lá, eu gostava de
escrever, depois vi a época dos blogs,
né? Então eu sempre fui treinando um
pouco isso, essa essa ideia de
comunicar. Quando a minha igreja em 2005
ela comprou uma rádio, aliás, em 2005 a
minha igreja já tinha uma rádio AM. E aí
eu comecei, eu descobri isso, eu falei,
falei para meus amigos: "Mano, vamos
fazer um programa para jovens". E aí a
gente bolou um nome muito criativo,
Jovens em Ação. Maravilhoso esse nome.
Nome extremamente criativo.
>> Bem padrão da década de 90.
>> Bem padrão da década de 90. Jovens em
ação. Jovens em ação. Tá. E aí, mas foi
legal, foi. A gente começou a
desenvolver rádio e tal. Nossa, pagamos
muito mico, demo muito furo ao vivo,
rapaz. Olha, cada coisa que era jovens,
né? Jovens com liberdade, às vezes sem a
supervisão de adultos maduros, dá, né?
Dá ruim. Mas, né? Deu bom. Assim, a
gente fez por um ano. E aí o que
acontece? A igreja comprou uma rádio FM.
E aí eu já, isso foi em 2006, eu já tava
já no terceiro ano do seminário, aí
chamei dois, três amigos e criamos o
programa Metanoia, melhorzinho o nome,
hein? Eu já tinha tido aula de grego na
faculdade, já deu uma melhorada,
>> já queria até mostrar que sabia um
pouco,
>> claro, tinha que gastar um pouco de
grego, né? Aí queremos o Metanoia e e
mano, foi muito legal porque a gente
fazia um programa musical com interação
com a audiência e tinha eu trazia um
conteúdo já teológico e tal. Então
assim, me e foi chamando muita atenção,
foi criando uma na a rádio que eu fazia
parte lá tinha muita audiência na cidade
e nas cidades circunvizinhas, uma coisa
assustadora. Então foi muito legal,
começou a chamar a chamar muita atenção,
só que chamou muita atenção ao ponto de
que algumas pessoas não estavam gostando
do que eu tava falando, né? Porque o meu
compromisso era com a teologia bíblica,
com a teologia. E às vezes isso tava
conflitando um pouco com a teologia
denominacional.
>> E aí o que acontece? Eu fui expulso, né?
Fui convidado a me retirar e esse
programa acabou, né? Que na verdade
tinha o metanoia. Aí depois os meus
amigos mudaram de igreja, aí o programa
acabou, eu continuei na, né, na igreja
que tinha que era dona da rádio. Aí eu
esperei esfriar uns se meses, criei um
novo programa. Aí, nesse novo programa,
ele era mais conteúdo mesmo, menos
música e mais conteúdo. E aí, nessa
época que eu fazia esse programa, a
gente já pegava o arquivo MP3 e jogava
no For share Share, que eu nem sei se
existe ainda, mas na época a gente
baixava música e filme lá, né? Uhum.
>> E aí a gente pegava o nosso programa de
rádio e botava na internet no nosso
site, o formulados.com.br. BR. Então lá
eu botava texto, botava os nossos
podcasts e nós tínhamos uma audiência de
70 pessoas, ou melhor, 70 downloads, né?
>> Que acontece quando eles me tiraram um
programa e eu saí com esse programa na
rádio, eu falei: "Mano, eu não vou
parar, é muito legal". E aí eu já
conhecia podcast, né? Já tinha alguns
podcasts em irmãos.com e outros podcasts
que eu de cultura pop que eu seguia.
Mano, eu vou começar o meu podcast,
então agora vai surgir Bibotalk. E aí,
com a ajuda de alguns amigos, eu
consegui criar um novo site. Na época,
para você ter um podcast em 2011, né?
Isso foi lá por 2010 para 2011, tinha
que ter gente que entendesse muito de
informática para, sabe, configurar o
feed. Você nem sabe o que é feed, tá
tudo bem. Mas era uma engenharia, sabe,
ali da informação. Mas Deus colocou
essas pessoas no meu caminho. Aí teve um
irmão que me deu computador, o outro me
deu mesa de som. E eu comecei na raça
com a ajuda de amigos e amigas o
Bibotalk para 70 pessoas, ou melhor,
para 70 downloads, né? Às vezes é 70
downloads, mas quem ouve o programa é
duas, três pessoas, né? Para 70
downloads. E comecei em 2000.
>> O propósito de levar conhecimento
teológico,
>> Bíblia e teologia numa numa linguagem
simples. Por exemplo, a primeira série
que tem lá no Bibotal é sobre os 10
mandamentos.
>> Uau, que legal.
>> Entendeu?
>> Ainda tá no canal,
>> tá? Tá. É o BTC 001, entendeu? BTC.
Aliás, acho que se tu entrar na postagem
desse BTC lá de 2011, lá vai ter um link
de uma pasta do Forhare que eu não sei
se ainda tá em atividade e lá tem os
meus antigos programas, entendeu?
>> Nossa.
>> Éí, tá lá. Então é isso. Então eu sempre
gostei de me comunicar e eu acho que eu
faço isso razoavelmente bem. E aí foi
isso. Eu quero popularizar a teologia,
eu quero, ou seja, aquele jovem lá que
queria fechar a igreja para ensinar
Bíblia e teologia pros irmãos, né?
descobriu que a paróquia pode ser, né,
aliás, que a sua paróquia pode ser o
mundo, como diria John Wesley, né, agora
ondas.
E aí eu é o lance, ou seja, eu costumo
brincar que agora eu vou até os confins
da web, né?
>> Que legal.
>> É isso.
>> Muito bem, Bibo. Vamos lá. Você nos
visitou aqui. Para nós é uma alegria
recebê-lo, né?
>> Alegria é minha. Poxa, muito
interessante. É, para nós é uma alegria
tê-lo.
>> E eu queria saber quais são as suas
impressões. Você visitou ali a nossa
gráfica da Bíblia, o centro de produção
da Bíblia, andou um pouquinho também
aqui na nossa sede. Eu queria saber o
que que você achou, como que foi a
experiência.
>> Olha, eu enquanto eu andava e aí me
falaram que vocês fariam essa pergunta
para mim, né? Aí eu comecei a pensar na
resposta e [roncando]
eu diria assim, eu queria, eu queria,
tem uma série chamada Doctor Who, eu
nunca assisti a série, mas eu já vi, eu
sei do que ela se trata e nessa série as
pessoas viajam no tempo. E tem um corte
que ficou famoso, que é quando ele pega
o Van Gog e ele traz, né, porque o Van
Gog não foi reconhecido em vida por todo
o trabalho dele, enfim, tal, tal. E aí
esse esse doutor traz o Van Gog paraa
atualidade e mostra, né, tipo assim,
como o como o trabalho dele foi
reconhecido e como ele virou, né, uma
grande referência e tal. E foi muito e é
bonito tu ver sabe o o ele vendo o
trabalho dele reconhecido, o que ele não
teve em vida, né? Aliás, muitos
artistas, infelizmente, sofrem com isso,
né? Não tem, não colhem os louros, né,
do seu trabalho. [roncando] E aí eu
fiquei, mano, o Gutemberg ia ia ficar
muito feliz em ver isso aqui, né? E aí
eu queria que Lutero visse também.
Lutero, sabe o que tu queria? Que aqu
que aquela que o pessoal tivesse a
Bíblia na sua língua? Sabe isso que você
ajudou a criar lá em 1517, né? Graças a
também à tecnologia de Gutemberg. Eu
falei: "Mano, isso aqui Guttenberg
teria, sabe, um êxtase aqui. Ele ficaria
maravilhado". Porque e é muito legal o
que eu vi aqui, além de você ter,
obviamente, né? tem um processo
industrial muito bem elaborado, assim,
eu fiquei encantado com o processo
industrial, as máquinas gigantes,
fazendo não sei quantas bíblias por
minuto, né? Três bíblias por minuto.
>> Uma Bíblia a cada 3 segundos é a nossa
média.
>> Nossa, é, não desculpa, errei feio, né?
Perceba, é muita coisa, né? E mas ao
mesmo tempo tem um trabalho manual,
sabe, artesanal, né? Lá eu vi, fui lá
onde, né? O pessoal, né? As irmãs lá tão
costurando, outras pessoas colando e
sabe, nossa e para fazer um detalhe, né,
na na Bíblia de estudo na, né, aquele
detalhe costurado na capa não é uma
máquina que fez, né, é um ser humano que
tá ali botando todo o seu esmero. E eu
fiquei assustado também com a quantidade
que elas costuram ali, né? Até perguntei
se elas estão sendo bem tratadas, quer
denunciar alguma coisa aí, mas me ajuda.
Qual coisa eu já eu eu eu já faço um
stories aqui, ela não, maravilhoso, mas
como é que você consegue fazer 700
coisas aqui? Ela não tudo certo aqui, é
só focar no trabalho. Vai, a gente
pausa, a gente toma o nosso cafezinho.
Vai, que bom. Então tá tudo certo, né?
Né? Aí condições de trabalho aceitáveis,
né? E mas eu fiquei encantado com a
produção, com a, né? Depois fui na parte
ali da Bíblia em Braile também. Nossa,
que sensacional esse trabalho de vocês,
né? De mais de 3.000 pessoas recebem a
Bíblia em Braile, né? Eu não sabia
disso, né? Que a pessoa pode se
cadastrar e receber a Bíblia em Brail.
Tem lá, né? Um projeto social de vocês
gratuitamente, né? Claro, tem uma
questão de assistência social que vai
verificar se é porque, infelizmente, né,
deve ter gente suja que, né, que quer
ganhar sem ser cego, né, mas você tem
todo um trabalho de de averiguação, daí
a pessoa que tem essa deficiência ganha
a Bíblia. Isso é sensacional. E eu
fiquei de cara com o papel que fura
frente verso e o furo de um não, não,
mano, que detalhe, né? Desde a galera
que corta, que faz todo o processo
manual. Vale a pena falar para quem está
nos assistindo o seguinte. A a Bíblia em
Brail, ela tem 38 volumes. Se colocar um
volume em cima do outro, dá 2 m de
altura.
>> Eu vi ali na entrada ou em algum lugar
aqui da SBB.
>> Hoje o custo é de R$ 5, R$ 6.000. Uma
bíblia daquela uma bíblia daquela
>> com todos os os
>> 66 volumes, né? e que nós mandamos
gratuitamente. Então, se, por exemplo,
você conhece alguém que é uma pessoa
cega, que quer ter o contato com a
Bíblia, ler a Bíblia no Brailey, nós
podemos mandar isso gratuitamente. Ela
vai recebendo um volume a cada 3 meses.
E como você falou, nós acompanhamos a um
programa da sociedade bíblica que é
colher a pessoa com deficiência. Então,
nós não apenas entregamos a Bíblia, nós
acompanhamos essas pessoas.
>> Muito legal.
>> Há encontros. Aliás, nós vamos realizar
eh um grande encontro com pessoas cegas
do Brasil todo, deficientes visuais do
Brasil todo. É um dos grandes eventos
para cegos do mundo, se não é o maior. E
vai ser num acampamento. Nós vamos
receber aí 400, 500 cegos
>> para estarmos juntos, gente vindo do
Brasil todo para ter esse momento de
imersão na palavra de Deus também. Então
é um programa muito especial que nós
temos realmente levar a Bíblia a essas
pessoas e a experiência de ver um cego
lendo a Bíblia é algo marcante.
>> Muito legal, muito legal. E é um
trabalhão, né? É algo grande assim, não
é? Uma aquilo que a gente vê no livro de
Eli não era, não seria possível, né?
>> Seria possível.
>> Seria que no livro de Eli, para quem não
entendeu a referência, o o Denis Was tá
com uma Bíblia, né? O que ele tá
protegendo é a Bíblia, né? Mas é uma
Bíblia muito pequeninha, né?
>> Deve ser um evangelho.
>> Deve ser só um evangelho ali. Muito bom.
Muito bom. Muito bom. E eu eu brinco às
vezes que se o pastor eh tem que avisar
antes qual livro vai ler, se ele foi
para levar a Bíblia em Braille, né?
>> Porque senão tem que levar num carrinho
de mão de alguma forma. Vai ser difícil.
>> Parabéns. Parabéns. É um trabalho
sensacional. Isso que vocês têm outras
ações, né? Tem aquele navio, não tem?
Vocês têm um navio também que temos o
Luz na Amazônia. Hoje nós temos três
embarcações na Amazônia. Um um barco
mais cultural com uma livraria, um barco
que é um ambulatório com atendimento
hospitalar, eh ambulatorial.
assistencial que vai nas comunidades
ribeirinhas e também uma lancha para
fazer eh percursos mais rápidos, né?
Então é levar a palavra de Deus também e
uma transformação na na sociedade.
>> Ah, e uma coisa que eu achei legal, uma
coisa que eu achei legal sobre a Bíblia
em Braile é que é a nova tradução na
linguagem de hoje, que é uma linguagem,
né, mais acessível, né, que eu eu amo
inclusive essa tradução. Acho ela é de
vocês [limpando a garganta] essa
tradução?
>> Ela é nossa.
>> Muito legal, né? Muito legal. Uma ótima
tradução.
>> Não sei se ela já teve alguma revisão
recente.
>> Não, mas ela tá para passar por
>> É excelente. Excelente. E mantenho essa
linguagem simples, pelo amor de Deus,
porque é a grande,
>> a ideia é essa, manter uma uma tradução
acessível para que as pessoas consigam
ler. E é uma ótima tradução, tá gente?
Por favor, né? É uma ótima tradução. Se
alguém diz o contrário, tá errando, tá?
Tá errando. Eu sempre costumo brigar
assim, ó. Nicodemos utiliza a NTLH no
mestrado, então você, né? O Nicodemos
usa referência, então ele usa no
mestrado lá como exemplo de boa
tradução, porque toda a tradução vai ter
uma outra coisa que poderia ser
traduzida diferente, né? Tem que
entender o princípio da tradução.
>> Exatamente. Exatamente. Eu acho assim,
enfim, eu poderia falar horas porque a
NTLH marcou muito a minha vida, assim,
porque quando eu li a primeira NTLH,
não, não foi a NTLH que eu li, eu acho
que é outra tradução, mas também é nessa
pegada. Mas depois uma NTLH caiu na
minha mão, uma muito bonita. Acho que
era até com papel com papel amarelado de
é nem legal, mas ela ela era ecológica,
é papel
reciclado. Alguém até me diz: "Não, mas
até mais caro fazer bíblia assim". E eu
tinha uma meio que de estudo e tal. Eu
lembro que eu dei uma vez para um jovem
que ele ficou apaixonado, eu dei numa
pregação e eu lembro que aquilo me
encantou, mano. Eu tô entendendo o que
Deus tá falando, né? E eu tinha um
contexto com, né, pentecostal, onde Deus
fala, né, com mesóclise. Aí eu falei:
"Não, não, mas Deus fala a minha língua
também". Eu achei muito sensacional.
Achei muito e para acho que como Bíblia
de entrada de um novo convertido, ela
faz um papel sensacional. Sensacional.
Sempre disse, tradução da Bíblia, qual é
a melhor? Para quem? Por quê? Onde vai
ser utilizado? depende muito disso.
>> Olha, a melhor tradução, você tratando
hoje do Brasil e das traduções que a
gente tem disponível, a, na minha
opinião, a melhor tradução é aquela que
você lê. Isso. E a que fala o coração.
>> Exato. Exato. Exatamente.
>> Bom, a última pergunta que eu te faço é
depois de você conhecer tudo isso, esse
processo todo, alguns dos nossos
projetos, dos nossos programas, qual a
impressão que você está levando, saindo
daqui hoje sobre esse trabalho da SBB de
levar a palavra de Deus, servindo a
igreja, servindo a sociedade, servindo
as pessoas? Olha, uma das informações
assim que me assustou é a quantidade às
vezes de Bíblias, né, que são mandadas,
por exemplo, foi mandada a Bíblia paraa
guerra da Ucrânia, né, eh, para os
presídios, para várias tragédias que
acontecem. Eh, e eu acho que isso é
muito bonito de ver que, de fato, a
palavra, a missão que Jesus dá à igreja
de ir por todo mundo, pregar o
evangelho, eu vejo como esse bebê tá
comprometida com isso, né? o tanto que
vocês fazem de projetos sociais, né, e o
tanto de Bíblia que é produzido. E agora
você me fala desse também desse
engajamento, produz boas bíblias de
estudo, né, de diferentes tipos,
inclusive eu vejo que é isso, é o
cumprimento do ID de Jesus, né, esse
compromisso, porque não tem como ir e
anunciar as boas novas sem a palavra de
Deus, né? Então, até o próprio trabalho,
né, vários idiomas são feitos aqui,
sabe? eh, até mesmo idiomas ou dialetos
indígenas, né? Como isso é um trabalho,
eu f eu tenho uma prima, né, por parte
da minha esposa que trabalha na
tradução, né, da Bíblia para dialetos
indígenas e tal. E às vezes é só o
evangelho de João que eles recebem lá,
né? Enfim, eu não sei qual que é o
evangelho que vocês mais imprimem para
esses dialetos, mas eh isso é
maravilhoso, sabe? Então assim, a pessoa
ter lá a palavra de Deus no dialeto
dela, eu acho que às vezes a gente se
perde um pouco, né, como pessoas que
moram no Brasil cristianizado e até
evangelizado em última análise, que a
gente tem Bíblia de tudo quanto é cor,
capa, e às vezes a gente não se dá conta
de que tem pessoas que não têm isso, né?
E que por isso que o trabalho desse bebê
tem que continuar, porque tem pessoas
que incrivelmente não tem uma Bíblia ou
às vezes não tem uma Bíblia adequada pra
sua leitura, pro seu grau, né? escolar,
por assim dizer, ou até mesmo pro
tamanho da sua visão, o que a sua visão
consegue enxergar, né? Então, por isso
que graças a Deus pelas bíblias de letra
gigante imensa, sei lá qual é o tamanho
que tem hoje, né? Então, glória a Deus
por isso e e é um trabalho feito com
muito carinho. Eu fiquei de cara, né,
mano? Tem gente costurando capa de
Bíblia aqui. Exatamente, né? Então,
assim, todo um trabalho artesanal, sabe,
pela palavra de Deus, para popularizar a
palavra de Deus. Então, eu vi assim
muito esmero, muita qualidade, sabe?
Esse esmero e manualidade me chamou
muita atenção assim esse compromisso em
ir mais longe, né? E não adianta ir sem
a palavra de Deus. Se hoje nós
quiséssemos colocar uma Bíblia na casa
de em uma casa, qualquer casa da
população mundial, nós precisaríamos de
mais 100 anos para conseguir fazer isso.
Então, veja, a gente produz ali uma
Bíblia a cada 3 segundos e ainda assim
não damos conta. Por isso a gente tá
sonhando, inclusive com a cidade da
Bíblia, que é para aumentar a produção e
criar um grande centro de treinamento,
de engajamento bíblico para levar a
palavra de Deus no mundo todo. Então
essa missão precisa continuar. É muito
bom ter você aqui com a gente,
conhecendo um pouco mais disso,
participando. É uma alegria de de
verdade recebê-lo aqui.
>> Muito. Eu que agradeço pela
oportunidade. Que bom que deu certo a
agenda, tá? Eí, realmente eu fico,
glorifico a Deus por tudo que aconteceu
aqui nessa manhã.
>> Muito bem. Bom, suas últimas palavras,
considerações finais.
>> Muito bom, gente. Olha, o que eu costumo
dizer, né, como parte da essência do meu
trabalho, eh tem uma frase que eu
costumo falar que o abismo que nos
separa de um verdadeiro avivamento, ele
é do tamanho do nosso desprezo pelas
escrituras. Sem escritura, sem conhecer
a palavra de Deus, não tem genuíno
avivamento, não tem missão, né? Quando
um cristão ele não se dedica de coração
à doutrina dos apóstolos, isso para nós
hoje em dia quer dizer a palavra de
Deus, né? o canon, os 66 livros que
estão ali prontos para nós lermos, para
nós lermos inclusive numa linguagem que
a gente possa entender as bíblias de
estudos que nós temos que nos ajudam a
entender texto, contexto, porque como eu
disse anteriormente, a Bíblia não é um
livro simples. Em última análise, tem
muitas, muitas passagens na Bíblia que
nós precisamos estudar, nos debruçar.
Então, nós precisamos, sabe, eh, meditar
na palavra de dia e de noite. Nós
precisamos dedicar o nosso coração,
porque o salmista vai dizer: "Lâmpada
para os meus pés é a tua palavra e luz
para o meu caminho." Então, não tem como
nós andarmos no mundo em trevas se não
estivermos iluminados pela palavra de
Deus. Então, que nós possamos ser
cristãos que manejem bem a palavra da
verdade. Eu sei que essa orientação
Paulo dá para um obreiro, Paulo dá para
um presbítero. Só que se nós entendemos
que toda a igreja tem responsabilidade
sacerdotal, e próprio Paulo vai dizer
isso na carta ao título, né? Os mais
velhos ensinando os mais novos, né?
Então, a igreja é uma igreja sacerdotal.
Pedro vai dizer isso, né? Apóstolo João
vai dizer isso. Nós somos uma comunidade
sacerdotal e não tem como ser um
sacerdote, uma sacerdotisa do Deus
Altíssimo se não conhecer a sua palavra.
Então que a gente possa realmente se
engajar em conhecer o livro que molda a
nossa fé. E não é só um livro de
doutrinas, de regras, como muitas vezes
a gente enxerga a Bíblia. Ah, é um livro
cheio de regra, não é? Não dá, gente. É
um livro que mostra a história da
redenção. E quando eu entendo que eu
faço parte de uma história muito maior
que a minha história, com o que eu estou
vivendo aqui em 2026, né, o que eu vivo,
o que eu faço para Deus é minúsculo
diante da história que Deus tem
construído, diante da história da
redenção que começa com Abraão. Então,
eu sou parte de algo muito glorioso, de
algo muito maravilhoso. Então, eu
costumo dizer o seguinte: se você não lê
a Bíblia, se você não estuda a Bíblia,
você não sabe nem quem você é. Você é
perdido na missão de Deus. Você não
conhece a sua identidade. Porque o ler a
Bíblia, o se engajar com a Bíblia, não é
sobre ter conhecimento das Escrituras
para dizer que tem conhecimento das
Escrituras. Não, a gente não precisa de
mais um perito em Bíblia. A gente
precisa de mais um discípulo de Jesus.
>> Muito bem. A Bíblia foi dada para mudar
as nossas vidas,
>> não só para aumentar o conhecimento.
>> Exatamente.
>> Bibo, obrigado pela tua presença. Deus
te abençoe no seu trabalho, na sua
missão, sua família. Amém.
>> A você que esteve conosco, muito
obrigado por assistir esse programa. Eu
quero convidá-lo, convidá-la a se
inscrever no nosso canal, a compartilhar
esse vídeo com outras pessoas, porque
certamente ele pode abençoar a vida de
muita gente. Que Deus continue
abençoando a sua vida, a sua igreja, seu
ministério e não perca o próximo
programa Impressões e toda a nossa
programação aqui no canal da SBB. Deus
te abençoe. Até a próxima. Ciao. Ciao.
[música]

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